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29
abr 2015

ARQUIVADO EM: Literatura

AuNatalieStandiford- livroseblablablator: Natalie Standiford
Título original: Confessions of the Sullivan Sisters
Editora: Galera
Número de páginas: 348
Avaliação: 2.5/5

Quando o futuro da família está em jogo, não há segredo grande ou pequeno demais. A avó das irmãs Sullivan reúne a família para anunciar que em breve morrerá. E, possivelmente pior, que removeu toda a família de seu testamento. Como ela é a fonte de quase toda a renda familiar, isso significa que ficarão sem um tostão. Ela foi ofendida por alguém da família, mas diz que, se o ofensor se revelar com uma confissão do seu crime enviada para seu advogado, ela pode recolocar a família no testamento. Agora, nenhum segredo é grande ou demais para as irmãs Sullivan. E que comecem as confissões. 

Foi a capa de As Confissões das irmãs Sullivan que me conquistou e fez com que eu solicitasse o livro. A matriarca da família Sullivan acaba de surpreender a todos. Dona de uma fortuna imensa, e conhecida por ser uma mulher firme e implacável, a Poderosa Lou – como é conhecida – reúne sua família e avisa que morrerá em breve, pois está doente. No entanto, ela acaba de retirar toda a afamilia de seu testamento, pois alega ter sido ofendida profundamente por um dos seus familiares, e enquanto essa pessoa não escrever um carta confessando seus pecados e pedindo perdão, todos permanecerão fora do testamento.

O problema é que ninguém sabe quem realmente foi o culpado, sendo assim as três netas da Poderosa Lou: Norrie, Jane e Sassy,  decidem escrever suas cartas, já que elas acreditam serem as culpadas. A partir dai o livro é dividido em três partes, todas narradas em primeira pessoa, a primeira por Norrie, a segunda por Jane e a terceira por Sassy, a caçula das irmãs.

Norrie é a mais velha das garotas, é ela quem nos apresenta à família Sullivan (que é bem numerosa, além das três irmãs temos mais três garotos, o pai e a mãe). A garota não é a personagem mais carismática do mundo, e durante toda a sua narrativa me pareceu um tanto quanto superficial, não consegui me identificar ou torcer por ela. Norrie sempre faz o que sua avó manda, é como se ela não tivesse vontade própria, isso até ela conhecer um rapaz mais velho que vai mexer com sua cabeça e tirar sua vida da estabilidade habitual.

Jane é a irmã do meio e faz de tudo para ser a rebelde. Ela cria um blog intitulado “minha família malvada” onde ela conta todas as maldades da sua família. Achei muito ofensiva a maneira como ela expõe sua família, sem pensar nas consequências, mais uma vez não consegui gostar tanto assim da personagem.

A última parte é narrada por Sassy, a caçula das três irmãs. Apesar de sua história não ser nada impactante, essa foi a única personagem que conseguiu me cativar. Ela é inocente e acredita que de alguma forma é invencível, já que caiu em um buraco muito fundo e foi “atropelada” duas vezes sem se machucar. Sem mencionar o segredo que ela esconde, e que acredita ser o motivo da magoa de sua avó.

Apesar de não ter sido uma leitura cativante, a escrita de Natalie Standiford é bem envolvente, e consegui ler o livro em pouco tempo. A narrativa é em formato de cartas, onde cada uma das irmãs conta sua versão, com direto a observações cheias de sarcasmo e pedidos de desculpa por citar palavrões. Gosto desse tipo de narrativa, acredito que a leitura se torne mais dinâmica. As personagens também foram bem construídas, cada uma possui suas essência e características bem marcantes.

Para mim a família Sullivan é desestruturada, a avó é arrogante e se acha a dona da verdade, quer controlar a vida de todos e não se incomoda com o que cada um pensa. O pai é chamado por todos de “Paizão”, mas ainda que seja bastante carinhoso, ele mal abre a boca e nunca se impõe (um banana). A mãe não gosta de ser chamada de mãe, então todos os filhos a chamam de Ginger, ela é zero maternal e só sabe reclamar e ficar deitada. Os irmãos mais velhos aparecem bem pouco e o caçulinha, Takey, é praticamente criado pela empregada. Ou seja, família bagunçada.

