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6
mar 2015

ARQUIVADO EM: Literatura

5ondaA 5ª Onda #1

Autor: Rick Yansey

EditoraFundamento

Número de páginas: 367

Avaliação: 5/5

Depois da primeira onda, só restou a escuridão. Depois da segunda onda, somente os que tiveram sorte sobreviveram. Depois da terceira onda, somente os que não tiveram sorte sobreviveram. Depois da quarta onda, só há uma regra: não confie em ninguém. Agora inicia-se A QUINTA ONDA. No alvorecer da quinta onda, em um trecho isolado da rodovia, Cassie foge deles. Os seres que parecem humanos, que andam pelo campo matando qualquer um. Que dispersaram os últimos sobreviventes da Terra. Cassie acredita que, estar sozinho é estar vivo, até que conhece Evan Walker. Sedutor e misterioso, Evan Walker pode ser a única esperança de Cassie para resgatar seu irmão — ou até a si mesma. Mas Cassie deve escolher entre a esperança e o desespero, entre a rebeldia e a entrega, entre a vida e a morte. Entre desistir ou contra atacar.

As pessoas viviam suas vidas tranquilamente, até o momento que uma imensa nave se instalou no céu e permaneceu ali, sem nenhuma explicação. O governo disse que eles estavam seguros, mas a verdade não era bem assim. Na 1ª onda a energia foi completamente desligada e toda a tecnologia inutilizada, na 2ª onda Tsunamis e inundações dominaram as áreas litorâneas, na 3ª, uma peste violenta se espalhou por grande parte da população, na 4ª os poucos sobreviventes começaram a ser perseguidos pelos silenciadores. Cassie é uma sobrevivente, e agora precisa se proteger, enquanto a 5ª onda começa.

Cassie – de Cassiopeia – sobreviveu. Ela faz parte dos 3% da população que não foi eliminada, por alguma razão ela é imune. Sua mãe foi atingida pela peste, e seu irmão levado por aquele que ela imaginou serem soldados, mas agora ela não tem certeza de quase nada. Sua única certeza é que precisa encontrar Sammy, seu irmãozinho de cinco anos, para quem fez uma promessa. Sozinha, ela precisa se esforçar para sobreviver enquanto tenta encontrar pistas que a levem até Sammy.

“Desistir de ter esperanças mata antes que você morra. Muito antes que você morra.”

O problema é que os silenciadores estão por toda a parte, e eles são incrivelmente bons. A única companhia de Cassie é o seu fuzil e um ursinho de pelúcia, que Sammy deixou com ela, caso ela sentisse medo. É uma invasão alienígena, não há dúvidas quanto à isso, mas eles nunca foram vistos e não entraram em contato de nenhuma forma, como os “outros” realmente são? Cassie não sabe, o que ela sabe é que não pode confiar em ninguém.

“Nesse ponto o jogo acabou. Fome, doenças, animais selvagens: é só uma questão de tempo para que os últimos isolados sobreviventes morram.”

No entanto ela encontra Evan Walker, que a salva quando ela provavelmente iria morrer e se mostra um rapaz doce e prestativo. Mas ele esconde segredos, isso é claro, Cassie precisa confiar em seus instintos.

A narrativa de A 5 onda é apenas BRILHANTE. Tudo gira em torno de Cassie e Zumbi, um outro personagem que vamos conhecer no decorrer da trama, ele milagrosamente sobreviveu à peste e está sendo treinado em um campo de concentração “perfeitamente seguro”. Em primeira pessoa, ora vemos o que acontece com Cassie, ora vemos o que acontece com Zumbi e gradativamente descobrimos qual a ligação deles e o impacto que isso terá na história.

Temos ainda dois outros narradores, que são igualmente fantásticos, eles tem poucos capítulos, mas é o suficiente para nos apegarmos totalmente a eles. Não vou dizer quem são, pois o gostoso é ir sendo surpreendido aos poucos. Inclusive, é só isso mesmo que vou dizer sobre a trama, o que me fez gostar tanto assim foi justamente a surpresa, o inesperado, e o brilhantismo do autor, claro.

Eu gosto de ficção cientifica, e gosto de histórias com Aliens, mas Rick Yansey elevou o nível. Ele fugiu dos clichês e tornou tudo tão possível, que é muito difícil não se envolver na história, se sentir parte de tudo isso. A construção dos personagens foi minuciosamente pensada, eu me apeguei a todos eles e queria que todos se dessem bem. Yansey não poupa sangue, mortes e sofrimento. Mas, ainda assim a esperança, o amor e a amizade estão bem presentes.

