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30
jan 2018

ARQUIVADO EM: Literatura

Autora: Dinah Jefferies

Editora: Paralela

Número de Páginas: 432

Avaliação: 5/5 ♥

Onde Comprar:

Sinopse: Em 1925, a jovem Gwendolyn Hooper parte de navio da Escócia para se encontrar com seu marido, Laurence no exótico Ceilão, do outro lado do mundo. Recém-casados e apaixonados, eles são a definição do casal aristocrático perfeito: a bela dama britânica e o proprietário de uma das fazendas de chás mais prósperas do império. Mas ao chegar à mansão na paradisíaca propriedade Hooper, nada é como Gwendolyn imaginava: os funcionários parecem rancorosos e calados, e os vizinhos, traiçoeiros. Seu marido, apesar de afetuoso, demonstra guardar segredos sombrios do passado e recusa-se a conversar sobre certos assuntos. Ao descobrir que está grávida, a jovem sente-se feliz pela primeira vez desde que chegou ao Ceilão. Mas, no dia de dar à luz, algo inesperado se revela. Agora, é ela quem se vê obrigada a manter em sigilo algo terrível, sob o preço de ver sua família desfeita.

Ambientado no Sri Lanka de 1925, o livro vai contar a história de Gwen, uma jovem de 19 anos, recém-casada, que precisa se mudar para o território do Ceilão no intuito de acompanhar o trabalho do marido Laurence, um conhecido produtor de chá da região.

Porém, assim que chega ao novo país, a moça percebe que nada é da maneira que havia imaginado. Intrigada, Gwendolyn passa a observar de modo mais apurado o ambiente em que habita, uma vez que o comportamento singular dos empregados, sempre arredios e de poucas palavras, aliado aos hábitos igualmente suspeitos de seu marido, a levam a crer que algo não se encaixava com deveria.

 

“Ele devia ter suas razões, ela pensou. Mas o que seria capaz de explicar aquela estranha expressão em seu olhar?” (Página 44)

 

Contudo, ao perceber que esta grávida, sua vida muda totalmente, e Gwen passa a dedicar – se por completo a chegada do novo bebê. Quando descobre que dará á luz a gêmeos, seu coração transborda de felicidade, mas, nada a prepararia para o que estava por vir.

Durante o parto, algo surpreendente acontece, obrigando Gwendolyn a tomar uma atitude drástica e inimaginável que a atormentará pelo resto da vida.

 

“Com um mundo inteiro de horrores imaginários rondando sua cabeça e tomando proporções gigantescas, Gwen sentia como se um cabo de aço estivesse espremendo seu peito.” (Página 145)

 

A trama conta ainda com personagens secundários bastante interessantes e imprescindíveis para a construção dessa história incrível, são eles: a Aia Navenna, fiel e honesta, ela se revela muito mais do que uma simples empregada e fará tudo o que puder para ajudar a patroa nas situações mais adversas. O enigmático Savi Ravasinghe, pintor local que nos é apresentado logo no primeiro capítulo e que se revelará uma grande surpresa no decorrer da história. Teremos ainda Fran, que é prima de Gwen, por quem a protagonista tem grande apreço. E por fim, temos Verity, a cunhada mimada de Gwendolyn.

O livro se mostrou uma inesperada e agradável surpresa, jamais imaginei ler algo tão incrível. Entretanto, acredito que o maior e melhor desempenho na trama inteira, tenha sido mesmo da protagonista, Gwen. Afinal, poucos fariam o que ela foi capaz de fazer.

Trata-se de uma personagem brilhante com a garra e a perseverança necessárias para manter a sanidade diante dos fatídicos acontecimentos de sua vida. Maravilhosa!

Primeiro livro da autora publicado no Brasil, O perfume da folha de chá é um romance histórico belíssimo, ambientado no século XX e que me prendeu da primeira a última linha.

Abordando segredos e um sofrimento profundo, Dinah Jefferies apresenta ao leitor uma trama bem estruturada e riquíssima, de forma sensacional. Um livro lindo que aborda de maneira tocante a culpa e o efeito destrutivo que se estabelece na vida das pessoas.

