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5
dez 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

Autora: Gaby Brandalise

Editora: Verus

Número de Páginas: 208

Avaliação: 5/5

Sinopse: O que você faria se precisasse escapar da sua própria vida? Uma história inspirada em dramas coreanos.  

Marina vive em Curitiba, atormentada pelas agressões do ex-namorado. So vive em Seul, preso a uma culpa da qual não consegue se livrar. Em mundos tão distantes, mas carregando dores parecidas, a história dos dois vai se cruzar e fazer com que eles finalmente tomem o controle da própria vida, encontrando o ponto de virada que sempre buscaram. Pule, Kim Joo So é uma história ágil e original, que vai surpreender e divertir da primeira à última linha.

Sou louca por dramas coreanos, e foi assim que conheci a Gaby Brandalise, quando em seu canal no YouTube, ela falava da intensidade dos beijos naqueles dramas, bem como toda a dedicação dos atores asiáticos em busca da cena perfeita, os melhores ângulos, luzes e sombras.

Quando descobri que a Gaby estava escrevendo um livro que abordava esse universo que havia conquistado meu coração, surtei!

Pule, Kim Joo So é uma história inteligente, ágil e surpreendente que vai levar você para dentro dos dramas coreanos!

O livro conta a história de Kim Joo So, um coreano que esta em busca de autoconhecimento e Marina, uma brasileira que esta tentando se livrar de um ex namorado abusivo. Os dois se conhecerão de maneira inusitada e descobrirão que mesmo sendo de lugares tão diferentes, tem muito em comum.

“ Aproximou-se e paralisou diante da porta. Havia um homem asiático tentando se esconder, escorado na parede de azulejo, uma expressão de pânico estampada no rosto. Marina estreitou os olhos, curiosa, e abaixou o alicate de unha. Nunca tinha visto um homem como aquele.” (Página 13)

Durante a leitura, me vi totalmente inserida naquela trama, foi um misto de emoções, parecia que eu estava em Seul e de repente no Brasil! Foi como se  Healer,  W,  Kill Me, Heal Me, e todos os dramas coreanos que conheço se interligassem a história do So.

O sofrimento do protagonista em alguns momentos chega a ser palpável (tadinho!), sua angústia e seus medos contrastam com o cara forte e seguro que defende Marina e a protege sempre que julga necessário. É lindo de ver!

“- Ele não vai encostar em você de novo.

– Você não pode garantir isso, mas obrigada mesmo assim. – Sorri, cheia de afeto.” (Página 67)

Gaby foi simplesmente genial ao colocar trechos de seus dramas favoritos em cada começo de capítulo, fazendo toda uma conexão com o que vem pela frente, deixando a história ainda mais interessante.

“ – Você não está com medo de mim?

– É que eu ainda não sei bem quem é você.” (Kill Me, Heal Me – Página 185)

Sem contar o trabalho primoroso da Verus Editora e sua diagramação impecável, que conjuntamente a belíssima capa criada pela linda Marina Ávila, deixou tudo perfeito!

E agora estou aqui, completamente apaixonada pela história de amor do So e da Marina, por todo o conteúdo incrível sobre cultura coreana que a autora conseguiu introduzir lindamente na trama, por toda a agilidade e sobretudo pela originalidade.

Gaby Brandalise, como boa fã de dramas coreanos, colocou todos os elementos que fazem um drama ser perfeito, tem ação, romance e mistério, tudo isso aliado a uma pegada brasileira maravilhosa, que fez com que a história ficasse na medida certa tanto para os apaixonados por dramas, como para aqueles que estão conhecendo agora.

Por isso é um livro mais do que recomendado, leiam e se deixem transportar para o mundo dos dramas coreanos, vocês não serão mais os mesmos depois dessa leitura!

 

 

 

 

 

 

 



7
nov 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

Título Original: The Handmaid’s Tale

Título no Brasil: The Handmaid’s Tale

Criador: Bruce Miller

Gênero: Drama/Ficção Científica

Ano de Lançamento: 2017

Sinopse: Depois que um atentado terrorista ceifa a vida do Presidente dos Estados Unidos e de grande parte dos outros políticos eleitos, uma facção católica toma o poder com o intuito declarado de restaurar a paz. O grupo transforma o país na República de Gilead, instaurando um regime totalitário baseado nas leis do antigo testamento, retirando os direitos das minorias e das mulheres em especial. Em meio a isso tudo, Offred é uma “handmaid”, ou seja, uma mulher cujo único fim é procriar para manter os níveis demográficos da população. Na sua terceira atribuição, ela é entregue ao Comandante, um oficial de alto escalão do regime, e a relação sai dos rumos planejados pelo sistema.

