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28
out 2015

ARQUIVADO EM: Literatura

Capa Trono de Vidro V1 RB.indd

Autor: Sarah J. Maas
Título original: Throne of Glass
Editora: Galera Record
Número de páginas: 392
Classificação: 4/5
Onde comprar: 
Amazon | Americanas | Saraiva | Submarino

Sinopse: As misteriosas e perigosas habilidades de Mara continuam a evoluir. Ela sabe que não está louca e agora precisa se prender desesperadamente à sanidade. Mara sabe que é tudo real: pode matar com um simples pensamento, assim como Noah pode curar com apenas um toque e que Jude, o ex-namorado morto por ela, está realmente de volta. Mas para descobrir suas intenções, deve evitar uma internação em um hospital psiquiátrico. Confusa com as paredes se fechando e ruindo ao seu redor, ela deve aprender a usar seu poder.

Quando Trono de Vidro foi lançado eu não me interessei nem um pouco pela leitura. Primeiro porque não gostei muito da capa, segundo porque a sinopse não me conquistou e terceiro porque é uma série gigantesca, com seis livros e vários contos. Mas aí caí na burrada de assistir algumas resenhas e pronto, fui completamente convencida a dar uma chance para a estória. O resultado foi que eu amei o livro e fui completamente surpreendida pela estória!
Celaena Sardothien é a maior assassina do reino de Adarlan e e até mesmo de toda a Erilea, treinada desde pequena para ser a melhor no que faz. Até que um dia ela foi capturada, julgada pelo rei e mandada para as Minas de Sal de Endovier como escrava, onde a expectativa de vida é de apenas uma mês. Um ano depois, Celaena é surpreendida pelo príncipe herdeiro, Dorian, com uma proposta irrecusável. O rei de Adarlan quer encontrar um assassino oficial para ele e resolveu fazer isso através de uma competição, onde cada membro do conselho teria que escolher o seu campeão para participar da disputa. E o príncipe Dorian escolheu Celaena como sua campeã prometendo a ela que ,se ganhasse, depois de alguns anos de serviço ela estaria livre. E mesmo odiando a ideia de servir ao rei que a mandou a Endovier e destruiu várias vidas, a assassina simplesmente não podia jogar fora a oportunidade de ser livre aceitando, assim, ser a campeã do príncipe, ir para o palácio de vidro, ser treinada pelo capitão da guarda, Chaol, e competir.
Adarlan podia privá-los de liberdade, podia destruir-lhes as vidas, surrá-los, torturá-los e obrigá-los a participarem das disputas mais grotescas, mas, criminosos ou não, eram ainda humanos.
Confesso que o começo da leitura foi difícil, as 50 primeiras páginas foram lentas e confusas. O fato é que a Sarah J. Maas criou uma realidade completamente nova e leva tempo para se familiarizar com todos os nomes e termos, o que se tornou ainda mais difícil quando nos é apresentado a faceta sobrenatural/mágica da estória. Eu não fazia ideia que o livro também tinha essa vertente então quando me dei conta disso foi um choque e tanto. Porém depois que essas 50 páginas passam, toda a estranheza inicial desaparece e a leitura se torna simplesmente viciante, daquele tipo que você não consegue largar. Então se tenho um conselho para quem vai se arriscar em Trono de Vidro é para ter paciência do começo porque vale a pena, e muito.
Dizem que o livro era para ser, inicialmente, uma releitura de Cinderela, mas que acabou ficando tão diferente e original que essa premissa inicial teve que ser abandonada. E eu sou obrigada a concordar. A Sarah J. Maas criou um mundo tão rico em detalhes e tão complexo que agora eu entendo porque são necessários tantos livros para contar a sua estória. Além de criar uma país novo com todas as suas características culturais, histórias e até mesmo geográficas, a autora também criou um mundo mágico fascinante. Eu sinto que em Trono de Vidro nos é mostrado apenas a ponta do iceberg, só uma preparação para o quanto essa mitologia vai contribuir para a estória.
– Por que nenhum de vocês está aqui?  
– Guardas são inúteis em uma biblioteca. – Ora, como ele estava errado! Bibliotecas estavam cheias de ideias. Talvez as mais perigosas e poderosas armas. 
Por ser um livro que tem uma assassina como protagonista e que tem como plano de fundo uma competição violenta é claro que se espera uma estória cheia de ação. E pode ser que quem pegue o livro apenas atrás disso acabe ficando um pouco decepcionado. Apesar de ser o motivador de tudo, a competição em si não é descrita em todos os detalhes, nós acompanhamos sim alguns dos treinamentos e algumas das provas, mas a ação verdadeiramente dita não é assim tão presente. Mas, mesmo assim, não posso deixar de registrar aqui a minha admiração pela forma como a autora construiu a batalha final, foi uma das cenas mais agonizantes que eu já li na vida e uma das mais completas também (tem mais de dez páginas). Simplesmente incrível!
Na realidade o livro é uma mistura de facetas diferentes que se encaixam perfeitamente bem. Além da ação e da parte mágica, nós temos a toda dinâmica da vida na corte com as suas conspirações e seus luxos – o que me lembrou muito de Reign, por sinal -, temos também uma adorável quantidade de romance e um senso de humor irônico delicioso de acompanhar.
Como vocês já devem imaginar, a Celaena é uma protagonista badass e ótima de acompanhar. Apesar da narrativa ser em terceira pessoa e termos o ponto de vista de alguns dos outros personagens é claro que é da Celaena o grande destaque e isso é ótimo para a estoria. Ela é uma personagem forte – muito! -, corajosa, decidida, impulsiva, irônica e muito determinada. Mas, por outro lado, ainda é uma garota de 18 anos que é vaidosa com seu corpo e seus vestidos, defende filhotes de cães e ama doces. Um contradição que faz dela alguém real e que se conecta com o leitor.
Vocês sabem que eu tenho problemas com triângulos amorosos – com exceção de As Peças Infernais, é óbvio -, mas o triângulo de Trono de Vidro funcionou muito bem para mim, é claro que tenho o meu preferido (sou Team Dorian desde pequenininha), mas acabei gostando de verdade dos dois personagens. É muito interessante, também, perceber como a Celaena cria relação bem diferentes com os dois e como ela se conecta com cada um deles de maneira diferente. Com Dorian tem esse clima de tensão e essa atração física e psicológica que faz com que tudo entre eles seja intenso. Sério, não tem como não amar os diálogos entre os dois, sempre repletos de irônicas e tiradas ótimas. Já com Chaol os dois criam esse laço de cumplicidade e de entendimento mútuo fazendo com que os dois funcionem muito bem como amigos e também como algo mais. Quero muito, muito mesmo, que a Celaena fique com o Dorian – coisa linda os momentos em que percebemos como ele gosta dela -, mas gosto bastante do Chaol também e estou louca para descobrir como tudo isso vai se desenrolar, ainda mais por causa da amizade dos dois garotos. Prevejo grandes emoções.
Dorian via o rosto dela sempre que fechava os olhos. Ela assombrava seus pensamentos, fazia-o desejar fazer coisas grandiosas e maravilhosas em seu nome, fazia-o desejar ser um homem que merecia usar uma coroa.
Comecei a leitura de Trono de Vidro completamente receosa e terminei completamente conquistada pelo mundo criado pela Sarah J. Maas e por seus ótimos personagens. Uma mistura de Game of Thrones com Reign com Jovem Adulto que, surpreendentemente, funciona super bem e tem uma grande chance de se transformar em uma grande série. Ainda bem que dei uma chance para o livro e que venham os próximos cinco!
Texto publicado originalmente no blog Rehab Literária.



