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14
mar 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV


Título Original: Reign

Título no Brasil: Reinado

Criadores: Laurie McCarthy e Stephanie SenGupta

Gênero: Drama/Histórico

Ano de Lançamento: 2013

 

Sinopse: Perigos e intrigas espreitam cada canto desse castelo sombrio nesta história da jovem, Mary, Rainha da Escócia. Depois de passar a infância escondida e segura em um monastério, a adolescente Mary Stuart (Adelaide Kane) chega na França, onde ela foi enviada para garantir a aliança estratégica da Escócia, formalizando seu noivado arranjado com o filho do rei francês, o príncipe Francis (Toby Regbo). Complicando ainda mais as coisas tem Bash (Torrance Coombs), bonito, malandro, meio-irmão de Francis e a mãe, a rainha Catherine (Megan Follows). Quando é obstinada, a rainha descobre uma profecia de que o casamento de Mary e Francis vai custar a vida dele, ela está determinada a salvar o filho, não importa quantas pessoas tenham que pagar com suas vidas.

A série irá narrar à história da ascensão de Mary Stuart, rainha da Escócia.

Prometida em casamento para o príncipe Francis, Mary inicialmente terá que lutar por essa união, uma vez que a mãe do noivo, a rainha Catherine de Médice, é contra, já que seu fiel escudeiro Nostradamus previu que esse matrimônio culminaria na morte de seu amado filho.

Mas, a trama começa mesmo na França, no ano de 1557, quando Mary, descendente legítima de Jaime V, foi criada em um convento para sua segurança desde os 9 anos de idade, sendo constantemente vigiada.

Quando sua provedora come algo envenenado, uma sopa destinada à Mary, certamente enviada por alguém ligado à corte da Inglaterra numa tentativa clara de exterminar a Rainha da Escócia, Mary se vê obrigada a embarcar imediatamente rumo à corte Francesa, uma vez que sua segurança ultrapassou os muros do convento.

Entretanto, não será fácil para ela lidar com os conflitos sociais e políticos que envolvem as duas cortes, ainda mais quando encontra uma rival tão poderosa em seu caminho como Catherine de Médice, que visando proteger o filho da morte iminente, não medirá esforços para impedir essa união.

Baseada na vida da rainha da Escócia, Reign é rica em detalhes históricos, e mesmo não sendo totalmente fiel aos fatos, a série é primorosa  e consegue prender a atenção do telespectador até o fim.

Reign é transmitida originalmente pelo canal The CW desde 17 de outubro de 2013. No Brasil, a série é exibida exclusivamente por streaming com direitos reservados à Netflix desde Novembro de 2015 e esta no ar em sua 4° e última temporada desde fevereiro de 2017.

Repleta de ação, intrigas políticas e perigos iminentes, Reign é uma ótima série para os fãs de romance de época. Recomendo demais!



31
jan 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

Título Original: About Time

Título no Brasil: Questão de Tempo

Direção: Richard Curtis

Gênero: Romance/Drama/Fantasia

Ano de Lançamento: 2013

Sinopse: Ao completar 21 anos, Tim (Domhnall Gleeson) é surpreendido com a notícia dada por seu pai (Bill Nighy) de que pertence a uma linhagem de viajantes no tempo. Ou seja, todos os homens da família conseguem viajar para o passado, bastando apenas ir para um local escuro e pensar na época  no local para onde deseja ir. Cético a princípio, Tim logo se empolga com o dom ao ver que seu pai não esta mentindo. Sua primeira decisão é usar esta capacidade para conseguir uma namorada, mas logo ele percebe que viajar no tempo e alterar o que já aconteceu pode provocar consequências inesperadas.

O filme conta de forma singela, a história do tímido Tim. Um rapaz que descobre aos 21 anos que possui poderes especiais de viajar no tempo.

Cético, Tim não acredita no que esta ouvindo. Porém, depois de viajar no tempo e refazer a desastrosa última festa de fim de ano, ele passa  a crer verdadeiramente que possui um dom especial.

De posse desse segredo compartilhado por seu pai, Tim resolve então, usar tal poder para conquistar o coração de Mary (Rachel McAdams), uma bela jovem, fã da modelo Kate Moss, que ele conheceu durante um inusitado encontro às escuras e por quem ficou absolutamente encantado.