Baseado no livro homônimo da autora canadense Margaret Atwood, que no Brasil ganhou o título de O Conto da Aia. The Handmaid’s Tale narra a história de um mundo devastado, sem leis ou direitos, onde as pessoas são separadas por castas: as Martas, que são mulheres designadas para cuidar da casa, as Esposas, cujo papel é unicamente seguir e acatar as ordens dos maridos denominados Comandantes, as Tias, que são uma espécie de recrutadoras de mulheres e finalmente as Aias, moças em idade reprodutiva que são levadas para as casas dos comandantes no intuito único e exclusivo de procriar.

Porém, as mulheres não se voluntariam para ser Aias, na verdade elas são levadas contra a vontade, afastadas de seus entes queridos, perdendo qualquer tipo de contato com seus maridos e filhos, passando a viver sob um regime de escravidão.

Nessa trama surreal, o diretor Bruce Miller retrata com riqueza de detalhes, a vida das Aias, todo o sofrimento e solidão a que elas são submetidas. É angustiante, revoltante e estarrecedor acompanhar o que acontece em Gilead.

“Meu nome é Offred. Eu tinha outro nome, mas agora é proibido. Tantas coisas são proibidas agora.”

 

A atriz Elizabeth Moss esta simplesmente perfeita no papel de Offred e o comandante vivido por Joseph Fiennes, me fez esquecer completamente o jovem astro do teatro londrino de Shakespeare Apaixonado, tamanha a autenticidade de sua interpretação!

Mas, essa história não é propriamente uma novidade, uma vez que já existem diversos filmes e peças teatrais inspirados na distopia. Porém, com o sucesso da nova série, o livro de Margareth Atwood, originalmente lançado em 1986, ganhou nova capa, o que consequentemente chamou a atenção para novos leitores.

Não é para menos, com um elenco afiado, fotografia belíssima, figurino impecável e trilha sonora certeira, foi praticamente impossível não acompanhar.

The Handmaid’s Tale ainda não foi transmitida no Brasil, mas, ao que tudo indica, o Paramount Channel arrematou os direitos de transmissão e muito em breve teremos a produção por aqui também.

Lançada pela plataforma de streaming Hulu, a série narra o enredo distópico mais aterrorizante que já vi! Com um final interessante e um bom mote para uma próxima temporada, essa continuação promete ser ainda mais assustadora.

A segunda temporada que já esta sendo gravada, contará com 13 episódios e deve ser lançada em abril de 2018. Só nos resta aguardar o desenrolar dos fatos! Assistam a série, leiam o livro, vale muito a pena conhecer a escrita maravilhosa de Margareth Atwood aliada a genial direção de Bruce Miller.

 

 



31
out 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

 

Autor: Gillian Flynn

Título Original: Sharp Objects

Editora: Rocco

Número de Páginas: 300

Avaliação: 5/5

 

Sinopse: A vida da solitária Camille Preaker em Chicago resume-se a escrever matérias para a editora de polícia do jornal Daily Post, beber vodca além da conta e torturar-se pelo passado que deixou para trás na pequena Wind Gap, sua cidade natal. É para lá que seu editor a envia em busca de um furo de reportagem. Naquela comunidade ao sul do Missouri, um serial killer faz de crianças suas vítimas.

Camille Preaker é uma repórter investigativa que se vê sem alternativas ao ser enviada de volta a sua cidade natal por seu chefe em busca de um furo de reportagem. Presa ao passado e aos traumas de infância, ela precisa ter coragem para enfrentar seus medos.

“Eu me corto, sabe? Também retalho, fatio, gravo, espeto…Sou um caso bem especial. Tenho uma razão. A minha pele, sabe, ela grita. É repleta de palavras – cozinhar, bolinho, bichano, cachos – como se uma criança de primeira série manuseando uma faca tivesse aprendido a escrever em minha carna.” (Página 75)

Lembranças de uma adolescência conturbada vem à tona, fazendo com que Camille descubra aos poucos o que a levou a se automutilar durante a vida, ao mesmo tempo em que investiga as misteriosas mortes das adolescentes em Wind Gap.

“Wind Gap é assim. Todos conhecemos os segredos uns dos outros, e todos os usamos.

– Que beleza de lugar… ” (Página 91)

No entanto, nada, absolutamente nada nos prepara para as páginas finais desse tenebroso enredo e seu desfecho sensacional.

Na própria carne é uma história de amor e dor, amor colérico, amor doentio, daqueles que fere, machuca e até mata se preciso for.

