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16 out, 2018

Something In The Rain

Título Original: Something In The Rain/Pretty Noona Who Gives Me Food

Título no Brasil: Something In The Rain

Emissora: JTBC

Gênero: Romance/Drama

Ano de Lançamento: 2018

Sinopse:  Ao voltar de uma temporada no exterior, uma mulher reencontra o irmão da melhor amiga e passa a enxergá-lo com um novo olhar.

Quando assisti o teaser desse drama e vi toda a fofura do Jung Hae-In, eu sabia que me apaixonaria por essa história.

A trama gira em torno de dois personagens, Yoon Jin-ah e Seo Joon-hee. E tudo começa quando Jin-ah se da conta que esta se apaixonando pelo irmão caçula de sua melhor amiga, o encantador Joon-hee.

A química entre os protagonistas em cena é algo impressionante. Fofos demais! E apesar de algumas mancadas ao longo da trama, eu shipei esse casal até o fim com toda a força do meu coração e não me arrependi, especialmente por causa do Seo Joon-hee, que personagem lindo! Sabe aquelas pessoas que da vontade de guardar em um potinho de tão queridas? Então, é o caso dele, fofíssimo!

Gostei muito do enredo e de como os fatos foram se desenvolvendo ao longo da trama, Jin-ah e Joon-hee eram lindos juntos e tinham uma sintonia quase perfeita.

Numa atmosfera de romantismo impecável, Something In The Rain parecia não ter defeito. Exceto por uma protagonista que se revelou absurdamente insegura e chata a partir de certo ponto do enredo.

A única falha em drama coreanos como esse, é a instabilidade emocional das personagens femininas, pois enquanto seus pares são decididos, fortes e determinados. Temos exemplares femininos, mesmo as mais independentes, com atitudes imaturas e duvidosas que me irritam bastante. Em Something In The Rain, acontece isso. Enquanto Seo Joon-hee é um doce de menino, alegre e leve, apesar dos problemas familiares que tem.

Ao longo da trama, a personagem Jin-ah torna-se estranha, cheia de conflitos internos e atitudes intempestivas que me davam nos nervos. Até porque, para uma mulher de quase 40 anos, eu esperava um pouco mais de maturidade ou que pelo menos, ela não abusasse da infantilidade. Não que mulheres mais velhas não tenham o direito de se sentirem inseguras ou desnorteadas em algum momento de suas vidas. O ponto aqui, é que eu não vi muito fundamento que justificasse as crises da personagem. Mas, isso é apenas a minha opinião e com base no que eu assisti, não vi muita lógica que justificasse algumas atitudes que ela teve. Enfim…

Porém e apesar de tudo isso, o drama tem um clima poético delicioso, e com cenas primorosas embaladas por músicas de Michael Bublé e Carla Bruni,essa trilha sonora ficou simplesmente imbatível! Muito amorzinho!

Finalizo a resenha dizendo que apesar da protagonista ser um porre e ter me irritado bastante com suas atitudes sem fundamento, o personagem masculino valeu por todo o mimimi de sua parceira! Gracioso, autêntico e com um grande coração, Seo Joon-hee é sem dúvida, a melhor parte de toda essa história. Que personagem especial, simplesmente encantador!

Para quem quiser conferir essa lindeza de k-drama, vai lá na Netflix que ele esta disponível no catálogo! Corre, que é pura fofura!

“Juh-hi, Juh-hi, sou eu. Quis gravar uma mensagem para você, já que estou com o seu telefone. Obrigada. Obrigada por cuidar de mim e me amar. Eu não sabia que alguém poderia me amar tanto.

Você nem deve saber como estou grata e feliz nesses últimos dias. Também estou aprendendo muito com você.

Aprendi que amar é fazer o possível e o impossível para aquela pessoa especial, dando tudo de si. É por isso que, quando alguém ama, deve amar como você ama.

Jun-hui, eu te amo do fundo do meu coração.”

09 out, 2018

Para todos os garotos que já amei

Título Original: To All Boys I’ve Loved Before

Título no Brasil: Para Todos os Garotos que já Amei

Criador: Jenny Han

Gênero: Comédia/Romance

Ano de Lançamento: 2018

Sinopse: Lara Jean adora escrever cartas de amor secretas para seus paqueras. Só não contava que um dia elas seriam misteriosamente enviadas!

Baseado na obra homônima de Jenny Han, o filme narra a história de Lara Jean, uma adolescente de 16 anos, filha do meio de uma família americana com descendência coreana, ela vive com o pai e duas irmãs, a mais velha Margot e a mais nova Kitty. As três sempre foram  muito unidas e essa união se fortaleceu ainda mais após o falecimento de sua mãe.

