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27
mar 2014

ARQUIVADO EM: Sem categoria

Estilhaça-me #1.5
Autor: Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 84 (apenas em e-book)
Avaliação:  
(Skoob)

Destrua-me é um conto da série Estilhaça-me que conta um pouco da história pela visão do vilão Warner. A história começa logo após o final do 1º livro, sendo assim, contém SPOILERS de Estilhaça-me
Eu AMO quando os autores lançam um pequeno conto com o ponto de vista de outro personagem, isso torna a narrativa em 1ª pessoa mais rica. Em Estilhaça-me vimos tudo pelo ponto de vista de Juliette, mas agora vamos conhecer (e entender) um pouco mais da mente do vilão sádico Warner. Eu já havia gostado do personagem em Estilhaça-me, mesmo ele sendo absolutamente louco, mas Destrua-me mostrou um lado humano de Warner, e nos deu até mesmo a fonte de sua crueldade. 
No final do 1º livro Warner descobre que pode tocar em Juliette, e após tentar beijá-la ele acaba levando um tiro – dado pela própria Juliette. Ele não morre, mas sua ferida é grave e o deixa debilitado. É a partir daí que as coisas em Destrua-me se desenrolam, Warner está fraco e a única coisa que consegue pensar é em Juliette, em trazê-la de volta.
Essa fraqueza resulta na chegada do Comandante Supremo do Restabelecimento ao Setor 45. O Comandante é também seu pai, e está disposto a colocar todas as coisas em seus devidos lugares, e fará tudo o que for preciso, até mesmo matar Juliette.
Se eu pensava que Warner era mau, agora acho que ele é até um pouco bonzinho. O Comandante é extremamente frio, não demonstra nenhum sentimento, e exige do filho a mesma postura. Em Destrua-me mergulhamos na mente de Warner, suas emoções, medos e angustia são vívidos, ele está apaixonado por Juliette e quer protegê-la. Fica difícil não simpatizar com o vilão e até mesmo torcer por ele

“Não sei se entendi exatamente o que era que estava sentindo naquela época, mas sabia que a queria toda para mim.”
Tahereh Mafi abriu meus olhos, me deixou absolutamente fisgada pela história e quando as coisas chegaram no momento mais explosivo, quando a ação realmente iria acontecer “puf”, ela finalizou o conto! Claro que eu estou MALUCA para ler Liberta-me e saber o que acontece com Warner, Juliette e Adam (com o pai de Warner também, confesso), só lamento que a narrativa não será mais pelo ponto de vista do vilão que estou aprendendo a amar. 
“O amor é um cretino perverso e sem coração.
Estou ficando louco.”
Na resenha de Estilhaça-me eu disse que poderia me tornar Team Warner a qualquer momento. E bom, mesmo gostando muito de Adam, sinto que isso está cada vez mais próximo de acontecer. Mais um triângulo amoroso que vai realmente mexer comigo! #sofro



5
jun 2013

ARQUIVADO EM: Sem categoria

Trilogia Fallen World – Livro #1
Autor: Megan Crewe 
Editora: I
ntrínseca
Número de páginas: 267

Avaliação:
(Skoob)


Kaelyn acaba de retornar para a ilha onde nasceu, depois de passar uma temporada fora. Seu melhor amigo, Leo, está saindo da ilha, a fim de estudar no continente. Os dois são amigos de infância, mas acabaram se desentendendo, e ela se arrepende de não ter ao menos se despedido dele. Sendo assim, Kaelyn começa a escrever um diário relatando tudo o que acontece no seu dia, e tudo o que ela gostaria de dizer ao amigo.
Entretanto, as coisas na ilha começam a ficar complicadas quando um estranho vírus começa a dizimar a população. Eles estão em quarentena, ninguém entra e ninguém sai. O diário de Kaelyn passa a ser um registro do momento de desespero de todos os habitantes da ilha. Os remédios são escassos e a comida está acabando, mas Kaelyn ainda tem esperanças de que as coisas se resolvam e que a cura seja encontrada. Ter esperanças é a única alternativa de Kaelyn.
***

“Tudo tem inicio com uma coceira insistente. Então vêm a febre e o comichão na garganta. Dias depois, você está contando seus segredos mais constrangedores por aí e conversando intimamente com qualquer desconhecido. Mais um pouco e começam as alucinações paranoicas. Então você morre.”

