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7
mar 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

Autor: Ranson Riggs

Título Original: Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children

Editora: Leya

Número de Páginas: 336

Avaliação: 4/5

Onde Comprar: 

Sinopse: Tudo está à espera para ser descoberto em “O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares”, um romance que tenta misturar ficção e fotografia. A história começa com uma tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo – por mais impossível que possa parecer – ainda podem estar vivas.

O livro vai contar a história de Jacob, um jovem que passou a vida inteira escutando histórias curiosas sobre a vida de seu avô, histórias que o deixaram absolutamente fascinado.

“Eu tinha acabado de aceitar que minha vida seria apenas comum quando coisas extraordinárias começaram a acontecer comigo. A primeira delas foi um choque terrível, dividiu minha vida em duas partes. Antes e depois.

Como muitas coisas extraordinárias que viriam, ela envolveu meu avô, Abraham Portman.” (Página 8) 

Misturando fotografias bizarras e lúdicas, fantasia e realidade, O Orfanato da Srta. Peregrine é um livro verdadeiramente peculiar, e embora não faça parte do meu tipo de leitura habitual, devo confessar que foi bastante interessante acompanhar Jacob nessa aventura surreal.

Entrar naqueles aposentos com ele, ao mesmo tempo em que foi assustador, despertou em mim uma curiosidade fora do comum. Afinal, eu também queria descobrir o que havia acontecido ali, quem eram aquelas crianças e quem era a Srta. Peregrine.

“Será que era isso que meu avô queria que eu encontrasse? É, só pode ser – não as cartas de Emerson, mas uma carta guardada dentro do livro de Emerson. Mas quem era essa diretora escolar, essa Alma Peregrine?” (Página 59)

A proposta do livro é bastante interessante, e mesmo achando os capítulos demasiadamente longos e cansativos, a narrativa é ótima e as ilustrações são belíssimas, até as imagens mais estranhas, tinham o seu valor.

“- Não quero ser rude, mas o que são essas pessoas? – Perguntei.

– Nós somos peculiares – respondeu, soando um pouco intrigado.

– Você não é?

– Não sei. Acho que não.

– É uma pena.” (Página137)

A ideia de mesclar fantasia e realidade, incluindo fotografias curiosas e macabras (que o autor afirma serem reais!), deram a história ainda mais credibilidade. 

Com um enredo original e um romance surpreendente, O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, é um livro tenso e cheio de mistério, que prende o leitor do início ao fim, o transportando para um mundo fantástico, fazendo com que ele não queira mais voltar para a realidade.

Finalizo afirmando que gostei do livro, não amei, mas, para aqueles que estão à procura de uma leitura misteriosa, com toques sobrenaturais e um visual sombrio, esse livro é perfeito!



28
fev 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

 

Título Original: La La Land

Título no Brasil: La La Land – Cantando Estações

Direção: Damien Chazelle

Gênero: Comédia/ Musical/Romance

Ano de Lançamento: 2016

 

Sinopse: Ao chegar em Los Angeles o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso.

Amo musicais e por esse motivo, eu precisava conhecer esse filme tão aclamado, recordista de indicações ao Oscar 2017 (14 indicações) e vencedor de tantos prêmios.

Contado durante as quatro estações do ano, La La Land, narra a história de uma aspirante a atriz e um pianista, que tem seus destinos cruzados, Ela por amor a arte, Ele pelo amor ao Jazz. Dois sonhadores que descobrem que viver de sonhos pode ser difícil, mas viver por eles é irresistível!

Mia, que é atendente em uma cafeteria, localizada nos arredores de um grande estúdio, esta em busca do sonho de se tornar uma grande atriz, ao passo que Sebastian cultiva o sonho de abrir o próprio negócio e tornar o jazz um ritmo aceito por todos.

Amei o filme, é lindo demais! A escolha dos atores foi perfeita. Emma Stone e Ryan Gosling dão um show de interpretação com performances dignas dos melhores musicais da Broadway.

Com muita música, dança e uma história cativante, o vencedor de 7 Globos de Ouro, incluindo de Melhor Filme, é uma ode a Los Angeles, um filme que nos remete a Hollywood dos anos 1950/1960, onde o casal protagonista busca a realização de seus sonhos de forma bem humorada e contagiante.

