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28
jul 2015

ARQUIVADO EM: Literatura

Autor: Duma-curva-no-tempo-livroseblablablaani Atkins
Editora: Arqueiro
Número de páginas:
235
Classificação: 5/5 
Onde comprar: Amazon | Americanas | Submarino | Saraiva 

Sinopse: A noite do acidente mudou tudo… Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel está desmoronando. Ela mora sozinha em Londres, num apartamento minúsculo, tem um emprego sem nenhuma perspectiva e vive culpada pela morte de seu melhor amigo. Ela daria tudo para voltar no tempo. Mas a vida não funciona assim… Ou funciona? A noite do acidente foi uma grande sorte… Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel é perfeita. Ela tem um noivo maravilhoso, pai e amigos adoráveis e a carreira com que sempre sonhou. Mas por que será que ela não consegue afastar as lembranças de uma vida muito diferente?

Está ai um livro que me tocou profundamente, e deixou totalmente reflexiva ao final (sem contar as lágrimas, mas abafa essa parte). Eu não esperava muita coisa de Uma curva no tempo, tinha achado a capa linda e a sinopse bacana. Só isso. Comecei a ler sem muita confiança, mas poucas páginas depois eu já estava grudada no livro e sofrendo junto com a personagem principal.

Rachel Wiltshire tem uma vida ótima, está terminando o último ano do colégio, namora um cara lindo e popular, tem uma grupo de amigos maravilhoso e um melhor amigo que faz tudo por ela. Para comemorar essa fase de faculdade e vida nova, eles se reúnem em um restaurante. No entanto, um grave acidente acontece e a vida de Rachel muda para sempre.

Com a morte de seu melhor amigo, Jimmy, Rachel perde a vontade de viver e suas escolhas são baseadas na dor e na falta insuportável que ela sente dele. Ela decide se afastar de tudo e de todos. Cinco anos depois, Rachel precisa voltar para a sua cidade, uma de suas amigas vai se casar e faz questão da presença dela. Tudo o que ela mais queria era não precisar voltar, sua vida não é mais a mesma, ela não fez faculdade, trabalha como secretária e mora em um apartamentinho em Londres. Quando Rachel retorna, e decide vistar o túmulo de Jimmy uma “curva no tempo” acontece e as coisas se transformam

Rachel acorda no hospital, e percebe que sua vida definitivamente não é a mesma. O que ela acredita ter acontecido até então, não aconteceu. Agora sua vida é maravilhosa, tudo o que ela sempre sonhou para si mesma se realizou. O problema é que Rachel não consegue esquecer da sua vida de antes, do acidente, da dor. E mesmo que todos digam que aquilo não aconteceu, a personagem não consegue aceitar.

“Talvez meu subconsciente tivesse percebido algo que o restante de mim se recusara a reconhecer. Que uma vida sem Jimmy era como uma morte em vida, e passar por isso era a pior espécie de inferno que eu poderia imaginar.”

Uma curva no tempo foi uma leitura intensa, pelo menos para mim. A construção da personagem Rachel é impecável, no início ela é uma jovem feliz e cheia de vida, mas em seguida se transforma numa mulher cheia de traumas e dores, que se culpa diariamente pela morte de Jimmy. Rachel apenas sobrevive. Ela não tem planos, sonhos ou perspectivas. A dor da protagonista é tão profunda, que eu praticamente conseguia sentir na pele. 

“As peças do quebra-cabeça de repente começavam a se encaixar, mas em vez do esclarecimento e da explicação que eu buscara, o enigma ia se resolvendo de maneira errada, e a imagem que ele começava a revelar me encheu de terror.”

A nova vida de Rachel, essa segunda chance é surpreendente. As coisas estão como deveriam ser, como ela merecia. Eu torcia muito para que essa fosse mesmo a vida de Rachel, que ela conseguisse ser feliz e enxergar o que estava bem a sua frente. Acompanhar o crescimento de Rachel, em todas as áreas de sua vida, foi emocionante. O conflito interno da protagonista é tão real, ela está vivendo uma vida feliz, mas não consegue entender o porque ela tem apenas lembranças de uma vida que nunca aconteceu.

“Pela primeira vez questionei por que estava tão motivada a demolir um mundo que podia ser muito melhor do que aquele no qual eu vivia.”

O final desse livro renovou minha fé em Deus e esperança de que tudo pode mudar, que nós temos uma segunda chance, basta sabermos aproveitá-las (não, o livro não é religioso). Mas, ao mesmo tempo partiu meu coração em pedacinhos e me fez chorar como criança. Foi inesperado, confesso que DEFINITIVAMENTE não imaginava que terminaria daquela forma. Dani Atkins me impressionou com sua escrita envolvente e sensibilidade, preciso imediatamente de um novo livro da autora. 

Uma curva o tempo merece ser lido, se tornou um dos meus livros favoritos. Talvez para você ele não seja assim tão marcante, mas a leitura é mais do que válida. Recomendo fortemente.



20
jul 2015

ARQUIVADO EM: Literatura

NoMundodaLunaAutor:  Carina Rissi
Editora: Verus
Número de páginas: 476
Avaliação:  5/5 

Onde comprar: Submarino | Americanas | Saraiva

Leia o 1º capítulo

Sinopse: A vida de Luna está de cabeça para baixo. O namorado está de caso com a vizinha, seu carro passa mais tempo na oficina mecânica que com ela e seu emprego é uma droga. Recém-formada em jornalismo, ela trabalha como recepcionista na renomada Fatos&Furos. Mas, em tempos de internet e notícias instantâneas, a revista enfrenta problemas financeiros e o quadro de funcionários acaba sendo reduzido. É assim que a coluna do horóscopo semanal cai no colo de Luna. Embora não acredite em misticismo, forças ocultas, magia, e não tenha a menor ideia de como criar um mapa astral, ansiosa em dar o primeiro passo para se tornar a jornalista que sempre sonhou, ela aceita o desafio sem pestanejar. Afinal, quão complicado pode ser? Luna não desconfia das confusões que o futuro lhe reserva. Dentre elas, uma arrebatadora e irresistível paixão que mudará sua vida para sempre. A história de amor perfeita Se não fosse com o homem errado.