“Não me importaria em revelar as histórias de Wind Gap a Richard. Não sentia qualquer fidelidade especial para com a cidade. Foi aqui que minha irmã morreu. foi o lugar onde comecei a me cortar. Uma cidade tão sufocante e pequena que todos os dias você esbarra com alguém que detesta. Gente que sabe coisas a seu respeito. É o tipo de lugar que deixa marcas.” (Página 93)

Com personagens intrigantes e surpreendentes, a autora está de parabéns por presentear seus leitores com essa obra incrível.

“Ás vezes, se você deixa uma pessoa fazer uma coisa com você, na verdade é você que esta fazendo com a pessoa.” (Página 298)

Relançado em 2015 com o título de Objetos Cortantes, este é o romance de estreia da magnífica Gillian Flynn.



10
out 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

 Título Original: Miracles from Heaven

Título no Brasil: Milagres no Paraíso

Direção: Patrícia Riggen

Gênero: Drama

Ano de Lançamento: 2016

Sinopse: Christy (Jennifer Garner) e Kevin Beam (Martin Henderson) são pais de três garotas: Abbie (Brighton Sharbino), Annabel (Kylie Rogers) e Adelynn (Courtney Fansler). Eles vivem em uma confortável casa, junto com cinco cachorros, e acabam de abrir uma clínica veterinária, o que fez com que tivessem que apertar os cintos e hipotecar a casa. Cristãos convictos, os Beam vão à igreja com frequência. Um dia, Annabel começa a sentir fortes dores na região do abdomen. Após muitos exames, é constatado que a garota possui um grave problema digestivo. Tal situação faz com que Christy busque a todo custo algum meio de salvar a vida da filha, ao mesmo tempo em que se afasta cada vez mais de sua crença em Deus.

Quando na capa do filme esta escrito que ele é baseado em uma incrível história real, acredite, porque é incrível mesmo! Milagres do Paraíso, conta a comovente história da família Beam, que vive um drama quando sua filha do meio é diagnosticada com um grave problema digestivo. Todos na comunidade ficam extremamente abalados e Christy, antes tão devota, passa a questionar sua fé e o porquê de sua querida filhinha ser acometida de algo tão penoso.

Apesar da excessiva carga dramática contida no filme, achei a história de Annabel extremamente emocionante, e o fato de ser uma história real só a deixou mais interessante, pelo menos na minha opinião.

Esse filme nos ensina a importância da fé, ele nos mostra que apesar das adversidades imposta pela vida, não podemos perder a esperança de que tudo acontece por uma razão, desconhecida muitas vezes, incompreensível, mas, nada pode ser encarado por nós como uma punição. Tudo é aprendizado, tudo é lição e que milagres acontecem todos os dias em nossas vidas, basta que saibamos reconhecê-los.

A história da família Beam é inspiradora e linda, sou louca por histórias reais, e a deles certamente ficará guardada para sempre em meu coração.

 

“Milagres estão em toda parte. Milagres são o jeito de Deus nos avisar que ELE está aqui.”  



26
set 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

Autor: Kent Haruf

Título Original: Our Souls at Night

Editora: Companhia das Letras

Número de Páginas: 160

Avaliação: 5/5 

Onde comprar:

Sinopse: No pequeno condado de Holt, no Colorado, Addie Moore faz uma visita inesperada a Louis Waters, seu vizinho. Embora não sejam amigos, moram na mesma rua há décadas e sabem um bocado sobre a vida um do outro. O marido de Addie morreu anos atrás, assim como Diane, esposa de Louis. Viúvos e septuagenários, os dois lidam diariamente com noites muito solitárias em suas casas grandes e vazias. Addie, então, propõe a Louis que ele passe a fazer companhia a ela ao cair da noite para ter a alguém com quem conversar antes de dormir. Mesmo surpreso com a iniciativa, Louis aceita o convite e não demora a estabelecer uma nova rotina: assim que escurece, vai à casa da vizinha, tira e dobra suas roupas e veste o pijama. Eles escovam os dentes, deitam-se e conversam até adormecer.

À medida que floresce a amizade entre os dois, as noites começam a parecer menos sombrias. O diálogo se desenrola de forma natural, e eles compartilham histórias, experiências, medos e frustrações. No verão, a casa de Addie fica mais cheia com a chegada do neto, Jamie, cuja presença traz novas oportunidades para que os viúvos possam se aproximar.

Apesar de Addie e Louis se entenderem perfeitamente bem, os vizinhos estranham a movimentação do casal, e não demoram a surgir boatos maldosos pela cidade. Aos poucos, os dois percebem que manter essa relação peculiar talvez não seja tão simples quanto imaginavam.

Publicado pela Companhia das Letras, o livro conta a linda história de Addie e Louis, um casal de viúvos septuagenários, que se vendo sozinhos em suas casas, resolve se encontrar todas as noites no intuito de conversar para aliviar a solidão de suas vidas.

