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28 out, 2015

Trono de Vidro – Sarah J. Maas

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Autor: Sarah J. Maas
Título original: Throne of Glass
Editora: Galera Record
Número de páginas: 392
Classificação: 4/5
Onde comprar: 
Amazon | Americanas | Saraiva | Submarino

Sinopse: As misteriosas e perigosas habilidades de Mara continuam a evoluir. Ela sabe que não está louca e agora precisa se prender desesperadamente à sanidade. Mara sabe que é tudo real: pode matar com um simples pensamento, assim como Noah pode curar com apenas um toque e que Jude, o ex-namorado morto por ela, está realmente de volta. Mas para descobrir suas intenções, deve evitar uma internação em um hospital psiquiátrico. Confusa com as paredes se fechando e ruindo ao seu redor, ela deve aprender a usar seu poder.

Quando Trono de Vidro foi lançado eu não me interessei nem um pouco pela leitura. Primeiro porque não gostei muito da capa, segundo porque a sinopse não me conquistou e terceiro porque é uma série gigantesca, com seis livros e vários contos. Mas aí caí na burrada de assistir algumas resenhas e pronto, fui completamente convencida a dar uma chance para a estória. O resultado foi que eu amei o livro e fui completamente surpreendida pela estória!
Celaena Sardothien é a maior assassina do reino de Adarlan e e até mesmo de toda a Erilea, treinada desde pequena para ser a melhor no que faz. Até que um dia ela foi capturada, julgada pelo rei e mandada para as Minas de Sal de Endovier como escrava, onde a expectativa de vida é de apenas uma mês. Um ano depois, Celaena é surpreendida pelo príncipe herdeiro, Dorian, com uma proposta irrecusável. O rei de Adarlan quer encontrar um assassino oficial para ele e resolveu fazer isso através de uma competição, onde cada membro do conselho teria que escolher o seu campeão para participar da disputa. E o príncipe Dorian escolheu Celaena como sua campeã prometendo a ela que ,se ganhasse, depois de alguns anos de serviço ela estaria livre. E mesmo odiando a ideia de servir ao rei que a mandou a Endovier e destruiu várias vidas, a assassina simplesmente não podia jogar fora a oportunidade de ser livre aceitando, assim, ser a campeã do príncipe, ir para o palácio de vidro, ser treinada pelo capitão da guarda, Chaol, e competir.
Adarlan podia privá-los de liberdade, podia destruir-lhes as vidas, surrá-los, torturá-los e obrigá-los a participarem das disputas mais grotescas, mas, criminosos ou não, eram ainda humanos.
Confesso que o começo da leitura foi difícil, as 50 primeiras páginas foram lentas e confusas. O fato é que a Sarah J. Maas criou uma realidade completamente nova e leva tempo para se familiarizar com todos os nomes e termos, o que se tornou ainda mais difícil quando nos é apresentado a faceta sobrenatural/mágica da estória. Eu não fazia ideia que o livro também tinha essa vertente então quando me dei conta disso foi um choque e tanto. Porém depois que essas 50 páginas passam, toda a estranheza inicial desaparece e a leitura se torna simplesmente viciante, daquele tipo que você não consegue largar. Então se tenho um conselho para quem vai se arriscar em Trono de Vidro é para ter paciência do começo porque vale a pena, e muito.
Dizem que o livro era para ser, inicialmente, uma releitura de Cinderela, mas que acabou ficando tão diferente e original que essa premissa inicial teve que ser abandonada. E eu sou obrigada a concordar. A Sarah J. Maas criou um mundo tão rico em detalhes e tão complexo que agora eu entendo porque são necessários tantos livros para contar a sua estória. Além de criar uma país novo com todas as suas características culturais, histórias e até mesmo geográficas, a autora também criou um mundo mágico fascinante. Eu sinto que em Trono de Vidro nos é mostrado apenas a ponta do iceberg, só uma preparação para o quanto essa mitologia vai contribuir para a estória.
– Por que nenhum de vocês está aqui?  
– Guardas são inúteis em uma biblioteca. – Ora, como ele estava errado! Bibliotecas estavam cheias de ideias. Talvez as mais perigosas e poderosas armas. 
