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28
fev 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

 

Título Original: La La Land

Título no Brasil: La La Land – Cantando Estações

Direção: Damien Chazelle

Gênero: Comédia/ Musical/Romance

Ano de Lançamento: 2016

 

Sinopse: Ao chegar em Los Angeles o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso.

Amo musicais e por esse motivo, eu precisava conhecer esse filme tão aclamado, recordista de indicações ao Oscar 2017 (14 indicações) e vencedor de tantos prêmios.

Contado durante as quatro estações do ano, La La Land, narra a história de uma aspirante a atriz e um pianista, que tem seus destinos cruzados, Ela por amor a arte, Ele pelo amor ao Jazz. Dois sonhadores que descobrem que viver de sonhos pode ser difícil, mas viver por eles é irresistível!

Mia, que é atendente em uma cafeteria, localizada nos arredores de um grande estúdio, esta em busca do sonho de se tornar uma grande atriz, ao passo que Sebastian cultiva o sonho de abrir o próprio negócio e tornar o jazz um ritmo aceito por todos.

Amei o filme, é lindo demais! A escolha dos atores foi perfeita. Emma Stone e Ryan Gosling dão um show de interpretação com performances dignas dos melhores musicais da Broadway.

Com muita música, dança e uma história cativante, o vencedor de 7 Globos de Ouro, incluindo de Melhor Filme, é uma ode a Los Angeles, um filme que nos remete a Hollywood dos anos 1950/1960, onde o casal protagonista busca a realização de seus sonhos de forma bem humorada e contagiante.

Romântico e divertido, La La Land, é sem dúvida, um filme obrigatório para aqueles que estão saudosos de um bom musical. Divirtam-se!



31
jan 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

Título Original: About Time

Título no Brasil: Questão de Tempo

Direção: Richard Curtis

Gênero: Romance/Drama/Fantasia

Ano de Lançamento: 2013

Sinopse: Ao completar 21 anos, Tim (Domhnall Gleeson) é surpreendido com a notícia dada por seu pai (Bill Nighy) de que pertence a uma linhagem de viajantes no tempo. Ou seja, todos os homens da família conseguem viajar para o passado, bastando apenas ir para um local escuro e pensar na época  no local para onde deseja ir. Cético a princípio, Tim logo se empolga com o dom ao ver que seu pai não esta mentindo. Sua primeira decisão é usar esta capacidade para conseguir uma namorada, mas logo ele percebe que viajar no tempo e alterar o que já aconteceu pode provocar consequências inesperadas.

O filme conta de forma singela, a história do tímido Tim. Um rapaz que descobre aos 21 anos que possui poderes especiais de viajar no tempo.

Cético, Tim não acredita no que esta ouvindo. Porém, depois de viajar no tempo e refazer a desastrosa última festa de fim de ano, ele passa  a crer verdadeiramente que possui um dom especial.

De posse desse segredo compartilhado por seu pai, Tim resolve então, usar tal poder para conquistar o coração de Mary (Rachel McAdams), uma bela jovem, fã da modelo Kate Moss, que ele conheceu durante um inusitado encontro às escuras e por quem ficou absolutamente encantado.

“[…] eu tento viver cada dia como se tivesse voltado propositalmente para esse dia, para curtir, como se fosse o último dia inteiro da minha vida extraordinária e comum.” 

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Entretanto, nem tudo são flores na vida de Tim, e suas viagens no tempo acabarão afetando a vida e os destinos de todos a sua volta.

Questão de Tempo é um filme lindo e delicado, com belas imagens de Londres e do Reino Unido, que nos faz refletir sobre a vida e como seria se nós pudéssemos ter uma segunda chance para nossos atos do passado. 

Indicação mais do que recomendada, assista e viaje com Tim e sua família, nesse mundo fantástico, repleto de amor e encantamento.

“Todos estamos viajando no tempo juntos, todos os dias de nossas vidas. Tudo o que podemos fazer é o nosso melhor, é aproveitar esse passeio maravilhoso.”