Eu sou fã da Carina Rissi, isso vocês já sabem. Perdida, Encontrada e Procura-se um Marido são livros que eu recomendo para todos, e fazem parte da minha listinha de preferidos. Então, já dá para imaginar o quanto eu AMEI No Mundo da Luna né?

Li esse livro no ano passado, mas como ontem foi o lançamento oficial, resolvi publicar a resenha para vocês nessa data, em comemoração! (Era para eu ter postado ontem, mas confesso que me confundi e achei que era hoje, shame on me).

Luna é uma personagem extremamente carismática, gostei dela logo no primeiro capítulo. Ela acabou de terminar com o ex-namorador traidor e acaba sempre o encontrando onde quer que ela esteja. Como se Luna já não tivesse muitos problemas, como seu cacheado que se revolta com o menor sinal de chuva, seu carro que insiste em quebrar quase que diariamente e seu emprego na Fatos&Furos, que ela imaginou que seria a melhor coisa do mundo, mas se mostrou bem diferente do que ela pensava.

A revista é muito boa, mas Luna é a recepcionista. Servir cafezinhos não era o planejado quando ela se formou em jornalismo há alguns meses. Fora que, seu chefe – o temido Dante Montini – insiste em chamá-la de Clara.

“(…) Meu chefe – também conhecido por diabo, demônio, cão chupando manga e babaca sem noção, e isso nos dias bons.”

Quando a revista passa por uma redução de funcionários, devido à uma crise financeira, Luna se torna a colunista do horóscopo semanal. Não que a garota acredite em nada disso, mas oportunidades precisam ser agarradas!

A partir dessa promoção, a vida de Luna vira uma completa bagunça. Ela precisa se esforçar para criar o horóscopo da semana, e agradar a todas as pessoas (e olha, ela consegue! Eu dei altas risadas com esse horóscopo). E nem pode contar com a ajuda de sua avó Cecilia, uma experiente cigana, pois ela acha um absurdo Luna querer fazer tudo as pressas, sem de fato querer aprender sobre a cultura de sua família.

Eu me diverti MUITO lendo esse livro. Luna é cheia de atitude, divertida e dedicada, o que não impede que ela seja bem atrapalhada. O romance é de fazer suspirar, Dante não faz o tipo mocinho sedutor, na verdade ele é um pouco nerd, e isso fez todo o diferencial da trama. A maneira como a paixão acontece também me agradou demais, nada de romances instantâneos e melosos.

Luna também faz algumas escolhas erradas, e eu tive vontade de entrar na história e conversar com ela (dar um puxão de orelha sabe?). Os personagens secundários também ganharam a minha simpatia. Sabrina (a melhor amiga de Luna, e companheira de apartamento), Bia e Fernando (os vizinhos que tem uma importância enorme para a trama), são carismáticos e divertidos. A história não teria a menor graça sem eles.

A narrativa é em primeira pessoa, então mergulhamos totalmente nas loucuras de Luna. Apesar de ter 476 páginas a narrativa fluída e leva faz com que a gente nem sinta a leitura, li em dois dias e quando acabou fiquei bem triste. Já estou ansiosa pela próxima história da Carina!

No Mundo da Luna me fez rir e suspirar, devorei o livro em poucas horas. Carina Rissi me surpreendeu mais uma vez e levou o chick-lit nacional a outro nível, consolidando seu talento inigualável. Dante e Luna simplesmente arrebataram o meu coração! Recomendo COM CERTEZA!



15
jul 2015

ARQUIVADO EM: Literatura

O-Descompasso-Infinito-do-CoraçãoBatidas Perdidas #2
Autor:
Bianca Briones
Editora: Verus
Número de páginas:
402
Avaliação: 
4,5/5
Onde comprar: Amazon | Americanas | Saraiva 

Sinopse: Clara acaba de descobrir a traição do marido. Com dois filhos pequenos e a baixa autoestima que a consome, ela vê sua vida mudar drasticamente, apesar do desejo de permanecer na zona de conforto. Bernardo é apaixonado por Clara desde a adolescência. Agora ele tem a chance de conquistá-la e mostrar que os dois devem finalmente ficar juntos. Mas o que parece tão simples, para ele, é complexo demais para ela.

Enquanto Bernardo é preenchido por certezas, o coração de Clara é inundado de receios, traumas e dúvidas. Como viver o presente quando o passado não deixa você olhar para frente? Será que um coração despedaçado pode recuperar a capacidade de amar? E o mais importante: como se entregar de corpo e alma quando não se consegue amar nem a si mesma?

Em O descompasso infinito do coração, Bianca Briones mostra que o verdadeiro amor pode resistir ao tempo e a cada obstáculo que a vida lhe impõe. Esta é uma história intensa e comovente de segredos, paixão e amizade. É a última chance de dois corações que cansaram de viver separados.

Quando eu li o primeiro livro da série Batidas PerdidasAs Batidas Perdidas do Coração – me apaixonei totalmente pelos personagens criados pela Bianca Briones. Eu já conhecia Viviane e Rafael do livro Entre o Amor e a Amizade (mesmos personagens, mas em um universo “paralelo”), mas me surpreendi com a nova história, com a forma como Bianca modificou vários detalhes e transformou em um livro novo, tão intenso e tocante.

Quando O Descompasso Infinito do Coração foi lançado eu mal podia esperar para ter o meu exemplar em mãos, a empolgação era imensa para saber mais sobre Clara e Bernardo, e não me decepcionei. Ainda que o livro anterior seja o meu preferido – até então – esse já garantiu um espaço mais do que especial em meu coração.

Clara é casada e tem dois filhos lindos. Sua vida não tem grandes emoções, ela se casou cedo quando descobriu a gravidez dos gêmeos, e se conformou em ser uma boa mãe e uma boa esposa. Porém, quando ela descobre a traição de seu marido sua vida sofre um grande abalo. O mundo perfeito e seguro que ela criou para si passa a não existir mais.

Na tentativa de agradar à todos a sua volta, Clara deixou a si mesma em segundo plano. Ela sempre foi aquela que nunca dizia não e engolia todos os sapos para manter o ambiente tranquilo. A traição, e a iminente separação, fazem com que Clara comece a despertar para a vida, e aos poucos enxergar que ela precisa se amar antes de qualquer coisa. Mas a mudança de Clara é lenta e gradativa.