Terminei a leitura repleta de questionamentos e com o coração apertado por tudo o que li e por todas as reviravoltas apresentadas.

“Ninguém nunca dissera que ser mãe significava conviver com um amor tão indescritível que a deixaria sem fôlego, e com um medo tão terrível que abalaria até sua alma. E ninguém nunca avisara sobre a proximidade desses dois sentimentos.” (Página 413)

Recomendo esse livro para os fãs de romance, e para aqueles que apreciam uma boa história. Muito bom!

 



16
jan 2018

ARQUIVADO EM: Literatura

Autora: Kristin Hannah

Editora: Arqueiro

Número de Páginas: 352

Avaliação: 5/5 ♥

Onde Comprar:

Sinopse: Caçula de três irmãs, Angela DeSaria já tinha traçado sua vida desde pequena: escola, faculdade, casamento, maternidade. Porém, depois de anos tentando engravidar, o relacionamento com o marido não resistiu, soterrado pelo peso dos sonhos não realizados. Após o divórcio, Angie volta a morar na sua cidade natal e retorna ao seio da família carinhosa e meio doida. Em West End, onde a vida vai e vem ao sabor das marés, ela conhece a garota que mudará a sua vida para sempre. Lauren Ribido é uma adolescente estudiosa, bem-educada e trabalhadora. Apesar de morar em uma das áreas mais decadentes da cidade com a mãe alcoólatra e negligente, a menina sonha cursar uma boa faculdade e ter um futuro melhor. Desde o primeiro momento, Angie enxerga em Lauren algo especial e, rapidamente, uma forte conexão se forma: uma mulher que deseja um filho, uma menina que anseia pelo amor materno. Porém, nada poderia preparar as duas para a repercussão do relacionamento delas. Numa reviravolta dramática, Angie e Lauren serão testadas de forma extrema e, juntas, embarcarão em uma jornada tocante em busca do verdadeiro significado de família.

O livro gira em torno da vida de duas protagonistas, Angela DeSaria e Lauren Ribido. Duas mulheres diferentes, que terão seus destinos cruzados e descobrirão juntas o verdadeiro significado de família.

Angela, é a filha caçula de uma família de descendência italiana e se vê perdida tendo que recomeçar a vida depois de um divórcio. Angie, como é chamada, volta a sua cidade natal e passa a se dedicar de corpo e alma na administração do restaurante DeSaria, tentando salvar o legado de seu falecido pai.

Do outro lado da cidade, esta Lauren, uma jovem brilhante, estudiosa e com grande potencial, que apesar de viver de forma humilde, nutre a esperança de melhorar de vida através de seus estudos. Lauren é dedicada e possui ótimas notas, o único empecilho na vida da garota, é sua mãe, uma mulher amarga que não reconhece e nem apoia os esforços da filha. Porém, Lauren não se deixa abater pelas adversidades e segue lutando para melhorar de vida, sonhando com o dia em que finalmente irá para a faculdade.

“Lauren não tinha crescido num mundo de faz de conta. Ao contrário da maioria das amigas, passara a infância assistindo a programas de televisão que mostravam tiroteios, prostitutas e mulheres em perigo. A vida real, como a mãe dizia.” (Página 114)

Com esse mote incrível, comecei a leitura de As coisas que fazemos por amor, com a certeza de que Kristin Hannah me apresentaria mais uma maravilhosa história, e foi exatamente o que encontrei ao longo das 352 páginas.

Uma trama real, de sentimentos verdadeiros, com todos os altos e baixos comuns a todas as famílias.

“O amor pode nos ajudar a passar por dificuldades.

Por favor, Deus, pensou, que isso seja verdade.” (Página 187)

Esse livro é uma delícia, um acalento para o coração, uma preciosidade que nos mostra valores familiares importantes e que as coisas que somos capazes de fazer por amor nos levam a patamares inimagináveis.

