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27
jan 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

Garota-DesaparecidaAutor: Sophie McKenzie
Título original:
Gilr Missing
Editora:
Verus
Número de páginas:
 328
Avaliação: 
2/5
Onde comprar: Amazon |
Americanas | Saraiva | Submarino

Sinopse: “Lauren mora na Inglaterra e sempre soube que é adotada. Mas, quando uma breve pesquisa sobre o seu passado revela a possibilidade de ela ter sido roubada de uma família americana ainda bebê, a vida de Lauren de repente parece uma fraude. O que ela pode fazer para tentar encontrar os pais biológicos? E seus pais adotivos terão sido os responsáveis por sequestrá-la? Lauren convence sua família a fazer uma viagem para o outro lado do Atlântico e, lá chegando, foge a fim de tentar descobrir a verdade. Mas as circunstâncias de seu desaparecimento são sombrias, e os sequestradores de Lauren ainda estão à solta — e dispostos a qualquer coisa para mantê-la calada.”

Lauren tem 14 anos e uma vida bem comum, até o dia em que uma redação de escola faz com que ela acabe no site de crianças desaparecidas, roubadas de suas famílias. Uma das crianças se parece muito com ela, e a idade também bate. Quando pergunta sobre seu passado aos seus pais, ela percebe que eles não ficam confortáveis com o assunto e preferem não responder suas perguntas. Lauren então decide descobrir quem ela realmente é, se foi ou não roubada quando bebê. Após convencer sua família, Lauren parte com eles para uma viagem aos EUA, a fim de descobrir a verdade. No entanto, ela não imaginava a quantidade de problemas e perigos que iria enfrentar.

A história tinha tudo para ser um thriller eletrizante, cheio de reviravoltas e suspense, mas infelizmente não foi. A narrativa de Sophie Mckenzie é ótima, a leitura transcorre rapidamente de forma bem leve, o problema é que as situações são bem absurdas e fantasiosas. Lauren tem apenas 14 anos, mas se livra das situações mais perigosas possíveis com a maior facilidade, como se ela fosse imbatível.

Por falar em Lauren, preciso dizer o quanto não gostei da personagem, não consegui me identificar e nem torcer por ela. No inicio, quando ela vê o site de crianças desaparecidas, eu fiquei empolgada, me lembrou o filme “Sem Saída”, que tem uma premissa bem parecida. Mas Lauren é muito mimada e egoísta, ela toma as piores decisões e não pensa em mais ninguém! Ela arrasta seu melhor amigo, Jam, para o meio de um furação, mas parece não valorizar tanto assim a fidelidade dele (que é um personagem bem fofo).

A facilidade com que Lauren e Jam se livram dos perigosos chega a ser banal. A autora cria um super clímax, a ação está no pico, mas ai tudo se resolve e pronto, sem dificuldade. Lembrando que são adolescentes de 14 e 15 anos, em um outro país. Jam é quem “salva” a trama, ele se mostra muito mais consciente e centrado, claro que ele tem atitudes equivalentes à sua idade, mas nada comparado à Lauren. Existe um pouco de romance também, que dá uma leveza à história.

O problema do sequestro de crianças é bem real e, ainda que superficialmente, conseguimos ver o quanto as famílias são destruídas quando esse tipo de coisa acontece. De forma geral, o livro não me convenceu, mas ainda assim acho que toda a leitura é válida. Vi algumas resenhas positivas, então pode ser que vocês gostem muito mais do que eu. Me contem se isso acontecer. 🙂



17
jan 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

Título Original: Switched at Birth

Título no Brasil: Switched at Birth

Criador: Lizzy Weiss

Gênero: Drama

Ano de Lançamento: 2011

 

Sinopse: Bay Kennish (Vanessa Marano) e Daphne Vasquez (Katie Leclerc) são duas adolescentes que descobrem que foram trocadas acidentalmente no hospital ao nascerem. Bay cresceu em uma família rica, com seus pais e o irmão, enquanto Daphne, que perdeu a audição ainda criança devido a um caso de meningite, mora com a mãe em um bairro pobre.