“[…] eu tento viver cada dia como se tivesse voltado propositalmente para esse dia, para curtir, como se fosse o último dia inteiro da minha vida extraordinária e comum.” 

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Entretanto, nem tudo são flores na vida de Tim, e suas viagens no tempo acabarão afetando a vida e os destinos de todos a sua volta.

Questão de Tempo é um filme lindo e delicado, com belas imagens de Londres e do Reino Unido, que nos faz refletir sobre a vida e como seria se nós pudéssemos ter uma segunda chance para nossos atos do passado. 

Indicação mais do que recomendada, assista e viaje com Tim e sua família, nesse mundo fantástico, repleto de amor e encantamento.

“Todos estamos viajando no tempo juntos, todos os dias de nossas vidas. Tudo o que podemos fazer é o nosso melhor, é aproveitar esse passeio maravilhoso.”



17
jan 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

Título Original: Switched at Birth

Título no Brasil: Switched at Birth

Criador: Lizzy Weiss

Gênero: Drama

Ano de Lançamento: 2011

 

Sinopse: Bay Kennish (Vanessa Marano) e Daphne Vasquez (Katie Leclerc) são duas adolescentes que descobrem que foram trocadas acidentalmente no hospital ao nascerem. Bay cresceu em uma família rica, com seus pais e o irmão, enquanto Daphne, que perdeu a audição ainda criança devido a um caso de meningite, mora com a mãe em um bairro pobre.

Agora as duas famílias precisam aprender a conviver juntas para o bem das garotas.

A série narra a história de Bay e Daphne, duas garotas que foram trocadas na maternidade  e só descobrem anos depois, por puro acaso.

Bay, foi criada na abastada família Kennish, com todas as regalias e privilégios de filhos de classe média alta, criada por John e Kathryn, Bay tem um irmão e uma boa vida, mas sempre se sentiu uma “estranha no ninho”.

Daphne por sua vez, foi criada de forma mais humilde por Regina Vasquez e sua avó Adriana. Apesar de também achar estranho que sua aparência fosse tão diferente de seus parentes, ela estava feliz com a vida que levava.

Até que um dia, durante uma aula de ciências, Bay descobre que seu tipo sanguíneo não é compatível com o de seus pais e resolve fazer um teste de DNA, confirmando suas suspeitas.

A partir daí, as duas famílias são apresentadas e optam por viverem juntas, para que suas filhas possam se adaptar a essa nova realidade.

Achei a premissa da série bastante interessante, a história de duas crianças trocadas na maternidade que só descobrem o acontecido 16 anos depois, me tocou profundamente.

Outro tema muitíssimo interessante discutido na série, é a deficiência auditiva.

Daphne, filha biológica do casal Kennish, criada por Regina Vasquez, foi acometida por meningite na infância, tendo como sequela a perda total da audição.

“Essa é a desvantagem de ser surda. As pessoas irão caçoar de você. Irão te rotular. Terá que lutar bem mais para ser levada a sério.”

 

O curioso, é que o foco principal da série não é a surdez, mesmo que isso esteja latente em vários momentos, o ponto central aqui é a troca dos bebês, e a vida dessas adolescentes a partir daí; as mudanças de comportamento pertinentes à idade e tudo mais, o que deixa a série ainda melhor.

Lógico que é importante abordar o tema da deficiência auditiva, mas em Switched at Birth, parece que os criadores quiseram mostrar que os surdos podem sim ter uma vida absolutamente normal, apesar das adversidades, e é verdade, eles podem mesmo. Achei maravilhoso o questionamento do tema!

Switched at Birth teve seu término anunciado na 5° temporada em 2017, mas fica a saudade e a mensagem dessa linda e sensível história, que conta de forma magnífica, a vida e rotina dessas famílias que tiveram seus destinos cruzados de forma tão surpreendente. Assistam, vale muito a pena!