27
dez 2016

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

adaline-capa Título Original: The Age of Adaline

Título no Brasil: A Incrível História de Adaline

Direção: Lee Toland Krieger

Gênero: Drama/Romance/Fantasia

Ano de Lançamento: 2015

 

Sinopse: Adaline Bowman nasceu na virada do século XX. Ela tinha uma vida normal até sofrer um grave acidente de carro. Desde então, ela, milagrosamente, não consegue mais envelhecer, se tornando um ser imortal com a aparência de 29 anos. Ela vive uma existência solitária, nunca se permitindo criar laços com ninguém, para não ter seu segredo revelado. Mas ela conhece o jovem filantropo, Ellis Jones (Michiel Huisman), um homem por quem pode valer a pena arriscar sua imortalidade.

Estrelado pela belíssima Blake Lively (Gossip Girl), A Incrível História de Adaline é um romance completamente atípico em que uma mulher esta presa a um corpo de 29 anos de idade, condenada a permanecer jovem para sempre, quando na verdade passaram-se décadas sem que ninguém além dela própria soubesse disso.

“No dia 31 de dezembro de 2014, um táxi viajava através de São Francisco, de Chinatown para Merrill.

O carro transportava um único passageiro, uma mulher. Seu nome de batismo é Adaline Bowman. Atual Pseudônimo: Jennifer Larson. Este é o primeiro e último capítulo da história dela.”

Com o passar dos anos, Adaline muda de identidade e de cidade para preservar seu segredo, tendo como confidente apenas sua filha.

É angustiante ver a personagem tendo que se esconder em sua solidão para não ser considerada uma aberração e escapar de olhares curiosos ou perguntas indiscretas por causa de sua idade, ao mesmo tempo em que vê seus entes queridos partindo enquanto seu implacável destino permanece inalterado.

Quando Adaline conhece o encantador Ellis, tudo parece mudar. No entanto, mais uma vez a moça é surpreendida por acontecimentos de seu passado, sendo forçada a mudar seu destino, presente e futuro.

Ellen Burstyn (House of Cards) e Harrison Ford (Star Wars – O Despertar da Força) também emprestam seu talento nessa obra de fotografia impecável e figurino perfeito.

Com um desfecho tão surpreendente quanto seu início, a história de Adaline é comovente e interessante, e mesmo que não seja um filme espetacular e cheio de grandes feitos, cumpre brilhantemente seu papel de entreter os fãs de fábulas e histórias fantásticas. Por isso, recomendo muito para aqueles que curtem o gênero e para os românticos de plantão.

“- Como isso é possível?

– Eu não sei, eu era normal…até que um dia parei de envelhecer!”



15
nov 2016

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

Título Original: Brooklyn

Título no Brasil: Brooklyn

Direção: John Crowley

Gênero: Drama

Ano de Lançamento: 2016

 

Sinopse: A jovem irlandesa Eilis Lacey (Saoirse Ronan) se muda de sua terra natal e vai morar em Brooklyn para tentar realizar seus sonhos.

No início de sua jornada nos Estados Unidos, ela sente falta de sua casa, mas ela vai tentando se ajustar aos poucos até que conhece e se apaixona por Tony (Emory Cohen), bombeiro italiano.

Logo, ela se encontra dividida entre dois países, entre o amor e o dever.

Brooklyn conta a história da jovem Eilis Lacey que vive com sua mãe e sua irmã no condado de Wexford na Irlanda. Ela sempre sonhou com um futuro melhor para sua vida e em busca desse sonho e com a ajuda do padre de sua paróquia, a tímida moça se aventura de navio rumo aos Estados Unidos.

Chegando lá, a menina se estabelece no bairro do Brooklyn na pensão da Sra. Kehoe e com o passar do tempo, Eilis, que estuda na universidade, consegue um emprego numa tradicional loja da cidade. Até que um dia, ela conhece o jovem Tony, um belo rapaz ítalo-americano por quem se vê completamente apaixonada.

