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6
jun 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

Título Original: One Tree Hill

Título no Brasil: Lances da Vida

Criador: Mark Schwahn

Gênero: Drama

Ano de Lançamento: 2003

 

   Sinopse: Nathan e Lucas são dois irmãos que só tem em comum o pai, Dan Scott, e o dom para jogar basquete. Nathan foi criado como o “queridinho” do papai e sempre teve de tudo, ele é ídolo do time de basquete e o garoto mais popular da escola, enquanto o solitário Lucas foi criado por sua mãe, Karen e pelo tio paterno Keith, com muita  dificuldade  e,  apesar  de  ser  um excelente jogador de basquete, só joga por diversão. O destino faz com que as vidas dos dois se cruzem e Lucas tem a chance de jogar novamente no time do colégio, o que provoca a raiva de Nathan e do seu pai que não quer que nada ou ninguém venham atrapalhar a trajetória profissional que ele sonhou para si no passado e agora traçou para seu filho. A disputa entre os garotos não vai ser apenas pelo controle de quadra de basquete, mas também pelo amor de Peyton, uma líder de torcida e atual namorada de Nathan.

Comecei a assistir a série em 2016, quatro anos depois de seu término. E quanto tempo eu perdi, minha gente! Em que dimensão eu estava, que não conheci One Tree Hill antes? Em princípio, eu achava tratar-se de uma série adolescente com típicos problemas adolescentes no colégio, mas que engano meu, pois de típicos, os problemas deles não tem nada!

Repleta de citações narradas por Lucas Scott e uma ótima trilha sonora, One Tree Hill é uma série jovem, sim, mas com problemas bem adultos. Claro, sempre existe um drama ou outro que realmente seja adolescente, mas no geral, é uma série com temas bem sérios, por isso não me admira o sucesso que a fez ficar no ar durante 9 temporadas.

“Você já olhou para uma foto sua e viu um estranho no fundo? Te fez perguntar quantos estranhos tem uma foto sua? Quantos momentos da vida dos outros nós fizemos parte? Ou se fomos parte da vida de alguém, quando os sonhos dessa pessoa se tornaram realidade. Ou se estivermos lá, quando os sonhos delas morreram.

Nós continuamos a tentar nos aproximar? Como se fôssemos destinados a estar lá. Ou fomos pegos de surpresa?

Pense, podemos seu uma grande parte da vida de alguém e nem saber.”

 

One Tree Hill é uma série que nos faz repletir sobre a vida e talvez por esse motivo, o título escolhido aqui no Brasil tenha sido Lances da Vida. Temas como amor, família, solidão e amizade também são exaustivamente abordados, o que fez a trama ser ainda mais especial.

Ao mostrar os erros e acertos de cada um, One Tree Hill humaniza os personagens e nos aproxima ainda mais de suas vidas, como se o telespectador realmente os conhecesse, ou conhecesse alguém que já viveu aqueles dilemas. As transformações, mudanças de temperamento e seus conflitos internos dão o tom da trama, tornando aqueles adolescentes pessoas comuns, que precisam de ajuda para crescer, assim como todos nós.

São tantas lições aprendidas e passadas que fica difícil dizer qual o melhor momento da série.

Gostei de vários personagens, mas o meu preferido é sem dúvida alguma o Nathan Scott, por tudo o que ele representa, por toda a sua trajetória e principalmente por todo o seu amadurecimento. Claro, todos os personagens sofreram mudanças bastante significativas durante toda a série, mas o Nathan, foi o que mais me surpreendeu.

Com um desfecho emocionante e nostálgico, One Tree Hill consegue derreter até o mais gelado dos corações. Finalizo esta resenha completamente apaixonada por essa história e seus personagens, Lucas, Payton, Nathan, Hayley e Brooke ficarão para sempre guardados em minha memória. Suas vidas e suas histórias me tocaram profundamente, me encheram de esperança e amor, e o mais importante, me fizeram acreditar que tudo é possível. Amei, amei, amei…recomendo demais!

“Faça um pedido e guarde no seu coração.