 



10
jan 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

Autor: Milton Hatoum

Editora: Companhia das Letras

Número de Páginas: 266

Avaliação: 5/5

Onde Comprar: Amazon | Americanas | Saraiva | Submarino

Sinopse: “Dois Irmãos” é a história de como se constroem as relações de identidade e diferença numa família em crise. É a história de dois irmãos gêmeos – Yaqub e Omar – e suas relações com a mãe, o pai e a irmã. Moram na mesma casa Domingas, empregada da família, e seu filho. Esse menino – o filho da empregada – narra, trinta anos depois, os dramas que testemunhou calado. Buscando a identidade de seu pai entre os homens da casa, ele tenta reconstruir os cacos do passado, ora como testemunha, ora como quem ouviu e guardou, mudo, as histórias dos outros. Do seu canto, ele vê personagens que se entregam ao incesto, à vingança, à paixão desmesurada. O lugar da família se estende ao espaço de Manaus, o porto à margem do rio Negro: a cidade e o rio, metáforas das ruínas e da passagem do tempo, acompanham o andamento do drama familiar. Prêmio Jabuti 2001 de Melhor Romance.

Confesso que não conhecia o livro, mas com a divulgação da minissérie da globo, e a proximidade de sua estreia, corri para ler e foi uma grata surpresa.

A história vai falar sobre a relação de ódio e rivalidade eterna de dois irmãos gêmeos de origem libanesa, Yaqub e Omar. O primeiro, mais tímido, recluso e calado, com um futuro promissor, saiu de casa para morar fora, uma tentativa do pai, Halim, de afastar os gêmeos na esperança de cessarem as brigas.

Omar, gêmeo caçula, rebelde, vivia entre a inércia da ressaca e a euforia da farra noturna. Logo nos primeiros meses de vida, foi acometido por uma grave pneumonia, fazendo com que Zana, sua mãe, o cercasse de um zelo excessivo, uma espécie de mimo doentio, de quem via na frágil saúde do filho, a morte iminente.

Com personagens de perfis psicológicos interessantíssimos, Dois Irmãos revelou-se uma obra singular, repleta de elementos curiosos, além da rica descrição da cultura Manauara, que insere ainda mais o leitor nessa história fascinante.

O relato sobre a vida familiar de Halim e Zana, nos traz a oportuna lição sobre a administração dos conflitos familiares. Impossível não notar as semelhanças da relação desses irmãos com os personagens bíblicos, Caim e Abel e seu ódio indissolúvel, bem como Esaú e Jacó. Percebemos também em Zana um comportamento similar a Rebeca, mãe de Esaú e Jacó, quando releva nítida preferência por um de seus filhos.

“Naquela época, tentei, em vão, escrever outras linhas. Mas as palavras parecem esperar a morte e o esquecimento. Permanecem soterradas, petrificadas, em estado latente, para depois, em lenta combustão, acenderem em nós o desejo de contar passagens que o tempo dissipou. E o tempo, que nos faz esquecer, também é cúmplice delas. Só o tempo transforma nossos sentimentos em palavras mais verdadeiras, disse Halim durante uma conversa, quando usou muito o lenço para enxugar o suor do calor e da raiva ao ver a esposa enredada ao filho caçula.” (Página 244)

Repleta de conflitos e situações bastante conturbadas, a memorável história escrita por Milton Hatoum, é riquíssima na demonstração da natureza humana em suas inquietações e questionamentos. Além, é claro, da busca incessante do filho de Domingas, pela identidade de seu pai, envolvendo de mistério essa obra, já tão rica.

“Alguns dos nossos desejos só se cumprem no outro, os pesadelos pertencem a nós mesmos. (Página 264)

Dois irmãos é um livro profundo e sensível, que agora figura entre os meus livros favoritos da vida, logo, sua leitura é indispensável. Recomendadíssimo, sem dúvida.



27
dez 2016

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

adaline-capa Título Original: The Age of Adaline

Título no Brasil: A Incrível História de Adaline

Direção: Lee Toland Krieger

Gênero: Drama/Romance/Fantasia

Ano de Lançamento: 2015

 

Sinopse: Adaline Bowman nasceu na virada do século XX. Ela tinha uma vida normal até sofrer um grave acidente de carro. Desde então, ela, milagrosamente, não consegue mais envelhecer, se tornando um ser imortal com a aparência de 29 anos. Ela vive uma existência solitária, nunca se permitindo criar laços com ninguém, para não ter seu segredo revelado. Mas ela conhece o jovem filantropo, Ellis Jones (Michiel Huisman), um homem por quem pode valer a pena arriscar sua imortalidade.

Estrelado pela belíssima Blake Lively (Gossip Girl), A Incrível História de Adaline é um romance completamente atípico em que uma mulher esta presa a um corpo de 29 anos de idade, condenada a permanecer jovem para sempre, quando na verdade passaram-se décadas sem que ninguém além dela própria soubesse disso.