Por ser um livro que tem uma assassina como protagonista e que tem como plano de fundo uma competição violenta é claro que se espera uma estória cheia de ação. E pode ser que quem pegue o livro apenas atrás disso acabe ficando um pouco decepcionado. Apesar de ser o motivador de tudo, a competição em si não é descrita em todos os detalhes, nós acompanhamos sim alguns dos treinamentos e algumas das provas, mas a ação verdadeiramente dita não é assim tão presente. Mas, mesmo assim, não posso deixar de registrar aqui a minha admiração pela forma como a autora construiu a batalha final, foi uma das cenas mais agonizantes que eu já li na vida e uma das mais completas também (tem mais de dez páginas). Simplesmente incrível!
Na realidade o livro é uma mistura de facetas diferentes que se encaixam perfeitamente bem. Além da ação e da parte mágica, nós temos a toda dinâmica da vida na corte com as suas conspirações e seus luxos – o que me lembrou muito de Reign, por sinal -, temos também uma adorável quantidade de romance e um senso de humor irônico delicioso de acompanhar.
Como vocês já devem imaginar, a Celaena é uma protagonista badass e ótima de acompanhar. Apesar da narrativa ser em terceira pessoa e termos o ponto de vista de alguns dos outros personagens é claro que é da Celaena o grande destaque e isso é ótimo para a estoria. Ela é uma personagem forte – muito! -, corajosa, decidida, impulsiva, irônica e muito determinada. Mas, por outro lado, ainda é uma garota de 18 anos que é vaidosa com seu corpo e seus vestidos, defende filhotes de cães e ama doces. Um contradição que faz dela alguém real e que se conecta com o leitor.
Vocês sabem que eu tenho problemas com triângulos amorosos – com exceção de As Peças Infernais, é óbvio -, mas o triângulo de Trono de Vidro funcionou muito bem para mim, é claro que tenho o meu preferido (sou Team Dorian desde pequenininha), mas acabei gostando de verdade dos dois personagens. É muito interessante, também, perceber como a Celaena cria relação bem diferentes com os dois e como ela se conecta com cada um deles de maneira diferente. Com Dorian tem esse clima de tensão e essa atração física e psicológica que faz com que tudo entre eles seja intenso. Sério, não tem como não amar os diálogos entre os dois, sempre repletos de irônicas e tiradas ótimas. Já com Chaol os dois criam esse laço de cumplicidade e de entendimento mútuo fazendo com que os dois funcionem muito bem como amigos e também como algo mais. Quero muito, muito mesmo, que a Celaena fique com o Dorian – coisa linda os momentos em que percebemos como ele gosta dela -, mas gosto bastante do Chaol também e estou louca para descobrir como tudo isso vai se desenrolar, ainda mais por causa da amizade dos dois garotos. Prevejo grandes emoções.
Dorian via o rosto dela sempre que fechava os olhos. Ela assombrava seus pensamentos, fazia-o desejar fazer coisas grandiosas e maravilhosas em seu nome, fazia-o desejar ser um homem que merecia usar uma coroa.
Comecei a leitura de Trono de Vidro completamente receosa e terminei completamente conquistada pelo mundo criado pela Sarah J. Maas e por seus ótimos personagens. Uma mistura de Game of Thrones com Reign com Jovem Adulto que, surpreendentemente, funciona super bem e tem uma grande chance de se transformar em uma grande série. Ainda bem que dei uma chance para o livro e que venham os próximos cinco!
Texto publicado originalmente no blog Rehab Literária.
29 set, 2015

Filme: Maze Runner – Prova de Fogo

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Título Original: Maze Runner – The Scorch Trials

Lançamento: 2015

Direção: Wes Ball

Elenco: Dylan O’Brien, Ki Hong Lee, Kaya Scodelario

Gênero: Ação, Ficção Científica, Aventura

Sinopse: O Labirinto foi só o começo… o pior está por vir. Depois de superar muitos desafios, Thomas (Dylan O’Brien) e seus amigos pensam que estão a salvo em uma nova realidade. Mas eles são surpreendidos pelos Cranks, criaturas que querem devorá-los vivos. Agora, para sobreviver nesse mundo hostil, os amigos terão de fazer uma travessia repleta de provas cruéis e desafiadoras em um mundo devastado, sem água, comida ou abrigo.