Minha esperança era de que o final fosse surpreendente e conseguisse me conquistar, mas infelizmente isso não aconteceu. Sim, ele é inusitado e eu não esperava, mas não consegui aceitar que a Poderosa Lou precisasse fazer tanta tempestade por aquilo.

No geral foi uma leitura leve e rápida, a edição lindíssima e caprichada me agradou muito. Se você procura uma leitura que te entretenha e relaxe, é provável que consiga gostar mais do que eu.

Se você já leu, não deixe de comentar aqui embaixo, quero saber se vocês tiveram a mesma impressão do que eu.


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28
abr 2015

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

Vingadores-A-Era-de-Ultron-poster-2

Título Original: Avengers: Age of Ultron

Lançamento: 2015

Direção: Joss Whedon

Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo

Gênero: Ação, Aventura, Ficção Científica

Sinopse: Tentando proteger o planeta de ameaças como as vistas no primeiro Os Vingadores, Tony Stark busca construir um sistema de inteligência artifical que cuidaria da paz mundial. O projeto acaba dando errado e gera o nascimento do Ultron (voz de James Spader). Capitão América (Chris Evans), Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) terão que se unir para mais uma vez salvar o dia.

Vocês não tem ideia de como eu contei os dias para poder falar sobre Vingadores 2. O primeiro filme me pegou totalmente de surpresa e foi o que me tornou realmente uma fã do universo da Marvel. Não estou brincando quando digo que assim que saí do cinema da primeira vez que fui assistir Os Vingadores já estava ansiosa pelo próximo. Então não preciso nem comentar que estava esperando muito de Vingadores: Era de Ultron, tanto pela qualidade do primeiro quanto pelos ótimos filmes que Marvel produziu após ele, como Capitão América 2 e Guardiões da Galáxia. E, depois de ir duas vezes ao cinema, posso dizer que o filme é sim muito bem feito, com uma qualidade técnica muito melhor que o primeiro e mantém tudo aquilo que já amamos sobre esse grupo de heróis. Mas ainda sim não conseguiu se tornar o meu favorito.

Primeiro quero falar sobre uma das características que mais me deixou feliz nessa continuação: é  muito fácil notar a evolução do roteiro nesse filme em vários aspectos. O enredo é muito mais balanceado e bem distribuído que o do filme anterior, nós temos, por exemplo, diversas cenas de ação incríveis distribuídas durante todo o longa e não somente no final, nós temos um pouco mais de complexidade, tanto pela quantidade de acontecimentos como também pelas motivações por trás dos personagens, e, por fim, temos um clima um pouco mais sério sem deixar de lado as várias partes engraçadas e o ambiente descontraído.

Para mim outro ponto extremamente positivo são os personagens. Dentre os próprios Vingadores todos aqueles que brilharam no primeiro filme continuam muito bem aqui (Tony Stark <3), mas quero destacar a maneira com que os roteiristas redimiram o seu erro com o Gavião Arqueiro e deram para o personagem uma importância muito maior e que fez muita diferença em equilibrar o relacionamento de todos eles juntos.  Mas os grandes destaques vão para os novos personagens, primeiro preciso dizer que os irmãos Maximoff fizeram toda a diferença. Tanto o Pietro (Aaron Taylor-Johnson) quanto a Wanda (Elizabeth Olsen) são ótimos personagens e acrescentaram muito para o filme, principalmente a Feiticeira Escarlate que com certeza ainda vai se destacar muito nesse universo. E, para terminar, eu amei o Ultron como vilão, toda a sua personalidade imprevisível e muitas vezes infantil contribuiu para que ele se tornasse um vilão forte e ao mesmo tempo interessante, com destaque para a dublagem do James Spader que contribuiu muito para que isso fosse possível.

O filme traz também muitas referências dos próximos filmes do universo cinematográfico da Marvel e eu gostei demais disso porque, ao mesmo tempo que Vingadores 2 é considerado o encerramento da fase 2 da Marvel nos cinemas ele também é o que vai nos levar para a fase 3. Nós temos uma pequena introdução ao mundo do Pantera Negra, muitas, mas muitas mesmo, referências à Guerra Infinita (Já estou surtando para esse filme, sério!) e uma preparação de terreno para o que vai acontecer em Capitão América: Guerra Civil, que promete ser igualmente sensacional.

