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27 mar, 2014

Destrua-me – Tahereh Mafi

Estilhaça-me #1.5
Autor: Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 84 (apenas em e-book)
Avaliação:  
(Skoob)

Destrua-me é um conto da série Estilhaça-me que conta um pouco da história pela visão do vilão Warner. A história começa logo após o final do 1º livro, sendo assim, contém SPOILERS de Estilhaça-me
Eu AMO quando os autores lançam um pequeno conto com o ponto de vista de outro personagem, isso torna a narrativa em 1ª pessoa mais rica. Em Estilhaça-me vimos tudo pelo ponto de vista de Juliette, mas agora vamos conhecer (e entender) um pouco mais da mente do vilão sádico Warner. Eu já havia gostado do personagem em Estilhaça-me, mesmo ele sendo absolutamente louco, mas Destrua-me mostrou um lado humano de Warner, e nos deu até mesmo a fonte de sua crueldade. 
No final do 1º livro Warner descobre que pode tocar em Juliette, e após tentar beijá-la ele acaba levando um tiro – dado pela própria Juliette. Ele não morre, mas sua ferida é grave e o deixa debilitado. É a partir daí que as coisas em Destrua-me se desenrolam, Warner está fraco e a única coisa que consegue pensar é em Juliette, em trazê-la de volta.
Essa fraqueza resulta na chegada do Comandante Supremo do Restabelecimento ao Setor 45. O Comandante é também seu pai, e está disposto a colocar todas as coisas em seus devidos lugares, e fará tudo o que for preciso, até mesmo matar Juliette.
Se eu pensava que Warner era mau, agora acho que ele é até um pouco bonzinho. O Comandante é extremamente frio, não demonstra nenhum sentimento, e exige do filho a mesma postura. Em Destrua-me mergulhamos na mente de Warner, suas emoções, medos e angustia são vívidos, ele está apaixonado por Juliette e quer protegê-la. Fica difícil não simpatizar com o vilão e até mesmo torcer por ele

“Não sei se entendi exatamente o que era que estava sentindo naquela época, mas sabia que a queria toda para mim.”
Tahereh Mafi abriu meus olhos, me deixou absolutamente fisgada pela história e quando as coisas chegaram no momento mais explosivo, quando a ação realmente iria acontecer “puf”, ela finalizou o conto! Claro que eu estou MALUCA para ler Liberta-me e saber o que acontece com Warner, Juliette e Adam (com o pai de Warner também, confesso), só lamento que a narrativa não será mais pelo ponto de vista do vilão que estou aprendendo a amar. 
“O amor é um cretino perverso e sem coração.
Estou ficando louco.”
Na resenha de Estilhaça-me eu disse que poderia me tornar Team Warner a qualquer momento. E bom, mesmo gostando muito de Adam, sinto que isso está cada vez mais próximo de acontecer. Mais um triângulo amoroso que vai realmente mexer comigo! #sofro
13 mar, 2014

Filme: Academia de Vampiros – O Beijo das Sombras

Título Original: Vampire Academy
Lançamento: 2014

Direção: Mark Waters
Elenco: Zoey Deutch, Lucy Fry, Sarah Hyland, Danila Kozlovsky
Gênero: Ação, Fantasia, Comédia

Sinopse: Na escola de vampiros St. Vladimir estudam Rose e Lissa, duas melhores amigas. Rose é meio humana, meio vampira, e sua melhor amiga Lissa perdeu toda a família em um acidente. Ela tem o dom de entrar na cabeça de Lissa, uma princesa que domina o elemento do Espírito, sendo capaz de curar pessoas e animais. Juntas, elas vão proteger os vampiros Moroi dos inimigos Strigoi.

Sempre imaginei que começaria esse texto falando da emoção que é ver a sua série favorita ganhar vida na tela dos cinemas, mas, como vocês sabem que não foi bem assim que aconteceu. É muito triste ter que admitir ter recorrido a formas ilícitas, eu tive que assistir a adaptação pela qual eu esperei anos em qualidade gravada no cinema e sem legenda e por mais que isso tenha sido horrível, finalmente, eu vi Vampire Academy!
E só posso dizer que é uma pena que tenham sabotado o filme lá fora e aqui porque ele é incrível, tem seus problemas, é claro, mas é maravilhoso para qualquer fã e tinha um grande potencial para conquistar os não fãs também.