Qualquer coisa que você quiser. Tudo o que quiser. Fez? Ótimo!

Agora acredite que pode se tornar realidade.”

 



2
maio 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

Título Original: Hidden Figures

Direção: Theodore Melfi

Gênero: Drama/Biografia

Ano de Lançamento: 2017

 

Sinopse: 1961. Em plena Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética disputam a supremacia na corrida espacial ao mesmo tempo em que a sociedade norte-americana lida com uma profunda cisão racial, entre brancos e negros. Tal situação é refletida também na NASA, onde um grupo de funcionárias negras é obrigada a trabalhar a parte. É lá que estão Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe), grandes amigas que, além de provar sua competência dia após dia, precisam lidar com o preconceito arraigado para que consigam ascender na hierarquia da NASA.

Assisti Estrelas Além do Tempo para acompanhar a premiação do Oscar 2017, como faço todos os anos. E que filme lindo, minha gente!

O enredo narra a história real de três amigas, Katherine Johnson, Dorothy Vaughn e Mary Jackson, três matemáticas, negras, que entre os anos de 1940 a 1960, iniciaram sua jornada rumo a NASA. Provando dia-a-dia, que merecem estar ali, e que apesar das inúmeras dificuldades impostas, elas são capazes, e com determinação e coragem, conseguirão mostrar que foram de extrema importância para a missão Apollo, que levou o homem a lua pela primeira vez.

Estrelado pela ganhadora do Oscar 2016 de melhor atriz, Octavia Spencer, o filme mostra a dura realidade dessas três moças, tentando provar sua capacidade e inteligência, em uma época de pura repressão e preconceito racial. E mesmo que a abordagem do tema tenha ocorrido de forma um pouco mais sutil, acredito que foi um apelo válido. Já que o foco da história, era a chegada do homem a lua e de que maneira o trabalho dessas três jovens influenciou para esse fato histórico.

 

“- O que faria uma mulher de cor ir a uma faculdade de brancos?

[…] – Excelência, você deveria entender a importância de ser o primeiro.

– Como assim, Sra. Jackson?

– Você foi o primeiro da família a servir ás Forças Armadas. Marinha dos Estados Unidos. O primeiro a ir à universidade George Mason. E o primeiro juiz estadual a ser reempregado por três governadores consecutivos.

– Você andou pesquisando.

-Sim, senhor.

– O que quer dizer?

– Excelência, nenhuma negra em Virginia estudou num colégio de brancos. Nunca aconteceu.

– Sim, nunca aconteceu.

– E antes de Alan Shepard sentar no topo de um foguete, nenhum outro americano havia ido ao espaço. E, agora, ele será sempre lembrado como o americano de New Hampshire, o primeiro a tocar nas estrelas. E eu, senhor, planejo ser uma engenheira na NASA. Mas não conseguirei sem estudar naquela faculdade para brancos. E não posso mudar a cor da minha pele.

Então, não tenho escolha, exceto ser a primeira. O que não posso fazer sem o senhor.”

Em suma, Estrelas Além do tempo cumpre de forma brilhante o papel de apresentar ao mundo a história dessas três personagens encantadoras, que ousaram quebrar paradigmas em um ambiente claramente hostil e de preconceitos enraizados.  Assistam, vale muito a pena!



4
abr 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV


Título Original:
This Is Us

Criador: Dan Fogelman

Gênero: Drama

Ano de Produção: 2016

Sinopse: A série acompanha um grupo especial de indivíduos, cujos caminhos se cruzam e suas histórias de vida se entrelaçam de forma curiosa.

Assisti This Is Us em princípio porque me encantei pela sinopse e pelas histórias desses personagens. Produzida pelo canal NBC, e ainda sem previsão de exibição no Brasil, a série possui um enredo lindo e histórias fascinantes que conquistaram o público logo em sua estreia.

A série narra três histórias de pessoas que nasceram no mesmo dia, mês e ano. Pessoas diferentes, cujos destinos estão intrinsecamente ligados, e mesmo que eu não tenha percebido isso em um primeiro momento, essa ligação deixou a história ainda mais especial e encantadora.