Mas apesar de ser um filme incrível de se assistir, com um ótimo enredo, uma qualidade inegável e não apresentar um único erro que eu possa apontar, não consegui evitar o sentimento de que faltou alguma coisa. E depois de muito pensar eu cheguei a duas razões porque esse filme não se tornou o meu favorito da Marvel até agora. A primeira é que nós já conhecemos os Vingadores, o primeiro filme foi extramente impactante porque vimos pela primeira vez todos esses heróis juntos protagonizando ótimas cenas de ação misturas com momentos hiper engraçados. Pelo menos em mim o filme causou um impacto muito grande e por mais que Era de Ultron seja melhor que o primeiro, ele traz algo que já conhecemos (E isso não é uma crítica ok? É só uma constatação.) E a segunda razão é que falta alguma coisa porque tudo o que vemos no filme vai repercutir em todos os filmes que vão segui-lo e dessa vez, diferentemente da primeira, eu já entrei no cinema sabendo o que viria depois. Então é até normal que tenhamos a sensação de que faltou alguma coisa.

Vingadores: A era de Ultron é épico, incrível e extremamente bem feito. Qualquer fã da Marvel vai passar as quase duas horas e meia do filme completamente extasiado com tudo de incrível que vemos em cena. Apesar de não ter se tornado o meu favorito do universo ele fez valer a pena os três anos de espera. Agora é curtir os próximos filmes que tenho certeza que vão ser no mínimo surpreendentes e quanto aos Vingadores nós os vemos de novo em Guerra Infinita parte 1. Mal posso esperar!





22
abr 2015

ARQUIVADO EM: Blog & Pessoal

carta

Querida Juh,

Nem sei por onde começar esta carta, são tantas coisas, tantas expectativas que tenho em você! Espero então que esteja bem, com muita saúde.

Com 28 anos sua vida não estava passando por uma boa fase financeira, viver no limite era uma constante. Será que hoje você já está bem? Sem ter que contar cada moedinha e torcer por um milagre no dia seguinte? Espero que sim.

Torço para que você tenha aberto seus olhos para a sua saúde e que tenha mudado sua alimentação e rotina, eu estou começando isso agora, espero que você tenha conseguido dar continuidade.

E o Diego? Como ele está? Ainda mais lindo do que aos 30 anos? Tenho certeza que seu coração ainda bate acelerado quando ele chega!  Quando você estiver lendo essa carta já serão 20 anos juntos, imagina só que loucura? Uma vida interinha! Continuem assim, companheiros e vivendo um pelo outro, tem dado certo. Fico curiosa para saber se você teve filhos mesmo, se a necessidade de aumentar a família modificou o seu coração, acho que torço para que sim, mesmo que hoje eu sequer pense nesse assunto. E confesso, se for para ser, gostaria que fosse um garotinho, Benjamin (mas se você na verdade tiver tido uma garotinha, não deixe que ela leia essa parte da carta, ela pode se magoar).

Aquele sonho de viver apenas do blog deu certo? Aos 28 anos isso era apenas um sonho, talvez aos 38 ele seja uma verdade consolidada. Tomara. E oro para que o Diego esteja trabalhando em algo que ele ame, e que esse trabalho possa manter nossas vidas estáveis.

Por favor, me diga que finalmente você tem o escritório dos seus sonhos? Aquele todo branquinho repleto de estantes lindas abarrotadas dos seus livros queridos? E por favor, que você não tenha parado de ler, de ser apaixonada por esse universo.

Espero que você tenha aprendido a dizer não, que agora não faça nada pensando no que os outros iriam achar, que você seja mais confiante no seu potencial e no seu valor. Que você não crie expectativas inalcançáveis, mas que saiba dar o seu melhor em tudo, e não desistir por medo, sem ao menos tentar. Espero que esteja diferente da Juh de 2015.

Estou me esforçando ao máximo para que a vida de vocês dois seja fantástica. Então tenha coragem e não desista dos sonhos de vocês ok? Desculpe a pressão, mas não me decepcione.

Deus te abençoe Juh. E acima de tudo não se esqueça que Ele tem cuidado de vocês, eu sei bem disso. E que nos próximos 10, 20, 30 anos você possa ser cada vez mais feliz.

Com amor,

Juliana Sutti

Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots – um grupo de blogueiros old school que lutam pelo resgate dos blogs como forma de diário pessoal. Se você quer participar, ingresse no nosso grupo do facebook.


