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01 fev, 2016

A Barbie evoluiu

Eu sempre fui uma criança isolada, não brincava na rua, não frequentava a casa de amigas (com exceção da casa da minha prima, Maiara), não socializava. Meus pais se separaram quando eu completei 8 anos, e achei natural passar a maior parte do tempo em casa, com a minha mãe. No entanto, eu era ativa, criativa e amava brincar sozinha, com as minhas Barbies. Meu amor pela boneca alta, magra, loira e de cabelos lisos era imenso, eu ficava alucinada sempre que ganhava um novo item. Não existia limites para as histórias que eu criava.

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No entanto, eu não era loira e nem tinha os cabelos lisos e maravilhosos. Nas minhas histórias eu era como ela, mas na vida real eu passava bem longe disso, meus cabelos enrolados e rebeldes e minha pele mais escura eram motivo de trastorno. Na escola, de acordo com os colegas que praticavam bullying comigo, eu era a “preta feia e pobre”, e quando chegava em casa e olhava para as minhas bonecas, eu tinha certeza de que eles estavam certos.

Minha coleção de Barbie era o meu refúgio, com elas eu podia sonhar ser o que eu quisesse, ainda que as pessoas à minha volta fizessem questão de dizer que eu não podia ser nada daquilo. Eu era veterinária, médica, advogada, bailarina e o que mais eu quisesse. Com o tempo, a Mattel investiu em novas etnias da boneca, e eu comecei a me identificar verdadeiramente com elas.

Mas, semana passada – depois de muitos anos sem brincar de Barbie -, eu senti uma vontade inexplicável de retomar a minha coleção quando vi a novidade da Mattel. A Barbie não é mais apenas loira, magra, curvilínea e gostosona. Agora existirão três novos modelos de corpos: Curvy (curvilínea), Petite (baixinha) e Tall (alta). \o/

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Teria sido incrível, na minha infância, comprar uma boneca que se parecesse comigo, ou então com as minhas amigas! Eu não tive essa oportunidade, mas as crianças de agora terão. Se você tem a pele mais escura, cabelos negros e enrolados (como eu) vai encontrar uma Barbie como você! E também se você for baixinha, tiver uma barriguinha saliente, e por aí vai.

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Claro que a Mattel não fez isso apenas por terem um bom coração e entenderem as necessidades das crianças, é uma estratégia de marketing, já que as vendas da boneca caíram bastante devido as bonecas concorrentes (Monster High, por exemplo). Mas, mesmo assim, eu fico muito feliz! Marketing ou não, essa nova coleção é um grande passo para a quebra dos padrões de beleza! As bonecas serão comercializadas a partir de março, nas lojas Ri Happy, confesso que já quero comprar todas. 🙂

E você? O que achou dessa nova coleção? Qual era a sua brincadeira preferida na infância?

04 jan, 2016

Minhas metas para 2016

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E hoje, finalmente 2016 começa para mim. Hoje é dia de voltar a trabalhar, voltar a dieta, organizar a casa, a agenda e programar a vida.\o/

Eu estive de férias, durante 15 dias, e estava animadíssima para gravar vídeos, preparar posts e deixar muito conteúdo pronto para vocês. No entanto, a vida (essa caixinha de surpresas) mudou toda a minha programação e todos os meus planos foram por água baixo. Meu marido adoeceu, e toda a minha atenção ficou voltada para ele, foram 15 dias de férias, que não se pareceram em nada com férias, noites mal dormidas e preocupações. Agora ele está em tratamento, mas o remédio é bem forte e ele passa o dia sonolento, então continuo na expectativa para vê-lo 100% bem. Sigo firme crendo que Deus tem um propósito para tudo. 

2015 foi um ano bem mais ou menos, não posso dizer que foi ruim, pois nada de realmente grave aconteceu, mas também não posso dizer que foi ótimo, porque nada do que eu planejei deu certo, risos. Foi aquele ano que veio, passou e eu agradeci a Deus por eu ter sobrevivido à ele. Ufa!

