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7
fev 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

Autora: Bianca Briones

Editora: Gutenberg

Número de Páginas: 208

Avaliação: 5/5

Onde Comprar: Amazon | Americanas | Saraiva | Submarino

Sinopse: Eva nasceu com o dom de passar todos os seus sentimentos para o papel, e com isso conquistou milhares de leitores pelo mundo. Agora, ela precisa escrever o último livro da sua série de fantasia, mas está com bloqueio criativo há um ano e não sabe o que fazer. Enquanto tenta se reconectar a seus personagens, a vida coloca em seu caminho um homem idêntico a um dos seus protagonistas. O problema é que o desconhecido surge sem nenhuma lembrança de quem ele é. Enzo está muito confuso. A princípio, ele duvida da conversa maluca de Eva. Mas mesmo com dificuldade em acreditar, ele não pode negar que se sente extremamente ligado a ela. Envolvidos por esse curioso e estranho mistério, Eva e Enzo estão prestes a descobrir que, às vezes, para que duas pessoas se encontrem, mundos inteiros são capazes de colidir.

Sempre fui fã da escrita da Bianca, e quando ela anunciou o lançamento de Como se fosse magia, na Bienal Internacional do Livro de São Paulo em 2016, eu não poderia perder.

O livro vai contar a história de Eva, uma premiada escritora que esta passando por uma fase de bloqueio criativo, justamente quando precisa entregar o último livro de sua série de fantasia.

Eva, que sempre foi conhecida pela sensibilidade e o dom para emprestar seu sentimento às histórias, conta com o precioso apoio do amigo Thiago para conseguir se livrar de vez dessa barreira que a impede de terminar sua série.

“Ás vezes, tudo o que uma escritora quer é poder se esquecer de todas as suas histórias e mergulhar no universo criado por outro alguém.” (Página 15)

Acontece que o destino colocará em seu caminho, um rapaz que aparentemente é o personagem principal da história de seu livro. Desnorteada e incrédula, a escritora fará de tudo para provar que seu Enzo realmente existe.

“- Acho que conheço você, mas não daqui.

– De onde? – Ele franze a testa e estreita os olhos, mais Enzo impossível.

Sei que o que vou dizer pode mudar tudo outra vez, mas, por mais insano que seja, ele precisa saber. Então, fecho os olhos, temerosa e digo:

– Dos meus livros (Página 43)

Bianca é realmente surpreendente, e sua estreia no mundo dos chick-lits foi um verdadeiro show, pois seu livro contém os ingredientes perfeitos para narrar uma boa história.

Sem contar com a presença constante de Thiago. Um personagem incrível, o melhor amigo que qualquer pessoa poderia ter, seu jeito todo especial faz com que os devaneios de Eva tornem-se lúdicos e leves. Ele é simplesmente maravilhoso!

“Você vai além das palavras. Você tem um dom. É como se fosse magia. E nem todo mundo está preparado para ser preenchido com uma boa dose de magia.” (Página 51)

Romântico e divertido, Como se fosse magia parece ser verdadeiramente mágico. Um livro cativante que vai além da história de amor. Recomendo, sem dúvida alguma!

“Não sei que força é essa que nos liga. Acho que ás vezes, para que duas pessoas se encontrem, mundos inteiros são capazes de colidir.” (Página 204)

 



20
jul 2015

ARQUIVADO EM: Literatura

NoMundodaLunaAutor:  Carina Rissi
Editora: Verus
Número de páginas: 476
Avaliação:  5/5 

