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20
jul 2016

ARQUIVADO EM: Literatura Vídeos

Autor: Richelle Meadsilêncio
Título original:
Soundless
Editora: 
Galera
Número de páginas:
280
Avaliação: 
4/5
Onde comprar:
Amazon 

Sinopse: Pelo que Fei se lembra, nunca houve um ruído em seu vilarejo todos são surdos. Na montanha, ou se trabalha nas minas ou na escola, e as castas devem ser respeitadas. Quando algumas pessoas começam também a perder a visão, inclusive a irmã de Fei, ela se vê obrigada a agir e a desrespeitar algumas leis.

O que ninguém sabe é que, de repente, ela ganha um aliado: o som, e ele se torna sua principal arma. Ao seu lado, segue também um belo e revolucionário minerador, um amigo de infância há muito afastado em função do sistema de castas.

Os dois embarcam em uma jornada grandiosa, deixando a montanha para chegar ao vale de Beiguo, onde uma surpreendente verdade mudará suas vidas para sempre. Fei não demora a entender quem é o verdadeiro inimigo, e descobre que não se pode controlar o coração.

Oi gente! Quem ai também é fã de Richelle Mead? Agora a autora decidiu abordar a mitologia chinesa, que também é muito rica. Gostei bastante, confere aqui a resenha:

E se você também gostou, corre participar do sorteio! Válido até o dia 05/08/16. 🙂

a Rafflecopter giveaway



2
jun 2016

ARQUIVADO EM: Literatura

Outro Conto Sombrio Dos GrimmAutor: Adam Gidwitz
Título original:
In a Glass Grimmly
Editora: Galera
Número de páginas:
352
Avaliação: 
4/5

Onde comprar: Amazon | Americanas | Saraiva | Submarino

Depois de revisitar a história de João e Maria, mostrando o conto original dos irmãos Grimm, o autor mais uma vez usa a escrita original dos autores para mostrar a verdadeira aventura de João e o Pé de Feijão. Juntem-se a este conto de fadas pra lá de diferente e acompanhem João e Jill pelas histórias dos Irmãos Grimm, de Hans Christian Andersen e de outras figurinhas do universo do faz de conta. E se preparem para descobrir paisagens incríveis, que podem ou não! ser assustadoras, sangrentas, aterrorizantes e cheias de surpresas.

Outro Conto Sombrio Dos Grimm é o segundo volume da série Um Conto Sombrio dos Grimm, mas que pode ser lido independentemente do primeiro, já que não se trata de uma continuação.

Eu amo conto de fadas, mas bem sei que as histórias originais não são assim tão fofas e felizes. Quem já leu os Irmãos Grimm ou Hans Christian Andersen, sabe que os finais felizes são bem raros. Adam Gidwitz se utiliza dessa fórmula, baseado nos famosos contos originais, Gidwitz cria sua própria versão com uma dose de horror e suspense.

“Na verdade, se vocês são o tipo de pessoa que não gosta de ler sobre sofrimento, derramamento de sangue e lágrimas, porque não fingem que o dia acabou ali e fecham o livro agora mesmo? Por outro lado, se vocês são o tipo de pessoa que gosta de sofrimento, derramamento de sangue e lágrimas… posso perguntar educadamente? O que há de errado com vocês?”

O livro contem vários contos, e as histórias vão se interligando, é como se os personagens passassem de um conto para o outro. Os principais são João (o do pé de feijão), Jill (a prima de João que já vestiu vestes que nem todos conseguiam enxergar) e o Sapo falante (que não virou príncipe). Juntos, os três precisam partir em busca do Espelho Encantado, para salvar suas vidas e resolver todos os problemas que os cercam. 

“Eu diria que todos os espelhos são mágicos, ou podem ser.

Eles lhes mostram vocês mesmos, afinal de contas.

Realmente enxergar vocês mesmos, no entanto – essa é a parte difícil.

Para mim, o ponto alto foi a narrativa, Gidwitz me conquistou logo nas primeiras páginas. Temos um narrador, bastante irônico, que relata todas as situações, e em determinados momentos “para” para nós explicar um trecho ou contar como aquela história era no original. Senti mesmo como se alguém estivesse contando os contos para mim. 

João, Jill e o Sapo são personagens sensacionais, cada qual com seus momentos de coragem ou de fraqueza, mas com o sentimento de amizade bem forte. Além de entreter, a trama passa uma linda mensagem de reconhecimento e busca individual. Onde precisamos nos aceitar como nós somos, sem pensar apenas no que os outros vão pensar.

“Seu lar é onde você pode ser você mesmo.”

Outro Conto Sombrio Dos Grimm foi uma leitura maravilhosa, apesar de ter mais de 300 páginas, li em poucas horas e ao final já queria um próximo volume rs. Recomendo com toda a certeza, para todas as idades! 😀



8
abr 2016

ARQUIVADO EM: Literatura

Nunca Jamais - Livros e blablabláNunca Jamais #1
Autor:
Colleen Hoover e Tarryn Fisher
Editora: Galera Record
Número de páginas:
192
Avaliação: 
5/5

Onde comprar: Amazon | Americanas | Saraiva | Submarino

Charlie Wynwood e Silas Nash são melhores amigos desde pequenos. Mas, agora, são completos estranhos. O primeiro beijo, a primeira briga, o momento em que se apaixonaram… Toda recordação desapareceu. E nenhum dos dois tem ideia do que aconteceu e em quem podem confiar. Charlie e Silas precisam trabalhar juntos para descobrir a verdade sobre o que aconteceu com eles e o porquê. Mas, quanto mais eles aprendem sobre quem eram, mais questionam o motivo pelo qual se juntaram no passado.