A sinopse de O Fim de Todos Nósme pegou de jeito, a ideia de um vírus que tirasse a inibição das pessoas, bagunçando totalmente seus cérebros me pareceu bastante inovadora e convincente. Logo que li o primeiro capitulo, percebi que a narrativa seria toda em forma de um diário (escrito para Leo, que não está mais na ilha), temi um pouco que a personagem não conseguisse nós passar exatamente o que estava acontecendo, mas isso não aconteceu. Megan Crewe soube levar a narrativa com muita eficiência, tonando a leitura viciante.
O que mais me agradou foi que Kaelyn é uma garota comum, que lida com seus dramas juvenis, mas que ao mesmo tempo é extremamente corajosa e decidida, quando ela resolve cuidar de alguém, o faz com unhas e dentes. O desenrolar da doença foi muito bem trabalhado, a tensão vai crescendo a cada momento e acompanhar o desenvolvimento dos sintomas nos infectados foi bem interessante (e angustiante também). tenho certeza que o segundo livro terá maiores explicações obre o motivo desse vírus existir. 
Sempre que eu penso em uma epidemia fico bastante mexida e amedrontada, não consigo imaginar a loucura, o desespero, a dor e a revolta. Tudo é intenso demais. Essa situação faz com que cada pessoa reaja de uma forma, e Megan Crewe explorou isso lindamente. Alguns podem reagir de uma maneira de certa forma positiva, tentando ao máximo ajudar ao próximo, mas outros podem enlouquecer – antes mesmo de serem contaminados – e tentar destruir tudo, deixando as coisas ainda piores.
Eu fiquei chocada em algumas partes, esperando que algo de bom acontecesse com aquelas pessoas. Em certos momentos, Kaelyn para no meio de uma frase, sem finalizá-la, voltando momentos depois, isso deu mais veracidade à história.
O Fim de Todos Nós (The Way We Fall) é o primeiro livro da Trilogia Fallen Worlds – apesar de que a Intrínseca não indicou isso no livro – o segundo livro se chama The Lives We Lost e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. Como o final do primeiro livro não é realmente conclusivo – terminou no meio de uma ação, me deixando doida – estou BEM curiosa pelo segundo volume, ansiosa para saber o que Kaelyn vai fazer. Leitura recomendado. 😉



19
abr 2013

ARQUIVADO EM: Sem categoria

Reiniciados #1
Autor: Teri Terry
Editora: Farol
Número de páginas: 430

Avaliação: 
(Skoob)


Kyla não se lembra de absolutamente nada de seu passado, não há uma única lembrança de quem ela um dia foi. Ela foi Reiniciada

Em Londres, por volta do ano 2050, a sociedade é rigidamente controlada por um grupo chamado Colisão Central. Todos os jovens que se rebelam contra esse governo são castigados, mas recebem uma “segunda chance”. Ao invés de serem presos ou até mesmo condenados à morte, eles passam por um processo onde todas as suas memórias são apagadas e depois de alguns meses em um hospital (para reaprender coisas básicas), são encaminhados para uma nova família

Após o procedimento, esse jovem recebe um Nivo (uma espécie de relógio de pulso) que monitora suas emoções, eles não podem sentir muita raiva, tristeza ou choque. A intensidade dessas emoções diminuiu a frequência do Nivo, causando a morte do reiniciado.

Kyla sabe de todas essas coisas, e ela está se esforçando para viver com seu novo pai, sua nova mãe e sua nova irmã, Amy, que também foi reiniciada. O problema é que Kyla é diferente dos outros reiniciados, ela não consegue simplesmente aceitar tudo o que lhe imposto, ela tem dúvidas. Sem contar seus constantes pesadelos, que cada vez mais parecem ser lembranças de sua vida anterior, e não apenas sonhos.