“Não, sexo não. Não é essa a minha ideia.  Acho que perdi todo e qualquer impulso sexual já faz muito tempo. Estou falando de ter uma companhia para atravessar a noite, para esquentar a cama. De nós nos deitarmos na cama juntos e você ficar para passar a noite. As noites são a pior parte. Você não acha?” (Página 9) 

Com uma premissa super fofa e diálogos inteligentes, Nossas Noites é um livro absurdamente lindo e raro, destinado àqueles que apreciam uma boa história de amor.

“A senhora achou tudo, Sra. Joyce? Tudo o que a senhora queria?

Eu não achei um bom homem. Não vi nenhum nas prateleiras. Não, eu não consegui  encontrar nenhum bom homem no seu mercado.

Não? Sabe, às vezes eles estão mais perto do que a gente imagina, ás vezes, pertinho da casa da gente. Ela olhou de relance para Addie, que estava parado ao lado da velha senhora.” (Página 34)

Ao abordar o amor na maturidade, com diálogos tão ricos e carregados de ternura, o autor enche nossos corações de esperança em 160 páginas de puro encanto.

“Eu falei para você. A ideia veio da solidão. Da vontade de conversar durante a noite.

Foi uma coisa corajosa. Você estava correndo um risco. 

Sim, mas, se não funcionasse, eu não ia ficar pior . A não ser pela humilhação de ter sido rejeitada.” (Página 128)

Finalizei a leitura completamente apaixonada. O último romance de Kent Haruf foi escrito com tamanha sensibilidade e delicadeza, que me faltam palavras para descrever a beleza desse enredo. Simples, verdadeiro e lindo. Uma preciosidade! Leiam!

“Quem imaginaria que a essa altura da vida, nós ainda poderíamos ter algo desse tipo? Que afinal ainda existe, sim, espaço para mudanças e entusiasmos na nossa vida. E que nós ainda não estamos acabados nem física nem espiritualmente.” (Página 129)

O livro será adaptado e promete virar uma produção da Netflix em 29 de setembro. Com Jane Fonda e Robert Redford nos papéis principais, o filme certamente será um sucesso.

 

 

 



12
set 2017

ARQUIVADO EM: Literatura


Autora: Mary E. Pearson

Título Original: The Kiss of Deception – The Remnant Chronicles

Editora: Darkside Books

Número de Páginas: 409

Avaliação: 5/5

Sinopse: Plante ilusões e você colherá do mundo grandes decepções.

 

A força feminina é a grande estrela neste romance de Mary E. Pearson. Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas – menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro? O primeiro volume das “Crônicas de Amor e Ódio” evoca culturas do nosso mundo e as transpõe para a história de forma magnífica. Através de uma escrita apaixonante e uma convincente narrativa, o romance de Pearson é capaz de mudar a nossa concepção entre o bem e o mal e nos fazer repensar todos os estereótipos aos quais estamos condicionados. É um livro sobre a importância da autodescoberta, do amor e como ele pode nos enganar, e de uma protagonista em busca de sua liberdade e felicidade a qualquer custo.

Quando vi a capa maravilhosa desse livro lançado pela Darkside Books, fiquei super curiosa para conhecer a história. E lendo a sinopse, não tive dúvidas de que Mary E. Pearson havia escrito um enredo fascinante.

O livro narra a história de Arabella Celestine Idris Jezelia, ou simplesmente Lia, como prefere ser chamada. Lia, não aceita o destino que lhe foi imposto, casar com um príncipe escolhido por seu pai, e por essa razão, decide fugir do reino.

“Ninguém deveria ser forçada a casar – se com alguém que não ama.” (Página 34)

A partir daí, a vida da princesa se transformará por completo. Ela e sua fiel amiga Pauline chegam ao pequeno vilarejo de Terravin e lá começam a trabalhar na estalagem local como garçonetes.

Entretanto, o que Lia não sabe, é que seu pretendente, o príncipe, parte inconformado em busca de seu paradeiro, procurando respostas para sua rejeição em aceitar o enlace proposto pelo rei.

“Porque, sempre, desde o primeiro dia em que a vi, tenho ido dormir pensando em você e, todas as manhãs, quando acordo, meus primeiros pensamentos são sobre você” (Página 197)

Mas, não é só o príncipe que esta no encalço da princesa, um inescrupuloso assassino também esta a sua procura e esse fato é um dos motivos que me fez querer devorar esse livro.

Tudo porque a autora optou por não revelar a identidade dos perseguidores de Arabela, dando um ar de mistério a trama e fazendo com que a experiência de leitura se tornasse ainda mais interessante.