Com um final sensível e surpreendente, a história de Angie e Lauren nos ensina muito sobre amor e que devemos manter a esperança apesar das dificuldades. Lindo, inesquecível e tocante!

Parece que o livro ganhará uma adaptação para o cinema, e a atriz Abigail Breslin (Pequena Miss Sunshine) esta cotada para o papel de Lauren Ribido. Espero ansiosamente por essa produção e estou super curiosa para saber quem será a interprete de Angie e os demais membros do elenco. Ficarei na torcida para que o filme seja tão lindo e emocionante quanto a história apresentada por Kristin Hannah. Vamos aguardar!



2
jan 2018

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

 


Título Original: Being Erica

Título no Brasil: A vida de Erica

Criador: Jana Sinyor

Gênero: Comédia/Drama

Ano de Lançamento: 2009

Sinopse: No colegial, Erica pensou que iria crescer, conhecer “O” cara, ter “a” carreira, ter um casal de filhos lindos. Mas, de alguma forma, isso nunca aconteceu. Agora ela tem a chance de uma vida. Após uma série de percalços, ela se encontra no hospital, onde conhece o misterioso Dr. Tom – um terapeuta que parece saber muito sobre ela.

Conheci essa série com o nome “A vida de Erica” durante uma madrugada insone zapeando os canais de TV. E que fofura de série, adorei! Achei uma graça a Érica tentando acertar as contas com seu passado e as consequências de tudo isso. Seus amigos, seus amores, sua luta para entrar no competitivo mercado de trabalho. Coisas aparentemente banais, que na vida de Erica não são tão simples assim.

Tudo começa quando Erica, uma jovem de trinta e poucos anos,  encontra o enigmático Dr. Tom, que a propõe uma sessão de terapia nada convencional: voltar no tempo para consertar os erros do passado.

“Uma vida não questionada não merece ser vivida.” (Platão) 

Em princípio, parece um método maluco, mas com o passar dos episódios, nós descobrimos que o que acontece na verdade são mudanças na atitude de Erica com relação a passos mal dados na vida, tipo, uma segunda chance para os arrependimentos, sabe?

“Aprender é descobrir o que você já sabe.” (Richard Bach)

Com frases de efeito de grandes pensadores, Dr. Tom sempre tem a receita certa para resolver os problemas de sua paciente.

É muito divertido acompanhar Erica tentando mudar algo que deu errado em sua vida ou apenas reafirmando atitudes tomadas na juventude.

Entretanto, suas viagens ao passado, ás vezes afetam seu futuro, e Erica precisará encontrar uma maneira de lidar com essa nova situação.

Being Erica é uma serie sobre arrependimentos, amizade, família e amor que nos mostra como as atitudes que tomamos, refletem diretamente em nosso futuro. Pois, seja de forma positiva ou negativa, cabe a cada um de nós escolher que rumo seguir.

“Aquele que controla o presente, controla o passado. Aquele que controla o passado, controla o futuro.” (George Orwell)

Se você pudesse voltar e fazer tudo diferente, você continuaria sendo você?

 

 



7
nov 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

Título Original: The Handmaid’s Tale

Título no Brasil: The Handmaid’s Tale

Criador: Bruce Miller

Gênero: Drama/Ficção Científica

Ano de Lançamento: 2017

Sinopse: Depois que um atentado terrorista ceifa a vida do Presidente dos Estados Unidos e de grande parte dos outros políticos eleitos, uma facção católica toma o poder com o intuito declarado de restaurar a paz. O grupo transforma o país na República de Gilead, instaurando um regime totalitário baseado nas leis do antigo testamento, retirando os direitos das minorias e das mulheres em especial. Em meio a isso tudo, Offred é uma “handmaid”, ou seja, uma mulher cujo único fim é procriar para manter os níveis demográficos da população. Na sua terceira atribuição, ela é entregue ao Comandante, um oficial de alto escalão do regime, e a relação sai dos rumos planejados pelo sistema.

