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20 jul, 2016

Silêncio, de Richelle Mead | Resenha e SORTEIO

Autor: Richelle Meadsilêncio
Título original:
Soundless
Editora: 
Galera
Número de páginas:
280
Avaliação: 
4/5
Onde comprar:
Amazon 

Sinopse: Pelo que Fei se lembra, nunca houve um ruído em seu vilarejo todos são surdos. Na montanha, ou se trabalha nas minas ou na escola, e as castas devem ser respeitadas. Quando algumas pessoas começam também a perder a visão, inclusive a irmã de Fei, ela se vê obrigada a agir e a desrespeitar algumas leis.

O que ninguém sabe é que, de repente, ela ganha um aliado: o som, e ele se torna sua principal arma. Ao seu lado, segue também um belo e revolucionário minerador, um amigo de infância há muito afastado em função do sistema de castas.

Os dois embarcam em uma jornada grandiosa, deixando a montanha para chegar ao vale de Beiguo, onde uma surpreendente verdade mudará suas vidas para sempre. Fei não demora a entender quem é o verdadeiro inimigo, e descobre que não se pode controlar o coração.

Oi gente! Quem ai também é fã de Richelle Mead? Agora a autora decidiu abordar a mitologia chinesa, que também é muito rica. Gostei bastante, confere aqui a resenha:

E se você também gostou, corre participar do sorteio! Válido até o dia 05/08/16. 🙂

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02 jun, 2016

Outro Conto Sombrio Dos Grimm, de Adam Gidwitz

Outro Conto Sombrio Dos GrimmAutor: Adam Gidwitz
Título original:
In a Glass Grimmly
Editora: Galera
Número de páginas:
352
Avaliação: 
4/5

Onde comprar: Amazon | Americanas | Saraiva | Submarino

Depois de revisitar a história de João e Maria, mostrando o conto original dos irmãos Grimm, o autor mais uma vez usa a escrita original dos autores para mostrar a verdadeira aventura de João e o Pé de Feijão. Juntem-se a este conto de fadas pra lá de diferente e acompanhem João e Jill pelas histórias dos Irmãos Grimm, de Hans Christian Andersen e de outras figurinhas do universo do faz de conta. E se preparem para descobrir paisagens incríveis, que podem ou não! ser assustadoras, sangrentas, aterrorizantes e cheias de surpresas.

Outro Conto Sombrio Dos Grimm é o segundo volume da série Um Conto Sombrio dos Grimm, mas que pode ser lido independentemente do primeiro, já que não se trata de uma continuação.

Eu amo conto de fadas, mas bem sei que as histórias originais não são assim tão fofas e felizes. Quem já leu os Irmãos Grimm ou Hans Christian Andersen, sabe que os finais felizes são bem raros. Adam Gidwitz se utiliza dessa fórmula, baseado nos famosos contos originais, Gidwitz cria sua própria versão com uma dose de horror e suspense.

“Na verdade, se vocês são o tipo de pessoa que não gosta de ler sobre sofrimento, derramamento de sangue e lágrimas, porque não fingem que o dia acabou ali e fecham o livro agora mesmo? Por outro lado, se vocês são o tipo de pessoa que gosta de sofrimento, derramamento de sangue e lágrimas… posso perguntar educadamente? O que há de errado com vocês?”

O livro contem vários contos, e as histórias vão se interligando, é como se os personagens passassem de um conto para o outro. Os principais são João (o do pé de feijão), Jill (a prima de João que já vestiu vestes que nem todos conseguiam enxergar) e o Sapo falante (que não virou príncipe). Juntos, os três precisam partir em busca do Espelho Encantado, para salvar suas vidas e resolver todos os problemas que os cercam. 

“Eu diria que todos os espelhos são mágicos, ou podem ser.

Eles lhes mostram vocês mesmos, afinal de contas.

Realmente enxergar vocês mesmos, no entanto – essa é a parte difícil.

Para mim, o ponto alto foi a narrativa, Gidwitz me conquistou logo nas primeiras páginas. Temos um narrador, bastante irônico, que relata todas as situações, e em determinados momentos “para” para nós explicar um trecho ou contar como aquela história era no original. Senti mesmo como se alguém estivesse contando os contos para mim. 