No mundo da Academia de Vampiros, existem três raças distintas de vampiros: os que Moroi são as criaturas originais, nasceram vampiros, se alimentam de sangue, mas não matam, o sol não os queima, mas incomoda e não vivem para sempre. Eles podem se especializar em um tipo de mágica ligada a cada um dos elementos – fogo, terra, ar e água – e são governados por doze famílias reais. Os Dhampirs são meio Moroi e meio humanos, possuem agilidade e sentidos desenvolvidos, mas não precisam se alimentar de sangue e a missão de suas vidas é proteger os Moroi da terceira raça, os Strigois. Os Strigois são os vampiros mortos-vivos, cruéis e mortais que não possuem sentimos, somente a sede de poder e a vontade de matar. Eles sim são imortais e não podem sair ao sol. 
Rose Hathaway (Zoey Deutch) é uma dhampir que fugiu da Academia St. Vladmir – uma escola apenas para morois e dhampirs – para proteger sua melhor amiga Lissa Dragomir (Lucy Fry) que perdeu sua família em um recente acidente de carro e se tornou a última de sua linhagem real. Desde o acidente que quase as matou também, Rose e Lissa adquiriram um estranho laço e com ele outras ameaças vieram a tona as obrigando a se aventurarem no mundo humano a mercê dos Strigoi. Mas agora elas vão ser obrigadas a voltar para Academia e nela enfrentar, além dos dramas clichês adolescentes, perigos de vida ou morte. 

Preciso começar dizendo – ou lembrando, para aqueles que já me ouviram falar da série – que O Beijo das Sombras é o mais fraco livro dos seis. Ele tem dois problemas principais: tem bastante clichê adolescente e muito pouca ação, além do fato de ser um livro introdutório, feito para explicar a complicada e rica mitologia da estória e fazer com que conheçamos seus personagens. Sendo assim, quero tirar duas observações importantes, a primeira é que é muito mais complicado adaptar um livro desse tipo e a segunda é que um livro que para mim é 3,5 estrelas não pode dar origem a um filme 5 estrelas.
Levando tudo isso em consideração, eu posso dizer que fiquei surpreendida com o quão bom é o filme e com o quão fiel ele foi ao livro.

É claro que existem mudanças, uma adaptação nunca vai ser exatamente igual ao seu material original. É impossível. E eu posso dizer que 90% de tudo que está no filme é fiel ao que está no livro e que os outros 10% adicionados, na sua grande maioria, foram adições muito bem feitas e só tornaram a estória ainda melhor.
Eu posso garantir que todas as cenas cruciais estão lá, algumas estão corridas, é verdade, mas estão lá, assim como os principais diálogos. E em nenhum momento o filme deixou de ser Vampire Academy, a atmosfera do livro está ali, em cada cena e como uma fã eu não poderia pedir nada mais do que isso. Eu admiro demais o Daniel Waters por ter mantido o respeito com a obra original e com os fãs, se esforçando para fazer um bom filme sem precisar modificar drasticamente sua estória.

Uma das coisas que eu mais admiro na escrita da Richelle Mead é como ela consegue misturar gêneros na sua estória e isso foi igualmente mantido do livro. Apesar do filme ter apostado na comédia para a divulgação, não é só disso que é feito o filme. Academia de Vampiros tem um ar sombrio e misterioso, com uma carga relaxante e bem dosada de humor irônico além da ação e do romance que crescem com o passar dos livros e todas essas nuances são presentes no filme. O que mais se destaca nele é com certeza o ar de mistério, porém com cenas engraçadas e um pouco de romance para descontrair e diminuir a tensão. Sem contar as ótimas cenas de ação que se tornam o ápice do filme e, pelo que consegui ver através da qualidade pela qual assisti, são também muito bem feitas.

Acho que o que tornou Academia de Vampiros a minha série favorita foi, principalmente, a construção dos personagens e sendo assim peço desculpas mais vou tomar uma grande parte dessa crítica para falar sobre eles.