Nunca Jamais foi uma leitura sensacional! A junção de Colleen Hoover e Tarryn Fisher foi brilhante, li o livro todo em uma sentada. Neste volume, vamos conhecer Charlie e Silas, dois jovens que não tem nenhuma recordação de seu passado, e que precisam desesperadamente descobrir quem são, e o porquê de isso ter acontecido.

A primeira situação do livro são livros caindo no chão do corredor do colégio, e essa é a primeira memória de Charlie. Ela não sabe onde está, quem são as pessoas á sua volta ou até mesmo seu nome. Silas também não tem a menor ideia de nada, mas de acordo com os seus amigos, ele e Charlie são namorados desde a infância. Ainda que não tenham lembranças um do outro, ou de qualquer familiar, eles conseguem se lembram de coisas básicas como dirigir um carro ou letras de musica. Os dois percebem que precisam permanecer juntos, para descobrir o que realmente aconteceu. Fingir normalidade se torna extremamente necessário.

“Como posso saber quanto custa um carro como esse? Tenho memória de como as coisas funcionam: um carro, as regras de transito, os presidentes, mas não lembro quem eu sou.”

A medida com que vão vivendo o dia, Charlie e Silas vão descobrindo detalhes de suas vidas. A família de Charlie está destruída, seu pai foi preso, sua mãe é alcoólatra, sua irmã mais nova não conversa com ela e as três moram em um cubículo. Em contrapartida, Silas é muito rico e mora em uma casa luxuosa com seus pais e irmãos. Silas e Charlie vão descobrindo que não são as pessoas que gostariam de ser, e que o relacionamento de quatro anos dois dois, não era assim tão perfeito. Quanto mais descobrem sobre si próprios, menos eles ficam felizes com essas descobertas.

O clima é totalmente eletrizante, eu não conseguia parar de ler e precisava descobrir o que tinha acontecido com os dois, a razão de terem perdido as memórias juntos. Mergulhei profundamente na leitura e pude sentir cada emoção dos protagonistas, seus medos, suas dores e a confusão que os cerca quase o tempo todo. Charlie e Silas são bem diferentes um do outro, Charlie logo julga não ser uma pessoa assim tão boa, mas de acordo com ela, Silas é. Devido à isso, ela quer evitar a todo custo se relacionar com o garoto, seu único intuito é descobrir a verdade, e nada mais.

Silas é um personagem cativante, logo nas primeiras páginas já me apeguei à ele. Sua preocupação com Charlie, sua ânsia em mantê-la a salvo são encantadoras. Ele acredita que mesmo sem lembranças, ainda ama sua namorada de infância, e se esforça para que ela perceba isso.

“Neste momento – exatamente agora – fica tão claro para mim quem a Charlie é. Ela não é boa como Silas. Ela o ama porque ele é diferente dela. Talvez seja esse o motivo pelo qual ela se envolveu com Brian, porque ela nunca conseguiria ser como ele. Como eu não posso.”

Eu sempre tenho teorias mirabolantes para os livros que leio, mas neste não consegui formular nenhuma! O suspense me pegou de jeito e me deixou sem fôlego. Perto das páginas finais, algumas coisas vão sendo reveladas e eu pude sentir meu coração acelerando enlouquecidamente, até que no ápice de uma descoberta, o livro simplesmente acaba! Sim, se trata da primeira parte de três, e as autoras terminam abruptamente, no pior momento possível. Nem consigo explicar o quanto preciso da continuação!

Nunca Jamais é o primeiro de uma trilogia, mas considero como um livro único, que foi dividido em três partes, por estratégia de marketing, eu diria. Todos têm poucas páginas (esse tem 192), e o livro seguinte começa exatamente onde esse termina. A narrativa intercala o ponto de vista de Charlie e Silas, do jeitinho que eu amo! Já conhecia (e amava) o trabalho de Colleen Hoover, e fiquei encantada com o quanto o trabalho dela e de Tarryn Fisher se encaixou lindamente. Recomendo com toda a certeza, e espero não me decepcionar com suas continuações. 🙂



30
out 2015

ARQUIVADO EM: Literatura

a-vinganca-de-mara-dyerMara Dyer #3
Autor: Michelle Hodkin
Título original: 
The Retribution of Mara Dyer

Editora: Galera Record
Número de páginas: 
375
Avaliação: 
4/5

Onde comprar: Amazon | Americanas | Saraiva | Submarino

Sinopse: Terceiro e último volume da trilogia Mara Dyer. A série mescla paranormalidade, conspiração e romance para contar a história de uma adolescente com poderes especiais. Elogiada pelas autoras das séries Divergente e Instrumentos Mortais, Michelle Hodkin cria aqui uma trama surpreendente, onde nada é o que parece. Depois de descobrir que consegue matar apenas com o pensamento, assim como seu namorado é capaz de curar com a mesma facilidade, Mara Dyer é capturada por uma inescrupulosa médica, que a faz passar por uma série de testes e experimentos. Mas Mara não está sozinha. Outros jovens com poderes igualmente extraordinários são usados como cobaia. Com a ajuda deles, e de um velho inimigo, ela consegue fugir e parte em busca de vingança. Primeiro Capítulo

Esse é o terceiro e último livro da série Mara Dyer, se você não leu os livros anteriores, essa resenha pode conter spoilers

Mara Dyer está presa em uma ilha e continua sendo usada como cobaia, pela inescrupulosa Dra. Kells. Suas alucinações estão cada vez piores e Mara tem dificuldades em saber o que é real, ou não. Ela consegue então fugir, com a ajuda de Jamie, Stella e uma terceira pessoa, na qual ela não devia confiar. Tudo o que Mara mais quer agora é encontrar Noah – que ela não acredita de maneira nenhuma estar morto -, e ter a sua vingança, não importa de que forma isso possa acontecer.

