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7
nov 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

Título Original: The Handmaid’s Tale

Título no Brasil: The Handmaid’s Tale

Criador: Bruce Miller

Gênero: Drama/Ficção Científica

Ano de Lançamento: 2017

Sinopse: Depois que um atentado terrorista ceifa a vida do Presidente dos Estados Unidos e de grande parte dos outros políticos eleitos, uma facção católica toma o poder com o intuito declarado de restaurar a paz. O grupo transforma o país na República de Gilead, instaurando um regime totalitário baseado nas leis do antigo testamento, retirando os direitos das minorias e das mulheres em especial. Em meio a isso tudo, Offred é uma “handmaid”, ou seja, uma mulher cujo único fim é procriar para manter os níveis demográficos da população. Na sua terceira atribuição, ela é entregue ao Comandante, um oficial de alto escalão do regime, e a relação sai dos rumos planejados pelo sistema.

Baseado no livro homônimo da autora canadense Margaret Atwood, que no Brasil ganhou o título de O Conto da Aia. The Handmaid’s Tale narra a história de um mundo devastado, sem leis ou direitos, onde as pessoas são separadas por castas: as Martas, que são mulheres designadas para cuidar da casa, as Esposas, cujo papel é unicamente seguir e acatar as ordens dos maridos denominados Comandantes, as Tias, que são uma espécie de recrutadoras de mulheres e finalmente as Aias, moças em idade reprodutiva que são levadas para as casas dos comandantes no intuito único e exclusivo de procriar.

Porém, as mulheres não se voluntariam para ser Aias, na verdade elas são levadas contra a vontade, afastadas de seus entes queridos, perdendo qualquer tipo de contato com seus maridos e filhos, passando a viver sob um regime de escravidão.

Nessa trama surreal, o diretor Bruce Miller retrata com riqueza de detalhes, a vida das Aias, todo o sofrimento e solidão a que elas são submetidas. É angustiante, revoltante e estarrecedor acompanhar o que acontece em Gilead.

“Meu nome é Offred. Eu tinha outro nome, mas agora é proibido. Tantas coisas são proibidas agora.”

 

A atriz Elizabeth Moss esta simplesmente perfeita no papel de Offred e o comandante vivido por Joseph Fiennes, me fez esquecer completamente o jovem astro do teatro londrino de Shakespeare Apaixonado, tamanha a autenticidade de sua interpretação!

Mas, essa história não é propriamente uma novidade, uma vez que já existem diversos filmes e peças teatrais inspirados na distopia. Porém, com o sucesso da nova série, o livro de Margareth Atwood, originalmente lançado em 1986, ganhou nova capa, o que consequentemente chamou a atenção para novos leitores.

Não é para menos, com um elenco afiado, fotografia belíssima, figurino impecável e trilha sonora certeira, foi praticamente impossível não acompanhar.

The Handmaid’s Tale ainda não foi transmitida no Brasil, mas, ao que tudo indica, o Paramount Channel arrematou os direitos de transmissão e muito em breve teremos a produção por aqui também.

Lançada pela plataforma de streaming Hulu, a série narra o enredo distópico mais aterrorizante que já vi! Com um final interessante e um bom mote para uma próxima temporada, essa continuação promete ser ainda mais assustadora.

A segunda temporada que já esta sendo gravada, contará com 13 episódios e deve ser lançada em abril de 2018. Só nos resta aguardar o desenrolar dos fatos! Assistam a série, leiam o livro, vale muito a pena conhecer a escrita maravilhosa de Margareth Atwood aliada a genial direção de Bruce Miller.

 

 



31
ago 2016

ARQUIVADO EM: Literatura

Frozen-capaFrozen #1
Autor:
Melissa de La Cruz e Michael Johnston
Título original:
 
Frozen – Heart of Dread
Editora:
Bertrand Brasil
Número de páginas:
308
Avaliação: 
2/5
Onde comprar: Amazon | Americanas | Saraiva | Submarino

Sinopse: “Bem-vindo a Nova Vegas, uma cidade antes repleta de brilho, agora coberta de gelo. Com grande parte do planeta agora destruído, o lugar só conhece uma temperatura: a congelante. Lá encontramos Natasha Kestal, uma jovem crupiê à procura de uma saída. Como muitos, ela ouviu falar de um lugar mítico simplesmente chamado de Azul, um paraíso onde o sol ainda brilha e as águas são azul turquesa — e um lugar onde Nat e seus semelhantes não serão perseguidos, mesmo que seu segredo mais obscuro venha à tona. Mas o caminho para o Azul é traiçoeiro, senão impossível de atravessar, e sua única chance é apostar em um grupo de mercenários liderados pelo arrogante Ryan Wesson para conduzi-la a seu destino. Ciladas e perigos os aguardam em cada esquina, à medida que Nat e Wes se veem inexoravelmente atraídos um pelo outro. Mas seria possível o amor verdadeiro sobreviver a mentiras? Corações em chamas colidem nesta trama sobre a maldade do homem e o incrível poder que existe dentro de cada um de nós.”

