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23
maio 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

como arrasar um coraçãoTítulo Original: L’arnacoeur

Título no Brasil: Como Arrasar um Coração

Criadores: Laurent Zeitoun e Jeremy Doner

Gênero: Comédia/Romance

Ano de Lançamento: 2010

Sinopse: O sedutor Alex (Romain Duris), sua irmã Mélanie (Julie Ferrier) e o marido Marc (François Damiens) são donos de um negócio muito irreverente para clientes terceirizados. Eles são contratados para destruir relacionamentos em que as mulheres estão infelizes. Na trama, contratados por um homem rico para romper o casamento da própria filha e eles têm um tempo limite de apenas dez dias para realizar a missão.

A comédia romântica Como Arrasar Um Coração narra a história de um trio pago para destruir relacionamentos, formado por Alex, a irmã dele (Mélanie) e o marido dela (Marc). O principal responsável por acabar com os relacionamentos é Alex, com seu charme encantador, ele sabe o que as mulheres procuram e necessitam.

O trio é contratado pelo florista e mau-caráter Van der Beck (Jacques Frantz) para eliminar qualquer possibilidade de sua bela filha Juliette (Vanessa Paradis) subir no altar com Jonathan (Andrew Lincoln), um jovem inglês com muito dinheiro que é detestado pelo pai da noiva. O principal problema, além de acabar com o noivado, é que o trio tem pouco mais de uma semana para que a vontade do contratante seja realizada.

No meio da trama Alex passa a ser o “guarda-costas” da noiva para ficar mais perto dela. Com mais contato e convívio, Alex começa a perceber as coisas que Juliette mais admira, e assim eles começam a se gostar.

O longa é filmado em Mônacoum dos lugares mais bonitos do mundo, e mostra a belas paisagens e todo o luxo do local. Em uma das cenas mais legais, Alex e Juliette vão de carro pela estrada do principado ao som do hit Wake Me Up Before You Go-Go, de George Michael.

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Um dos escritores da comédia romântica, Laurent Zeitoun, conta que a ideia de escrever a trama surgiu em um caso ocorrido dentro da própria família. “Minha prima estava apaixonada por um menino desprezível que a fez infeliz e que tinha tatuado o nome de sua ex em seu braço. E ainda afirmou que ele ainda a amava. Aí meu tio me disse: ‘Temos de apresentar um bom cara que vai abrir os olhos dela’. Com uma risada, eu disse: ‘pague um comediante, faça-o improvisar e explique-lhe como amar sua filha (…) a ideia de negócios para quebrar casais veio de lá!’”, contou o escritor francês.

Segundo o diretor do longa, Pascal Chaumeil, Como Arrasar Um Coração não é um filme totalmente politicamente correto. “Há quase um pequeno comentário social subjacente. Alex tem uma condição social menos favorecida que Juliette, a garota que ele tem de seduzir. Implicitamente, é questão de conflitos de classes. […] os métodos utilizados por Alex, por vezes são questionáveis, mas seu trabalho é ajudar as mulheres em suas escolhas de vida.”

Pessoal, espero que vocês curtam essa comédia romântica francesa tão bem produzida e leve de assistir. As atuações são convincentes, o enredo nos envolve e a fotografia do filme é incrível na maravilhosa Mônaco. 🙂



22
maio 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

 Título Original: The Other Side of Heaven

Título no Brasil: O Outro Lado do Céu

Direção: Mitch Davis

Gênero: Drama/Aventura/Biografia

Ano de Lançamento: 2001

 

Sinopse: John Groberg (Christopher Gorham) é um jovem missionário que, nos anos 50, embarca em um longa viagem juntamente com os nativos da ilha de Tonga, deixando para trás a noiva e sua família. Ao longo de sua viagem ele escreve cartas para sua noiva, relatando suas aventuras para sobreviver em uma terra desconhecida. Ao mesmo tempo, Groberg conhece a cultura local e faz amigos nos 3 anos que passa longe de casa.