“A crueldade não é um traço da personalidade. A crueldade é um hábito.”

Os vilões são realmente vilões, do tipo que você vai sentir asco quase que imediatamente. Uma rede de mentiras e enganos é tecida e vamos desvendando tudo junto com os personagens centrais. E tem romance também, um romance nada meloso e que encaixou-se perfeitamente na história.

(…) “O que esse sujeito tem que me faz querer estapeá-lo e beija-lo, correr dele e para ele, atirar meus braços ao redor dele e lhe dar uma joelhada na virilha, tudo e ao mesmo tempo?”

Fui atingida por uma avalanche de sentimentos durante toda a leitura, eu realmente não esperava tanta profundidade nesse livro. Quando realmente descobrimos do que se trata a 5ª onda, eu não pude contar uma revolta imensa. A 5ª Onda se tornou um dos meus livros favoritos, e eu estou maluca para ter a continuação em mão imediatamente. O Mar Infinito tem tudo para ser ainda mais intenso e avassalador.

Recomendo COM CERTEZA! E para a minha alegria, os direitos do livro já foram vendidos e a gravação do filme finalizada. Chloe Grace Moretz viverá Cassie, e os outros personagens centrais você pode conferir AQUI. Fico na torcida para que seja feito um bom trabalho nessa adaptação, pois a trama tem tudo para ser o maior sucesso!



13
fev 2015

ARQUIVADO EM: Literatura

Amamanhã-quando-a-guerra-começouanhã #1 – Quando a Guerra começou

Autor: John Marsden

Editora: Fundamento

Número de páginas: 253

Avaliação: 4.5/5

Ellie e mais seis amigos decidem acampar durante alguns dias em um local chamado Inferno que, de acordo com a lenda popular, era o abrigo do Eremita – um homem que matou toda a sua família.

“Não, o Inferno não tinha a ver com lugares. O Inferno tinha a ver com as pessoas. Talvez o Inferno fossem as pessoas.” (Pág. 44)

Durante o acampamento, nada de muito empolgante acontece, a leitura pode ser até um pouco arrastada. Os sete amigos praticamente comem e dormem. No entanto, quando eles retornam e encontram a cidade deserta, as casas saqueadas e vários de seus animais mortos, a narrativa se transforma, ficando totalmente intensa e arrebatadora.

Os jovens ficam desesperados pois suas famílias sumiram, e logo percebem que a pequena cidade de Wirrawee foi tomada por um exército inimigo. Eles precisam rapidamente decidir se vão lutar ou se entregar. 

A história é contada em primeira pessoa por Ellie, ela na verdade está escrevendo uma espécie de diário dos eventos. Ainda que tudo se desenrole pelo ponto de vista de Ellie, John Marsden conseguiu com que nos aproximássemos de todos os personagens, entendendo suas dores e reações. É incrível o quanto eles amadurecem do começo ao final do livro. 

“Eu havia bloqueado todas as minhas emoções, pois não houvera tempo de me dar ao luxo de ser emotiva. Mas é como dizem: se você represa uma emoção, ela vai acabar estourando, uma hora ou outra. E as minhas emoções acumuladas já estavam transbordando.” (Pág. 147)

A distopia criada em Amanhã, Quando a Guerra Começou é totalmente crível, e possível. Acho que de tudo que já li no gênero, é o que mais se aproxima da nossa realidade atual, e isso torna tudo ainda mais brilhante. É importante salientar que eles são adolescentes que estão sozinhos sem nenhuma supervisão, eles não são super-heróis e nem tem estratégias de batalhas, só querem sobreviver e salvar suas famílias. Eles vão vivendo a situação dia após dia, inclusive interesses amorosos existem. E olha, eu achei o romance bem justificado, acontecendo de forma gradual. 

São sete personagens, e cada um foi criado com muito cuidado e detalhes. Fui arrebatada pela trama e lamentei profundamente quando o livro terminou, e eu não tinha o segundo em mãos. O final é bem tenso e emocionante. 

Preciso dizer que sou APAIXONADA pela diagramação dos livros da Editora Fundamento. O capricho é evidente. A capa tem o titulo em relevo, e todas as páginas internas tem detalhes de ilustrações. 

Amanhã, Quando a Guerra Começou, é o primeiro de uma saga com sete livros. É uma leitura tocante e cheia de adrenalina, que vi fisgar o leitor e fazê-lo analisar diversos pontos. Acima de tudo é uma história sobre coragem, amizade e perseverança. Recomendo com toda a certeza, e já quero todos os livros, para ontem. 