29
set 2015

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

mazerunner

Título Original: Maze Runner – The Scorch Trials

Lançamento: 2015

Direção: Wes Ball

Elenco: Dylan O’Brien, Ki Hong Lee, Kaya Scodelario

Gênero: Ação, Ficção Científica, Aventura

Sinopse: O Labirinto foi só o começo… o pior está por vir. Depois de superar muitos desafios, Thomas (Dylan O’Brien) e seus amigos pensam que estão a salvo em uma nova realidade. Mas eles são surpreendidos pelos Cranks, criaturas que querem devorá-los vivos. Agora, para sobreviver nesse mundo hostil, os amigos terão de fazer uma travessia repleta de provas cruéis e desafiadoras em um mundo devastado, sem água, comida ou abrigo.

Maze Runner: Correr ou Morrer foi uma grande surpresa para mim, porque depois de uma experiência péssima com o livro (abandonei a leitura antes da metade) realmente não esperava gostar tanto da adaptação. Depois de um primeiro filme tão interesse foi impossível não ficar cheia de expectativas para a continuação e o mais estranho é que mesmo depois de uma semana eu ainda não consigo decidir se o livro atingiu ao não essas expectativas ou até mesmo se eu amei ou não. Calma que vocês vão entender.

Vamos começar pelos pontos positivos. Se você gosta de filmes de ação não tem como no mínimo não gostar desse livro. Sério, acreditem em mim. Prova de Fogo é um sequência sem pausa de perseguições, fugas e combates, o ritmo não para nunca! Isso faz com esse seja um daqueles tipos de filme que prendem a atenção de quem está assistindo durante cem por cento do tempo.

Gostei também de como o enredo se desenvolveu, como entendemos um pouco melhor a situação do mundo e o porquê dos labirintos, mas o que eu mais gostei foram dos Cranks. Eles são e não são zumbis, mas essa é a analogia mais próxima que consigo pensar, então vamos considerá-los como tal. Eu adoro filmes de zumbis, primeiro porque adoro descobrir como eles surgiram (sempre é algo científico e interessante, confiem em mim) e segundo porque é uma das poucas coisas que não tenho medo – não me perguntem porque, também não sei. Mas o mais legal dos Cranks em Prova de Fogo é que eles deram um ar de suspense muito, mas muito legal para o filme, cheio de cenas inesperadas e que causam um bom susto – passei vergonha no cinema depois de soltar um grito bem alto durante uma dessas cenas, vergonhoso.

E, antes de terminar com os pontos positivos, não posso deixar de comentar a a fotografia surpreendente do filme. Os cenários são incríveis, grandiosos e existem cenas muito bonitas – na sua grande maioria as que se passam no deserto. É exatamente o que vocês podem ver no poster aí de cima. Ah, e os efeitos não deixam nenhum um pouco a desejar.

Agora, vamos para os problemas. Mas antes queria esclarecer que a grande maioria deles não são defeitos que estragam a estória como um todo, mas são detalhes que realmente me incomodaram. Primeiro, mesmo que o ritmo frenético seja ótimo eu queria muito que existissem algumas cenas mais sentimentais em que pudéssemos nos conectar mais com os personagens. Se não existisse o filme anterior eu simplesmente não ia dar a mínima para os personagens porque nenhum um pouco da personalidade deles é explorada aqui. Falando de personagens, eu adoro o Thomas (Dylan O’Brien) como protagonista, mas acho que houve um belo exagero nesse filme. Só ele pensa, cria planos e detecta as coisas mais óbvias, os outros não contribuem com absolutamente NADA. Sério, heroismo tem limites, ter amigos inteligentes e carismáticos não impedem o herói da estória de brilhar, por favor né. E não quero nem comentar da inutilidade da Kaya Scodelario nesse filme.