O Outro lado do Céu é um filme delicado, sensível e muito verdadeiro. Baseado em fatos reais, esse é provavelmente, o melhor filme cristão que já assisti em toda a minha vida.

A história de John, que é convocado para prestar serviços como missionário na ilha de Tonga, é muito interessante. Ao longo de sua jornada, ele conhece pessoas muito especiais. Que o ensinarão valores imprescindíveis para a vida, passará também por muitas provações, tentações e momentos de dificuldade que o farão questionar seus atos e escolhas.

Os habitantes de Tonga se apresentam como realmente são, pessoas simples e de bom coração que aceitam aquele forasteiro de braços abertos, ajudando-o em sua adaptação.

Durante sua estadia na ilha, John escreve cartas para sua noiva Jean Sabin, relatando tudo o que esta acontecendo por lá e esses momentos são particularmente muito bonitos. As palavras de Jean são como um bálsamo, onde o missionário encontra forças para continuar sua missão.

Mesmo com todas as dificuldades apresentadas, é admirável a determinação e força de vontade daquele jovem, tentando ajudar o próximo de todas as maneiras possíveis, com seu imenso amor e fé inabalável.

Gostei bastante da atuação de Christopher Gorham, ele desempenhou brilhantemente seu papel. Assim como a jovem Anne Hathaway que em seu primeiro trabalho, executa lindamente o personagem da benevolente noiva.

Histórias baseadas em fatos reais geralmente tocam meu coração, sempre me emocionei com o que o destino reserva para as pessoas.

Com um enredo sensível e história tocante, esse filme sobre fé e simplicidade, arrebatará corações de diferentes maneiras e fará os céticos finalmente acreditarem em amor verdadeiro.

“Querida Jean,

Finalmente chegou o dia, estou indo para casa. Mas, o engraçado, é que parece que estou indo embora de casa. Nesses três anos, eu vivi com um povo que não tem nada, mas tem tudo. Nessa vida navegamos os mares, na próxima, navegaremos o céu. Eu gostaria de ser mais parecido com ele, um barqueiro entre as estrelas, e eu gostaria de ter você comigo. Sua suavidade ao meu lado, ah…Jean. Você irá me amar do outro lado do céu?”



2
maio 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

Título Original: Hidden Figures

Direção: Theodore Melfi

Gênero: Drama/Biografia

Ano de Lançamento: 2017

 

Sinopse: 1961. Em plena Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética disputam a supremacia na corrida espacial ao mesmo tempo em que a sociedade norte-americana lida com uma profunda cisão racial, entre brancos e negros. Tal situação é refletida também na NASA, onde um grupo de funcionárias negras é obrigada a trabalhar a parte. É lá que estão Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe), grandes amigas que, além de provar sua competência dia após dia, precisam lidar com o preconceito arraigado para que consigam ascender na hierarquia da NASA.

Assisti Estrelas Além do Tempo para acompanhar a premiação do Oscar 2017, como faço todos os anos. E que filme lindo, minha gente!

O enredo narra a história real de três amigas, Katherine Johnson, Dorothy Vaughn e Mary Jackson, três matemáticas, negras, que entre os anos de 1940 a 1960, iniciaram sua jornada rumo a NASA. Provando dia-a-dia, que merecem estar ali, e que apesar das inúmeras dificuldades impostas, elas são capazes, e com determinação e coragem, conseguirão mostrar que foram de extrema importância para a missão Apollo, que levou o homem a lua pela primeira vez.

Estrelado pela ganhadora do Oscar 2016 de melhor atriz, Octavia Spencer, o filme mostra a dura realidade dessas três moças, tentando provar sua capacidade e inteligência, em uma época de pura repressão e preconceito racial. E mesmo que a abordagem do tema tenha ocorrido de forma um pouco mais sutil, acredito que foi um apelo válido. Já que o foco da história, era a chegada do homem a lua e de que maneira o trabalho dessas três jovens influenciou para esse fato histórico.

