26 dez, 2017

The White Queen

 Título Original: The White Queen

Título no Brasil: A Rainha Branca

Criador: Emma Frost

Gênero: Drama/Histórico

Ano de Lançamento: 2013

Sinopse: Na inglaterra de 1464, antes da Dinastia Tudor assumir o poder, a luta pelo trono era travada entre dois lados da mesma família: os York e os Lancaster. Dos York, o jovem e belo Eduardo IV é coroado rei, com a ajuda do manipulador Lord Warwick (James Frain). Mas quando ele se apaixona por Elizabeth Woodville (Rebecca Ferguson). do clã Lancaster, todo o plano de Warwick pode ir por água abaixo. Uma história de amor, sedução, assassinato e traição de uma das eras mais turbulentas da Inglaterra, contada pela visão de três mulheres tão belas quanto fortes: Elizabeth, Margareth Beaufort (Amanda Hale) e Anne Neville (Faye Marsay).

Baseado na obra homônima da escritora Philippa Gregory, a série narra a história de Elizabeth Woodville, uma viúva mãe de dois meninos pequenos, que é pega de surpresa quando o Rei Eduardo IV declara estar apaixonado por ela com pretensão de casar-se.

A partir daí, a então plebeia Elizabeth, seguirá seu caminho como rainha da Inglaterra, provocando a ira dos súditos do belo rei, sobretudo de seu fiel escudeiro Lorde Warwick, que será seu maior opositor. Com sua sede de poder e artifícios maléficos, o ardiloso Lorde tentará a todo custo afastar aquela a quem ele denomina de impostora do trono real.

Bolando planos mirabolantes e em detrimento da própria família, o ganancioso Lorde, fará de tudo para destronar o Rei Eduardo e se apossar da coroa.

Com um elenco deslumbrante e cenografia perfeita, The White Queen é uma série histórica que mostrará a verdadeira face das pessoas em meio a cobiça e a ambição pelo poder. Super recomendada, com certeza!

 

05 dez, 2017

Pule, Kim Joo So, de Gaby Brandalise

Autora: Gaby Brandalise

Editora: Verus

Número de Páginas: 208

Avaliação: 5/5

Onde Comprar: 

Sinopse: O que você faria se precisasse escapar da sua própria vida? Uma história inspirada em dramas coreanos.  

Marina vive em Curitiba, atormentada pelas agressões do ex-namorado. So vive em Seul, preso a uma culpa da qual não consegue se livrar. Em mundos tão distantes, mas carregando dores parecidas, a história dos dois vai se cruzar e fazer com que eles finalmente tomem o controle da própria vida, encontrando o ponto de virada que sempre buscaram. Pule, Kim Joo So é uma história ágil e original, que vai surpreender e divertir da primeira à última linha.

Sou louca por dramas coreanos, e foi assim que conheci a Gaby Brandalise, quando em seu canal no YouTube, ela falava da intensidade dos beijos naqueles dramas, bem como toda a dedicação dos atores asiáticos em busca da cena perfeita, os melhores ângulos, luzes e sombras.

Quando descobri que a Gaby estava escrevendo um livro que abordava esse universo que havia conquistado meu coração, surtei!

Pule, Kim Joo So é uma história inteligente, ágil e surpreendente que vai levar você para dentro dos dramas coreanos!

O livro conta a história de Kim Joo So, um coreano que esta em busca de autoconhecimento e Marina, uma brasileira que esta tentando se livrar de um ex namorado abusivo. Os dois se conhecerão de maneira inusitada e descobrirão que mesmo sendo de lugares tão diferentes, tem muito em comum.

“ Aproximou-se e paralisou diante da porta. Havia um homem asiático tentando se esconder, escorado na parede de azulejo, uma expressão de pânico estampada no rosto. Marina estreitou os olhos, curiosa, e abaixou o alicate de unha. Nunca tinha visto um homem como aquele.” (Página 13)

Durante a leitura, me vi totalmente inserida naquela trama, foi um misto de emoções, parecia que eu estava em Seul e de repente no Brasil! Foi como se  Healer,  W,  Kill Me, Heal Me, e todos os dramas coreanos que conheço se interligassem a história do So.

O sofrimento do protagonista em alguns momentos chega a ser palpável (tadinho!), sua angústia e seus medos contrastam com o cara forte e seguro que defende Marina e a protege sempre que julga necessário. É lindo de ver!

“- Ele não vai encostar em você de novo.

– Você não pode garantir isso, mas obrigada mesmo assim. – Sorri, cheia de afeto.” (Página 67)

Gaby foi simplesmente genial ao colocar trechos de seus dramas favoritos em cada começo de capítulo, fazendo toda uma conexão com o que vem pela frente, deixando a história ainda mais interessante.

“ – Você não está com medo de mim?