Existe, no entanto, dois outros problemas que me irritaram muito. TODA A MALDITA VEZ  que algo realmente ruim estava acontecendo com os personagens – perseguição, prédios desmoronando e coisas do tipo – eles paravam e passavam uns dez segundos apenas encarando. Que coisa irritante! Sei que é pra aumentar a tensão e blablablá, mas haja paciência para fazer isso em toda a cena de ação do filme (lembrem-se: são muitas!). Simplesmente não dá. Outro problema do enrendo é que mais de uma vez o Thomas se mete em um lugar sem saída e eles simplesmente cortam a cena e não mostram como ele saiu da situação. Isso mostra tanto falta de planejamento e criatividade como também uma falta de respeito com quem assiste ao considerar que eles são burros ao ponto de apenas ignorar que não tinha como ele sair de lá!

Mas, apesar de tudo, eu não lembro a última vez que me diverti tanto em um sala de cinema. Eu tomei sustos, gritei, briguei com os personagens e ri, mas ri muito – tanto das burrices dos personagens quanto da minha amiga que tem medo de zumbis sofrendo com os Cranks. Não decidi ainda qual é o meu veredito, mas vai aí a minha indicação: chame seus amigos (você precisa de alguém pra comentar/xingar junto) e vá assistir, pode ter certeza que é diversão garantida. O que me resta é esperar o terceiro filme para saber como essa estória vai terminar.



15
set 2015

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

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Título Original: Fantastic Four

Lançamento: 2015

Direção: Josh Trank

Elenco: Miles Teller, Kate Mara, Michael B. Jordan

Gênero: Ação, Ficção

Sinopse: Quatro adolescentes são conhecidos pela inteligência e pelas dificuldades de inserção social. Juntos, são enviados a uma missão perigosa em uma dimensão alternativa. Quando os planos falham, eles retornam à Terra com sérias alterações corporais. Munidos desses poderes especiais, eles se tornam o Senhor Fantástico (Miles Teller), a Mulher Invisível (Kate Mara), o Tocha Humana (Michael B. Jordan) e o Coisa (Jamie Bell). O grupo se une para proteger a humanidade do ataque do Doutor Destino (Toby Kebbell).

Eu amo os dois antigos filme do Quarteto Fantástico. Pronto, falei. Sei que muita gente odeia, mas eu não sabia distinguir o que era um bom filme na época e por isso perdi a conta de quantas vezes os assisti. Porém, depois de ver os filmes incríveis da Marvel, eu sei que eles têm lá seus – muitos – defeitos, mas eu ainda não consigo desgostar deles. Então quando soube do novo reboot fiquei mega animada e o trailer só fez minhas expectativas crescerem absurdamente. Mas aí apareceram as primeiras críticas detonando o filme e a minha expectativa ficou abalada. Mas eu pensei, não pode ser tão ruim assim né? Infelizmente, pode sim.

Durante a primeira metade do filme eu realmente acreditei que as críticas eram exageradas, porque o filme começa de forma bastante satisfatória. Gostei muito de ver todo o background do Reed com o Ben e também de ver todos eles trabalhando juntos para tornar possível o que aconteceu. Mas o que eu acho mais importante de destacar é que os atores estão bem em seus papéis, eles se encaixaram em seus personagens e estavam a vontade dentro daquele universo. O problema, ao meu ver, é que nenhum deles foi aproveitado ao máximo. O filme pode ter muitos problemas, mas o elenco está longe de ser um deles. A verdade é que Quarteto Fastástico tem um bom começo, mas o problema é que ele nunca deixa de ser um “começo”.

O filme todo parece uma longa introdução que, de repente, pula para uma cena final de ação. Simples assim. O vilão é super mal desenvolvido e a cena do “combate final” (que é o único, na verdade) é no mínimo ridícula. É tudo muito mal planejado, desenvolvido e executado. Eles passaram muito tempo trabalhando a introdução de tudo e correram com o final. Mas o problema é que não importa o quão bem o filme tenha começado, o final simplesmente fez todo esse trabalho se perder.

A parte técnica é interessante, assim como a ambientação e alguns dos conceitos trabalhados durante a estória. Mas apesar de tudo, Quarteto Fantástico entra para a minha lista de filmes ruins pelos quais eu me arrependo de ter pagado o ingresso do cinema. O que é realmente uma pena porque eu queria muito ver essa estória sendo bem trabalhada no cinema em filmes incríveis. Hoje sabemos que o filme sofreu com a pressa da FOX para não perder os direitos e os conflitos causados pelo diretor, então ainda tenho as esperanças de que um dia teremos o filme do Quarteto Fantástico que tanto esperamos.



18
ago 2015

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

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Título Original: Pitch Perfect 2

Lançamento: 2015

Direção: Elizabeth Banks

Elenco: Anna Kendric, Rebel Wilson, Hailee Steinfeld

Gênero: Comédia

Sinopse: Após conquistarem o sucesso, as Barden Bellas ganham a oportunidade de se apresentar para ninguém menos que o presidente dos Estados Unidos. Só que o show é um grande fiasco, o que as torna uma vergonha nacional. Diante do ocorrido, as Bellas são proibidas de participar de competições no meio acadêmico e até mesmo de aceitar novas integrantes. A única saída de Beca (Anna Kendrick), Fat Amy (Rebel Wilson) & cia é vencer o campeonato mundial a capela, o que apagaria as punições aplicadas ao grupo. Mas há um problema: nunca uma equipe americana venceu o torneio.

Quando eu assisti A Escolha Perfeita – sem nenhuma expectativa – simplesmente me apaixonei pelo filme. Eu achei tão legal a forma com que tornaram a acapela algo tão atual e interessante que assisti o filme novamente diversas vezes e baixei todas as músicas do soundtrack. Imaginem então a minha felicidade quando uma continuação foi anunciada, eu, literalmente, surtei! E desde então esperei ansiosamente pelo o dia em que veria as Barden Bellas em uma estória diferente. Talvez eu tenha elevado demais as minhas expectativas porque por mais que o filme seja bom, ele infelizmente não está nem perto do que eu esperava.