Finalizado o livro, o que tenho a dizer sobre a história da princesa é: Leiam! Vocês serão apresentados a uma personagem diferente das mocinhas de livros de fantasia habituais.

Porque Lia é forte, poderosa, maravilhosa e destemida, e mesmo que no fim das contas a identidade de seu algoz não tenha sido tão surpreendente quanto pensei que seria, as aventuras e perigos contidos na trama, aliada a narrativa perfeita, fazem esse livro ser ainda mais especial.

 

 

 

 



22
ago 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV


Título Original: To the bone

Título no Brasil: O mínimo para viver

Direção: Marti Noxon

Gênero: Drama

Ano de Lançamento: 2017

 

Sinopse: Uma jovem de 20 anos sofrendo de anorexia embarca em uma emocionante jornada de autodescoberta em um grupo liberado por um médico pouco convencional.

Recentemente adicionado ao catálogo do Netflix, O mínimo para viver conta a história de Ellen, uma garota que sofre de um severo distúrbio alimentar.

Ellen, que já passou por quatro internações, esta sob os cuidados de um novo médico que possui um método diferenciado de tratamento.

Lilly Collins esta assustadoramente perfeita no papel principal, e Keanu Reeves dispensa apresentações, apesar de sua tímida interpretação como um médico pouco convencional, ele tem falas brilhantes e questionamentos pontuais, que levam o espectador a pensar na situação de sua paciente.

O Dr.Beckham chega a ser arrogante em sua abordagem, porém, mostra-se bastante eficiente com seus métodos pouco ortodoxos.

“[…]eu não vou te tratar se você não quiser continuar viva.”

O filme mostra sem alarde ou apologia, a vida como ela é. Como verdadeiramente fica uma pessoa acometida por um distúrbio alimentar severo.

Entendo o perigo que um filme que aborda esse tema pode conter,  pois ao pesar na mão, corre-se o sério risco de que haja incentivo ou enaltecimento a doença. O que felizmente não aconteceu.

O que percebemos nesse filme foi uma abordagem clara, cuidadosa e responsável. Assim como todos os efeitos colaterais da doença, nada foi glamourizado, muito menos incentivado.

Outro ponto que achei bastante interessante, foi a inserção de personagens anoréxicos que estão acima do peso, pois ao contrário do que se pensa, não é apenas o esquelético e fisicamente fragilizado que precisa de ajuda quando se trata de um distúrbio alimentar, tendo em vista que trata-se de um transtorno psicológico grave que mata boa parte dos indivíduos. E que ninguém em sã consciência escolhe ficar assim, essas pessoas estão verdadeiramente doentes, precisando de tratamento, e anorexia não é uma escolha.

A meu ver o filme possui algumas falhas, especialmente nas cenas entre mãe e filha. Certas abordagens foram exageradas e até desnecessárias. Mas, entendo a intenção da diretora Marti Noxon, que optou por contar uma história da maneira mais sensível e sincera possível, mostrando a complexidade do problema e quão difícil e delicado é abordá-lo.

Gostei, recomendo! É um bom filme para quem aprecia explorar a obscuridade da mente humana e para aqueles que estão em busca de um filme sincero sobre o tema.

 



11
ago 2017

ARQUIVADO EM: Lançamentos Novidades

O mês da Bienal- RJ chegou e muitos lançamentos estão por vir.

Muita coisa ainda não foi divulgada para garantir a surpresa do evento, mas, ainda temos muitos lançamentos esperados para esse mês.

Outro Planeta 

Leandro Neko é o vocalista/compositor da banda O Amor Existe, já tem outros livros publicados independe e, pela primeira vez, publica um de seus livros por uma editora, O Amor Exite – Deixe Esse Sentimento Invadir Sua Vida. O livro, assim como os outros, é repleto de frases, textos curtos e um pouco do que o Neko tenta passar com suas musicas, para nunca desistir e sempre tentar ver o lado bom das coisas. Sou um pouco suspeita para falar por adoro o trabalho dele. Vale dar uma conferida nesse e nos outros trabalhos dele.

 

De que vale viver uma vida inteira se você não se sentir vivo?
O amor é muito mais do que algumas crônicas. Muito mais do que algumas músicas. É aquele frio na barriga que você só sente quando sabe que está fazendo a coisa certa. É aquele “oi, como você está?” que ilumina e esquenta todo o seu dia. É risada, beijo, cheiro, abraço, carinho, dedos entrelaçados… É tudo o que faz você se sentir real, se sentir verdadeiro.
Leandro Neko, criador do movimento O amor existe, nos convida para esta jornada para semear esse sentimento que não pode e nem deve ser esquecido. Deixe o amor invadir a sua vida por completo.
Mesmo que tudo pareça difícil, não se esqueça de que… O amor existe, transforma, renova, transborda.