João, Jill e o Sapo são personagens sensacionais, cada qual com seus momentos de coragem ou de fraqueza, mas com o sentimento de amizade bem forte. Além de entreter, a trama passa uma linda mensagem de reconhecimento e busca individual. Onde precisamos nos aceitar como nós somos, sem pensar apenas no que os outros vão pensar.

“Seu lar é onde você pode ser você mesmo.”

Outro Conto Sombrio Dos Grimm foi uma leitura maravilhosa, apesar de ter mais de 300 páginas, li em poucas horas e ao final já queria um próximo volume rs. Recomendo com toda a certeza, para todas as idades! 😀

08 abr, 2016

Nunca Jamais, de Colleen Hoover e Tarryn Fisher

Nunca Jamais - Livros e blablabláNunca Jamais #1
Autor:
Colleen Hoover e Tarryn Fisher
Editora: Galera Record
Número de páginas:
192
Avaliação: 
5/5

Onde comprar: Amazon | Americanas | Saraiva | Submarino

Charlie Wynwood e Silas Nash são melhores amigos desde pequenos. Mas, agora, são completos estranhos. O primeiro beijo, a primeira briga, o momento em que se apaixonaram… Toda recordação desapareceu. E nenhum dos dois tem ideia do que aconteceu e em quem podem confiar. Charlie e Silas precisam trabalhar juntos para descobrir a verdade sobre o que aconteceu com eles e o porquê. Mas, quanto mais eles aprendem sobre quem eram, mais questionam o motivo pelo qual se juntaram no passado.

Nunca Jamais foi uma leitura sensacional! A junção de Colleen Hoover e Tarryn Fisher foi brilhante, li o livro todo em uma sentada. Neste volume, vamos conhecer Charlie e Silas, dois jovens que não tem nenhuma recordação de seu passado, e que precisam desesperadamente descobrir quem são, e o porquê de isso ter acontecido.

A primeira situação do livro são livros caindo no chão do corredor do colégio, e essa é a primeira memória de Charlie. Ela não sabe onde está, quem são as pessoas á sua volta ou até mesmo seu nome. Silas também não tem a menor ideia de nada, mas de acordo com os seus amigos, ele e Charlie são namorados desde a infância. Ainda que não tenham lembranças um do outro, ou de qualquer familiar, eles conseguem se lembram de coisas básicas como dirigir um carro ou letras de musica. Os dois percebem que precisam permanecer juntos, para descobrir o que realmente aconteceu. Fingir normalidade se torna extremamente necessário.

“Como posso saber quanto custa um carro como esse? Tenho memória de como as coisas funcionam: um carro, as regras de transito, os presidentes, mas não lembro quem eu sou.”

A medida com que vão vivendo o dia, Charlie e Silas vão descobrindo detalhes de suas vidas. A família de Charlie está destruída, seu pai foi preso, sua mãe é alcoólatra, sua irmã mais nova não conversa com ela e as três moram em um cubículo. Em contrapartida, Silas é muito rico e mora em uma casa luxuosa com seus pais e irmãos. Silas e Charlie vão descobrindo que não são as pessoas que gostariam de ser, e que o relacionamento de quatro anos dois dois, não era assim tão perfeito. Quanto mais descobrem sobre si próprios, menos eles ficam felizes com essas descobertas.

O clima é totalmente eletrizante, eu não conseguia parar de ler e precisava descobrir o que tinha acontecido com os dois, a razão de terem perdido as memórias juntos. Mergulhei profundamente na leitura e pude sentir cada emoção dos protagonistas, seus medos, suas dores e a confusão que os cerca quase o tempo todo. Charlie e Silas são bem diferentes um do outro, Charlie logo julga não ser uma pessoa assim tão boa, mas de acordo com ela, Silas é. Devido à isso, ela quer evitar a todo custo se relacionar com o garoto, seu único intuito é descobrir a verdade, e nada mais.

Silas é um personagem cativante, logo nas primeiras páginas já me apeguei à ele. Sua preocupação com Charlie, sua ânsia em mantê-la a salvo são encantadoras. Ele acredita que mesmo sem lembranças, ainda ama sua namorada de infância, e se esforça para que ela perceba isso.

“Neste momento – exatamente agora – fica tão claro para mim quem a Charlie é. Ela não é boa como Silas. Ela o ama porque ele é diferente dela. Talvez seja esse o motivo pelo qual ela se envolveu com Brian, porque ela nunca conseguiria ser como ele. Como eu não posso.”