– É que eu ainda não sei bem quem é você.” (Kill Me, Heal Me – Página 185)

Sem contar o trabalho primoroso da Verus Editora e sua diagramação impecável, que conjuntamente a belíssima capa criada pela linda Marina Ávila, deixou tudo perfeito!

E agora estou aqui, completamente apaixonada pela história de amor do So e da Marina, por todo o conteúdo incrível sobre cultura coreana que a autora conseguiu introduzir lindamente na trama, por toda a agilidade e sobretudo pela originalidade.

Gaby Brandalise, como boa fã de dramas coreanos, colocou todos os elementos que fazem um drama ser perfeito, tem ação, romance e mistério, tudo isso aliado a uma pegada brasileira maravilhosa, que fez com que a história ficasse na medida certa tanto para os apaixonados por dramas, como para aqueles que estão conhecendo agora.

Por isso é um livro mais do que recomendado, leiam e se deixem transportar para o mundo dos dramas coreanos, vocês não serão mais os mesmos depois dessa leitura!

 

 

 

 

 

 

 

07 nov, 2017

The Handmaid’s Tale

Título Original: The Handmaid’s Tale

Título no Brasil: The Handmaid’s Tale

Criador: Bruce Miller

Gênero: Drama/Ficção Científica

Ano de Lançamento: 2017

Sinopse: Depois que um atentado terrorista ceifa a vida do Presidente dos Estados Unidos e de grande parte dos outros políticos eleitos, uma facção católica toma o poder com o intuito declarado de restaurar a paz. O grupo transforma o país na República de Gilead, instaurando um regime totalitário baseado nas leis do antigo testamento, retirando os direitos das minorias e das mulheres em especial. Em meio a isso tudo, Offred é uma “handmaid”, ou seja, uma mulher cujo único fim é procriar para manter os níveis demográficos da população. Na sua terceira atribuição, ela é entregue ao Comandante, um oficial de alto escalão do regime, e a relação sai dos rumos planejados pelo sistema.

Baseado no livro homônimo da autora canadense Margaret Atwood, que no Brasil ganhou o título de O Conto da Aia. The Handmaid’s Tale narra a história de um mundo devastado, sem leis ou direitos, onde as pessoas são separadas por castas: as Martas, que são mulheres designadas para cuidar da casa, as Esposas, cujo papel é unicamente seguir e acatar as ordens dos maridos denominados Comandantes, as Tias, que são uma espécie de recrutadoras de mulheres e finalmente as Aias, moças em idade reprodutiva que são levadas para as casas dos comandantes no intuito único e exclusivo de procriar.

Porém, as mulheres não se voluntariam para ser Aias, na verdade elas são levadas contra a vontade, afastadas de seus entes queridos, perdendo qualquer tipo de contato com seus maridos e filhos, passando a viver sob um regime de escravidão.

Nessa trama surreal, o diretor Bruce Miller retrata com riqueza de detalhes, a vida das Aias, todo o sofrimento e solidão a que elas são submetidas. É angustiante, revoltante e estarrecedor acompanhar o que acontece em Gilead.

“Meu nome é Offred. Eu tinha outro nome, mas agora é proibido. Tantas coisas são proibidas agora.”

 

A atriz Elizabeth Moss esta simplesmente perfeita no papel de Offred e o comandante vivido por Joseph Fiennes, me fez esquecer completamente o jovem astro do teatro londrino de Shakespeare Apaixonado, tamanha a autenticidade de sua interpretação!

Mas, essa história não é propriamente uma novidade, uma vez que já existem diversos filmes e peças teatrais inspirados na distopia. Porém, com o sucesso da nova série, o livro de Margareth Atwood, originalmente lançado em 1986, ganhou nova capa, o que consequentemente chamou a atenção para novos leitores.

Não é para menos, com um elenco afiado, fotografia belíssima, figurino impecável e trilha sonora certeira, foi praticamente impossível não acompanhar.

The Handmaid’s Tale ainda não foi transmitida no Brasil, mas, ao que tudo indica, o Paramount Channel arrematou os direitos de transmissão e muito em breve teremos a produção por aqui também.

Lançada pela plataforma de streaming Hulu, a série narra o enredo distópico mais aterrorizante que já vi! Com um final interessante e um bom mote para uma próxima temporada, essa continuação promete ser ainda mais assustadora.

A segunda temporada que já esta sendo gravada, contará com 13 episódios e deve ser lançada em abril de 2018. Só nos resta aguardar o desenrolar dos fatos! Assistam a série, leiam o livro, vale muito a pena conhecer a escrita maravilhosa de Margareth Atwood aliada a genial direção de Bruce Miller.