A Zoey Deutch é a Rose Hathaway. Como muita gente eu tive dúvidas quando vi a escalação, mas se minha opinião começou a mudar através dos trailers, vendo o filme eu tive a completa certeza que não teria ninguém melhor para interpretar aquela que é, na minha opinião, a melhor personagem feminina que eu conheço. Toda a impulsividade, ironia, força, determinação e vontade de resolver tudo na base da pancada que constroem a personalidade da Rose está presente em cada cena, em cada fala, expressão facial ou movimento que ela faz. Assim como a sua dedicação total e cega para proteger Lissa e fazer o que acha certo. E a Zoey carregou o filme nas costas, ela está praticamente em todas as cenas e o seu humor irônico brilha em todas elas. Não tem como não amar a personagem.

Eu morri de felicidade quando descobri que o Danila Kozlovsky interpretaria o Dimitri porque além de ser maravilhoso ele é realmente russo, mas eu não estava preparada para o que acabei vendo. O Danila nasceu para ser Dimitri Belikov. Ele impõe sua presença e força em todas as cenas, luta como um deus de verdade e por trás disso tudo consegue ainda demostrar a pessoa apaixonada que existe dentro dele. Só tenho que agradecer o Danila Kozlovsky pela maneira com que ele entendeu e representou o personagem. Além de que a química dele com a Zoey é explosiva!

Não sei muito bem o que pensar da Lucy Fry como Lissa. Ela nunca foi uma personagem que se destacou muito para mim, apesar de ser importantíssima para a estória, e apesar dela ser bem diferente no filme, não fico realmente incomodada com essa mudança. O Dominic herwood está maravilhoso como Christian Ozera, lindo, sombrio e roubando a cena quando aparece. Só senti um pouco de falta do humor característico dele, o que é realmente uma pena por não sido completamente explorado. A Sarah Hyland está incrível como Natalie, divertida e irreverente, ela tem algumas das melhores falas do filme, mas nada se compara ao show que ela deu no final. Supreendente! 
O Gabriel Byrne também conseguiu personificar Victor Dashkov perfeitamente, impossível não ver o personagem em sua atuação. E preciso de um momento para declarar meu amor pelo Mason do Cameron Monaghan, não existe uma cena em que ele apareça que eu não tenha derretido com o quão adorável ele é, me encantado com a amizade fofa dele com a Rose e sentido meu coração ficar apertadinho no peito (quem leu o segundo livro me entende).
Acho que os únicos personagens que não funcionaram foram a Mia e a Kirova. Sinto que a Kirova ficou muito avulsa durante o filme, fizeram uma mudança drástica na personagem sem a menor necessidade porque pela pouco participação que ela tem isso não fez diferença nenhuma. E o problema da Mia feita pela Sami Gayle foi que ela não me fez sentir nada e é simplesmente importante que quem esteja assistindo sinta raiva da personagem. 

Muitos falam que o filme foi sabotado pela distribuidora americana porque ele acabou não sendo o que queriam. Os irmãos Waters (diretor e roteirista) já testemunharam que lutaram muito pela estória e impediram que eles a transformassem em um filme repleto de ação totalmente diferente do livro. Mas não conseguiram impedi-los de cortarem o filme para que ele ficasse curto. E nossa, eles cortaram muita coisa. Se vocês forem procurar os stills vão ver quando coisa foi claramente jogada fora. E esse é o maior problema do filme.
Ele é muito corrido, as coisas acontecem uma atrás da outra de tal forma que você não pode piscar para não perder o que vem depois. E mesmo que isso não tenha me incomodado pessoalmente, entendo porque isso é um problema tão crucial. Como uma fã que leu os seis livros mais de uma vez eu conheço os personagens, suas motivações e sentimentos e me importo com eles, mas por causa da maneira com que editaram o filme ele ficou superficial. Não me espanto que alguns dos críticos tenham comentando que não conseguiram se importar com os personagens, porque não dá tempo para sequer conhecê-los direito.
Queria muito que o filme tivesse pelo menos uns quinze minutos a mais para momentos e conversas mais calmas. Acho que seria importante algumas cenas a mais de treinamento entre a Rose e o Dimitri e, consequentemente, as conversas que eles tinham nesses momentos, assim como mais cenas entre a Rose e a Lissa simplesmente conversando e se conectando uma com a outra.
Como fã, essa falta não fez tanta diferença para mim, mas para quem não conhece a estória? Isso seria crucial