Por mais controverso que isso possa parecer, são muitos poucos os defeitos do filme. A Escolha Perfeita 2 tem tudo que conquistou tantos fãs no primeiro filme: muita comédia, uma trilha sonora maravilhosa, situações inesperadas e ótimos atores. O enredo também não deixa a desejar, é interessante e condizente com o que esperávamos. Acho que o problema dessa vez ficou na execução.

Em primeiro lugar, eu senti muita falta dos personagens. Estavam todos lá, mas a grande maioria foi muito mal aproveitada e simplesmente não brilharam. A própria Becca (Anna Kendric) ficou apagada em meio a estória e não vou nem comentar sobre o Jesse (Skylar Astin), que poderia simplesmente estar fora do filme que ia dar na mesma – o que nem preciso dizer que é uma perda e tanto. Isso fez com que a produção ficasse rasa e superficial demais. Mas o meu maior problema com o filme foi que eu esperava várias músicas incríveis das Bellas, pelas quais eu ficaria viciada da mesmo maneira que fiquei depois do primeiro filme. Só que isso não aconteceu. Foram pouquíssimas as músicas apresentadas, tanto por elas quanto pelos outros grupos. Isso vez da sequência algo muito menos impactante e marcante do que o seu filme antecessor.

Mas isso não quer dizer que o A Escolha Perfeita 2 seja um filme ruim, longe disso! Ainda surpreende por ser diferente de todo o resto que vemos por aí, é divertido e envolvente ao ponto de me fazer chorar no final. (Não me julguem, sou uma boa emotiva mesmo) Também gostei muito de como eles trouxeram a amizade para o centro do filme e debateram – de forma bem tímida, mas debaterem – sobre os covers versus as composições originais, assim como também abordaram um pouco mais a indústria musical. Na verdade o único problema de A Escolha Perfeita 2 é que ele não é tão bom quanto o primeiro e as comparações são inevitáveis.

O terceiro filme da franquia já foi confirmado e mesmo com a decepção que tive com A Escolha Perfeita 2 é claro que estou novamente ansiosa pelo terceiro filme. Eu sei do potencial dessa estória e talvez uma mudança de personagens seja a melhor coisa a se fazer, a Emily, interpretada pela ótima Hailee Steinfeld, vai ser a protagonista da continuação e já posso ver como isso pode ser interessante! Enquanto isso vou ficar aqui torcendo por mais ótimos covers em acapela e mais cenas do Pentatonix porque não me conformo com aquela participação insignificante.

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4
ago 2015

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

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Título Original: Spy

Lançamento: 2015

Direção: Paul Feig

Elenco: Melissa McCarthy, Jason Statham, Jude Law, Rose Byrne

Gênero: Ação, Comédia

Sinopse: Susan Cooper (Melissa McCarthy) é uma despretensiosa analista de base da CIA, e heroína não reconhecida por trás das missões mais perigosas da Agência. Mas quando seu parceiro (Jude Law) sai da jogada, e outro agente (Jason Statham) fica comprometido, Susan se voluntaria para se infiltrar no mundo de um traficante de armas mortais e evitar um desastre global.

Quando ouvi falar pela primeira vez de A Espiã Que Sabia de Menos eu não dei absolutamente nada para filme. De verdade, nada. Pensei que fosse mais um besteirol clichê e estereotipado que não geram nenhum apelo em mim. Mas aí estava vendo um vídeo da Xtinemay sobre as grandes estreias recentes do cinema e me surpreendi com o quão bem ela falou sobre Spy, no original. Interessada resolvi procurar outros comentário e a grande maioria deles eram muito positivos. Então é claro que precisei dar um chance para o filme e agora posso afirmar que faz tempo que não assistia uma comédia tão boa.

Acho que o mais surpreendente do filme é que, diferente do que o título nacional (péssimo e desnecessário) sugere, Spy não é um besteirol, mas aposta em uma comédia mais “interessante” e em um roteiro que não se limita a ser uma paródia de famosos filmes de espionagem, pelo contrário, cria um enredo intrigante, bem executado e que não deixa nada a desejar.

É claro que a comédia ainda é o norte principal do filme e, como eu disse, surpreende pela forma com que funciona perfeitamente ao ter o timing certo e apostar no inesperado. Spy é aquele tipo de filme que faz você rir de verdade, com gosto e faz isso sem apostar – pelo menos não sempre – em piadas prontas e esteriótipos. Mas, como eu já disse, todo o enredo do filme também surpreende pela sua qualidade. A estória é bem pensada, executada e amarrada e as cenas de ação são interessantes de ver, fazendo com que prenda a atenção de quem está assistindo durante cem porcento do tempo. Um ótimo exemplo de como o filme não se prende a clichês é a própria protagonista que sofre durante todo o filme com as pessoas tentando encaixá-la em um esteriótipo e no fim se mostra superesperta e badass.

Outro ponto muito positivo e importante é o seu elenco, o filme tem nomes de peso que não deixaram a desejar. A Melissa Macarthy é ótima, isso não novidade nenhuma, mas me surpreendi muito com o trabalho dela nesse filme. Ela conseguiu criar uma protagonista cheia de personalidade, que ganha fácil a simpatia do público e se surpreende ao mostrar a força e inteligência da Susan – não vou comentar sobre como ela é absolutamente ótima nas cenas engraçadas porque acho desnecessário. O Jude Law e o Jason Statham dão vida à personagens que não são tão recorrentes assim, mas que roubam a cena sempre que aparecem. Law não deixa a desejar no charme e consegue te fazer entender na hora o encantamento da Susan por ele, já Statham me surpreendeu muito por interpretar um personagem com um viés tão cômico, mesmo sendo o personagem mais esteriótipo de todos ele ainda consegue ser interessante e fazer a diferença. Queria destacar também o papel da Rose Byrne que é definitivamente marcante, mesmo não sendo tão bem construído assim.