Após um grande desastre, o mundo deixou de ser o que era antes. Grande parte da população foi dizimada, os animais e plantas são praticamente inexistente e a poluição é predominante. A única temperatura existente é a congelante. Todos tem cabelos e olhos escuros, caso você seja diferente, você é um “marcado” e precisa se esconder. Os marcados são conhecidos por terem poderes especiais, mas são indesejados e caçados pelos militares. Natasha (ou Nat) é uma marcada, e acabou de fugir de uma instituição que aprisiona os marcados. Devido ao uso de lentes, ela consegue se misturar aos considerados normais e vive sua vida de forma discreta, como crupiê em uma cassino em Nova Vegas, uma das únicas cidades sobreviventes.

Nat tem esperanças de encontrar o Azul, um lugar que todos acreditam ser uma lenda, onde o calor ainda existe, onde os oceanos são limpos e a comida é abundante. Os ataques aos marcados estão cada vez piores e constantes, nat precisa fugir dali. A garota então encontra um mapa, que pode levá-la ao Azul, mas para isso vai precisar da ajuda de um grupo de mercenários, liderados pelo esnobe Ryan Wesson. Nat não confia em Wes, e nem ele nela. No entanto a atração é inevitável, e cercados de perigos e lugares sombrios, eles vão ter que aprender a cuidar um do outro, mesmo imersos em diversos segredos.

“Marcas de Mago, sussurravam os ciganos, videntes que liam mãos e cartas de tarô nos becos escuros de Vegas. Já começou. Outros sairão do gelo e virão para o nosso mundo.

É o fim.

O fim do começo. O começo do fim.”

Antes de qualquer coisa, preciso dizer que esse livro nada tem a ver com o filme da Disney, de mesmo nome. Só para tirar a dúvida mesmo hehehe.

Quando soube do lançamento de Frozen, fiquei muito curiosa, nunca li nada da Melissa de la Cruz, mas sempre ouvi falarem muito bem de suas obras. No entanto, acabei me decepcionando com o andamento da história.

Melissa de La Cruz escreve a trama juntamente com seu marido, Michael Jonhston, e talvez essa parceria não tenha funcionado tão bem, pelo menos para mim. A trama é instigante, o plot chama a atenção e me fez ficar bastante empolgada. Frozen é narrado em terceira pessoa, alternando o ponto de vista de Nat e Wes a cada capítulo. A obra é dividida em cinco partes, o que tornou a leitura rápida e dinâmica.

Infelizmente os autores inseriram uma porção de elementos e novos personagens, transformando tudo numa grande salada. Nat e Wes são personagens ótimos, mas não me convenceram como casal, não consegui me conectar com o romance e nem torcer por eles. Separados eles eram interessantes, juntos eram mais do mesmo.

As duas primeiras partes correram de maneira muito agradável, o que aumentou minhas expectativas, mas depois a coisa degringolou e fiquei bem decepcionada. No entanto, a distopia é bem presente e os autores conseguiram passar uma boa mensagem, sobre o cuidado com o meio ambiente, e em o que os humanos estão se tornando. Se os elementos fantasiosos não tivessem sido tão explorados (de forma exagerada e às vezes desconexas), eu provavelmente teria dado uma nota maior ao livro.

“Frozen – Mundo de Gelo, Coração de Fogo” é um livro repleto de aventura e muita magia, de leitura rápida e fácil. Apesar de não ter gostado tanto assim, ainda tenho curiosidade ler os livros seguintes (são três ao todo). Como gosto não se discute, se você se interessou, acho que vale a pena ler e tirar suas próprias conclusões. 🙂



20
maio 2016

ARQUIVADO EM: Literatura

a-rainha-vermelhaA Rainha Vermelha #1
Autor:
Victoria Aveyard
Título original:
Red Queen
Editora: Seguinte
Número de páginas:
424
Avaliação: 
5/5
Onde comprar: Amazon | Americanas | Saraiva | Submarino

O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe – e Mare contra seu próprio coração.

A Rainha Vermelha foi um livro que me agradou MUITO, ainda que seja praticamente uma colcha de retalhos repleta de referências. O que torna essa leitura tão boa (pelo menos para mim), é que mesmo com referências e clichês, Victoria Aveyard conseguiu criar uma trama envolvente, e de certa forma surpreendente.

No universo onde a trama se desenrola, as pessoas são dividas entre os que possuem sangue vermelho, e os que possuem sangue prateado. Os vermelhos são os trabalhadores braçais, que vivem na extrema misérias e dedicam suas vidas a elite prateada, que incluem o rei e sua família. Os prateados são dotados de poderes sobrenaturais, superforça e domínio de elementos são alguns dos exemplos de prateados. Devido a essas características, eles são temidos pelo povo vermelho.

“A verdade não importa. Só importa aquilo em que as pessoas acreditam.”