***
“Eles nos ensinaram o básico sobre os Reiniciados na escola do hospital. Éramos todos criminosos, sentenciados – apagariam nossas memórias e personalidades -, e assim poderíamos recomeçar. Com o Nivo no lugar para garantir que tudo desse certo, até ser removido no ano em que completássemos vinte e um anos como Reiniciados. Era uma segunda chance, pela qual deveríamos ser gratos: ela nos manteve fora da prisão, ou da cadeira elétrica.”
Reiniciados é uma distopia deliciosa que me pegou de jeito. A Sociedade criada pela autora é bem crível, contanto que você não se rebele e queira ir contra os princípios impostos por eles, você pode viver a sua vida pacificamente (mas se você se rebelar as consequências não serão as mais agradáveis). E, mesmo sendo no futuro, a rotina dos personagens é extremamente próxima a nossa, não existem carros voadores nem nada do gênero. O lance futurístico fica por conta dos reiniciados, e do Nivo, que eu achei simplesmente fantástico!
O livro é narrado em 1ª pessoa, por Kyla, o que agradou MUITO. A garota é corajosa e questionadora, mas ela sabe o momento certo de se calar, e não faz as coisas impensadamente, colocando sua vida ou a das pessoas que gosta em risco, achei isso muito sábio da parte dela. Kyla começa a perceber que existe alguma coisa muito errada por trás desse processo de reiniciar e seus sonhos fazem com que ela fique em dúvida sobre o que realmente possa ter feito para ter sido reiniciada. Será que ela realmente cometeu algum crime?
“Minhas memórias se foram, mas parte de mim se lembra. Meu corpo, meus músculos (…) Então não é a mesma coisa que começar do zero, não mesmo. É como se, ao dar o impulso certo, você consiga fazer coisas que tinha esquecido. Quem sabe do que mais sou capaz?”
O relacionamento de Kyla com sua nova família é um dos pontos mais bacanas, não tem como saber em quem realmente confiar. As primeiras impressões podem ser bem enganosas. Teri Terry levanta constantemente dúvidas sobre o passado de cada personagem – personagens esses lindamente construídos e utilizados -, eu fiquei em constante questionamento sobre quem eram os mocinhos e quem eram os bandidos. Para mim, o livro manteve um clima de tensão e um leve toque de suspense
Não posso me esquecer de citar o romance, pois ele existe e tem grande importância. Kyla conhece Ben em uma reunião de reiniciados (um grupo de apoio, monitorado por uma enfermeira), e eles acabam se tornando amigos. Ben é um reiniciado padrão, ele não questiona o que acontece a sua volta, mas Kyla faz de tudo para trazê-lo a realidade, para que ele a ajude a buscar informações verdadeiras sobre o que realmente está acontecendo. Eu gostei da forma como os dois acabaram se apaixonando, foi bem gradual. Mas existe algo no relacionamento deles que não me convenceu exatamente, tirou um pouco do foco de Kyla. Espero que no segundo livro isso melhore. 
As reviravoltas são de tirar o fôlego, a trama é intrincada, tudo se relaciona e tem um sentido ao final. Final esse que me deixou arrepiada, ansiosa para ler o segundo volume (chamado Fractured) o quanto antes. Eu poderia dizer mais diversas coisas sobre o enredo do livro, mas acabariam sendo spoilers, existem algumas pessoas e situações que vocês precisam conhecer durante a leitura. Para quem gosta de distopia, eu recomendo Reiniciados com toda a certeza! A capa é linda, e mesmo não gostando quando os rostos do modelo estão em evidência, essa conseguiu me agradar. A diagramação e revisão também estão caprichadas. O lançamento oficial do livro é amanhã, dia 20
Reiniciados foi uma leitura intensa, mas extremamente rápida, devido à narrativa simples e fluída da autora. É um daqueles livros que a história fica martelando na cabeça durante vários dias, do tipo que merece ser relido e virar filme. Pelo menos para mim foi assim. 😉