Baseado no livro homônimo da autora canadense Margaret Atwood, que no Brasil ganhou o título de O Conto da Aia. The Handmaid’s Tale narra a história de um mundo devastado, sem leis ou direitos, onde as pessoas são separadas por castas: as Martas, que são mulheres designadas para cuidar da casa, as Esposas, cujo papel é unicamente seguir e acatar as ordens dos maridos denominados Comandantes, as Tias, que são uma espécie de recrutadoras de mulheres e finalmente as Aias, moças em idade reprodutiva que são levadas para as casas dos comandantes no intuito único e exclusivo de procriar.

Porém, as mulheres não se voluntariam para ser Aias, na verdade elas são levadas contra a vontade, afastadas de seus entes queridos, perdendo qualquer tipo de contato com seus maridos e filhos, passando a viver sob um regime de escravidão.

Nessa trama surreal, o diretor Bruce Miller retrata com riqueza de detalhes, a vida das Aias, todo o sofrimento e solidão a que elas são submetidas. É angustiante, revoltante e estarrecedor acompanhar o que acontece em Gilead.

“Meu nome é Offred. Eu tinha outro nome, mas agora é proibido. Tantas coisas são proibidas agora.”

 

A atriz Elizabeth Moss esta simplesmente perfeita no papel de Offred e o comandante vivido por Joseph Fiennes, me fez esquecer completamente o jovem astro do teatro londrino de Shakespeare Apaixonado, tamanha a autenticidade de sua interpretação!

Mas, essa história não é propriamente uma novidade, uma vez que já existem diversos filmes e peças teatrais inspirados na distopia. Porém, com o sucesso da nova série, o livro de Margareth Atwood, originalmente lançado em 1986, ganhou nova capa, o que consequentemente chamou a atenção para novos leitores.

Não é para menos, com um elenco afiado, fotografia belíssima, figurino impecável e trilha sonora certeira, foi praticamente impossível não acompanhar.

The Handmaid’s Tale ainda não foi transmitida no Brasil, mas, ao que tudo indica, o Paramount Channel arrematou os direitos de transmissão e muito em breve teremos a produção por aqui também.

Lançada pela plataforma de streaming Hulu, a série narra o enredo distópico mais aterrorizante que já vi! Com um final interessante e um bom mote para uma próxima temporada, essa continuação promete ser ainda mais assustadora.

A segunda temporada que já esta sendo gravada, contará com 13 episódios e deve ser lançada em abril de 2018. Só nos resta aguardar o desenrolar dos fatos! Assistam a série, leiam o livro, vale muito a pena conhecer a escrita maravilhosa de Margareth Atwood aliada a genial direção de Bruce Miller.

 

 



10
out 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

 Título Original: Miracles from Heaven

Título no Brasil: Milagres no Paraíso

Direção: Patrícia Riggen

Gênero: Drama

Ano de Lançamento: 2016

Sinopse: Christy (Jennifer Garner) e Kevin Beam (Martin Henderson) são pais de três garotas: Abbie (Brighton Sharbino), Annabel (Kylie Rogers) e Adelynn (Courtney Fansler). Eles vivem em uma confortável casa, junto com cinco cachorros, e acabam de abrir uma clínica veterinária, o que fez com que tivessem que apertar os cintos e hipotecar a casa. Cristãos convictos, os Beam vão à igreja com frequência. Um dia, Annabel começa a sentir fortes dores na região do abdomen. Após muitos exames, é constatado que a garota possui um grave problema digestivo. Tal situação faz com que Christy busque a todo custo algum meio de salvar a vida da filha, ao mesmo tempo em que se afasta cada vez mais de sua crença em Deus.

Quando na capa do filme esta escrito que ele é baseado em uma incrível história real, acredite, porque é incrível mesmo! Milagres do Paraíso, conta a comovente história da família Beam, que vive um drama quando sua filha do meio é diagnosticada com um grave problema digestivo. Todos na comunidade ficam extremamente abalados e Christy, antes tão devota, passa a questionar sua fé e o porquê de sua querida filhinha ser acometida de algo tão penoso.

Apesar da excessiva carga dramática contida no filme, achei a história de Annabel extremamente emocionante, e o fato de ser uma história real só a deixou mais interessante, pelo menos na minha opinião.