“No dia 31 de dezembro de 2014, um táxi viajava através de São Francisco, de Chinatown para Merrill.

O carro transportava um único passageiro, uma mulher. Seu nome de batismo é Adaline Bowman. Atual Pseudônimo: Jennifer Larson. Este é o primeiro e último capítulo da história dela.”

Com o passar dos anos, Adaline muda de identidade e de cidade para preservar seu segredo, tendo como confidente apenas sua filha.

É angustiante ver a personagem tendo que se esconder em sua solidão para não ser considerada uma aberração e escapar de olhares curiosos ou perguntas indiscretas por causa de sua idade, ao mesmo tempo em que vê seus entes queridos partindo enquanto seu implacável destino permanece inalterado.

Quando Adaline conhece o encantador Ellis, tudo parece mudar. No entanto, mais uma vez a moça é surpreendida por acontecimentos de seu passado, sendo forçada a mudar seu destino, presente e futuro.

Ellen Burstyn (House of Cards) e Harrison Ford (Star Wars – O Despertar da Força) também emprestam seu talento nessa obra de fotografia impecável e figurino perfeito.

Com um desfecho tão surpreendente quanto seu início, a história de Adaline é comovente e interessante, e mesmo que não seja um filme espetacular e cheio de grandes feitos, cumpre brilhantemente seu papel de entreter os fãs de fábulas e histórias fantásticas. Por isso, recomendo muito para aqueles que curtem o gênero e para os românticos de plantão.

“- Como isso é possível?

– Eu não sei, eu era normal…até que um dia parei de envelhecer!”



20
dez 2016

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

nashville-1Título Original: Nashville

Título no Brasil: Nashville: No Ritmo da Fama

Criador: Callie Khouri

Gênero: Musical/Drama

Ano de Produção: 2012

Sinopse: Contrariando a vontade do pai Lamar Hampton (Powers Boothe, de Deadpool), um importante empresário do Tenesse, Rayna James (Connie Britton, de American Horror History) seguiu carreira de cantora, tornando-se uma estrela de música country. Casada com Teddy (Eric Close, de Without a Trace), com quem tem duas filhas (Lennon e Maisy Stella), Rayna começa a viver a inevitável queda de popularidade. Assim, é forçada por sua gravadora a fazer turnê com uma estrela que esta em ascensão, Juliette Barnes (Hayden Pattiere, de Heroes), que Rayna considera uma cantora sem talento. Esta, por sua vez, é ambiciosa e busca formas de subir rapidamente na carreira.

Assisti Nashville simplesmente por gostar de séries musicais e foi uma grata surpresa. Sinceramente, não esperava gostar tanto assim, virou uma verdadeira febre.

Ambientada no cenário country, a série narra as histórias de Rayna James e Juliette Barnes, a primeira, cantora country de sucesso que vê sua popularidade diminuir drasticamente com o passar dos anos.

Juliette por sua vez, é a nova musa da música country, esta no auge do sucesso, porém, com seus maus hábitos e temperamento difícil, também esta com a carreira em risco.

Por essa razão, a gravadora resolve juntar as cantoras em uma turnê, visando recuperar o sucesso de Rayna e a credibilidade de Juliette, mesmo a contragosto de ambas.

Rayna é bonita, popular e praticamente tem o mundo a seus pés. Casada e mãe de duas filhas, ela tenta conciliar a carreira artística e a família, mas isso nem sempre da certo.

Juliette é mimada, egoísta e egocêntrica. Mandona, acha que todos tem que se curvar às suas ordens e satisfazer os seus caprichos, e esse temperamento explosivo pode lhe custar caro.

Duas cantoras com temperamentos e estilos de vida diametralmente opostos, que precisam se unir para salvar suas carreiras.

A série conta também com personagens bastante especiais, como a belíssima Scarlett O’Connor e sua linda e delicada voz, Gunnar Scott e seu absurdo talento para compor, Avery Barkley, um rapaz ambicioso que almeja alcançar o estrelato no mundo da música a mais rápido possível. E por último, mas não menos importante, temos Deacon Clayborne, parceiro musical  e eternamente apaixonado por Rayna, Deacon é um músico talentoso que vê a chance de reconquistá-la se esvair, quando se deixa levar pelo alcoolismo.