Não poderia deixar de destacar a ótima trilha sonora do filme. Sabe aquele filme que tem as músicas perfeitas para cada cena e que são fortes e marcantes? Spy é exatamente assim! Destaco ainda a música dos créditos finais que é simplesmente ótima.

A Espiã que Sabia de Menos – ou Spy, que é beeem melhor – é uma daquelas comédias delícias de assistir que te prende do começo ao fim e te faz dar boas risadas. Já assisti duas vezes e com certeza vou assistir outras vezes mais!

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7
jul 2015

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

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Título Original: Inside Out

Lançamento: 2015

Direção: Pete Docter

Gênero: Animação, Comédia

Sinopse: Riley é uma garota divertida de 11 anos de idade, que deve enfrentar mudanças importantes em sua vida quando seus pais decidem deixar a sua cidade natal, no estado de Minnesota, para viver em San Francisco. Dentro do cérebro de Riley, convivem várias emoções diferentes, como a Alegria, o Medo, a Raiva, o Nojinho e a Tristeza. A líder deles é Alegria, que se esforça bastante para fazer com que a vida de Riley seja sempre feliz. Entretanto, uma confusão na sala de controle faz com que ela e Tristeza sejam expelidas para fora do local. Agora, elas precisam percorrer as várias ilhas existentes nos pensamentos de Riley para que possam retornar à sala de controle – e, enquanto isto não acontece, a vida da garota muda radicalmente.

Assim que assisti o primeiro trailer de Divertida Mente, super por acaso, eu simplesmente amei a premissa do filme. Quão legal é a ideia de ter os sentimentos, incorporados como pequenas pessoas, controlando todas as nossas ações? Além de ser algo completamente original também oferece uma infinidade de possibilidades para se trabalhar. E Divertida Mente conseguiu me surpreender de uma maneira que eu não esperava.

Acho que uma das características mais marcantes da animação é forma com que os produtores trabalharam com conceitos tão abstratos como sentimentos, memórias, pensamentos, personalidade e etc. Mesmo que o grande enfoque seja os sentimentos personalizados que são responsáveis por conduzir a vida de Riley – Alegria, Tristeza, Raiva, Medo e Nojinho -, o filme ilustra muitos dos conceitos que compõem a mente humana como as memórias, a personalidade, os sonhos e diversas outras coisas. Eu fiquei encantada pela maneira com que eles encontraram para ilustrar tudo isso de maneiras absurdamente criativas e que mesmo que sejam voltadas para o entendimento das crianças, consegue ser interessante para qualquer adulto.

O trailer passa a ideia de um filme bem leve e divertido como a grande maioria das animações são, mas me surpreendi demais com alguns temas e com a profundidade que o filme traz.  Acho que é um dos filmes desse gênero mais completos que já assisti, mas sem nunca deixar de perder a sua identidade de filme infantil. Divertida Mente aborda até mesmo a depressão, mesmo que nunca a nomeie como tal. Mas o mais interessante nesse aspecto foi a grande “mensagem” da estória, de que não devemos devemos afugentar nossos sentimentos, nem mesmo a tristeza, que para sermos um pessoas completa precisamos sentir tudo. Enfim, existem várias análises possíveis de se fazer de tudo que é nos mostrado durante o filme e acho isso absolutamente incrível!

Não poderia deixar de citar também o visual incrível do filme! Como todos as animações da Pixar ele é deslumbrante, super colorido e interessante. Como já disse a forma como o filme ilustra a mente humana é super criativa e é muito legal ver cada detalhe construído! Sério, é muito bom.

Divertida Mente é aquele tipo de animação que vai conquistar crianças e adultos, não tem como não ficar entretido em cada pequeno aspecto do filme, surpreendido por cada nova alegoria criada para representar essa coisa tão complexa que é a nossa mente. Além, é claro, de ser uma estória divertida e emocionante (sim, chorei). Faz tempo que não gosto tanto de uma animação.



23
jun 2015

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

terremoto

Título Original: San Andreas

Lançamento: 2015

Direção: Brad Peyton

Elenco: Dwayne Johnson, Alexandra Daddario, Carla Gugino

Gênero: Ação, Aventura, Suspense

Sinopse: Um terremoto atinge a Califórnia e faz com que Ray (Dwayne Johnson), um bombeiro especializado em resgates com helicópteros, tenha que percorrer o estado ao lado da ex-esposa (Carla Gugino) para resgatar a sua filha Blake (Alexandra Daddario), que tenha sobreviver em São Francisco com a ajuda de dois jovens irmãos.

Confesso que estava muito na dúvida sobre qual filme falar hoje Terremoto ou Jurassic World, ambos se encaixam em um gênero parecido e são bons quase que pelos mesmos motivos, mas não teve jeito, eu tive que escolher Terremoto. San Andreas, no original, não foi um filme extremamente divulgado e eu só acabei conhecendo porque vi o trailer no cinema e na hora fiquei louca por ele. Eu adoro um bom filme de catástrofe, tanto pela ação e pelos efeitos, quanto também – e em alguns casos principalmente – pelo plano de fundo. E adoro o The Rock. Pronto, falei. Então lá fui eu cheia de expetativas para o cinema e consegui sair completamente surpresa e chocada com o quanto me diverti vendo esse filme.