Romântico e divertido, La La Land, é sem dúvida, um filme obrigatório para aqueles que estão saudosos de um bom musical. Divirtam-se!



21
fev 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

 


Autora: Jennifer Niven

Título Original: Holding Up the Universe

Editora: Seguinte

Número de Páginas: 392

Avaliação: 5/5

Onde Comprar:

 

Sinopse: Jack tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, vê os olhos, o nariz, a boca… mas não consegue juntar todas as peças do quebra-cabeça para gravar na memória. Então ele usa marcas identificadoras, como o cabelo, a cor da pele, o jeito de andar e de se vestir, para tentar distinguir seus amigos e familiares. Mas ninguém sabe disso — até o dia em que ele encontra a Libby. Libby é nova na escola. Ela passou os últimos anos em casa, juntando os pedaços do seu coração depois da morte de sua mãe. A garota finalmente se sente pronta para voltar à vida normal, mas logo nos primeiros dias de aula é alvo de uma brincadeira cruel por causa de seu peso e vai parar na diretoria. Junto com Jack. Aos poucos essa dupla improvável se aproxima e, juntos, eles aprendem a enxergar um ao outro como ninguém antes tinha feito.

O livro vai contar a história de Libby Strout  e Jack Masselin, dois jovens que juntarão os pedaços de suas vidas, cada um a sua maneira, fazendo com que a cada capítulo o leitor seja levado a uma reflexão e a questionamentos sobre alguns fatos de sua própria vida.

Libby, que estava afastada da escola há anos, em decorrência da morte de sua mãe, adquiriu ansiedade e uma compulsão alimentar que a deixou presa dentro de casa, literalmente. Ela chegou a ser considerada a garota mais gorda dos Estados Unidos, sendo necessário que um guindaste fosse acionado para resgatá-la.

Porém, agora, buscando superar o luto, ela esta disposta a seguir em frente, levar uma vida diferente, conquistar seu próprio espaço, apesar dos percalços impostos pela vida, e por essa razão, decidiu retornar a escola.

Entretanto, essa volta não será nada fácil, uma vez que ela continuará encontrando pessoas nocivas e maldosas, que a desprezam por seu excesso de peso.

“Ele resmunga alguma coisa que parece e provavelmente é gorda vadia. Não importa que eu seja virgem. Considerando todos os meninos que me chamam disso desde o quinto ano, é de se imaginar que eu já dei umas mil vezes.” (Página 48)

Jack, é o garoto mais popular do colégio. Bonito, carismático e amado por todos, ele também namora a garota mais bonita do local e é um dos valentões que não se importam em causar a discórdia por onde passam.

E é durante um desses atos de bullying e desrespeito, que ele conhecerá Libby.

O que ninguém sabe, é que Jack usa essa fachada de maioral, apenas para encobrir a prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer rostos, inclusive o dele próprio. E esse segredo, que Jack carrega por toda a vida, é o que o tornará mais humano no fim das contas.

Jennifer Niven tem o dom de contar histórias tocantes e inspiradoras. Pois, assim como fez em Por lugares incríveis, a autora conseguiu imprimir suas mais profundas emoções nesse livro, construindo mais uma vez uma história inovadora e cheia de contrastes.

A elaboração dos personagens é convincente e extremamente emocionante, Libby é uma das melhores personagens já criadas, linda, encantadora e inteligente, ela nos ensina o valor do amor-próprio, e que não precisamos ser escravos de determinado padrão social para sermos aceitos.

“- Se todo mundo que tem alguma coisa para falar de mim passasse todo esse tempo, sei lá, sendo gentil ou desenvolvendo uma personalidade ou uma alma, imagine como o mundo seria.” (Página 107)

Com personagens especiais e extremamente encantadores,  Juntando os pedaços é um livro sobre preconceito e compreensão, que nos fará refletir e agora figura entre os livros favoritos da minha vida. Lindo demais!

“Quanto aos outros, lembrem-se: alguém gosta de você. Grande, pequeno, alto, baixo, bonito, comum, simpático, tímido. Não deixe ninguém dizer o contrário, nem você mesmo.