Páginas: 112

 

NEMO

Já ouviram falar nas booktubers Melina Souza, Pam Gonçalves, Babi Dewet e Carol Christo? Elas vão lançar o primeiro livros juntas, Turma da Mônica Jovem – Uma Viagem Inesperada.  O lançamento vai acontecer na bienal, e junto farão um bate papo com o Mauricio de Sousa. O que será que elas prepararam para seus personagens favoritos?

Pergunta: O que pode acontecer numa viagem inesperada? Resposta: Tudo!

As personagens da Turma da Mônica Jovem estão reunidas, pela primeira vez, em um livro de contos. Mônica, Magali, Denise e Marina embarcam em aventuras inéditas, cada uma com um destino especial.

Mônica parte rumo à Coreia do Sul, em uma tour inesquecível, repleta de k-pop, cores e aventuras. Magali tem seus planos virados de cabeça para baixo e acaba em Paraty, onde gastronomia e novas amizades se misturam. Marina desenvolve um novo lado artístico em Londres – com direito a chá, saudades, encontros e desencontros. E Denise, por ter se metido numa encrenca, é mandada de castigo para um acampamento na Serra Catarinense. Prepare as suas malas e acompanhe as garotas em viagens pelo Brasil e o mundo, com romances, confusões e aventuras!

Páginas: 336

Arqueiro 

Quem gosta da Mulher Maravilha já pode ficar feliz, a escritora Leigh Bardugo pegou a essência dessa maravilhosa heroína e transformou no livro Mulher Maravilha – Sementes da Guerra.
 Outro livro explorando a historia e os acontecimentos que fizera a Princesa Diana se tornar a maior e melhor heroína. Estou louca para descobrir essa historia e como a autora deu vida a esse mundo.
E que capa linda, hein?!

“Se você precisa parar um asteroide, você chama o Superman. Se você deseja resolver um mistério, você chama o Batman. Mas se você quer acabar com uma guerra, você chama a Mulher-Maravilha!”– Gail Simone, roteirista da DC Comics

Antes de se tornar a Mulher-Maravilha, ela era apenas Diana.

Filha da deusa Hipólita, Diana deseja apenas se provar entre suas irmãs guerreiras. Mas quando a oportunidade finalmente chega, ela joga fora sua chance de glória ao quebrar uma lei das amazonas e salvar Alia Keralis, uma simples mortal.

No entanto, Alia está longe de ser uma garota comum. Ela é uma semente da guerra, descendente da infame Helena de Troia, destinada a trazer uma era de derramamento de sangue e miséria. Agora cabe a Diana salvar todos e dar seu primeiro passo como a maior heroína que o mundo já conheceu.

Páginas: 400

Para quem gosta de romance de época e da maravilhosa Julia Quinn precisa ler o novo lançamento da autora. Finalmente o livro Como Agarrar uma Herdeira, foi traduzido e será publicado no Brasil.

Quando Caroline Trent é sequestrada por engano por Blake Ravenscroft, não faz o menor esforço para se libertar das garras do agente perigosamente sedutor. Afinal, está mesmo querendo escapar do casamento forçado com um homem que só se interessa pela fortuna que ela herdou.

Blake a confundiu com a famosa espiã espanhola Carlotta De Leon, e Caroline não vai se preocupar em esclarecer nada até completar 21 anos, dali a seis semanas, quando passará a controlar a própria herança milionária. Enquanto isso, é muito mais conveniente ficar escondida ao lado desse sequestrador misterioso.

A missão de Blake era levar “Carlotta” à justiça, e não se apaixonar por ela. Depois de anos de intriga e espionagem a serviço da Coroa, o coração dele ficou frio e insensível, mas essa prisioneira se prova uma verdadeira tentação que o desarma completamente.

Páginas:304

Verus 

Nos últimos lançamentos falei da nova série de livros Noivas da Semana, e esse mês e editora Verus – selo da Record – decidiu lançar o volume 2-Esposa Até Segunda e o 3- Noiva Até Sexta, Catherine Bybee.

 

Carter Billings: com seus cabelos loiros, olhos azuis e beleza hollywoodiana, ele pode ter a mulher que quiser. Mas, quando decide concorrer à vaga de governador do estado da Califórnia, Carter sabe que vai precisar abandonar a vida de solteiro e se tornar um homem de família. E para isso ele precisa de uma esposa. Entra Eliza Havens, que gerencia a agência de casamentos Alliance.