Mas eu termino essa crítica dizendo que eu amei o filme. Vampire Academy, como já disse, é a minha série favorita, eu esperei anos para ver isso acontecendo e, sinceramente, apesar de seus defeitos, não poderia estar mais satisfeita. O filme é fiel ao livro, respeita completamente os seus personagens e representa tudo que a estória tem de mais importante. É simplesmente triste que eu não possa me livrar do sentimento agridoce de ter visto o filme sofrer tanto com preconceitos e jogadas de marketing e não poder ter assistido a tudo isso sentada em uma cadeira de cinema.
Eu só digo para vocês que vale a pena, quem é fã com certeza não vai se decepcionar e quem não é fã vai também se divertir bastante assistindo. E ainda mantenho esperanças de que vamos conseguir uma continuação simplesmente porque nós precisamos de uma, temos a equipe perfeita, o elenco perfeito e um ótimo primeiro filme, apesar de tudo Vampite Academy tem chances de ser uma grande sucesso. Porque os livros merecem, uma série que se torna mais e mais incrível a cada livro tem tudo para vencer todos os desafios e se tornar uma grande franquia.
05 mar, 2014

Filme: Ela

Título Original: Her
Lançamento: 2014

Direção: Spike Jonze
Elenco: Joaquin Phoenix, Scarlett Johansson, Amy Adams
Gênero: Romance, Drama, Ficção Científica

Sinopse: Theodore (Joaquin Phoenix) é um escritor solitário, que acaba de comprar um novo sistema operacional para seu computador. Para a sua surpresa, ele acaba se apaixonando pela voz deste programa informático, dando início a uma relação amorosa entre ambos. Esta história de amor incomum explora a relação entre o homem contemporâneo e a tecnologia.

Quando descobri sobre esse filme confesso que não me interessei nenhum um pouco por ele, toda a estória de se apaixonar por um programa de computador me pareceu muito estranha. Mas depois de alguns amigos terem assistido e se apaixonado pelo filme resolvi dar uma chance para Ela e minha nossa, que filme lindo! Uma obra muito bem feita, interessante e, mais uma vez, linda. 

