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23 abr, 2018

A Outra Sra. Parrish, de Liv Constantine


Autora: Liv Constantine

Título Original: The Last Miss Parrish

Editora: HarperCollins

Número de Páginas: 432

Avaliação: 5/5 ♥

Sinopse: Amber Patterson não aguenta mais. Está cansada de ser uma ninguém: uma mulher sem graça e invisível que não se destaca na multidão. Ela merece mais – uma vida de dinheiro e poder como a que Daphne Parrish, a deusa loira dos olhos azuis, tem e não valoriza. Para todos na pequena cidade de Bishops Harbor em Connecticut, a socialite e filantropa Daphne e seu marido Jackson, o magnata do mercado imobiliário, são um casal que parece recém-saído de um conto de fadas. A inveja de Amber poderia consumi-la por dentro… Se ela não tivesse um plano. Amber usa da compaixão de Daphne para se inserir na vida da família – o primeiro passo de um esquema meticuloso para destruí-la. Em pouco tempo, ela se torna a amiga mais próxima de Daphne, vai para a Europa com os Parrish e suas duas belas filhas, e se aproxima de Jackson. No entanto, um fantasma de seu passado pode destruir tudo que ela construiu e, se seu segredo for descoberto, seu plano perfeito pode ir por água abaixo. Com reviravoltas chocantes e segredos tão profundos que te deixarão tentando adivinhá-los até o final da história, A outra Sra. Parrish é um thriller repleto de emoções e completamente viciante, escrito por mãos diabolicamente imaginativas.

A história começa mostrando o perfil de Amber Patterson. Mentirosa nata, muito persuasiva e perspicaz. Se infiltra na vida de Daphne e com seu plano diabólico, vai sorrateiramente destrinchando a vida da “Nova Melhor Amiga”. Em um piscar de olhos, Amber torna-se imprescindível na vida de Daphne. Sempre solícita e humilde, a nova moradora de Bishops Harbor, era mesmo um achado, uma preciosidade que sem levantar suspeitas, estava sempre disposta a ajudar no que fosse preciso.

Li vários thrillers com personagens que possuíam o mesmo comportamento doentio de Amber, adoro esse gênero! Mas, a protagonista criada por Liv Constantine superou alguns desses personagens igualmente distorcidos com louvor. Ela vai além em suas maldades, é cruel, maléfica e tem plena consciência disso.

Na sequência somos apresentados a Daphne Parrish, uma socialite, casada com o multimilionário Jackson Parrish e mãe de duas meninas, Tallulah e Bella. Proprietária da bem sucedida instituição “Sorriso de Julie”, cujo nome foi dado em homenagem a sua falecida irmã, vítima de fibrose cística, Daphne desperta em Amber o audacioso sentimento da cobiça. A misteriosa mulher quer ter o que Daphne tem, quer frequentar os mesmos lugares que Daphne e o mais perigoso de tudo, ela quer ser Daphne.

Amber chega na vida de Daphne de maneira sutil, fazendo parecer que sua  presença não passava de uma grande coincidência ou obra do destino.

“- Ah, meu Deus, Amber. É inacreditável. Estou começando a sentir que foram os céus que nos uniram.

– Parece que era pra ser – respondeu Amber, depois parou por alguns segundos.” (Página 41)

Contudo, ao longo da trama, acompanhamos uma pessoa fria, calculista e absolutamente obcecada pela vida de outra mulher. Sem uma razão aparente, apenas motivada pela inveja do estilo de vida e classe social de sua vítima, Amber estuda minuciosamente todos os passos de Daphne, que por sua vez, recebe a estranha de braços abertos no ceio de sua família, sem saber que estava alimentando uma cobra pronta para dar o bote.

“Daphne era tão boa que ela quase se sentia culpada.” (Página 109)

Foi realmente uma experiência excepcional acompanhar as astúcias de Amber no intuito de se transformar na outra Sra. Parrish. Sua sagacidade e ousadia, tem requintes de psicopatia e extrapolam qualquer limite. Ela é verdadeiramente diabólica e esta disposta a tudo para conquistar seu objetivo.

“Ela não queria um lugar só para ela. Queria o lugar de Daphne.” (Página 222)

Com um plano mirabolante e estratégias dignas dos melhores enxadristas, num enredo insano sobre segredos, mentiras, inveja e traição, as irmãs Constantine nos surpreendem em seu livro de estreia e conduzem a história de maneira genial, deixando seus leitores extasiados a cada página, e a reviravolta final, fecha com chave de ouro esse thriller espetacular!