Eliza Havens: ela está feliz por sua amiga Sam ter arrumado um marido rico e atraente. Só tem um detalhe que a deixa louca da vida: o melhor amigo dele, o sexy e ousado Carter Billings. Eliza nunca brigou tanto com um homem — e nunca conheceu alguém que mexesse tanto com ela.

Juntar pessoas solitárias é a maneira como Eliza ganha a vida, porém um obscuro segredo do passado a faz descartar totalmente a possibilidade de se casar. Pelo menos foi assim até agora…

Páginas: 252

Gwen Harrison: a bela filha de um duque inglês se mudou para os Estados Unidos para cuidar da agência de casamentos de sua cunhada. Só porque ela agora é a chefe da agência, não significa que não possa fantasiar um encontro perfeito com o enigmático Neil MacBain, o guarda-costas que vem tornando seus sonhos um tanto quanto agitados. Mas negócios são negócios, e é melhor Gwen não se deixar envolver.

Neil MacBain: o ex-fuzileiro naval não pode negar o efeito da aristocrata Gwen em sua alma atormentada e seu corpo esculpido pela rotina militar. Mas ela é cliente dele, e manter distância é fundamental — até uma ameaça do passado de Neil retornar e Gwen se ver no meio do fogo cruzado.

Agora depende de Neil decidir o que é mais importante salvar: sua carreira, sua vida… ou a mulher que conquistou seu coração.

Páginas:280

Intrinsece 

Para fechar da melhor forma, um romance para todos aqueles que acreditam no amor O Curso do Amor, Alain de Botton, trás a historia de um casal, a trajetória do amor e todos os seus altos e baixos, a força e a esperança de manter o amor vivo dia apos dia, sem desistir nas piores dificuldades.
Esse também entrou na minha lista de desejados, quero conhecer a historia de Rabih e Kirsten e ver como tentam deixar a chama do amor viva todos os dias.

Em Edimburgo, Rabih e Kirsten se conhecem e logo se apaixonam. Eles se casam, têm filhos. A sociedade nos faz acreditar que esse é o fim da história, mas, na verdade, é apenas o começo. Em O curso do amor, o escritor e filósofo Alain de Botton lança mão da ficção para discutir, através da história de Rabih e Kirsten, as complexidades de um relacionamento amoroso duradouro.

Ao acompanhar o percurso do casal, vivenciamos com eles o furor da paixão, os inevitáveis desencantamentos cotidianos e, ainda, a liberdade e os insights que nos chegam com a maturidade. Botton não se atém apenas ao despertar do amor, mas elabora como esse sentimento pode se manter vivo ao longo dos anos. Mergulhamos com ele na forma como nossos ideais românticos aos poucos se modificam sob a pressão do dia a dia, e deparamos com os esplêndidos – e, às vezes, assustadores – desdobramentos de se descobrir que amar é, essencialmente, mais uma habilidade que precisamos aprender.

Espirituoso, perspicaz e profundamente comovente, O curso do amor é um guia e uma reflexão sobre os relacionamentos modernos. Os desafios da relação de Rabih e Kirsten são intercalados por comentários e anotações, o que resulta em uma narrativa ao mesmo tempo ficcional, filosófica e psicológica. Um livro extremamente provocativo e verdadeiro para todos que acreditam no amor.

Páginas: 256

Estou bem curiosa para conhecer essas historias e para saber os livros novos que serão divulgados na bienal.

Quais os livros que mais te chamaram a atenção? Deixem nos comentários.

Beijos



8
ago 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

Título Original: Poldark

Título no Brasil: Poldark

Criador: Debbie Horsfield

Gênero: Drama/Histórico

Ano de Produção: 2015

 

Sinopse: Quando Ross Poldark (Aidan Turner) retorna dos campos de batalha da guerra civil americana, ele descobre que o pai faleceu, a mina de estanho que sustentava a família fechou, a casa está em ruínas e sua amada Elizabeth (Heida Reed), que achava que Ross tinha morrido, está noiva de seu primo, Francis Poldark (Kyle Solder). Ross, um homem autoritário mas com um forte senso de justiça, se casa com Demelza (Eleanor Tomlinson), uma criada, com quem tenta iniciar uma nova vida.

Desde que assisti Outlander, fiquei viciada em séries com temática histórica. Foi assim que conheci Poldark, uma série incrível sobre luta e perseverança, que indico sem pensar duas vezes.

Ambientada no século XVIII, a série narra a trajetória de Ross Poldark, um soldado que retorna da guerra e descobre que a vida que havia deixado para trás, não existe mais.

Durante sua ausência, seu pai faleceu, a mina de estanho da família faliu, e Elizabeth, o amor de sua vida, havia se casado com seu primo Francis.