Sempre que um ano novo se inicia, eu me sinto mais disposta à mudar, a fazer coisas que eu já queria, mas nunca coloquei em prática. Sendo assim, essa é a hora de colocar as metas no papel e tomar vergonha na cara para executá-las direitinho!

1. Ter um tempo especifico com Deus. Para mim, oração e leitura da palavra são essenciais, e em 2015 eu senti falta de ter um tempo só com o Senhor, sem ser na correria. Sabe aquela hora que você se desliga de tudo? Então, é isso que eu quero esse ano.

2. Manter o foco na dieta e nos exercícios. Ainda faltam alguns quilos que pretendo perder, e a flacidez ainda é minha companheira. Então, 2016 tem que ser o ano da nova Juh, risos. 

3. Me organizar. Em 2015 eu não fui uma pessoa muito organizada, senti que não consegui dar o melhor de mim em tudo o que eu fazia, e o motivo foi claramente a desorganização. Já falei sobre assunto aqui e aqui, e preciso voltar a seguir as minhas próprias dicas. 

4. Guardar dinheiro para viajar. Como a maioria das pessoas, eu AMO viajar. É sem duvidas a minha atividade preferida. Mas, isso demanda dinheiro né? E dinheiro, não temos visto tanto por aqui hahaha. Já disse para o marido, PRECISO viajar esse ano, não importa para onde, mas tenho que sair um pouco daqui. Estou orando para conseguir guardar o dinheiro e realizar esse pequeno prazer.

5. Me dedicar mais ao blog. Eu sou muito dedicada ao meu trabalho (na Wizard), mas quero muito ser dedicada assim ao blog também, eu já fui muito dedicada há algum tempo, quero voltar a ser esse ano. 

6. Ser uma pessoa melhor. Eu me considero uma pessoa boa, me preocupo com o próximo e faco de tudo para ajudar quando precisam. Mas sabe quando você sente que dá para melhorar? Eu acho que posso fazer ainda, posso ser um ser humano melhor, só preciso aprender como. 

Então é isso, são metas simples e fáceis de executar (se eu me dedicar à isso), mas é sempre bom colocar no papel né? E vocês, quais as metas que vocês pretendem executar em 2016?

22 jun, 2015

O meu limite

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Eu sempre me preocupei com a opinião dos outros. Sempre.

Sofri bullying durante toda a minha infância, vindo da diretora do colégio que eu frequentava. Ela dizia que eu era inferior aos outros alunos, que eu não merecia estar ali (o colégio era particular, e eu tinha bolsa de estudos integral), e que eu vivia tentando chamar a atenção do meu pai, já que ele não morava mais na minha casa.

Eu chorava muito, me sentia humilhada e envergonhada constantemente. E durante um bom tempo eu achei que ela estivesse certa, que eu fosse mesmo inferior. Sim, eu contava para minha mãe o que acontecia, mas ela não acreditava. A diretora era amiga dela de muitos anos, quase foi minha madrinha. Era mais fácil e sensato acreditar em uma mulher adulta e bem conhecida do que em uma criança. Vários anos se passaram até que minha mãe percebesse que nada era mentira.

Devido à isso, eu sempre tive dificuldades de me enturmar, a timidez era dominante. Meu círculo de amizades era bem restrito, e por diversas vezes eu achei que as pessoas eram minhas amigas, mas elas não eram. Eu queria me integrar, eu queria fazer parte de alguma coisa, ser especial. Na minha tentativa de ser aceita acabei aceitando muitas coisas que com certeza eu não deveria aceitar. Eu não falava não para nada, estava sempre pronta para fazer o que todos queriam que eu fizesse, eu vivia para os outros e me anulava cada vez mais.

Ninguém enxergava isso, mas minha autoestima era bem baixa. Eu era insegura para falar, até quando eu tinha plena certeza do assunto. E se as pessoas não concordassem comigo? E se ficassem bravas por eu pensar diferente?

As coisas melhoraram quando comecei a namorar o Diego (meu marido), ele não se conformava que eu fosse assim, e fazia questão de sempre me mostrar que eu não precisava me importar com os outros, que eu era linda, inteligente e especial. Foi por causa da dele que eu comecei a mudar e entender que tudo tem limite, que eu não posso viver tentando agradar, que eu preciso ME respeitar antes de mais nada.