Super indicado para os fãs de suspense e para aqueles que pretendem se aventurar no gênero, já é um dos meus favoritos. Sensacional!

27 mar, 2018

Proibido, de Tabitha Suzuma


Autora: Tabitha Suzuma

Título Original: Forbidden

Editora: Valentina

Número de Páginas: 304

Avaliação: 5/5

Onde Comprar:

Sinopse: Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezesseis anos, mas a maturidade de uma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis.

Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezessete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de caráter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes. 

Eles são irmão e irmã. 

Mas será que mundo receberá de braços abertos aqueles que ousaram violar um de seus mais arraigados tabus? E você, receberia?

A história de amor vivida por Lochan e Maya é muito mais do que o incesto, é antes de tudo a história de dois jovens lutando juntos para criar sozinhos uma família inteira.

“Você pode fechar os olhos para as coisas que não quer ver, mas não pode fechar o coração para as coisas que não quer sentir. (Página 9)

Eles foram abandonados por seu pai logo cedo, enquanto sua mãe divide-se em “encher a cara” e procurar um novo amante (que mulher odiosa!) deixando-os a própria sorte.

Assim, Maya e Lochan foram obrigados desde cedo a tomar as rédeas de suas vidas e cuidar dos irmãos menores, Kit, Tiffin e Willa. Crianças adoráveis, porém cada um numa fase diferente da vida e com seus próprios questionamentos.

Kit por exemplo, é o típico “garoto problema”, que no auge de seus 13 anos e uma ira incontrolável, acabará tomando decisões irreversíveis que afetarão diretamente todos a sua volta. Os dois menores, Tiffin e Willa ainda são muito novos e pouco entendem do que se passa a sua volta.

Ainda falando sobre o “casal”, Maya é mais passional e impulsiva, não diria que ela é irresponsável, muito pelo contrário, ela é absurdamente responsável, só que nesse caso em especial, ela esta sendo levada totalmente pelo amor que sente. Já Lochan é o mais racional da dupla, tanto que chega a dar pena de tanto sofrimento, são tantos questionamentos, tanto medo, tanta dor, que chega a ser angustiante acompanhá-lo.

“- Nós não fizemos nada de errado! Como nosso amor pode ser considerado horrível, quando não estamos fazendo mal a ninguém? Seus olhos descem aos meus, brilhando úmidos na penumbra. – Não sei – sussurra. – Como uma coisa errada pode parecer tão certa?” (Página 131)

Como começar a defender uma história como essa? Como é possível aceitar algo assim? Eu, sinceramente não sei. Porém, apesar dessa leitura tão intensa e insana, ainda não tenho palavras para definir o quanto esse livro me impactou, quantas reflexões e emoções diferentes ele me transmitiu, o quão linda é Maya e seu amor tão transparente e sem medos.

Lochan, que foi me conquistando mesmo com todos os seus conflitos internos, deixando meu coração em pedaços a cada capítulo. As crianças, que deram um toque todo especial a trama e o quanto essa história é impiedosa e ao mesmo tempo tão imaculada.

Não é um livro fácil e definitivamente não é para qualquer pessoa, acredito que é preciso uma dose extra de coragem, desprendimento e acima de tudo, amor, na sua concepção mais pura, para entender, aceitar e até torcer por um relacionamento condenado como esse.

“Mas como explicar ao mundo exterior que Lochan e eu somos irmãos apenas por causa de um acidente biológico?Que nunca fomos irmãos na acepção da palavra, mas sempre parceiros, tendo que criar uma família real à medida que crescíamos? Como explicar que jamais senti Lochan como irmão e sim como algo muito, muito além disso – minha alma gêmea, meu melhor amigo, parte das próprias fibras do meu ser? Como explicar que essa situação, o amor que sentimos um pelo outro – tudo que aos olhos da sociedade pode parecer doentio, pervertido e repulsivo -, para nós é totalmente natural, maravilhoso e …tão certo?” (Página 238)

Não há dúvida de que se trata de um livro perturbador, reflexivo e dilacerante que caminha por linhas tortuosas entre o certo e o errado, o pecador e o pecado. Mas, ao mesmo tempo é doce, emocionante e visceral, fazendo com que valha a pena cada página lida.