A protagonista, Mare, sabe que seu destino é servir ao exército – assim como seus dois irmãos mais velhos -, já que não possui nenhuma habilidade e não é aprendiz em nenhuma profissão. Ela sabe que quando precisar partir, sua família ficará em uma situação ainda mais miserável, já que nem mesmo o dinheiro dos roubos que costuma cometer irá ajudá-los. Quando a oportunidade de trabalhar no palácio real aparece, Mare aceita. No entanto, durante uma importante cerimônia real, Mare descobre que ainda que seu sangue seja vermelho, ela possui um estranho poder. A fim de evitar questionamentos, e entender a razão de Mare ter um poder, a família real convence a todos de que Mare é uma prateada, e a fazem se tornar noiva do príncipe mais novo, Maven.

Mare conhece na pela o sofrimento dos vermelhos, e ser chamada de prateada não a deixa nem um pouco feliz, mas talvez essa seja uma chance de mudar a vida de sua família e trazer justiça ao seu povo. Assim, Mare se torna Marena, e começa a fazer parte de um intrincado jogo de poder e mentiras.

“Viraram-me do avesso, trocaram Mare por Marena, a ladra pela coroa, trapos pela seda, vermelho por prateado. Esta manhã eu era uma criada; à noite, sou princesa.”

O cenário governamental da trama é bem desenvolvido e convincente, nos vemos rodeados por intrigas, mentiras, artimanhas e manipulações em busca de poder. Os vermelhos estão cansados de serem subjugados, e estão prontos para uma rebelião, o que torna a guerra iminente. Maren, Maven e o príncipe mais velho – Cal, se envolvem em um complicado triângulo amoroso, que fica bem no centro de todos os conflitos. Detesto triângulos amorosos, mas esse não foi o destaque da história, ele coube bem no enredo e fez sentido ao final.

“Todo mundo pode trair todo mundo.”

A narrativa de Victoria Aveyard é totalmente fluída e envolvente, o clima de tensão permeia toda a leitura e eu mal pude desgrudar do livro. Uma mistura de fantasia, romance, guerras e muita aventura faz de A Rainha Vermelha um livro que merece ser lido o quanto antes. Sim, você vai se lembrar de outras histórias durante a leitura, mas em nenhum momento isso foi um ponto negativo para mim, Aveyard deu um fôlego novo ao que já era conhecido e transformou A Rainha Vermelha em um livro memorável, para mim.

Mare é uma boa personagem, e ainda que tenham alguns pequenos erros de julgamento, sua coragem e determinação são admiráveis. Os demais personagens foram lindamente caracterizados, sentimos simpatia, raiva e desprezo em diversos momentos. O que eu creio ser exatamente o intuito da autora.

“Você é a mudança controlada, do tipo em que as pessoas podem confiar. Você é a chama lenta que pode dissipar uma revolução com um punhado de discursos e sorrisos.”

Se você não aprecia romance, não precisa se preocupar, pois esse não é o foco da leitura. O final não me surpreendeu totalmente, mas foi bastante impactante. Quero muito começar a leitura do segundo livro! Os direitos de filmagem já foram vendidos para a Universal, e preciso dizer que minhas expectativas em relação ao filme são bem altas, espero que eles caprichem. Leitura mais do que recomendada! 

“Erga-se, vermelha como a aurora.”

Clique no leia mais e participe do sorteio 😀 😀



23
nov 2015

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

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Em março eu li o livro “A 5ª Onda” e contei para vocês – na resenha – o quanto amei a história e o quanto eu estava empolgada com a adaptação literária. Pois bem, o filme estreia em janeiro de 2016 e já tem um trailer incrível, que me deixou ainda mais ansiosa para conferir a adaptação nas telonas!

Alex Roe; Chloe Grace Moretz

Sinopse: No novo filme A 5ª Onda, quatro ondas consecutivas de ataques cada vez mais mortais dizimaram boa parte do planeta Terra. Vivendo em um ambiente de medo e desconfiança, Cassie (Chloë Grace Moretz) está em uma corrida desesperada na tentativa de salvar seu irmão menor. Enquanto ela se prepara para a inevitável e letal quinta onda, Cassie se alia à um jovem rapaz que pode ser sua esperança final – se ao menos ela pudesse confiar nele.

A série possui três livros:  o primeiro A 5ª Onda, o segundo “O Mar Infinito” e o terceiro “A Última Estrela”, que será lançado no primeiro semestre de 2016, nos Estados Unidos. O primeiro e segundo livro foram lançados, no Brasil, pela Editora Fundamento, as edições estão lindas, vale a pena comprar (inclusive o 1º livro está com um desconto incrível no site da editora).

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O elenco conta com Chloë Grace Moretz, Nick Robinson, Alex Roe, Liev Schreiber e outros. Confiram agora o trailer incrível, e depois me contem se vocês também estão empolgados!

