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04 fev, 2015

Prisioneiros do Inverno – Jennifer McMahon

Prisioneiros do inverno Autor: Jennifer McMahon

Editora: Record

Número de páginas: 348

Avaliação: 4.5/5

Sinopse: Muitos acreditam que a pequena cidade de West Hall seja mal-assombrada. Ao longo de sua história, vários casos de pessoas desaparecidas foram registrados na região mistérios nunca desvendados. Alguns moradores inclusive juram que o espírito de Sara Harrison Shea, encontrada morta em 1908, ainda vague pelas ruas à noite. A jovem Ruthie acredita que tudo não passa de uma grande bobagem. Porém, quando sua mãe desaparece sem deixar vestígios, ela começa a desconfiar de que aquela região guarda algum mistério, e suas suspeitas são reforçadas quando ela e a irmã encontram uma cópia do diário de Sara escondido em casa. Na busca pela mãe, Ruthie encontra respostas perturbadoras, e ela pode ser a única pessoa capaz de evitar que um grande mal aconteça.

Pensa num livro que me deu arrepios e me fez escutar barulhos onde não existia. Prisioneiros do Inverno é um livro tenso e levemente macabro, que me fisgou completamente.

Quando solicitei esse livro não imaginei que ele seria tão sombrio. Confesso que pela lida rápida na sinopse, pensei que seria um thriller policial, fui surpreendida.

A narrativa se divide em passado e presente, o passado fica por conta dos diários de Sara Shea e o presente é narrado em terceira pessoa por Ruthie e a partir de um determinado momento, por Katherine. As três histórias vão caminhando separadamente, até o momento em que elas se encontram e tudo faz sentido.

Começamos conhecendo Sara, através de seu diário, em 1908. A garota conta como era sua vida, e como foi quando ela viu o primeiro “dormente”, uma pessoa que ela tinha certeza que estava morta. Confusa, ela perguntou sobre o assunto a Titia, a mulher que a criou. Titia é conhecida como uma poderosa feiticeira, que as pessoas sempre procuram para conseguir remédios e poções, a mulher confirma para Sara que sim, é possível retornar dos mortos. Titia escreve então uma carta para Sara e pede que ela só a abra quando estiver realmente preparada.

Na primeira vez que eu vi um dormente, eu tinha 9 anos.

Anos depois Sara já é casada e tem uma filhinha, Gertie, por quem é completamente apaixonada,. No entanto, em um determinado dia Gertie desaparece, e é ai que a vida de Sara toma um rumo inesperado, e seus relatos nos diários se tornam mais intensos e enlouquecedores.

No presente conhecemos duas histórias a de Ruthie e a de Katherine. Ruthie tem 17 anos e mora com a mãe e sua irmãzinha caçula, Fawn. A garota não vê a hora de sair de West Hall e daquela casa isolada de tudo. Certo dia, após chegar bem depois do horário combinado, Ruthie chega em casa pronta para levar um bronca, mas percebe que sua mãe simplesmente desapareceu. Para piorar, sua irmãzinha está começando a ficar doente, e Ruthie não sabe o que fazer. Em busca de respostas ela e Fawn começam a procurar pistas pela casa, e encontram um velho diário, escrito por Sara Shea. Para espanto das meninas, Sara morava na mesma casa onde elas moram agora.

Katherine acabou de perder o marido, pouco tempo depois de ter perdido o filho. Devastada pela dor, ela busca respostas sobre a morte do marido, e descobre que seu acidente de carro ocorreu na estrada de West Hall, uma cidadezinha distante, e não existiria motivo algum para ele estar lá. Katherine decide então se mudar para lá, a fim de encontrar respostas.

Não dá para contar mais nenhum detalhe, mesmo porque a história de Sara (que é a chave de tudo) é contada aos poucos, no decorrer da trama. Tudo vai se entrelaçando, de forma tensa e angustiante. Não sei se todos terão a mesma sensação, mas eu senti um certo pavor durante a leitura, aquela sensação de alguém me olhando. O que prova o quanto a escrita de Jennifer McMahon é boa. A explicação a cerca dos “dormentes” (que não se parecem em nada com os conhecidos zumbis, tirem essa imagem da cabeça) é bem convincente. Eu fiquei fascinada pela leitura e não conseguia parar de ler, terminei no trabalho mesmo, não dava para esperar chegar em casa. Gostei demais de todos os personagens, mas o que mais me intrigava era a parte narrada por Sara, eu queria ter aquele diário em mãos hahaha.