Theodore (Joaquin Phoenix) está deprimido desde que se separou de sua ex-esposa. Vive na mesma rotina de trabalho e de amigos, mas isso não o impede de se sentir solitário sem a mulher que conviveu desde criança. Um dia ele resolver testar um novo software de computador com memória inteligente que promete se parecer o máximo com uma pessoa de verdade. E Theodore fica mais do que surpreendido com Samantha (voz de Scarlett Johansson) – nome que a voz deu para ela mesma. Ficou surpreendido com a verdade em sua voz, com a maneira como consegue ser flexível e demonstrar “sentimentos” e com a maneira com que ela o entende. De repente, Theodore se vê apaixonado por Samantha
O mundo futurístico criado por Spike Jonze é extremamente interessante. Todas as inovações tecnológicas, a maneira com que a tecnologia é praticamente um complemento vital de todas as pessoas, é tudo muito criativo, interessante e possível, é uma realidade muito fácil de se imaginar para o futuro. Mas por mais que isso seja um ponto importante do filme e que exista, sim, o debate homem versus máquina, Ela é um filme que trata sobre a humanidade.
O que nos faz humanos é nossa capacidade de sentir, de amar e de criar relacionamentos e esse é o norte do filme e o grande tema central da sua estória. Sei que pode parecer estranho e maluco alguém se apaixonar pela voz de um programa de computador, mas, sinceramente, vocês realmente acreditam que isso está tão longe da nossa realidade?
Quantos são os relacionamentos que existem hoje que se mantêm através de conversas de telefone ou até mesmo apenas pelo chat do Facebook ou pelo WhatsApp? Quantos são os relacionamentos, as amizades que começaram dessa forma? Apesar de você saber que por trás de tudo isso existe uma pessoa , nenhum desses relacionamentos necessita da presença física para acontecer e ser real. Então porque é tão absurdo se apaixonar porque algo que não existe, mas que age e se mostra como tal?
O fato é que nós precisamos ser amados, todos nós. Nós precisamos de alguém que se preocupe conosco, e que dê carinho, alguém que possamos amar e que nos ame de volta. E é isso que Ela mostra. Ela é um filme extremamente sensível e delicado que traz um relato puro de uma das maiores necessidades humanas. Então sim, é um filme de ficção científica, mas é em primeiro lugar um filme de relacionamentos humanos.
Existem dois grandes nomes nesse filme:  Joaquin Phoenix e Scarlett Johansson. O Theodore está em muitos momentos sozinho em cena e boa parte do filme é carregada somente pelo Joaquin Phoenix e ele fez um trabalho espetacular. É realmente surpreendente perceber como ele conseguiu fazer um personagem forte e sensível ao mesmo tempo, como ele consegue passar sentimentos através simplesmente das feições ou da postura corporal. Não tem como não se conectar com o personagem e sentir o que ele demonstra durante as cenas.
Mas, o mais chocante, é o que a Scarlett Johansson consegue fazer apenas com a voz. Ela consegue transparecer tanta realidade através dela que em muitos momentos é como se ela estivesse fisicamente nas cenas. É notável também a evolução da “personagem” durante o filme, é claro como a voz se torna mais real, mais humana conforme a Samatha evoluí. Esse é um filme que não deveria nem mesmo ser disponibilizado na versão dublada. Sério, por favor, assistam legendado, se ainda não te convenci só leve em consideração que estamos falando da voz da Scarlett Johansson aqui. 
Não existe nenhuma dúvida que Spike Jonze mereceu o Oscar de melhor roteiro original, a criatividade dele para abordar os temas tratados no filme é, no mínimo, surpreendente. Mas seu trabalho como diretor também foi igualmente notável. Duas coisas me chamaram a atenção, primeiro a cartela de cores das cenas e dos cenários que fazem uma combinação perfeita com o que está sendo contado e em segundo as pequenas cenas focadas em detalhes que aparecem nos momentos mais melancólicos do filme. A direção de Ela é de uma sensibilidade tão grande quanto da sua estória, e isso contribui muito para que o filme passe a sua mensagem. 
Ela é um daqueles filmes difíceis de se explicar. É complicado colocar em palavras a beleza e delicadeza dessa estória, a humanidade carregada de todas as suas cenas. Um filme que aborda questões atuais, mas que aborda principalmente os temas mais antigos da história: amor, felicidade e relacionamentos. Só posso dizer que é um filme lindo, tocante e divertido, que todos deveriam dar um chance. 
PS: Gargalhei com o bonequinho do videogame. Sério, muito bom. 
 
26 fev, 2014

Nova capa do livro “Não Pare!”, de FML Pepper

Oi gente! 
Em dezembro eu resenhei para vocês o livro “Não Pare!“, da FML Pepper. Na resenha eu comentei que não tinha curtido a capa, que ela não fazia jus à história né? Pois bem, para a minha alegria “Não Pare!” ganhou uma capa nova! E essa eu gostei!! 🙂
Se você ainda não conhece a história, confira a resenha que eu fiz (AQUI), a leitura é bem empolgante. 
Por enquanto o livro está a venda na Amazon, em formato e-book, mas estamos torcendo para que ele seja finalmente publicado.

O que vocês acharam dessa nova capa?

25 fev, 2014

Filme: RoboCop

Título Original: RoboCop
Lançamento: 2014

Direção: José Padilha 
Elenco: Joe Kinnaman, Gary Oldman, Michael Keaton
Gênero: Ação, Ficção Científica

Sinopse: Em um futuro não muito distante, no ano de 2028, drones não tripulados e robôs são usados para garantir a segurança mundo afora, mas o combate ao crime nos Estados Unidos não pode ser realizado por eles e a empresa OmniCorp, criadora das máquinas, quer reverter esse cenário. Uma das razões para a proibição seria uma lei apoiada pela maioria dos americanos. Querendo conquistar a população, o dono da companhia Raymond Sellars (Michael Keaton) decide criar um robô que tenha consciência humana e a oportunidade aparece quando o policial Alex Murphy (Joel Kinnaman) sofre um atentado, deixando-o entre a vida e a morte.

Não é novidade que os remakes vem se tornaram uma mania e para muitos era apenas questão de tempo até chegar a vez de RoboCop. Eu nunca assisti o original de 1987 e fui ao cinema sem a menor expectativa para filme, mas acabei totalmente surpreendida. RoboCop é um bom filme de ação que consegue prender a atenção de quem está assistindo e realmente entreter. 