Logo no primeiro episódio, nós somos apresentados ao casal Rebecca e Jack, que estão “grávidos” de trigêmeos e estão enfrentando complicações com o parto.

Em seguida, temos Randall, um rapaz bem sucedido, casado e pai de duas meninas, que descobre o paradeiro de seu pai biológico, e buscando respostas sobre seu passado, decide levá-lo para casa e apresenta-lo a sua família.

Conheceremos Kate, uma garota com distúrbios alimentares que sempre teve problemas com a balança, tendo que desde muito jovem lidar com isso, enquanto seu irmão gêmeo, Kevin, encontra-se insatisfeito com o atual emprego. Ator em uma série de sucesso, Kevin acredita que esse trabalho não é compatível com o seu perfil e que merece alçar vôos maiores em sua carreira.

A série questiona temas importantes e cheios de significado, e a delicadeza como os aborda é simplesmente encantadora. As histórias apresentadas nos ensinam a ser mais humanos e a lidar melhor com as diferenças, exibindo aspectos diversos de cada situação.

Dessa maneira, a trama nos mostra como cada pessoa enxerga o mundo a sua volta, como somos desiguais e como essa desigualdade, seja física ou social, nos afeta.

Eu gostei bastante e recomendo muito, This Is Us é uma série linda e promissora que em poucos capítulos nos ensina valores tão importantes para a vida, que é praticamente impossível não se apaixonar por esses personagens.

Assista, e tenho certeza que assim como eu, você será arrebatado por três diferentes histórias de vida, três diferentes maneiras de lidar com o inexorável destino, três diferentes histórias de amor.



14
mar 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV


Título Original: Reign

Título no Brasil: Reinado

Criadores: Laurie McCarthy e Stephanie SenGupta

Gênero: Drama/Histórico

Ano de Lançamento: 2013

 

Sinopse: Perigos e intrigas espreitam cada canto desse castelo sombrio nesta história da jovem, Mary, Rainha da Escócia. Depois de passar a infância escondida e segura em um monastério, a adolescente Mary Stuart (Adelaide Kane) chega na França, onde ela foi enviada para garantir a aliança estratégica da Escócia, formalizando seu noivado arranjado com o filho do rei francês, o príncipe Francis (Toby Regbo). Complicando ainda mais as coisas tem Bash (Torrance Coombs), bonito, malandro, meio-irmão de Francis e a mãe, a rainha Catherine (Megan Follows). Quando é obstinada, a rainha descobre uma profecia de que o casamento de Mary e Francis vai custar a vida dele, ela está determinada a salvar o filho, não importa quantas pessoas tenham que pagar com suas vidas.

A série irá narrar à história da ascensão de Mary Stuart, rainha da Escócia.

Prometida em casamento para o príncipe Francis, Mary inicialmente terá que lutar por essa união, uma vez que a mãe do noivo, a rainha Catherine de Médice, é contra, já que seu fiel escudeiro Nostradamus previu que esse matrimônio culminaria na morte de seu amado filho.

Mas, a trama começa mesmo na França, no ano de 1557, quando Mary, descendente legítima de Jaime V, foi criada em um convento para sua segurança desde os 9 anos de idade, sendo constantemente vigiada.

Quando sua provedora come algo envenenado, uma sopa destinada à Mary, certamente enviada por alguém ligado à corte da Inglaterra numa tentativa clara de exterminar a Rainha da Escócia, Mary se vê obrigada a embarcar imediatamente rumo à corte Francesa, uma vez que sua segurança ultrapassou os muros do convento.

Entretanto, não será fácil para ela lidar com os conflitos sociais e políticos que envolvem as duas cortes, ainda mais quando encontra uma rival tão poderosa em seu caminho como Catherine de Médice, que visando proteger o filho da morte iminente, não medirá esforços para impedir essa união.

Baseada na vida da rainha da Escócia, Reign é rica em detalhes históricos, e mesmo não sendo totalmente fiel aos fatos, a série é primorosa  e consegue prender a atenção do telespectador até o fim.