O final passou bem longe do óbvio, eu nunca imaginei aquilo. Consegui ter ideia de algumas coisas, mas a revelação final foi demais. Daria um ÓTIMO filme, na verdade durante toda a leitura eu visualizava a história como um filme mesmo.

Prisioneiros do Inverno foi uma ótima surpresa, já quero ler outro livro da autora. Leitura mais do que recomendada para todos os que apreciam um bom suspense!

16 set, 2014

#4anosdeLivroseblablablá – Record

Para a promoção de hoje, o livro escolhido é da Editora Record. Esse eu ainda não li, mas a sinopse é bem bacana. 🙂

  • O Maravilhoso Agora, de Tim Tharp

Informações Importantes:

1- Para participar é necessário ter endereço de entrega no Brasil.
2- Se inscrever utilizando o formulário Rafflecopter abaixo. (Dúvida? Entre em contato ou leia esse tutorial bem bacana no Icult Gen)
3. A promoção é válida até o dia 29/09/2014. O resultado sai no dia seguinte e o livro será enviado diretamente pela editora.
4. O ganhador tem 48 horas para responder o e-mail, do contrário um novo sorteio será feito.
 

PS: Não esqueçam da Pesquisa de Opinião que está rolando, vou adorar se vocês puderem responder! Para responder é só clicar AQUI

 

13 ago, 2014

Proposta Inconveniente – Patricia Cabot

Autor: Patricia Cabot
Editora: Record
Número de páginas: 349
Avaliação: 

Apaixonada pelo capitão Connor Drake, Payton sonha em ser capitã de seu próprio navio. Ela cresceu desejando essa profissão exclusivamente masculina, mas agora deve abdicar disso tudo para conseguir um bom marido. O problema é que Connor só percebe seus sentimentos por Payton na véspera de seu casamento com outra. Quando o barco dos noivos parte rumo às Bahamas, ele é atacado e resta a Payton se infiltrar num navio pirata para salvar a vida do seu amado. A coragem une os dois, e o resgate pode gerar mais frutos do que ela imaginou. (Skoob

 

O ano é 1830, e a protagonista Payton Dixon está prestes a completar dezenove anos. Imagina-se que ela deva ser uma mocinha comportada, acostumada a usar espartilhos e a toda a doçura das damas da época, mas bem, não é assim. Payton cresceu no mar, a bordo dos navios da família, cercada por homens, e se vestindo como eles. Seu linguajar não é nada delicado, e seu maior sonho é capitã de seu próprio navio, e de preferência que seja o “Constant”

 

Seu comportamento não é o habitual, mas sendo a única garota entre quatro irmãos, fica difícil ser diferente. Só que Payton está na idade de se casar, e precisa se vestir – e se comportar – como uma dama. O problema é que a garota não quer encontrar um par, ela é completamente apaixonada pelo capitão Connor Drake, um grande amigo da família, que trabalha para o seu pai, e está de casamento marcado. Connor Drake nunca conseguiu ver Payton como mulher, para ele ela é como uma irmãzinha, apenas uma criança. Isso muda quando ele vê Payton vestida como uma dama, com direito a espartilho – na noite anterior ao seu casamento.

“O charme de Payton estava na sua atitude, na confiança com que se portava, na força graciosa de cada movimento, na incapacidade de ocultar os sentimentos, na transparência de suas emoções através daqueles imensos olhos castanhos…”

Eu amo os livros da Meg como Patricia, acho as histórias lindíssimas e repletas do melhor romance. Apesar de ter gostado de Proposta Inconveniente, me decepcionei um pouco com a trama.

O enredo é muito divertido, temos PIRATAS! Eu amo história de piratas, sempre me empolgo com elas. Combates em navios, embarcações furadas, naufrágios e tudo mais me fascinam, e Proposta Inconveniente tem bastante disso. Em determinada situação, o navio Constant é atacado e Payton precisa se disfarçar para salvar a vida de Drake (não vou entrar em detalhes, pois seriam spoilers).

A ação me convenceu, salvo uma situação ou outra, tudo fez sentido. O que me deixou desapontada foi justamente o romance, não consegui me conectar com Drake e Payton, da forma como sempre me conectei com os casais dos outros livros de Cabot que já li. Drake nunca deu bola para Payton, e de repente, apenas por causa de um espartilho apertado, ele se descobre apaixonado por ela. Foi rápido demais para mim, eu gostaria de um desenvolvimento maior. Sem contar que existem muitas cenas sensuais, totalmente explícitas, que pareceram um pouco sem sentido. De garota sem experiência nenhuma, Payton se torna praticamente uma expert no assunto, em pouquíssimos dias. Faltou romantismo, achei um tanto forçado.

