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14 ago, 2015

Diário da seleção – Kiera Cass

diariodaselecaoAutor:  Kiera Cass
Editora: Seguinte
Número de páginas: 384
Classificação:  4/5

Resenhas: A Seleção | A Elite | A Escolha | O Príncipe & O Guarda

Sinopse: Baseado na série de maior sucesso da Seguinte, este diário traz uma atividade para cada dia do ano. Com design especial, o Diário propõe que as fãs reflitam sobre o universo da série, escrevam sobre si mesmas, imaginem o que fariam caso fossem rainhas, criem desenhos, elaborem listas… E depois compartilhem tudo com as amigas! A partir de uma iniciativa inédita da editora, em outubro as leitoras brasileiras da Kiera Cass terão acesso a um diário oficial da série, o presente perfeito de final de ano.

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Eu amo a série A Seleção, então, apesar de ter meus 28 anos, fiquei muito feliz quando soube do lançamento desse livro. O Diário da Seleção é lindo, todo colorido e repleto de atividades fofas para serem executadas no decorrer do ano.

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A proposta é colorir, desenhar, tirar fotos, fazer colagens e muito mais. Tudo totalmente relacionado à série. Por isso recomendo que o Diário só seja preenchido após a leitura dos livros, para evitar spoilers. Pois eles existem, inclusive enquanto eu fotografava o livro para essa resenha, fotografei um spoiler imenso do final, e só percebi depois haha.

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É uma delicia relembrar cenas empolgantes e marcantes. Ainda que o livro seja claramente feito para um público mais jovem, eu consegui me divertir bastante. Sou fã de livros interativos.

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A edição está lindíssima, colorida e cheia de ilustração, como um verdadeiro diário adolescente. Eu fui uma adolescente apaixonada por agendas e diários, então foi fácil me identificar. <3

A editora fez um vídeo bem fofo, mostrando um pouco mais do interior do livro:

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10 ago, 2015

Inferno a bordo – Georges Simenon

Autor:infernoabordo Georges Simenon
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 135
Classificação: 2/5

Marujos não falam muito com outros homens, e menos ainda com policiais. Mas depois que o corpo do Capitão Fallut é encontrado próximo ao vapor em que trabalhava, o Océan, todos começam a falar em “mau-olhado” para tentar explicar os acontecimentos sinistros durante a última viagem da embarcação.

Eu amo suspense policial, é o meu gênero preferido. Acho muito interessante desvendarmos os crimes juntamente com o investigador(a). Quando ouvi falar dos livros de Georges Simenon fiquei bastante empolgada e solicitei esse livro para a Companhia das Letras.

Inferno a bordo é uma leitura muito rápida, são 135 páginas que podem ser lidas em um mesmo dia. Apesar de ser sim uma leitura rápida, os diálogos são arrastados e achei o texto confuso em algumas partes. Acabei me decepcionando. 

O Comissário Maigret é chamado para investigar a morte do Capitão Fallut, encontrado morto próximo ao seu navio, o Océan. De início acredita-se em suicídio, mas algumas evidências demonstram que na verdade o capitão pode ter sido assassinado. 

Maigret é praticamente apático, não vi nada de brilhante em sua investigação, ele nem ao menos consegue resolver o caso sozinho. Não consegui me conectar à ele em nenhum momento, uma pena. A história se passa em um período bem diferente do nosso (o livro foi lançado em 1931), então temos uma dose extra de machismo na trama. Os marujos não contribuem em nada na investigação, visto que são homens bem difíceis de se lidar, e os demais personagens que vão aparecendo se mostrando tão irrelevantes quanto o protagonista.

Não tenho nenhum problema com livros de época – Agatha Christie está ai para provar, é facílimo mergulhar nos livros dessa autora incrível -, mas Georges Simenon realmente não conseguiu me cativar. Fico triste pois o autor é conhecido como “mestre do suspense policial”. 