Principalmente você mesmo.” (Página 317)

 



7
fev 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

Autora: Bianca Briones

Editora: Gutenberg

Número de Páginas: 208

Avaliação: 5/5

Onde Comprar: Amazon | Americanas | Saraiva | Submarino

Sinopse: Eva nasceu com o dom de passar todos os seus sentimentos para o papel, e com isso conquistou milhares de leitores pelo mundo. Agora, ela precisa escrever o último livro da sua série de fantasia, mas está com bloqueio criativo há um ano e não sabe o que fazer. Enquanto tenta se reconectar a seus personagens, a vida coloca em seu caminho um homem idêntico a um dos seus protagonistas. O problema é que o desconhecido surge sem nenhuma lembrança de quem ele é. Enzo está muito confuso. A princípio, ele duvida da conversa maluca de Eva. Mas mesmo com dificuldade em acreditar, ele não pode negar que se sente extremamente ligado a ela. Envolvidos por esse curioso e estranho mistério, Eva e Enzo estão prestes a descobrir que, às vezes, para que duas pessoas se encontrem, mundos inteiros são capazes de colidir.

Sempre fui fã da escrita da Bianca, e quando ela anunciou o lançamento de Como se fosse magia, na Bienal Internacional do Livro de São Paulo em 2016, eu não poderia perder.

O livro vai contar a história de Eva, uma premiada escritora que esta passando por uma fase de bloqueio criativo, justamente quando precisa entregar o último livro de sua série de fantasia.

Eva, que sempre foi conhecida pela sensibilidade e o dom para emprestar seu sentimento às histórias, conta com o precioso apoio do amigo Thiago para conseguir se livrar de vez dessa barreira que a impede de terminar sua série.

“Ás vezes, tudo o que uma escritora quer é poder se esquecer de todas as suas histórias e mergulhar no universo criado por outro alguém.” (Página 15)

Acontece que o destino colocará em seu caminho, um rapaz que aparentemente é o personagem principal da história de seu livro. Desnorteada e incrédula, a escritora fará de tudo para provar que seu Enzo realmente existe.

“- Acho que conheço você, mas não daqui.

– De onde? – Ele franze a testa e estreita os olhos, mais Enzo impossível.

Sei que o que vou dizer pode mudar tudo outra vez, mas, por mais insano que seja, ele precisa saber. Então, fecho os olhos, temerosa e digo:

– Dos meus livros (Página 43)

Bianca é realmente surpreendente, e sua estreia no mundo dos chick-lits foi um verdadeiro show, pois seu livro contém os ingredientes perfeitos para narrar uma boa história.

Sem contar com a presença constante de Thiago. Um personagem incrível, o melhor amigo que qualquer pessoa poderia ter, seu jeito todo especial faz com que os devaneios de Eva tornem-se lúdicos e leves. Ele é simplesmente maravilhoso!

“Você vai além das palavras. Você tem um dom. É como se fosse magia. E nem todo mundo está preparado para ser preenchido com uma boa dose de magia.” (Página 51)

Romântico e divertido, Como se fosse magia parece ser verdadeiramente mágico. Um livro cativante que vai além da história de amor. Recomendo, sem dúvida alguma!

“Não sei que força é essa que nos liga. Acho que ás vezes, para que duas pessoas se encontrem, mundos inteiros são capazes de colidir.” (Página 204)

 



2
fev 2017

ARQUIVADO EM: Dicas

amazonniver

A Amazon.com.br completa 4 anos, e as OFERTAS da semana de aniversário já começaram! As ofertas estarão disponíveis até dia 06/02 ou enquanto durarem os estoques! Na compra de qualquer livro físico, ganhe um eBook da sua preferência! (Somente um eBook por pessoa). 🙂

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31
jan 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

Título Original: About Time

Título no Brasil: Questão de Tempo

Direção: Richard Curtis

Gênero: Romance/Drama/Fantasia

Ano de Lançamento: 2013

Sinopse: Ao completar 21 anos, Tim (Domhnall Gleeson) é surpreendido com a notícia dada por seu pai (Bill Nighy) de que pertence a uma linhagem de viajantes no tempo. Ou seja, todos os homens da família conseguem viajar para o passado, bastando apenas ir para um local escuro e pensar na época  no local para onde deseja ir. Cético a princípio, Tim logo se empolga com o dom ao ver que seu pai não esta mentindo. Sua primeira decisão é usar esta capacidade para conseguir uma namorada, mas logo ele percebe que viajar no tempo e alterar o que já aconteceu pode provocar consequências inesperadas.