O clima de romance entre os dois é tão lindo e de uma delicadeza tão grande que é praticamente impossível não se emocionar.

Entretanto, em determinado momento da trama, a jovem enfrentará um grande dilema. Algo de extrema gravidade acontecerá e Ellis será obrigada a voltar para sua cidade natal, deixando para trás esse amor imensurável, partindo não só o coração desse casal enamorado como os corações de quem acompanha essa história.

“Querida Ellis, muito obrigada pelo presente, o papel da Bartocci’s o torna mais glamuroso.

Parece que tudo é tão excitante e novo, comparado com aqui.

Não posso esperar que me mostre tudo um dia. E Ellis, saiba que estou ao seu lado, mesmo quando não estou.”

Ambientado numa atmosfera dos anos 1950, Brooklyn é um filme terno, leve e cheio de romantismo que nos impressiona pela singeleza e graciosidade.

Com um figurino impecável e as ótimas interpretações de Saoirse Ronan e Emory Cohen, Brooklyn tem um charme todo especial que agradará não só aos fãs de romances clássicos como aos apaixonados em geral. Por isso recomendo muito, assista e tenha seu coração arrebatado pelo romantismo clássico, assim como eu.

“E um dia, o sol sairá. Talvez não note de imediato mas vai sentir. E logo se dará conta de que esta pensando em algo mais. Em alguém que não tem ligação com o passado. Alguém que é só seu. E então vai perceber…

Que este é o lugar onde sua vida está.”



11
out 2016

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

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Título Original: Boyhood

 Título no Brasil: Boyhood – Da Infância à Juventude

Direção: Richard Linklater

Gênero: Drama

Ano de Lançamento: 2014

Sinopse: O filme conta a história de um casal de pais divorciados (Ethan Hawke e Patricia Arquette) que tenta criar o filho Mason (Ellar Coltrane). A narrativa percorre a vida do menino durante um período de doze anos, da infância à juventude, e analisa sua relação com os pais conforme ele vai amadurecendo.

Eu já conhecia o trabalho do diretor por causa de sua extraordinária trilogia, Antes do Amanhecer, Antes do Pôr do Sol e Antes da Meia Noite, porém, acredito que este filme supera qualquer outro já lançado, pela genialidade, inteligência e sobretudo pela paciência em construir uma obra única e sem igual.

Boyhood foi a aposta mais ousada do diretor Richard Linklater que levou exatos 12 anos para nos apresentar este trabalho, ganhando o status de uma das mais longas produções da história do cinema.

Entretanto, esta é uma obra muito simples, sem glamour ou um mote extraordinário, o filme nos encanta especialmente pela naturalidade e crueza intrínsecas em suas cenas e pela singela demonstração da vida como ela é, sem melindres ou ilusões.

“Pode não acreditar, mas você mudou minha vida. Você disse que eu era esperto e deveria estudar. Segui seu conselho.”

Em Boyhood, o que se vê é a história de uma família levando a vida da melhor maneira que acha possível, e um menino enfrentando as mudanças e desafios de se tornar adulto.

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“Eu apenas pensei que seria mais do que isso…”

A mudança física do protagonista Mason Evans, interpretado lindamente pelo ator Ellar Coltrane é nada menos que magnífica, mas não posso deixar de citar a transformação igualmente incrível que sofreu a personagem Samantha Evans, interpretada pela filha do diretor, a atriz Lorelei Linklater. Ambos amadureceram muito durante a trama e possuem cenas igualmente marcantes.

É muito bonito acompanhar um filme em que os personagens vão crescendo e amadurecendo a olhos vistos, sem maquiagens ou recursos gráficos. Foi uma experiência simplesmente incrível!

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Com diálogos bem construídos, Boyhood é um filme terno, engraçado e cheio de questionamentos interessantes. É uma história sobre amadurecimento, família e amor.