 

“- O que faria uma mulher de cor ir a uma faculdade de brancos?

[…] – Excelência, você deveria entender a importância de ser o primeiro.

– Como assim, Sra. Jackson?

– Você foi o primeiro da família a servir ás Forças Armadas. Marinha dos Estados Unidos. O primeiro a ir à universidade George Mason. E o primeiro juiz estadual a ser reempregado por três governadores consecutivos.

– Você andou pesquisando.

-Sim, senhor.

– O que quer dizer?

– Excelência, nenhuma negra em Virginia estudou num colégio de brancos. Nunca aconteceu.

– Sim, nunca aconteceu.

– E antes de Alan Shepard sentar no topo de um foguete, nenhum outro americano havia ido ao espaço. E, agora, ele será sempre lembrado como o americano de New Hampshire, o primeiro a tocar nas estrelas. E eu, senhor, planejo ser uma engenheira na NASA. Mas não conseguirei sem estudar naquela faculdade para brancos. E não posso mudar a cor da minha pele.

Então, não tenho escolha, exceto ser a primeira. O que não posso fazer sem o senhor.”

Em suma, Estrelas Além do tempo cumpre de forma brilhante o papel de apresentar ao mundo a história dessas três personagens encantadoras, que ousaram quebrar paradigmas em um ambiente claramente hostil e de preconceitos enraizados.  Assistam, vale muito a pena!



28
fev 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

 

Título Original: La La Land

Título no Brasil: La La Land – Cantando Estações

Direção: Damien Chazelle

Gênero: Comédia/ Musical/Romance

Ano de Lançamento: 2016

 

Sinopse: Ao chegar em Los Angeles o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso.

Amo musicais e por esse motivo, eu precisava conhecer esse filme tão aclamado, recordista de indicações ao Oscar 2017 (14 indicações) e vencedor de tantos prêmios.

Contado durante as quatro estações do ano, La La Land, narra a história de uma aspirante a atriz e um pianista, que tem seus destinos cruzados, Ela por amor a arte, Ele pelo amor ao Jazz. Dois sonhadores que descobrem que viver de sonhos pode ser difícil, mas viver por eles é irresistível!

Mia, que é atendente em uma cafeteria, localizada nos arredores de um grande estúdio, esta em busca do sonho de se tornar uma grande atriz, ao passo que Sebastian cultiva o sonho de abrir o próprio negócio e tornar o jazz um ritmo aceito por todos.

Amei o filme, é lindo demais! A escolha dos atores foi perfeita. Emma Stone e Ryan Gosling dão um show de interpretação com performances dignas dos melhores musicais da Broadway.

Com muita música, dança e uma história cativante, o vencedor de 7 Globos de Ouro, incluindo de Melhor Filme, é uma ode a Los Angeles, um filme que nos remete a Hollywood dos anos 1950/1960, onde o casal protagonista busca a realização de seus sonhos de forma bem humorada e contagiante.

Romântico e divertido, La La Land, é sem dúvida, um filme obrigatório para aqueles que estão saudosos de um bom musical. Divirtam-se!



31
jan 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

Título Original: About Time

Título no Brasil: Questão de Tempo

Direção: Richard Curtis

Gênero: Romance/Drama/Fantasia

Ano de Lançamento: 2013

Sinopse: Ao completar 21 anos, Tim (Domhnall Gleeson) é surpreendido com a notícia dada por seu pai (Bill Nighy) de que pertence a uma linhagem de viajantes no tempo. Ou seja, todos os homens da família conseguem viajar para o passado, bastando apenas ir para um local escuro e pensar na época  no local para onde deseja ir. Cético a princípio, Tim logo se empolga com o dom ao ver que seu pai não esta mentindo. Sua primeira decisão é usar esta capacidade para conseguir uma namorada, mas logo ele percebe que viajar no tempo e alterar o que já aconteceu pode provocar consequências inesperadas.

O filme conta de forma singela, a história do tímido Tim. Um rapaz que descobre aos 21 anos que possui poderes especiais de viajar no tempo.

