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Filme: Mesmo Se Nada Der Certo

Título Original: Begin Again
Lançamento: 2014 

Direção: John Carney
Elenco: Keira Knightley, Mark Ruffalo, James Corden, Adam Levine
Gênero: Drama, Romance, Musical
Sinopse: Uma cantora (Keira Knightley) se muda para Nova Iorque, mas logo após chegar no local, seu namorado americano decide terminar o relacionamento. Em plena crise, ela começa a cantar em bares, até ser descoberta por um produtor de discos (Mark Ruffalo), certo de que ela pode se tornar uma estrela.

Vou ser sincera e confessar que o meu interesse inicial pelo filme começou por ter o Adam Levine no elenco, não só pelo fato de ser ele especificamente, mas também por estar curiosa para ver ele em cena. Só que, assim que vi o trailer, o filme me conquistou por si mesmo e me deixou realmente ansiosa. Porém eu não estava esperando o que encontrei, um filme movido por música, sensível, cru e carregado de verdades. Fazia muito tempo mesmo que eu não amava um filme tanto assim.

Dan (Mark Ruffalo) é um produtor musical que acabou se perdendo na vida, se separou da esposa e desde então se afastou muito da sua filha adolescente, no trabalho faz mais de sete anos que não fecha um contrato e vem sofrendo com a cobrança do seu sócio e  é por tudo isso vive entregue à bebida. Depois de um dia especialmente ruim ele vaga pelo metrô de Nova Iorque até que acaba parando em um bar onde, depois de tanto tempo, uma cantora finalmente o atraí.
Gretta (Keira Knightley) é uma compositora esporádica que se mudou para Nova Iorque com seu namorado, Dave (Adam Levine), depois que ele ficou famoso por ter suas músicas em um filme de sucesso e terminou assinando um contrato com uma grande gravadora, mas ela acabou o perdendo para a fama. No seu último dia na cidade, o seu amigo Steve (James Corden) que trabalha tocando na rua, a convence de ir em um bar onde ele vai tocar.
Assim Dan e Gretta se conhecem e conseguem se entender em meio a personalidades tão marcantes e diferentes e fazem um acordo, ela querendo fugir de todos os clichês de sucesso e ele querendo fazer algo autêntico.

O primeiro ato do filme já mostra que ele não é apenas mais um. Primeiro nós vemos a cena como um telespectador, uma garota que é meio que forçada a subir no palco pelo amigo e um cara na platéia que começa a ouvir sentado no bar e termina de pé lá na frente. E então nós vemos a mesma cena pela perspectiva de Dan, depois de um dia horrível que trouxe a tona todos os fracassos que já teve na vida e que, de repente, se vê encantado e movido por aquela música. E, por último, nós temos o ponto de vista de Gretta, que está com o peso de todas as desilusões dos últimos meses e que derrama toda sua dor nas letras que está cantando.
Eu não sei explicar de forma concreta, mas existe algo de único em Mesmo Se Nada Der Certo. Ele possui uma sutileza e uma sensibilidade que move quem está assistindo ao mesmo tempo que a sua visão crua e realista das pessoas e da vida se tornam reconfortantes por serem tão fáceis de se relacionar,

Poucas vezes vi personagens tão reais, com personalidades tão definas e tão complexos em seus valores, seus sonhos e seus sentimentos. Cada um luta contra seus próprios demônios, se recupera de suas próprias rasteiras da vida, mas não são inundados de drama e tristeza. Eles são intensos e cheios de verdade, cada um possuiu características que os diferenciam. E eles não seriam tão bons se não fosse pelas atuações que estavam no ponto com os atores que estavam visivelmente confortáveis em seus papéis. E não digo isso apenas da Keira Knightley e do Mark Ruffalo, que são os protagonistas, mas também de todo o elenco que foi incrível. Com destaque para o James Corden que fez um Steve extramente carismático, para a Hailee Steinfeld que construiu uma personagem interessante, mesmo com seu pouco tempo em cena, e até mesmo para o Adam Levine não fez feio.

Essa característica incomum de criar personagens complexos e cheios de personalidade não é o único diferencial do filme. Fiquei surpresa ao ver que a estória não tomou o rumo previsível ou esperado. Por mais que pareça, esse não é um filme sobre superação, sobre sair do buraco e se tonar um astro do rock. Nenhum desses personagens sofre grandes transformações de vida, todas elas são pequenas, internas e emocionais. Os personagens passam por uma jornada de descobrir a si mesmo e aceitar o que são para então serem felizes dentro do que já possuem. Uma escolha arriscada, mas que funcionou, fazendo do filme uma estória comum de pessoas comuns com problemas comuns.