Lara Jean é uma garota tímida e de poucos amigos, que tem como passatempo escrever cartas para os garotos que se apaixona.

Na verdade, ela escreve as cartas quando já desistiu de gostar do menino, é como se fosse um desapego, sabe? Uma despedida. São cinco cartas no total, que ela guarda com muito cuidado dentro de uma caixa de chapéu verde Tiffany herdada por sua mãe.

Acontece que certo dia suas estimadas cartas somem, e Lara Jean se vê desesperada quando percebe que elas foram enviadas a seus respectivos destinatários, começando assim a maior e mais maluca aventura de sua vida.

O desespero de Lara Jean se da por conta especificamente de uma das cartas, endereçada a Josh, já que o “crush” é namorado de sua irmã mais velha, Margot.

Eu ainda estava na metade do livro quando o filme estreou na plataforma de streaming, mas a curiosidade foi tanta que não resisti. Dei uma pausa na leitura para acompanhar o drama, e que lindinho! Não me arrependi nem um pouco e mesmo que uma cena ou outra do livro não estivesse presente no filme, achei que tudo aconteceu da forma como tinha que ser.

Achei o máximo que Jenny Han lutou e conseguiu sua protagonista asiática para dar vida a Lara Jean, e Lana Condor (X-Man: Apocalipse) não decepcionou, pelo contrário, correspondeu a  altura da expectativa, amei!

O filme é muito fofinho e com uma vibe romântica que eu adorei, e mesmo que a história seja simples e estereotipada, aborda de maneira clara, os dilemas adolescentes de Lara Jean, sua busca por aceitação e todos os dramas típicos dessa fase da vida.

O elenco escolhido não poderia ter sido melhor, Noah Centíneo e Lana Condor agradaram bastante com bons diálogos e ótimas cenas.

Achei tudo lindo, o cenário, o quarto da Lara Jean, as músicas e especialmente as referências aos anos 80, deram a trama um toque nostálgico e muito especial.

Então, se você é daqueles que esta procurando um filminho leve, divertido, romântico e cheio de clichês, essa lindeza esta disponível no catálogo da Netflix, corre lá que é só fofura!

31 jul, 2018

Anne with an E

Título Original: Anne

Título no Brasil: Anne with an E

Criador: Moira Walley-Beckett

Gênero: Drama

Ano de Lançamento: 2017

Sinopse: Depois de treze anos sofrendo no sistema de assistência social, a orfã Anne é mandada para morar com uma solteirona e seu irmão. Munida de sua imaginação e de seu intelecto, a pequena Anne vai transformar a vida de sua família adotiva e da cidade que lhe abrigou, lutando pela sua aceitação e pelo seu lugar no mundo.

Passada no século XIX, a série narra a saga da órfã  Anne Shirley, que é levada por engano pelo casal de irmãos solteirões Matthew e Marilla Cuthbert , que inicialmente pretendiam adotar um menino para ajuda-los a cuidar de sua propriedade. Mesmo estando dispostos a adotar uma criança, os dois foram pegos totalmente de surpresa com a chegada da tagarela menina a Green Gables.

“- Matthew Cuthbert, quem é essa?  Onde esta o menino?”

Anne é uma criança otimista e cheia de esperança, e vê nos irmãos Cuthbert a chance de finalmente pertencer a uma família, tendo em vista que já passou por maus bocados nos lares adotivos por onde esteve, recorrendo muitas vezes aos livros como forma de fugir de sua dura realidade.

“Querida Rainha da Neve, eu aceito a sua oferenda. Tivesse eu um livro, colocaria essas flores sagradas entre as páginas para me lembrar para sempre deste momento tão precioso.

No entanto, eu Princesa Cordélia, estimarei este presente para sempre.”

Em meio ao preconceito e com um leve toque de feminismo, que percebemos ser a frente de sua época, Anne usa seu amor pela poesia e suas inúmeras qualidades para sobreviver em sua nova realidade e mostrar seu valor.

Ela é o tipo de pessoa que acredita no próximo e mesmo com tudo o que já passou, Anne sempre tem algo de belo a dizer. Com colocações um tanto dramáticas e por vezes até impertinentes, a ruivinha enxerga o mundo com olhos otimistas e sonhadores, e um dos grandes méritos da trama esta justamente em abordar a realidade pelo olhar lúdico da protagonista.

 

 

Porém, ao mesmo tempo em que somos apresentados a beleza da série e suas paisagens deslumbrantes, também assistimos a cenas muito cruéis, quando  Anne se depara com colegas de sala de aula extremamente preconceituosos e perversos.