Com uma trilha sonora impecável, a trama ainda nos presenteia com referências culturais da década de 90, como livros, videogames, programas de TV, eleições e claro, a evolução tecnológica da internet e dos telefones celulares; tudo é retratado de maneira belíssima e muito especial. Richard Lanklater está de parabéns por mais esse esplendoroso trabalho.

 

“Sabe quando dizem aproveite o momento? Não sei, mas acho que é o contrário. Como se o momento nos aproveitasse.”



6
set 2016

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

Título Original: Trust

Título no Brasil: Confiar

Direção: David Schwimmer

Gênero: Drama

Ano de Lançamento: 2011

Sinopse: Will (Clive Owen) e Lynn (Catherine Keener) têm três filhos. Enquanto um está prestes a entrar para a faculdade, a filha do meio, Annie (Liana Liberato), começa a apresentar os sintomas comuns das adolescentes que querem se parecer mais velhas e ser aceitas entre seus pares. Publicitário bem sucedido e super envolvido com a profissão, Will procura ter uma relação de confiança com os filhos, mas Annie inicia um relacionamento no computador com um jovem de 16 anos e dá continuidade através do telefone. Sem que seus pais soubessem, ela aceita o convite dele para um encontro, mas a surpresa que ela tem no primeiro momento é só o começo de um pesadelo que marcará para sempre a sua vida e de sua família.

Tudo era perfeito na vida do casal Will e Lynn, pais de três filhos, eles acreditavam que nada iria abalar essa relação, até que no aniversário de 16 anos de sua filha do meio, eles a presenteiam com um computador e tudo parece mudar.

Eles não faziam ideia de que a tímida jovem se envolveria secretamente com um rapaz de 16 anos. Tudo parecia lindo para Annie, ela conversava com o novo amigo e até confidenciava fatos de sua vida para aquele menino aparentemente perfeito. Quando ambos combinam de se encontrar, Annie percebe que o rapaz da internet não é exatamente quem diz ser, mas, a certa altura dos acontecimentos, a menina já esta envolvida de tal forma, que se deixa levar pelos “encantos” do amigo virtual,  sem perceber o perigo iminente a sua frente.

Com direção de David Schwimmer, o eterno Ross do seriado Friends, Confiar é um filme forte e impactante que nos leva a refletir acerca de assuntos importantes como assédio e pedofilia. Gostei bastante da protagonista, Liana Liberato da um show no papel da jovem e conflitante Annie.

Clive Owen surpreende no papel de pai desesperado para salvar sua filha, ao mesmo tempo em que se sente culpado por tê-la presenteado com o objeto de sua destruição. Catherine Keener também esta ótima, no entanto, sua personagem parece mais conformada com tudo o que esta acontecendo, o que de certa forma me incomodou um pouco. Ainda não sou mãe, mas acredito que agiria de forma diferente. A postura adotada pela personagem de Catherine me deixava bastante nervosa e angustiada na maioria das cenas.

Apesar disso, eu indico muito, Confiar é um ótimo filme que retrata com muita verdade o que ás vezes acontece, como somos vulneráveis quando o assunto é internet e que o perigo pode estar aonde menos se espera. Não acho que seja culpa de ninguém, nem dos pais, nem das crianças.

Os culpados são os psicopatas, esse tipo de gente doente que se esconde atrás do mundo virtual em sua rede de mentiras e ilusões caçando crianças e adolescentes inocentes.

Mas, é preciso sim ser vigilante, alertar nossos filhos quanto aos perigos que nos rondam e torcer para que a educação que demos seja realmente suficiente e que eles saibam lidar com esse tipo de situação.