Bernardo é um verdadeiro príncipe, ele sempre foi apaixonado por Clara – inclusive tentou impedir que ela se casasse, e vê nessa separação uma chance de conquistar a mulher dos seus sonhos. Ele se reaproxima de Clara e faz de tudo por ela, mas Clara está completamente ferida e não acredita mais no amor, ela sabe que nunca amou de verdade e imagina que nunca conseguirá amar alguém. Ela está acima do peso e sua autoestima é quase nula.

O que poderia ser algo simples, é bem mais difícil do que eu (e o Bernardo) imaginávamos. Clara é uma pessoa cheia de feridas, complexos e ressentimentos. Seu pai é um completo babaca que não enxerga nada do que acontece ao seu redor e sua madrasta é uma verdadeira bruxa, que infernizou a vida da garota desde a infância. Eu cheguei ao meu nível máximo de raiva e irritação lendo esse livro, queria chacoalhar a Clara e dar uma surra no seu pai e na sua madrasta. Mas, isso não foi algo ruim, acho que a Bianca queria mesmo que a história atingisse os leitores, que tivéssemos reações controversas. Apesar de não ter filhos e de não ter passado por nada do que aconteceu com a protagonista, eu consegui me identificar e em meio a minha raiva, entender a Clara. Eu também sempre me preocupei com os outros e me deixei em segundo plano por muito tempo.

Foi complicado ver o quanto Clara estava sendo teimosa e contraditória, ela não queria se envolver, não queria ter nada com o Bernardo, mas ficou com outro na primeira balada após a separação. E Bernardo é tão incrível, tão doce, dedicado e apaixonante. Como essa mulher conseguia ignorar isso? Sem nem sequer dar uma chance? Nunca entenderei, risos.

“Quantas vezes o coração aguenta ser partido? Quantas vezes é preciso que ele seja despedaçado para podermos considerar a chance de desistir? Quando é aceitável se resignar e parar de lutar? Quantas vezes é preciso ser forte e enfrentar aquilo que nunca imaginamos passar?”

Em determinado ponto Clara começa a praticar Mahamudra (e a Bianca fez questão de explicar como a pratica funciona), emagrece, arruma um emprego e começa a dar a volta por cima. Mas ainda assim continua com vestígios da antiga Clara, quando seu ex-marido traidor tenta voltar ela se sente totalmente mexida, e eu queria jogar o livro pela janela nessa parte. Traição é traição, não importa o motivo ou circunstância, a verdade é sempre a melhor alternativa (pelo menos eu penso assim).

Os problemas do passado de Clara à acompanharam até o presente, conforme vamos descobrindo tudo o que aconteceu com ela, é simplesmente impossível não se revoltar e desejar justiça. Uma justiça que aos meus olhos não veio, a madrasta de Clara precisava ser punida de alguma forma! Não me conformei com isso.

Apesar de ter assuntos mais pesados, o livro não é somente tensão não, a história tem uma boa dose de humor e romance. E além disso, a amizade é muito valorizada.

“Às vezes, para ficar mais forte, é preciso quebrar primeiro. É uma reconstrução.”

Os outros personagens já conhecidos dos leitores, estão de volta. Rafa e Vivi estão numa nova fase da vida e se mostram conselheiros e ótimos amigos, Rodrigo, Branca, Lucas e Lex (mais no final) também aparecem muito e eu já imagino como será o próximo livro da série. Prevejo um conflito, porque gosto demais do Rodrigo e do Lex, triângulos amorosos são sempre complicados. Não sei para quem torcer!

A narrativa é em primeira pessoa, e intercala o ponto de vista da Clara e do Bernardo. AMO esse tipo de narrativa porque fico por dentro de tudo, em todos os ângulos. A escrita de Bianca é deliciosa, e nesse segundo livro ela está ainda mais fluida e envolvente, li o livro bem rapidinho e ao final já queria mais uma dose desses personagens tão incríveis.

“Quantas vezes o coração aguenta ser partido?”

São diversos encontros, desencontros e reencontros. Muitas batidas perdidas e descompassos infinitos no coração dos personagens, e no meu também. Clara e Bernardo são tão perfeitos um para o outro, se completam tão lindamente. A gente se vê torcendo loucamente pelo final feliz.

Recomendo fortemente a leitura desse livro, e espero de coração que vocês se envolvam tanto quanto eu!



2
mar 2015

ARQUIVADO EM: Literatura

CAPA-Até-você-ser-minhaAté você ser minha
Autor:  Samantha Hayes
Editora: Intrinseca
Número de páginas: 352
Avaliação:  5/5

Sinopse: Até Você Ser Minha – A assistente social Claudia Morgan-Brown está prestes a realizar o sonho de sua vida: vai dar à luz uma menininha. Apesar da ausência do marido ao longo da gravidez – James é oficial da Marinha e fica semanas e até meses longe de casa –, ela mal pode esperar para segurar seu bebê nos braços após várias tentativas e perdas.
Porém, as diversas tarefas de Claudia, além da responsabilidade de cuidar dos gêmeos Oscar e Noah, filhos do primeiro casamento de James, deixam o casal preocupado. A próxima partida de James se aproxima, e eles decidem contratar uma babá.
Zoe Harper quer muito o emprego. Com as melhores recomendações, ela conquista os gêmeos e se muda para o lar do casal. Mas Claudia logo percebe que a mulher tem outros motivos para se aproximar da família.
As suspeitas de Claudia se transformam em verdadeiro terror quando começa a ocorrer uma série de ataques brutais a mulheres grávidas na cidade. Imersos em problemas familiares, os investigadores Lorraine Fisher e Adam Scott são forçados a deixar suas questões de lado e correr contra o tempo para encontrar o assassino antes que ele cometa mais um crime.
Uma narrativa repleta de reviravoltas, Até você ser minha traz os desejos humanos mais intensos e mostra quão longe alguém pode chegar para conseguir o que quer.

Claudia está prestes a dar a luz. Depois de vários abortos, ela finalmente vai realizar o grande sonho de ser mãe. Claudia é casada com James, pai de dois garotinhos gêmeos (Oscar e Noah), que ficaram órfãos bebezinhos, quando perderam a mãe para o câncer, e quando está prestes a dar a luz, decide que precisam de uma babá, para ajudar com os meninos e também com sua bebê, porque ela não pretende deixar o emprego de assistente social.