Esse filme nos ensina a importância da fé, ele nos mostra que apesar das adversidades imposta pela vida, não podemos perder a esperança de que tudo acontece por uma razão, desconhecida muitas vezes, incompreensível, mas, nada pode ser encarado por nós como uma punição. Tudo é aprendizado, tudo é lição e que milagres acontecem todos os dias em nossas vidas, basta que saibamos reconhecê-los.

A história da família Beam é inspiradora e linda, sou louca por histórias reais, e a deles certamente ficará guardada para sempre em meu coração.

 

“Milagres estão em toda parte. Milagres são o jeito de Deus nos avisar que ELE está aqui.”  



22
ago 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV


Título Original: To the bone

Título no Brasil: O mínimo para viver

Direção: Marti Noxon

Gênero: Drama

Ano de Lançamento: 2017

 

Sinopse: Uma jovem de 20 anos sofrendo de anorexia embarca em uma emocionante jornada de autodescoberta em um grupo liberado por um médico pouco convencional.

Recentemente adicionado ao catálogo do Netflix, O mínimo para viver conta a história de Ellen, uma garota que sofre de um severo distúrbio alimentar.

Ellen, que já passou por quatro internações, esta sob os cuidados de um novo médico que possui um método diferenciado de tratamento.

Lilly Collins esta assustadoramente perfeita no papel principal, e Keanu Reeves dispensa apresentações, apesar de sua tímida interpretação como um médico pouco convencional, ele tem falas brilhantes e questionamentos pontuais, que levam o espectador a pensar na situação de sua paciente.

O Dr.Beckham chega a ser arrogante em sua abordagem, porém, mostra-se bastante eficiente com seus métodos pouco ortodoxos.

“[…]eu não vou te tratar se você não quiser continuar viva.”

O filme mostra sem alarde ou apologia, a vida como ela é. Como verdadeiramente fica uma pessoa acometida por um distúrbio alimentar severo.

Entendo o perigo que um filme que aborda esse tema pode conter,  pois ao pesar na mão, corre-se o sério risco de que haja incentivo ou enaltecimento a doença. O que felizmente não aconteceu.

O que percebemos nesse filme foi uma abordagem clara, cuidadosa e responsável. Assim como todos os efeitos colaterais da doença, nada foi glamourizado, muito menos incentivado.

Outro ponto que achei bastante interessante, foi a inserção de personagens anoréxicos que estão acima do peso, pois ao contrário do que se pensa, não é apenas o esquelético e fisicamente fragilizado que precisa de ajuda quando se trata de um distúrbio alimentar, tendo em vista que trata-se de um transtorno psicológico grave que mata boa parte dos indivíduos. E que ninguém em sã consciência escolhe ficar assim, essas pessoas estão verdadeiramente doentes, precisando de tratamento, e anorexia não é uma escolha.

A meu ver o filme possui algumas falhas, especialmente nas cenas entre mãe e filha. Certas abordagens foram exageradas e até desnecessárias. Mas, entendo a intenção da diretora Marti Noxon, que optou por contar uma história da maneira mais sensível e sincera possível, mostrando a complexidade do problema e quão difícil e delicado é abordá-lo.

Gostei, recomendo! É um bom filme para quem aprecia explorar a obscuridade da mente humana e para aqueles que estão em busca de um filme sincero sobre o tema.

 



8
ago 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

Título Original: Poldark

Título no Brasil: Poldark

Criador: Debbie Horsfield

Gênero: Drama/Histórico

Ano de Produção: 2015

 

Sinopse: Quando Ross Poldark (Aidan Turner) retorna dos campos de batalha da guerra civil americana, ele descobre que o pai faleceu, a mina de estanho que sustentava a família fechou, a casa está em ruínas e sua amada Elizabeth (Heida Reed), que achava que Ross tinha morrido, está noiva de seu primo, Francis Poldark (Kyle Solder). Ross, um homem autoritário mas com um forte senso de justiça, se casa com Demelza (Eleanor Tomlinson), uma criada, com quem tenta iniciar uma nova vida.