Maze Runner: Correr ou Morrer foi uma grande surpresa para mim, porque depois de uma experiência péssima com o livro (abandonei a leitura antes da metade) realmente não esperava gostar tanto da adaptação. Depois de um primeiro filme tão interesse foi impossível não ficar cheia de expectativas para a continuação e o mais estranho é que mesmo depois de uma semana eu ainda não consigo decidir se o livro atingiu ao não essas expectativas ou até mesmo se eu amei ou não. Calma que vocês vão entender.

Vamos começar pelos pontos positivos. Se você gosta de filmes de ação não tem como no mínimo não gostar desse livro. Sério, acreditem em mim. Prova de Fogo é um sequência sem pausa de perseguições, fugas e combates, o ritmo não para nunca! Isso faz com esse seja um daqueles tipos de filme que prendem a atenção de quem está assistindo durante cem por cento do tempo.

Gostei também de como o enredo se desenvolveu, como entendemos um pouco melhor a situação do mundo e o porquê dos labirintos, mas o que eu mais gostei foram dos Cranks. Eles são e não são zumbis, mas essa é a analogia mais próxima que consigo pensar, então vamos considerá-los como tal. Eu adoro filmes de zumbis, primeiro porque adoro descobrir como eles surgiram (sempre é algo científico e interessante, confiem em mim) e segundo porque é uma das poucas coisas que não tenho medo – não me perguntem porque, também não sei. Mas o mais legal dos Cranks em Prova de Fogo é que eles deram um ar de suspense muito, mas muito legal para o filme, cheio de cenas inesperadas e que causam um bom susto – passei vergonha no cinema depois de soltar um grito bem alto durante uma dessas cenas, vergonhoso.

E, antes de terminar com os pontos positivos, não posso deixar de comentar a a fotografia surpreendente do filme. Os cenários são incríveis, grandiosos e existem cenas muito bonitas – na sua grande maioria as que se passam no deserto. É exatamente o que vocês podem ver no poster aí de cima. Ah, e os efeitos não deixam nenhum um pouco a desejar.

Agora, vamos para os problemas. Mas antes queria esclarecer que a grande maioria deles não são defeitos que estragam a estória como um todo, mas são detalhes que realmente me incomodaram. Primeiro, mesmo que o ritmo frenético seja ótimo eu queria muito que existissem algumas cenas mais sentimentais em que pudéssemos nos conectar mais com os personagens. Se não existisse o filme anterior eu simplesmente não ia dar a mínima para os personagens porque nenhum um pouco da personalidade deles é explorada aqui. Falando de personagens, eu adoro o Thomas (Dylan O’Brien) como protagonista, mas acho que houve um belo exagero nesse filme. Só ele pensa, cria planos e detecta as coisas mais óbvias, os outros não contribuem com absolutamente NADA. Sério, heroismo tem limites, ter amigos inteligentes e carismáticos não impedem o herói da estória de brilhar, por favor né. E não quero nem comentar da inutilidade da Kaya Scodelario nesse filme.

Existe, no entanto, dois outros problemas que me irritaram muito. TODA A MALDITA VEZ  que algo realmente ruim estava acontecendo com os personagens – perseguição, prédios desmoronando e coisas do tipo – eles paravam e passavam uns dez segundos apenas encarando. Que coisa irritante! Sei que é pra aumentar a tensão e blablablá, mas haja paciência para fazer isso em toda a cena de ação do filme (lembrem-se: são muitas!). Simplesmente não dá. Outro problema do enrendo é que mais de uma vez o Thomas se mete em um lugar sem saída e eles simplesmente cortam a cena e não mostram como ele saiu da situação. Isso mostra tanto falta de planejamento e criatividade como também uma falta de respeito com quem assiste ao considerar que eles são burros ao ponto de apenas ignorar que não tinha como ele sair de lá!