Agora as duas famílias precisam aprender a conviver juntas para o bem das garotas.

A série narra a história de Bay e Daphne, duas garotas que foram trocadas na maternidade  e só descobrem anos depois, por puro acaso.

Bay, foi criada na abastada família Kennish, com todas as regalias e privilégios de filhos de classe média alta, criada por John e Kathryn, Bay tem um irmão e uma boa vida, mas sempre se sentiu uma “estranha no ninho”.

Daphne por sua vez, foi criada de forma mais humilde por Regina Vasquez e sua avó Adriana. Apesar de também achar estranho que sua aparência fosse tão diferente de seus parentes, ela estava feliz com a vida que levava.

Até que um dia, durante uma aula de ciências, Bay descobre que seu tipo sanguíneo não é compatível com o de seus pais e resolve fazer um teste de DNA, confirmando suas suspeitas.

A partir daí, as duas famílias são apresentadas e optam por viverem juntas, para que suas filhas possam se adaptar a essa nova realidade.

Achei a premissa da série bastante interessante, a história de duas crianças trocadas na maternidade que só descobrem o acontecido 16 anos depois, me tocou profundamente.

Outro tema muitíssimo interessante discutido na série, é a deficiência auditiva.

Daphne, filha biológica do casal Kennish, criada por Regina Vasquez, foi acometida por meningite na infância, tendo como sequela a perda total da audição.

“Essa é a desvantagem de ser surda. As pessoas irão caçoar de você. Irão te rotular. Terá que lutar bem mais para ser levada a sério.”

 

O curioso, é que o foco principal da série não é a surdez, mesmo que isso esteja latente em vários momentos, o ponto central aqui é a troca dos bebês, e a vida dessas adolescentes a partir daí; as mudanças de comportamento pertinentes à idade e tudo mais, o que deixa a série ainda melhor.

Lógico que é importante abordar o tema da deficiência auditiva, mas em Switched at Birth, parece que os criadores quiseram mostrar que os surdos podem sim ter uma vida absolutamente normal, apesar das adversidades, e é verdade, eles podem mesmo. Achei maravilhoso o questionamento do tema!

Switched at Birth teve seu término anunciado na 5° temporada em 2017, mas fica a saudade e a mensagem dessa linda e sensível história, que conta de forma magnífica, a vida e rotina dessas famílias que tiveram seus destinos cruzados de forma tão surpreendente. Assistam, vale muito a pena!

 



10
jan 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

Autor: Milton Hatoum

Editora: Companhia das Letras

Número de Páginas: 266

Avaliação: 5/5

Onde Comprar: Amazon | Americanas | Saraiva | Submarino

Sinopse: “Dois Irmãos” é a história de como se constroem as relações de identidade e diferença numa família em crise. É a história de dois irmãos gêmeos – Yaqub e Omar – e suas relações com a mãe, o pai e a irmã. Moram na mesma casa Domingas, empregada da família, e seu filho. Esse menino – o filho da empregada – narra, trinta anos depois, os dramas que testemunhou calado. Buscando a identidade de seu pai entre os homens da casa, ele tenta reconstruir os cacos do passado, ora como testemunha, ora como quem ouviu e guardou, mudo, as histórias dos outros. Do seu canto, ele vê personagens que se entregam ao incesto, à vingança, à paixão desmesurada. O lugar da família se estende ao espaço de Manaus, o porto à margem do rio Negro: a cidade e o rio, metáforas das ruínas e da passagem do tempo, acompanham o andamento do drama familiar. Prêmio Jabuti 2001 de Melhor Romance.

Confesso que não conhecia o livro, mas com a divulgação da minissérie da globo, e a proximidade de sua estreia, corri para ler e foi uma grata surpresa.

A história vai falar sobre a relação de ódio e rivalidade eterna de dois irmãos gêmeos de origem libanesa, Yaqub e Omar. O primeiro, mais tímido, recluso e calado, com um futuro promissor, saiu de casa para morar fora, uma tentativa do pai, Halim, de afastar os gêmeos na esperança de cessarem as brigas.