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17
abr 2015

ARQUIVADO EM: Literatura

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As Aventuras do caça-feitiço #1
Autor: Joseph Delaney
Título original: Revenge of the witch
Editora: Bertrand Brasil
Número de páginas: 222
Avaliação: 4/5

Thomas Ward é o sétimo filho de um sétimo filho e se tornou aprendiz do Caça-Feitiço. A missão é árdua, o Caça-Feitiço é um homem frio e distante, e muitos aprendizes já fracassaram. De alguma forma, Thomas terá de aprender a exorcizar fantasmas, deter feiticeiras e amansar ogros.
Quando, porém, é enganado e cai na armadilha de libertar Mãe Malkin, a feiticeira mais malévola do Condado, tem início o horror… e uma grande aventura!

Quando o filme O Sétimo Filho saiu no cinema eu fiquei muito curiosa para conferir. Achei o filme bem sessão da tarde e resolvi ler o livro o quanto antes, para saber se a história de Joseph Delaney se parecia com a do filme. Para a minha alegria, apesar de ter a mesma essência, o livro é MIL VEZES melhor. <3

Thomas Ward tem apenas doze anos, mas vai ver sua vida mudar drasticamente em poucos dias. Ele é filho de fazendeiros e sua única preocupação era em ajudar nos afazeres da fazenda. No entanto, seus pais querem que ele seja o aprendiz do caça-feitiços, já que ele é o sétimo filho de um sétimo filho.

O garoto aceita a missão e parte juntamente com o seu mestre, o Sr. Gregory. Ser um caça-feitiços não é nada fácil, apesar de necessários, eles não são bem vistos pelo povo e na maior parte do tempo a vida é bem solitária. Para ajudar, o Sr. Gregory é um homem rígido e um tanto quanto assustador, seus métodos de aprendizado são eficientes, mas nada fáceis. Tom vai precisar aprender como amarrar um ogro, lidar com fantasmas e feiticeiras poderosas, entre outras coisas. Além disso, ele precisa ficar longe de meninas com sapato de bico fino.

As coisas se complicam quando Tom desobedece as ordens do seu mestre e se envolve com uma garota aparentemente inofensiva, chamada Alice. Ela é sobrinha de uma poderosa feiticeira e o seu envolvimento com ela fará com que Tom precise enfrentar a temida Mãe Malkin.

“(…) Você é a última chance. A última esperança. Alguém tem que fazer este trabalho. Alguém tem que enfrentar as trevas. E você é o único que pode.”

Oaprendiz-livroseblablabla

Essa é a capa do livro 1

O Aprendiz é o primeiro volume de uma extensa série (até agora são 13 livros) chamada As Aventuras do Caça-Feitiço, minha edição contém os dois primeiros livros: O Aprendiz e A Maldição, pois se trata da edição especial com a capa do filme (imagem acima). Não sou a maior fã de capas de filme, mas eu amo esses atores e adorei a edição!! Em breve vocês vão conferir a resenha do segundo volume aqui no blog. =D

Apesar de ser um livro bastante introdutório, a leitura me agradou bastante. Joseph Delaney tem uma narrativa ágil e envolvente, e mesmo nos momentos de pouca ação consegue manter o leitor entretido.

Tom é um personagem cativante, ele sempre foi muito obediente, amável e atento aos conselhos de sua mãe, uma mulher muito sábia. Sua coragem é imensa, e mesmo estando amedrontado, enfrenta as situações e faz de tudo para aprender rapidamente. A rotina de aprendizado é bem puxada, ele precisa aprender praticamente tudo em poucos dias, o que é quase impossível. Em alguns momentos ele pensa em desistir, mas acaba sempre seguindo em frente.

Gostei muito do relacionamento de Tom com o Sr. Gregory, o mestre é um homem durão, mas que tem um bom coração no final das contas. A aventura é na medida, e torci muito para que tudo se resolvesse da melhor forma para o Tom. Agora estou ansiosa para ler o segundo livro, A Maldição, e acompanhar um pouco mais da história de Thomas Ward.

A série As Aventuras do Caça-Feitiço é direcionada ao publico infanto-juvenil, mas tenho certeza que será apreciada por todas as idades. Recomendo com certeza!