A adaptação de “A 5ª Onda” está prevista para 14 de janeiro de 2016. Para outras informações, acompanhe o Facebook oficial do filme



13
abr 2015

ARQUIVADO EM: Literatura

Reboot-livroseblablablaAutora: Amy Tintera
Editora: Galera
Número de páginas: 350
Avaliação:  5/5
Onde comprar: Submarino

Um perigoso vírus se espalhou e praticamente dizimou a população do Texas. A partir dai alguns humanos começaram a retornar da morte. Os Reboots são fortes, rápidos e implacáveis, e não, eles não são como os zumbis que estamos acostumados a ver, eles são praticamente iguais a nós. Quanto mais tempo eles demoram para retornar a vida, menos traços de humanidade são conservados. Wren Connolly demorou impressionantes 178 minutos para reinicializar.

A garota hoje tem 17 anos, mas já é uma Reboot há cinco. Wren é a mais forte e temida de todos e trabalha para a CRAH, a Corporação de Repovoamento e Avanço Humano, desde sua reinicialização. Sua infância foi bastante turbulenta e Wren considera a morte como um alivio ao sofrimento que sempre viveu, sendo assim ela adora o seu trabalho e o executa com maestria. Não importa se ela precisa matar alguns rebeldes durante suas missões, a ordem precisa ser mantida. Ela simplesmente não se incomoda em receber ordens, ela se sente grata por ter abrigo e comida e vive bem assim.

Além de sair em missões em busca de humanos e Reboots rebeldes, Wren treina os novos Reboots. Seus incríveis 178 minutos fazem com que ela tenha privilégios, e possa escolher quais reboots ela quer treinar. Wren sempre escolhe os melhores, aqueles que ficaram mais tempo mortos. No entanto, quando Callum Reyes, um mero 22, chega com a nova leva de reboots, Wren fica intrigada, o jovem sorri demais e está sempre olhando para ela, além disso ele tem seu lado humano bastante presente e com certeza seria um fracasso nas missões. Sem saber explicar o motivo, Wren decide treinar Callum.

A partir de então a vida da temida 178 começa a mudar, Callum está cheio de dúvidas e questionamentos sobre a CRAH, e a convivência com ele acaba fazendo com que Wren também queira entender como as coisas realmente funcionam.

Reboot foi uma agradável surpresa. Com uma premissa bastante original, essa distopia conseguiu me prender totalmente e – em minha opinião – garantiu cinco merecidas estrelas.

A narrativa em primeira pessoa nos aproxima totalmente de Wren, ainda que ela pareça não ter emoções eu consegui me conectar a ela de imediato. Ela é forte, durona, decidida e implacável. A 178 é sempre a primeira opção da CRAH quando se trata de uma missão mais complexa, ela nunca falhou, e aqueles que são treinados por ela também não.

A vida de Wren não foi nada fácil, então é compreensível que ela se sinta feliz em ter um abrigo e comida. Em contrapartida temos Callum, que teve uma boa vida, e ainda não conseguiu se adaptar a “nova vida”, ele ainda se sente humano, ele ainda tem as mesmas emoções – o personagem é alma do livro, depois dele tudo começa a se transformar.

Amy Tintera tem uma narrativa rápida e fluída, a ação é constante e todos os personagens são bem construídos, de tal forma que eu fiquei ansiosa para conhecer mais sobre todos eles. Wren e Callum se completam, o relacionamento dos dois é construído de maneira progressiva, nada forçado. A autora soube conduzir a trama de maneira que nossos olhos fossem abertos juntamente com os de Wren, gostei da importância que Amy Tintera deu à parte política da história. Os cenários também foram bem descritos, eu pude facilmente visualizar a cidade.

O final é emocionante, e deixa uma boa abertura para o segundo livro – Rebel -, ainda sem data de lançamento no Brasil. Espero de coração não me decepcionar com a sequência, pois Amy Tintera tem uma história sensacional em mãos. Os direitos de adaptação já foram vendidos para a 21th Century Fox e já posso imaginar o grande sucesso que o filme será. Se você gosta do gênero, Reboot é uma leitura obrigatória. Super-recomendo!!

 E para quem gosta, também tem resenha em vídeo. \o/

Se gostou, não esqueça de clicar em gostei e se inscrever no canal. =)



6
mar 2015

ARQUIVADO EM: Literatura

5ondaA 5ª Onda #1

Autor: Rick Yansey

EditoraFundamento

Número de páginas: 367

Avaliação: 5/5

Depois da primeira onda, só restou a escuridão. Depois da segunda onda, somente os que tiveram sorte sobreviveram. Depois da terceira onda, somente os que não tiveram sorte sobreviveram. Depois da quarta onda, só há uma regra: não confie em ninguém. Agora inicia-se A QUINTA ONDA. No alvorecer da quinta onda, em um trecho isolado da rodovia, Cassie foge deles. Os seres que parecem humanos, que andam pelo campo matando qualquer um. Que dispersaram os últimos sobreviventes da Terra. Cassie acredita que, estar sozinho é estar vivo, até que conhece Evan Walker. Sedutor e misterioso, Evan Walker pode ser a única esperança de Cassie para resgatar seu irmão — ou até a si mesma. Mas Cassie deve escolher entre a esperança e o desespero, entre a rebeldia e a entrega, entre a vida e a morte. Entre desistir ou contra atacar.