Anne não entende o que pode haver de errado com ela, já que é uma criança perfeitamente normal, e por esse motivo, a menina luta bravamente para provar que merece estar na nova cidade, tenta conquistar a todos e fazer novos amigos com sua perspicácia e inteligência poética. Enquanto nós aqui do outro lado da tela, ficamos apenas torcendo para que tudo de certo com ela.

Em meio a todo o turbilhão de novidades, acompanhamos ainda o começo do que promete ser o romance mais fofo do mundo, entre nossa tagarela protagonista e seu colega de sala, Gilbert Blythe.

A relação dos dois começa um pouco conturbada, uma vez que ambos são alunos competitivos e buscam sempre superar um ao outro nas atividades escolares.

Porém, fora a concorrência em sala de aula, Gilbert enxerga em Anne muito além de seus cabelos vermelhos e suas sardas. Ele é um dos poucos que a trata de igual para igual, sem depreciá-la ou desmerecer seus talentos. Pelo contrário, ele é grato por conhecer alguém tão sagaz quanto ele em muitos aspectos. É uma lindeza de amizade, minha gente!

Baseada na obra Anne de Green Gables, da autora Lucy Maud Montgomery, o livro é considerado um dos maiores clássicos da literatura canadense. Foi publicado em 1908 e chegou ao Brasil por volta de 1939 pela Companhia Editora Nacional. A emocionante história de Anne teve tanto sucesso que inicialmente tornou-se uma saga de seis livros, e atualmente divididos em uma trilogia, foi publicado no Brasil pela editora Pedra Azul.

Curiosamente, a série exibida hoje pela Netflix não é a primeira adaptação do livro, talvez seja a mais famosa sem dúvida, mas existiram outras, como no ano de 1919 quando foi adaptado para um filme mudo, e em 1985, quando virou uma minissérie também muito popular.

Com um total de 17 incríveis episódios, Anne with an E, conta no momento com duas temporadas de puro encanto e doçura.

Sábia e poética, Anne Shirley nos ensina a sonhar, nos leva para seu mundo de fantasia e nos mostra como conseguiu superar as adversidades e transformar sua trajetória, com a ajuda de sua vasta imaginação e de seus amados livros. Série recomendadíssima, assistam!

06 fev, 2018

Chesapeake Shores

Título Original: Chesapeake Shores

Título no Brasil: Chesapeake Shores

Criador: John Tinker

Gênero: Drama/Romance/Familia

Ano de Lançamento: 2016

Sinopse: Abby O’Brien (Meghan Ory) volta para sua cidade natal de Chesapeake Shores, em Maryland, para ajudar sua irmã Jess (Laci J. Mailey) com a pousada Eagle Point. No entanto, além dos negócios não irem bem, o retorno da jovem ao local é marcado por reencontros marcantes e fantasmas do passado.

Ambientado na fictícia cidade de Chesapeake Shores, a série produzida pelo Hallmark Channel, conta a história da família O’Brien.

A trama começa com a primogênita da família, Abby (Megan Ory), voltando para casa depois de um conturbado divórcio. Mas, Chesapeake Shores abriga muito mais histórias dessa grande família. Histórias essas, que vem a tona com o retorno de Abby.

Conheceremos Jess (Laci J.Mailey), a linda irmã caçula que gerencia uma pequena pousada na cidade visando transforma-la em um lugar mais aconchegante para seus futuros hóspedes.

Temos também a bela Bree O’Brien (Emilie Ullerup), uma escritora que passa por um bloqueio criativo e acredita que voltando para casa conseguirá a inspiração que precisa para concluir seu livro.

Os membros masculinos da família também contam suas histórias, como o belíssimo Kevin (Brendan Penny), filho mais velho dos O’Brien, é médico do exército dos Estados Unidos e voltou para casa durante as festas de fim de ano.

O último dos filhos que irei citar é Connor, o caçula dos homens da família é estudante de Direito e esta tentando aprovação no exame da ordem.

Essa maravilhosa prole, tem um pai, Mick O’Brien (Trate Williams), que precisou trabalhar duro para cria-los sozinho, depois que sua esposa Megan (Barbara Niven), o deixou.

Por fim, essa linda família tem a melhor avó que poderia existir, Nell O’Brien, mãe de Mick, ficou responsável pelas crianças depois do sumiço de Megan e cuidava de todos com o maior zelo enquanto o filho trabalhava.

Com belíssima fotografia e histórias cotidianas encantadoras, o clã O’Brien nos mostra diferentes modos de ver e viver a vida, pelo olhar peculiar de cada um de seus membros.