Reign é transmitida originalmente pelo canal The CW desde 17 de outubro de 2013. No Brasil, a série é exibida exclusivamente por streaming com direitos reservados à Netflix desde Novembro de 2015 e esta no ar em sua 4° e última temporada desde fevereiro de 2017.

Repleta de ação, intrigas políticas e perigos iminentes, Reign é uma ótima série para os fãs de romance de época. Recomendo demais!



28
fev 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

 

Título Original: La La Land

Título no Brasil: La La Land – Cantando Estações

Direção: Damien Chazelle

Gênero: Comédia/ Musical/Romance

Ano de Lançamento: 2016

 

Sinopse: Ao chegar em Los Angeles o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso.

Amo musicais e por esse motivo, eu precisava conhecer esse filme tão aclamado, recordista de indicações ao Oscar 2017 (14 indicações) e vencedor de tantos prêmios.

Contado durante as quatro estações do ano, La La Land, narra a história de uma aspirante a atriz e um pianista, que tem seus destinos cruzados, Ela por amor a arte, Ele pelo amor ao Jazz. Dois sonhadores que descobrem que viver de sonhos pode ser difícil, mas viver por eles é irresistível!

Mia, que é atendente em uma cafeteria, localizada nos arredores de um grande estúdio, esta em busca do sonho de se tornar uma grande atriz, ao passo que Sebastian cultiva o sonho de abrir o próprio negócio e tornar o jazz um ritmo aceito por todos.

Amei o filme, é lindo demais! A escolha dos atores foi perfeita. Emma Stone e Ryan Gosling dão um show de interpretação com performances dignas dos melhores musicais da Broadway.

Com muita música, dança e uma história cativante, o vencedor de 7 Globos de Ouro, incluindo de Melhor Filme, é uma ode a Los Angeles, um filme que nos remete a Hollywood dos anos 1950/1960, onde o casal protagonista busca a realização de seus sonhos de forma bem humorada e contagiante.

Romântico e divertido, La La Land, é sem dúvida, um filme obrigatório para aqueles que estão saudosos de um bom musical. Divirtam-se!



31
jan 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

Título Original: About Time

Título no Brasil: Questão de Tempo

Direção: Richard Curtis

Gênero: Romance/Drama/Fantasia

Ano de Lançamento: 2013

Sinopse: Ao completar 21 anos, Tim (Domhnall Gleeson) é surpreendido com a notícia dada por seu pai (Bill Nighy) de que pertence a uma linhagem de viajantes no tempo. Ou seja, todos os homens da família conseguem viajar para o passado, bastando apenas ir para um local escuro e pensar na época  no local para onde deseja ir. Cético a princípio, Tim logo se empolga com o dom ao ver que seu pai não esta mentindo. Sua primeira decisão é usar esta capacidade para conseguir uma namorada, mas logo ele percebe que viajar no tempo e alterar o que já aconteceu pode provocar consequências inesperadas.

O filme conta de forma singela, a história do tímido Tim. Um rapaz que descobre aos 21 anos que possui poderes especiais de viajar no tempo.

Cético, Tim não acredita no que esta ouvindo. Porém, depois de viajar no tempo e refazer a desastrosa última festa de fim de ano, ele passa  a crer verdadeiramente que possui um dom especial.

De posse desse segredo compartilhado por seu pai, Tim resolve então, usar tal poder para conquistar o coração de Mary (Rachel McAdams), uma bela jovem, fã da modelo Kate Moss, que ele conheceu durante um inusitado encontro às escuras e por quem ficou absolutamente encantado.

“[…] eu tento viver cada dia como se tivesse voltado propositalmente para esse dia, para curtir, como se fosse o último dia inteiro da minha vida extraordinária e comum.” 

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Entretanto, nem tudo são flores na vida de Tim, e suas viagens no tempo acabarão afetando a vida e os destinos de todos a sua volta.

Questão de Tempo é um filme lindo e delicado, com belas imagens de Londres e do Reino Unido, que nos faz refletir sobre a vida e como seria se nós pudéssemos ter uma segunda chance para nossos atos do passado. 