Cético, Tim não acredita no que esta ouvindo. Porém, depois de viajar no tempo e refazer a desastrosa última festa de fim de ano, ele passa  a crer verdadeiramente que possui um dom especial.

De posse desse segredo compartilhado por seu pai, Tim resolve então, usar tal poder para conquistar o coração de Mary (Rachel McAdams), uma bela jovem, fã da modelo Kate Moss, que ele conheceu durante um inusitado encontro às escuras e por quem ficou absolutamente encantado.

“[…] eu tento viver cada dia como se tivesse voltado propositalmente para esse dia, para curtir, como se fosse o último dia inteiro da minha vida extraordinária e comum.” 

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Entretanto, nem tudo são flores na vida de Tim, e suas viagens no tempo acabarão afetando a vida e os destinos de todos a sua volta.

Questão de Tempo é um filme lindo e delicado, com belas imagens de Londres e do Reino Unido, que nos faz refletir sobre a vida e como seria se nós pudéssemos ter uma segunda chance para nossos atos do passado. 

Indicação mais do que recomendada, assista e viaje com Tim e sua família, nesse mundo fantástico, repleto de amor e encantamento.

“Todos estamos viajando no tempo juntos, todos os dias de nossas vidas. Tudo o que podemos fazer é o nosso melhor, é aproveitar esse passeio maravilhoso.”



27
dez 2016

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

adaline-capa Título Original: The Age of Adaline

Título no Brasil: A Incrível História de Adaline

Direção: Lee Toland Krieger

Gênero: Drama/Romance/Fantasia

Ano de Lançamento: 2015

 

Sinopse: Adaline Bowman nasceu na virada do século XX. Ela tinha uma vida normal até sofrer um grave acidente de carro. Desde então, ela, milagrosamente, não consegue mais envelhecer, se tornando um ser imortal com a aparência de 29 anos. Ela vive uma existência solitária, nunca se permitindo criar laços com ninguém, para não ter seu segredo revelado. Mas ela conhece o jovem filantropo, Ellis Jones (Michiel Huisman), um homem por quem pode valer a pena arriscar sua imortalidade.

Estrelado pela belíssima Blake Lively (Gossip Girl), A Incrível História de Adaline é um romance completamente atípico em que uma mulher esta presa a um corpo de 29 anos de idade, condenada a permanecer jovem para sempre, quando na verdade passaram-se décadas sem que ninguém além dela própria soubesse disso.

“No dia 31 de dezembro de 2014, um táxi viajava através de São Francisco, de Chinatown para Merrill.

O carro transportava um único passageiro, uma mulher. Seu nome de batismo é Adaline Bowman. Atual Pseudônimo: Jennifer Larson. Este é o primeiro e último capítulo da história dela.”

Com o passar dos anos, Adaline muda de identidade e de cidade para preservar seu segredo, tendo como confidente apenas sua filha.

É angustiante ver a personagem tendo que se esconder em sua solidão para não ser considerada uma aberração e escapar de olhares curiosos ou perguntas indiscretas por causa de sua idade, ao mesmo tempo em que vê seus entes queridos partindo enquanto seu implacável destino permanece inalterado.

Quando Adaline conhece o encantador Ellis, tudo parece mudar. No entanto, mais uma vez a moça é surpreendida por acontecimentos de seu passado, sendo forçada a mudar seu destino, presente e futuro.

Ellen Burstyn (House of Cards) e Harrison Ford (Star Wars – O Despertar da Força) também emprestam seu talento nessa obra de fotografia impecável e figurino perfeito.

Com um desfecho tão surpreendente quanto seu início, a história de Adaline é comovente e interessante, e mesmo que não seja um filme espetacular e cheio de grandes feitos, cumpre brilhantemente seu papel de entreter os fãs de fábulas e histórias fantásticas. Por isso, recomendo muito para aqueles que curtem o gênero e para os românticos de plantão.

“- Como isso é possível?