Omar, gêmeo caçula, rebelde, vivia entre a inércia da ressaca e a euforia da farra noturna. Logo nos primeiros meses de vida, foi acometido por uma grave pneumonia, fazendo com que Zana, sua mãe, o cercasse de um zelo excessivo, uma espécie de mimo doentio, de quem via na frágil saúde do filho, a morte iminente.

Com personagens de perfis psicológicos interessantíssimos, Dois Irmãos revelou-se uma obra singular, repleta de elementos curiosos, além da rica descrição da cultura Manauara, que insere ainda mais o leitor nessa história fascinante.

O relato sobre a vida familiar de Halim e Zana, nos traz a oportuna lição sobre a administração dos conflitos familiares. Impossível não notar as semelhanças da relação desses irmãos com os personagens bíblicos, Caim e Abel e seu ódio indissolúvel, bem como Esaú e Jacó. Percebemos também em Zana um comportamento similar a Rebeca, mãe de Esaú e Jacó, quando releva nítida preferência por um de seus filhos.

“Naquela época, tentei, em vão, escrever outras linhas. Mas as palavras parecem esperar a morte e o esquecimento. Permanecem soterradas, petrificadas, em estado latente, para depois, em lenta combustão, acenderem em nós o desejo de contar passagens que o tempo dissipou. E o tempo, que nos faz esquecer, também é cúmplice delas. Só o tempo transforma nossos sentimentos em palavras mais verdadeiras, disse Halim durante uma conversa, quando usou muito o lenço para enxugar o suor do calor e da raiva ao ver a esposa enredada ao filho caçula.” (Página 244)

Repleta de conflitos e situações bastante conturbadas, a memorável história escrita por Milton Hatoum, é riquíssima na demonstração da natureza humana em suas inquietações e questionamentos. Além, é claro, da busca incessante do filho de Domingas, pela identidade de seu pai, envolvendo de mistério essa obra, já tão rica.

“Alguns dos nossos desejos só se cumprem no outro, os pesadelos pertencem a nós mesmos. (Página 264)

Dois irmãos é um livro profundo e sensível, que agora figura entre os meus livros favoritos da vida, logo, sua leitura é indispensável. Recomendadíssimo, sem dúvida.



1
jan 2017

ARQUIVADO EM: Blog & Pessoal

2017

Então finalmente é 2017. A meia noite passou, mas tudo continua do mesmo jeito, afinal de contas, não é o ano que muda, mas nós quem devemos mudar.

2016 foi um ano bom pra mim, não posso reclamar. As dificuldades vieram, mas com a ajuda de Deus eu consegui superá-las e aprender com cada uma delas. As minhas metas de começo de ano não se realizaram, muitas delas simplesmente porque não me organizei para que elas dessem certo, e outras porque a vida tomou um rumo diferente. Mas não importa, tenho mais 365 dias para fazer a diferença.

Este ano começou com algumas mudanças na nossa (marido e eu) maneira de pensar, algumas coisas que pensávamos estar totalmente fora dos planos, começaram a ser pensadas com um pouco mais de atenção. As pessoas mudam, não é mesmo? Agora, na casa dos 30 anos, mudar e definir prioridades é preciso. O tempo não para.

Estou feliz e bastante empolgada, certa de que esse ano vai ser o meu ano, que vou arregaçar as mangas e dar o meu melhor para que isso aconteça! E vocês, também estão empolgados?



27
dez 2016

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

adaline-capa Título Original: The Age of Adaline

Título no Brasil: A Incrível História de Adaline

Direção: Lee Toland Krieger

Gênero: Drama/Romance/Fantasia

Ano de Lançamento: 2015

 

Sinopse: Adaline Bowman nasceu na virada do século XX. Ela tinha uma vida normal até sofrer um grave acidente de carro. Desde então, ela, milagrosamente, não consegue mais envelhecer, se tornando um ser imortal com a aparência de 29 anos. Ela vive uma existência solitária, nunca se permitindo criar laços com ninguém, para não ter seu segredo revelado. Mas ela conhece o jovem filantropo, Ellis Jones (Michiel Huisman), um homem por quem pode valer a pena arriscar sua imortalidade.