Indicação mais do que recomendada, assista e viaje com Tim e sua família, nesse mundo fantástico, repleto de amor e encantamento.

“Todos estamos viajando no tempo juntos, todos os dias de nossas vidas. Tudo o que podemos fazer é o nosso melhor, é aproveitar esse passeio maravilhoso.”



17
jan 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

Título Original: Switched at Birth

Título no Brasil: Switched at Birth

Criador: Lizzy Weiss

Gênero: Drama

Ano de Lançamento: 2011

 

Sinopse: Bay Kennish (Vanessa Marano) e Daphne Vasquez (Katie Leclerc) são duas adolescentes que descobrem que foram trocadas acidentalmente no hospital ao nascerem. Bay cresceu em uma família rica, com seus pais e o irmão, enquanto Daphne, que perdeu a audição ainda criança devido a um caso de meningite, mora com a mãe em um bairro pobre.

Agora as duas famílias precisam aprender a conviver juntas para o bem das garotas.

A série narra a história de Bay e Daphne, duas garotas que foram trocadas na maternidade  e só descobrem anos depois, por puro acaso.

Bay, foi criada na abastada família Kennish, com todas as regalias e privilégios de filhos de classe média alta, criada por John e Kathryn, Bay tem um irmão e uma boa vida, mas sempre se sentiu uma “estranha no ninho”.

Daphne por sua vez, foi criada de forma mais humilde por Regina Vasquez e sua avó Adriana. Apesar de também achar estranho que sua aparência fosse tão diferente de seus parentes, ela estava feliz com a vida que levava.

Até que um dia, durante uma aula de ciências, Bay descobre que seu tipo sanguíneo não é compatível com o de seus pais e resolve fazer um teste de DNA, confirmando suas suspeitas.

A partir daí, as duas famílias são apresentadas e optam por viverem juntas, para que suas filhas possam se adaptar a essa nova realidade.

Achei a premissa da série bastante interessante, a história de duas crianças trocadas na maternidade que só descobrem o acontecido 16 anos depois, me tocou profundamente.

Outro tema muitíssimo interessante discutido na série, é a deficiência auditiva.

Daphne, filha biológica do casal Kennish, criada por Regina Vasquez, foi acometida por meningite na infância, tendo como sequela a perda total da audição.

“Essa é a desvantagem de ser surda. As pessoas irão caçoar de você. Irão te rotular. Terá que lutar bem mais para ser levada a sério.”

 

O curioso, é que o foco principal da série não é a surdez, mesmo que isso esteja latente em vários momentos, o ponto central aqui é a troca dos bebês, e a vida dessas adolescentes a partir daí; as mudanças de comportamento pertinentes à idade e tudo mais, o que deixa a série ainda melhor.

Lógico que é importante abordar o tema da deficiência auditiva, mas em Switched at Birth, parece que os criadores quiseram mostrar que os surdos podem sim ter uma vida absolutamente normal, apesar das adversidades, e é verdade, eles podem mesmo. Achei maravilhoso o questionamento do tema!

Switched at Birth teve seu término anunciado na 5° temporada em 2017, mas fica a saudade e a mensagem dessa linda e sensível história, que conta de forma magnífica, a vida e rotina dessas famílias que tiveram seus destinos cruzados de forma tão surpreendente. Assistam, vale muito a pena!

 



27
dez 2016

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

adaline-capa Título Original: The Age of Adaline

Título no Brasil: A Incrível História de Adaline

Direção: Lee Toland Krieger

Gênero: Drama/Romance/Fantasia

Ano de Lançamento: 2015

 

Sinopse: Adaline Bowman nasceu na virada do século XX. Ela tinha uma vida normal até sofrer um grave acidente de carro. Desde então, ela, milagrosamente, não consegue mais envelhecer, se tornando um ser imortal com a aparência de 29 anos. Ela vive uma existência solitária, nunca se permitindo criar laços com ninguém, para não ter seu segredo revelado. Mas ela conhece o jovem filantropo, Ellis Jones (Michiel Huisman), um homem por quem pode valer a pena arriscar sua imortalidade.