Tabitha Suzuma construiu uma história belíssima, fazendo com que seus personagens conquistassem o coração de seus leitores a ponto de deixar o contexto incestuoso de lado e concentrando-se apenas na vida dessa família e no amor desse casal, mesmo que isso não signifique um felizes para sempre.

 

 

06 mar, 2018

O Filho de Todos, de Thrity Umrigar

Autora: Thrity Umrigar

Título Original: Everybody’s Son

Editora: Globo Livros

Número de Páginas: 344

Avaliação: 4/5

Onde Comprar:

Sinopse: Durante uma terrível onda de calor, o menino Anton foi trancado sozinho em um apartamento. Com fome e desesperado, ele quebra uma das janelas e foge. Sua mãe é encontrada desacordada em um reduto de viciados em crack próximo dali. Ela jamais quis deixar Anton, porém, sofrendo com os efeitos do vício e sem ninguém para ajudá-la, acabou sendo estuprada por um traficante, que a manteve dopada em cárcere privado. Embora o vínculo entre mãe e filho fosse extremamente forte, a mãe vai para a prisão e perde a guarda do menino. Anton é, então, adotado pelo juiz David Coleman, descendente do privilégio da classe alta e branca. Com poucas lembranças do passado, o menino segue os passos da família adotiva, levando uma vida rodeada pelas regalias que só a posição de filho de um político influente oferece. Anton é um jovem negro criado como um membro da elite branca e moldado a acreditar que isso jamais seria um obstáculo para a sua felicidade e o seu sucesso. Quando descobre a verdade sobre sua origem e as circunstâncias que envolveram sua adoção, ele terá que confrontar quem ele realmente é e lidar com as complexidades morais dos crimes cometidos pelas pessoas que mais ama.

Lançado pela Globo livros, O Filho de Todos, vai contar a história de Anton. Um garoto negro de 9 anos que ficou trancafiado dentro de casa, enquanto sua mãe se entregava ao vício das drogas.

No sétimo dia, o garoto quebrou a janela.

A janela estava vedada por uma camada de tinta aplicada anos atrás, e, depois de várias tentativas inúteis de abri-la, ele pegou a cadeira mais próxima na sala de jantar e a arremessou contra o vidro.” (Página 7)

Apesar do começo triste e do passado sofrido, Anton é adotado por David Coleman, um renomado juiz e passa a ser descendente da classe privilegiada, sendo criado para acreditar que a cor de sua pele e sua origem jamais seriam um obstáculo em seu futuro promissor.

Porém, quando descobre a verdade sobre seu passado e a situação que envolveu seu processo de adoção, algo muda e ele terá que encontrar uma maneira de lidar com isso, sem ferir as pessoas que mais ama.

“Por isso disse o que disse. Contou a cruel mentira, apesar de as palavras terem golpeado o rosto dela como uma marreta. Sentiu literalmente enquanto ela absorvia cada golpe, atordoando-se, ficando cada vez mais fraca. E insistiu porque algo estranho aconteceu: quanto mais ele falava, mais acreditava no que saía de seus lábios. Se fosse possível que uma mentira se tornasse verdade, era o que havia ocorrido.” (Página 96)

David Coleman e sua esposa Dolores tiveram uma inestimável perda, e encontraram em Anton, o conforto necessário para recomeçar.

O livro é dividido em quatro partes, cada uma delas narra um pedaço da vida de Anton, da juventude à fase adulta.

A história do menino traz uma perspectiva diferente acerca de raça e classe social. Esse livro nos tira da zona de conforto quando aborda um tema tão importante, aliado a questionamentos sérios sobre os laços que unem pais e filhos.

Foi o meu primeiro contato com a escrita da autora e confesso que estou impressionada com a sensibilidade dela. Thrity Umrigar é maravilhosa e consegue nos envolver em sua trama de maneira única!

O Filho de Todos é um livro sobre autoconhecimento e aceitação, que nos ensina a importância dos laços de sangue e a influência que isso gera em nossas vidas.

“O que Bradley e todos os outros viam quando olhavam para ele:

O negro mais branco do mundo? Ou o branco mais negro?

Qual dos dois ele era?

Qual deles queria ser?” (Página 175)

Embora a escrita da autora seja excelente e a história fluida e bem construída, alguns aspectos no comportamento do protagonista me incomodaram um pouco e isso me impediu de dar uma nota maior ao livro.

