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22
ago 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV


Título Original: To the bone

Título no Brasil: O mínimo para viver

Direção: Marti Noxon

Gênero: Drama

Ano de Lançamento: 2017

 

Sinopse: Uma jovem de 20 anos sofrendo de anorexia embarca em uma emocionante jornada de autodescoberta em um grupo liberado por um médico pouco convencional.

Recentemente adicionado ao catálogo do Netflix, O mínimo para viver conta a história de Ellen, uma garota que sofre de um severo distúrbio alimentar.

Ellen, que já passou por quatro internações, esta sob os cuidados de um novo médico que possui um método diferenciado de tratamento.

Lilly Collins esta assustadoramente perfeita no papel principal, e Keanu Reeves dispensa apresentações, apesar de sua tímida interpretação como um médico pouco convencional, ele tem falas brilhantes e questionamentos pontuais, que levam o espectador a pensar na situação de sua paciente.

O Dr.Beckham chega a ser arrogante em sua abordagem, porém, mostra-se bastante eficiente com seus métodos pouco ortodoxos.

“[…]eu não vou te tratar se você não quiser continuar viva.”

O filme mostra sem alarde ou apologia, a vida como ela é. Como verdadeiramente fica uma pessoa acometida por um distúrbio alimentar severo.

Entendo o perigo que um filme que aborda esse tema pode conter,  pois ao pesar na mão, corre-se o sério risco de que haja incentivo ou enaltecimento a doença. O que felizmente não aconteceu.

O que percebemos nesse filme foi uma abordagem clara, cuidadosa e responsável. Assim como todos os efeitos colaterais da doença, nada foi glamourizado, muito menos incentivado.

Outro ponto que achei bastante interessante, foi a inserção de personagens anoréxicos que estão acima do peso, pois ao contrário do que se pensa, não é apenas o esquelético e fisicamente fragilizado que precisa de ajuda quando se trata de um distúrbio alimentar, tendo em vista que trata-se de um transtorno psicológico grave que mata boa parte dos indivíduos. E que ninguém em sã consciência escolhe ficar assim, essas pessoas estão verdadeiramente doentes, precisando de tratamento, e anorexia não é uma escolha.

A meu ver o filme possui algumas falhas, especialmente nas cenas entre mãe e filha. Certas abordagens foram exageradas e até desnecessárias. Mas, entendo a intenção da diretora Marti Noxon, que optou por contar uma história da maneira mais sensível e sincera possível, mostrando a complexidade do problema e quão difícil e delicado é abordá-lo.

Gostei, recomendo! É um bom filme para quem aprecia explorar a obscuridade da mente humana e para aqueles que estão em busca de um filme sincero sobre o tema.

 






ilustrações design e desenvolvimento