Enfim, não posso falar mais para não correr o risco de dar spoiler, mas, vale muito a pena dar uma chance para essa série.

Para os fãs que ficaram tristes com a possibilidade de cancelamento após a 4° temporada, uma boa notícia, a série foi renovada para seu quinto ano de exibição contando com 22 novos episódios. Espero que o sucesso dos anos anteriores continue, estou louca para rever os personagens!

Portanto, se você gosta de séries cheias de histórias conflitantes, segredos e muita música, Nashville é pra você!

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6
dez 2016

ARQUIVADO EM: Literatura

Autor: Jay Asher

Título Original: Thirteen Reasons Why

Editora: Ática 

Número de Páginas: 256

Avaliação: 4/5

Onde Comprar: Amazon | Americanas | Saraiva | Submarino

Sinopse: Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de sua casa um misterioso pacote em seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker – uma colega de classe e antiga paquera que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem 13 motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.

Hannah Baker é uma menina bonita e popular na escola que ninguém entendeu quando cometeu suicídio. É quando Clay Jensen recebe em sua porta uma caixa repleta de fitas onde Hannah explica os motivos de sua trágica decisão.

Hannah então, começa a contar detalhes de sua vida e sua rotina e os motivos que a fizeram cometer suicídio. Clay incrédulo, ainda não sabe porquê ele esta nas fitas, o que ele teria feito de tão grave para merecer ser punido assim?

“E vocês – o resto – repararam nas cicatrizes que deixaram para trás?

Não. Provavelmente não. Não foi possível. Porque a maioria delas não pode ser vista a olho nu.” (Página 61)

Ao longo dos relatos de Hannah, vamos entendendo melhor tudo o que ela passou  e descobrimos que não foi apenas um fato isolado, foi um somatório de coisas que a levaram a isso.

Bullying, fofocas sem fundamento, maldade de algumas pessoas, tudo isso culminou para sua atitude intempestiva.

“Ninguém sabe ao certo quanto impacto tem na vida dos outros. Muitas vezes não temos noção.” (Pág. 135)

Os 13 porquês é um livro forte que aborda um tema importante de ser discutido, especialmente entre os jovens.

Acredito que nada justificaria um suicídio, sou a favor da vida e que devemos lutar por ela com todas as nossas forças. No entanto, no contexto apresentado pela protagonista, é compreensível que quando uma jovem é agredida ou assediada sem a menor chance de defesa, se vendo acuada e cansada de tanta perseguição ela acabe por tomar uma atitude mais drástica.

“Depois de tudo que eu contei nestas fitas,de tudo o que ocorreu,fiquei pensando em suicídio. Na maioria das vezes, era apenas um pensamento passageiro.

Eu queria morrer.

Pensei nessas palavras muitas vezes. É algo difícil de dizer em voz alta.

 É ainda mais assustador quando você sente que pode estar falando sério.” (Página 217)

 Com certa ressalva, eu recomendo a leitura de Os 13 Porquês para aqueles que são fãs de um bom drama e estão curiosos quanto ao desfecho da história de Hannah e Clay.

O livro teve seus direitos comprados pelo canal a cabo Netflix para virar uma minissérie de 13 episódios sob a produção executiva da cantora/atriz Selena Gomez. A assessoria da artista informou ainda que Selena não irá estrelar a série, apenas produzir. Vamos aguardar essa estreia e ver como Hannah será retratada na TV.



15
nov 2016

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

Título Original: Brooklyn

Título no Brasil: Brooklyn

Direção: John Crowley

Gênero: Drama

Ano de Lançamento: 2016

 

Sinopse: A jovem irlandesa Eilis Lacey (Saoirse Ronan) se muda de sua terra natal e vai morar em Brooklyn para tentar realizar seus sonhos.

No início de sua jornada nos Estados Unidos, ela sente falta de sua casa, mas ela vai tentando se ajustar aos poucos até que conhece e se apaixona por Tony (Emory Cohen), bombeiro italiano.

Logo, ela se encontra dividida entre dois países, entre o amor e o dever.

Brooklyn conta a história da jovem Eilis Lacey que vive com sua mãe e sua irmã no condado de Wexford na Irlanda. Ela sempre sonhou com um futuro melhor para sua vida e em busca desse sonho e com a ajuda do padre de sua paróquia, a tímida moça se aventura de navio rumo aos Estados Unidos.