Onde comprar: Submarino | Americanas | Saraiva

Leia o 1º capítulo

Sinopse: A vida de Luna está de cabeça para baixo. O namorado está de caso com a vizinha, seu carro passa mais tempo na oficina mecânica que com ela e seu emprego é uma droga. Recém-formada em jornalismo, ela trabalha como recepcionista na renomada Fatos&Furos. Mas, em tempos de internet e notícias instantâneas, a revista enfrenta problemas financeiros e o quadro de funcionários acaba sendo reduzido. É assim que a coluna do horóscopo semanal cai no colo de Luna. Embora não acredite em misticismo, forças ocultas, magia, e não tenha a menor ideia de como criar um mapa astral, ansiosa em dar o primeiro passo para se tornar a jornalista que sempre sonhou, ela aceita o desafio sem pestanejar. Afinal, quão complicado pode ser? Luna não desconfia das confusões que o futuro lhe reserva. Dentre elas, uma arrebatadora e irresistível paixão que mudará sua vida para sempre. A história de amor perfeita Se não fosse com o homem errado.

Eu sou fã da Carina Rissi, isso vocês já sabem. Perdida, Encontrada e Procura-se um Marido são livros que eu recomendo para todos, e fazem parte da minha listinha de preferidos. Então, já dá para imaginar o quanto eu AMEI No Mundo da Luna né?

Li esse livro no ano passado, mas como ontem foi o lançamento oficial, resolvi publicar a resenha para vocês nessa data, em comemoração! (Era para eu ter postado ontem, mas confesso que me confundi e achei que era hoje, shame on me).

Luna é uma personagem extremamente carismática, gostei dela logo no primeiro capítulo. Ela acabou de terminar com o ex-namorador traidor e acaba sempre o encontrando onde quer que ela esteja. Como se Luna já não tivesse muitos problemas, como seu cacheado que se revolta com o menor sinal de chuva, seu carro que insiste em quebrar quase que diariamente e seu emprego na Fatos&Furos, que ela imaginou que seria a melhor coisa do mundo, mas se mostrou bem diferente do que ela pensava.

A revista é muito boa, mas Luna é a recepcionista. Servir cafezinhos não era o planejado quando ela se formou em jornalismo há alguns meses. Fora que, seu chefe – o temido Dante Montini – insiste em chamá-la de Clara.

“(…) Meu chefe – também conhecido por diabo, demônio, cão chupando manga e babaca sem noção, e isso nos dias bons.”

Quando a revista passa por uma redução de funcionários, devido à uma crise financeira, Luna se torna a colunista do horóscopo semanal. Não que a garota acredite em nada disso, mas oportunidades precisam ser agarradas!

A partir dessa promoção, a vida de Luna vira uma completa bagunça. Ela precisa se esforçar para criar o horóscopo da semana, e agradar a todas as pessoas (e olha, ela consegue! Eu dei altas risadas com esse horóscopo). E nem pode contar com a ajuda de sua avó Cecilia, uma experiente cigana, pois ela acha um absurdo Luna querer fazer tudo as pressas, sem de fato querer aprender sobre a cultura de sua família.

Eu me diverti MUITO lendo esse livro. Luna é cheia de atitude, divertida e dedicada, o que não impede que ela seja bem atrapalhada. O romance é de fazer suspirar, Dante não faz o tipo mocinho sedutor, na verdade ele é um pouco nerd, e isso fez todo o diferencial da trama. A maneira como a paixão acontece também me agradou demais, nada de romances instantâneos e melosos.

Luna também faz algumas escolhas erradas, e eu tive vontade de entrar na história e conversar com ela (dar um puxão de orelha sabe?). Os personagens secundários também ganharam a minha simpatia. Sabrina (a melhor amiga de Luna, e companheira de apartamento), Bia e Fernando (os vizinhos que tem uma importância enorme para a trama), são carismáticos e divertidos. A história não teria a menor graça sem eles.

A narrativa é em primeira pessoa, então mergulhamos totalmente nas loucuras de Luna. Apesar de ter 476 páginas a narrativa fluída e leva faz com que a gente nem sinta a leitura, li em dois dias e quando acabou fiquei bem triste. Já estou ansiosa pela próxima história da Carina!