Ela e James fazem o anúncio e depois de entrevistar Zoe, resolvem contratá-la. Zoe é uma pessoa agradável, sempre solícita. No entanto, Claudia começa a ter várias suspeitas por conta de algumas atitudes de Zoe e isso ao mesmo tempo que começam a acontecer vários crimes contra grávidas na cidade.

Lorraine e Adam são os investigadores dos crimes e acabam chegando até Claudia, quando descobrem que uma das mulheres atacadas, era atendida pelo serviço social, onde Claudia trabalha. E então, ela descobre que Zoe teve acesso à ficha da mulher atacada. E definitivamente, o pavor se instala. E ela passa a suspeitar e a ter muito medo de Zoe.

Falar mais que isso é estragar toda a surpresa que este livro MARAVILHOSO traz no final. Quem me conhece sabe o quanto adoro suspense, mas confesso que a autora me pegou totalmente de surpresa.

O livro prende do início ao fim. Os personagens são fortes, intensos. Mesmo os personagens secundários, como Lorraine e Adam (os investigadores), tem toda uma história dentro da trama. A infidelidade de Adam com Lorraine. Os problemas com as filhas dentro de casa. Nunca havia lido nada dessa autora (não sei se ela tem outros livros), mas posso dizer que ela ARRASOU nesse livro!

Quando eu achava que havia entendido o motivo do crimes, a autora mandou a bomba. E UAU! Que bomba.

É uma trama cheia de suspense, do início ao fim. Mesmo sendo um livro longo (quase 400 páginas), li tão rápido e tão ávida pelo final, para desvendar o mistério que envolve as agressões contra as mulheres grávidas, que nem senti o tempo passar. Os capítulos finais foram aterrorizantes. E o final…….NOSSA!

Como eu sempre digo, é impossível fazer resenhas enormes de livros de suspense, porque sempre acaba-se correndo o risco de escrever mais do que deve. Então, se posso dar uma dica: Leiam! Porque vocês não vão se arrepender.



20
fev 2015

ARQUIVADO EM: Literatura

FelizesparasempreQuarteto de Noivas #1
Autor:  Nora Roberts
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 293
Avaliação:  5/5

Em Felizes para sempre, último livro da série Quarteto de Noivas, você vai descobrir que o amor não avisa que está a caminho e, quando chega, vira seu mundo de cabeça para baixo. Parker Brown sabe que subir ao altar é um dos momentos mais extraordinários na vida de um casal. Por isso ela administra a Votos a bem-sucedida empresa de organização de casamentos que fundou com suas três melhores amigas com pulso firme e muita dedicação. Seu dia de trabalho começa cedo às vezes de madrugada, quando alguma noiva ansiosa lhe telefona aos prantos. Mas ela não se importa. Cada vez que ajuda uma mulher a escolher o vestido perfeito para o grande dia ou vê o sorriso nervoso e feliz de um noivo no altar, ela sente que está dando sua contribuição para uma história igual à de seus pais. Porém a rica, linda e inteligente Parker também quer ser feliz no amor. Só que, em vez do intelectual sensível que sempre esteve em seus planos, parece que o destino lhe reservou uma surpresa. Malcolm Kavanaugh é um mecânico de automóveis e ex-dublê de filmes de ação. Amigo do irmão de Parker, ele não tem vergonha de elogiar as belas pernas da moça e, com suas mãos ásperas, faz com que a empresária certinha e controladora simplesmente perca o chão. Agora eles vão descobrir que, mesmo com suas diferenças, podem completar um ao outro. E quem disse que o príncipe encantado não pode chegar numa Harley-Davidson?

Apenas apaixonada por esse livro, e pela série todinha! Por ser o quarto e último livro série, é possível que essa resenha contenha alguns spoilers dos livros anteriores.

Parker Brown é a minha personagem preferida, ela é forte, decidida, corajosa e determinada. Comanda a parte burocrática da Votos com maestria, e está com seu blackberry em mãos praticamente o tempo todo, atendendo aos caprichos insanos de noivas ansiosas. Tudo isso de salto altíssimos.

Mac, Emma e Laurel são suas melhores amigas, e companheiras de trabalho, Parker não sabe viver sem elas. Cada uma encontrou seu grande amor (nos seus respectivos livros), e agora a vez de Parker está chegando, não que ela esteja pensando nisso agora. Parker sonha com esse momento, mas acredita que ainda vai demorar um bom tempo, e para ela homem ideal é gentil, atencioso e elegante. Diferente de Malcon Kavanaugh.

Malcon é ex-dublê de filmes de ação, tem sua própria oficina mecânica, e seu veiculo é uma imponente Harley-Davidson. Ele é amigo de Del (o irmão de Parker) e desde o segundo livro – Mar de Rosas – faz parte da turma e sempre mostrou seu interesse por Parker e sua admiração por suas longas e torneadas pernas, inclusive o apelido de Parker, dado por Malcon, é Pernas. Por ser uma empresária bem-sucedida, Parker sempre consegue controlar todas as situações, fazendo com que tudo transcorra da maneira que acha melhor, menos quando Kavanaugh está por perto. 

“- É difícil resistir a um bad boy que é um bom homem. Eles nos passam uma bela rasteira.”

O romance é gradual e me convenceu totalmente, Malcon se tornou meu segundo mocinho favorito nessa série (só perde para o Carter, impossível superar o Carter), ele é durão, sexy e cheio de atitude, mas Nora Roberts explorou uma faceta mais sensível do personagem, ele é um homem fechado, que tem grandes dificuldades em compartilhar seu passado e medos. Tudo o que Parker não queria era alguém que tirasse seu foco do seu trabalho, que tirasse a perfeita ordem de sua vida, e exatamente isso que Malcon faz. 

O diferencial dessa série é que apesar de Parker e Malcon serem os protagonistas da vez, eles não são o centro de tudo, assim como nos livros anteriores a amizade e companheirismo das quatro garotas é o carro-chefe de tudo, são cenas e mais cenas repletas de amor e carinho entre elas. Parker faz questão de cuidar de cada detalhe dos casamentos das amigas, fazendo o possível para que seja único, do jeitinho que elas sonharam. Nora Roberts mostra um amor fraternal absolutamente lindo, acompanhamos o felizes para sempre de cada uma delas. 