Estrelado pela belíssima Blake Lively (Gossip Girl), A Incrível História de Adaline é um romance completamente atípico em que uma mulher esta presa a um corpo de 29 anos de idade, condenada a permanecer jovem para sempre, quando na verdade passaram-se décadas sem que ninguém além dela própria soubesse disso.

“No dia 31 de dezembro de 2014, um táxi viajava através de São Francisco, de Chinatown para Merrill.

O carro transportava um único passageiro, uma mulher. Seu nome de batismo é Adaline Bowman. Atual Pseudônimo: Jennifer Larson. Este é o primeiro e último capítulo da história dela.”

Com o passar dos anos, Adaline muda de identidade e de cidade para preservar seu segredo, tendo como confidente apenas sua filha.

É angustiante ver a personagem tendo que se esconder em sua solidão para não ser considerada uma aberração e escapar de olhares curiosos ou perguntas indiscretas por causa de sua idade, ao mesmo tempo em que vê seus entes queridos partindo enquanto seu implacável destino permanece inalterado.

Quando Adaline conhece o encantador Ellis, tudo parece mudar. No entanto, mais uma vez a moça é surpreendida por acontecimentos de seu passado, sendo forçada a mudar seu destino, presente e futuro.

Ellen Burstyn (House of Cards) e Harrison Ford (Star Wars – O Despertar da Força) também emprestam seu talento nessa obra de fotografia impecável e figurino perfeito.

Com um desfecho tão surpreendente quanto seu início, a história de Adaline é comovente e interessante, e mesmo que não seja um filme espetacular e cheio de grandes feitos, cumpre brilhantemente seu papel de entreter os fãs de fábulas e histórias fantásticas. Por isso, recomendo muito para aqueles que curtem o gênero e para os românticos de plantão.

“- Como isso é possível?

– Eu não sei, eu era normal…até que um dia parei de envelhecer!”



20
dez 2016

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

nashville-1Título Original: Nashville

Título no Brasil: Nashville: No Ritmo da Fama

Criador: Callie Khouri

Gênero: Musical/Drama

Ano de Produção: 2012

Sinopse: Contrariando a vontade do pai Lamar Hampton (Powers Boothe, de Deadpool), um importante empresário do Tenesse, Rayna James (Connie Britton, de American Horror History) seguiu carreira de cantora, tornando-se uma estrela de música country. Casada com Teddy (Eric Close, de Without a Trace), com quem tem duas filhas (Lennon e Maisy Stella), Rayna começa a viver a inevitável queda de popularidade. Assim, é forçada por sua gravadora a fazer turnê com uma estrela que esta em ascensão, Juliette Barnes (Hayden Pattiere, de Heroes), que Rayna considera uma cantora sem talento. Esta, por sua vez, é ambiciosa e busca formas de subir rapidamente na carreira.

Assisti Nashville simplesmente por gostar de séries musicais e foi uma grata surpresa. Sinceramente, não esperava gostar tanto assim, virou uma verdadeira febre.

Ambientada no cenário country, a série narra as histórias de Rayna James e Juliette Barnes, a primeira, cantora country de sucesso que vê sua popularidade diminuir drasticamente com o passar dos anos.

Juliette por sua vez, é a nova musa da música country, esta no auge do sucesso, porém, com seus maus hábitos e temperamento difícil, também esta com a carreira em risco.

Por essa razão, a gravadora resolve juntar as cantoras em uma turnê, visando recuperar o sucesso de Rayna e a credibilidade de Juliette, mesmo a contragosto de ambas.

Rayna é bonita, popular e praticamente tem o mundo a seus pés. Casada e mãe de duas filhas, ela tenta conciliar a carreira artística e a família, mas isso nem sempre da certo.

Juliette é mimada, egoísta e egocêntrica. Mandona, acha que todos tem que se curvar às suas ordens e satisfazer os seus caprichos, e esse temperamento explosivo pode lhe custar caro.

Duas cantoras com temperamentos e estilos de vida diametralmente opostos, que precisam se unir para salvar suas carreiras.