O livro continua sendo narrado em primeira pessoa, mas esse é o menos assustador de todos. A vingança de Mara Dyer não me trouxe nenhuma sensação de medo, mas me trouxe respostas válidas e interessantes. A narrativa intercala entre o ponto de vista de Mara – no presente-, e flashbacks do passado de uma outra personagem, muito importante na trama. No decorrer da leitura as histórias vão se ligando e a compreensão sobre alguns fatos é imediata. Gostei muito disso. 

Para mim, Mara Dyer continua sendo absolutamente maluca, seu comportamento é alucinado, e seu instinto assassino está cada vez mais aflorado. O único pensamento da personagem é encontrar Noah, confesso que isso me irritou um pouco. Eu gosto da personagem, mas nesse livro minha simpatia por ela diminuiu bastante. Noah é o meu personagem favorito (juntinho com Jamie), e infelizmente ele não aparece durante boa parte do livro, não temos nenhuma noticia ou explicação para o seu sumiço. Foi bem agoniante. 

“Até ali, não sabia ao certo se estava desperta ou tendo uma alucinação.”

Os personagens secundários estão bem presentes, porém Stella e Jude poderiam nem ter aparecido, Stella é tudo, menos amiga da Mara. Ela só sabe julgar as atitudes da protagonista, deixando claro que seu interesse é apenas pessoal, ela não quer ajudar ninguém, a não ser ela mesma. Agora, quem brilha muito nesse livro é Jamie, o melhor amigo de todos. Aquele que está ali para o que der e vier, e mesmo quando não concorda com alguma atitude de Mara, expõe seu ponto de vista de maneira amorosa. É por causa dele que o livro tem algumas partes descontraídas, com diálogos divertidos entre Jamie e Mara. Sem contar que é Jamie quem resolve a maioria dos problemas, é ele quem pensa com clareza e investiga da melhor forma, sem ele Mara não teria chegado à lugar nenhum. 

A Vingança de Mara Dyer não é o meu livro preferido da trilogia, mas cumpre seu papel perfeitamente. O foco fica nas explicações sobre tudo, em como tudo foi alterado por atos do passado. Michelle Hodkin inovou e ganhou o meu respeito, com uma trama inovadora e diferente do que eu estava acostumada. Recomendo.



28
out 2015

ARQUIVADO EM: Literatura

Capa Trono de Vidro V1 RB.indd

Autor: Sarah J. Maas
Título original: Throne of Glass
Editora: Galera Record
Número de páginas: 392
Classificação: 4/5
Onde comprar: 
Amazon | Americanas | Saraiva | Submarino

Sinopse: As misteriosas e perigosas habilidades de Mara continuam a evoluir. Ela sabe que não está louca e agora precisa se prender desesperadamente à sanidade. Mara sabe que é tudo real: pode matar com um simples pensamento, assim como Noah pode curar com apenas um toque e que Jude, o ex-namorado morto por ela, está realmente de volta. Mas para descobrir suas intenções, deve evitar uma internação em um hospital psiquiátrico. Confusa com as paredes se fechando e ruindo ao seu redor, ela deve aprender a usar seu poder.