– Eu não sei, eu era normal…até que um dia parei de envelhecer!”



15
nov 2016

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

Título Original: Brooklyn

Título no Brasil: Brooklyn

Direção: John Crowley

Gênero: Drama

Ano de Lançamento: 2016

 

Sinopse: A jovem irlandesa Eilis Lacey (Saoirse Ronan) se muda de sua terra natal e vai morar em Brooklyn para tentar realizar seus sonhos.

No início de sua jornada nos Estados Unidos, ela sente falta de sua casa, mas ela vai tentando se ajustar aos poucos até que conhece e se apaixona por Tony (Emory Cohen), bombeiro italiano.

Logo, ela se encontra dividida entre dois países, entre o amor e o dever.

Brooklyn conta a história da jovem Eilis Lacey que vive com sua mãe e sua irmã no condado de Wexford na Irlanda. Ela sempre sonhou com um futuro melhor para sua vida e em busca desse sonho e com a ajuda do padre de sua paróquia, a tímida moça se aventura de navio rumo aos Estados Unidos.

Chegando lá, a menina se estabelece no bairro do Brooklyn na pensão da Sra. Kehoe e com o passar do tempo, Eilis, que estuda na universidade, consegue um emprego numa tradicional loja da cidade. Até que um dia, ela conhece o jovem Tony, um belo rapaz ítalo-americano por quem se vê completamente apaixonada.

O clima de romance entre os dois é tão lindo e de uma delicadeza tão grande que é praticamente impossível não se emocionar.

Entretanto, em determinado momento da trama, a jovem enfrentará um grande dilema. Algo de extrema gravidade acontecerá e Ellis será obrigada a voltar para sua cidade natal, deixando para trás esse amor imensurável, partindo não só o coração desse casal enamorado como os corações de quem acompanha essa história.

“Querida Ellis, muito obrigada pelo presente, o papel da Bartocci’s o torna mais glamuroso.

Parece que tudo é tão excitante e novo, comparado com aqui.

Não posso esperar que me mostre tudo um dia. E Ellis, saiba que estou ao seu lado, mesmo quando não estou.”

Ambientado numa atmosfera dos anos 1950, Brooklyn é um filme terno, leve e cheio de romantismo que nos impressiona pela singeleza e graciosidade.

Com um figurino impecável e as ótimas interpretações de Saoirse Ronan e Emory Cohen, Brooklyn tem um charme todo especial que agradará não só aos fãs de romances clássicos como aos apaixonados em geral. Por isso recomendo muito, assista e tenha seu coração arrebatado pelo romantismo clássico, assim como eu.

“E um dia, o sol sairá. Talvez não note de imediato mas vai sentir. E logo se dará conta de que esta pensando em algo mais. Em alguém que não tem ligação com o passado. Alguém que é só seu. E então vai perceber…

Que este é o lugar onde sua vida está.”



11
out 2016

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

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Título Original: Boyhood

 Título no Brasil: Boyhood – Da Infância à Juventude

Direção: Richard Linklater

Gênero: Drama

Ano de Lançamento: 2014

Sinopse: O filme conta a história de um casal de pais divorciados (Ethan Hawke e Patricia Arquette) que tenta criar o filho Mason (Ellar Coltrane). A narrativa percorre a vida do menino durante um período de doze anos, da infância à juventude, e analisa sua relação com os pais conforme ele vai amadurecendo.

Eu já conhecia o trabalho do diretor por causa de sua extraordinária trilogia, Antes do Amanhecer, Antes do Pôr do Sol e Antes da Meia Noite, porém, acredito que este filme supera qualquer outro já lançado, pela genialidade, inteligência e sobretudo pela paciência em construir uma obra única e sem igual.

Boyhood foi a aposta mais ousada do diretor Richard Linklater que levou exatos 12 anos para nos apresentar este trabalho, ganhando o status de uma das mais longas produções da história do cinema.