Chegando lá, a menina se estabelece no bairro do Brooklyn na pensão da Sra. Kehoe e com o passar do tempo, Eilis, que estuda na universidade, consegue um emprego numa tradicional loja da cidade. Até que um dia, ela conhece o jovem Tony, um belo rapaz ítalo-americano por quem se vê completamente apaixonada.

O clima de romance entre os dois é tão lindo e de uma delicadeza tão grande que é praticamente impossível não se emocionar.

Entretanto, em determinado momento da trama, a jovem enfrentará um grande dilema. Algo de extrema gravidade acontecerá e Ellis será obrigada a voltar para sua cidade natal, deixando para trás esse amor imensurável, partindo não só o coração desse casal enamorado como os corações de quem acompanha essa história.

“Querida Ellis, muito obrigada pelo presente, o papel da Bartocci’s o torna mais glamuroso.

Parece que tudo é tão excitante e novo, comparado com aqui.

Não posso esperar que me mostre tudo um dia. E Ellis, saiba que estou ao seu lado, mesmo quando não estou.”

Ambientado numa atmosfera dos anos 1950, Brooklyn é um filme terno, leve e cheio de romantismo que nos impressiona pela singeleza e graciosidade.

Com um figurino impecável e as ótimas interpretações de Saoirse Ronan e Emory Cohen, Brooklyn tem um charme todo especial que agradará não só aos fãs de romances clássicos como aos apaixonados em geral. Por isso recomendo muito, assista e tenha seu coração arrebatado pelo romantismo clássico, assim como eu.

“E um dia, o sol sairá. Talvez não note de imediato mas vai sentir. E logo se dará conta de que esta pensando em algo mais. Em alguém que não tem ligação com o passado. Alguém que é só seu. E então vai perceber…

Que este é o lugar onde sua vida está.”



25
out 2016

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

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Título Original: Outlander

Título no Brasil: Outlander

Criador: Ronald D. Moore

Gênero: Fantasia/Histórico/Romance

Ano de Lançamento: 2014

 

Sinopse: Claire Randall (Caitriona Balfe) é uma enfermeira em combate em 1945. Ela é misteriosamente transportada através do tempo e mandada para 1743, e sua vida passa a correr riscos que ela desconhece. Forçada a se casar com Jamie Fraser (Sam Heughan), um cortês e nobre guerreiro escocês. Um relacionamento apaixonado se acende, e deixa o coração de Claire dividido entre dois homens completamente diferentes, em duas vidas que não podem ser conciliadas.

E finalmente eu assisti Outlander, mesmo com a existência do vilão mais perverso que já conheci e a temática fantasiosa no que diz respeito à viagem no tempo, resolvi dar uma chance para a série de Ronald D. Moore.

“Pessoas desaparecem o tempo todo. Garotas jovens fogem de casa. Crianças se perdem dos pais e nunca mais são vistas.

Donas de casa pegam o dinheiro das compras e um táxi para a estação de trem.

Muitos desaparecidos são encontrados com o tempo.

 Desaparecimentos, afinal, têm explicações…geralmente.”

A série narra a fascinante história da inglesa Claire Randall, uma enfermeira combatente da Segunda Guerra Mundial, casada com o historiador Frank Randall.

Claire esta de passagem pela Escócia com o marido para uma “segunda lua de mel”, com o intuito de celebrar o fim da guerra após longos anos afastados.

Durante a viagem, Claire e Frank visitam os monumentos históricos da Escócia, até que assistem a um curioso ritual, em um lugar chamado Craigh na Dun.

De volta ao lugar no dia seguinte, buscando encontrar um tipo específico de planta, Claire posiciona as mãos sobre uma das pedras e algo impressionante acontece.

De repente, Claire é tragada pela pedra e estranhamente transportada 200 anos no tempo, ela esta no ano de 1743, em meio à rebelião entre Ingleses e Escoceses.

“Eu queria que fosse um sonho, mas sabia que não era. Eu não estava mais no século XX.”

Capturada pelos escoceses e ainda sem entender o que se passa a sua volta, Claire decide usar seu sobrenome de solteira, Beauchamp, temendo que algo de grave aconteça, caso os soldados encontrem seu marido Frank.

Nessa “outra vida”, Claire conhecerá o soldado escocês Jamie Fraser, de quem por força das circunstâncias, será obrigada a se casar.