1
abr 2013

ARQUIVADO EM: Sem categoria
Never Sky #1
Autor: Veronica Rossi

Editora: Prumo
Número de páginas: 336
Avaliação: 
Ária tem dezessete anos e mora em Quimera, uma cidade encapsulada, conhecida como Núcleo. Neste lugar as pessoas vivem sem nenhum contato com o mundo externo, conhecendo outros lugares (reinos multidimensionais) apenas através de um olho mágico
Quando perde o contato com sua mãe, Lumina, Ária resolve convencer Soren – o filho do cônsul (uma espécie de líder) – a levá-la até a Loja da Morte, um mundo além das paredes de Quimera. Ela pretendia apenas obter informações sobre o paradeiro de Lumina, mas as coisas fogem de seu controle. Soren se mostra um rapaz agressivo e descontrolado pelas sensações percebidas fora do Núcleo. Ele acaba atacando Ária, que estaria morta se não fosse por um estranho “Forasteiro” que a salva. No entanto, esse salvamento tem resultados inesperados. Ária é banida e obrigada a viver no mundo externo. Um mundo perigoso, cheio de sensações amplificadas e terríveis tempestades de Éter.
Peregrine (Perry) é um caçador competente, e sua vida estava seguindo um curso relativamente normal, até o momento que ele decide salvar uma“Ocupante”, uma garota que nunca deveria ter saído de Quimera. Agora, algo foi tirado dele, e ele precisa desesperadamente recuperá-lo. Sendo assim, ao encontrar Ária ele percebe que ela pode ser a sua única chance, ambos procuram por alguém e ambos precisam seguir na mesma direção
Ainda que sejam totalmente opostos, ele é um selvagem e ela é uma garota frágil e mimada, eles precisam unir forças para enfrentar os perigos que os rondam. Essa é a única forma de sobreviver
***
Eu não esperava absolutamente nada desse livro, confesso que nem ao menos a sinopse eu havia lido. A única coisa que eu sabia era que se tratava de uma distopia, e que estava fazendo sucesso no exterior. Recebi a prova encadernada da editora Prumo e levei alguns dias para iniciar a leitura, assim que comecei foi totalmente impossível parar. Never Sky me fisgou completamente.
A sociedade está dividida em duas partes, dois mundos distintos. Em Quimera a tecnologia é extremamente avançada, não existe dor, não existe desconforto. Através do olho mágico eles podem visitar diversos lugares, fazer muitas coisas, isso tudo sem alterar nada no mundo real. Fora de Quimera tudo é primitivo, as pessoas lutam por sua sobrevivência, e sofrem constantemente com o Éter, uma espécie de descarga elétrica. Adorei o fato de os mundos serem tão opostos, mas ao mesmo tempo serem tão críveis.

O mundo primitivo tem perigos, muitos deles, inclusive os Corvos, canibais nada amistosos. No entanto, Quimera também possui perigos, ainda que eles sejam velados. Não posso deixar de destacar Roar, Maroon e Cinder, personagens apaixonantes e essenciais, que cruzam com Perry e Ária em sua jornada. 

Perry e Ária são protagonistas mais do que especiais, cada um tem sua particularidade e relevância, a narrativa em terceira pessoa intercala o ponto de vista de cada um deles. Gosto mundo quando o livro é narrado dessa forma, assim me aproximo mais dos personagens e consigo observar como um todo. De inicio eles se detestam, cada um tem uma visão – preconceituosa – pela forma de vida do outro, em qualquer outra situação eles JAMAIS se envolveriam. Entretanto, conforme eles vão se conhecendo e sendo forçados a conviver um com o outro, eles amadurecem e percebem que não estavam certos. Os mundos se fundem, assim como suas narrativas. 
“Eles se aproximaram como se alguma força invisível os impulsionasse na direção um do outro. Ária olhou para as mãos que se entrelaçaram, sentindo a sensação do toque dele. Um toque morno e calejado. Macio e áspero ao mesmo tempo. Ela absorveu o terror e a beleza dele e de seu mundo. De todos os momentos vividos nos últimos dias. Tudo isso a preenchendo, como se fosse o primeiro sopro de ar a encher seus pulmões. E ela jamais amara tanto a vida. “

Agora, o que eu mais gostei neste livro foi o romance. Perry e Ária tem uma química explosiva e palpável, mas eles não se apaixonam imediatamente. Tudo acontece no tempo certo, gradativamente. Veronica Rossi vai nos dando pequenos detalhes, pequenos indícios de como o sentimento foi despertado, além disso ela mostra que nem sempre o amor é a única coisa que importa (como vemos em vários outros livros do gênero), eles se amam, mas existem outras prioridades. Isso deixou o sentimento verdadeiro, fazendo com que se tornasse – para mim – um dos melhores romances YA’s que já conheci!