Entretanto, esta é uma obra muito simples, sem glamour ou um mote extraordinário, o filme nos encanta especialmente pela naturalidade e crueza intrínsecas em suas cenas e pela singela demonstração da vida como ela é, sem melindres ou ilusões.

“Pode não acreditar, mas você mudou minha vida. Você disse que eu era esperto e deveria estudar. Segui seu conselho.”

Em Boyhood, o que se vê é a história de uma família levando a vida da melhor maneira que acha possível, e um menino enfrentando as mudanças e desafios de se tornar adulto.

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“Eu apenas pensei que seria mais do que isso…”

A mudança física do protagonista Mason Evans, interpretado lindamente pelo ator Ellar Coltrane é nada menos que magnífica, mas não posso deixar de citar a transformação igualmente incrível que sofreu a personagem Samantha Evans, interpretada pela filha do diretor, a atriz Lorelei Linklater. Ambos amadureceram muito durante a trama e possuem cenas igualmente marcantes.

É muito bonito acompanhar um filme em que os personagens vão crescendo e amadurecendo a olhos vistos, sem maquiagens ou recursos gráficos. Foi uma experiência simplesmente incrível!

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Com diálogos bem construídos, Boyhood é um filme terno, engraçado e cheio de questionamentos interessantes. É uma história sobre amadurecimento, família e amor.

Com uma trilha sonora impecável, a trama ainda nos presenteia com referências culturais da década de 90, como livros, videogames, programas de TV, eleições e claro, a evolução tecnológica da internet e dos telefones celulares; tudo é retratado de maneira belíssima e muito especial. Richard Lanklater está de parabéns por mais esse esplendoroso trabalho.

 

“Sabe quando dizem aproveite o momento? Não sei, mas acho que é o contrário. Como se o momento nos aproveitasse.”



6
set 2016

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

Título Original: Trust

Título no Brasil: Confiar

Direção: David Schwimmer

Gênero: Drama

Ano de Lançamento: 2011

Sinopse: Will (Clive Owen) e Lynn (Catherine Keener) têm três filhos. Enquanto um está prestes a entrar para a faculdade, a filha do meio, Annie (Liana Liberato), começa a apresentar os sintomas comuns das adolescentes que querem se parecer mais velhas e ser aceitas entre seus pares. Publicitário bem sucedido e super envolvido com a profissão, Will procura ter uma relação de confiança com os filhos, mas Annie inicia um relacionamento no computador com um jovem de 16 anos e dá continuidade através do telefone. Sem que seus pais soubessem, ela aceita o convite dele para um encontro, mas a surpresa que ela tem no primeiro momento é só o começo de um pesadelo que marcará para sempre a sua vida e de sua família.

Tudo era perfeito na vida do casal Will e Lynn, pais de três filhos, eles acreditavam que nada iria abalar essa relação, até que no aniversário de 16 anos de sua filha do meio, eles a presenteiam com um computador e tudo parece mudar.

Eles não faziam ideia de que a tímida jovem se envolveria secretamente com um rapaz de 16 anos. Tudo parecia lindo para Annie, ela conversava com o novo amigo e até confidenciava fatos de sua vida para aquele menino aparentemente perfeito. Quando ambos combinam de se encontrar, Annie percebe que o rapaz da internet não é exatamente quem diz ser, mas, a certa altura dos acontecimentos, a menina já esta envolvida de tal forma, que se deixa levar pelos “encantos” do amigo virtual,  sem perceber o perigo iminente a sua frente.

Com direção de David Schwimmer, o eterno Ross do seriado Friends, Confiar é um filme forte e impactante que nos leva a refletir acerca de assuntos importantes como assédio e pedofilia. Gostei bastante da protagonista, Liana Liberato da um show no papel da jovem e conflitante Annie.

Clive Owen surpreende no papel de pai desesperado para salvar sua filha, ao mesmo tempo em que se sente culpado por tê-la presenteado com o objeto de sua destruição. Catherine Keener também esta ótima, no entanto, sua personagem parece mais conformada com tudo o que esta acontecendo, o que de certa forma me incomodou um pouco. Ainda não sou mãe, mas acredito que agiria de forma diferente. A postura adotada pela personagem de Catherine me deixava bastante nervosa e angustiada na maioria das cenas.