Existe um limite para o “agradar” ao próximo, existe um limite para o “abraçar o mundo e resolver tudo”, existe um limite para o “eu sou forte e aguento”, existe um limite para o “eu posso fazer para você, claro”, existe um limite para o “vou sofrer calada”, existe um limite. O meu corpo é quem sofre quando eu não entendo os meus limites, eu fico estressada, doente e cansada.

A opinião alheia só deveria ser levada em consideração quando essa fosse solicitada, deveria ser assim sempre. Eu não te perguntei nada? Então por favor, não me diga como devo viver minha vida. Tem um conselho ótimo para me dar? Conheça a situação de verdade antes de vir falar, não me dê conselhos óbvios que eu já estou cansada de colocar em prática.

Eu pretendo realmente viver minha vida a partir de agora. O que eu faço agrada à Deus e ao meu marido? Ótimo, seguirei em frente, quer os outros queiram ou não.

 Tudo tem um limite. E eu preciso aprender a respeitar o meu.

24 jan, 2015

A falta de organização

tempo perdido

Eu sempre fui uma pessoa organizada, às vezes até em exagero. Tenho uma mania irritante de fazer listas para tudo. Sempre gostei de no dia anterior sentar, pegar meu caderninho e fazer uma listinha completa com TUDO o que eu iria fazer no dia seguinte. E quando eu digo tudo, é TUDO mesmo, incluindo a hora do banho.

Como eu trabalhava apenas em casa, isso funcionava perfeitamente, meu marido chegava em casa às 17h e eu já tinha a casa totalmente organizada, roupa lavada e passada e posts do blog agendados para a semana toda. Pois bem, em 2014 eu voltei a trabalhar fora (confesso que não por opção, e sim por necessidade), e a minha organização deu uma diminuída, mas ainda consegui manter as coisas em ordem. Em setembro, fiz um post para vocês contando como eu me organizava, focando na limpeza da casa e prometi um segundo post, com mais detalhes e focando em outros pontos. No entanto, a partir dai eu simplesmente me perdi e a última coisa que posso me considerar hoje é organizada.

As roupas se acumularam, a casa – apesar de limpa – não parecia em ordem (as gavetas estavam lotadas de papeis inúteis), e o blog desatualizado. Eu não conseguia nem sequer ler um livro inteiro em uma semana. Eu tentava fazer um milhão de coisas ao mesmo tempo, e não finalizava nenhuma tarefa. Minha única vontade era sentar e chorar por horas.

É provável que você pense: “bom, agora ela vai contar como conseguiu se organizar e dar dicas valiosas”. É… não, infelizmente não vou. Apesar de ter melhorado uns 30%, eu ainda continuo muito perdida. Entretanto, eu dei o primeiro passo e tomei algumas decisões importantes.

1. PARAR DE PROCRASTINAR – Essa mania feia de deixar para amanhã, será absolutamente riscada da minha vida. Se eu posso fazer hoje, então eu farei HOJE.

2. FAZER LISTAS – Eu funciono bem com listas, na verdade sou a louca das listas, então vou voltar a utilizá-las.

3. USAR O MEU CADERNO DE ORGANIZAÇÃO – Eu tenho um caderninho de organização, e sempre usei. Ano passado eu abandonei a ideia e deixei tudo virar uma grande meleca, mas em 2015 não vai ser assim. Meu caderno 2015 já está prontinho e começo hoje a colocar tudo lá, vou fazer um post explicando certinho como ele funciona, ainda essa semana (percebam que me comprometi com algo, veremos se vou conseguir mesmo).

4. ANOTAR GASTOS – A bagunça chegou na minha vida financeira também, o que é alarmante. Ainda mais quando se tem a renda bem abaixo do que costumava ser. Instalei um app bem bacana no meu celular, onde vou anotar todos os meus gastos, até mesmo aquele chiclete comprado no posto. Já comecei a usar e por enquanto está dando certo (o app se chama Organizze). Tentei fazer essas anotações diárias na minha agenda, mas não deu certo porque nem sempre eu estava com ela. Como o celular está sempre comigo, tem sido fácil anotar.