No Mundo da Luna me fez rir e suspirar, devorei o livro em poucas horas. Carina Rissi me surpreendeu mais uma vez e levou o chick-lit nacional a outro nível, consolidando seu talento inigualável. Dante e Luna simplesmente arrebataram o meu coração! Recomendo COM CERTEZA!



1
dez 2014

ARQUIVADO EM: Literatura

Aconteceu em Veneza – Evie Dexter #2 
Autor: Molly Hopkins

Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 464

Avaliação: 4/5

Sinopse: Bem-vindo a Veneza, a Cidade do Amor. Ele traiu, mas foi uma única vez! Evie Dexter prometeu perdoar seu noivo, Rob e todos os esforços para absolvê-lo de seus pecados estão valendo a pena: nos últimos 10 dias, ela só o chamou de cafajeste 11 vezes. Graças aos céus, sua carreira de guia de turismo está indo muito bem. Evie já conheceu a elegante Dublin, a estilosa Marrakech e a descolada Amsterdã. Quando é convidada para visitar, com todo o luxo e glamour, a sensual cidade de Veneza, com seu vinho delicioso e os italianos impetuosos, ela agarra a oportunidade com unhas e dentes. Se você está à procura de romance, já encontrou o seu destino: embarque em Aconteceu em Veneza, viaje com Evie e tente responder a esta pergunta: o que você faria se estivesse no lugar dela?
Se você não leu o primeiro livro “Aconteceu em Paris” (resenha aqui), cuidado! Esta resenha pode conter spoilers.
Depois de Evie ter perdoado a traição de Rob, e de ter passado um tempo sofrendo e deixando seus amigos loucamente preocupados, ela decide aceitá-lo de volta, perdoando e aceitando seu pedido de noivado.
Rob, que no primeiro livro era um doce de pessoa, neste segundo livro passou a ser um chato e grosseirão com a melhor amiga de Evie. Mesmo com Evie, ele se tornou autoritário demais, dando ordens o tempo todo, querendo proibi-la de trabalhar no bar do Nikki (seu amigo) e querendo que ela se desfaça do apartamento que até então, dividia com sua amiga Lulu.
E quando Evie menos imagina, lá vem mais uma bomba! Rob apronta mais uma. Na verdade, ele sempre escondeu de Evie, um grande detalhe, o que faz com que mais uma vez, ela se sinta arrasada.
É neste momento que surgem os amigos, que fazem de tudo para tirá-la mais uma vez, do fundo do poço.
Neste livro, tem a presença de John, um milionário super temido por todos na empresa onde Evie trabalha, que de uma certa forma a adota. Cuida muito bem dela. Confesso que fiquei meio “desconfiada” do interesse de John por ela, principalmente pelo fato de ele a cobrir de presentes.
Mas também foi nesse momento que senti um pouco de raiva de Lulu. Porque mesmo que se preocupe muito com Evie, ela a instiga para que se jogue de cabeça em um relacionamento com John, interessada em seu dinheiro. Achei que neste momento, ela foi super insensível com Evie, que ainda estava muito frágil por conta de tudo o que aconteceu com Rob.
E então, de uma forma inesperada, Nikki entra em cena se relevando apaixonado por Evie. Confesso que no primeiro livro, ao ver a forma carinhosa com que ele a tratava, achava que ele tinha uma quedinha por ela, mas não imaginei que a autora fosse seguir por esta linha no segundo livro. E foi nisso que o livro me ganhou.
Gostei muito da forma como a autora tramou o encontro de Nikki com Evie em Veneza. Depois, no final do livro, um dos amigos revela a ela quem colaborou para que isso acontecesse. Achei muito legal a forma como fizeram para que o encontro entre eles se realizasse e Nikki pudesse se declarar.
Não sei se a autora vai escrever mais livros sobre a série. Acho que esse segundo livro está de bom tamanho. Mesmo o título do livro sendo “Aconteceu em Veneza”, o tema do livro só faz sentido em quase mais da metade da leitura. Até então, a história se passa em Londres.
A capa deste segundo livro está menor pior que a primeira. Porque menos pior? Porque ainda acho que a montagem da capa não faz jus à história.
Mas é um livro que vale a pena ser lido. Tem drama, tem diversão. É um chick-lit super divertido, com personagens super engraçados. Alguns a gente sente vontade de socar (como foi o caso do Rob), mas que são necessários para que a trama se torne perfeita. Indico a leitura!