Sou apaixonada por romances ambientados em cidades pequenas e aconchegantes, acredito que esse tipo de história nos aproxima dos personagens de alguma forma.

A série esta disponível no atual catálogo da Netflix e conta até o momento com duas temporadas de dez episódios cada. Se você gostou da resenha e assim como eu, também é fã de histórias com enredos familiares em lugares pitorescos, não perca tempo, assista agora Chesapeake Shores!

 

26 set, 2017

Nossas Noites, de Kent Haruf

Autor: Kent Haruf

Título Original: Our Souls at Night

Editora: Companhia das Letras

Número de Páginas: 160

Avaliação: 5/5 

Onde comprar:

Sinopse: No pequeno condado de Holt, no Colorado, Addie Moore faz uma visita inesperada a Louis Waters, seu vizinho. Embora não sejam amigos, moram na mesma rua há décadas e sabem um bocado sobre a vida um do outro. O marido de Addie morreu anos atrás, assim como Diane, esposa de Louis. Viúvos e septuagenários, os dois lidam diariamente com noites muito solitárias em suas casas grandes e vazias. Addie, então, propõe a Louis que ele passe a fazer companhia a ela ao cair da noite para ter a alguém com quem conversar antes de dormir. Mesmo surpreso com a iniciativa, Louis aceita o convite e não demora a estabelecer uma nova rotina: assim que escurece, vai à casa da vizinha, tira e dobra suas roupas e veste o pijama. Eles escovam os dentes, deitam-se e conversam até adormecer.

À medida que floresce a amizade entre os dois, as noites começam a parecer menos sombrias. O diálogo se desenrola de forma natural, e eles compartilham histórias, experiências, medos e frustrações. No verão, a casa de Addie fica mais cheia com a chegada do neto, Jamie, cuja presença traz novas oportunidades para que os viúvos possam se aproximar.

Apesar de Addie e Louis se entenderem perfeitamente bem, os vizinhos estranham a movimentação do casal, e não demoram a surgir boatos maldosos pela cidade. Aos poucos, os dois percebem que manter essa relação peculiar talvez não seja tão simples quanto imaginavam.

Publicado pela Companhia das Letras, o livro conta a linda história de Addie e Louis, um casal de viúvos septuagenários, que se vendo sozinhos em suas casas, resolve se encontrar todas as noites no intuito de conversar para aliviar a solidão de suas vidas.

“Não, sexo não. Não é essa a minha ideia.  Acho que perdi todo e qualquer impulso sexual já faz muito tempo. Estou falando de ter uma companhia para atravessar a noite, para esquentar a cama. De nós nos deitarmos na cama juntos e você ficar para passar a noite. As noites são a pior parte. Você não acha?” (Página 9) 

Com uma premissa super fofa e diálogos inteligentes, Nossas Noites é um livro absurdamente lindo e raro, destinado àqueles que apreciam uma boa história de amor.

“A senhora achou tudo, Sra. Joyce? Tudo o que a senhora queria?

Eu não achei um bom homem. Não vi nenhum nas prateleiras. Não, eu não consegui  encontrar nenhum bom homem no seu mercado.

Não? Sabe, às vezes eles estão mais perto do que a gente imagina, ás vezes, pertinho da casa da gente. Ela olhou de relance para Addie, que estava parado ao lado da velha senhora.” (Página 34)

Ao abordar o amor na maturidade, com diálogos tão ricos e carregados de ternura, o autor enche nossos corações de esperança em 160 páginas de puro encanto.

“Eu falei para você. A ideia veio da solidão. Da vontade de conversar durante a noite.

Foi uma coisa corajosa. Você estava correndo um risco. 

Sim, mas, se não funcionasse, eu não ia ficar pior . A não ser pela humilhação de ter sido rejeitada.” (Página 128)

Finalizei a leitura completamente apaixonada. O último romance de Kent Haruf foi escrito com tamanha sensibilidade e delicadeza, que me faltam palavras para descrever a beleza desse enredo. Simples, verdadeiro e lindo. Uma preciosidade! Leiam!

“Quem imaginaria que a essa altura da vida, nós ainda poderíamos ter algo desse tipo? Que afinal ainda existe, sim, espaço para mudanças e entusiasmos na nossa vida. E que nós ainda não estamos acabados nem física nem espiritualmente.” (Página 129)

O livro será adaptado e promete virar uma produção da Netflix em 29 de setembro. Com Jane Fonda e Robert Redford nos papéis principais, o filme certamente será um sucesso.