Mas, apesar de tudo, eu não lembro a última vez que me diverti tanto em um sala de cinema. Eu tomei sustos, gritei, briguei com os personagens e ri, mas ri muito – tanto das burrices dos personagens quanto da minha amiga que tem medo de zumbis sofrendo com os Cranks. Não decidi ainda qual é o meu veredito, mas vai aí a minha indicação: chame seus amigos (você precisa de alguém pra comentar/xingar junto) e vá assistir, pode ter certeza que é diversão garantida. O que me resta é esperar o terceiro filme para saber como essa estória vai terminar.

15 set, 2015

Filme: Quarteto Fantástico

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Título Original: Fantastic Four

Lançamento: 2015

Direção: Josh Trank

Elenco: Miles Teller, Kate Mara, Michael B. Jordan

Gênero: Ação, Ficção

Sinopse: Quatro adolescentes são conhecidos pela inteligência e pelas dificuldades de inserção social. Juntos, são enviados a uma missão perigosa em uma dimensão alternativa. Quando os planos falham, eles retornam à Terra com sérias alterações corporais. Munidos desses poderes especiais, eles se tornam o Senhor Fantástico (Miles Teller), a Mulher Invisível (Kate Mara), o Tocha Humana (Michael B. Jordan) e o Coisa (Jamie Bell). O grupo se une para proteger a humanidade do ataque do Doutor Destino (Toby Kebbell).

Eu amo os dois antigos filme do Quarteto Fantástico. Pronto, falei. Sei que muita gente odeia, mas eu não sabia distinguir o que era um bom filme na época e por isso perdi a conta de quantas vezes os assisti. Porém, depois de ver os filmes incríveis da Marvel, eu sei que eles têm lá seus – muitos – defeitos, mas eu ainda não consigo desgostar deles. Então quando soube do novo reboot fiquei mega animada e o trailer só fez minhas expectativas crescerem absurdamente. Mas aí apareceram as primeiras críticas detonando o filme e a minha expectativa ficou abalada. Mas eu pensei, não pode ser tão ruim assim né? Infelizmente, pode sim.

Durante a primeira metade do filme eu realmente acreditei que as críticas eram exageradas, porque o filme começa de forma bastante satisfatória. Gostei muito de ver todo o background do Reed com o Ben e também de ver todos eles trabalhando juntos para tornar possível o que aconteceu. Mas o que eu acho mais importante de destacar é que os atores estão bem em seus papéis, eles se encaixaram em seus personagens e estavam a vontade dentro daquele universo. O problema, ao meu ver, é que nenhum deles foi aproveitado ao máximo. O filme pode ter muitos problemas, mas o elenco está longe de ser um deles. A verdade é que Quarteto Fastástico tem um bom começo, mas o problema é que ele nunca deixa de ser um “começo”.

O filme todo parece uma longa introdução que, de repente, pula para uma cena final de ação. Simples assim. O vilão é super mal desenvolvido e a cena do “combate final” (que é o único, na verdade) é no mínimo ridícula. É tudo muito mal planejado, desenvolvido e executado. Eles passaram muito tempo trabalhando a introdução de tudo e correram com o final. Mas o problema é que não importa o quão bem o filme tenha começado, o final simplesmente fez todo esse trabalho se perder.

A parte técnica é interessante, assim como a ambientação e alguns dos conceitos trabalhados durante a estória. Mas apesar de tudo, Quarteto Fantástico entra para a minha lista de filmes ruins pelos quais eu me arrependo de ter pagado o ingresso do cinema. O que é realmente uma pena porque eu queria muito ver essa estória sendo bem trabalhada no cinema em filmes incríveis. Hoje sabemos que o filme sofreu com a pressa da FOX para não perder os direitos e os conflitos causados pelo diretor, então ainda tenho as esperanças de que um dia teremos o filme do Quarteto Fantástico que tanto esperamos.