26
jul 2016

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

Título Original: Room

Título no Brasil: O Quarto de Jack

Direção: Lenny Abrahamson

Gênero: Drama

Ano de Lançamento: 2016

 Sinopse: Joy (Brie Larson) e seu filho Jack (Jacob Tremblay) vivem isolados em um quarto. O único contato que ambos têm com o mundo exterior é a visita periódica do Velho Nick (Sean Bridgers), que os mantém em cativeiro. Joy faz o possível para tornar suportável a vida no local, mas não vê a hora de deixá-lo. Para tanto, elabora um plano em que, com a ajuda do filho, poderá enganar Nick e retornar à realidade.

Assisti O Quarto de Jack antes mesmo de ler o livro de Emma Donoghue, que deu origem ao filme. Não lembro sequer de ter lido a sinopse, pois meu intuito era apenas ver o máximo possível de filmes indicados ao Oscar 2016 e definitivamente não me arrependo da linha que decidi seguir, pois do contrário, acredito que minha reação seria um pouco diferente.

A história de Jack me tocou de diversas formas, tanto pela inocência do menino, quanto pelo inabalável amor de sua mãe, que em meio ao cativeiro, consegue conduzir com doçura e criatividade, a dura e sem perspectiva realidade em que se encontra.

O filme é lindo, sensível e tocante, mesmo com toda a atmosfera perturbadora que o envolve. Não me surpreendeu que Brie Larson tenha ganho o Oscar de melhor atriz de 2016, pois sua interpretação aliada a parceria com o pequeno Jacob Tremblay foi primorosa, ela conseguiu imprimir de maneira única todo o  sofrimento e dor daquela mãe, ao mesmo tempo em que consegue transformar um ambiente inóspito, em um lugar lúdico e cheio de magia aos olhos de seu filho.

“Plantas existem, mas não são árvores. Aranhas existem e o mosquito que uma vez chupou o meu sangue. Mas esquilos e cachorros só existem na TV.”

Era extremamente angustiante acompanhar os momentos de aflição daquela mãe, atada a uma situação aparentemente irremediável.

Num ato de desespero, Joy elabora um ousado plano de fuga que conta com a participação decisiva de seu filho. Plano esse extremamente arriscado, uma vez que o pequeno Jack nada conhece do mundo exterior.

“Você tem que entender! A gente não pode mais viver assim. Você tem que me ajudar!”

 Foi uma experiência comovente acompanhar a história contada sob o ponto de vista de uma ingênua criança de cinco anos, confesso que tornou tudo mais leve.

Por esse motivo, essa é uma indicação mais do que recomendada, assista o filme,  leia o livro, a Juh fez resenha dele aqui no blog, e emocione-se também conhecendo um pouco do universo paralelo de Jack e sua mãe.

Finalizo parafraseando a agência de notícias americana Associated Press, que definiu lindamente a trama como uma história inesquecível sobre o poder transformador de uma infância inocente e o amor de uma mãe.

Tem tantas coisas aqui e às vezes dá medo, mas tudo bem, porque ainda somos eu e você.”   



12
jul 2016

ARQUIVADO EM: Cinema & TV Vídeos

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Há algum tempo, eu fiz um post no Borboletas na Carteira, falando sobre o filme Hush – A morte ouve. Um filme disponibilizado apenas na Netflix, que com somente uma hora e vinte conseguiu me deixar totalmente vidrada. \o/

Pois bem, hoje eu trago um vídeo sobre esse filme, contando para vocês porque eu gostei tanto. 🙂



29
set 2015

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

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Título Original: Maze Runner – The Scorch Trials

Lançamento: 2015

Direção: Wes Ball

Elenco: Dylan O’Brien, Ki Hong Lee, Kaya Scodelario

Gênero: Ação, Ficção Científica, Aventura

Sinopse: O Labirinto foi só o começo… o pior está por vir. Depois de superar muitos desafios, Thomas (Dylan O’Brien) e seus amigos pensam que estão a salvo em uma nova realidade. Mas eles são surpreendidos pelos Cranks, criaturas que querem devorá-los vivos. Agora, para sobreviver nesse mundo hostil, os amigos terão de fazer uma travessia repleta de provas cruéis e desafiadoras em um mundo devastado, sem água, comida ou abrigo.