“Quando você ama alguém e esse amor é correspondido, mesmo que tudo esteja dando errado, parece que tudo se encaixa.”

Quando cheguei ao final do livro, fiquei MUITO triste, eu não queria que terminasse, queria mais um pouco desse quarteto de amigas! Sem dúvidas se tornou uma das minhas séries favoritas, e se você gosta de romance, com certeza vai amar essa quadrilogia! Nora Roberts não tem a fama que tem por acaso, já estou ansiosa para ter novos livros dela em mãos.

Quarteto de noivas da Nora Roberts
  1. Álbum de casamento (Vision in White) – Mac
  2. Mar de Rosas (Bed of roses) – Emma
  3. Bem-casados (Savor the moment) – Laurel
  4. Felizes para sempre (Happy ever after) – Parker



2
fev 2015

ARQUIVADO EM: Literatura

feiaFeia

Autora: Constance Briscoe

Editora: Bertrand Brasil

Número de páginas: 364

Avaliação: 5/5

Sinopse: Qual será o limite da maldade de uma mãe com sua filha?
Entreguei a minha fotografia, tirada na escola, para minha mãe. Ela olhava da fotografia para mim. De mim para a fotografia. Então disse: “Meu Deus, como ela pode ser tão feia. Feia. Feia.”
Essas palavras cruéis são apenas o começo. A mãe de Constance foi sistematicamente violenta com a própria filha, física e emocionalmente, durante toda a sua infância. Apanhando e sendo privada de comida, Constance estava tão desesperada, que foi sozinha até o Serviço Social e suplicou por proteção. Quando isso não deu certo, tentou dar fim à vida, tomando alvejante, uma vez que era chamada de “germe” por sua mãe. Desenvolveu caroços nos seios, uma situação médica rara para uma criança, por conta dos beliscões nos mamilos e socos desferidos pela mãe. Quando tinha 13 anos, foi abandonada em casa por sua conta e risco: não havia gás, luz ou comida.
Entretanto, de alguma maneira, Constance encontrou coragem para sobreviver. Esta é a sua comovente — e essencialmente triunfante e inspiradora — história.
Pelo fato de ter relatado as memórias de sua infância em Feia, que já vendeu quase meio milhão de cópias em todo o mundo, Constance foi processada por difamação por Carmen Briscoe-Mitchell, sua mãe. No entanto, o júri foi unânime em reconhecer a veracidade da autobiografia, comprovada pelas cicatrizes, testemunhos e relatos médicos. Durante o julgamento, Constance disse que decidira escrever a sua história como exemplo de superação das adversidades e porque a sua mãe não merecia o seu silêncio.

Há um tempo, uma amiga indicou a leitura desse livro, o tempo foi passando e fui deixando. E agora me pergunto porque não li antes?

O livro conta a história real de Constance, uma menina negra, que sofreu todo tipo de  violência dentro de sua própria casa.

Desde ser xingada, espancada, expulsa de casa, ter que dormir ao relento, trabalhar  desde a infância para “pagar” sua comida, o teto em que morava, Constance passou por todo o tipo de provação, de uma pessoa que deveria ser sua protetora, deveria dar amor, dar um lar digno.

Você está dormindo na minha cama, se cobrindo com o meu cobertor, deitada no meu travesseiro e se aquecendo com o meu gás e a minha luz e não quer pagar por essas coisas. Vamos ver – ela disse.

…então você não vai pagar a tua parte? – Então ela fechou a mão e me socou na têmpora. Eu balancei na cadeira e então me desestabilizei. O segundo golpe me derrubou da cadeira.

Constance passou a vida achando que se chamava Clare. Não sabia que seu nome era esse, até o momento em que entrou na faculdade. Porque foi assim que passou a vida sendo chamada – Clare – por sua mãe e por toda a família.

Por se tratar de um livro de não ficção à medida que lia, ficava tentando imaginar os motivos que levava a mãe a tratá-la pior que um animal. Chamava de burra, de feia, e quando não estava espancando, a ignorava solenemente. Pior que as cicatrizes físicas, são as psicológicas. Mesmo sabendo que Constance se tornou uma juíza importante, é impossível deixar de imaginar as marcas que essa menina, hoje mulher, leva na alma.

O livro me trouxe tanto sofrimento ao ler! Porque sou mãe e jamais me imaginaria cometendo todas as atrocidades que a mãe de Constance cometeu contra ela. As surras, as palavras ferinas, o desprezo, o ódio, o desamor. Ao mesmo tempo que tentava entender os motivos, tinha a certeza de que nada justifica tamanha violência (física e psicológica), contra uma criança.

– Você pode dormir no vento, que para mim, não faz diferença.

– O que foi que eu fiz agora? – eu perguntei.

– Ah, você simplesmente respira – ela disse – Você respira e nada mais, na verdade.

Não bastassem os abusos por parte da mãe, Constance ainda foi vítima de abusos sexuais por parte não só do padrastro, mas também por parte de um dos vizinhos que frequentava sua casa.

Já li várias biografias. Sobre os assuntos mais variados. Sobre mulheres que passaram décadas em cárcere privado, mas jamais havia lido um livro como “Feia”, que retrata o sofrimento de uma criança, causado pela pessoa que mais deveria amá-la e protegê-la em toda sua vida: sua própria mãe.

Recomendo a leitura para quem é forte, porque o livro é realmente emocionante demais, os momentos de violência contra a personagem doeram em mim. Impossível sofrer o que Constance sofreu, mas ler o livro me fez imaginar os horrores pelos quais essa menina passou.