Quando Trono de Vidro foi lançado eu não me interessei nem um pouco pela leitura. Primeiro porque não gostei muito da capa, segundo porque a sinopse não me conquistou e terceiro porque é uma série gigantesca, com seis livros e vários contos. Mas aí caí na burrada de assistir algumas resenhas e pronto, fui completamente convencida a dar uma chance para a estória. O resultado foi que eu amei o livro e fui completamente surpreendida pela estória!
Celaena Sardothien é a maior assassina do reino de Adarlan e e até mesmo de toda a Erilea, treinada desde pequena para ser a melhor no que faz. Até que um dia ela foi capturada, julgada pelo rei e mandada para as Minas de Sal de Endovier como escrava, onde a expectativa de vida é de apenas uma mês. Um ano depois, Celaena é surpreendida pelo príncipe herdeiro, Dorian, com uma proposta irrecusável. O rei de Adarlan quer encontrar um assassino oficial para ele e resolveu fazer isso através de uma competição, onde cada membro do conselho teria que escolher o seu campeão para participar da disputa. E o príncipe Dorian escolheu Celaena como sua campeã prometendo a ela que ,se ganhasse, depois de alguns anos de serviço ela estaria livre. E mesmo odiando a ideia de servir ao rei que a mandou a Endovier e destruiu várias vidas, a assassina simplesmente não podia jogar fora a oportunidade de ser livre aceitando, assim, ser a campeã do príncipe, ir para o palácio de vidro, ser treinada pelo capitão da guarda, Chaol, e competir.
Adarlan podia privá-los de liberdade, podia destruir-lhes as vidas, surrá-los, torturá-los e obrigá-los a participarem das disputas mais grotescas, mas, criminosos ou não, eram ainda humanos.
Confesso que o começo da leitura foi difícil, as 50 primeiras páginas foram lentas e confusas. O fato é que a Sarah J. Maas criou uma realidade completamente nova e leva tempo para se familiarizar com todos os nomes e termos, o que se tornou ainda mais difícil quando nos é apresentado a faceta sobrenatural/mágica da estória. Eu não fazia ideia que o livro também tinha essa vertente então quando me dei conta disso foi um choque e tanto. Porém depois que essas 50 páginas passam, toda a estranheza inicial desaparece e a leitura se torna simplesmente viciante, daquele tipo que você não consegue largar. Então se tenho um conselho para quem vai se arriscar em Trono de Vidro é para ter paciência do começo porque vale a pena, e muito.
Dizem que o livro era para ser, inicialmente, uma releitura de Cinderela, mas que acabou ficando tão diferente e original que essa premissa inicial teve que ser abandonada. E eu sou obrigada a concordar. A Sarah J. Maas criou um mundo tão rico em detalhes e tão complexo que agora eu entendo porque são necessários tantos livros para contar a sua estória. Além de criar uma país novo com todas as suas características culturais, histórias e até mesmo geográficas, a autora também criou um mundo mágico fascinante. Eu sinto que em Trono de Vidro nos é mostrado apenas a ponta do iceberg, só uma preparação para o quanto essa mitologia vai contribuir para a estória.
– Por que nenhum de vocês está aqui?  
– Guardas são inúteis em uma biblioteca. – Ora, como ele estava errado! Bibliotecas estavam cheias de ideias. Talvez as mais perigosas e poderosas armas. 
Por ser um livro que tem uma assassina como protagonista e que tem como plano de fundo uma competição violenta é claro que se espera uma estória cheia de ação. E pode ser que quem pegue o livro apenas atrás disso acabe ficando um pouco decepcionado. Apesar de ser o motivador de tudo, a competição em si não é descrita em todos os detalhes, nós acompanhamos sim alguns dos treinamentos e algumas das provas, mas a ação verdadeiramente dita não é assim tão presente. Mas, mesmo assim, não posso deixar de registrar aqui a minha admiração pela forma como a autora construiu a batalha final, foi uma das cenas mais agonizantes que eu já li na vida e uma das mais completas também (tem mais de dez páginas). Simplesmente incrível!
Na realidade o livro é uma mistura de facetas diferentes que se encaixam perfeitamente bem. Além da ação e da parte mágica, nós temos a toda dinâmica da vida na corte com as suas conspirações e seus luxos – o que me lembrou muito de Reign, por sinal -, temos também uma adorável quantidade de romance e um senso de humor irônico delicioso de acompanhar.
Como vocês já devem imaginar, a Celaena é uma protagonista badass e ótima de acompanhar. Apesar da narrativa ser em terceira pessoa e termos o ponto de vista de alguns dos outros personagens é claro que é da Celaena o grande destaque e isso é ótimo para a estoria. Ela é uma personagem forte – muito! -, corajosa, decidida, impulsiva, irônica e muito determinada. Mas, por outro lado, ainda é uma garota de 18 anos que é vaidosa com seu corpo e seus vestidos, defende filhotes de cães e ama doces. Um contradição que faz dela alguém real e que se conecta com o leitor.
Vocês sabem que eu tenho problemas com triângulos amorosos – com exceção de As Peças Infernais, é óbvio -, mas o triângulo de Trono de Vidro funcionou muito bem para mim, é claro que tenho o meu preferido (sou Team Dorian desde pequenininha), mas acabei gostando de verdade dos dois personagens. É muito interessante, também, perceber como a Celaena cria relação bem diferentes com os dois e como ela se conecta com cada um deles de maneira diferente. Com Dorian tem esse clima de tensão e essa atração física e psicológica que faz com que tudo entre eles seja intenso. Sério, não tem como não amar os diálogos entre os dois, sempre repletos de irônicas e tiradas ótimas. Já com Chaol os dois criam esse laço de cumplicidade e de entendimento mútuo fazendo com que os dois funcionem muito bem como amigos e também como algo mais. Quero muito, muito mesmo, que a Celaena fique com o Dorian – coisa linda os momentos em que percebemos como ele gosta dela -, mas gosto bastante do Chaol também e estou louca para descobrir como tudo isso vai se desenrolar, ainda mais por causa da amizade dos dois garotos. Prevejo grandes emoções.
Dorian via o rosto dela sempre que fechava os olhos. Ela assombrava seus pensamentos, fazia-o desejar fazer coisas grandiosas e maravilhosas em seu nome, fazia-o desejar ser um homem que merecia usar uma coroa.
Comecei a leitura de Trono de Vidro completamente receosa e terminei completamente conquistada pelo mundo criado pela Sarah J. Maas e por seus ótimos personagens. Uma mistura de Game of Thrones com Reign com Jovem Adulto que, surpreendentemente, funciona super bem e tem uma grande chance de se transformar em uma grande série. Ainda bem que dei uma chance para o livro e que venham os próximos cinco!
Texto publicado originalmente no blog Rehab Literária.



21
out 2015

ARQUIVADO EM: Literatura

A-evolução-de-Mara-DyerMara Dyer #2

Autor: Michelle Hodkin
Título original: The Evolution of Mara Dyer
Editora: Galera Record
Número de páginas: 406
Classificação: 4/5
Onde comprar: 
Amazon | Americanas | Saraiva | Submarino

Sinopse: As misteriosas e perigosas habilidades de Mara continuam a evoluir. Ela sabe que não está louca e agora precisa se prender desesperadamente à sanidade. Mara sabe que é tudo real: pode matar com um simples pensamento, assim como Noah pode curar com apenas um toque e que Jude, o ex-namorado morto por ela, está realmente de volta. Mas para descobrir suas intenções, deve evitar uma internação em um hospital psiquiátrico. Confusa com as paredes se fechando e ruindo ao seu redor, ela deve aprender a usar seu poder.