Desde que assisti Outlander, fiquei viciada em séries com temática histórica. Foi assim que conheci Poldark, uma série incrível sobre luta e perseverança, que indico sem pensar duas vezes.

Ambientada no século XVIII, a série narra a trajetória de Ross Poldark, um soldado que retorna da guerra e descobre que a vida que havia deixado para trás, não existe mais.

Durante sua ausência, seu pai faleceu, a mina de estanho da família faliu, e Elizabeth, o amor de sua vida, havia se casado com seu primo Francis.

Mesmo incrédulo com as notícias, Ross não se deixa abater e decide se empenhar na reconstrução da mina, e é durante esse processo, que ele conhecerá Demelza, uma moça de hábitos simples e destemida que em princípio será designada como cozinheira em sua casa, mas acabará conquistando seu coração.

Ross é um homem íntegro, justo, e sobretudo muito humano, se compadece facilmente de sofrimento alheio, ajudando da maneira que pode todos a sua volta. Porém, alguns tipos de ajuda podem lhe ser demasiadamente caros, e ele terá que lidar com as consequências de tais atos.

Como toda boa história, na saga de Poldark também temos um vilão, e esse papel ficou por conta de George Waleggan, um jovem ganancioso e arrogante que fará de tudo para destruir Ross.

Essa série teve uma primeira versão no ano de 1975, estrelada pelos atores Robin Ellis e Angharad Rees, e é baseada em uma série de livros históricos de Winston Graham sem publicação no Brasil.

A versão Poldark de 2015, traz Aidan Turner (O Hobbit) e Eleanor Tomlinson (Alice no País das Maravilhas) nos papéis de Ross e Demelza.

Com paisagens extremamente charmosas e enredo instigante, Poldark é uma série ágil, cheia de intrigas e romance, que merece ser apreciada, especialmente pelos amantes de romances históricos. 



25
jul 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

Autora: Kimberly Brubaker Bradley

Título Original: The War That Saved My Life

Editora: Darkside Books

Número de Páginas:  240

Avaliação: 5/5 ♥ 

Onde Comprar: 

Sinopse: Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um “pé torto” como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando. Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e o caçula Jamie deixarem Londres e partirem para o interior, em busca de uma vida melhor.

O livro narra a história da pequena Ada, uma menina de apenas 10 anos de idade, que vê a vida passar através da janela de sua casa. Ela nasceu com um pé torto, que por negligência de sua mãe não foi devidamente tratado.

Ada é uma menina inocente, que desde que se entende por gente cuida do irmão mais novo, Jamie. Mal tratada pela mãe (Uma mulher odiosa!), Ada acredita que tudo mudará no dia em que ela aprender a andar normalmente, já que em seu estado atual, o máximo que a menina faz no intuito de se movimentar rapidamente pelos cômodos da casa onde vive, é rastejar. Gente, que dor no coração foi ler essas primeiras páginas e a vida sofrida dessa menininha!

Porém, com a iminência da guerra, a menina e seu irmão são obrigados a se mudar e foi a partir daí que Ada foi salva, e que sua vida mudou completamente, por causa da guerra.

“Foi isso o que aconteceu, embora não como pensei que seria. No fim das contas, foi a combinação das duas guerras – o fim da minha pequena guerra contra o Jamie e o início da grande guerra, a do Hitler – que me libertou.” (Página 13)

Com um enredo diferenciado e singular, Kimberly Brubaker Bradley definitivamente conquistou meu coração. Sempre gostei de histórias que abordavam guerras, especialmente quando são narradas pelo ponto de vista de uma criança. Mas, diferente do que acontece em O Diário de Anne Frank, por exemplo, temos um mundo além da guerra, temos duas crianças aprendendo tudo sobre o universo a sua volta, descobrindo novos sabores, novas emoções, aprendendo a se portar diante de uma nova e melhorada vida.

É um livro dolorosamente lindo e cheio de ternura, apesar de todo o horror causado por Hittler.