19
jan 2015

ARQUIVADO EM: Literatura

passoemfalsoMyron Bolitar #5

Autor: Harlan Coben

Editora: Arqueiro

Número de páginas: 272

Avaliação: 5/5

Sinopse: Ainda jovem, Myron Bolitar contou com a ajuda do treinador Horace Slaughter para começar a jogar basquete. O relacionamento dos dois era como o de pai e filho, mas com o tempo eles perderam contato e Myron abandonou o esporte. Dez anos depois de ver Horace pela última vez, Myron conhece Brenda, filha do antigo amigo e uma bela estrela do basquete. Trabalhando como agente de atletas, ele poderá fechar um contrato valioso com a jogadora se descobrir o paradeiro de Horace, que sumiu repentinamente após agredi-la. Desde então, Brenda começou a receber ameaças por telefone e a ser seguida. Myron não acredita na culpa do amigo e resiste a ser guarda-costas da moça, mas acaba cedendo. Determinada a não fazer papel de donzela indefesa, Brenda provoca uma atração irresistível em Myron, que vive um relacionamento amoroso debilitado. Porém, existe entre eles um abismo de corrupção e mentiras, além de segredos pelos quais muitos arriscariam a vida. Mesmo contra o bom senso, Myron segue investigando o caso. Disposto a conquistar o coração de Brenda, ele está ciente de que um passo em falso pode acabar matando os dois.

Já comecei a ler o livro ansiosa e com medo de que ele chegasse ao fim. Porque livros do Harlan me causam isso. Como sou apaixonada por ele e por seus livros, sempre começo um lançamento com medo que acabe. E com a certeza de que, ao final, vou me surpreender muito.

E com este livro não foi diferente.

Myron foi contratado por um amigo para proteger uma estrela do basquete, filha de um amigo das antigas, quando ele mesmo jogava. Brenda é linda, tem 25 anos e está recebendo ameaças, após seu pai ter desaparecido de forma suspeita.

Não bastasse isso tudo, Brenda ainda procura pela mãe, que foi embora, a deixando aos cuidados do pai, quando ela tinha apenas 5 anos de idade. Myron ao mesmo tempo que protege Brenda, tenta descobrir o paradeiro de Horace (pai de Brenda) e também procura por Anita, sua mãe.

É complicado falar sobre livros de suspense, porque corro o risco de soltar spoilers. Mas adorei a forma como Harlan, neste livro, escreveu sobre Myron e seu relacionamento com Win, Jessica e também sua amiga Esperanza. Achei que neste livro, Myron foi muito pressionado, obrigado a fazer várias escolhas. E até mesmo Win, que tem como único objetivo protegê-lo de forma incondicional, apoiando sempre e em tudo, acaba confrontando Myron em um momento na história.

– Acabou? Já satisfez sua necessidade de sentir-se moralmente superior?

– Que diabo significa isso?

– Você sabe do que sou capaz – disse Win devagar – Mesmo assim, continua recorrendo a mim.

E mais uma vez, quando estava faltando uns 20% para terminar o livro, achei que tivesse desvendado o mistério de toda a trama. Que bobagem a minha! Harlan de forma magistral, deu um desfecho surpreendente à história. Mesmo sabendo que ele é mestre em nos surpreender nas últimas páginas, fiquei embasbacada com o que ele fez com os personagens, a reviravolta, os papéis de cada um dentro da história, a revelação dos mistérios e segredos.

Um passo em falso, é como todos os livros de Harlan, quando a gente pega, não quer parar de ler, enquanto não chegar ao final. A leitura flui numa rapidez impressionante. Os personagens são apaixonantes.

E agora é esperar pelo próximo livro, porque o final me deixou meio que de coração partido….

Preciso dizer que dei 5 estrelas? Indico muito!!!

*Essa resenha foi escrita no dia 06/11 no meu blog pessoal (Simples Assim)

Livros com o personagem Myron Bolitar:

1) Quebra de Confiança (Deal breaker)
2) Jogada mortal (Drop shot) 
3) Sem deixar rastros (Fade away)
4) O preço da vitória (Back spin)
5) Um passo em falso (One false move)
6) The final detail
7) Darkest fear
8) A promessa (Promise me) lançando pela ARX
9) Quando ela se foi (Long lost)
10) Alta tensão (Live wire)



5
jan 2015

ARQUIVADO EM: Literatura

abalada A balada de Adam Henry

Autor: Justine Larbalestier

Editora: Companhia das Letras

Número de páginas: 200

Avaliação: 5/5

Poucos autores de língua inglesa são mais importantes na atualidade do que Ian McEwan. Em quarenta anos de carreira, ele compôs marcos da literatura contemporânea, como Amor sem fim (1997), Amsterdam (1998) e Reparação (2001).
Seus livros são conhecidos pela precisão da prosa, pela atmosfera de suspense e estranhamento e também pelas viradas surpreendentes da trama, que puxam o tapete do leitor ao final do livro.
Nos últimos anos, o traço decisivo de sua literatura tem sido a defesa da racionalidade científica contra os fundamentalismos religiosos. É esse o embate que está no cerne de A balada de Adam Henry.
A personagem central é Fiona Maye, uma juíza do Tribunal Superior especialista em Direito da Família. Ela é conhecida pela “imparcialidade divina e inteligência diabólica”, na definição de um colega de magistratura. Mas seu sucesso profissional esconde fracassos na vida privada. Prestes a completar sessenta anos, ela ainda se arrepende de não ter tido filhos e vê seu casamento desmoronar.
Assim que seu marido faz as malas e sai de casa, Fiona tem de lidar com o caso de um garoto de dezessete anos chamado Adam Henry. Ele sofre de leucemia e depende de uma transfusão de sangue para sobreviver. Seus familiares, contudo, são Testemunhas de Jeová e resistem ao procedimento.
O dilema não se resume à decisão judicial. Como nos demais casos que julga, Fiona argumenta com brilho em favor do racionalismo e repele os arroubos do fervor religioso. Mas Adam se insinua de modo inesperado na vida da juíza. Revela-se um garoto culto e sensível e lhe dedica um poema incisivo: “A balada de Adam Henry”.
Os sentimentos despertados pelo garoto a surpreendem e incomodam. A crise doméstica e o envolvimento emocional com Adam – que oscila entre a maternidade reprimida e o desejo sexual – desarrumam sua trajetória de vida exemplar, trilhada com disciplina espartana desde a infância.

Sabe quando você olha pro livro e a capa não tem nada de atrativo? Apesar de ter me sentido atraída pela sinopse (a parte que li), achei que não iria gostar da história. Mas “A balada de Adam Henry”, me surpreendeu.