Previsível e sem clímax nenhum (em minha opinião), Inferno a Bordo tornou-se uma leitura esquecível. No entanto, ainda quero ler outro livro do autor pois é possivel que esse caso em especial não tenha funcionado para mim, quem sabe. Recomendo que leiam e tirem suas próprias conclusões.

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06 fev, 2015

O cavaleiro fantasma – Cornelia Funke

Autocavaleiro_fantasmar: Cornelia Funke
Editora: Seguinte
Número de páginas: 176
Avaliação: 4/5

Jon Withcroft está tendo alguns problemas. Sua mãe está namorando um dentista nada amigável – que ele apelida de Barba -, e ele acaba de ser enviado para um colégio interno, chamado Salisbury (o mesmo que seu pai estudou na infância). E ao que tudo indica, Jon foi mandado para lá, porque seu futuro padrasto quer se livrar dele.

O garoto definitivamente não queria estar lá, mas não há opções. Ele poderia lidar melhor com a situação, mas encontrar fantasmas que o perseguem e prometem matá-lo, torna as coisas um pouco complicadas. Jon não sabe para quem contar essa história, sem parecer um lunático completo, até que ele conhece Ella, uma garota que incrível que não só acredita em Jon, mas vai ajudá-lo no que for preciso

Assim, os dois procuram a ajuda de Sir William Longspee, uma cavaleiro fantasma conhecido por ajudar os mais fracos. De quebra eles vão entender o motivo de Jon ser o escolhido pelos fantasmas malignos, e ajudar Longspee a encontrar a paz.

Mais um daqueles livros que eu não esperava nada, mas que tive uma surpresa agradável ao final. A história é simples, são apenas 176 páginas, mas achei tudo tão encantador e com uma mensagem altamente positiva, que quero que todos leiam também hahaha.

Vocês já sabem que aprecio muito a narrativa de Cornelia Funke, li apenas outros três livros da autora, mas amei profundamente e me tornei fã.

Jon é um personagem ótimo, ele é bem jovem e ver sua mãe com um novo namorado, e ao mesmo tempo ser mandado para longe de casa, faz com que ele sinta muito ciúme e indignação, o que pode tornar suas reações um tanto quanto exageradas, o que é bem normal. Ella é uma garota surpreendente, amei a forma como ela foi construída, sua lealdade ao amigo é tocante. Os dois dividem a cena com o William, o terceiro personagem central que ganhou meu coração quase que imediatamente. Eu também ia querer sua amiga, e ajudá-lo no que fosse preciso.

Não se envergonhe das lágrimas. Em minha vida, derramei muitas lágrimas e não foram suficientes.

Amizade, lealdade e coragem são o foco central da trama, a forma como Jon, Ella e William se relacionam e lidam com os perigos me agradou muito, mais uma vez admirei a capacidade de Cornelia criar personagens memoráveis. Mesmo sendo um livro claramente voltado para o publico infanto juvenil, acho  leitura extremamente válida.

O cavaleiro fantasma é uma aventura empolgante e cheia de ensinamentos. Recomendo com certeza!

28 set, 2014

Pré – estreia – Os Boxtrolls – Filme

SiBoxtrollsnopse: Uma cidade é amaldiçoada por monstros que moram no subterrâneo e tem sofrido com o sequestro de crianças e com o roubo de seus adorados queijos durante as noites. Mas um menino órfão, que foi criado pelas criaturas subterrâneas, tentará resgatar as crianças das garras de um exterminador do mal.
O filme é baseado no livro infantil Here Be Monsters, escrito por Alan Snow.
Os produtores são os mesmos das animações A Noiva Cadáver (2005), Coraline e o Mundo Secreto (2009) e ParaNorman (2012).
A direção é de Antony Stacchi, que dirigiu a animação O Bicho Vai Pegar (2006), e de Graham Annable, artista de storyboard de ParaNorman (2012).

Essa semana recebemos um convite da Companhia das Letras para assistir a pré-estreia do filme Os Boxtrolls. Fui junto com meu filho Bruno (9 anos) que adora cinema e ADORAMOS o filme!!