Maze Runner: Correr ou Morrer foi uma grande surpresa para mim, porque depois de uma experiência péssima com o livro (abandonei a leitura antes da metade) realmente não esperava gostar tanto da adaptação. Depois de um primeiro filme tão interesse foi impossível não ficar cheia de expectativas para a continuação e o mais estranho é que mesmo depois de uma semana eu ainda não consigo decidir se o livro atingiu ao não essas expectativas ou até mesmo se eu amei ou não. Calma que vocês vão entender.

Vamos começar pelos pontos positivos. Se você gosta de filmes de ação não tem como no mínimo não gostar desse livro. Sério, acreditem em mim. Prova de Fogo é um sequência sem pausa de perseguições, fugas e combates, o ritmo não para nunca! Isso faz com esse seja um daqueles tipos de filme que prendem a atenção de quem está assistindo durante cem por cento do tempo.

Gostei também de como o enredo se desenvolveu, como entendemos um pouco melhor a situação do mundo e o porquê dos labirintos, mas o que eu mais gostei foram dos Cranks. Eles são e não são zumbis, mas essa é a analogia mais próxima que consigo pensar, então vamos considerá-los como tal. Eu adoro filmes de zumbis, primeiro porque adoro descobrir como eles surgiram (sempre é algo científico e interessante, confiem em mim) e segundo porque é uma das poucas coisas que não tenho medo – não me perguntem porque, também não sei. Mas o mais legal dos Cranks em Prova de Fogo é que eles deram um ar de suspense muito, mas muito legal para o filme, cheio de cenas inesperadas e que causam um bom susto – passei vergonha no cinema depois de soltar um grito bem alto durante uma dessas cenas, vergonhoso.

E, antes de terminar com os pontos positivos, não posso deixar de comentar a a fotografia surpreendente do filme. Os cenários são incríveis, grandiosos e existem cenas muito bonitas – na sua grande maioria as que se passam no deserto. É exatamente o que vocês podem ver no poster aí de cima. Ah, e os efeitos não deixam nenhum um pouco a desejar.

Agora, vamos para os problemas. Mas antes queria esclarecer que a grande maioria deles não são defeitos que estragam a estória como um todo, mas são detalhes que realmente me incomodaram. Primeiro, mesmo que o ritmo frenético seja ótimo eu queria muito que existissem algumas cenas mais sentimentais em que pudéssemos nos conectar mais com os personagens. Se não existisse o filme anterior eu simplesmente não ia dar a mínima para os personagens porque nenhum um pouco da personalidade deles é explorada aqui. Falando de personagens, eu adoro o Thomas (Dylan O’Brien) como protagonista, mas acho que houve um belo exagero nesse filme. Só ele pensa, cria planos e detecta as coisas mais óbvias, os outros não contribuem com absolutamente NADA. Sério, heroismo tem limites, ter amigos inteligentes e carismáticos não impedem o herói da estória de brilhar, por favor né. E não quero nem comentar da inutilidade da Kaya Scodelario nesse filme.

Existe, no entanto, dois outros problemas que me irritaram muito. TODA A MALDITA VEZ  que algo realmente ruim estava acontecendo com os personagens – perseguição, prédios desmoronando e coisas do tipo – eles paravam e passavam uns dez segundos apenas encarando. Que coisa irritante! Sei que é pra aumentar a tensão e blablablá, mas haja paciência para fazer isso em toda a cena de ação do filme (lembrem-se: são muitas!). Simplesmente não dá. Outro problema do enrendo é que mais de uma vez o Thomas se mete em um lugar sem saída e eles simplesmente cortam a cena e não mostram como ele saiu da situação. Isso mostra tanto falta de planejamento e criatividade como também uma falta de respeito com quem assiste ao considerar que eles são burros ao ponto de apenas ignorar que não tinha como ele sair de lá!