Eu vi várias e várias críticas para San Andreas por ser um filme muito superficial, que se se sustenta nas grandiosas cenas de destruição, e pelos esteriótipos de personagens. E não vou negar que eles estejam certos, nós temos todos os clichês desse gênero: a garota bonita em perigo, a criança que se envolve em diversas situação de vida ou morte, o romance e o herói da estória. Mas a questão é que esse é um filme planejado para puro entretenimento e não tem nenhuma ambição maior do que essa e posso dizer com todas as letras que eles fizeram isso com maestria. Sabe aquele tipo de filme que te deixa na ponta da cadeira e faz você até quase ofegar um certos momentos pela tensão de tudo que está acontecendo? Isso é o que Terremoto faz com você. Ele me deixou grudada e entretida na sua estória do começo ao fim e fez valer a pena cada centavo que paguei no ingresso. Então não, ele não é um obra prima, mas isso não importa porque ele não se vende como tal, e é por isso que pra mim toda essa crítica é insignificante.

Apesar dos personagens serem estereotipados isso não quer dizer que eles sejam ruins, todos eles conseguem fazer com que você se importe com eles e em um filme de sobrevivência isso é o mínimo necessário. Os planos de fundo deles também são construídos e abordados de forma suficiente e que combina muito bem com o restante do enrendo. Eu gostei muito da Alexandra Daddario aqui, a sua personagem é a segunda principal (pelo menos pela minha percepção) e ela está muio bem no papel. Mas é claro que o grande destaque vai para o Dwayne Johnson que também está muito bem no papel, é inegável a evolução da sua atuação do últimos anos (e também do seu tamanho, porque né?!).

Como eu disse no começo a ação e as grandes cenas de destruição são os pontos do alto do filme e é por isso que não posso deixar de comentar os efeitos especiais incríveis que fizeram isso ser possível. Sério, as cenas são absolutamente grandiosas e de tirar eu fôlego, tanto que esse pra mim é um filme que merece muito ser visto em uma tela de cinema – melhor ainda se for em 3D!

Como eu disse, Terremoto – A Falha de San Andreas é um entretenimento, então não vão ao cinema procurando nada mais do que cenas incríveis e um plano de fundo interessante em certas características específicas. Mas sério, assistam, eu simplesmente amei o filme e me diverti como à muito tempo não me divertia assistindo um filme.



26
maio 2015

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

kingsman Título Original: Kingsman – The Secret Service

Lançamento: 2015

Direção: Matthew Vaughn

Elenco: Colin Firth, Samuel L. Jackson, Taron Egerton

Gênero: Ação, Espionagen

Sinopse: Eggsy (Taron Egerton) é um jovem com problemas de disciplina que parece perto de se tornar um criminoso. Determinado dia, ele entra em contato com Harry (Colin Firth), que lhe apresenta à agência de espionagem Kingsman. O jovem se une a um time de recrutas em busca de uma vaga na agência. Ao mesmo tempo, Harry tenta impedir a ascensão do vilão Valentine (Samuel L. Jackson).

São muito poucos os filme de espionagem que já vi na vida, nunca assisti 007, por exemplo, apenas algumas comédias que se passavam nesse mundo, como Agente 86. E preciso dizer que é um tanto refrescante assistir algo diferente no meio de tantos filmes iguais e estreiam todos os dias. E preciso dizer que senti um pouco de falta do mistérios e apetrechos disfarçados que eu curtia muito ver em Três Espiãs Demais (Não me julguem! É um ótimo desenho de criança e a única coisa próxima à um filme de espionagem que já assisti na vida.)

Eggsy é um jovem delinquente que, sem sua figura paterna que morreu quando era criança, parece está seguindo pelo caminho do crime. Porém, um dia ele é retirado da cadeia graças à Harry, um misterioso integrante de uma agência secreta de espionagem. Harry acaba vendo um Eggsy um potencial de agente e o chama para participar de uma seleção com diversos outros candidatos por uma vaga que apareceu recentemente. Mas entrar para a Kingsman não é nada fácil e o garoto vai ter que passar por vários testes. Enquanto isso, Valentine, um bilionário de sucesso, está arquitetando um plano que vai dizimar um grande parcela da população mundial.

Como eu disse no começo, é muito refrescante e interessante assistir algo tão diferente do que estamos acostumados. Não sei porque o mundo da espionagem não é mais explorado pelo cinema, já que é um campo muito versátil e que pode resultar em filmes tão bons quanto Kingsman. Mas acho que o grande diferencial desse filme é sobre a sua abordagem. Ela traz os utensílios e apetrechos característicos de agentes secretos e uma violência forte com cenas um tanto quanto brutais que se tornarem leves pelo estilo extravagante de combate e, principalmente, pelo humor que as encobre. Sério, as cenas de ação – e consequentemente violência – é uma das coisas mais legais do filme para mim. Apesar de acontecerem cenas bem fortes, eles aliviam tudo isso com muito humor e com truque de deixar muito o que acontece para a imaginação de quem está assistindo. Queria destacar a cena onde o Harry, personagem de Colin Firth, protagoniza uma cena eletrizante de ação em uma igreja. Aquilo é simplesmente sensacional! Em uma parte do filme os personagens brincam sobre seus filmes de espionagem favoritos e depois um deles fala que aquilo não é como um filme clichê. E é verdade, existem vários momentos em que o enredo foge do esperado.

Outro destaque desse filme é, sem dúvidas, o seu elenco. Não preciso pontuar aqui que o Colin Firth é um ótimo ator e em Kingsman ele tem um personagem extremamente interessante e importante onde pode mostrar  muito bem toda a qualidade da sua atuação. O protagonista do filme, porém, é Eggsy interpretado pelo Taron Egerton, que nunca tinha visto atuando antes. E preciso dizer que me surpreendi muito com o ator e com o seu personagem, ele conseguiu brilhar entre os diversos nomes pesados do elenco e construir um personagem interessante e empático. Outro personagem que quero destacar é o vilão Valentine, interpretado pelo Samuel L. Jackson que rouba a cena por sua personalidade complexa e interessante. Ele quer matar bilhões de pessoas, mas ao mesmo tempo não é capaz de ver uma gota de sangue, ele mostra uma grande fragilidade em certos momentos e em outros se transforma em alguém louco e violento.