Ainda assim, recomendo a leitura de O Filho de Todos, pois é um ótimo livro, que supriu as minhas expectativas e deixou uma bela mensagem.

30 jan, 2018

O Perfume da Folha de Chá, de Dinah Jefferies

Autora: Dinah Jefferies

Editora: Paralela

Número de Páginas: 432

Avaliação: 5/5 ♥

Onde Comprar:

Sinopse: Em 1925, a jovem Gwendolyn Hooper parte de navio da Escócia para se encontrar com seu marido, Laurence no exótico Ceilão, do outro lado do mundo. Recém-casados e apaixonados, eles são a definição do casal aristocrático perfeito: a bela dama britânica e o proprietário de uma das fazendas de chás mais prósperas do império. Mas ao chegar à mansão na paradisíaca propriedade Hooper, nada é como Gwendolyn imaginava: os funcionários parecem rancorosos e calados, e os vizinhos, traiçoeiros. Seu marido, apesar de afetuoso, demonstra guardar segredos sombrios do passado e recusa-se a conversar sobre certos assuntos. Ao descobrir que está grávida, a jovem sente-se feliz pela primeira vez desde que chegou ao Ceilão. Mas, no dia de dar à luz, algo inesperado se revela. Agora, é ela quem se vê obrigada a manter em sigilo algo terrível, sob o preço de ver sua família desfeita.

Ambientado no Sri Lanka de 1925, o livro vai contar a história de Gwen, uma jovem de 19 anos, recém-casada, que precisa se mudar para o território do Ceilão no intuito de acompanhar o trabalho do marido Laurence, um conhecido produtor de chá da região.

Porém, assim que chega ao novo país, a moça percebe que nada é da maneira que havia imaginado. Intrigada, Gwendolyn passa a observar de modo mais apurado o ambiente em que habita, uma vez que o comportamento singular dos empregados, sempre arredios e de poucas palavras, aliado aos hábitos igualmente suspeitos de seu marido, a levam a crer que algo não se encaixava com deveria.

 

“Ele devia ter suas razões, ela pensou. Mas o que seria capaz de explicar aquela estranha expressão em seu olhar?” (Página 44)

 

Contudo, ao perceber que esta grávida, sua vida muda totalmente, e Gwen passa a dedicar – se por completo a chegada do novo bebê. Quando descobre que dará á luz a gêmeos, seu coração transborda de felicidade, mas, nada a prepararia para o que estava por vir.

Durante o parto, algo surpreendente acontece, obrigando Gwendolyn a tomar uma atitude drástica e inimaginável que a atormentará pelo resto da vida.

 

“Com um mundo inteiro de horrores imaginários rondando sua cabeça e tomando proporções gigantescas, Gwen sentia como se um cabo de aço estivesse espremendo seu peito.” (Página 145)

 

A trama conta ainda com personagens secundários bastante interessantes e imprescindíveis para a construção dessa história incrível, são eles: a Aia Navenna, fiel e honesta, ela se revela muito mais do que uma simples empregada e fará tudo o que puder para ajudar a patroa nas situações mais adversas. O enigmático Savi Ravasinghe, pintor local que nos é apresentado logo no primeiro capítulo e que se revelará uma grande surpresa no decorrer da história. Teremos ainda Fran, que é prima de Gwen, por quem a protagonista tem grande apreço. E por fim, temos Verity, a cunhada mimada de Gwendolyn.

O livro se mostrou uma inesperada e agradável surpresa, jamais imaginei ler algo tão incrível. Entretanto, acredito que o maior e melhor desempenho na trama inteira, tenha sido mesmo da protagonista, Gwen. Afinal, poucos fariam o que ela foi capaz de fazer.

Trata-se de uma personagem brilhante com a garra e a perseverança necessárias para manter a sanidade diante dos fatídicos acontecimentos de sua vida. Maravilhosa!

Primeiro livro da autora publicado no Brasil, O perfume da folha de chá é um romance histórico belíssimo, ambientado no século XX e que me prendeu da primeira a última linha.

Abordando segredos e um sofrimento profundo, Dinah Jefferies apresenta ao leitor uma trama bem estruturada e riquíssima, de forma sensacional. Um livro lindo que aborda de maneira tocante a culpa e o efeito destrutivo que se estabelece na vida das pessoas.

Terminei a leitura repleta de questionamentos e com o coração apertado por tudo o que li e por todas as reviravoltas apresentadas.