 

 

31 out, 2017

Na própria carne, de Gillian Flynn

 

Autor: Gillian Flynn

Título Original: Sharp Objects

Editora: Rocco

Número de Páginas: 300

Avaliação: 5/5

Onde Comprar:

Sinopse: A vida da solitária Camille Preaker em Chicago resume-se a escrever matérias para a editora de polícia do jornal Daily Post, beber vodca além da conta e torturar-se pelo passado que deixou para trás na pequena Wind Gap, sua cidade natal. É para lá que seu editor a envia em busca de um furo de reportagem. Naquela comunidade ao sul do Missouri, um serial killer faz de crianças suas vítimas.

Camille Preaker é uma repórter investigativa que se vê sem alternativas ao ser enviada de volta a sua cidade natal por seu chefe em busca de um furo de reportagem. Presa ao passado e aos traumas de infância, ela precisa ter coragem para enfrentar seus medos.

“Eu me corto, sabe? Também retalho, fatio, gravo, espeto…Sou um caso bem especial. Tenho uma razão. A minha pele, sabe, ela grita. É repleta de palavras – cozinhar, bolinho, bichano, cachos – como se uma criança de primeira série manuseando uma faca tivesse aprendido a escrever em minha carna.” (Página 75)

Lembranças de uma adolescência conturbada vem à tona, fazendo com que Camille descubra aos poucos o que a levou a se automutilar durante a vida, ao mesmo tempo em que investiga as misteriosas mortes das adolescentes em Wind Gap.

“Wind Gap é assim. Todos conhecemos os segredos uns dos outros, e todos os usamos.

– Que beleza de lugar… ” (Página 91)

No entanto, nada, absolutamente nada nos prepara para as páginas finais desse tenebroso enredo e seu desfecho sensacional.

Na própria carne é uma história de amor e dor, amor colérico, amor doentio, daqueles que fere, machuca e até mata se preciso for.

“Não me importaria em revelar as histórias de Wind Gap a Richard. Não sentia qualquer fidelidade especial para com a cidade. Foi aqui que minha irmã morreu. foi o lugar onde comecei a me cortar. Uma cidade tão sufocante e pequena que todos os dias você esbarra com alguém que detesta. Gente que sabe coisas a seu respeito. É o tipo de lugar que deixa marcas.” (Página 93)

Com personagens intrigantes e surpreendentes, a autora está de parabéns por presentear seus leitores com essa obra incrível.

“Ás vezes, se você deixa uma pessoa fazer uma coisa com você, na verdade é você que esta fazendo com a pessoa.” (Página 298)

Relançado em 2015 com o título de Objetos Cortantes, este é o romance de estreia da magnífica Gillian Flynn.

10 out, 2017

Milagres do Paraíso

 Título Original: Miracles from Heaven

Título no Brasil: Milagres no Paraíso

Direção: Patrícia Riggen

Gênero: Drama

Ano de Lançamento: 2016

Sinopse: Christy (Jennifer Garner) e Kevin Beam (Martin Henderson) são pais de três garotas: Abbie (Brighton Sharbino), Annabel (Kylie Rogers) e Adelynn (Courtney Fansler). Eles vivem em uma confortável casa, junto com cinco cachorros, e acabam de abrir uma clínica veterinária, o que fez com que tivessem que apertar os cintos e hipotecar a casa. Cristãos convictos, os Beam vão à igreja com frequência. Um dia, Annabel começa a sentir fortes dores na região do abdomen. Após muitos exames, é constatado que a garota possui um grave problema digestivo. Tal situação faz com que Christy busque a todo custo algum meio de salvar a vida da filha, ao mesmo tempo em que se afasta cada vez mais de sua crença em Deus.

Quando na capa do filme esta escrito que ele é baseado em uma incrível história real, acredite, porque é incrível mesmo! Milagres do Paraíso, conta a comovente história da família Beam, que vive um drama quando sua filha do meio é diagnosticada com um grave problema digestivo. Todos na comunidade ficam extremamente abalados e Christy, antes tão devota, passa a questionar sua fé e o porquê de sua querida filhinha ser acometida de algo tão penoso.

Apesar da excessiva carga dramática contida no filme, achei a história de Annabel extremamente emocionante, e o fato de ser uma história real só a deixou mais interessante, pelo menos na minha opinião.

Esse filme nos ensina a importância da fé, ele nos mostra que apesar das adversidades imposta pela vida, não podemos perder a esperança de que tudo acontece por uma razão, desconhecida muitas vezes, incompreensível, mas, nada pode ser encarado por nós como uma punição. Tudo é aprendizado, tudo é lição e que milagres acontecem todos os dias em nossas vidas, basta que saibamos reconhecê-los.

A história da família Beam é inspiradora e linda, sou louca por histórias reais, e a deles certamente ficará guardada para sempre em meu coração.

 

“Milagres estão em toda parte. Milagres são o jeito de Deus nos avisar que ELE está aqui.”