 5. RESPEITAR HORÁRIOS – Comecei a colocar alguns horários na minha vida, principalmente relacionados as minhas leituras, já estou feliz em ver o quanto as coisas mudaram nessa área. Voltei a ler com mais agilidade, e prazer. Quero colocar horários também para preparar posts, gravar vídeos e até mesmo para navegar na internet, mas vou com calma, para não jogar tudo para o alto.

Eu sei que não vai ser imediato, talvez eu leve o ano todo para voltar a ser a Juliana de antes (por favor Deus, que não demore tanto), mas estou motivada e quero melhorar. Essa é uma das minhas metas para 2015.

Tenho lido bastante sobre organização e buscado fontes de inspiração, a maior delas é a Thais Godinho, do blog Vida Organizada. O livro dela é simplesmente incrível, estou lendo aos poucos, para absorver cada capitulo e colocar em prática, na medida do possível. Eu tenho consciência que cada pessoa é uma pessoa, e que eu não vou ser igual a ela, então vou adaptando à minha maneira. Resumindo, um dia de cada. Sem pressa, mas com foco.

Vocês também passam ou passaram por isso? Têm algum conselho para me dar? Coloquem aqui nos comentários, vou agradecer imensamente. 🙂

09 dez, 2014

28

Quando alguém me disse que depois dos 18 os anos passariam muito rápido e eu não perceberia, eu ri. Como isso era possível? Parecia que minha maioridade não chegava nunca.

Então eu cheguei aos 18 anos, e por mais ilógico que pareça, os anos seguintes voaram, e hoje completo 28 anos. Chocante. Não, não acho que estou velha, e nem estou me lamentando por isso. Mas estou num momento da minha vida onde o que mais tenho feito é refletir, sobre o que passou, e sobre como eu gostaria que os próximos anos fossem.
Se hoje eu pudesse mandar um recado para o meu “eu” de 15 anos, eu teria muitas coisas a dizer, alguns conselhos e dicas. Montei então uma listinha, com alguma das coisas que eu gostaria que a Juliana adolescente soubesse:
  • Use protetor solar, por mais morena que você seja, sua pele REALMENTE sofrerá as consequências.
  • Continue praticando exercícios físicos, seu joelho vai agradecer no futuro (e você provavelmente irá evitar uma cirurgia complicada, de recuperação lenta e dolorosa).
  • Coma frutas e verduras, acostume-se a isso agora! No futuro vai ser muito difícil.
  • Preste todos os vestibulares que quiser, para o curso de Letras. Não importa se seu pai não quer, ou se ele não vai pagar. DÊ UM JEITO! Evite que essa seja uma das maiores frustrações da sua vida.
  • Não faça faculdade de Enfermagem, por mais que nela você vá conhecer os melhores amigos do mundo, você não vai querer fazer isso para o resto da vida.
  • Aprenda a dizer NÃO o quanto antes, você vai precisar disso.
  • Não perca tempo com bobagens, servir a Deus (de verdade) vai ser a melhor coisa que vai te acontecer. Você nem imagina a grandeza do amor de Cristo por você, e o quanto Ele se importa.
  • Sim, você vai se casar com o seu primeiro namorado. Ele é a pessoa certa, vai ser o seu melhor amigo, a pessoa mais incrível que você vai conhecer. E não se preocupe, vocês vão se amar cada dia mais e as dificuldades só vão fortalecer esse amor. Pode confiar em mim. 😉
Sei bem que os próximos 10 anos vão passar tão rápido quanto os dez anos anteriores passaram. Espero  que eu ainda esteja por aqui, contando tudo para vocês no blog. Quem sabe eu já tenha feito uma nova faculdade, e tenha um ou dois filhos? Não dá para saber o que Deus me reserva.Sigo sonhando, trabalhando e orando para que os nossos sonhos (meus e do marido) possam se realizar. E acima de tudo, agradecendo a cada pequena conquista.Então é isso. Parabéns para mim.