É preciso dizer que a música é o grande norte desse filme, e não é simplesmente pelo fato de ser a causadora de todos os conflitos do filme. É quase como se a música fosse um personagem, muitas vezes ela substituí diálogos e em outras vezes representa o sentimento dos seus personagens. Ela guia todos os acontecimentos e é a responsável por cenas encantadoras e memoráveis como, por exemplo, quando a Gretta e o Dan dividem a playlist, Qualquer amante de música vai se sentir tocado ao assistir esse filme, são tantas músicas incríveis e tantos tributos a ela, sem dúvida é a música um dos principais fatores que tornam Mesmo Se Nada Der Certo um filme tão diferente, especial e sensível.

É difícil falar sobre algo que você gosta muito, e é assim que estou me sentindo agora. Eu fui completamente conquistada e tocada pela estória agridoce de Mesmo Se Nada Der Certo e queria passar tudo o que senti para vocês, mas parece que por mais que tente não consigo dizer o suficiente. Termino falando apenas que, como comentei lá em cima, faz muito tempo que não me apaixono tando por um filme e que se nada do que eu disse chegou a te convencer apenas clique aqui e tenha um gostinho do quão incrível o filme é. 


Aconteceu em Paris - Molly Hopkins

Aconteceu em Paris - Evie Dexter #1
Autor:  Molly Hopkins
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 480

Avaliação:  

Sinopse: Evie Dexter quer fazer carreira como guia de turismo. Determinada como é, e cheia de coragem por causa de um ou outro drink, ela logo começa a “melhorar” seu currículo. E consegue um ótimo emprego: acompanhar turistas por toda Paris.Agora é só uma questão de se firmar como profissional demonstrando o seu melhor. Mas os vinhos franceses são tão gostosos... E seu tutor, Rob, é bonito demais!
O primeiro romance de Molly Hopkins é um livro que todo mundo gostaria de ler. É verdade que você pode se incomodar com o comportamento de Evie quando ela descobre que Rob é muito rico, e pode até ser que você ache que Rob é exageradamente controlador. Mas nada é maior que as gargalhadas que você dará quanto mais conhecer a garota descomedida, apaixonada e com um imenso coração que é Evie. Uma moça como muitas que conhecemos.
Evie está desempregada e com os cartões abarrotados de contas. Ela divide o apartamento com a amiga Lulu, tão irresponsável quanto ela. Por se ver cheia de contas para pagar, Evie decide procurar um emprego que também lhe proporcione divertimento. E nada melhor que trabalhar como guia de turismo. Porém, Evie não tem nenhum conhecimento na área, mesmo assim ela estudou o guia de Paris e foi participar da entrevista de emprego. E....Passou na entrevista!!!

A personagem é toda atrapalhada, mente demais, é completamente irresponsável, mas também é MUITO divertida. Quando começa no emprego como guia de turismo, Evie apronta poucas e boas. É responsável para guiar um grupo da terceira idade e todos acabam se apaixonando por ela, mesmo quando ela mente descaradamente, todos adoram o jeito dela. Durante vários momentos da viagem, dei muita risada, quando a excursão passava por algum ponto turístico, Evie não sabendo o que dizer, inventava uma história qualquer e se saía muito bem, mesmo mentindo.

Nesse emprego é que Evie conhece Rob. Apesar  de lindo, ele não é um cara que podemos chamar de "legal". Rob é arrogante, porém, acaba cuidando de Evie, mesmo que de forma dominadora, mas cuida. Não deixa que ela se afunde ainda mais em dívidas.

A história em si não é de todo romântica. É um livro engraçado, com personagens divertidos e também tem um pouco de drama. Rob não é perfeito, e mesmo se apaixonando de cara por Evie, acaba pisando na bola com ela, muito feio. 

A capa do livro não faz jus à história. Particularmente achei essa capa MUITO feia. A capa, a foto do casal, a fonte usada no nome do livro. Achei tudo feio demais e infelizmente, acredito que isso acaba fazendo com que o leitor nem sempre se sinta atraído pra ler um livro de capa feia. Li porque me interessei pela sinopse, já havia lido comentários legais sobre o livro, mas se entrasse em uma livraria e visse o livro, não me sentiria atraída pela capa.

