28 ago, 2018

A Boa Filha, de Karin Slaughter

Autora: Karin Slaughter

Título Original: The Good Daughter

Editora: HarperCollins

Número de Páginas: 464

Avaliação: 4/5

Sinopse: Quando eram adolescentes, a vida tranquila de Charlotte e Samantha Quinn foi destruída por um terrível ataque em sua casa. Sua mãe foi assassinada. Seu pai – um famoso advogado de defesa de Pikeville, Geórgia – ficou arrasado. E a família foi dividida por anos, para além de qualquer conserto, consumida pelos segredos daquela noite terrível. Vinte e oito anos depois, Charlie seguiu os passos de Rusty, seu pai, e se tornou advogada – mas está determinada a ser diferente dele. Quando outro caso de violência assombra Pikeville, Charlie acaba embarcando em um pesadelo que a obriga a olhar para trás e reviver o passado. Além de ser a primeira testemunha a chegar na cena, o caso também revela as memórias que ela passou tanto tempo tentando esconder. Agora, a verdade chocante sobre o crime que destruiu sua família há quase trinta anos não poderá mais permanecer enterrada e Charlotte precisa se reencontrar com Samantha, não apenas para lidar com o crime, mas também com o trauma vivido.

 

Gosto muito da escrita de Karin Slaughter, seus livros são sempre repletos de ação e suspense, o que instiga ainda mais a imaginação do leitor.

Em A Boa Filha somos apresentados a duas protagonistas, Charlotte e Samantha Quinn, filhas de Rusty, um advogado criminalista que luta por causas aparentemente perdidas ao defender assassinos e Harriet Quinn, ou Gamma, como gostava de ser chamada. Uma mulher de figura deslumbrante e língua ferina, com belíssimos olhos azuis, cabelo preto curto e pele pálida, Gamma não media esforços quando lhe convinha, para ferir alguém com suas palavras cruéis e sua análise incisiva.

“- Você vai embora?

– É claro que não – zombou Gamma. – Só estou dizendo que você precisa ser uma pessoa útil, Sam. Acho que você já passou daquela fase boba e dramática da adolescência.” (Página 20)

A história começa quando as irmãs assistem a mãe ser violentamente assassinada por um dos clientes de seu pai, e depois são levadas para uma floresta, onde o pesadelo das duas só continuou.

“Morta. Gamma estava morta. Ela nunca mais diria para Samantha sair de Pikeville, nunca mais gritaria com ela por errar uma questão óbvia em uma prova, por não se esforçar mais na pista de corrida, por não ser paciente com Charlotte, por não fazer algo útil da sua vida.” (Página 25)

A trama possui duas fases, 1989, que mostra a traumática morte da mãe e o abandono na floresta, e os tempos atuais, em 2017, quando Charlie se vê em meio a um tiroteio e percebe todo o pânico e dor do passado reaparecendo em sua vida, 28 anos depois.

“- Por favor, Deus – A sra. Pinkman soluçava dentro das mãos. – Perdoe esse pecado.

– Kelly, me dê a arma – pediu Huck. – Ninguém mais precisa se machucar.

– Abaixe-se! – mandara o segundo policial. O tom de histeria na voz dele era muito alto. Charlie podia ver o dedo dele no gatilho. – Fique deitado no chão!” (Página 54)   

Depois de mais essa experiência desagradável, Charlie decide reencontrar a irmã Samantha, que agora reside em Nova York para tentarem juntas entender o que esta acontecendo no presente, e desvendar os segredos obscuros do passado.

Teremos então, duas vertentes a serem analisadas, as acusações de assassinato atribuídas a Kelly Wilson e o passado das irmãs Quinn, e seu insondável segredo.

A Boa Filha é um thriller policial intenso que aborda de maneira voraz, temas profundos e incontestavelmente importantes, mas peca pelo excesso de informação, confundindo o leitor quanto aos fatos apresentados.

Numa história que aborda o lado mais grotesco do mundo, Karin Slaughter escreve para quem tem estômago forte, contando com detalhes todas as atrocidades sofridas e executadas por seus personagens. Porém, é necessária uma pausa para digerir tudo o que esta sendo apresentado, tamanha a veracidade impressa em cada capítulo, e a velocidade dos acontecimentos.

Recomendo a leitura para aqueles que apreciam um romance policial ágil e cheio de mistério. Karin Slaughter é mestre nisso!

 

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