O filme conta de forma singela, a história do tímido Tim. Um rapaz que descobre aos 21 anos que possui poderes especiais de viajar no tempo.

Cético, Tim não acredita no que esta ouvindo. Porém, depois de viajar no tempo e refazer a desastrosa última festa de fim de ano, ele passa  a crer verdadeiramente que possui um dom especial.

De posse desse segredo compartilhado por seu pai, Tim resolve então, usar tal poder para conquistar o coração de Mary (Rachel McAdams), uma bela jovem, fã da modelo Kate Moss, que ele conheceu durante um inusitado encontro às escuras e por quem ficou absolutamente encantado.

“[…] eu tento viver cada dia como se tivesse voltado propositalmente para esse dia, para curtir, como se fosse o último dia inteiro da minha vida extraordinária e comum.” 

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Entretanto, nem tudo são flores na vida de Tim, e suas viagens no tempo acabarão afetando a vida e os destinos de todos a sua volta.

Questão de Tempo é um filme lindo e delicado, com belas imagens de Londres e do Reino Unido, que nos faz refletir sobre a vida e como seria se nós pudéssemos ter uma segunda chance para nossos atos do passado. 

Indicação mais do que recomendada, assista e viaje com Tim e sua família, nesse mundo fantástico, repleto de amor e encantamento.

“Todos estamos viajando no tempo juntos, todos os dias de nossas vidas. Tudo o que podemos fazer é o nosso melhor, é aproveitar esse passeio maravilhoso.”



27
jan 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

Garota-DesaparecidaAutor: Sophie McKenzie
Título original:
Gilr Missing
Editora:
Verus
Número de páginas:
 328
Avaliação: 
2/5
Onde comprar: Amazon |
Americanas | Saraiva | Submarino

Sinopse: “Lauren mora na Inglaterra e sempre soube que é adotada. Mas, quando uma breve pesquisa sobre o seu passado revela a possibilidade de ela ter sido roubada de uma família americana ainda bebê, a vida de Lauren de repente parece uma fraude. O que ela pode fazer para tentar encontrar os pais biológicos? E seus pais adotivos terão sido os responsáveis por sequestrá-la? Lauren convence sua família a fazer uma viagem para o outro lado do Atlântico e, lá chegando, foge a fim de tentar descobrir a verdade. Mas as circunstâncias de seu desaparecimento são sombrias, e os sequestradores de Lauren ainda estão à solta — e dispostos a qualquer coisa para mantê-la calada.”

Lauren tem 14 anos e uma vida bem comum, até o dia em que uma redação de escola faz com que ela acabe no site de crianças desaparecidas, roubadas de suas famílias. Uma das crianças se parece muito com ela, e a idade também bate. Quando pergunta sobre seu passado aos seus pais, ela percebe que eles não ficam confortáveis com o assunto e preferem não responder suas perguntas. Lauren então decide descobrir quem ela realmente é, se foi ou não roubada quando bebê. Após convencer sua família, Lauren parte com eles para uma viagem aos EUA, a fim de descobrir a verdade. No entanto, ela não imaginava a quantidade de problemas e perigos que iria enfrentar.

A história tinha tudo para ser um thriller eletrizante, cheio de reviravoltas e suspense, mas infelizmente não foi. A narrativa de Sophie Mckenzie é ótima, a leitura transcorre rapidamente de forma bem leve, o problema é que as situações são bem absurdas e fantasiosas. Lauren tem apenas 14 anos, mas se livra das situações mais perigosas possíveis com a maior facilidade, como se ela fosse imbatível.

Por falar em Lauren, preciso dizer o quanto não gostei da personagem, não consegui me identificar e nem torcer por ela. No inicio, quando ela vê o site de crianças desaparecidas, eu fiquei empolgada, me lembrou o filme “Sem Saída”, que tem uma premissa bem parecida. Mas Lauren é muito mimada e egoísta, ela toma as piores decisões e não pensa em mais ninguém! Ela arrasta seu melhor amigo, Jam, para o meio de um furação, mas parece não valorizar tanto assim a fidelidade dele (que é um personagem bem fofo).

A facilidade com que Lauren e Jam se livram dos perigosos chega a ser banal. A autora cria um super clímax, a ação está no pico, mas ai tudo se resolve e pronto, sem dificuldade. Lembrando que são adolescentes de 14 e 15 anos, em um outro país. Jam é quem “salva” a trama, ele se mostra muito mais consciente e centrado, claro que ele tem atitudes equivalentes à sua idade, mas nada comparado à Lauren. Existe um pouco de romance também, que dá uma leveza à história.