Estrelado pela belíssima Blake Lively (Gossip Girl), A Incrível História de Adaline é um romance completamente atípico em que uma mulher esta presa a um corpo de 29 anos de idade, condenada a permanecer jovem para sempre, quando na verdade passaram-se décadas sem que ninguém além dela própria soubesse disso.

“No dia 31 de dezembro de 2014, um táxi viajava através de São Francisco, de Chinatown para Merrill.

O carro transportava um único passageiro, uma mulher. Seu nome de batismo é Adaline Bowman. Atual Pseudônimo: Jennifer Larson. Este é o primeiro e último capítulo da história dela.”

Com o passar dos anos, Adaline muda de identidade e de cidade para preservar seu segredo, tendo como confidente apenas sua filha.

É angustiante ver a personagem tendo que se esconder em sua solidão para não ser considerada uma aberração e escapar de olhares curiosos ou perguntas indiscretas por causa de sua idade, ao mesmo tempo em que vê seus entes queridos partindo enquanto seu implacável destino permanece inalterado.

Quando Adaline conhece o encantador Ellis, tudo parece mudar. No entanto, mais uma vez a moça é surpreendida por acontecimentos de seu passado, sendo forçada a mudar seu destino, presente e futuro.

Ellen Burstyn (House of Cards) e Harrison Ford (Star Wars – O Despertar da Força) também emprestam seu talento nessa obra de fotografia impecável e figurino perfeito.

Com um desfecho tão surpreendente quanto seu início, a história de Adaline é comovente e interessante, e mesmo que não seja um filme espetacular e cheio de grandes feitos, cumpre brilhantemente seu papel de entreter os fãs de fábulas e histórias fantásticas. Por isso, recomendo muito para aqueles que curtem o gênero e para os românticos de plantão.

“- Como isso é possível?

– Eu não sei, eu era normal…até que um dia parei de envelhecer!”



22
dez 2016

ARQUIVADO EM: Vídeos

Oi gente! Quem ai está acompanhando a semana especial de vídeos lá no canal do Youtube? São vídeos todos os dias, de segunda à sábado, sempre às 20h. Estou bastante empolgada e espero muito que vocês estejam gostando.

Os vídeos são relacionados a essa época tão maravilhosa do ano, o Natal! Eu amo a data e fico muito feliz neste mês, acho incrível celebrar o aniversário do maior cara que já existiu – Jesus. Mesmo que essa não seja a data certa, a intenção é o que importa hahaha. Sem contar que é aquele momento de reunir a familia, os amigos, de presentear quem você ama e tudo mais. Só amor!! 🙂 😉

Vou colocar aqui os dois primeiros vídeos, para conferir todos é só se inscrever no canal!



20
dez 2016

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

nashville-1Título Original: Nashville

Título no Brasil: Nashville: No Ritmo da Fama

Criador: Callie Khouri

Gênero: Musical/Drama

Ano de Produção: 2012

Sinopse: Contrariando a vontade do pai Lamar Hampton (Powers Boothe, de Deadpool), um importante empresário do Tenesse, Rayna James (Connie Britton, de American Horror History) seguiu carreira de cantora, tornando-se uma estrela de música country. Casada com Teddy (Eric Close, de Without a Trace), com quem tem duas filhas (Lennon e Maisy Stella), Rayna começa a viver a inevitável queda de popularidade. Assim, é forçada por sua gravadora a fazer turnê com uma estrela que esta em ascensão, Juliette Barnes (Hayden Pattiere, de Heroes), que Rayna considera uma cantora sem talento. Esta, por sua vez, é ambiciosa e busca formas de subir rapidamente na carreira.

Assisti Nashville simplesmente por gostar de séries musicais e foi uma grata surpresa. Sinceramente, não esperava gostar tanto assim, virou uma verdadeira febre.

Ambientada no cenário country, a série narra as histórias de Rayna James e Juliette Barnes, a primeira, cantora country de sucesso que vê sua popularidade diminuir drasticamente com o passar dos anos.

Juliette por sua vez, é a nova musa da música country, esta no auge do sucesso, porém, com seus maus hábitos e temperamento difícil, também esta com a carreira em risco.