A Desconstrução de Mara Dyer foi uma grande surpresa para mim, eu não estou acostumada a ler suspense e sobrenaturais com esse clima mais obscuro. E acho que uma das razões que me fez gostar tanto foi exatamente por ser algo diferente e novo. E foi com muitas expectativas que comecei a ler A  Evolução de Mara Dyer e, mesmo não conseguindo ser melhor que o anterior, o livro com certeza conseguiu manter o nível altíssimo do primeiro.

Quando Mara acorda em um hospital a única coisa que se lembra é que tinha encontrado Jude, seu ex-namorado que acreditava estar morto. Depois de algumas explicações ela descobre que teve um surto na delegacia depois de tê-lo visto, nada anormal depois de ter descoberto que pode matar com o pensamento e que Noah, seu namorado, pode curar da mesma maneira. Agora Mara precisa evitar ser mandada para um centro de reabilitação devido as suas condições psicológicas ao mesmo tempo em que tenta se proteger e proteger sua família do perigo que Jude pode oferecer.

“— Fodam-se os 17 anos. — Os olhos e a voz de Noah eram desafiadores. — Se eu fosse viver mil anos, pertenceria a você durante todos eles. Se fôssemos viver mil vidas, iria querer torná-la minha em todas elas.”

Se tem uma coisa que eu amei no livro anterior e que é mantida aqui é a incerteza que permeia todas as páginas do livro.  Ao terminar o primeiro livro você chega a pensar que já descobriu bastante coisa, que a Mara começou a entender as coisas que aconteciam ao seu redor, mas o que você percebe aqui é que você estava errado. Os personagens ainda estão completamente perdidos, ainda não entendem praticamente nada do que está acontecendo, assim como a Mara ainda fica confusa com o que é real e o que é fruto da sua imaginação. Isso pode até parecer uma crítica, mas não é. Não confiar na narrativa e não fazer ideia do que vai acontecer na página seguinte é o que faz da leitura algo tão interessante. Por que sim, o livro avança, mas sem nunca se entregar totalmente.

Eu gosto muito também da leveza que a Michelle Hodkin tenta incorporar no meio da narrativa. Eu tinha me esquecido o quão incrível é o Noah e como as respostas dele são sensacionais, eu adoro como o personagem oscila entre momentos de intensidade e outros de extrema ironia. Eu também tinha me esquecido de como o Daniel é um personagem ótimo, não tem como não amar a sua relação com a Mara e o clima leve que ele traz para as cenas em que aparece. O livro é repleto de diálogos incríveis e super engraçados que fazem toda a diferença e transformam a leitura em algo ainda mais prazeroso.

Mas se existe uma característica principal é a intensidade. Seja a do romance, seja a da pseudo loucura da Mara ou, principalmente, dos acontecimentos. Mesmo que a descontração apareça em muitos diálogos, todo o resto do livro é pesado, forte e repleto de mistérios e suspenses. E é surpreendente como a autora consegue manter isso durante o livro todo sem se ficar algo cansativo.

“Costumava pensar que não havia nada que pudesse fazer para mudar o modo como minha família me enxergava. Não havia nada que eu não pudesse contar a eles. Mas agora sabia que isso não era verdade. Caminharei para sempre com histórias dentro de mim que as pessoas que mais amo jamais poderão ouvir.”

Acho que não existe explicação melhor para esse livro do que o seu próprio título. Se no livro anterior nós acompanhamos a vida da Mara se transformar em algo completamente insano, nesse livro vemos como ela e essa realidade se desenvolvem, como evoluem. Nós descobrimos muitas coisas novas e coisas muito diferentes do que eu poderia um dia chegar a cogitar. A Michelle Hodkin consegue surpreender e transformar a sua estória aos poucos em algo cada vez mais diferente e inesperado, tanto que eu realmente não tenho ideia do que vai acontecer no próximo livro, mas estou ansiosa para saber.

Confesso que esperava um pouco mais de A Evolução de Mara Dyer, mas mesmo assim não tenho do que reclamar. Uma continuação incrível para um livro que surpreendeu e intrigou todo mundo que o leu. Agora é se preparar para ainda mais surpresas no terceiro e último livro.

Texto publicado originalmente no blog Rehab Literária



14
out 2015

ARQUIVADO EM: Literatura

O-Lado-Feio-do-AmorAutor: Colleen Hoover
Título original: Ugly Love
Editora: Galera Record
Número de páginas: 334
Classificação: 4,5/5
Onde comprar: Amazon | Americanas | Submarino | Saraiva 

Sinopse: Quando Tate Collins se muda para o apartamento de seu irmão, Corbin, a fim de se dedicar ao mestrado em enfermagem, não imaginava conhecer o lado feio do amor. Um relacionamento onde companheirismo e cumplicidade não são prioridades. E o sexo parece ser o único objetivo. Mas Miles Archer, piloto de avião, vizinho e melhor amigo de Corbin, sabe ser persuasivo… apesar da armadura emocional que usa para esconder um passado de dor. O que Miles e Tate sentem não é amor à primeira vista, mas uma atração incontrolável. Em pouco tempo não conseguem mais resistir e se entregam ao desejo. O rapaz impõe duas regras: sem perguntas sobre o passado e sem esperanças para o futuro. Será um relacionamento casual. Eles têm a sintonia perfeita. Tate prometeu não se apaixonar. Mas vai descobrir que nenhuma regra é capaz de controlar o amor e o desejo. Leia o 1º capítulo.