Confesso que fui assistir ao filme com grandes expectativas e acabei sendo completamente surpreendida. Kinsgman é completamente diferente de tudo o que já assisti, com um ótimo humor, cenas brilhantes de ação e ótimos personagens. Estou aqui torcendo para que tenhamos mais um filme sobre a agência secreta no futuro.



7
abr 2015

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

vf7

Título Original: Furious 7

Lançamento: 2015

Direção: James Wan

Elenco: Vin Diesel, Paul Walker, Jason Statham

Gênero: Ação

Sinopse: Após os acontecimentos em Londres, Dom (Vin Diesel), Brian (Paul Walker), Letty (Michelle Rodriguez) e o resto da equipe tiveram a chance de voltar para os Estados Unidos e recomeçarem suas vidas. Mas a tranquilidade do grupo é destruída quando Ian Shaw (Jason Statham), um assassino profissional, quer vingança pela morte de seu irmão. Agora, a equipe tem que se reunir para impedir este novo vilão. Mas dessa vez, não é só sobre ser veloz. A luta é pela sobrevivência.

Eu não estava planejando escrever sobre Velozes e Furiosos 7 por um simples motivo: é o sétimo filme de uma franquia, não tem como não se saber o que esperar. Mas acontece que, para mim, esse foi um dos melhores filmes de Velozes e Furiosos como um todo e, acima de tudo, fez um ótimo trabalho no adeus dado à Paul Walker.

Mas vamos começar pelo mais simples. Eu confesso que tinha um certo preconceito com a franquia, mas depois de ser arrastada para o cinema para assistir o sexto filme resolvi dar uma chance para ela. Os primeiros filmes não fazem muito o meu tipo, mas depois que Velozes e Furiosos se tornou uma super produção de ação ela se posicionou como um dos meus guilty pleasures.

Qualquer um que acompanha Velozes e Furiosos sabe que a franquia ficou marcada por cenas que na realidade são completamente irreais e malucas, mas que conquistam quem está assistindo como toda a sua intensidade e exagero. E nada se compara ao que vemos nesse filme, carros voando para todos os lados – literalmente voando -, descidas por despenhadeiros que não provocam nem mesmo uma arranhão  e outras coisas completamente insanas de onde nenhum ser humano sairia vivo. Mas em compensação esse filmes tem cenas de ação memoráveis, eletrizantes, que te deixam sentada na ponta da cadeira e completamente ligada no que está acontecendo. Se esse filme tem um ponto forte inegável são as suas sequências de ação.

E Velozes e Furiosos 7 não mostra grandiosidade só nesse quesito, mas também nos seus cenários. O filme passeia entre locações super diferentes: uma montanha, o deserto, um apartamento luxuosíssimo e as ruas de Los Angeles. E todos eles são ricos de detalhes o que faz um contraste interessante de se ver. Também preciso falar que gosto muito da trilha sonora, apesar de não ser na sua maioria músicas que das quais gosto elas chamam a atenção e são essenciais para construir o clima da produção.

Em termos mais gerais não temos nada de muito diferente do que vimos nos outros filmes quando se trata do enredo. É interessante até certo ponto, sem ser nada de inovador, mas também sem chegar a incomodar. E uma coisa que eu gosto muito na franquia é que, exatamente por ter tantos filmes, você se importa com alguns os personagens. O que, vamos ser sinceros, é extramente raro em filmes de ação. As minhas críticas vão para a necessidade irritante e desrespeitosa que eles tem de focar em determinadas partes do corpo das mulheres, o jogo de câmera que acompanhava o movimento das brigas e me incomodou demais e da tentativa falha de pôr alguns frases feitas na tentativa de emocionar o público.

Mas não vamos negar que uma grande parcela das pessoas decidiram ir ver o filme por duas razões: a) ver como eles fizeram encaixar a falta do Paul Walker no filme e b) ver que tipo de homenagem que iria ser feita para ele (porque já era óbvio que isso ia acontecer). Se alguém ainda não sabe o Paul Walker morreu em um irônico acidente de carro em 2013 enquanto ainda estavam acontecendo as gravações desse sétimo filme. Eu confesso que procurei, mas não consegui descobrir se era ele todo o tempo ou não porque, sinceramente, eu não consegui perceber nenhum efeito ou dublê e, sim, ele aparece até a última cena.

Mas o mais importante, na verdade, é a forma como os produtores, o diretor ou não sei quem foi o responsável por isso, decidiram dizer adeus e homenagear o ator – e personagem também. Sério, foi de um bom gosto incrível e cheio de simbolismos. Nós temos desde um compilado de cenas dele durante toda a sua trajetória na franquia até a cena lindíssima da bifurcação na estrada. E sim, eu chorei e fiquei abalada durante um tempo. Chorei porque sou uma manteiga derretida, porque é muito triste ver uma pessoa tão jovem e com toda uma carreira pela frente morrer assim e porque a homenagem foi, de verdade, muito bonita.

Em suma, se você é fã de Velozes e Furiosos com certeza não vai se decepcionar com o novo filme da franquia. Tem muita ação, algumas sequências realmente bem feitas e algumas tiradas de humor que fez o cinema inteiro gargalhar. Se esse não é o meu preferido dos sete, está no mínimo bem perto disso.