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15
abr 2015

ARQUIVADO EM: Literatura

Autor:  AmUmlugarnocoracao-livroseblablablay Hatvany
Editora: Verus
Número de páginas: 361
Avaliação: 3,5/5
Onde comprar: Americanas | Saraiva

Grace tem 36 anos, uma carreira estável e nenhuma vontade de ser mãe. No momento em que Grace conhece Victor ela acredita que tudo vai dar certo, ele não quer mais filhos, pois já é pai de Ava e Max, e as crianças vivem com a mãe – Kelli. Sendo assim, ser uma boa madrasta nos finais de semana em que as crianças passam com o pai, não deve ser assim uma missão tão difícil.

Ava tem treze anos, desde que seu pai foi embora – há três anos – ela passou a cuidar da sua família, Max tem apenas sete anos e sua mãe – apesar de ser a mãe mais amorosa e dedicada – não é muito estável, e a cada dia se mostra mais triste e frágil. A garota realmente gostaria que o pai voltasse para casa, que ele cuidasse de sua mãe, para que pudesse viver sua infância tranquilamente, mas ela sabe que ele agora está com Grace, e ao que tudo indica, ele está feliz assim.

Poucos dias após Grace e Victor ficarem noivos, Kelli morre em circunstâncias misteriosas e a vida de todos os personagens se transforma completamente. Ava e Max se mudam para a casa do pai e devido ao trabalho de Victor (ele tem um restaurante), Grace precisa assumir um papel que ela não esperava.

“É engraçado como, às vezes, quando as pessoas falam, você ainda pode ouvir as palavras que não são ditas. De vez em quando, elas são mais altas do que as que realmente saem da boca da pessoa.”

Um lugar no coração me ganhou em suas primeiras páginas, foi uma leitura intensa e rápida, e me envolvi completamente nos conflitos familiares dos personagens. Narrado em primeira pessoa, no presente, por Ava e Grace, a trama ainda conta com flashbacks da vida de Kelli, que nos aprofunda ainda mais em sua história, e pouco a pouco nos mostra o motivo de sua morte misteriosa. Amy Hatvany foi brilhante na construção de seus personagens, Ava e Grace tem sua própria voz e através da narrativa de cada uma mergulhamos em suas dúvidas e dores.

O livro transborda emoções – dor, perda e revolta são alguns dos sentimentos mais intensos em boa parte da história. Eu conseguia me colocar no lugar de Ava e sofrer junto com ela a perda de sua mãe, assim como eu conseguia me colocar no lugar de Grace, que viu sua vida completamente transformada, mas se esforçou ao máximo para dar o seu melhor. Me irritei um pouco com o Victor, ele parecia não enxergar as coisas e no desespero de ser um bom pai, acabou se distanciando um pouco.

O mistério de Kelli é o que mais me prendeu a trama, eu queria saber o que realmente teria acontecido com a personagem. Ao passo em que vamos desvendando sua infância e adolescência, eu fui me sentindo devastada, tristeza e indignação me acompanharam durante toda a leitura. Mas a história não é apenas sobre dor e perda, temos amor, entrega e superação também. É um combo completo.

Entretanto, apesar de ter amado praticamente o livro todo, me decepcionei bastante com o final, me pareceu feito de qualquer jeito, corrido e sem grande emoção. Não entendi o que aconteceu com a autora nesse momento, poderia ter sido muito melhor. Sim, temos todas as respostas que esperávamos, mas fiquei com a sensação de algo incompleto, uma pena. A capa de inicio não me chamou a atenção, mas no decorrer da leitura ela faz todo o sentido.

Um lugar no coração é uma leitura envolvente, que nos faz refletir sobre nossas próprias vidas e ações. Ainda que o final não tenha me agradado completamente, recomendo a leitura.


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13
abr 2015

ARQUIVADO EM: Literatura

Reboot-livroseblablablaAutora: Amy Tintera
Editora: Galera
Número de páginas: 350
Avaliação:  5/5
Onde comprar: Submarino

Um perigoso vírus se espalhou e praticamente dizimou a população do Texas. A partir dai alguns humanos começaram a retornar da morte. Os Reboots são fortes, rápidos e implacáveis, e não, eles não são como os zumbis que estamos acostumados a ver, eles são praticamente iguais a nós. Quanto mais tempo eles demoram para retornar a vida, menos traços de humanidade são conservados. Wren Connolly demorou impressionantes 178 minutos para reinicializar.