Apesar disso, eu indico muito, Confiar é um ótimo filme que retrata com muita verdade o que ás vezes acontece, como somos vulneráveis quando o assunto é internet e que o perigo pode estar aonde menos se espera. Não acho que seja culpa de ninguém, nem dos pais, nem das crianças.

Os culpados são os psicopatas, esse tipo de gente doente que se esconde atrás do mundo virtual em sua rede de mentiras e ilusões caçando crianças e adolescentes inocentes.

Mas, é preciso sim ser vigilante, alertar nossos filhos quanto aos perigos que nos rondam e torcer para que a educação que demos seja realmente suficiente e que eles saibam lidar com esse tipo de situação.



26
jul 2016

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

Título Original: Room

Título no Brasil: O Quarto de Jack

Direção: Lenny Abrahamson

Gênero: Drama

Ano de Lançamento: 2016

 Sinopse: Joy (Brie Larson) e seu filho Jack (Jacob Tremblay) vivem isolados em um quarto. O único contato que ambos têm com o mundo exterior é a visita periódica do Velho Nick (Sean Bridgers), que os mantém em cativeiro. Joy faz o possível para tornar suportável a vida no local, mas não vê a hora de deixá-lo. Para tanto, elabora um plano em que, com a ajuda do filho, poderá enganar Nick e retornar à realidade.

Assisti O Quarto de Jack antes mesmo de ler o livro de Emma Donoghue, que deu origem ao filme. Não lembro sequer de ter lido a sinopse, pois meu intuito era apenas ver o máximo possível de filmes indicados ao Oscar 2016 e definitivamente não me arrependo da linha que decidi seguir, pois do contrário, acredito que minha reação seria um pouco diferente.

A história de Jack me tocou de diversas formas, tanto pela inocência do menino, quanto pelo inabalável amor de sua mãe, que em meio ao cativeiro, consegue conduzir com doçura e criatividade, a dura e sem perspectiva realidade em que se encontra.

O filme é lindo, sensível e tocante, mesmo com toda a atmosfera perturbadora que o envolve. Não me surpreendeu que Brie Larson tenha ganho o Oscar de melhor atriz de 2016, pois sua interpretação aliada a parceria com o pequeno Jacob Tremblay foi primorosa, ela conseguiu imprimir de maneira única todo o  sofrimento e dor daquela mãe, ao mesmo tempo em que consegue transformar um ambiente inóspito, em um lugar lúdico e cheio de magia aos olhos de seu filho.

“Plantas existem, mas não são árvores. Aranhas existem e o mosquito que uma vez chupou o meu sangue. Mas esquilos e cachorros só existem na TV.”

Era extremamente angustiante acompanhar os momentos de aflição daquela mãe, atada a uma situação aparentemente irremediável.

Num ato de desespero, Joy elabora um ousado plano de fuga que conta com a participação decisiva de seu filho. Plano esse extremamente arriscado, uma vez que o pequeno Jack nada conhece do mundo exterior.

“Você tem que entender! A gente não pode mais viver assim. Você tem que me ajudar!”

 Foi uma experiência comovente acompanhar a história contada sob o ponto de vista de uma ingênua criança de cinco anos, confesso que tornou tudo mais leve.

Por esse motivo, essa é uma indicação mais do que recomendada, assista o filme,  leia o livro, a Juh fez resenha dele aqui no blog, e emocione-se também conhecendo um pouco do universo paralelo de Jack e sua mãe.

Finalizo parafraseando a agência de notícias americana Associated Press, que definiu lindamente a trama como uma história inesquecível sobre o poder transformador de uma infância inocente e o amor de uma mãe.

Tem tantas coisas aqui e às vezes dá medo, mas tudo bem, porque ainda somos eu e você.”   






ilustrações design e desenvolvimento