Eu sempre tenho teorias mirabolantes para os livros que leio, mas neste não consegui formular nenhuma! O suspense me pegou de jeito e me deixou sem fôlego. Perto das páginas finais, algumas coisas vão sendo reveladas e eu pude sentir meu coração acelerando enlouquecidamente, até que no ápice de uma descoberta, o livro simplesmente acaba! Sim, se trata da primeira parte de três, e as autoras terminam abruptamente, no pior momento possível. Nem consigo explicar o quanto preciso da continuação!

Nunca Jamais é o primeiro de uma trilogia, mas considero como um livro único, que foi dividido em três partes, por estratégia de marketing, eu diria. Todos têm poucas páginas (esse tem 192), e o livro seguinte começa exatamente onde esse termina. A narrativa intercala o ponto de vista de Charlie e Silas, do jeitinho que eu amo! Já conhecia (e amava) o trabalho de Colleen Hoover, e fiquei encantada com o quanto o trabalho dela e de Tarryn Fisher se encaixou lindamente. Recomendo com toda a certeza, e espero não me decepcionar com suas continuações. 🙂

30 out, 2015

A vingança de Mara Dyer – Michelle Hodkin

a-vinganca-de-mara-dyerMara Dyer #3
Autor: Michelle Hodkin
Título original: 
The Retribution of Mara Dyer

Editora: Galera Record
Número de páginas: 
375
Avaliação: 
4/5

Onde comprar: Amazon | Americanas | Saraiva | Submarino

Sinopse: Terceiro e último volume da trilogia Mara Dyer. A série mescla paranormalidade, conspiração e romance para contar a história de uma adolescente com poderes especiais. Elogiada pelas autoras das séries Divergente e Instrumentos Mortais, Michelle Hodkin cria aqui uma trama surpreendente, onde nada é o que parece. Depois de descobrir que consegue matar apenas com o pensamento, assim como seu namorado é capaz de curar com a mesma facilidade, Mara Dyer é capturada por uma inescrupulosa médica, que a faz passar por uma série de testes e experimentos. Mas Mara não está sozinha. Outros jovens com poderes igualmente extraordinários são usados como cobaia. Com a ajuda deles, e de um velho inimigo, ela consegue fugir e parte em busca de vingança. Primeiro Capítulo

Esse é o terceiro e último livro da série Mara Dyer, se você não leu os livros anteriores, essa resenha pode conter spoilers

Mara Dyer está presa em uma ilha e continua sendo usada como cobaia, pela inescrupulosa Dra. Kells. Suas alucinações estão cada vez piores e Mara tem dificuldades em saber o que é real, ou não. Ela consegue então fugir, com a ajuda de Jamie, Stella e uma terceira pessoa, na qual ela não devia confiar. Tudo o que Mara mais quer agora é encontrar Noah – que ela não acredita de maneira nenhuma estar morto -, e ter a sua vingança, não importa de que forma isso possa acontecer.

O livro continua sendo narrado em primeira pessoa, mas esse é o menos assustador de todos. A vingança de Mara Dyer não me trouxe nenhuma sensação de medo, mas me trouxe respostas válidas e interessantes. A narrativa intercala entre o ponto de vista de Mara – no presente-, e flashbacks do passado de uma outra personagem, muito importante na trama. No decorrer da leitura as histórias vão se ligando e a compreensão sobre alguns fatos é imediata. Gostei muito disso. 

Para mim, Mara Dyer continua sendo absolutamente maluca, seu comportamento é alucinado, e seu instinto assassino está cada vez mais aflorado. O único pensamento da personagem é encontrar Noah, confesso que isso me irritou um pouco. Eu gosto da personagem, mas nesse livro minha simpatia por ela diminuiu bastante. Noah é o meu personagem favorito (juntinho com Jamie), e infelizmente ele não aparece durante boa parte do livro, não temos nenhuma noticia ou explicação para o seu sumiço. Foi bem agoniante. 

“Até ali, não sabia ao certo se estava desperta ou tendo uma alucinação.”