No futuro, as máquinas passaram a fazer o trabalho dos policiais, sendo assim mais eficazes e evitando a perda de muitas vidas. Porém o Estados Unidos é um dos únicos países que não aceitam essa nova tecnologia já que uma grande parcela da população se preocupa com a falta de humanidade dessas máquinas. Tentando reverter essa realidade, a empresa responsável por essa tecnologia, a OmniCorp, resolve colocar um humano em um corpo de máquina e vê a sua oportunidade perfeita quando Alex Murphy (Joel Kinnaman), um policial, sofre um atentado e fica com 80% do seu corpo comprometido. 

A cena inicial do filme e todo a sua sequência é simplesmente incrível, se eu tinha m sentado na cadeira do cinema sem muito interesse, o personagem do Samuel L. Jackson conseguiu em apenas alguns segundos me ganhar e enfatizar uma característica forte do filme. Apesar de ser um ficção científica, RoboCop traz algumas claras críticas e debates sociais. A mais evidente é a crítica a manipulação da mídia, seguida pela crítica a corrupção dentro da polícia e por debates sobre a ética científica e sobre o consumismo. Esses pontos não são o tema central do filme, porém enriquecem o enredo e chamam a atenção.

Diferente da maioria dos filmes do gênero, RoboCop tem um ritmo mais lento que deixa espaço para o desenvolvimento dos personagens – sim, personagens no plural, já que o destaque aqui não fica somente no protagonista. O interessante é que durante o filme eu chegava a perceber o ritmo lento, mas não ao ponto de ficar entendiada com ele em nenhum momento. 

Infelizmente o Alex Murphy do Joel Kinnaman apresentou um grande problema que foi parecer um robô desde o começo. Entendam, o filme traz como um dos seus conflitos principais a tentativa de se ter um humano dentro de uma máquina e as diferenças crucias entre um e o outro, mas quando conhecemos o protagonista ele não tem nenhum impacto emocional em que está assistindo, ele parece frio e impessoal. Ou seja, foi difícil criar uma empatia com ele e realmente se importar com a manutenção da sua humanidade. É só mais para frente, quando ele já é o RoboCop, que, ironicamente, essa humanidade começa a parecer. Deixo como destaques duas cenas, a cena em que ele se vê pela primeira vez sem o corpo robótico, uma cena muito chocante visualmente e impactante, e a primeira vez que ele vê seu filho após o acidente, foi a única cena que me trouxe lágrimas aos olhos. 

Já a Abbie Cornish, que faz Clara, a esposa de Alex, conseguiu me emocionar várias vezes. Mesmo estando em poucas cenas, todo vez que ela aparecia eu conseguia sentir a sua emoção completamente e foi ela, na verdade, que me fez me importar com o destino de Alex. Realmente impressionante a emoção e a força que ela passa através das telas. 
Outro destaque, para mim, foi o personagem do doutor Norton interpretado pelo Gary Oldman. Além de ser um personagem recorrente ele intriga quem assiste com as suas motivações e atos, até agora não sei se o odeio completamente ou se meio que gosto dele apesar de tudo, mas admito minha admiração pelo desenvolvimento que o personagem teve durante o filme. 

Gostei dos efeitos especiais, principalmente se tratando do corpo robótico do Alex e do que é ele sem toda a máquina, foi tudo muito bem feito e parece bem crível. As cenas de ação, quando acontecem, são igualmente boas e intrigantes, com destaque para um combate que acontece no escuro, eu simplesmente amei aquela sequência de cenas. 
Uma curiosidade é que o diretor do filme é o José Padilha, um brasileiro que ficou famoso por dirigir Tropa de Elite 1 e 2. Segundo rumores os roteirista pediram especialmente que fosse ele o diretor do filme. Infelizmente nunca vi Tropa de Elite – não me matem, por favor – então não posso comparar o trabalho dele em ambos os filmes, mas gostei dele em RoboCop. 

RoboCop foi uma surpresa para mim porque não esperava que fosseê gostar tanto do filme. Não é algo espetacular ou inovador, mas é um filme que eu com certeza vou assistir de novo e acho que isso já diz muito sobre ele. Um filme imperdível para os fãs do gênero.