Sei que trata-se de uma obra de ficção, e que apesar de retratar tão bem os massacres da guerra, Ada, Jamie e a Srta. Smith não existem, são apenas obra da imaginação fantástica da autora. Porém, foi uma história tão bem feita, tão bem construída e tão rica em detalhes, que é praticamente impossível não se sentir dentro da vida daquelas pessoas. Sabendo disso, cuidei de ler seus capítulos com parcimônia, a fim de construir com os personagens uma relação de afeto real, do qual eu não queria desapegar tão cedo.

A Guerra que Salvou a Minha Vida, deixou marcas profundas em meu coração, é o tipo de livro que lembrarei para sempre, ele me deixou com um nó na garganta, ao mesmo tempo em que apresentou cenas de tanto carinho e ternura que aqueceram minha alma.

Concluo esta resenha completamente apaixonada por tudo o que li, pela autora e pelos personagens. Obrigada Kimberly Brubaker Bradley, por me apresentar uma história tão rara, com a sensibilidade e pureza de uma criança.

“Dei a mão a ela. Um novo e desconhecido sentimento me preencheu. Parecia o mar, a luz do sol, os cavalos. Parecia amor. Vasculhei minhas ideias e encontrei o nome. Felicidade.” (Página 234)

 



4
jul 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

Título Original: Kurt Seyit ve Sura

Título no Brasil: Kurt Seyit ve Sura

Criadora: Nermin Beznem

Gênero: Drama, Romance

Ano de Lançamento: 2014

 

Sinopse: Kurt Seyit é um tenente mulherengo bonito, filho mais velho de um rico proprietário de terras da Criméia Turca. Seyit participa de um baile em São Petersburgo e faz uma aposta com seus amigos: Beijará a primeira menina que entrar na sala. Sura é a filha caçula de uma família nobre russa e vêm antes da alta sociedade no baile. Quando Sura entra no salão de baile, eles se apaixonam à primeira vista e logo começam um caso cheio de obstáculos. O pai de Seyit , Mirza Eminof, quer que o seu filho case com uma mulher turca muçulmana para garantir a prole. Por outro lado , a família de Sura quer que ela se case com homem rico e nobre da Rússia.
O amor de ambos é testado pela guerra, mas também comprometido devido às intrigas de Petro Borinsky e Baronesa Lola.

Hoje eu venho indicar para vocês, um romance muito bonito chamado Kurt Seyit ve Sura. Baseada em fatos reais, essa belíssima série de origem turca, irá narrar a história de amor entre o elegante oficial turco Kurt Seyit, e a bela russa Sura. Que se vêem perdidamente apaixonados desde que se encontram pela primeira vez em um baile em São Petersburgo.

Sura, batizada Alexandra Verjenskaya, é uma jovem tímida e recatada, que logo em seu primeiro grande evento social, é arrebatada pelos belos olhos do tenente Kurt Seyit Eminof. Igualmente encantado pela bela jovem, Seyit fará de tudo para conquistá-la.

 

Com um cenário histórico pautado na 1° guerra mundial e nas tensões políticas da época, a trama é repleta de ação e cenas de tirar o fôlego, e também conta com vilões dignos dos melhores folhetins. Petro Borinsky e a Baronesa Lola, serão obstáculos quase intransponíveis, que testarão ao máximo os limites do casal apaixonado.

A série foi baseada nos livros da autora Nermin Bezmen, neta de Kurt Seyit, e a editora Pedra Azul promete publicá-los em breve aqui no Brasil. Tomara!

Facilmente encontrada no atual catálogo do Netflix, a história de amor de Seyit e Sura é de uma pureza sem igual. Com uma trama cativante e cenas belíssimas, essa série é perfeita para quem gosta de enredos com contexto histórico. Se você é um romântico que adora histórias carregadas de ação, drama e muito amor, essa série é mais do que recomendada!