O problema do sequestro de crianças é bem real e, ainda que superficialmente, conseguimos ver o quanto as famílias são destruídas quando esse tipo de coisa acontece. De forma geral, o livro não me convenceu, mas ainda assim acho que toda a leitura é válida. Vi algumas resenhas positivas, então pode ser que vocês gostem muito mais do que eu. Me contem se isso acontecer. 🙂



17
jan 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

Título Original: Switched at Birth

Título no Brasil: Switched at Birth

Criador: Lizzy Weiss

Gênero: Drama

Ano de Lançamento: 2011

 

Sinopse: Bay Kennish (Vanessa Marano) e Daphne Vasquez (Katie Leclerc) são duas adolescentes que descobrem que foram trocadas acidentalmente no hospital ao nascerem. Bay cresceu em uma família rica, com seus pais e o irmão, enquanto Daphne, que perdeu a audição ainda criança devido a um caso de meningite, mora com a mãe em um bairro pobre.

Agora as duas famílias precisam aprender a conviver juntas para o bem das garotas.

A série narra a história de Bay e Daphne, duas garotas que foram trocadas na maternidade  e só descobrem anos depois, por puro acaso.

Bay, foi criada na abastada família Kennish, com todas as regalias e privilégios de filhos de classe média alta, criada por John e Kathryn, Bay tem um irmão e uma boa vida, mas sempre se sentiu uma “estranha no ninho”.

Daphne por sua vez, foi criada de forma mais humilde por Regina Vasquez e sua avó Adriana. Apesar de também achar estranho que sua aparência fosse tão diferente de seus parentes, ela estava feliz com a vida que levava.

Até que um dia, durante uma aula de ciências, Bay descobre que seu tipo sanguíneo não é compatível com o de seus pais e resolve fazer um teste de DNA, confirmando suas suspeitas.

A partir daí, as duas famílias são apresentadas e optam por viverem juntas, para que suas filhas possam se adaptar a essa nova realidade.

Achei a premissa da série bastante interessante, a história de duas crianças trocadas na maternidade que só descobrem o acontecido 16 anos depois, me tocou profundamente.

Outro tema muitíssimo interessante discutido na série, é a deficiência auditiva.

Daphne, filha biológica do casal Kennish, criada por Regina Vasquez, foi acometida por meningite na infância, tendo como sequela a perda total da audição.

“Essa é a desvantagem de ser surda. As pessoas irão caçoar de você. Irão te rotular. Terá que lutar bem mais para ser levada a sério.”

 

O curioso, é que o foco principal da série não é a surdez, mesmo que isso esteja latente em vários momentos, o ponto central aqui é a troca dos bebês, e a vida dessas adolescentes a partir daí; as mudanças de comportamento pertinentes à idade e tudo mais, o que deixa a série ainda melhor.

Lógico que é importante abordar o tema da deficiência auditiva, mas em Switched at Birth, parece que os criadores quiseram mostrar que os surdos podem sim ter uma vida absolutamente normal, apesar das adversidades, e é verdade, eles podem mesmo. Achei maravilhoso o questionamento do tema!

Switched at Birth teve seu término anunciado na 5° temporada em 2017, mas fica a saudade e a mensagem dessa linda e sensível história, que conta de forma magnífica, a vida e rotina dessas famílias que tiveram seus destinos cruzados de forma tão surpreendente. Assistam, vale muito a pena!

 



10
jan 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

Autor: Milton Hatoum

Editora: Companhia das Letras

Número de Páginas: 266

Avaliação: 5/5

Onde Comprar: Amazon | Americanas | Saraiva | Submarino

Sinopse: “Dois Irmãos” é a história de como se constroem as relações de identidade e diferença numa família em crise. É a história de dois irmãos gêmeos – Yaqub e Omar – e suas relações com a mãe, o pai e a irmã. Moram na mesma casa Domingas, empregada da família, e seu filho. Esse menino – o filho da empregada – narra, trinta anos depois, os dramas que testemunhou calado. Buscando a identidade de seu pai entre os homens da casa, ele tenta reconstruir os cacos do passado, ora como testemunha, ora como quem ouviu e guardou, mudo, as histórias dos outros. Do seu canto, ele vê personagens que se entregam ao incesto, à vingança, à paixão desmesurada. O lugar da família se estende ao espaço de Manaus, o porto à margem do rio Negro: a cidade e o rio, metáforas das ruínas e da passagem do tempo, acompanham o andamento do drama familiar. Prêmio Jabuti 2001 de Melhor Romance.