“Ninguém nunca dissera que ser mãe significava conviver com um amor tão indescritível que a deixaria sem fôlego, e com um medo tão terrível que abalaria até sua alma. E ninguém nunca avisara sobre a proximidade desses dois sentimentos.” (Página 413)

Recomendo esse livro para os fãs de romance, e para aqueles que apreciam uma boa história. Muito bom!

 

16 jan, 2018

As coisas que fazemos por amor, de Kristin Hannah

Autora: Kristin Hannah

Editora: Arqueiro

Número de Páginas: 352

Avaliação: 5/5 ♥

Onde Comprar:

Sinopse: Caçula de três irmãs, Angela DeSaria já tinha traçado sua vida desde pequena: escola, faculdade, casamento, maternidade. Porém, depois de anos tentando engravidar, o relacionamento com o marido não resistiu, soterrado pelo peso dos sonhos não realizados. Após o divórcio, Angie volta a morar na sua cidade natal e retorna ao seio da família carinhosa e meio doida. Em West End, onde a vida vai e vem ao sabor das marés, ela conhece a garota que mudará a sua vida para sempre. Lauren Ribido é uma adolescente estudiosa, bem-educada e trabalhadora. Apesar de morar em uma das áreas mais decadentes da cidade com a mãe alcoólatra e negligente, a menina sonha cursar uma boa faculdade e ter um futuro melhor. Desde o primeiro momento, Angie enxerga em Lauren algo especial e, rapidamente, uma forte conexão se forma: uma mulher que deseja um filho, uma menina que anseia pelo amor materno. Porém, nada poderia preparar as duas para a repercussão do relacionamento delas. Numa reviravolta dramática, Angie e Lauren serão testadas de forma extrema e, juntas, embarcarão em uma jornada tocante em busca do verdadeiro significado de família.

O livro gira em torno da vida de duas protagonistas, Angela DeSaria e Lauren Ribido. Duas mulheres diferentes, que terão seus destinos cruzados e descobrirão juntas o verdadeiro significado de família.

Angela, é a filha caçula de uma família de descendência italiana e se vê perdida tendo que recomeçar a vida depois de um divórcio. Angie, como é chamada, volta a sua cidade natal e passa a se dedicar de corpo e alma na administração do restaurante DeSaria, tentando salvar o legado de seu falecido pai.

Do outro lado da cidade, esta Lauren, uma jovem brilhante, estudiosa e com grande potencial, que apesar de viver de forma humilde, nutre a esperança de melhorar de vida através de seus estudos. Lauren é dedicada e possui ótimas notas, o único empecilho na vida da garota, é sua mãe, uma mulher amarga que não reconhece e nem apoia os esforços da filha. Porém, Lauren não se deixa abater pelas adversidades e segue lutando para melhorar de vida, sonhando com o dia em que finalmente irá para a faculdade.

“Lauren não tinha crescido num mundo de faz de conta. Ao contrário da maioria das amigas, passara a infância assistindo a programas de televisão que mostravam tiroteios, prostitutas e mulheres em perigo. A vida real, como a mãe dizia.” (Página 114)

Com esse mote incrível, comecei a leitura de As coisas que fazemos por amor, com a certeza de que Kristin Hannah me apresentaria mais uma maravilhosa história, e foi exatamente o que encontrei ao longo das 352 páginas.

Uma trama real, de sentimentos verdadeiros, com todos os altos e baixos comuns a todas as famílias.

“O amor pode nos ajudar a passar por dificuldades.

Por favor, Deus, pensou, que isso seja verdade.” (Página 187)

Esse livro é uma delícia, um acalento para o coração, uma preciosidade que nos mostra valores familiares importantes e que as coisas que somos capazes de fazer por amor nos levam a patamares inimagináveis.

Com um final sensível e surpreendente, a história de Angie e Lauren nos ensina muito sobre amor e que devemos manter a esperança apesar das dificuldades. Lindo, inesquecível e tocante!

Parece que o livro ganhará uma adaptação para o cinema, e a atriz Abigail Breslin (Pequena Miss Sunshine) esta cotada para o papel de Lauren Ribido. Espero ansiosamente por essa produção e estou super curiosa para saber quem será a interprete de Angie e os demais membros do elenco. Ficarei na torcida para que o filme seja tão lindo e emocionante quanto a história apresentada por Kristin Hannah. Vamos aguardar!