As pessoas viviam suas vidas tranquilamente, até o momento que uma imensa nave se instalou no céu e permaneceu ali, sem nenhuma explicação. O governo disse que eles estavam seguros, mas a verdade não era bem assim. Na 1ª onda a energia foi completamente desligada e toda a tecnologia inutilizada, na 2ª onda Tsunamis e inundações dominaram as áreas litorâneas, na 3ª, uma peste violenta se espalhou por grande parte da população, na 4ª os poucos sobreviventes começaram a ser perseguidos pelos silenciadores. Cassie é uma sobrevivente, e agora precisa se proteger, enquanto a 5ª onda começa.

Cassie – de Cassiopeia – sobreviveu. Ela faz parte dos 3% da população que não foi eliminada, por alguma razão ela é imune. Sua mãe foi atingida pela peste, e seu irmão levado por aquele que ela imaginou serem soldados, mas agora ela não tem certeza de quase nada. Sua única certeza é que precisa encontrar Sammy, seu irmãozinho de cinco anos, para quem fez uma promessa. Sozinha, ela precisa se esforçar para sobreviver enquanto tenta encontrar pistas que a levem até Sammy.

“Desistir de ter esperanças mata antes que você morra. Muito antes que você morra.”

O problema é que os silenciadores estão por toda a parte, e eles são incrivelmente bons. A única companhia de Cassie é o seu fuzil e um ursinho de pelúcia, que Sammy deixou com ela, caso ela sentisse medo. É uma invasão alienígena, não há dúvidas quanto à isso, mas eles nunca foram vistos e não entraram em contato de nenhuma forma, como os “outros” realmente são? Cassie não sabe, o que ela sabe é que não pode confiar em ninguém.

“Nesse ponto o jogo acabou. Fome, doenças, animais selvagens: é só uma questão de tempo para que os últimos isolados sobreviventes morram.”

No entanto ela encontra Evan Walker, que a salva quando ela provavelmente iria morrer e se mostra um rapaz doce e prestativo. Mas ele esconde segredos, isso é claro, Cassie precisa confiar em seus instintos.

A narrativa de A 5 onda é apenas BRILHANTE. Tudo gira em torno de Cassie e Zumbi, um outro personagem que vamos conhecer no decorrer da trama, ele milagrosamente sobreviveu à peste e está sendo treinado em um campo de concentração “perfeitamente seguro”. Em primeira pessoa, ora vemos o que acontece com Cassie, ora vemos o que acontece com Zumbi e gradativamente descobrimos qual a ligação deles e o impacto que isso terá na história.

Temos ainda dois outros narradores, que são igualmente fantásticos, eles tem poucos capítulos, mas é o suficiente para nos apegarmos totalmente a eles. Não vou dizer quem são, pois o gostoso é ir sendo surpreendido aos poucos. Inclusive, é só isso mesmo que vou dizer sobre a trama, o que me fez gostar tanto assim foi justamente a surpresa, o inesperado, e o brilhantismo do autor, claro.

Eu gosto de ficção cientifica, e gosto de histórias com Aliens, mas Rick Yansey elevou o nível. Ele fugiu dos clichês e tornou tudo tão possível, que é muito difícil não se envolver na história, se sentir parte de tudo isso. A construção dos personagens foi minuciosamente pensada, eu me apeguei a todos eles e queria que todos se dessem bem. Yansey não poupa sangue, mortes e sofrimento. Mas, ainda assim a esperança, o amor e a amizade estão bem presentes.

“A crueldade não é um traço da personalidade. A crueldade é um hábito.”

Os vilões são realmente vilões, do tipo que você vai sentir asco quase que imediatamente. Uma rede de mentiras e enganos é tecida e vamos desvendando tudo junto com os personagens centrais. E tem romance também, um romance nada meloso e que encaixou-se perfeitamente na história.

(…) “O que esse sujeito tem que me faz querer estapeá-lo e beija-lo, correr dele e para ele, atirar meus braços ao redor dele e lhe dar uma joelhada na virilha, tudo e ao mesmo tempo?”

Fui atingida por uma avalanche de sentimentos durante toda a leitura, eu realmente não esperava tanta profundidade nesse livro. Quando realmente descobrimos do que se trata a 5ª onda, eu não pude contar uma revolta imensa. A 5ª Onda se tornou um dos meus livros favoritos, e eu estou maluca para ter a continuação em mão imediatamente. O Mar Infinito tem tudo para ser ainda mais intenso e avassalador.

Recomendo COM CERTEZA! E para a minha alegria, os direitos do livro já foram vendidos e a gravação do filme finalizada. Chloe Grace Moretz viverá Cassie, e os outros personagens centrais você pode conferir AQUI. Fico na torcida para que seja feito um bom trabalho nessa adaptação, pois a trama tem tudo para ser o maior sucesso!