Por essa razão, a gravadora resolve juntar as cantoras em uma turnê, visando recuperar o sucesso de Rayna e a credibilidade de Juliette, mesmo a contragosto de ambas.

Rayna é bonita, popular e praticamente tem o mundo a seus pés. Casada e mãe de duas filhas, ela tenta conciliar a carreira artística e a família, mas isso nem sempre da certo.

Juliette é mimada, egoísta e egocêntrica. Mandona, acha que todos tem que se curvar às suas ordens e satisfazer os seus caprichos, e esse temperamento explosivo pode lhe custar caro.

Duas cantoras com temperamentos e estilos de vida diametralmente opostos, que precisam se unir para salvar suas carreiras.

A série conta também com personagens bastante especiais, como a belíssima Scarlett O’Connor e sua linda e delicada voz, Gunnar Scott e seu absurdo talento para compor, Avery Barkley, um rapaz ambicioso que almeja alcançar o estrelato no mundo da música a mais rápido possível. E por último, mas não menos importante, temos Deacon Clayborne, parceiro musical  e eternamente apaixonado por Rayna, Deacon é um músico talentoso que vê a chance de reconquistá-la se esvair, quando se deixa levar pelo alcoolismo.

Enfim, não posso falar mais para não correr o risco de dar spoiler, mas, vale muito a pena dar uma chance para essa série.

Para os fãs que ficaram tristes com a possibilidade de cancelamento após a 4° temporada, uma boa notícia, a série foi renovada para seu quinto ano de exibição contando com 22 novos episódios. Espero que o sucesso dos anos anteriores continue, estou louca para rever os personagens!

Portanto, se você gosta de séries cheias de histórias conflitantes, segredos e muita música, Nashville é pra você!

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14
dez 2016

ARQUIVADO EM: Literatura

servico-secreto-lee-childJack Reacher #6
Autor:
Lee Child
Título original:
Without Fail
Editora: Bertrand Brasil
Número de páginas:
 420
Avaliação: 
5/5
Onde comprar: Amazon |
Americanas | Saraiva | Submarino

Sinopse: Jack Reacher está acostumado a vagar sozinho de uma cidade a outra, sem destino, emprego, endereço ou identidade. Entretanto, ao ser procurado por M. I. Froelich, uma agente do Serviço Secreto, recebe um pedido bastante incomum: “Quero contratá-lo para assassinar o vice-presidente dos Estados Unidos da América”. Mais nova chefe de segurança do vice-presidente eleito, ela quer que Reacher tente encontrar as falhas na defesa de sua equipe, testando sua eficácia contra um potencial ataque. Reacher é a pessoa certa para isso: tem a habilidade e a furtividade de um ex-policial do Exército, além de ser totalmente anônimo. Ela só não fala que, na verdade, a ameaça é real e a vida do vice-presidente de fato corre perigo.

A resenha NÃO contém spoilers dos livros anteriores

Jack Reacher é um ex-militar muito inteligente e experiente, que não tem endereço, carteira de motorista, conta em banco ou qualquer coisa que o prenda em algum lugar. Sua localização é sempre praticamente impossível de ser encontrada, a não ser que ele queira. No entanto, dessa vez alguém consegue localizá-lo, conseguindo imediatamente a sua atenção.

A agente do Serviço Secreto, M. I. Froelich, é além de muito competente, responsável pela segurança do vice-presidente dos EUA. Froelich foi namorada de Joe (o falecido irmão de Reacher) e diz que contatar Reacher foi sugestão de Joe, que garantiu que ele seria a pessoal ideal para o que Froelich precisa. A proposta da agente é que Jack teste a segurança de sua equipe, tentando encontrar as brechas e expondo as possíveis maneiras de matar o vice-presente. Ela alega ser apenas um teste da equipe, mas Reacher sabe que existe muito mais por trás disso, e que provavelmente o perigo é real. 