A série conta também com personagens bastante especiais, como a belíssima Scarlett O’Connor e sua linda e delicada voz, Gunnar Scott e seu absurdo talento para compor, Avery Barkley, um rapaz ambicioso que almeja alcançar o estrelato no mundo da música a mais rápido possível. E por último, mas não menos importante, temos Deacon Clayborne, parceiro musical  e eternamente apaixonado por Rayna, Deacon é um músico talentoso que vê a chance de reconquistá-la se esvair, quando se deixa levar pelo alcoolismo.

Enfim, não posso falar mais para não correr o risco de dar spoiler, mas, vale muito a pena dar uma chance para essa série.

Para os fãs que ficaram tristes com a possibilidade de cancelamento após a 4° temporada, uma boa notícia, a série foi renovada para seu quinto ano de exibição contando com 22 novos episódios. Espero que o sucesso dos anos anteriores continue, estou louca para rever os personagens!

Portanto, se você gosta de séries cheias de histórias conflitantes, segredos e muita música, Nashville é pra você!

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29
nov 2016

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

Título Original: Gilmore Girls – A Year in The Life

Título no Brasil: Gilmore Girls – Um Ano para Recordar

Criador: Amy Sherman-Palladino

Gênero: Comédia/Drama

Ano de Lançamento: 2016

 

Sinopse: Bem-vindo de volta a Stars Hollow. Lorelai (Lauren Graham) e Rory (Alexis Bledel) Gilmore, junto com todos os seus divertidos amigos, estão de volta 10 anos depois.

E eu assisti Gilmore Girls – Um Ano Para Recordar, e gente, que maravilhosos foram esses quatro episódios, quantas lembranças, que nostalgia boa, e que final foi aquele?

Calma, eu não vou dar spoiler para quem não assistiu. Quero apenas deixar registrado aqui, o quanto essa série foi importante pra mim, quanta coisa linda ela me ensinou, quantas referências musicais e bibliográficas eu levei para a minha vida.

Parece que cada episódio foi cuidadosamente pensado para nos fazer relembrar, nos emocionar e ficar na expectativa de um verdadeiro desfecho para essa série tão especial.

Porque, convenhamos amigos, quem assistiu as sete temporadas originais não ficou nada satisfeito com o rumo dos acontecimentos em seus capítulos finais. Bom, ao menos a maioria das pessoas que acompanhava a série demonstrou um certo descontentamento quanto a isso.

Nesse especial, Amy Sherman-Palladino toma novamente as rédeas de sua produção, apresentando aos fãs toda a magia e delícia de habitar em Stars Hollow.

Amei rever todos aqueles personagens, alguns ao longo dos quatro episódios, outros com aparições rápidas, mas todos, absolutamente todos os personagens estão de volta nesse revival incrível!

A série começa com trechos de falas de todas as sete temporadas originais, o que foi perfeito, relembrar todos aqueles diálogos ou trechos importantes, foi uma sacada genial para essa estreia.

Confesso que as lágrimas foram inevitáveis. A cada episódio, algo me remetia a primeira vez que vi aqueles personagens, suas cenas e suas histórias, e isso foi acalentador. Esse revival foi um verdadeiro presente para os fãs da série, e aquele final, uau! Que final, minha gente!

Mas, sabe que eu gostei?! Achei o máximo, e quando as famigeradas quatro últimas palavras foram ditas, ao mesmo tempo em que nos surpreende, e desnorteia, foi uma ótima maneira de colocar um ponto final nessa história, deixando os fãs com uma enorme questão para refletir.

De qualquer modo, eu gostei, foi ótimo, foi maravilhoso rever tudo aquilo e acredito mesmo que não teria outra maneira de terminar essa série tão emblemática.

Enfim, se você ainda não conhece ou nunca assistiu Gilmore Girls, assista! Se já assistiu, mate a saudade desses personagens tão queridos e veja os quatro episódios do revival da Netflix.

Divirta-se com as excentricidades dos moradores de Stars Hollow (A melhor cidade cenográfica, ever!), e apaixone-se pelas Garotas Gilmore!






ilustrações design e desenvolvimento