A garota hoje tem 17 anos, mas já é uma Reboot há cinco. Wren é a mais forte e temida de todos e trabalha para a CRAH, a Corporação de Repovoamento e Avanço Humano, desde sua reinicialização. Sua infância foi bastante turbulenta e Wren considera a morte como um alivio ao sofrimento que sempre viveu, sendo assim ela adora o seu trabalho e o executa com maestria. Não importa se ela precisa matar alguns rebeldes durante suas missões, a ordem precisa ser mantida. Ela simplesmente não se incomoda em receber ordens, ela se sente grata por ter abrigo e comida e vive bem assim.

Além de sair em missões em busca de humanos e Reboots rebeldes, Wren treina os novos Reboots. Seus incríveis 178 minutos fazem com que ela tenha privilégios, e possa escolher quais reboots ela quer treinar. Wren sempre escolhe os melhores, aqueles que ficaram mais tempo mortos. No entanto, quando Callum Reyes, um mero 22, chega com a nova leva de reboots, Wren fica intrigada, o jovem sorri demais e está sempre olhando para ela, além disso ele tem seu lado humano bastante presente e com certeza seria um fracasso nas missões. Sem saber explicar o motivo, Wren decide treinar Callum.

A partir de então a vida da temida 178 começa a mudar, Callum está cheio de dúvidas e questionamentos sobre a CRAH, e a convivência com ele acaba fazendo com que Wren também queira entender como as coisas realmente funcionam.

Reboot foi uma agradável surpresa. Com uma premissa bastante original, essa distopia conseguiu me prender totalmente e – em minha opinião – garantiu cinco merecidas estrelas.

A narrativa em primeira pessoa nos aproxima totalmente de Wren, ainda que ela pareça não ter emoções eu consegui me conectar a ela de imediato. Ela é forte, durona, decidida e implacável. A 178 é sempre a primeira opção da CRAH quando se trata de uma missão mais complexa, ela nunca falhou, e aqueles que são treinados por ela também não.

A vida de Wren não foi nada fácil, então é compreensível que ela se sinta feliz em ter um abrigo e comida. Em contrapartida temos Callum, que teve uma boa vida, e ainda não conseguiu se adaptar a “nova vida”, ele ainda se sente humano, ele ainda tem as mesmas emoções – o personagem é alma do livro, depois dele tudo começa a se transformar.

Amy Tintera tem uma narrativa rápida e fluída, a ação é constante e todos os personagens são bem construídos, de tal forma que eu fiquei ansiosa para conhecer mais sobre todos eles. Wren e Callum se completam, o relacionamento dos dois é construído de maneira progressiva, nada forçado. A autora soube conduzir a trama de maneira que nossos olhos fossem abertos juntamente com os de Wren, gostei da importância que Amy Tintera deu à parte política da história. Os cenários também foram bem descritos, eu pude facilmente visualizar a cidade.

O final é emocionante, e deixa uma boa abertura para o segundo livro – Rebel -, ainda sem data de lançamento no Brasil. Espero de coração não me decepcionar com a sequência, pois Amy Tintera tem uma história sensacional em mãos. Os direitos de adaptação já foram vendidos para a 21th Century Fox e já posso imaginar o grande sucesso que o filme será. Se você gosta do gênero, Reboot é uma leitura obrigatória. Super-recomendo!!

 E para quem gosta, também tem resenha em vídeo. \o/

Se gostou, não esqueça de clicar em gostei e se inscrever no canal. =)


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8
abr 2015

ARQUIVADO EM: Música
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Foto da Britt Nicole

 

Oi gente, tudo bem com vocês? O post de hoje mais uma vez é sobre música!

A música da vez é Gold, da cantora americana Britt Nicole. Sou apaixonada pelas músicas da Britt, acho sua voz linda e a cantora é pura simpatia. Gold é marcante porque tem uma letra que sempre me deixa para cima (você pode conferir a tradução aqui).

O clip acima é muito bom, eu adoro a maneira como ele se desenrola, mas essa é a versão normal da música e eu confesso que a versão que eu tenho ouvido sem parar é a remix, que sempre me deixa doida para sair dançando. \o/

Mas não é só essa música da cantora que eu gosto, na verdade eu amo praticamente todas. E separei mais duas que eu costumo sempre ouvir: The Lost Get Found e Ready or Not.