Por sorte, Cabot é uma escritora maravilhosa, e mesmo esse detalhe não impediu que eu curtisse a leitura. A narrativa em terceira pessoa, mescla o ponto de vista de Payton e Drake. Os personagens me agradaram bastante, os três irmãos mais velhos de Payton, e sua cunhada, deram um toque ainda mais divertido à história. Algumas cenas foram pouco trabalhadas, e outras certamente poderiam ter sido cortadas, mas no geral o livro deu certo. 

 
Proposta Inconveniente não é o meu livro preferido de Cabot (o meu preferido é Aprendendo a Seduzir ), mas valeu a pena a leitura. Se você curte o gênero, é uma boa pedida.  
 
Livros da autora com o pseudônimo Patricia Cabot (clique nos links para ler as resenhas):
1. A Rosa do Inverno
3. Proposta Inconveniente.
4. Um pequeno Escândalo – (ainda não lançado no Brasil)
8. The Christmas Captive (ainda não lançado no Brasil)
9. Liberte o meu coração (Assinado como Meg Cabot e Mia Termopholis)
23 jun, 2014

Um longo caminho para casa – Danielle Steel

Título Original:  Um longo caminho para casa
 Autor: Danielle Steel
Número de páginas: 368
Editora: Record
ISBN: 850105304X
Ano: 1999
Nota: 5/5

Sinopse: Aos sete anos de idade, Gabriella Harrison se sente um estorvo na vida dos pais. Ela acredita, segundo lhe dizem, que é a culpada pelo rancor da mãe e pelo fracasso de seu pai ao tentar protegê-la. Seu mundo é uma mistura confusa de terror, traição e dor. Quando resolve se tornar freira, uma grande reviravolta está prestes a acontecer. Gabriella se envolve com um padre e se vê novamente numa situação de conflito e sofrimento. Após uma terrível tragédia que os envolve, a jovem vai para Nova York e, como única forma de se recuperar e se sentir definitivamente liberta dos traumas e problemas que a assombram, decide encarar o passado de frente. 

 

Quem nunca leu um livro de Danielle Steel? Eu, particularmente, adoro! Li muitos livros dela, gostei da maioria e não sei como ainda não tinha lido esse.
 
O livro conta a história de Gabriella, uma criança que apanha da mãe, que sente ciúmes dela com o pai, que acha que após o seu nascimento, o relacionamento dos dois mudou. Gabriella apanha muito e o tempo todo. Tem ossos quebrados, pele rasgada. E o pai, é omisso. Vê os espancamentos, presencia vários deles, mas se silencia. Não faz nada para ajudá-la, porque de uma certa forma, também sente medo da esposa.
 
“(…) Também sabia que, de alguma maneira, ela deveria ter causado a frieza que havia entre os dois e, embora a mãe nunca mencionasse seu nome quando brigava com o pai, sabia que, de um jeito ou de outro, era culpada por tudo o que se passava entre eles. Com frequência a mãe dizia que todos os seus problemas se deviam a Gabriella, e esta agora aceitava isso, além das surras, como sua sina”.
 
Não fosse a violência física, ainda tem a parte psicológica. Gabriella passa a se sentir culpada. Acha que a mãe a agride porque ela não se comporta, não se porta bem, acha que é uma menina má. É triste e traz muitos questionamentos, muita reflexão.
 
E a vida de Gabriella não melhora com o tempo. Mesmo após a mãe tê-la abandonado em um convento, ela ainda vai sofrer muito. Vai receber inúmeros golpes, ainda piores que os vividos na infância. 
 
“Muito cedo Gabriella compreendera o que era importante e o que não era. O amor representava tudo para ela. Sonhava com ele, e sobre ele, pensava e escrevia. O amor era o que lhe havia escapado completamente na vida”. 
 
 
O livro é chocante, traz revolta, me fez ir às lágrimas em muitos momentos. Faz a gente pensar o que leva uma pessoa a agir de forma violenta com uma criança. O que faz uma pessoa tornar uma criança “saco de pancadas” e culpá-la por suas frustrações.
 