Confesso que não conhecia o livro, mas com a divulgação da minissérie da globo, e a proximidade de sua estreia, corri para ler e foi uma grata surpresa.

A história vai falar sobre a relação de ódio e rivalidade eterna de dois irmãos gêmeos de origem libanesa, Yaqub e Omar. O primeiro, mais tímido, recluso e calado, com um futuro promissor, saiu de casa para morar fora, uma tentativa do pai, Halim, de afastar os gêmeos na esperança de cessarem as brigas.

Omar, gêmeo caçula, rebelde, vivia entre a inércia da ressaca e a euforia da farra noturna. Logo nos primeiros meses de vida, foi acometido por uma grave pneumonia, fazendo com que Zana, sua mãe, o cercasse de um zelo excessivo, uma espécie de mimo doentio, de quem via na frágil saúde do filho, a morte iminente.

Com personagens de perfis psicológicos interessantíssimos, Dois Irmãos revelou-se uma obra singular, repleta de elementos curiosos, além da rica descrição da cultura Manauara, que insere ainda mais o leitor nessa história fascinante.

O relato sobre a vida familiar de Halim e Zana, nos traz a oportuna lição sobre a administração dos conflitos familiares. Impossível não notar as semelhanças da relação desses irmãos com os personagens bíblicos, Caim e Abel e seu ódio indissolúvel, bem como Esaú e Jacó. Percebemos também em Zana um comportamento similar a Rebeca, mãe de Esaú e Jacó, quando releva nítida preferência por um de seus filhos.

“Naquela época, tentei, em vão, escrever outras linhas. Mas as palavras parecem esperar a morte e o esquecimento. Permanecem soterradas, petrificadas, em estado latente, para depois, em lenta combustão, acenderem em nós o desejo de contar passagens que o tempo dissipou. E o tempo, que nos faz esquecer, também é cúmplice delas. Só o tempo transforma nossos sentimentos em palavras mais verdadeiras, disse Halim durante uma conversa, quando usou muito o lenço para enxugar o suor do calor e da raiva ao ver a esposa enredada ao filho caçula.” (Página 244)

Repleta de conflitos e situações bastante conturbadas, a memorável história escrita por Milton Hatoum, é riquíssima na demonstração da natureza humana em suas inquietações e questionamentos. Além, é claro, da busca incessante do filho de Domingas, pela identidade de seu pai, envolvendo de mistério essa obra, já tão rica.

“Alguns dos nossos desejos só se cumprem no outro, os pesadelos pertencem a nós mesmos. (Página 264)

Dois irmãos é um livro profundo e sensível, que agora figura entre os meus livros favoritos da vida, logo, sua leitura é indispensável. Recomendadíssimo, sem dúvida.



1
jan 2017

ARQUIVADO EM: Blog & Pessoal

2017

Então finalmente é 2017. A meia noite passou, mas tudo continua do mesmo jeito, afinal de contas, não é o ano que muda, mas nós quem devemos mudar.

2016 foi um ano bom pra mim, não posso reclamar. As dificuldades vieram, mas com a ajuda de Deus eu consegui superá-las e aprender com cada uma delas. As minhas metas de começo de ano não se realizaram, muitas delas simplesmente porque não me organizei para que elas dessem certo, e outras porque a vida tomou um rumo diferente. Mas não importa, tenho mais 365 dias para fazer a diferença.

Este ano começou com algumas mudanças na nossa (marido e eu) maneira de pensar, algumas coisas que pensávamos estar totalmente fora dos planos, começaram a ser pensadas com um pouco mais de atenção. As pessoas mudam, não é mesmo? Agora, na casa dos 30 anos, mudar e definir prioridades é preciso. O tempo não para.

Estou feliz e bastante empolgada, certa de que esse ano vai ser o meu ano, que vou arregaçar as mangas e dar o meu melhor para que isso aconteça! E vocês, também estão empolgados?






ilustrações design e desenvolvimento