Porém, a convivência diária dos noivos, fará aflorar em ambos uma irresistível paixão até então desconhecida para Claire, que se verá perdida e irremediavelmente apaixonada por seu novo marido.

Nesse turbilhão de emoções, Claire ficará dividida entre duas épocas e dois homens diametralmente opostos.

Com paisagens belíssimas, excelente fotografia e figurinos impecáveis, Outlander me conquistou em todos os sentidos. A história é incrível, a escolha do elenco muito bem feita e a química entre os atores Caitriona Balfe e Sam Heughan é inquestionavelmente perfeita.  

Ainda não li os livros, mas quem já leu afirma que a trama não deixa nada a desejar, quando comparada a obra escrita por Diana Gabaldon.

Ronald D. Moore definitivamente esta de parabéns por retratar essa história de forma tão especial.

Em suma, Outlander é uma série esplêndida que esta em sua segunda temporada, mas já teve seu contrato renovado para a transmissão de mais duas.

Me faltam predicados para denominar o quanto eu gostei dessa série, Outlander é certamente a melhor obra televisiva já criada nos últimos tempos. Recomendo muito!



18
out 2016

ARQUIVADO EM: Literatura

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Autor: Paulo Coelho
Editora: Paralela
Número de páginas:
184
Avaliação:
4/5  
Onde comprar:  Amazon | Americanas | Saraiva | Submarino

Sinopse: Mata Hari foi a mulher mais desejada de sua época: bailarina exótica que chocava e encantava plateias ao se desnudar nos palcos, confidente e amante dos homens mais ricos e poderosos de seu tempo, figura de passado enigmático que despertava o ciúme e a inveja das damas da aristocracia parisiense. Ela ousou libertar-se do moralismo e dos costumes provincianos das primeiras décadas do século XX e pagou caro por isso: em 1917, foi executada pelo pelotão de fuzilamento do exército francês, sob alegação de espionagem. Em seu novo romance, Paulo Coelho revisita a vida dessa mulher extraordinária, mostrando ao leitor que as árvores mais altas nascem das menores sementes.

Baseado em fatos reais, o novo livro de Paulo Coelho narra a história de Mata Hari, uma bailarina exótica acusada de espionagem e condenada a morte durante a I Guerra Mundial.

 

“Se Deus lhe desse outra chance, faria tudo diferente?”  (Página 27) 

 

Advinda de uma infância difícil e um casamento destrutivo, Margaretha Zelle como foi batizada, era uma moça a frente de seu tempo, que não tinha medo ou pudor. Ela era apenas livre, livre para fazer o que quisesse, livre para agir como agia e foi exatamente por essa razão que foi punida.

A protagonista foi uma mulher extraordinária, que ousou ser moderna numa época de opressão, especialmente para as mulheres. Mata Hari, pecou apenas por ser mulher, por querer ser livre para os padrões de sua época.

“Sou uma mulher que nasceu na época errada e nada poderá corrigir isso. Não sei se o futuro se lembrará de mim, mas, caso isso ocorra, que jamais me vejam como uma vítima, mas sim com alguém que deu passos corajosos e pagou sem medo o preço que precisava pagar.” (Página 28) 

Tamanha ousadia lhe custou caro, atiçando a ira dos poderosos que acabaram acusando-a de espionagem. Julgada em um processo coberto de falhas, a bailarina foi condenada por um crime que não cometeu de fato, mas que por ingenuidade acabou por levá-la ao fuzilamento no ano de 1917.

Embora seja uma obra baseada em fatos reais, o autor relata que não escreveu uma biografia de Mata Hari. Seu minucioso trabalho de pesquisa, reuniu apenas alguns fatos de sua vida até sua prisão e morte.

Particularmente, eu achei a história fascinante. Paulo Coelho consegue ilustrar de forma magistral as últimas palavras de Margaretha Zelle na prisão e todo o sofrimento a que ela foi submetida durante o cárcere, a maneira com que o autor decidiu conduzir sua história foi tocante e verossímil, mostrando ao leitor, o lado humano da artista Mata Hari, com seus anseios e dores. Simplesmente sem palavras.

“Todos nós sabemos que serei morta não por causa desta alegação estúpida de espionagem, mas porque decidi ser quem sempre sonhei, e o preço de um sonho é sempre alto.” (Página 74)






ilustrações design e desenvolvimento