17
jan 2015

ARQUIVADO EM: Literatura

o-que-restou-de-mimAs Crônicas Híbridas #1

Autor: Kat Zhang

Editora: Galera

Número de páginas: 320

Avaliação: 4.5/5  | Skoob

Sinopse: Addie e Eva são híbridas duas almas no mesmo corpo. Em sua realidade, todos nascem assim mas, ainda na infância, uma das almas torna-se dominante. Mas isso nunca acontecia com as duas. Considerados instáveis e perigosos, os híbridos foram perseguidos e eliminados das Américas. E quando o segredo delas é ameaçado, Eva e Addie descobrirão da pior forma que há muito mais sobre os híbridos do que os noticiários de TV e os livros de história contam.

Quando vi a resenha da Jacqueline (My Book Lit) sobre o livro O que restou de Mim eu tive certeza de que precisava lê-lo imediatamente. Apesar disso, eu não esperava nada surpreendente, já que esse é o primeiro romance da autora – Kat Zhang, eu queria lê-lo porque achei a história bem interessante, mas não esperava nada além. E para minha alegria, Kat Zhang mostrou que é realmente talentosa, e criou um realidade distópica bem convincente, além de personagens fortes e decididos.

Addie e Eva são duas almas, que habitam o mesmo corpo. O que é perfeitamente normal, no mundo criado por Zhang. Alguns anos após o nascimento, uma das almas – a recessiva – desvanece, dando lugar apenas a alma dominante. Isso é o que deveria ter acontecido com Addie e Eva, mas por alguma razão elas não se separaram, e continuam habitando o mesmo corpo, ainda que Eva não tenha domínio nenhum sobre os movimentos e a fala. O problema é que isso não é algo aceitável, e os híbridos (aqueles que mantem a alma recessiva) são perseguidos, considerados um grande perigo à sociedade.

Ao mesmo tempo em que tentam entender um pouco mais sobre os híbridos, Addie e Eva vão precisar ser extremamente cuidadosas, para proteger o segredo das duas.

“Passei aquelas horas em um mundo de sonhos incompletos enquanto Addie entrava em pânico e gritava para que eu voltasse. Ela só admitiu isso pra mim mais de um ano depois, no entanto eu tinha sentido o medo dela quando retornei, confusa e com os olhos enevoados. Havia percebido seu alívio.”

A narrativa de Kat Zhang é fluida e intensa. A autora – de apenas 19 anos – sabe bem como lidar com a mente de Addie e Eva, tornando-as únicas, ainda que no mesmo corpo. As características de cada uma são bem marcadas. Eva é a alma recessiva, mas a narrativa em primeira pessoa sob o seu ponto de vista mostra o quanto ela é forte. O romance é praticamente inexistente, o foco é no relacionamento de Addie e Eva, na busca por respostas. Fiquei impressionada com a força do vinculo entre as duas, e no quanto elas mesmas conseguiam respeitar suas individualidades. Os outros personagens também foram trabalhados de forma impecável, tenho vários preferidos.

“Às vezes me pergunto como teria sido. Se nunca tivéssemos nos definido.

Se nunca tivéssemos aprendido a odiar a nós mesmas. Nunca tivéssemos permitido que o mundo enfiasse uma divisão entre nós, forçando-nos a nos tornar Addie-ou-Eva, não Addie-e-Eva. Tínhamos nascido com os dedos de nossas almas entrelaçados. E se nunca os soltássemos?”

Não posso dizer mais nada sobre a trama, porque a beleza está em ler sem saber nada de antemão. Muita coisa acontece, não há tempo para tédio nessa leitura, mas ainda assim é um livro bem introdutório e varias perguntas ficaram sem respostas, estou bem ansiosa para ter o segundo livro em mãos. Eu realmente gostei da trama, acho que a melhor palavra para defini-la é: originalidade.

Kat Zhang merece o meu aplauso, e torço muito para que o segundo livro seja ainda melhor. O que restou de mim é uma leitura empolgante, que merece a sua então. Recomendo.

As Crônicas Híbridas

  1. O Que Restou de Mim
  2. Once We Were
  3. Echoes of Us



23
out 2014

ARQUIVADO EM: Literatura
Depois de todos acharem que a Série A Seleção chegava ao fim no terceiro volume, Kiera Cass surpreendeu a todos, escrevendo mais um volume. O livro tem lançamento previsto para maio de 2015.

Confiram a sinopse:

Vinte anos atrás America Singer participou d’A Seleção e conquistou o coração do Príncipe Maxon. Agora chegou a hora da Princesa Eadlyn lidar com a Seleção ela mesma. Eadlyn não espera que sua Seleção seja sequer parecida com o amor de conto de fadas de seus pais. Mas quando a competição começa, ela deve descobrir que encontrar seu próprio final feliz não é tão impossível quanto ela sempre pensou.

E abaixo, um vídeo com algumas cenas dos bastidores da produção da capa de The Heir:

 Vídeo retirado do blog Burn Book
Eu simplesmente AMEI essa capa. Achei linda demais. E vocês, gostaram?