13
fev 2012

ARQUIVADO EM: Sem categoria
CHERUB #2
Autor: Robert Muchamore
Editora: Fundamento
Número de páginas: 
Avaliação: 
(Skoob

Classe A é o segundo livro da série CHERUB, se você não leu o primeiro volume – O Recruta, essa resenha poderá conter spoilers.  

Depois de um rigoroso treinamento básico e uma primeira missão bem sucedida James recebeu a tão sonhada camiseta azul-marinho. Agora ele curte merecidas férias.
Ao invés de manter a rotina de exercícios físicos, James não faz absolutamente nada, o que resulta em um grande problema quando ele volta para CHERUB. Fadigado, e alguns quilinhos mais gordo James precisa correr atrás do prejuízo e ser apto a novas missões.
Quando finalmente consegue, James é escalado para uma grande missão. Junto com seus amigos Cherub, Kyle, Kerry e Nicole ele vai precisar se infiltrar na GKM – Gangue de Keth Moore. Moore é um dos maiores traficantes da Inglaterra.

Os garotos – sob a supervisão de um casal de agentes adultos – vão entrar no mesmo colégio dos filhos de Keith Moore, fazer amizade com eles e se possível reunir o maior número de provas que resultem na prisão do líder.
A responsabilidade é grande, James precisa provar que apesar da pouca idade é um garoto maduro e competente. E acima de tudo ele precisa manter o controle de suas emoções, evitando estragar o disfarce.

Classe A é ainda mais bacana que O Recruta. Acho legal o fato de que James apesar de ser um integrante do CHERUB, é na verdade um garoto normal, com seus momentos de rebeldia e insubordinação.
A trama é repleta de ação, coisas incríveis acontecem e as crianças precisam pensar com calma e agir com base em seu treinamento. Essa missão, baseada no tráfico de drogas foi bem intensa, e totalmente realista. Sabemos que coisas assim acontecem todos os dias, infelizmente.
Gosto muito da irmã caçula de James – Lauren, ela está em seu treinamento básico e se sente um tanto insegura e temerosa, é nessa hora que James mostra seu lado carinhoso, fazendo de tudo para que a irmã não se desespere.
Os hormônios da garotada estão em polvorosa, com isso temos alguns romances se iniciando, de forma bem leve e real.
Robert Muchamore soube mesmo como criar uma série envolvente, todos os personagens são bem desenvolvidos, e mesmo os que aparecem poucas vezes tem algo a acrescentar a trama. A narração é em terceira pessoa, sob o ponto de vista de James. A leitura flui deliciosamente e quando menos se espera já acabou.
O ponto mais legal é que as missões tem começo, meio e fim. O próximo volume com certeza será uma nova missão. O que é ótimo, assim não bate aquele desespero pela continuação, e sim uma ansiedade gostosa para saber o que Muchamore tem reservado.
Quero muito ler o terceiro livro – Segurança Máxima, e mesmo sabendo que a série é enorme (cerca de 12 volumes) não desanimo! Recomendo para todos!

 

Beijos 🙂



17
out 2011

ARQUIVADO EM: Sem categoria
CHERUB #1
Autor: Robert Muchamore
Editora: Fundamento
Número de páginas: 296
Avaliação:   
James Choke é um garoto de treze anos, que sempre se envolve em confusões. Na última, ele empurrou uma garota que ofendeu sua mãe. O resultado foi oito pontos no rosto da garota e a expulsão de James do colégio. Para piorar, a mãe de James falece.
Sua irmã mais nova fica com Ron – seu pai – porém Ron é apenas pai de Lauren, e devido ao péssimo relacionamento com James ele não aceita ficar com o garoto.
Na instituição para onde é mandado James conhece outros garotos, e acaba se aliando aos piores. Depois de algumas confusões, James recebe um convite inesperado para integrar a equipe CHERUB, uma agência de espionagem formada por crianças e adolescentes de doze a dezessete anos. James então tem a chance de mudar para sempre a sua vida.