18 ago, 2015

Filme: A Escolha Perfeita 2

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Título Original: Pitch Perfect 2

Lançamento: 2015

Direção: Elizabeth Banks

Elenco: Anna Kendric, Rebel Wilson, Hailee Steinfeld

Gênero: Comédia

Sinopse: Após conquistarem o sucesso, as Barden Bellas ganham a oportunidade de se apresentar para ninguém menos que o presidente dos Estados Unidos. Só que o show é um grande fiasco, o que as torna uma vergonha nacional. Diante do ocorrido, as Bellas são proibidas de participar de competições no meio acadêmico e até mesmo de aceitar novas integrantes. A única saída de Beca (Anna Kendrick), Fat Amy (Rebel Wilson) & cia é vencer o campeonato mundial a capela, o que apagaria as punições aplicadas ao grupo. Mas há um problema: nunca uma equipe americana venceu o torneio.

Quando eu assisti A Escolha Perfeita – sem nenhuma expectativa – simplesmente me apaixonei pelo filme. Eu achei tão legal a forma com que tornaram a acapela algo tão atual e interessante que assisti o filme novamente diversas vezes e baixei todas as músicas do soundtrack. Imaginem então a minha felicidade quando uma continuação foi anunciada, eu, literalmente, surtei! E desde então esperei ansiosamente pelo o dia em que veria as Barden Bellas em uma estória diferente. Talvez eu tenha elevado demais as minhas expectativas porque por mais que o filme seja bom, ele infelizmente não está nem perto do que eu esperava.

Por mais controverso que isso possa parecer, são muitos poucos os defeitos do filme. A Escolha Perfeita 2 tem tudo que conquistou tantos fãs no primeiro filme: muita comédia, uma trilha sonora maravilhosa, situações inesperadas e ótimos atores. O enredo também não deixa a desejar, é interessante e condizente com o que esperávamos. Acho que o problema dessa vez ficou na execução.

Em primeiro lugar, eu senti muita falta dos personagens. Estavam todos lá, mas a grande maioria foi muito mal aproveitada e simplesmente não brilharam. A própria Becca (Anna Kendric) ficou apagada em meio a estória e não vou nem comentar sobre o Jesse (Skylar Astin), que poderia simplesmente estar fora do filme que ia dar na mesma – o que nem preciso dizer que é uma perda e tanto. Isso fez com que a produção ficasse rasa e superficial demais. Mas o meu maior problema com o filme foi que eu esperava várias músicas incríveis das Bellas, pelas quais eu ficaria viciada da mesmo maneira que fiquei depois do primeiro filme. Só que isso não aconteceu. Foram pouquíssimas as músicas apresentadas, tanto por elas quanto pelos outros grupos. Isso vez da sequência algo muito menos impactante e marcante do que o seu filme antecessor.

Mas isso não quer dizer que o A Escolha Perfeita 2 seja um filme ruim, longe disso! Ainda surpreende por ser diferente de todo o resto que vemos por aí, é divertido e envolvente ao ponto de me fazer chorar no final. (Não me julguem, sou uma boa emotiva mesmo) Também gostei muito de como eles trouxeram a amizade para o centro do filme e debateram – de forma bem tímida, mas debaterem – sobre os covers versus as composições originais, assim como também abordaram um pouco mais a indústria musical. Na verdade o único problema de A Escolha Perfeita 2 é que ele não é tão bom quanto o primeiro e as comparações são inevitáveis.

O terceiro filme da franquia já foi confirmado e mesmo com a decepção que tive com A Escolha Perfeita 2 é claro que estou novamente ansiosa pelo terceiro filme. Eu sei do potencial dessa estória e talvez uma mudança de personagens seja a melhor coisa a se fazer, a Emily, interpretada pela ótima Hailee Steinfeld, vai ser a protagonista da continuação e já posso ver como isso pode ser interessante! Enquanto isso vou ficar aqui torcendo por mais ótimos covers em acapela e mais cenas do Pentatonix porque não me conformo com aquela participação insignificante.