Jack aceita a missão, e convida sua velha amiga, Frances Neagley para participar. Em poucos dias ele comprova que o presidente poderia ter sido morto três vezes, o que revela que a equipe de Froelich realmente tem uma falha na segurança. Reacher e Neagley então passam a ajudar o governo a se livrar da ameaça real, correndo contra o tempo, antes que seja tarde demais. 

Reacher é um dos melhores personagens já criados, em minha opinião. Sou totalmente fã e a cada livro novo mais empolgada eu fico. Para quem não sabe, existem dois filmes baseados em dois dos seus livros, Jack Reacher – O Último Tiro (do livro One Shot) e Jack Reacher: Sem Retorno (do Never go Back). Os filmes são estrelados por Tom Cruise no papel do Reacher. O que me agrada muito pois sou apaixonada pelo ator (mesmo ele não tendo nada das características físicas descritas no livro). 

Este é um dos meus livros favoritos da série, e não tem ligação nenhuma com os anteriores. Jack está de boa viajando de carona, com um casal de velhinhos simpáticos para em seguida estar investigando uma trama intrincada que pode resultar na morte do vice-presidente. Adrenalina do começo ao fim!

Tudo faz sentido, não existe ponta solta e eu confesso que não desconfiei de nada, até que a revelação chegou. Reacher é claro já sabia de praticamente tudo e matou a charada bem cedo, como de costume. Gosto da maneira ágil com que Lee Child conduz a história, foram 420 páginas que passaram em um piscar de olhos. alguns acontecimentos me deixaram bastante triste, mas faz parte não é mesmo? A sina de Jack é não se firmar em lugar nenhum, sempre seguindo para um próximo lugar no final do livro.

Reacher tem aquele jeitinho sedutor, a la James Bond, e atrai as mulheres com muita facilidade. Mas o que me agrada muito é que ele não as trata como objetos, pelo contrário, é um perfeito cavalheiro e preza pelo bem estar delas. Apesar de serem muitos livros (21 até agora), faço questão de ler todos e fico muito feliz em ver que a Bertrand também tem um carinho especial pela série, e esse ano publicou dois livros!! 

Se você gosta de ação e thrillers de tirar o fôlego, essa série é pra você! Recomendo com toda certeza. 😀

Coleção Jacy Reacher, por Lee Child:

  1. Dinheiro Sujo (Killing Floor)
  2. Destino: Inferno ( Die Trying)
  3. Alerta final (Tripwire)
  4. Caçada às cegas (Running Blind)
  5. Miragem em Chamas (Echo Burning)
  6. Serviço Secreto (Without Fail)
  7. Persuader
  8. The Enemy
  9. O último tiro (One Shot) – Foi lançado aqui primeiro e fora da ordem
  10. The hard Way
  11. Bad Luck and Trouble
  12. Nothing to Lose
  13. Gone Tomorrow
  14. 61 hours
  15. Worth dying
  16. The affair
  17. A wanted man.
  18. Never go back
  19. Personal
  20. Make Me
  21. Night School.



12
dez 2016

ARQUIVADO EM: Cinema & TV Netflix

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Em 2008 eu assisti ao filme The Good Witch (A bruxa do bem, no Brasil) e apesar de já não ser assim tão novinha, me apaixonei pela história de Cassandra Nightingale, uma mulher misteriosa que se muda para a cidadezinha de Middleton, nos EUA. A casa onde Cassandra se muda tem a fama de ser assombrada, e não demora muito para que os habitantes da cidade acreditem que Cassandra é uma bruxa, e queiram que ela saia da cidade o quanto antes. No entanto, o chefe de polícia Jake Russel e seus dois filhos, se encantam por Cassie, e fazem questão de que ela permaneça por lá.

O filme gerou seis continuações: The Good Witch’s Garden (2009) The Good Witch’s Gift (2010), The Good Witch’s Family (2011), The Good Witch’s Charm (2012), The Good Witch’s Destiny (2013) e The Good Witch’s Wonder (2014). Infelizmente não assisti a nenhuma delas, porque não encontrei legendado em lugar nenhum. Se alguém souber onde tem, me avisa!