Apesar das 480 páginas, o livro flui numa velocidade absurda. É um chick-lit muito divertido, o primeiro livro escrita pela Molly Hopkins e achei que ela se saiu muito bem. Agora estou doida pra ler o segundo livro da série: "Aconteceu em Veneza" ;)


Libertada - Michelle Knight

Título: Libertada
Autor:  Michelle Knight com Michelle Burford
Editora: Fontanar
Número de páginas: 192

Avaliação:  

Sinopse: Como Michelle Knight, uma jovem mantida em cativeiro durante uma década, conseguiu superar o passado? Um relato comovente sobre como não perder a esperança e seguir em frente. “No dia em que desapareci em 2002, pouca gente pareceu notar. Eu tinha 21 anos, era uma jovem mãe que havia parado numa loja de conveniência, uma tarde, para pedir informações. Durante os 11 anos seguintes, fiquei trancafiada no inferno. Essa é a parte da minha história que talvez você já conheça. Há muito mais coisas que você não sabe.” Michelle Knight foi raptada em 2002 por um motorista de ônibus escolar de Cleveland chamado Ariel Castro. Por mais de uma década, ela sofreu torturas inimagináveis nas mãos de seu sequestrador. Em 2003, Amanda Berry juntou-se a ela no cativeiro, seguida por Gina DeJesus em 2004. A fuga das três, em 6 de maio de 2013, foi notícia ao redor do mundo. Milhões de pessoas comovidas agora se perguntam: o que realmente aconteceu naquela casa, e como Michelle encontrou forças para sobreviver? Mal saída de sua própria infância problemática, Michelle estava afastada da família e lutando para reaver a guarda do filho quando desapareceu. A polícia acreditava que ela havia fugido, por isso retirou seu nome da lista de pessoas desaparecidas 15 meses após o seu sumiço. Castro a atormentava com isso, lembrando que ninguém procurava por ela, que o mundo lá fora a esquecera. Mas Michelle não se deixava abater. Comovente, chocante, e por fim triunfante, Libertada revela os detalhes da história de Michelle, incluindo os pensamentos e orações que a ajudaram a encontrar coragem para suportar suas inimagináveis circunstâncias e construir, a partir de agora, uma vida que valha a pena ser vivida. Ao compartilhar seu passado e seus esforços para criar um futuro, Michelle se torna a voz dos que não têm voz, e um poderoso símbolo de esperança para milhares de crianças e jovens que desaparecem todo ano.

Hoje a resenha é sobre um livro de não ficção. Um livro que comecei a ler para um desafio e que foi totalmente impactante. Pensei em desistir quase na metade da leitura, mas fiquei firme. Porque desistir? Porque achei a história forte demais, achei pesada, triste, sofrida. Mas segui em frente.

Quando escolhi o livro, achei que a pior parte do livro seria sobre o cárcere, os 11 anos que Michelle, a personagem e também autora do livro passou encarcerada, após ter sido sequestrada. Pensei que fosse mais um daqueles casos de crianças/pessoas que tinham uma vida "normal" antes de serem sequestradas e passaram por todos os horrores sob o domínio de um sequestrador. Mas, mais uma vez me enganei.

A vida de Michelle nunca foi "normal". Depois de viver por muito tempo dentro de um veículo com os pais e vários irmãos, encontram uma casa para morar. E com eles, vão vários familiares. Michelle passa a ser abusada sexualmente por um dos parentes, desde bem pequena. E isso dura por anos! Ela consegue fugir por um tempo, quando passa a traficar drogas, mas é encontrada pelo pai, que a leva de volta. E os abusos continuam.

Com 16 anos, Michelle conhece um garoto, de quem tem um filho. Mesmo com todas as dificuldades, Michelle cuida do filho da melhor forma possível, mas um dia, o namorado de sua mãe, quebra a perna de Joey e ele é retirado de seus cuidados pela assistência social.

E quando Michelle está procurando um endereço, para uma reunião com uma assistente social, é sequestrada por Ariel, pai de uma de suas amigas. E então, começa o terror. Ela é estuprada, espancada, abusada de todas as formas imagináveis e inimagináveis também. É espancada em todas as vezes que engravida no cárcere (5 vezes), abortando em todas elas. Depois de um tempo, passa a dividir o cárcere, com duas outras adolescentes, que passam pelos mesmos horrores que ela.