E ai, qual a música da vez de vocês?


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7
abr 2015

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

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Título Original: Furious 7

Lançamento: 2015

Direção: James Wan

Elenco: Vin Diesel, Paul Walker, Jason Statham

Gênero: Ação

Sinopse: Após os acontecimentos em Londres, Dom (Vin Diesel), Brian (Paul Walker), Letty (Michelle Rodriguez) e o resto da equipe tiveram a chance de voltar para os Estados Unidos e recomeçarem suas vidas. Mas a tranquilidade do grupo é destruída quando Ian Shaw (Jason Statham), um assassino profissional, quer vingança pela morte de seu irmão. Agora, a equipe tem que se reunir para impedir este novo vilão. Mas dessa vez, não é só sobre ser veloz. A luta é pela sobrevivência.

Eu não estava planejando escrever sobre Velozes e Furiosos 7 por um simples motivo: é o sétimo filme de uma franquia, não tem como não se saber o que esperar. Mas acontece que, para mim, esse foi um dos melhores filmes de Velozes e Furiosos como um todo e, acima de tudo, fez um ótimo trabalho no adeus dado à Paul Walker.

Mas vamos começar pelo mais simples. Eu confesso que tinha um certo preconceito com a franquia, mas depois de ser arrastada para o cinema para assistir o sexto filme resolvi dar uma chance para ela. Os primeiros filmes não fazem muito o meu tipo, mas depois que Velozes e Furiosos se tornou uma super produção de ação ela se posicionou como um dos meus guilty pleasures.

Qualquer um que acompanha Velozes e Furiosos sabe que a franquia ficou marcada por cenas que na realidade são completamente irreais e malucas, mas que conquistam quem está assistindo como toda a sua intensidade e exagero. E nada se compara ao que vemos nesse filme, carros voando para todos os lados – literalmente voando -, descidas por despenhadeiros que não provocam nem mesmo uma arranhão  e outras coisas completamente insanas de onde nenhum ser humano sairia vivo. Mas em compensação esse filmes tem cenas de ação memoráveis, eletrizantes, que te deixam sentada na ponta da cadeira e completamente ligada no que está acontecendo. Se esse filme tem um ponto forte inegável são as suas sequências de ação.

E Velozes e Furiosos 7 não mostra grandiosidade só nesse quesito, mas também nos seus cenários. O filme passeia entre locações super diferentes: uma montanha, o deserto, um apartamento luxuosíssimo e as ruas de Los Angeles. E todos eles são ricos de detalhes o que faz um contraste interessante de se ver. Também preciso falar que gosto muito da trilha sonora, apesar de não ser na sua maioria músicas que das quais gosto elas chamam a atenção e são essenciais para construir o clima da produção.

Em termos mais gerais não temos nada de muito diferente do que vimos nos outros filmes quando se trata do enredo. É interessante até certo ponto, sem ser nada de inovador, mas também sem chegar a incomodar. E uma coisa que eu gosto muito na franquia é que, exatamente por ter tantos filmes, você se importa com alguns os personagens. O que, vamos ser sinceros, é extramente raro em filmes de ação. As minhas críticas vão para a necessidade irritante e desrespeitosa que eles tem de focar em determinadas partes do corpo das mulheres, o jogo de câmera que acompanhava o movimento das brigas e me incomodou demais e da tentativa falha de pôr alguns frases feitas na tentativa de emocionar o público.

Mas não vamos negar que uma grande parcela das pessoas decidiram ir ver o filme por duas razões: a) ver como eles fizeram encaixar a falta do Paul Walker no filme e b) ver que tipo de homenagem que iria ser feita para ele (porque já era óbvio que isso ia acontecer). Se alguém ainda não sabe o Paul Walker morreu em um irônico acidente de carro em 2013 enquanto ainda estavam acontecendo as gravações desse sétimo filme. Eu confesso que procurei, mas não consegui descobrir se era ele todo o tempo ou não porque, sinceramente, eu não consegui perceber nenhum efeito ou dublê e, sim, ele aparece até a última cena.