A trilogia Hopeless (Um Caso Perdido), de Colleen Hoover, se tornou uma das minhas preferidas, pois a história é forte, cheia de drama, amor e superação. Quando soube do lançamento de O lado feio do amor fiquei bem curiosa, a sinopse me chamou à atenção e muito se falava da adaptação cinematográfica. Ainda assim, li sem grandes expectativas, o que com certeza foi o motivo de eu ter gostado tanto. 

Tate Collins acaba de se mudar para o apartamento do seu irmão mais velho, Corbin, e conhece Miles – o vizinho da frente -, em condições bem estranhas. Ela está focada nos estudos e no trabalho, mas não consegue negar a atração pelo vizinho. O problema é que Miles Archer não está interessado em um relacionamento, ele simplesmente não quer se envolver. E não, Miles não é um garanhão, um bad boy ou qualquer coisa do tipo, ele é um piloto de avião muito responsável, um cara bacana e melhor amigo de Corbin Collins. Desde o inicio ele deixa claro para Tate que a única coisa que pode rolar entre eles é sexo, pois ele não se permite amar ninguém. Tate aceita, mas acaba se envolvendo mais do que deveria, quebrando as regras colocadas no inicio de tudo.

“(…) Será que ajudaria se tivéssemos regras?

Ele me observa silenciosamente antes de dar um passo para trás.

– Talvez – diz ele. – Nesse momento só consigo pensar em duas.

– Quais?

Seus olham fixam-se nos meus por vários segundos.

– Não me pergunte sobre o meu passado – fala, com firmeza. – E nunca espere de mim um futuro.”

Miles é um personagem intenso, cheio de traumas, medos e inseguranças, mas absolutamente sedutor e boa gente. Fica claro desde início que algo muito sério aconteceu com ele, mas só descobrimos o quê, quase no final da trama. A narrativa em primeira pessoa, intercalando os pontos de vista, fez toda a diferença. Tate narra os acontecimentos atuais, e Miles o que aconteceu há seis anos. O Miles do presente é um tanto frio, não fala sobre seus sentimentos e vive acabando com todas as esperanças de Tate. O Miles do passado é completamente apaixonado por uma garota (Rachel), é romântico e emotivo. Essa contradição me deixava doida, eu queria MUITO entender porque ele agia assim. 

Tate Collins merece um prêmio, pois aguentar a personalidade de Miles não deve ser nada fácil. Ela foi uma guerreira e persistiu bravamente, mesmo quando a situação estava insustentável, e ela deveria ter colocado um ponto final. A química dos dois é explosiva, e por se tratar de um livro new adult, algumas cenas são picantes e eu não recomendo para menores. Mas prepare-se também para muitas cenas emocionantes e uma boa dose de romance. 

“- O amor nem sempre é bonito, Tate. Às vezes você passa o tempo inteiro desejando que um dia ele mude. Que melhore. E aí, antes que perceba, você já voltou para a estaca zero e perdeu o seu coração em algum lugar no meio do caminho.”

A construção dos personagens é muito boa, Miles e Tate tem características fortes e bem definidas. E não são só eles que brilham, Corbin, Ian (melhor amigo de Miles) e Cap (o porteiro do prédio) foram mais do essenciais na história. Sem dúvidas, os melhores coadjuvantes (já quero um livro só do Corbin e outro só do Ian). 

O desfecho fez sentido me agradou bastante. Dá para entender as atitudes de Miles, sofrer com ele e torcer por sua felicidade. Não chorei, mas me emocionei muito. O titulo faz jus a trama, pois realmente encontramos o lado feio do amor. Colleen Hoover mais uma vez confirma seu talento e dom de emocionar, já quero ler outros livros da autora, para conferir se vou gostar tanto quanto os lidos até agora.

Um Caso Perdido continua sendo o meu preferido, mas O lado feio do amor merece ser lido, com toda a certeza. Recomendo!



12
ago 2015

ARQUIVADO EM: Literatura

Hopeless #2Em-busca-de-cinderela.5
Autor: Colleen Hoover
Título original: Finding Cinderella
Editora: Galera Record
Número de páginas: 158
Classificação: 5/5 
Onde comprar: Amazon | Americanas | Submarino | Saraiva 

Sinopse: Neste conto da bem-sucedida e adorada série Hopeless, o leitor conhecerá melhor dois personagens secundários de “Um caso perdido”. Daniel está no breu do armário de vassouras da escola – o perfeito esconderijo para quem quer fugir do mundo real –, quando uma garota literalmente cai em cima dele. Às cegas, os dois vivem um curto romance, mesmo sem acreditar muito no amor. No fim a garota foge, como se realmente fosse a Cinderela e tivesse uma carruagem prestes a virar abóbora. Um ano depois, Daniel e sua princesa se reencontram, e percebem que é possível nutrir um amor de conto de fadas por alguém completamente real. Juntos, os dois irão perceber que fora do faz de conta, ficar juntos é bem mais difícil e os problemas de um casal são muito reais.

O primeiro livro dessa série – Um Caso Perdido -, foi uma leitura maravilhosa. Me apaixonei pela narrativa de Colleen, pelos personagens cativantes e pela trama tão intensa, séria e ao mesmo tempo encantadora. Virei fã da autora. Ainda não li o segundo, mas tenho certeza que deve ser tão lindo quanto o anterior, já que é narrado pelo ponto de vista de Holder (tem resenha dos dos livros AQUI, feitas pela Val). 