Logo que chegamos ao shopping Market Place, onde o filme foi exibido, fomos recepcionados por funcionários do Cinemark e da Universal Pictures. A organização estava perfeita.

Todos receberam um “kit cinema”= pipoca + refrigerante.

Quando já estávamos acomodados, o pessoal da Universal foi falar com a gente. Falaram sobre o filme de forma resumida. Presentearam as crianças com os óculos 3D (todas puderam levar os óculos pra casa) e avisaram que algumas poltronas continham “envelopes” que valiam prêmios. Que não sei o que era, porque infelizmente, nas nossas poltronas não tinha nada ;(

E então começou o filme….

O filme conta a história de um bebê que foi “sequestrado” por criaturas do subterrâneo, chamados Boxtrolls. De acordo com a comunidade, os boxtrolls são monstros que se alimentam de crianças sequestradas por eles.
Porém, o que todos não sabem é que esses “monstrinhos” são criaturas do bem, que salvaram o bebê das garras do vilão da cidade, que sequestrou seu pai (que todos acham que está morto).
Uma personagem muito divertida é a Wine. A menininha que ajuda o Ovo (o bebê sequestrado) a descobrir a verdade sobre seu passado e a salvar seus amigos boxtrolls.
Quando saímos, conseguimos tirar fotos com os boxtrolls.
O filme é em 3D e estréia no próximo dia 02 (outubro) aqui no Brasil. Eu e Bruninho recomendamos muito. Rimos muito, nos emocionamos e nos encantamos com os boxtrolls, essas criaturas tão fofas e apaixonadas por badulaques.
Confira o trailler:
O filme foi baseado no livro de Alan Snow, intitulado “A gente é monstro”, publicado pela Companhia das Letras.
Sinopse: Tem alguma coisa estranha acontecendo embaixo das ruas de Ponterrato. As tampas de bueiro foram lacradas, impedindo Arthur de voltar para casa. As mais diversas espécies de subterráqueos também estão em apuros, pois parece que os caixatrolls, grupo que deveria cuidar dos encanamentos, estão deixando a água inundar a rede de túneis da Subterra.
Tudo isso por causa de um tal de Ladravão, que está armando um tremendo golpe para alcançar o poder. Ele resolveu retomar a extinta Guilda do Queijo, reunindo um bando de ladrões no Palácio do Queijo, abandonado há um bom tempo.
Cabe a Arthur a tarefa de salvar a pátria. Com a ajuda de Vainumar Mordisco (Conselheiro Real aposentado), de um bando de caixatrolls, alguns cabeças-de-repolho, da tripulação do navio-lavanderia-pirata, e de Marjorie, a inventora frustrada, o garoto vai ter de enfrentar poucas e boas para se livrar do enrosco armado por Ladravão e sua trupe truculenta.
Nesta fábula inventiva, primeira da série As Crônicas de Ponterrato, um mundo cheio de criaturas incríveis – em alguns casos terríves, em outros hilárias – é palco de uma aventura divertida, nos moldes clássicos. Fartamente ilustrado por desenhos em branco e preto do próprio autor, A gente é monstro! foi um grande lançamento na Inglaterra. 
Assistam, vocês vão adorar <3
27 jun, 2014

A Escolha – Kiera Cass

A Seleção #3

Autor: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Número de páginas: 352
Avaliação: 4/5
(Skoob
 
A Escolha é o último livro da Trilogia A Seleção, se você ainda não leu os livros anteriores (A Seleção e A Elite), pule está resenha para evitar spoilers
 
E finalmente essa trilogia que eu adoro chegou ao fim! Não que eu quisesse que ela terminasse, poderiam ter vários outros livros que eu leria com certeza, mas eu estava ansiosa para saber como Kiera Cass finalizaria tudo.
 
A Seleção é uma trama distópica, no entanto eu não consigo avaliá-la dessa forma, pois acho que a distopia em si foi só um “plano de fundo”. Para mim o que mais valeu aqui foi a aventura e o romance. Sendo assim, não vou comparar A Seleção com nenhuma outra distopia. 
 