Danielle Steel é a rainha do drama, e esse livro não é diferente. O livro é antigo, de 1999, mas o tema é muito atual. Tem muito a ver com a realidade de muitas crianças. É carregado de emoção. É forte, impactante. Se você gosta do estilo, recomendo muito!!!
13 jun, 2014

Austenlândia – Shannon Hale

Autor: Shannon Hale
Editora: Record
Número de páginas: 236
3/5

Skoob

Sinopse: Jane Hayes tem 33 anos e mora na Nova York atual. Bonita, inteligente e com um bom emprego, ela guarda um um segredo constrangedor: é verdadeiramente obcecada pelo Sr. Darcy. Embora sonhe com ele, os homens reais com os quais se depara são muito diferentes dos que habitam sua fantasia. Justamente por isso, ela decide deixar de lado sua vida amorosa e aceitar seu destino: noites solitárias aconchegada no sofá assistindo a Colin Firth em seu DVD. Porém, esses não são os planos que sua rica e velha tia-avó Carolyn, tem para a moça. A única a descobrir o segredo de Jane deixa, em seu testamento, férias pagas para a sobrinha-neta na Austenlândia. A ideia é que Jane tenha uma legítima experiência como uma dama no início do século XX e consiga se livrar de uma vez por todas de sua obsessão. Contudo, para isso, ela terá que abrir mão do celular, da internet e até do uso de sutiãs em troca de tardes de leitura, espartilhos e… a companhia de belos cavalheiros.

A vida amorosa de Jane Hayes é quase inexistente, e ela se refugia nos livros e no DVD de Orgulho e Preconceito, com Colin Firth. Sua paixão platônica pelo Sr. Darcy faz com que ela não consiga achar graça em mais nada, e essa busca por um homem perfeito – como Darcy – torna tudo ainda mais complicado.

Quando ela recebe o presente de sua falecida tia Carolyn, ela decide encarar a aventura e embarca para Austenlândia, um lugar onde todos se comportam como se realmente vivessem no ano de 1816. Sem TV, telefone, internet e até mesmo roupas intimas. Em Pembrook Park, Jane irá conviver com diversos atores, contratados para fazer tudo parecer o mais real possível.

Austenlândia foi uma leitura muito gostosa, a quantidade de situações inusitadas em que Jane se envolve é muito divertida. No início da leitura Jane me pareceu um tanto boba, não parecia ter a idade que tinha, não por sua paixão por um personagem literário, mas por algumas atitudes de adolescente. No decorrer da leitura Jane foi se modificando, amadurecendo de pouco em pouco.

A forma como Shannon Hale criou seus personagens e o ambiente da Austenlândia foi deliciosa, eu me senti imersa naquela realidade, e tive até mesmo vontade de participar de algo assim (mas não por três semanas!). Para quem gosta de Jane Austen, é um prato cheio! O livro está repleto de referências à autora à vários personagens de seus famosos livros.

Os personagens secundários são ótimos, a Srta. Charming é extremamente engraçada e doida, uma mulher mais velha que sempre frequenta a Austenlândia para se divertir com os atores. Além dela temos o Sr. Nobley, o Coronel Andrews, Tia Safronnia e o jardineiro Theodore. Cada um com suas particularidades.

Shannon Hale acrescentou algo me agradou demais, entre os capítulos temos uma breve explicação sobre cada um dos 13 namorados de Jane, a idade com que ela os “namorou” e como esse relacionamento terminou. Foi muito divertido ver como Jane realmente nunca teve sorte no amor!

“- E se eu não fizer você se sentir a mulher mais bonita do mundo todos os dias da sua vida, então não mereço estar perto de você.”

Mesmo tendo apreciado a leitura, senti que em alguns momentos a narrativa – em terceira pessoa – se tornava um tanto quanto monótona, senti que alguns diálogos entre Jane e os outros moradores da casa eram desnecessários. A autora poderia ter se dedicado um pouco mais ao desenrolar do romance, pois o final acabou ficando um pouco corrido, ainda que eu tenha gostado da forma como tudo foi finalizado. Acho desnecessária uma continuação do livro, para mim o final fechou certinho.

Austenlândia é um livro divertido, rápido agradável. Se você procura um livro leve que possa te entreter, com certeza esse é indicado! Não é preciso ter lido Orgulho e Preconceito antes, mas o fato de ter lido fez com eu achasse a história mais rica (e se você não leu ainda, leia!). Espero que gostem. 😉