7
ago 2014

ARQUIVADO EM: Literatura

Silo #1
Autor: Hugh Howey        

Editora: Intrínseca 
Número de páginas: 500
Avaliação: 5/5

O que você faria se o mundo lá fora fosse fatal, se o ar que respira pudesse matá-lo? E se vivesse confinado em um lugar em que cada nascimento precisa ser precedido por uma morte, e uma escolha errada pode significar o fim de toda a humanidade? Essa é a história de Juliette. Esse é o mundo do Silo. Em uma paisagem destruída e hostil, em um futuro ao qual poucos tiveram o azar de sobreviver, uma comunidade resiste, confinada em um gigantesco silo subterrâneo. Lá dentro, mulheres e homens vivem enclausurados, sob regulamentos estritos, cercados por segredos e mentiras.

Para continuar ali, eles precisam seguir as regras, mas há quem se recuse a fazer isso. Essas pessoas são as que ousam sonhar e ter esperança, e que contagiam os outros com seu otimismo.
Um crime cuja punição é simples e mortal.
Elas são levadas para o lado de fora.
Juliette é uma dessas pessoas.
E talvez seja a última |Skoob|
Silo é uma imensa estrutura, de 144 andares subterrâneos. As pessoas vivem ali pois a terra se tornou inabitável, quem sai do silo morre em poucos minutos, o ar é totalmente nocivo. Toda a estrutura é bem dividida, em diversos setores como TI, Suprimentos e Mecânica.
A trama começa mostrando o xerife Holston, que três anos após a morte de sua esposa, decide sair do Silo, ele então é enviado para a limpeza. Essa limpeza é a forma como os comandantes do Silo resolveram punir os infratores, as pessoas são enviadas para o lado de fora da estrutura e precisam fazer a limpeza das câmeras externas, que são a única forma de visualizar a terra, ou o que sobrou dela.
Com a morte do xerife Holston, o cargo fica em aberto. Sendo assim, a prefeita Jahns e o delegado Marnes partem em busca de um novo xerife, e eles escolhem Juliette, que mora nas profundezas, e faz parte da mecânica. Quando Jules aceita o cargo, e se muda para o topo do Silo, muitas coisas começam a acontecer, e ela se vê cercada de segredos e mentiras, que podem colocar sua vida, e a de todos que ama, em perigo.

(…) – Eu sempre tive dúvidas, desconfianças, de que as coisas não eram tão ruins lá fora como pareciam. Você já sentiu isso, não? Que podíamos estar em qualquer lugar, vivendo uma mentira?

Silo foi uma leitura incrível, pelo menos para mim. A trama é inteligente, bem trabalhada e intrincada. A forma como as situações foram acontecendo me agradou muito, consegui entender cada detalhe e ao final de cada capitulo eu mal podia esperar para inciar o próximo. As reviravoltas são constantes, e o que relatei acima não é nem um 1/3 do que a história realmente é.
O livro é narrado em terceira pessoa e dividido em 5 partes, sendo que cada capitulo vai intercalando personagens e situações diferentes. E por falar em narrativa, preciso dizer que Hugh Howey realmente sabe o que está fazendo, eu não conseguia desgrudar do livro. As 100 primeiras páginas foram de certa forma paradas, mas depois foi uma loucura só.
O governo de Silo é extremamente totalitário, as pessoas praticamente são proibidas de falar o que pensam, ter ideias. O crime que mais envia pessoas para a limpeza é pensar. Aquele que começa a pensar muito, questionar e buscar repostas é imediatamente eliminado. Sem contar que TUDO é controlado, a comida, as roupas etc, e você paga até mesmo para enviar uma simples mensagem, o que torna a comunicação ainda mais difícil.
Você precisa oficializar qualquer tipo de relacionamento amoroso (ele precisa ser aprovado), e só tem permissão de ter filhos se for sorteada na loteria. Loteria essa que sempre acontece após uma limpeza. Controle de natalidade total.
Eu fiquei me perguntando, durante boa parte da leitura, o motivo de todas as pessoas realmente fazerem a limpeza. Veja bem, você foi enviado para a morte e sabe que a sua roupa especial só te reserva alguns minutos a mais de vida, sua função é limpar as câmeras externas. Mas, se você vai morrer, porque você se preocupa em limpar o que quer que seja? Como a pessoa poderia se preocupar com isso? O grande lance da trama está ai. E posso dizer que achei muito bem bolado.

Eu sei por que elas limpam, por que dizem que não vão limpar, mas limpam. E elas nunca voltam, esperam e esperam e esperam, mas eu não vou fazer isso. Vou voltar na mesma hora. Dessa vez vai ser diferente.