20
out 2014

ARQUIVADO EM: Literatura

Aconteceu em Paris – Evie Dexter #1
Autor:  Molly Hopkins
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 480

Avaliação:  4/5

Sinopse: Evie Dexter quer fazer carreira como guia de turismo. Determinada como é, e cheia de coragem por causa de um ou outro drink, ela logo começa a “melhorar” seu currículo. E consegue um ótimo emprego: acompanhar turistas por toda Paris.Agora é só uma questão de se firmar como profissional demonstrando o seu melhor. Mas os vinhos franceses são tão gostosos… E seu tutor, Rob, é bonito demais!
O primeiro romance de Molly Hopkins é um livro que todo mundo gostaria de ler. É verdade que você pode se incomodar com o comportamento de Evie quando ela descobre que Rob é muito rico, e pode até ser que você ache que Rob é exageradamente controlador. Mas nada é maior que as gargalhadas que você dará quanto mais conhecer a garota descomedida, apaixonada e com um imenso coração que é Evie. Uma moça como muitas que conhecemos.
Evie está desempregada e com os cartões abarrotados de contas. Ela divide o apartamento com a amiga Lulu, tão irresponsável quanto ela. Por se ver cheia de contas para pagar, Evie decide procurar um emprego que também lhe proporcione divertimento. E nada melhor que trabalhar como guia de turismo. Porém, Evie não tem nenhum conhecimento na área, mesmo assim ela estudou o guia de Paris e foi participar da entrevista de emprego. E….Passou na entrevista!!!

A personagem é toda atrapalhada, mente demais, é completamente irresponsável, mas também é MUITO divertida. Quando começa no emprego como guia de turismo, Evie apronta poucas e boas. É responsável para guiar um grupo da terceira idade e todos acabam se apaixonando por ela, mesmo quando ela mente descaradamente, todos adoram o jeito dela. Durante vários momentos da viagem, dei muita risada, quando a excursão passava por algum ponto turístico, Evie não sabendo o que dizer, inventava uma história qualquer e se saía muito bem, mesmo mentindo.

Nesse emprego é que Evie conhece Rob. Apesar  de lindo, ele não é um cara que podemos chamar de “legal”. Rob é arrogante, porém, acaba cuidando de Evie, mesmo que de forma dominadora, mas cuida. Não deixa que ela se afunde ainda mais em dívidas.
A história em si não é de todo romântica. É um livro engraçado, com personagens divertidos e também tem um pouco de drama. Rob não é perfeito, e mesmo se apaixonando de cara por Evie, acaba pisando na bola com ela, muito feio.
A capa do livro não faz jus à história. Particularmente achei essa capa MUITO feia. A capa, a foto do casal, a fonte usada no nome do livro. Achei tudo feio demais e infelizmente, acredito que isso acaba fazendo com que o leitor nem sempre se sinta atraído pra ler um livro de capa feia. Li porque me interessei pela sinopse, já havia lido comentários legais sobre o livro, mas se entrasse em uma livraria e visse o livro, não me sentiria atraída pela capa.
Apesar das 480 páginas, o livro flui numa velocidade absurda. É um chick-lit muito divertido, o primeiro livro escrita pela Molly Hopkins e achei que ela se saiu muito bem. Agora estou doida pra ler o segundo livro da série: “Aconteceu em Veneza” 😉