6
jun 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

Título Original: One Tree Hill

Título no Brasil: Lances da Vida

Criador: Mark Schwahn

Gênero: Drama

Ano de Lançamento: 2003

 

   Sinopse: Nathan e Lucas são dois irmãos que só tem em comum o pai, Dan Scott, e o dom para jogar basquete. Nathan foi criado como o “queridinho” do papai e sempre teve de tudo, ele é ídolo do time de basquete e o garoto mais popular da escola, enquanto o solitário Lucas foi criado por sua mãe, Karen e pelo tio paterno Keith, com muita  dificuldade  e,  apesar  de  ser  um excelente jogador de basquete, só joga por diversão. O destino faz com que as vidas dos dois se cruzem e Lucas tem a chance de jogar novamente no time do colégio, o que provoca a raiva de Nathan e do seu pai que não quer que nada ou ninguém venham atrapalhar a trajetória profissional que ele sonhou para si no passado e agora traçou para seu filho. A disputa entre os garotos não vai ser apenas pelo controle de quadra de basquete, mas também pelo amor de Peyton, uma líder de torcida e atual namorada de Nathan.

Comecei a assistir a série em 2016, quatro anos depois de seu término. E quanto tempo eu perdi, minha gente! Em que dimensão eu estava, que não conheci One Tree Hill antes? Em princípio, eu achava tratar-se de uma série adolescente com típicos problemas adolescentes no colégio, mas que engano meu, pois de típicos, os problemas deles não tem nada!

Repleta de citações narradas por Lucas Scott e uma ótima trilha sonora, One Tree Hill é uma série jovem, sim, mas com problemas bem adultos. Claro, sempre existe um drama ou outro que realmente seja adolescente, mas no geral, é uma série com temas bem sérios, por isso não me admira o sucesso que a fez ficar no ar durante 9 temporadas.

“Você já olhou para uma foto sua e viu um estranho no fundo? Te fez perguntar quantos estranhos tem uma foto sua? Quantos momentos da vida dos outros nós fizemos parte? Ou se fomos parte da vida de alguém, quando os sonhos dessa pessoa se tornaram realidade. Ou se estivermos lá, quando os sonhos delas morreram.

Nós continuamos a tentar nos aproximar? Como se fôssemos destinados a estar lá. Ou fomos pegos de surpresa?

Pense, podemos seu uma grande parte da vida de alguém e nem saber.”

 

One Tree Hill é uma série que nos faz repletir sobre a vida e talvez por esse motivo, o título escolhido aqui no Brasil tenha sido Lances da Vida. Temas como amor, família, solidão e amizade também são exaustivamente abordados, o que fez a trama ser ainda mais especial.

Ao mostrar os erros e acertos de cada um, One Tree Hill humaniza os personagens e nos aproxima ainda mais de suas vidas, como se o telespectador realmente os conhecesse, ou conhecesse alguém que já viveu aqueles dilemas. As transformações, mudanças de temperamento e seus conflitos internos dão o tom da trama, tornando aqueles adolescentes pessoas comuns, que precisam de ajuda para crescer, assim como todos nós.

São tantas lições aprendidas e passadas que fica difícil dizer qual o melhor momento da série.

Gostei de vários personagens, mas o meu preferido é sem dúvida alguma o Nathan Scott, por tudo o que ele representa, por toda a sua trajetória e principalmente por todo o seu amadurecimento. Claro, todos os personagens sofreram mudanças bastante significativas durante toda a série, mas o Nathan, foi o que mais me surpreendeu.

Com um desfecho emocionante e nostálgico, One Tree Hill consegue derreter até o mais gelado dos corações. Finalizo esta resenha completamente apaixonada por essa história e seus personagens, Lucas, Payton, Nathan, Hayley e Brooke ficarão para sempre guardados em minha memória. Suas vidas e suas histórias me tocaram profundamente, me encheram de esperança e amor, e o mais importante, me fizeram acreditar que tudo é possível. Amei, amei, amei…recomendo demais!

“Faça um pedido e guarde no seu coração.

Qualquer coisa que você quiser. Tudo o que quiser. Fez? Ótimo!

Agora acredite que pode se tornar realidade.”

 






ilustrações design e desenvolvimento