Michelle fica encarcerada por 11 anos. E eu, a todo momento me perguntava: "como ela suportou passar por tudo aquilo?", "Porque a vida de Michelle foi tão sofrida, desde criança?". 
Perguntas que ela mesma se fazia e mesmo sem obter respostas, nunca perdeu a fé em Deus, nunca deixou de acreditar n'Ele e pelo amor incondicional que sentia pelo filho, suportou todas as atrocidade as quais foi submetida.

"Às vezes me pergunto qual a finalidade de toda essa dor que vivi? Por que Deus não pode tornar possível que nunca passemos por dificuldades? Um dia, no céu, vou ter que perguntar isso a Ele. Mas por enquanto, o único sentido que posso dar a tudo o que aconteceu é esse: todos nós enfrentamos dificuldades. Podemos não querer isso, mas enfrentamos. Mesmo não entendendo minha dor, preciso transformá-la em algum tipo de propósito".

O livro é chocante, comovente, triste, intenso e tenso. Chorei, me senti muito mal, mas continuei lendo. Esse foi o livro de não ficção mais forte que li em toda minha vida. É um livro triste, mas não é um livro ruim, é uma história de superação e de coragem. Indico muito a leitura.


Cinco séries que eu estou assistindo no momento

Eu simplesmente amo assistir séries, quero ver todas as existentes no mundo, o que é humanamente impossível, já que eu faço algumas outras coisas, como viver hahaha. Sendo assim, o TOP 5 de hoje é para contar para vocês as minhas cinco séries preferidas no momento! Espero que gostem. E ah, não segui nenhuma ordem de preferência. ;)

1 - The Big Bang Theory

Sheldon Cooper.  Esse é o motivo de eu amar completamente essa série. Claro que todos os personagens são absolutamente incríveis, mas Sheldon rouba a cena. A série conta a história de quatro amigos nerds, que viviam suas vidas tranquilamente até que uma jovem linda, e não tão inteligente, passa a morar no mesmo andar que Sheldon e Leonard. A chegada de Penny vai mudar toda a dinâmica do grupo. 
O humor de The Big Bang Theory é extremamente inteligente, eu sempre me divirto MUITO. Se por uma acaso você nunca assistiu, assista, tenho certeza que vai amar!.

2 - Supernatural

Essa é a queridinha de todos os tempos, a cada nova temporada, eu gosto um pouco mais dos irmãos Winchester. Claro que a série teve seus altos e baixos, algumas temporadas foram um pouco mais fracas, mas isso não diminui o meu amor por ela. A 10ª temporada de Supernatural vai ser intensa, já estou doida para conferir o primeiro episódio!

3 - Arrow

Eu sempre fui fã do Arqueiro, sempre foi um personagem que me agradou nos quadrinhos. Mas, confesso que quando comecei a assistir Arrow, tive medo de que fosse um grande fiasco. Para a minha completa surpresa, a série se mostrou bem melhor do que eu esperava, e estou muito feliz com isso. Felicity é a minha personagem preferida, e espero que Laurel se mostre mais útil na terceira temporada, que inclusive já estreiou nos EUA, mas ainda não tive tempo de conferir.

4- Revenge

Revenge é uma série que eu gosto, mas ao mesmo tempo odeio. Sim, bem contraditório. Acho que a vingança de Emily/Amanda já perdeu o rumo faz tempo, a garota destrói os inimigos, mas não sem antes destruir a si mesma. Tenso isso. Sem contar que a quarta temporada chegou derrubando todos os forninhos e me deixando surtada. No entanto, sigo assistindo, e torcendo para que Emily seja feliz (sim, sou piegas). 

5 – Teen Wolf

Teen Wolf é amor demais. Sério. Acho incrível o tanto que a série evoluiu desde a sua primeira temporada, o que seria uma série teen bem bobinha sobre lobos, se tornou algo muito maior, pelo menos para mim. Não sei quando a quinta temporada irá começar, mas estou mais do que ansiosa!
***

Então é isso gente, esse é o meu TOP 5 do momento, mas tem muitas séries que eu vejo e adoro, e tantas outras que quero começar em breve. Qual é o TOP 5 de vocês?

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