Mesmo incrédulo com as notícias, Ross não se deixa abater e decide se empenhar na reconstrução da mina, e é durante esse processo, que ele conhecerá Demelza, uma moça de hábitos simples e destemida que em princípio será designada como cozinheira em sua casa, mas acabará conquistando seu coração.

Ross é um homem íntegro, justo, e sobretudo muito humano, se compadece facilmente de sofrimento alheio, ajudando da maneira que pode todos a sua volta. Porém, alguns tipos de ajuda podem lhe ser demasiadamente caros, e ele terá que lidar com as consequências de tais atos.

Como toda boa história, na saga de Poldark também temos um vilão, e esse papel ficou por conta de George Waleggan, um jovem ganancioso e arrogante que fará de tudo para destruir Ross.

Essa série teve uma primeira versão no ano de 1975, estrelada pelos atores Robin Ellis e Angharad Rees, e é baseada em uma série de livros históricos de Winston Graham sem publicação no Brasil.

A versão Poldark de 2015, traz Aidan Turner (O Hobbit) e Eleanor Tomlinson (Alice no País das Maravilhas) nos papéis de Ross e Demelza.

Com paisagens extremamente charmosas e enredo instigante, Poldark é uma série ágil, cheia de intrigas e romance, que merece ser apreciada, especialmente pelos amantes de romances históricos. 



25
jul 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

Autora: Kimberly Brubaker Bradley

Título Original: The War That Saved My Life

Editora: Darkside Books

Número de Páginas:  240

Avaliação: 5/5 ♥ 

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Sinopse: Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um “pé torto” como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando. Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e o caçula Jamie deixarem Londres e partirem para o interior, em busca de uma vida melhor.

O livro narra a história da pequena Ada, uma menina de apenas 10 anos de idade, que vê a vida passar através da janela de sua casa. Ela nasceu com um pé torto, que por negligência de sua mãe não foi devidamente tratado.

Ada é uma menina inocente, que desde que se entende por gente cuida do irmão mais novo, Jamie. Mal tratada pela mãe (Uma mulher odiosa!), Ada acredita que tudo mudará no dia em que ela aprender a andar normalmente, já que em seu estado atual, o máximo que a menina faz no intuito de se movimentar rapidamente pelos cômodos da casa onde vive, é rastejar. Gente, que dor no coração foi ler essas primeiras páginas e a vida sofrida dessa menininha!

Porém, com a iminência da guerra, a menina e seu irmão são obrigados a se mudar e foi a partir daí que Ada foi salva, e que sua vida mudou completamente, por causa da guerra.

“Foi isso o que aconteceu, embora não como pensei que seria. No fim das contas, foi a combinação das duas guerras – o fim da minha pequena guerra contra o Jamie e o início da grande guerra, a do Hitler – que me libertou.” (Página 13)

Com um enredo diferenciado e singular, Kimberly Brubaker Bradley definitivamente conquistou meu coração. Sempre gostei de histórias que abordavam guerras, especialmente quando são narradas pelo ponto de vista de uma criança. Mas, diferente do que acontece em O Diário de Anne Frank, por exemplo, temos um mundo além da guerra, temos duas crianças aprendendo tudo sobre o universo a sua volta, descobrindo novos sabores, novas emoções, aprendendo a se portar diante de uma nova e melhorada vida.

É um livro dolorosamente lindo e cheio de ternura, apesar de todo o horror causado por Hittler.

Sei que trata-se de uma obra de ficção, e que apesar de retratar tão bem os massacres da guerra, Ada, Jamie e a Srta. Smith não existem, são apenas obra da imaginação fantástica da autora. Porém, foi uma história tão bem feita, tão bem construída e tão rica em detalhes, que é praticamente impossível não se sentir dentro da vida daquelas pessoas. Sabendo disso, cuidei de ler seus capítulos com parcimônia, a fim de construir com os personagens uma relação de afeto real, do qual eu não queria desapegar tão cedo.

A Guerra que Salvou a Minha Vida, deixou marcas profundas em meu coração, é o tipo de livro que lembrarei para sempre, ele me deixou com um nó na garganta, ao mesmo tempo em que apresentou cenas de tanto carinho e ternura que aqueceram minha alma.

Concluo esta resenha completamente apaixonada por tudo o que li, pela autora e pelos personagens. Obrigada Kimberly Brubaker Bradley, por me apresentar uma história tão rara, com a sensibilidade e pureza de uma criança.

“Dei a mão a ela. Um novo e desconhecido sentimento me preencheu. Parecia o mar, a luz do sol, os cavalos. Parecia amor. Vasculhei minhas ideias e encontrei o nome. Felicidade.” (Página 234)

 






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