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Além de todos esses filmes, ainda foi criada uma série, que agora está disponibilizada no Netflix, e é sobre ela que quero conversar com vocês. A série, chamada Good Witch, segue a ordem dos filmes (mas quem assistiu somente ao primeiro filme, como eu, vai entender certinho) e continua mostrando a vida de Cassie Nightingale e sua filha Grace, em Middleton. A trama tem início com a mudança de novos vizinhos, o Dr. Sam Radford e seu filho, Nick.

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Cassie é amada por toda a cidade, e conhecida pelo seu dom em curar com remédios manipulados, feitos por ela mesma e vendidos em sua loja Bell, Book & Candle. De início, o Dr. Radford não gosta muito de Cassie, já que ele não acredita nesse tipo de tratamento, mas em seguida eles se tornam bons amigos.

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A série é fofa, ao estilo sessão da tarde. Tem um clima de comédia e romance, além de mostrar muito o valor da família e dos relacionamentos entre amigos, a mensagem de cada episódios sempre me deixa com o coração aquecido. Já existem duas temporadas disponíveis na Netflix, e a terceira já foi confirmada. Assisti tudo em um final de semana e quando acabou me senti órfã, é o tipo de série que me deixa leve e feliz. Recomendo muito para vocês, e espero que se encantem por ela tanto quanto eu!

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6
dez 2016

ARQUIVADO EM: Literatura

Autor: Jay Asher

Título Original: Thirteen Reasons Why

Editora: Ática 

Número de Páginas: 256

Avaliação: 4/5

Onde Comprar: Amazon | Americanas | Saraiva | Submarino

Sinopse: Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de sua casa um misterioso pacote em seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker – uma colega de classe e antiga paquera que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem 13 motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.

Hannah Baker é uma menina bonita e popular na escola que ninguém entendeu quando cometeu suicídio. É quando Clay Jensen recebe em sua porta uma caixa repleta de fitas onde Hannah explica os motivos de sua trágica decisão.

Hannah então, começa a contar detalhes de sua vida e sua rotina e os motivos que a fizeram cometer suicídio. Clay incrédulo, ainda não sabe porquê ele esta nas fitas, o que ele teria feito de tão grave para merecer ser punido assim?

“E vocês – o resto – repararam nas cicatrizes que deixaram para trás?

Não. Provavelmente não. Não foi possível. Porque a maioria delas não pode ser vista a olho nu.” (Página 61)

Ao longo dos relatos de Hannah, vamos entendendo melhor tudo o que ela passou  e descobrimos que não foi apenas um fato isolado, foi um somatório de coisas que a levaram a isso.

Bullying, fofocas sem fundamento, maldade de algumas pessoas, tudo isso culminou para sua atitude intempestiva.

“Ninguém sabe ao certo quanto impacto tem na vida dos outros. Muitas vezes não temos noção.” (Pág. 135)

Os 13 porquês é um livro forte que aborda um tema importante de ser discutido, especialmente entre os jovens.

Acredito que nada justificaria um suicídio, sou a favor da vida e que devemos lutar por ela com todas as nossas forças. No entanto, no contexto apresentado pela protagonista, é compreensível que quando uma jovem é agredida ou assediada sem a menor chance de defesa, se vendo acuada e cansada de tanta perseguição ela acabe por tomar uma atitude mais drástica.

“Depois de tudo que eu contei nestas fitas,de tudo o que ocorreu,fiquei pensando em suicídio. Na maioria das vezes, era apenas um pensamento passageiro.

Eu queria morrer.

Pensei nessas palavras muitas vezes. É algo difícil de dizer em voz alta.

 É ainda mais assustador quando você sente que pode estar falando sério.” (Página 217)

 Com certa ressalva, eu recomendo a leitura de Os 13 Porquês para aqueles que são fãs de um bom drama e estão curiosos quanto ao desfecho da história de Hannah e Clay.

O livro teve seus direitos comprados pelo canal a cabo Netflix para virar uma minissérie de 13 episódios sob a produção executiva da cantora/atriz Selena Gomez. A assessoria da artista informou ainda que Selena não irá estrelar a série, apenas produzir. Vamos aguardar essa estreia e ver como Hannah será retratada na TV.






ilustrações design e desenvolvimento