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04 ago, 2015

Filme: A Espiã Que Sabia de Menos

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Título Original: Spy

Lançamento: 2015

Direção: Paul Feig

Elenco: Melissa McCarthy, Jason Statham, Jude Law, Rose Byrne

Gênero: Ação, Comédia

Sinopse: Susan Cooper (Melissa McCarthy) é uma despretensiosa analista de base da CIA, e heroína não reconhecida por trás das missões mais perigosas da Agência. Mas quando seu parceiro (Jude Law) sai da jogada, e outro agente (Jason Statham) fica comprometido, Susan se voluntaria para se infiltrar no mundo de um traficante de armas mortais e evitar um desastre global.

Quando ouvi falar pela primeira vez de A Espiã Que Sabia de Menos eu não dei absolutamente nada para filme. De verdade, nada. Pensei que fosse mais um besteirol clichê e estereotipado que não geram nenhum apelo em mim. Mas aí estava vendo um vídeo da Xtinemay sobre as grandes estreias recentes do cinema e me surpreendi com o quão bem ela falou sobre Spy, no original. Interessada resolvi procurar outros comentário e a grande maioria deles eram muito positivos. Então é claro que precisei dar um chance para o filme e agora posso afirmar que faz tempo que não assistia uma comédia tão boa.

Acho que o mais surpreendente do filme é que, diferente do que o título nacional (péssimo e desnecessário) sugere, Spy não é um besteirol, mas aposta em uma comédia mais “interessante” e em um roteiro que não se limita a ser uma paródia de famosos filmes de espionagem, pelo contrário, cria um enredo intrigante, bem executado e que não deixa nada a desejar.

É claro que a comédia ainda é o norte principal do filme e, como eu disse, surpreende pela forma com que funciona perfeitamente ao ter o timing certo e apostar no inesperado. Spy é aquele tipo de filme que faz você rir de verdade, com gosto e faz isso sem apostar – pelo menos não sempre – em piadas prontas e esteriótipos. Mas, como eu já disse, todo o enredo do filme também surpreende pela sua qualidade. A estória é bem pensada, executada e amarrada e as cenas de ação são interessantes de ver, fazendo com que prenda a atenção de quem está assistindo durante cem porcento do tempo. Um ótimo exemplo de como o filme não se prende a clichês é a própria protagonista que sofre durante todo o filme com as pessoas tentando encaixá-la em um esteriótipo e no fim se mostra superesperta e badass.

Outro ponto muito positivo e importante é o seu elenco, o filme tem nomes de peso que não deixaram a desejar. A Melissa Macarthy é ótima, isso não novidade nenhuma, mas me surpreendi muito com o trabalho dela nesse filme. Ela conseguiu criar uma protagonista cheia de personalidade, que ganha fácil a simpatia do público e se surpreende ao mostrar a força e inteligência da Susan – não vou comentar sobre como ela é absolutamente ótima nas cenas engraçadas porque acho desnecessário. O Jude Law e o Jason Statham dão vida à personagens que não são tão recorrentes assim, mas que roubam a cena sempre que aparecem. Law não deixa a desejar no charme e consegue te fazer entender na hora o encantamento da Susan por ele, já Statham me surpreendeu muito por interpretar um personagem com um viés tão cômico, mesmo sendo o personagem mais esteriótipo de todos ele ainda consegue ser interessante e fazer a diferença. Queria destacar também o papel da Rose Byrne que é definitivamente marcante, mesmo não sendo tão bem construído assim.

Não poderia deixar de destacar a ótima trilha sonora do filme. Sabe aquele filme que tem as músicas perfeitas para cada cena e que são fortes e marcantes? Spy é exatamente assim! Destaco ainda a música dos créditos finais que é simplesmente ótima.

A Espiã que Sabia de Menos – ou Spy, que é beeem melhor – é uma daquelas comédias delícias de assistir que te prende do começo ao fim e te faz dar boas risadas. Já assisti duas vezes e com certeza vou assistir outras vezes mais!

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