24
mar 2015

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

insurgente

Título Original: Insurgent

Lançamento: 2015

Direção: Robert Schwentke

Elenco: Shailene Woodley, Theo James, Miles Telle, Ansel Elgort

Gênero: Ação, Ficção Científica

Sinopse: Tris (Shailene Woodley) e Quatro (Theo James) agora são fugitivos e procurados por Jeanine Matthews (Kate Winslet), líder da Erudição. Em busca de respostas e assombrados por prévias escolhas, o casal enfrentará inimagináveis desafios enquanto tentam descobrir a verdade sobre o mundo em que vivem.

Eu amei a adaptação de Divergente, se vocês conferirem a crítica que fiz do filme, vão perceber que gostei principalmente da maneira com que eles se manteram não completamente, mas bastante fiéis a obra original. Mas desde do primeiro trailer divulgado de Insurgente eu soube que o mesmo não iria se repetir. E, infelizmente, estava mais do que certa. Na urgência de transformar em algo ainda mais vendável eles estragaram – e muito! – o meu livro favorito da trilogia e colocaram em sério risco o futuro da saga nos cinemas (pelo menos para os fãs dos livros).

Se você analisar o filme como simplesmente isso, e não uma adaptação, não acho que exista nada de muito ruim – apesar de que algumas pessoas que não leram os livros terem me dito que também gostaram mais do primeiro. Ele é super dinâmico, cheio de ação, com boas atuações e uma fotografia interessante. Apesar de ser muito corrido e até meio confuso em certos momentos, acho que para o gênero em que se encaixa ele está longe de deixar a desejar. Mas acontece que, como pessoas que leram os livros da Veronica Roth, nós vamos para o cinema procurando muito mais do que um bom filme, mas sim uma adaptação que faça jus as estórias que aprendemos a gostar.

O pior que aconteceu com a saga foi que ela caiu na graça popular e, infelizmente, na mão de roteiristas e produtores que claramente não possuem um respeito grande o suficiente com a obra original – como aconteceu com Jogos Vorazes, por exemplo, que virou febre no mundo todo, mas a cada filme se torna mais e mais fiel aos seus livros. Então, buscando agradar cada vez mais gente eles estão aproximando a estória do estilo Transformers de filme, onde existe muita ação, muitos efeitos incríveis, mas sem nenhuma profundidade e personagens sem personalidade nenhuma (o que é irônico quando se tem origem em uma distopia repleta de críticas sociais).

Porque eles conseguiram tirar quase todas as profundidade de todos os personagens. É importantíssimo para entendermos as escolhas da Tris no final do terceiro livro a forma como a autora mostra a cada volume a sua sensibilidade e a forma como é entregue aos sentimentos. Em Insurgente – o livro – ela sofre de um stress pós-trumático gravíssimo onde ela se recusa a pegar em qualquer arma e carrega uma culpa e uma dor gigantes. No filme eles mostraram um pouco disso, deram alguns vislumbres desses seus dilemas e traumas, mas logo jogam tudo isso de lado em prol da ação – e é meio irônico ver alguém se sentindo tão culpada pela morte de alguém atirando e matando todo mundo que vê pela frente. Em nenhum momento vemos os problemas no relacionamento que a Tris e o Tobias passam no livro e trazem uma veracidade interessantíssima para estória e, para melhorar, eles praticamente ignoram os problemas familiares do Tobias. Personagens que amamos e esperamos muito para ver em cena – sim, estou falando do Uriah aqui – aparecem super de relance e não mostram nenhuma personalidade. Enfim, acho que vocês já entenderam.

E, se não fosse suficiente tirarem muito da essência da estória, nós ainda temos as mudanças. Porque, senhor, qual a necessidade daquela caixa? E daquele monte de tecnologias futurísticas e invenções que não fazem o menor sentido e que simplesmente não combinam em nada com o que conhecemos nos livros? Eles, sinceramente, passaram dos limites aqui. Tanto que criam algumas coisas que criam furos absurdos na estória. Como é possível, por exemplo, existir um scanner de rosto capaz de dizer qual é a sua facção sendo que isso é algo que você escolhe por livre e espontânea vontade? E não vou nem comentar sobre o medidor de porcentagem divergente, me recuso. O que mais me irrita é que não havia a necessidade de nenhuma dessas mudanças. O livro já é repleto de ação e mortes para todos os lados e, mesmo com todas essas mudanças malucas, eles acabam chegando no mesmo lugar. Então alguém me explica qual foi a maldita necessidade? Mas eu juro que até chegar no final eu estava até ok, conseguindo relevar as besteiras, mas eles ferraram tudo com final. Se o que eles deram a entender ali realmente acontecer não sei mesmo o que esperar dos dois filmes de Convergente.

Como eu disse no começo as atuações foram boas, mas não muito mais do que isso. Por um lado nós temos a Shailene Woodley que está ainda melhor no papel de Tris e entregando ótimas cenas como o do soro da verdade, que chegou a me levar as lágrimas, confesso. E também o Miles Teller que fez do Peter um dos melhores personagens, engraçado e irônico apesar de babaca, mas que infelizmente ainda perde um pouco de profundidade. Só que aí temos ótimos atores como a Kate Winslet e Octavia Spencer desperdiçadas em papéis rasos e, no caso da Octavia, sem quase nenhum tempo em tela. Não vou nem falar na escolha de atriz para mãe do Quatro que parece, no máximo, sua irmã.

Eu saí realmente chateada do cinema por terem feito tantas mudanças sem a menor necessidade e por terem transformado a estória em algo puramente comercial. Estou com muito medo do que vamos ver nos próximos dois filmes, já que Convergente é um livro com muito menos ação na mão de pessoas que só se preocupam com isso. A única coisa que consigo visualizar é uma mudança completa do que conhecemos. Posso – e espero – estar errada, mas por enquanto fico com os livros.






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