Fiona é uma juíza durona, está prestes a completar 60 anos quando seu marido chega e diz que gostaria de viver uma relação “aberta”. Quer continuar morando com ela, mas quer ter uma vida sexual com outra mulher, que surpreendentemente, Fiona conhece. Ela fica enlouquecida e mesmo achando que vai sofrer demais, por terem uma vida toda juntos, pede pra que ele vá embora.

Mas Fiona não pode deixar sua vida profissional de lado. São muitos julgamentos, muitos casos importantes para serem julgados e dentre eles, ela tem que julgar o caso de Adam. Um garoto que completa 18 anos em 3 meses, que tem leucemia e é Testemunha de Jeová. Como Adam ainda não tem idade para decidir por si mesmo, seus pais querem impedir que ele receba transfusões de sangue, método que salvará sua vida. Mas que vai contra os preceitos de sua religião.

Fiona resolve que para dar seu veredicto, precisa falar diretamente com Adam, e vai até o hospital. Quando Fiona se encontra com Adam, percebe que mesmo que ele ainda não tenha atingido a maioridade é um rapaz seguro de si, firme em seus propósitos e cheio de sonhos. E a partir disso, ela decide ali, o futuro de Adam. E falar mais que isso não dá.

Mesmo o livro sendo curto, UAU!!! Que história linda e intensa. O autor soube falar sobre religião de uma forma leve. Mas a história toda, depois do encontro entre Fiona e Adam é de tirar o fôlego. Os sentimentos passados pelos personagens me deixaram emocionada. Sabe quando você lê dizendo “não acredito que isso está acontecendo!”?

Talvez a forma com que o livro termine não agrade a todos os leitores, mas eu terminei o livro com a certeza de que não poderia ser diferente. Fiquei tão emocionada que meu marido percebeu quando eu fechava o livro e perguntou o motivo e eu tive que contar a história (de maneira resumida) pra ele.

Esse livro é completamente diferente de todos que li até agora. Mesmo sendo uma obra de ficção, parecia tudo tão real! A escrita do autor é perfeita, inteligente, refinada. Mas não é complexa.

Indico demais a leitura!



15
dez 2014

ARQUIVADO EM: Literatura

Reconstruindo Amélia
Autor: Kimberly McCreight 
Editora: Arqueiro

Número de páginas: 352

Avaliação: 5/5

Sinopse: Kate Baron, uma bem-sucedida advo­gada, está no meio de uma das reuniões mais importantes de sua carreira quando recebe um telefonema. Sua filha, Amelia, foi suspensa por três dias do Grace Hall, o exclusivo colégio particular onde estuda. Como isso foi acontecer? O que sua sensata e inteligente filha de 15 anos poderia ter feito de errado para merecer a punição?
Sua incredulidade, no entanto, vai aos poucos se transformando em pavor ao deparar, no caminho para o colégio, com um carro de bombeiros, uma dúzia de policiais e uma ambulância com as luzes desligadas e portas fechadas. Amelia está morta. Aparentemente incapaz de lidar com a suspensão, a garota subiu no telhado e se jogou. O atraso de Kate para chegar a Grace Hall foi tempo suficiente para o suicídio. Pelo menos essa é a versão do colégio e da polícia. Em choque, Kate tenta compreender por que Amelia decidiu pôr fim à própria vida. Por tantos anos, as duas sempre estiveram unidas para enfrentar qualquer problema. Por que aquele ato impulsivo agora? Suas convicções sobre a tragédia e a pró­pria filha estão prestes a mudar quan­do, pouco tempo depois do funeral, ela recebe uma mensagem de texto no celular: Amelia não pulou. Alternando a história de Kate com registros do blog, e-mails e posts no Fa­cebook da filha, Reconstruindo Amelia é um thriller empolgante que vai surpreender o leitor até a última página.
Comecei a ler o livro por indicação de uma amiga e acho que não era o momento e acabei parando. Durante minha última viagem, retomei a leitura e fiquei me perguntando porque foi que desisti de ler, quando peguei pela primeira vez.
Amélia é uma adolescente de 15 anos, que tem uma melhor amiga, estuda num dos melhores colégios de Nova York e tem excelentes notas. Kate, a mãe de Amélia é uma advogada bem sucedida, que trabalha num grande escritório. As duas vivem sozinhas, Kate é mãe solteira e nunca contou maiores detalhes para  Amélia sobre seu pai.
Tudo parece normal, quando Amélia começa a fazer perguntas sobre o pai, até então, Kate ainda acha que é apenas curiosidade e mesmo com medo de ter que contar a verdade, acaba seguindo em frente.
Até que recebe um telefonema da escola, pedindo que vá até lá e ao chegar, descobre que Amélia se jogou do telhado, se suicidando.
Kate fica completamente arrasada. Se afasta do trabalho e de todos, porém, quando acha que vai retomar a vida, recebe uma mensagem anônima no celular, dizendo que Amélia não pulou. Com isso, tudo muda e ela passa a investigar o que realmente aconteceu com a filha e quem causou sua morte.
A história é de tirar o fôlego, cheia de suspense. É um livro intenso, que nos leva a pensar sobre a vida. Me fez refletir sobre a vida. Sobre como mesmo presentes, acabamos deixando de conhecer o que realmente se passa na vida de nossos filhos, em suas mentes.
Essa leitura foi uma das melhores do ano. Enquanto não descobri o segredo, não consegui largar e fiquei tão tensa e curiosa, que acabei pedindo spoiler pra Naiara (obrigada Nai, pela indicação e por me ajudar com a curiosidade). Mas mesmo com o spoiler, continuei lendo e mesmo sabendo antecipadamente o que aconteceria, o final, as revelações, foram de tirar o fôlego.
A autora faz a narrativa entre presente e passado. Amélia e sua mãe Kate, são as pessoas que narram o livro. E a narração de Amélia acontece inclusive até o momento em que ela cai do telhado. E UAU!!!! Que momento “perfeito” a autora criou. Realmente emocionante. Como eu já esperava por isso, fiquei tensa e ansiosa, achando que não iria me chocar, mas me choquei assim mesmo, tamanha a intensidade do momento criado pela autora.
O livro aborda vários temas: bullying, homossexualidade, traição, amizade, decepções, intrigas. Contém mensagens via Facebook, SMS’s, e-mails, mensagens via Whats App e tem até um blog secreto, que revela os segredos mais constrangedores dos alunos do colégio.
Reconstruindo Amélia é um livro forte, intenso e que nos faz refletir muito sobre a vida, sobre o que acontece ao nosso redor e muitas vezes, não enxergamos. Recomendo muito!