Mas o mais importante, na verdade, é a forma como os produtores, o diretor ou não sei quem foi o responsável por isso, decidiram dizer adeus e homenagear o ator – e personagem também. Sério, foi de um bom gosto incrível e cheio de simbolismos. Nós temos desde um compilado de cenas dele durante toda a sua trajetória na franquia até a cena lindíssima da bifurcação na estrada. E sim, eu chorei e fiquei abalada durante um tempo. Chorei porque sou uma manteiga derretida, porque é muito triste ver uma pessoa tão jovem e com toda uma carreira pela frente morrer assim e porque a homenagem foi, de verdade, muito bonita.

Em suma, se você é fã de Velozes e Furiosos com certeza não vai se decepcionar com o novo filme da franquia. Tem muita ação, algumas sequências realmente bem feitas e algumas tiradas de humor que fez o cinema inteiro gargalhar. Se esse não é o meu preferido dos sete, está no mínimo bem perto disso.





6
abr 2015

ARQUIVADO EM: Literatura

OrganizCFador: Chris Duffy
Editora: Galera
Número de páginas: 128
Avaliação:  5/5

Numa terra nada, nada distante… Príncipes e princesas reinavam no reino do traço mágico. Cada um deles possuía um talento único. Alguns dominavam as cores; outros, a técnica. Mas todos possuíam a inegável capacidade de transformar tudo o que tocavam em algo mais divertido ainda. E o rei, Chis Duffy, reuniu esse grupo encantado para recontar, em quadrinhos, os mais amados contos de fada. Algumas fábulas se mantêm fiéis às originais. Mas outras trazem reviravoltas divertidas e, muitas vezes, emocionantes. Ao todo, dezessete histórias ganham novo colorido e humor.

Nesta antologia única, histórias que todos conhecem se unem a outras não tão conhecidas. O resultado, divertido, mostra que nem tudo é estático no universo das fadas!

Quando a Galera anunciou a publicação desse livro, eu fiquei MUITO empolgada, amo contos de fadas e amo histórias em quadrinhos! Então eu simplesmente precisava tê-lo em mãos para conferir como ficou. São 17 contos, alguns muito conhecidos como Branca de Neve e Chapeuzinho Vermelho e alguns nem tanto (pelo menos por mim), como Mingau Doce e O menino que desenhava Gatos.

4

Cada uma das histórias é ilustrada por um ilustrador diferente. O que dá um toque mais do que especial, deixando cada história única. Eu queria fotografar o livro todinho, mas isso com certeza estragaria a graça de quem quer ter o livro em mãos. Como eu não conhecia o interior do livrinho, foi uma surpresa atrás da outra.

1

Alguns contos mantém a originalidade, mas outros mudam totalmente ganhando novas interpretações se tornando bem inusitados (e um tanto quanto sem noção). Eu me diverti muito com a leitura, várias das histórias eu não conhecia e foi um prazer ser apresentada a elas dessa forma tão linda. <3

2
O responsável por essa antologia divertidíssima  é Chris Duffy, que soube muito bem escolher as histórias e os ilustradores. Minhas ilustrações favoritas são as de Craig Thompson, Raina Telgemeier e Charise Mericle Harper. E o prêmio de história mais sem noção vai para Os Músicos de Bremen. =)

3

Se você curte quadrinho e boas ilustrações, tenho certeza que vai adorar essa coletânea. Recomendo com toda a certeza e espero que não demore a ter um segundo livro com novos contos e novos ilustradores!


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31
mar 2015

ARQUIVADO EM: Literatura Vídeos

Oi gente! Tem vídeo novo no canal. \o/

Depois de eu ter dado a louca, e upado o vídeo sem nenhuma edição, o vídeo corrigido está no ar. Essa tag é bem legal, espero muito que vocês gostem.

Se você também já gravou, deixe o seu link nos comentários abaixo, vou adorar conferir as suas respostas!

♥ Tópicos:
・Twitter: Um livro que você quer compartilhar com todo mundo
・ Facebook: Um livro do qual você gostou muito e que foi recomendado por outra pessoa
・Tumblr: Um livro que você leu antes de criar seu canal no youtube, e do qual ainda não falou em vídeo
・Myspace: Um livro que você não tem a intenção de reler
・Instagram: Um livro com uma capa bonita (ou, um livro “fotogênico”)
・Youtube: Um livro do qual você gostaria de ver uma adaptação para o cinema
・Skype: Um livro com personagens com os quais você gostaria de conversar

 

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