Never Sky é uma distopia, com um toque sci-fi. Além disso, possui alguns elementos sobrenaturais (que muito me agradaram). Toda essa mistura poderia não dar certo, mas para mim deu, e muito. Alguns reclamaram do subtítulo “Sob o céu do nunca”, mas ele é tão condizente com a história, que eu adorei. 
“- As nuvens se dissipam? – perguntou ela.
– Completamente? Não. Nunca
– E quanto ao Éter? Ele some em algum momento?
– Nunca, Tatu. O Éter nunca some.
Ela olhou pra cima.
– Um mundo de nuncas sob o céu do nunca.”
Como li a prova encadernada, não posso dizer muito sobre a capa. Acredito que ao vivo ela seja muito bonita, só quando adquirir meu exemplar finalizado poderei dizer mais sobre isso. Em relação à revisão, gostei muito, a editora Prumo fez um ótimo trabalho. Vocês já devem ter percebido que eu amei o livro né? Então,leitura mais do que recomendada! Espero que gostem tanto quanto eu. 🙂



18
jan 2013

ARQUIVADO EM: Sem categoria
Oi gente! Hoje temos a resenha em duas versões, em vídeo e por escrito. Escolham a preferida de vocês e não esqueçam de comentar!

Divergente #1
Editora: Rocco
Autor: Veronica Roth
Numero de páginas: 502
Avaliação:  

No futuro, após um evento chamado A Grande Paz, a sociedade foi dividida em cinco facções: Amizade, Abnegação, Audácia, Franqueza e Erudição. Cada facção tem uma característica marcante, que os torna únicos. 

Aos dezesseis anos todos os jovens – após um teste – devem decidir em qual facção vão viver, se permanecerão na facção onde nasceram ou se escolherão uma nova vida. Beatrice acaba de completar dezesseis anos e precisa tomar uma decisão. Ela foi criada na Abnegação, mas não tem certeza se é ali que deve permanecer.

Após sua decisão, Beatrice passa a se chamar Tris e precisa passar por um processo de iniciação, onde todos os iniciados competem entre si para realmente se tornar membro da facção que escolheram. Não ter sucesso na iniciação pode transformá-los em um “sem-facção”, algo que ninguém deseja ser.

Enquanto tenta sobreviver aos diversos testes impostos pela facção, Tris precisa evitar a todo custo que descubram o segredo que ela guarda. 

Divergente me surpreendeu muito, eu estava animada e ansiosa, mas não imaginava que fosse gostar tanto. A narrativa de Veronica Roth – em primeira pessoa – é extremamente fluída e ágil, os acontecimentos não param e não há espaço para monotonia. Tris é uma personagem forte que sabe o que quer e não tem medo de se defender quando necessário. Apesar de ter nascido na Abnegação, uma facção altruísta que prioriza o bem-estar do próximo, Tris sempre se coloca em primeiro lugar e vai fazer de tudo para ter sucesso nas provas que virão.

Todo o conceito de facções, a maneira como elas foram criadas a fim de proporcionar a paz é bem interessante. As principais facções foram bem fundamentadas, dá para ter uma boa noção da maneira que eles pensam e agem. 

Tris passa por diversos testes e eu ficava doida tentando descobrir se seus novos amigos eram ou não dignos de confiança. Afinal de contas, eles antes de qualquer coisa eram adversários na iniciação. O romance é muito bonito, porque não tira o foco dos demais acontecimentos, não desvia a atenção do que Tris precisa conquistar. Encantei-me pelo par romântico de Tris, e torci muito por eles.
Divergente é uma leitura incrível, que me deixou sem fôlego e se tornou uma das minhas distopias preferidas. O final é bombástico, e me deixou doida pela continuação, mal posso esperar para ter o segundo livro – Insurgente – em mãos. O lançamento está previsto para o primeiro semestre de 2013. 

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PS: Os direitos do livro já foram comprados. Divergente vai virar filme em breve, já estão escolhendo o elenco! o/