Os personagens secundários estão bem presentes, porém Stella e Jude poderiam nem ter aparecido, Stella é tudo, menos amiga da Mara. Ela só sabe julgar as atitudes da protagonista, deixando claro que seu interesse é apenas pessoal, ela não quer ajudar ninguém, a não ser ela mesma. Agora, quem brilha muito nesse livro é Jamie, o melhor amigo de todos. Aquele que está ali para o que der e vier, e mesmo quando não concorda com alguma atitude de Mara, expõe seu ponto de vista de maneira amorosa. É por causa dele que o livro tem algumas partes descontraídas, com diálogos divertidos entre Jamie e Mara. Sem contar que é Jamie quem resolve a maioria dos problemas, é ele quem pensa com clareza e investiga da melhor forma, sem ele Mara não teria chegado à lugar nenhum. 

A Vingança de Mara Dyer não é o meu livro preferido da trilogia, mas cumpre seu papel perfeitamente. O foco fica nas explicações sobre tudo, em como tudo foi alterado por atos do passado. Michelle Hodkin inovou e ganhou o meu respeito, com uma trama inovadora e diferente do que eu estava acostumada. Recomendo.

28 out, 2015

Trono de Vidro – Sarah J. Maas

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Autor: Sarah J. Maas
Título original: Throne of Glass
Editora: Galera Record
Número de páginas: 392
Classificação: 4/5
Onde comprar: 
Amazon | Americanas | Saraiva | Submarino

Sinopse: As misteriosas e perigosas habilidades de Mara continuam a evoluir. Ela sabe que não está louca e agora precisa se prender desesperadamente à sanidade. Mara sabe que é tudo real: pode matar com um simples pensamento, assim como Noah pode curar com apenas um toque e que Jude, o ex-namorado morto por ela, está realmente de volta. Mas para descobrir suas intenções, deve evitar uma internação em um hospital psiquiátrico. Confusa com as paredes se fechando e ruindo ao seu redor, ela deve aprender a usar seu poder.