No primeiro livro conhecemos America e o mundo onde ela vive. Em Illéa o governo é monarca e as pessoas são divididas em castas, numeradas do 1 ao 8. Onde quanto maior o número da sua casta, pior é a sua condição de vida. 
Quando chega a idade adulta, o príncipe precisa escolher sua esposa, para isso é realizado uma espécie de reality show, onde 35 garotas são selecionadas e passam a viver durante um determinado tempo no castelo, para que o príncipe escolha a sua preferida. Em A Elite, vemos que as garotas foram reduzidas – restando apenas 6 – nesse volume vemos um pouco mais de ação e conhecemos mais do governo e da tirania do rei. Além disso, o triângulo amoroso ganha forças, America está divida entre o Príncipe Maxon e seu amor da infância, o guarda Aspen
 
Pois bem, em A Escolha as coisas estão mais complicadas. Aspen é o guarda do castelo, e sua presença constante ali deixa America bem confusa, dando espaço para que Maxon passe mais tempo com as outras garotas. Sem contar que o o próprio rei não está nada satisfeito com a presença de America ali, e vai fazer de tudo para que ela não se torne a princesa.

A parte política também é mais desenvolvida, os rebeldes estão mais fortes e os ataques são mais frequentes. E, para nossa surpresa, os rebeldes do norte e do sul não tem os mesmos planos. Gostei de ver o crescimento das cenas de ação e tensão. America se tornou ainda mais participativa, ainda que ela não seja aquele tipo de personagem altamente justiceira e forte. A motivação de America em eliminar as castas também me agradou muito.

 
“Antes, você era apenas a garota que gritou comigo no nosso primeiro encontro. Esta noite, você virou a garota que não tem medo dos rebeldes.”


O romance – sem dúvidas – é a característica mais forte da trama, embora muito esteja acontecendo à volta, todos querem saber apenas uma coisa: Com quem Maxon irá ficar. Tudo gira em torno disso. E de romance Kiera Cass entende, as cenas transbordam fofura e amor, eu amei.
Maxon continua sendo o meu preferido, mesmo que Aspen tenha subido em meu conceito nesse livro. A quantidade de intrigas, mentiras e desencontros é imensa, não tem como não ficar com o coração na mão, e inconformada com a dificuldade em que os personagens tem de ser sincero um com o outro. Dialogar para que né?

“Eu não sabia o que isso significava para nós. Nem se ainda havia um nós com que valesse a pena me preocupar.”
 
Eu tenho uma relação de amor e ódio com a America, desde o primeiro livro. Em boa parte do tempo eu queria abraça-la e ajudá-la a pensar direito. E tinha horas que eu queria dar uma voadora na garota e fazê-la calar a boca. Emoções bem conflitantes, o que me leva a crer que talvez essa fosse mesmo a intenção da autora.
“(…)- Por favor America. Você já fez tantas coisas estúpidas que para mim seria uma surpresa descobrir que você ainda é capaz de sentir vergonha.” – Maxon dizendo aquilo que eu queria dizer

A trama é ágil e em nenhum momento me senti desanimada com a leitura, mas não consegui dar cinco estrelas. Senti falta de várias respostas, me passou a impressão de que, por não saber exatamente como finalizar, Kiera Cass começou então a eliminar personagens, foi uma matança certamente desnecessária. Sem contar que tudo se resolve em uma única cena, é isso e pronto. Faltou um desenvolvimento maior, talvez um quarto livro fosse a solução para o problema, quem sabe. Mas, como já disse no inicio da resenha, o foco é no romance, então posso entender. E, sou muito fã da narrativa de Kiera Cass, então ela está perdoada. 🙂

Recomendo sem dúvida nenhuma! Além de amar a história sou apaixonada pelas capas e pelo capricho da Editora Seguinte. Se você ainda não leu, não perca tempo!