23
abr 2012

ARQUIVADO EM: Sem categoria

Estilhaça-me #1
Autor: Tahereh Mafi                               

Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 304
Avaliação:  
Juliette tem dezessete anos e há 264 dias não fala e nem toca em ninguém. Ela vive isolada em uma cela de um sanatório, acusada de um crime grave. Juliette simplesmente não pode tocar as pessoas, seu toque é letal, ela pode matar. A alimentação é inadequada, e as condições de higiene precárias. A única companhia de Juliette são seus próprios pensamentos, até o dia em que recebe um companheiro de cela, Adam. 
O mundo fora dali está completamente devastado, a atmosfera está destruída, a comida é dificilmente encontrada, os animais estão morrendo, os pássaros não voam mais. Um grupo chamado O Restabelecimento prometeu consertar as coisas. Para isso, Warner – líder do Restabelecimento – decide que Juliette pode ajudar, através de seu dom maldição, Juliette pode se tornar uma arma valiosa. Juliette terá que decidir se luta com eles, ou contra eles.
“(…)Eles disseram que nos devolveriam nossa casa, nossa saúde, nosso futuro sustentável.
Mas eles roubaram tudo.
Eles tomaram tudo. Minha vida. Meu futuro. Minha lucidez. Minha liberdade
Não posso revelar mais nada sobre o desenrolar da trama, para evitar spoilers. Mas posso dizer qual foi minha reação, a primeira coisa que disse após fechar o livro: Nossa! Eu não esperava muita coisa, pois já tinha lido algumas resenhas negativas. No entanto fui surpreendida por uma narrativa envolvente e inovadora. Li o livro todo em poucas horas.
Tahereh Mafi usa repetições de palavras, e rasuras palavras riscadas. O que para mim deu muito certo, combinou perfeitamente com a mente um tanto perturbada de Juliette, que é quem narra o livro em primeira pessoa.
“Seis mil, trezentas e trinta e seis horas desde que toquei outro ser humano.
– Você vai ganhar um companheiro de cela – disseram para mim.
 A gente espera que você apodreça neste lugar. Por um bom comportamento – disseram para mim.
 Outro psicótico igual a você. Acabou o isolamento – disseram para mim.
O começo do livro pode ser considerado um pouco confuso, o uso das rasuras e repetições é ainda maior, visto que Juliette estava isolada, e completamente perdida. Depois as coisas fluem tão bem, que é como se já estivéssemos habituados a esse tipo de narrativa.
Os personagens principais são cuidadosamente estruturados. Juliette se acha um lixo, ela foi induzida a pensar assim desde sempre. Seu toque sempre foi letal, nem ao menos seus pais a queriam por perto. No entanto, apesar de ter passado por tantas coisas ruins, ela é uma garota forte e decidida. Gostei muito da personagem. Adam é um mocinho cheio de atitude, lindo, romântico e charmoso e cheio de segredos. Eu simplesmente me apaixonei por ele, o relacionamento de Adam e Juliette é intenso, Tahereh faz com que possamos sentir as faíscas. 
“- Você não faz ideia do quanto pensei em você. De quantas vezes sonhei – ele respira com firmeza -, de quantas vezes sonhei em estar tão perto de você. – Ele se move para passar uma mão pelos cabelos, antes de mudar de ideia. Baixa os olhos. Ergue os olhos. – Céus, Juliette, eu a seguiria para qualquer lugar. Você é a única coisa boa que sobrou neste mundo.”
Entretanto, quem consegue roubar a cena é Warner, o vilão. Ele é absolutamente psicótico, crê firmemente que toda a destruição que vem causando é para um bem maior, que através da dor e do sofrimento é que as coisas voltarão ao seu lugar. E apesar disso tudo, Warner consegue ser um vilão sexy e envolvente, e o fato de não conhecermos seu passado deixa aquela dúvida: “será que ele é realmente mau?”. Sinto que posso me tornar Team Warner a qualquer momento!
Estilhaça-me é uma distopia, a crítica social é bem evidente. O mundo foi devastado pelos próprios seres humanos, através do excesso de situações que acontecem realmente, nos dias de hoje. O Restabelecimento diz que vai ajudar, mas eles estão mentindo. Em alguns momentos é possível notar semelhanças com X-Men, principalmente no final. Entretanto, Tahereh soube dar uma identidade própria, e isso não alterou em nada a minha empolgação gigantesca com a leitura. O final foi bem de acordo com o que eu queria, como se a autora tivesse lido meus pensamentos. AMEI. Mal posso esperar pelo segundo volume. 
Estilhaça-me faz parte de uma trilogia, o segundo volume – Liberta-me – será publicado ano que vem nos EUA (vai demorar muito para chegar aqui chora). Fico muito feliz de a Novo Conceito ter mantido a capa original, e caprichado tanto para que o livro ficasse praticamente impecável.
Se você ainda não leu, te aconselho a ler o quanto antes! Recomendo muito e espero de coração que seja tão bom e intenso para vocês, quanto foi para mim.


Ps: Utilizei as palavras riscadas apenas para entrar no clima do livro, não pretendo utilizá-las sempre, fiquem tranquilos rs.






ilustrações design e desenvolvimento