Eu simplesmente adorei O Recruta, não é novidade para ninguém que eu adoro literatura infanto-juvenil. A leitura do primeiro livro da série Cherub foi extremamente prazerosa.
Robert Muchamore escreve de forma leve e fluída, toda a criação de Cherub é bem convincente. Em alguns momentos a gente acaba acreditando que a organização existe de fato.
James é um garoto carismático de personalidade forte. E o mais interessante é que em alguns momentos ele é durão e adulto para sua idade, e em outros ele mostra claramente o quanto é jovem. Gostei bastante de seu relacionamento com Lauren (sua irmã mais nova).
O treinamento é uma das partes mais interessantes, não existe moleza! Em vários momentos eu fiquei com dó dos garotos. As missões também não ficam atrás, são bem detalhadas e interessantes. Eu devorei o livro em dois dias! E estou ansiosa pelo próximo, denominado Classe A.
O final fecha de forma satisfatória, deixando apenas um pequeno gancho para as continuações, que são ao todo doze, isso mesmo gente DOZE. Esse, em minha opinião, é o único ponto “negativo”. Haja grana hehehe.
A diagramação é linda e a fonte tem aquele tamanho que eu adoro. O livro é juvenil, mas eu indico para todas as idades. Se você – assim como eu – curte espionagem, vai provavelmente se divertir muito com esta leitura. O livro daria sem dúvidas uma ótima série de TV.

E vocês, já leram? Comentem aí *-*
Beijos



19
ago 2011

ARQUIVADO EM: Sem categoria

Editora: Fundamento
Autor:
Rachael Wing

Número de páginas: 170

Onde comprar 
Avaliação:  

Jen Anderson é uma adolescente comum, e tem uma regra curiosa: só conversar com os professores em caso de extrema urgência. Porém quando a Sra. Phillips – professora de inglês – conta sobre a peça baseada na obra de Shakespeare que será encenada no colégio, Jean percebe que vai ter que falar com a professora. Ela simplesmente ama Romeu e Julieta, é sua história preferida, aquela que seus pais lhe contavam quando era pequena. 
É aí que ela decide fazer o teste. Com o apoio do seu melhor amigo Reuben Luncan (que seria um namorado perfeito, se não fosse gay) ela consegue o papel de Julieta! 
Nada poderia atrapalhar esta felicidade, ou melhor, quase nada. As coisas se complicam quando ela recebe a notícia bombástica de que seu Romeu será Chris Banner, filho do maior inimigo de sua família. A garota está decidida a não desistir de participar da peça e de quebra não estrangular o insuportável e irônico Chris Banner
Por mais que tente evitar – entre uma briga e outra – Jen começa a notar que Chris não é assim tão detestável, na verdade ele é lindo e parece ser um cara bacana. Então, mesmo com os conselhos expressos de sua irmã mais velha Maddy, para que ela fique longe de Banner, Jen não consegue evitar se apaixonar por Chris
Confusa e com medo, Jen já não sabe o que fazer. E agora? Será que vale a pena enfrentar sua família e lutar por esse amor?

Esse livro é a coisa mais fofa! Daqueles que a gente lê em uma sentada. Me apaixonei pela história, visto que sou fã de Romeu e Julieta desde o tempo de colégio. 
Jen é uma personagem muito boa, na maior parte do tempo eu adorei o seu jeito decidido e corajoso. Ela tem somente uma atitude que eu achei bem egoísta, quando ela desconta sua frustração em seu melhor amigo Reuben. Deu vontade dar uns tapas nela rs. Reuben é aquele garoto sensível e divertido, que traz o humor e torna o livro ainda mais leve.

Chris Banner é uma fofo. Detestável por algum tempo, mas depois se torna uma graça! ^^

Gostei bastante do fato de que em alguns capítulos alternados conhecemos a história dos pais de Jen e Chris, e aos poucos vamos compreendendo o por que eles se odeiam.
O livro é curtinho, o final bem previsível, eu não ligaria se tivesse mais páginas, e um final mais elaborado. Mas mesmo assim curti bastante.
A única coisa que eu estranhei muito foi a narração, que eu me lembre eu nunca tinha lido nada deste tipo. Com exceção dos capítulos onde é narrado a história dos pais dos protagonistas em terceira pessoa, todo o restante do livro é assim:

“Um suspiro de impaciência percorre a classe, mas você fica animadíssima. Romeu e Julieta é uma das suas paixões secretas. Quando você era pequena, os seus pais liam histórias à noite. Sua mãe costumava pegar um livro grosso e antigo com peças de Shakespeare, e lia trechos até você adormecer”.


O uso de você me pegou desprevenida rs… demorei algumas páginas para me acostumar. Com certeza isso não altera em nada a beleza da narrativa que é super leve e fluída. 
A capa é linda, o título está em relevo e é cheio de brilhos, todas as páginas tem um detalhe. Um capricho!

Gosteie recomendo para aqueles que como eu, curtem uma história teen.







ilustrações design e desenvolvimento