Quando esse conto foi disponibilizado na internet, em inglês, eu fiquei muito feliz e baixei imediatamente, mas acabei esquecendo de lê-lo. Então, assim que soube que a Galera iria lançá-lo prometi para mim mesma que iria lê-lo o quanto antes, e foi uma experiência sensacional. Amei a leitura. 

Quem narra o livro é Daniel, melhor amigo de Holder, ele é mulherengo, engraçado e um ótimo amigo. Daniel costuma passar um período das aulas no armário de vassouras do colégio, essa manobra é para que a secretária da escola não perceba o horário vago em sua grade. Ele gosta de ficar ali relaxando, sem fazer absolutamente nada. Até que um dia uma garota acaba entrando ali. Eles conversam sem acender as luzes e por brincadeira fingem se amar perdidamente, a conexão é imediata e Daniel a apelida de Cinderela. No entanto, a garota vai embora e não aparece mais, deixando o garoto bem decepcionado.

Um ano se passa e Daniel está de saco cheio de sua namorada Val, ela é uma garota fútil e usa um perfume exagerado. Então ele conhece Six, (a melhor amiga de Sky, namorada de Holder) e se encanta pela garota, ela é bem diferente das garotas que ele costuma sair. Six não tem frescuras, fala o que pensa, não se preocupa com sua aparência e tem a melhor gargalhada. Ela acabou de passar um ano na Itália, e Daniel logo percebe que algo aconteceu com ela lá, e ela prefere manter em segredo.

“Isto é a realidade, mas nem mesmo na nossa realidade imperfeita as pessoas se apaixonam desse jeito. Elas não têm sentimentos tão fortes assim por alguém que mal conhecem.”

O desenrolar da trama é tão intenso e apaixonante, fiquei praticamente a leitura toda com um sorriso no rosto, encantada demais com a química entre Daniel e Six. Um dos casais mais queridos que já encontrei nos livros, amaria ver um livro só deles (não somente um conto), para descobrir como eles ficaram com o passar dos anos. 

Os personagens secundários são ótimos, Holder e Sky já são velhos conhecidos (amo os dois), mas a família de Daniel me conquistou totalmente, eles são engraçados e espirituosos, e a irmã mais nova de Daniel – conhecida como “Bolota” – merecia um livro só dela. 

Daniel e Six provam que nem toda história de amor é perfeita, e que alguns erros do passado não podem ser apagados, mas vale a pena ficar juntos e seguir em frente. Totalmente inspirador. <3

“Nunca acreditei tanto em algo quanto acredito em nós dois.”

O conto pode ser lido separadamente, mas recomendo que esse seja lido após Um Caso Perdido, para evitar alguns spoilers e ter uma experiência de leitura ainda mais gostosa. Recomendo a leitura COM TODA A CERTEZA. Já estou com saudades de Daniel e Six.

E para os fãs de Colleen Hoover, a autora estará na Bienal do Rio de Janeiro, no dia 5 de setembro, para o lançamento de seu novo livro – Ugly Love. Quero muito conhecê-la, espero conseguir. \o/

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8
ago 2015

E a cada mês as editoras aparecem com mais livros lindo e maravilhosos, e eu quero todos eles. Mesmo sabendo que não terei tempo suficiente para ler todos eles nessa vida. Sim, eu sou exagerada.

Neste mês, alguns lançamentos fizeram meu coração bater mais forte, e já estou preparando o cofrinho para a Bienal. Alguns deles vou comprar por lá (fora os que serão lançados na Bienal mesmo, ou seja, ou falir). Vem conferir os meus desejados do momento:

verus

 A Escolha Perfeita do Coração, de Bianca Briones (As Batidas Perdidas #3): Para quem ainda não conhece, já tem resenha do primeiro e do segundo livro dessa série aqui no blog – As batidas Perdidas do CoraçãoO Descompasso Infinito do Coração -, sou muito fã dos livros da Bianca Briones, e estou empolgadíssima para conferir esse. Nesse terceiro volume, Rafa e Vivi voltam a ser os protagonistas. O livro será lançado na Bienal, e quero o meu exemplar com autógrafo!

O Livro de marcar livros, organizado pela Increasy: Esse é amor demais, as meninas da Increasy capricharam e criaram um livro fofo, para anotarmos os livros lidos, desejados, comprados e muito mais. Organizar a vida total! Quero muito!

galera

 A Vingança de Mara Dyer, de Michelle Hodkin (Mara Dyer #3): A conclusão dessa trilogia SENSACIONAL está no topo da minha lista de desejados. O primeiro livro da série me surpreendeu totalmente e me pegou de jeito, o segundo manteve o nivel lá no auto e o terceiro eu espero que seja tão quanto os anteriores! Virei fã. (Tem resenha do 1º volume, A Desconstrução de Mara Dyer no blog).

 Herdeira do Fogo, de Sarah J. Mass (Trono de Vidro #3): Eu li esse livro na Maratona Literária de Inverno, e fiquei inconformada de ter demorado tanto para lê-lo! O livro é INCRÍVEL e já virou favorito (em breve sai a resenha), agora preciso ler o segundo antes de comprar esse terceiro. Mas já quero para hoje.

ciadasletras

 A garota na teia de aranha, de David Lagercrantz: Eu nunca resenhei nenhum livro da série Millenium aqui, mas eles são MARAVILHOSOS, sério. O Stieg Larsson (autor da trilogia) infelizmente faleceu, mas ao David Lagercrantz resolveu escrever uma continuação, e eu estou mega empolgada para lê-la e ver como ficou. <3

 Os bons segredos, de Sarah Dessen: Li só um livro dessa autora, que foi o Just Listen (resenha em vídeo AQUI), mas foi o suficiente para amar a narrativa da autora. 

gutenberg

 Um ano inesquecível, várias autoras: Eu estou apaixonada pela capa desse livro, me passa uma coisa tão boa! E além disso, tem quatro autoras incríveis, Babi Dewet, Bruna Vieira, Thalita Rebouças e Paula Pimenta, difícil não ser bom. <3

 Amor Amargo, de Jennifer Brown: Eu ainda não li nada dessa autora, mas a Pam Gonçalves sempre fala tão bem que estou curiosa, pretendo ler esse primeiro, antes de A Lista Negra, porque a maioria diz que A Lista Negra é melhor. Assim não me decepciono né?