16
set 2013

ARQUIVADO EM: Sem categoria

Autor: Carol Sabar

Editora: Jangada
Número de páginas: 367
Avaliação:  
(Skoob

Ana Beatriz (Bia) tem 25 anos e vive numa maré de azar terrível. Foi demitida por justa causa (ainda que ela afirme não ter sido culpada de nada), está endividada e voltou a morar e trabalhar com o pai, na Floricultura da família.
Na volta de um velório, onde foi representar seu pai (e coisas nada agradáveis aconteceram), Bia fica presa em um engarrafamento na linha vermelha, no Rio de Janeiro. Tudo o que ela queria era uma garrafinha de água, mas o dono de um Vectra GT prateado acabou comprando a última que o ambulante tinha, mais uma razão para Bia se considerar a pessoa mais azarada do mundo. E como se não bastasse o Cara estava desperdiçando a água! E ainda por cima buzinando, mandando beijinhos e sorrindo para Bia como se a conhecesse. Bia estava pronta para dizer alguma coisa para o desaforado, mas então o tiroteio começou.

O bonitão do Vectra GT se joga no asfalto com Bia ao seu lado, a fim de se protegerem. Completamente enlouquecida, Bia começa a divagar, ela tem certeza que vai morrer e que o desconhecido ao seu lado nada mais é do que um Amparador Espiritual, que veio ajudá-la fazer a passagem. Então ela desata a falar um monte de loucuras e pede que o “Amparador” conte a Guga, o seu amor de infância, que apesar de todos esses anos ela ainda o ama

O que Bia não sabe, é que o seu “Amparador” é o verdadeiro Guga, apenas com a aparência um pouco diferente. 
******

“Ele. O garoto por quem eu nutria uma paixão secreta, o amor da minha vida, meu amigo de infância. Ele, meu colega de classe no Conservatório Estadual de Música, o guitarrista e vocalista da banda Moscas da Sopa. Ele, de cabelos compridos abaixo dos ombros (aos 15 anos, eu tinha uma quedinha por roqueiros convictos), o irmão de Raíssa, a serenidade em forma de gente: Gustavo Vitorazzi”.
Amor por esse livro, sério! Me rendeu boas risadas e adorei a personalidade da Bia! Ela é tão autêntica, tão gente como a gente. Eu li esse livro em agosto, mas uma porção de fatores fizeram as resenhas se embolarem aqui, e eu acabei não escrevendo a resenha de Azar o Seu! assim que terminei a leitura, como costumo, então peço desculpas se deixar alguns detalhes de fora. =/

Esse é o 1º livro que leio da Carol Sabar, mas ela também é autora de Como eu quase namorei Robert Pattison, que eu já estou doida para ler! A narrativa de Carol é ágil e MUITO fluída, terminei o livro no mesmo dia. O livro é contado por Bia, em 1ª pessoa, e a gente percebe o quanto ela é doidinha. 

Gustavo – Guga – é um personagem delicioso! Ele é irmão mais velho de Raíssa, a ex melhor amiga de Bia. Elas sempre foram um grude, mas após um desentendimento as duas acabaram se distanciando e tomando rumos diferentes na vida. O que me deixava doida é que Guga resolve não contar a Bia quem ele é, e os dois acabam se envolvendo, e a coitada da fica Bia toda feliz porque finalmente está apaixonada por alguém que não é o Guga! Eu tive vontade socá-lo diversas vezes, é verdade hahaha.

“Que sorte, pensei, sentindo um friozinho na barriga.
Mas eu já deveria estar careca de saber que, na vida de uma azarada, a sorte nunca deve ser louvada. Porque na vida de uma azarada, mesmo quando parece impossível, as coisas ainda podem piorar.”

Todos os personagens são maravilhosos, desde Bia e Guga até os que aparecem bem pouquinho. Amor eterno pelo pai de Bia e por Raissa, a irmã de Guga. Gostei também das descrições dos lugares onde a história se passa, eu conseguia visualizar bem cada lugar citado, adoro quando isso acontece!