Quando Trono de Vidro foi lançado eu não me interessei nem um pouco pela leitura. Primeiro porque não gostei muito da capa, segundo porque a sinopse não me conquistou e terceiro porque é uma série gigantesca, com seis livros e vários contos. Mas aí caí na burrada de assistir algumas resenhas e pronto, fui completamente convencida a dar uma chance para a estória. O resultado foi que eu amei o livro e fui completamente surpreendida pela estória!
Celaena Sardothien é a maior assassina do reino de Adarlan e e até mesmo de toda a Erilea, treinada desde pequena para ser a melhor no que faz. Até que um dia ela foi capturada, julgada pelo rei e mandada para as Minas de Sal de Endovier como escrava, onde a expectativa de vida é de apenas uma mês. Um ano depois, Celaena é surpreendida pelo príncipe herdeiro, Dorian, com uma proposta irrecusável. O rei de Adarlan quer encontrar um assassino oficial para ele e resolveu fazer isso através de uma competição, onde cada membro do conselho teria que escolher o seu campeão para participar da disputa. E o príncipe Dorian escolheu Celaena como sua campeã prometendo a ela que ,se ganhasse, depois de alguns anos de serviço ela estaria livre. E mesmo odiando a ideia de servir ao rei que a mandou a Endovier e destruiu várias vidas, a assassina simplesmente não podia jogar fora a oportunidade de ser livre aceitando, assim, ser a campeã do príncipe, ir para o palácio de vidro, ser treinada pelo capitão da guarda, Chaol, e competir.
Adarlan podia privá-los de liberdade, podia destruir-lhes as vidas, surrá-los, torturá-los e obrigá-los a participarem das disputas mais grotescas, mas, criminosos ou não, eram ainda humanos.
Confesso que o começo da leitura foi difícil, as 50 primeiras páginas foram lentas e confusas. O fato é que a Sarah J. Maas criou uma realidade completamente nova e leva tempo para se familiarizar com todos os nomes e termos, o que se tornou ainda mais difícil quando nos é apresentado a faceta sobrenatural/mágica da estória. Eu não fazia ideia que o livro também tinha essa vertente então quando me dei conta disso foi um choque e tanto. Porém depois que essas 50 páginas passam, toda a estranheza inicial desaparece e a leitura se torna simplesmente viciante, daquele tipo que você não consegue largar. Então se tenho um conselho para quem vai se arriscar em Trono de Vidro é para ter paciência do começo porque vale a pena, e muito.
Dizem que o livro era para ser, inicialmente, uma releitura de Cinderela, mas que acabou ficando tão diferente e original que essa premissa inicial teve que ser abandonada. E eu sou obrigada a concordar. A Sarah J. Maas criou um mundo tão rico em detalhes e tão complexo que agora eu entendo porque são necessários tantos livros para contar a sua estória. Além de criar uma país novo com todas as suas características culturais, histórias e até mesmo geográficas, a autora também criou um mundo mágico fascinante. Eu sinto que em Trono de Vidro nos é mostrado apenas a ponta do iceberg, só uma preparação para o quanto essa mitologia vai contribuir para a estória.
– Por que nenhum de vocês está aqui?  
– Guardas são inúteis em uma biblioteca. – Ora, como ele estava errado! Bibliotecas estavam cheias de ideias. Talvez as mais perigosas e poderosas armas. 
Por ser um livro que tem uma assassina como protagonista e que tem como plano de fundo uma competição violenta é claro que se espera uma estória cheia de ação. E pode ser que quem pegue o livro apenas atrás disso acabe ficando um pouco decepcionado. Apesar de ser o motivador de tudo, a competição em si não é descrita em todos os detalhes, nós acompanhamos sim alguns dos treinamentos e algumas das provas, mas a ação verdadeiramente dita não é assim tão presente. Mas, mesmo assim, não posso deixar de registrar aqui a minha admiração pela forma como a autora construiu a batalha final, foi uma das cenas mais agonizantes que eu já li na vida e uma das mais completas também (tem mais de dez páginas). Simplesmente incrível!
Na realidade o livro é uma mistura de facetas diferentes que se encaixam perfeitamente bem. Além da ação e da parte mágica, nós temos a toda dinâmica da vida na corte com as suas conspirações e seus luxos – o que me lembrou muito de Reign, por sinal -, temos também uma adorável quantidade de romance e um senso de humor irônico delicioso de acompanhar.
Como vocês já devem imaginar, a Celaena é uma protagonista badass e ótima de acompanhar. Apesar da narrativa ser em terceira pessoa e termos o ponto de vista de alguns dos outros personagens é claro que é da Celaena o grande destaque e isso é ótimo para a estoria. Ela é uma personagem forte – muito! -, corajosa, decidida, impulsiva, irônica e muito determinada. Mas, por outro lado, ainda é uma garota de 18 anos que é vaidosa com seu corpo e seus vestidos, defende filhotes de cães e ama doces. Um contradição que faz dela alguém real e que se conecta com o leitor.
Vocês sabem que eu tenho problemas com triângulos amorosos – com exceção de As Peças Infernais, é óbvio -, mas o triângulo de Trono de Vidro funcionou muito bem para mim, é claro que tenho o meu preferido (sou Team Dorian desde pequenininha), mas acabei gostando de verdade dos dois personagens. É muito interessante, também, perceber como a Celaena cria relação bem diferentes com os dois e como ela se conecta com cada um deles de maneira diferente. Com Dorian tem esse clima de tensão e essa atração física e psicológica que faz com que tudo entre eles seja intenso. Sério, não tem como não amar os diálogos entre os dois, sempre repletos de irônicas e tiradas ótimas. Já com Chaol os dois criam esse laço de cumplicidade e de entendimento mútuo fazendo com que os dois funcionem muito bem como amigos e também como algo mais. Quero muito, muito mesmo, que a Celaena fique com o Dorian – coisa linda os momentos em que percebemos como ele gosta dela -, mas gosto bastante do Chaol também e estou louca para descobrir como tudo isso vai se desenrolar, ainda mais por causa da amizade dos dois garotos. Prevejo grandes emoções.
Dorian via o rosto dela sempre que fechava os olhos. Ela assombrava seus pensamentos, fazia-o desejar fazer coisas grandiosas e maravilhosas em seu nome, fazia-o desejar ser um homem que merecia usar uma coroa.
Comecei a leitura de Trono de Vidro completamente receosa e terminei completamente conquistada pelo mundo criado pela Sarah J. Maas e por seus ótimos personagens. Uma mistura de Game of Thrones com Reign com Jovem Adulto que, surpreendentemente, funciona super bem e tem uma grande chance de se transformar em uma grande série. Ainda bem que dei uma chance para o livro e que venham os próximos cinco!
Texto publicado originalmente no blog Rehab Literária.