Mas, apesar de tudo, eu não lembro a última vez que me diverti tanto em um sala de cinema. Eu tomei sustos, gritei, briguei com os personagens e ri, mas ri muito – tanto das burrices dos personagens quanto da minha amiga que tem medo de zumbis sofrendo com os Cranks. Não decidi ainda qual é o meu veredito, mas vai aí a minha indicação: chame seus amigos (você precisa de alguém pra comentar/xingar junto) e vá assistir, pode ter certeza que é diversão garantida. O que me resta é esperar o terceiro filme para saber como essa estória vai terminar.



15
set 2015

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

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Título Original: Fantastic Four

Lançamento: 2015

Direção: Josh Trank

Elenco: Miles Teller, Kate Mara, Michael B. Jordan

Gênero: Ação, Ficção

Sinopse: Quatro adolescentes são conhecidos pela inteligência e pelas dificuldades de inserção social. Juntos, são enviados a uma missão perigosa em uma dimensão alternativa. Quando os planos falham, eles retornam à Terra com sérias alterações corporais. Munidos desses poderes especiais, eles se tornam o Senhor Fantástico (Miles Teller), a Mulher Invisível (Kate Mara), o Tocha Humana (Michael B. Jordan) e o Coisa (Jamie Bell). O grupo se une para proteger a humanidade do ataque do Doutor Destino (Toby Kebbell).

Eu amo os dois antigos filme do Quarteto Fantástico. Pronto, falei. Sei que muita gente odeia, mas eu não sabia distinguir o que era um bom filme na época e por isso perdi a conta de quantas vezes os assisti. Porém, depois de ver os filmes incríveis da Marvel, eu sei que eles têm lá seus – muitos – defeitos, mas eu ainda não consigo desgostar deles. Então quando soube do novo reboot fiquei mega animada e o trailer só fez minhas expectativas crescerem absurdamente. Mas aí apareceram as primeiras críticas detonando o filme e a minha expectativa ficou abalada. Mas eu pensei, não pode ser tão ruim assim né? Infelizmente, pode sim.

Durante a primeira metade do filme eu realmente acreditei que as críticas eram exageradas, porque o filme começa de forma bastante satisfatória. Gostei muito de ver todo o background do Reed com o Ben e também de ver todos eles trabalhando juntos para tornar possível o que aconteceu. Mas o que eu acho mais importante de destacar é que os atores estão bem em seus papéis, eles se encaixaram em seus personagens e estavam a vontade dentro daquele universo. O problema, ao meu ver, é que nenhum deles foi aproveitado ao máximo. O filme pode ter muitos problemas, mas o elenco está longe de ser um deles. A verdade é que Quarteto Fastástico tem um bom começo, mas o problema é que ele nunca deixa de ser um “começo”.

O filme todo parece uma longa introdução que, de repente, pula para uma cena final de ação. Simples assim. O vilão é super mal desenvolvido e a cena do “combate final” (que é o único, na verdade) é no mínimo ridícula. É tudo muito mal planejado, desenvolvido e executado. Eles passaram muito tempo trabalhando a introdução de tudo e correram com o final. Mas o problema é que não importa o quão bem o filme tenha começado, o final simplesmente fez todo esse trabalho se perder.

A parte técnica é interessante, assim como a ambientação e alguns dos conceitos trabalhados durante a estória. Mas apesar de tudo, Quarteto Fantástico entra para a minha lista de filmes ruins pelos quais eu me arrependo de ter pagado o ingresso do cinema. O que é realmente uma pena porque eu queria muito ver essa estória sendo bem trabalhada no cinema em filmes incríveis. Hoje sabemos que o filme sofreu com a pressa da FOX para não perder os direitos e os conflitos causados pelo diretor, então ainda tenho as esperanças de que um dia teremos o filme do Quarteto Fantástico que tanto esperamos.






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