No decorrer da trama, vamos entendendo a relação de Bia e Guga. Ela, Guga e Raíssa cresceram juntos, e Bia sempre foi apaixonada pelo amigo, ainda que ela não tivesse contado para a melhor amiga. Foi com ele o seu primeiro beijo – de verdade – e ela sofreu muito quando ele foi morar e estudar em outro país, ela sabia que ele não poderia perder essa oportunidade. Mas porque ele nunca deu notícias? 

Apesar de ser um chick-lit, o livro não é apenas uma comédia romântica, ele vai mais fundo. Ele mostra a importância da família, das amizades, do perdão. E que às vezes tudo aquilo que idealizamos para nossas vidas, não é exatamente o melhor para nós. Achei reflexivo, e virei fã da Carol Sabar

“- Bia… As pessoas boas também erram.
– Erram tanto que se tonam pessoas más.”

Para finalizar, preciso dizer que a Jangada está de parabéns, essa edição está linda! A capa é um amor, a ilustração tem tudo a ver com a história, e a diagramação e fonte escolhidas fizeram o meu coração bater mais forte, letras grandes fazem a alegria da míope aqui! Leitura mais do que recomendada!



31
jul 2013

ARQUIVADO EM: Sem categoria
Autor: Madeleine Wickham (Sophie Kinsella)

Editora: Record
Número de páginas: 348
Avaliação: 
(Skoob)


Milly está prestes a se casar com o homem de seus sonhos, Simon é companheiro, dedicado, amoroso e rico. Sua mãe, Olivia, está extremamente animada com o enlace. Ver sua filha entrar para uma das famílias mais ricas da Inglaterra é motivo de orgulho, e ela mesma está cuidando de todos os preparativos, faltam apenas quatro dias, e ela sabe que a cerimônia será um sucesso.

Porém, existe um segredo que Milly guarda há dez anos… ela já é casada! Foi apenas para ajudar um casal de amigos gays, já que um deles era imigrante ilegal, mas após o casamento eles acabaram perdendo o contato. Ela acredita que depois de todos esses anos não vai existir nenhum problema. Entretanto, quando um jovem fotógrafo chega para realizar as primeiras fotos de Milly ele a reconhece, inclusive tem uma bela foto de Milly em seu primeiro casamento. 

Apavorada, Milly terá que tomar uma atitude drástica e correr atrás de seu “marido” a fim de oficializar o divórcio, antes que seja tarde e seu conto de fadas se transforme em pesadelo.
*****

Após a leitura de Louca para Casar eu cheguei a uma conclusão, quando Sophie Kinsella escreve utilizando seu nome verdadeiro, Madeleine Wickham, não devo esperar um livro repleto de comédia (como Menina de Vinte e Fiquei com o seu Número). A história será mais densa, a dose dramática maior. Foi assim com Quem vai dormir com quem?, livro que eu até gostei, mas não o bastante para me lembrar dele, ou indicar para alguém. Entretanto, Louca para Casar conseguiu me agradar um pouco mais.

O bacana desse livro é que não se prende ao drama central da protagonista, existem diversas outras situações rolando. Olivia, a mãe de Milly, é uma personagem marcante, ela reluta em enxergar que seu casamento está a beira da ruína e direciona todas as suas forças em dirigir a pensão da família e cuidar dos preparativos do casamento. É como se ela visse na filha mais nova a chance de mudar de vida. 

Milly me pareceu ingênua demais, que pessoa em sã consciência não iria atrás de resolver o divórcio antes de se casar com o homem que ama? Não importa se ela se casou apenas para ajudar um amigo, se ela assinou os papéis, está casada! Confesso que em alguns momentos eu quis estapeá-la, garota chata. Simon é um rapaz mimado, ele não aceita o dinheiro do pai em hipótese alguma, até aí tudo bem, acho digno buscar sua independência. Mas percebi uma tendência dramática no personagem, como se só ele sofresse. E para completar, Milly – além de estar casada – finge ser algo que não é para noivou, ela tenta aparentar ser mais inteligente e estudada.