24
nov 2014

ARQUIVADO EM: Literatura

A menina de vidro
Autor: Jodi Picoult

Editora: Verus
Número de páginas: 529
Avaliação: 5/5
Sinopse: Até onde você iria para garantir o futuro de um filho? Quando Willow nasce com osteogênese imperfeita, uma doença grave que a faz ter ossos extremamente frágeis, seus pais, Charlotte e Sean, ficam arrasados – a menina vai sofrer centenas de fraturas ao longo de sua existência e ter uma vida de dor. Se ela casualmente tropeçar e cair, pode ter uma fratura exposta e passar os seis meses seguintes numa tala ortopédica que envolve metade de seu corpo e a impede de andar. Depois de anos de cuidados constantes com Willow, sua família está à beira da falência. Até que uma dupla de advogados oferece a Charlotte uma oportunidade de salvação: processar sua obstetra por nascimento indevido – ou seja, por não ter diagnosticado a doença de Willow cedo o bastante para que sua mãe pudesse optar por um aborto. A indenização pode assegurar a Willow um futuro tranquilo, mas para consegui-la Charlotte tem que processar a dra. Piper Reece, sua obstetra e melhor amiga – e afirmar perante o júri que gostaria que sua filha nunca tivesse nascido… Profundamente tocante, ‘A Menina de Vidro’ nos leva ao coração de uma família ligada pela tragédia, pela vontade desesperada de impedir que seus laços se rompam e, acima de tudo, pela imensa capacidade de amar. Com a graça e a sabedoria que a tornaram famosa, Jodi Picoult nos oferece neste livro uma história inesquecível sobre a fragilidade da vida e até onde estamos dispostos a ir para protegê-la.
Escrever sobre os livros da Jodi Picoult é sempre um prazer. Adoro os livros da autora. Sempre tão cheios de drama, de emoção, são livros de ficção, mas inspirados em fatos reais, na maioria das vezes sobre doenças, sobre bullying e vários outros temas que acabam mexendo muito com a gente.
E neste livro, a autora conta a história de Charlotte, uma mãe, que descobre que o bebê que espera tem uma doença chamada osteogênese imperfeita, conhecida popularmente como ossos de vidro ou ossos de cristal. Isso acontece com 27 semanas de gestação e quem descobre é sua amiga e tão obstetra, Piper.
Charlotte dá à luz, num parto prematuro à Willow, que quando nasce já teve 7 fraturas dentro do útero e passa por várias outras no momento do nascimento. Quando completa 5 anos, Willow já teve mais de 50 fraturas, em várias partes do corpo. A família acaba tendo uma vida limitada e quando decidem fazer uma viagem à Disney, durante a viagem, Willow fratura os dois fêmures. Como a carta de seu ortopedista foi esquecida em casa, os pais de Willow são acusados de maus tratos. Ficam presos por um noite, Willow fica internada e sua irmã Amélia, acaba indo pra um lar assistencial.
Depois desse episódio, Sean, pai de Willow decide entrar com ação contra as pessoas que os fizeram passar por esse constrangimento, porém, são orientados pelo escritório que procuraram a processar a Piper, a amiga e obstetra. Segundo eles, ela deveria ter “detectado” a doença no primeiro ultrassom e deveria ter dado a chance de Charlotte optar pelo aborto.
Não bastassem todos os problemas, as constantes fraturas de Willow, o desgaste com o processo, Sean, por discordar da decisão de Charlotte em processar a própria amiga, acaba pedindo o divórcio. O que traz ainda mais transtornos à toda família.
Com o processo, as duas famílias são afetadas, principalmente as crianças. E Amélia, a irmã mais velha de Willow, acaba perdendo a amizade de Emma, filha de Piper. Com isso, Amélia passa a se cortar e passa a provocar vômitos sempre que come. Tudo isso, acaba passando despercebido pela família. Só é revelado, quando uma tragédia quase acontece com Willow.
O livro é narrado por todos os personagens, inclusive a advogada contratada por Charlotte, que também tem sua história narrada, paralelamente. Todos os personagens fazem a narrativa como se estivessem falando diretamente com Willow. Que também tem um capítulo onde ela é a narradora. O último capítulo, que foi o que estraçalhou meu coração em mil pedaços.Jodi Picoult sabe mexer com os leitores. A gente se sente parte da história. Acaba sentindo as emoções de todos os personagens, se sente parte do drama e sofre junto. E nossa!!! Como esse livro me fez sofrer. Acabei aprendendo mais sobre a doença e me coloquei no lugar de Charlotte, a mãe de Willow. Que foi muito julgada por todos, por acharem que o interesse dela era única e exclusivamente no dinheiro que a ação lhe resultaria. Mas que estava pensando no futuro de Willow. É um livro que nos faz pensar sobre o amor de mãe, amor incondicional. Talvez, quem ainda não tenha filhos, se pergunte se realmente a atitude de Charlotte foi correta. Talvez, até quem seja mãe questione sua atitude, mas Charlotte foi movida pelo amor incondicional. Foi uma mãe leoa, protegendo sua cria.E o final. Ahhhhh….o final. O final é super digno do talento de Jodi. Ao mesmo tempo que a gente pensa em odiá-la por nos faz chorar, a gente a ama por ser tão perfeita. Quem conhece a autora sabe que ela não é famosa por finais felizes e o que posso dizer é que A menina de vidro dilacerou meu coração. Mas o livro vale cada página lida, cada lágrima vertida. Indico muito.Enquanto lia o livro, procurei mais detalhes sobre a doença e aproveito pra colocar aqui alguns dos links que encontrei:
Osteogênese Imperfeita – pelo Dr. Dráuzio Varella
Ossos de vidro – Brasil Escola (R7)
E aqui uma reportagem sobre um bebê do Amapá, que foi diagnosticado com osteogênese imperfeita ao nascer, e que teve várias fraturas durante o nascimento: http://migre.me/n4M5L






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