E aí, qual os lançamentos mais desejados por vocês?

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29
abr 2015

ARQUIVADO EM: Literatura

AuNatalieStandiford- livroseblablablator: Natalie Standiford
Título original: Confessions of the Sullivan Sisters
Editora: Galera
Número de páginas: 348
Avaliação: 2.5/5

Quando o futuro da família está em jogo, não há segredo grande ou pequeno demais. A avó das irmãs Sullivan reúne a família para anunciar que em breve morrerá. E, possivelmente pior, que removeu toda a família de seu testamento. Como ela é a fonte de quase toda a renda familiar, isso significa que ficarão sem um tostão. Ela foi ofendida por alguém da família, mas diz que, se o ofensor se revelar com uma confissão do seu crime enviada para seu advogado, ela pode recolocar a família no testamento. Agora, nenhum segredo é grande ou demais para as irmãs Sullivan. E que comecem as confissões. 

Foi a capa de As Confissões das irmãs Sullivan que me conquistou e fez com que eu solicitasse o livro. A matriarca da família Sullivan acaba de surpreender a todos. Dona de uma fortuna imensa, e conhecida por ser uma mulher firme e implacável, a Poderosa Lou – como é conhecida – reúne sua família e avisa que morrerá em breve, pois está doente. No entanto, ela acaba de retirar toda a afamilia de seu testamento, pois alega ter sido ofendida profundamente por um dos seus familiares, e enquanto essa pessoa não escrever um carta confessando seus pecados e pedindo perdão, todos permanecerão fora do testamento.

O problema é que ninguém sabe quem realmente foi o culpado, sendo assim as três netas da Poderosa Lou: Norrie, Jane e Sassy,  decidem escrever suas cartas, já que elas acreditam serem as culpadas. A partir dai o livro é dividido em três partes, todas narradas em primeira pessoa, a primeira por Norrie, a segunda por Jane e a terceira por Sassy, a caçula das irmãs.

Norrie é a mais velha das garotas, é ela quem nos apresenta à família Sullivan (que é bem numerosa, além das três irmãs temos mais três garotos, o pai e a mãe). A garota não é a personagem mais carismática do mundo, e durante toda a sua narrativa me pareceu um tanto quanto superficial, não consegui me identificar ou torcer por ela. Norrie sempre faz o que sua avó manda, é como se ela não tivesse vontade própria, isso até ela conhecer um rapaz mais velho que vai mexer com sua cabeça e tirar sua vida da estabilidade habitual.

Jane é a irmã do meio e faz de tudo para ser a rebelde. Ela cria um blog intitulado “minha família malvada” onde ela conta todas as maldades da sua família. Achei muito ofensiva a maneira como ela expõe sua família, sem pensar nas consequências, mais uma vez não consegui gostar tanto assim da personagem.

A última parte é narrada por Sassy, a caçula das três irmãs. Apesar de sua história não ser nada impactante, essa foi a única personagem que conseguiu me cativar. Ela é inocente e acredita que de alguma forma é invencível, já que caiu em um buraco muito fundo e foi “atropelada” duas vezes sem se machucar. Sem mencionar o segredo que ela esconde, e que acredita ser o motivo da magoa de sua avó.

Apesar de não ter sido uma leitura cativante, a escrita de Natalie Standiford é bem envolvente, e consegui ler o livro em pouco tempo. A narrativa é em formato de cartas, onde cada uma das irmãs conta sua versão, com direto a observações cheias de sarcasmo e pedidos de desculpa por citar palavrões. Gosto desse tipo de narrativa, acredito que a leitura se torne mais dinâmica. As personagens também foram bem construídas, cada uma possui suas essência e características bem marcantes.

Para mim a família Sullivan é desestruturada, a avó é arrogante e se acha a dona da verdade, quer controlar a vida de todos e não se incomoda com o que cada um pensa. O pai é chamado por todos de “Paizão”, mas ainda que seja bastante carinhoso, ele mal abre a boca e nunca se impõe (um banana). A mãe não gosta de ser chamada de mãe, então todos os filhos a chamam de Ginger, ela é zero maternal e só sabe reclamar e ficar deitada. Os irmãos mais velhos aparecem bem pouco e o caçulinha, Takey, é praticamente criado pela empregada. Ou seja, família bagunçada.

Minha esperança era de que o final fosse surpreendente e conseguisse me conquistar, mas infelizmente isso não aconteceu. Sim, ele é inusitado e eu não esperava, mas não consegui aceitar que a Poderosa Lou precisasse fazer tanta tempestade por aquilo.

No geral foi uma leitura leve e rápida, a edição lindíssima e caprichada me agradou muito. Se você procura uma leitura que te entretenha e relaxe, é provável que consiga gostar mais do que eu.

Se você já leu, não deixe de comentar aqui embaixo, quero saber se vocês tiveram a mesma impressão do que eu.






ilustrações design e desenvolvimento