Os personagens são sensacionais, bem construídos e convincentes – e todos são adultos. Não, não tenho nada contra personagens adolescentes, visto que o que mais leio são livros YA, mas foi muito bom ler algo tão diferenciado. Aqui não temos mocinhas inseguras, triângulos amorosos e dilemas adolescentes, temos uma situação tão real, que pode muito bem acontecer daqui há algum tempo (e diversas situações eu já acho que acontecem mesmo). Hugh Howey criou personagens tão intensos, que até mesmo os vilões me agradaram, eu pude entender seus motivos, ainda que definitivamente não lutaria ao lado deles. Juliette é sem dúvidas a minha favorita, a personagem me ganhou logo nos primeiros capítulos onde aparece.
– Acho que o que eu quero dizer é que, se forem dar um trabalho pra Jules, tenham muito cuidado.
– Por quê? – perguntou Marnes.
Marck ergueu os olhos para a confusão de canos e fios no alto.
– Porque ela vai fazer o trabalho. Mesmo que vocês na verdade não esperem que faça.
O livro é classificado como distopia, mas se encaixa muito bem como ficção cientifica também. Estou maluca para ter o segundo livro da trilogia em mãos o quanto antes! A Editora Intrínseca criou um site, onde você pode conhecer um pouco mais da obra. Recomendo a leitura com TODA a certeza, já virou favorito. 
Para quem gosta, tem resenha em vídeo também. Lá eu contei bem menos sobre a trama, porque temi falar demais e soltar spoilers. 😀



25
jun 2014

ARQUIVADO EM: Literatura
The 100 #1
Autor: Kass Morgan
Editora: Galera Record
Número de páginas: 
Avaliação: 3.5/5

“Desde a terrível guerra nuclear que assolou a Terra, a humanidade passou a viver em espaçonaves a milhares de quilômetros de seu planeta natal. Mas com uma população em crescimento e recursos se tornando escassos, governantes sabem que devem encontrar uma solução. Cem delinquentes juvenis – considerados gastos inúteis para a sociedade restrita – serão mandados em uma missão extremamente perigosa: recolonizar a Terra. Essa poderá ser a segunda chance da vida deles… ou uma missão suicida.”

Assim que eu soube do lançamento desse livro no Brasil fiquei MUITO empolgada, distopia tem sido o meu gênero favorito, e a sinopse de The 100 me conquistou de cara.
 
“Tinha realmente acontecido. Pela primeira vez em séculos, humanos tinham saido da colônia.”

 

O ponto alto do livro, pelo menos para mim, foi a troca de pontos de vista. A narrativa é em terceira pessoa, mas Kass Morgan utiliza quatro personagens diferentes: Clarke, Wells, Bellamy e Glass, tornando tudo dinâmico e bem amplo. Vamos descobrindo aos poucos o motivo de cada um estar onde está. Nos primeiros capítulos eu ficava me mordendo de curiosidade para saber o que cada um deles havia feito, para serem considerados delinquentes e serem enviados à Terra. E, de certa forma, todas os motivos são bem convincentes.
Clarke é uma estudante de medicina extremamente dedicada, sempre disposta a ajudar o próximo. Wells é o filho do Chanceller, um rapaz educado e influente. Glass é a melhor amiga de Wells, e sempre teve uma vida boa, até que algo inesperado acontece. E por último, Bellamy, um jovem encrenqueiro, mas que faz de tudo para proteger quem ama, inclusive entrar clandestinamente na nave com destino à Terra. No último minuto, Glass aproveita uma distração e foge da tripulação destinada à Terra, dessa forma podemos acompanhar também a vida na nave (colônia). Através de Glass percebemos que a vida na colônia não é nada fácil! Eles tem um controle de natalidade rigoroso e a pena de morte é bastante utilizada (com direito a injeção letal e corpos lançados no espaço).
Meu único problema com a trama, foi que até certo ponto do livro eu não conseguia me conformar com algumas coisas. Parecia que os personagens não se davam conta de que estavam em perigo, de que precisavam descobrir como sobreviver na Terra. Senti isso com Wells, principalmente. A única coisa que ele parecia pensar era na garota por quem é apaixonado. Entretanto, não demorou muito para que eu conseguisse me acostumar com isso, e não ficasse o tempo todo achando tão estranho assim. Isso com certeza se deve a narrativa fluída e gostosa de Kass Morgan.

“(…)Bellamy abriu os olhos. Ele estava sendo ridículo, sabia disso. A chuva era apenas água, e não existia essa história de começar do zero. Esse era o problema dos segredos – você tinha que carregá-los consigo para sempre, independentemente do custo.”
The 100 é um livro bem introdutório, mas repleto de romance, ação e aventura. A leitura é bem rápida e o final é de dar desespero! Eu preciso MUITO da continuação. Mesmo não sendo um livro perfeito, e nem ter se tornado o meu favorito, indico para os fãs de distopias, assim como eu. Creio que o segundo livro (que se chama Day e vai ser lançado em setembro, no exterior) será ainda melhor, e teremos muitas respostas.
O trama já virou série de tv da CW. E, agora que li o livro, estou bem ansiosa para assistir a série e conferir de que forma fizeram essa adaptação. Aparentemente a personagem Glass não faz parte da série (ela é a minha preferida =/), quem já assistiu pode me confirmar se isso é verdade? Pata quem ainda não conhece a série, confira o trailer:






ilustrações design e desenvolvimento