Allan e Rupert (o casal que Milly ajudou) também têm sua parte na trama, principalmente Rupert, e o drama dele é o mais intenso. Além deles temos Harry, o pai de Simon, e Isobel, a irmã mais velha de Milly, cada um com seus problemas. As histórias vão correndo paralelamente e se entrelaçando ao final. Para saber se o casamento acontece ou não, só lendo mesmo!

Não é meu livro preferido da autora, mas é uma leitura válida. É difícil não se identificar com uma das situações. A narrativa de Kinsella é sempre deliciosa, seja escrevendo comédia ou drama. Pretendo ler outros livros da autora, escritos como Madeleine, a diferença é que agora já sei o que realmente esperar. 🙂



26
set 2011

ARQUIVADO EM: Sem categoria
Editora: Record
Autor: Sophie Kinsella
Número de páginas: 495
Avaliação:
Onde comprar

A vida de Lara Lington está de cabeça para baixo. Josh – o grande amor da sua vida – acabou de terminar o namoro por e-mail, e também trocou o número de seu celular, devido as mensagens excessivas de Lara. Sua sócia Natalie decidiu tirar umas “férias” em uma ilha, deixando Lara em uma situação bastante complicada. E para ajudar ela está sendo obrigada por seus pais a comparecer ao funeral de sua tia-avó Sadie Lancaster, uma velhinha de 105 anos que Lara nem ao menos conhecia.
No funeral – totalmente frio e com quase nenhuma família – Lara vê uma jovem com cerca de vinte anos, e com roupas da década de vinte. Essa jovem lhe diz que precisa de seu colar urgentemente. Até aí não seria tão estranho, se Lara não fosse a única a vê-la. A garota em questão é o fantasma de sua tia-avó Sadie – um fantasma temperamental que não aceita não como resposta – e Lara precisa encontrar o precioso colar de libélula, para que Sadie possa finalmente descansar, ou para que ela mesma tenha paz. Já que Sadie não vai deixá-la tão cedo.

Menina de Vinte é o primeiro livro de Sophie Kinsella que eu leio. Fiquei absolutamente apaixonada pela leitura. Foram 495 agradabilíssimas.
Lara é uma jovem impulsiva e um tanto obsessiva, ela não consegue enxergar que sua relação com Josh acabou, ela tem certeza que são almas gêmeas e que vale a pena tentar reconquistá-lo (leia-se persegui-lo).
Sadie é bem a frente de seu tempo, e apesar de estar com a aparência que tinha aos vinte e três anos ela possui quase todas as memórias de sua vida. Além disso, Sadie tem a  personalidade forte, se impõe até que consiga o que quer.
No princípio eu me irritei um pouco com Sadie, ela colocava Lara em situações terríveis, onde a sobrinha parecia louca por estar falando “sozinha”. Achei que não fosse simpatizar com a fantasminha. Mas isso durou pouco, fui totalmente fisgada pelas duas protagonistas. As duas vão amadurecendo no decorrer do livro, e vamos percebendo o quanto são necessárias uma a outra.
A narrativa de Kinsella flui lindamente, uma leitura leve, divertida e apaixonante! Eu me vi torcendo muito para a felicidade dos personagens. O final é lindo e emocionante.
Algumas lições ficam bem evidentes, como exemplo valorizar a família, valorizar a si mesmo e viver o hoje, sem se preocupar tanto com o amanhã.
Mais do que recomendado, a capa é linda, a diagramação é linda e a história fantástica. Entrou para a lista de favoritos com certeza! Leiam assim que puderem!

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Beijos 🙂






ilustrações design e desenvolvimento