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30
jan 2018

ARQUIVADO EM: Literatura

Autora: Dinah Jefferies

Editora: Paralela

Número de Páginas: 432

Avaliação: 5/5 ♥

Onde Comprar:

Sinopse: Em 1925, a jovem Gwendolyn Hooper parte de navio da Escócia para se encontrar com seu marido, Laurence no exótico Ceilão, do outro lado do mundo. Recém-casados e apaixonados, eles são a definição do casal aristocrático perfeito: a bela dama britânica e o proprietário de uma das fazendas de chás mais prósperas do império. Mas ao chegar à mansão na paradisíaca propriedade Hooper, nada é como Gwendolyn imaginava: os funcionários parecem rancorosos e calados, e os vizinhos, traiçoeiros. Seu marido, apesar de afetuoso, demonstra guardar segredos sombrios do passado e recusa-se a conversar sobre certos assuntos. Ao descobrir que está grávida, a jovem sente-se feliz pela primeira vez desde que chegou ao Ceilão. Mas, no dia de dar à luz, algo inesperado se revela. Agora, é ela quem se vê obrigada a manter em sigilo algo terrível, sob o preço de ver sua família desfeita.

Ambientado no Sri Lanka de 1925, o livro vai contar a história de Gwen, uma jovem de 19 anos, recém-casada, que precisa se mudar para o território do Ceilão no intuito de acompanhar o trabalho do marido Laurence, um conhecido produtor de chá da região.

Porém, assim que chega ao novo país, a moça percebe que nada é da maneira que havia imaginado. Intrigada, Gwendolyn passa a observar de modo mais apurado o ambiente em que habita, uma vez que o comportamento singular dos empregados, sempre arredios e de poucas palavras, aliado aos hábitos igualmente suspeitos de seu marido, a levam a crer que algo não se encaixava com deveria.

 

“Ele devia ter suas razões, ela pensou. Mas o que seria capaz de explicar aquela estranha expressão em seu olhar?” (Página 44)

 

Contudo, ao perceber que esta grávida, sua vida muda totalmente, e Gwen passa a dedicar – se por completo a chegada do novo bebê. Quando descobre que dará á luz a gêmeos, seu coração transborda de felicidade, mas, nada a prepararia para o que estava por vir.

Durante o parto, algo surpreendente acontece, obrigando Gwendolyn a tomar uma atitude drástica e inimaginável que a atormentará pelo resto da vida.

 

“Com um mundo inteiro de horrores imaginários rondando sua cabeça e tomando proporções gigantescas, Gwen sentia como se um cabo de aço estivesse espremendo seu peito.” (Página 145)

 

A trama conta ainda com personagens secundários bastante interessantes e imprescindíveis para a construção dessa história incrível, são eles: a Aia Navenna, fiel e honesta, ela se revela muito mais do que uma simples empregada e fará tudo o que puder para ajudar a patroa nas situações mais adversas. O enigmático Savi Ravasinghe, pintor local que nos é apresentado logo no primeiro capítulo e que se revelará uma grande surpresa no decorrer da história. Teremos ainda Fran, que é prima de Gwen, por quem a protagonista tem grande apreço. E por fim, temos Verity, a cunhada mimada de Gwendolyn.

O livro se mostrou uma inesperada e agradável surpresa, jamais imaginei ler algo tão incrível. Entretanto, acredito que o maior e melhor desempenho na trama inteira, tenha sido mesmo da protagonista, Gwen. Afinal, poucos fariam o que ela foi capaz de fazer.

Trata-se de uma personagem brilhante com a garra e a perseverança necessárias para manter a sanidade diante dos fatídicos acontecimentos de sua vida. Maravilhosa!

Primeiro livro da autora publicado no Brasil, O perfume da folha de chá é um romance histórico belíssimo, ambientado no século XX e que me prendeu da primeira a última linha.

Abordando segredos e um sofrimento profundo, Dinah Jefferies apresenta ao leitor uma trama bem estruturada e riquíssima, de forma sensacional. Um livro lindo que aborda de maneira tocante a culpa e o efeito destrutivo que se estabelece na vida das pessoas.

Terminei a leitura repleta de questionamentos e com o coração apertado por tudo o que li e por todas as reviravoltas apresentadas.

“Ninguém nunca dissera que ser mãe significava conviver com um amor tão indescritível que a deixaria sem fôlego, e com um medo tão terrível que abalaria até sua alma. E ninguém nunca avisara sobre a proximidade desses dois sentimentos.” (Página 413)

Recomendo esse livro para os fãs de romance, e para aqueles que apreciam uma boa história. Muito bom!

 



16
jan 2018

ARQUIVADO EM: Literatura

Autora: Kristin Hannah

Editora: Arqueiro

Número de Páginas: 352

Avaliação: 5/5 ♥

Onde Comprar:

Sinopse: Caçula de três irmãs, Angela DeSaria já tinha traçado sua vida desde pequena: escola, faculdade, casamento, maternidade. Porém, depois de anos tentando engravidar, o relacionamento com o marido não resistiu, soterrado pelo peso dos sonhos não realizados. Após o divórcio, Angie volta a morar na sua cidade natal e retorna ao seio da família carinhosa e meio doida. Em West End, onde a vida vai e vem ao sabor das marés, ela conhece a garota que mudará a sua vida para sempre. Lauren Ribido é uma adolescente estudiosa, bem-educada e trabalhadora. Apesar de morar em uma das áreas mais decadentes da cidade com a mãe alcoólatra e negligente, a menina sonha cursar uma boa faculdade e ter um futuro melhor. Desde o primeiro momento, Angie enxerga em Lauren algo especial e, rapidamente, uma forte conexão se forma: uma mulher que deseja um filho, uma menina que anseia pelo amor materno. Porém, nada poderia preparar as duas para a repercussão do relacionamento delas. Numa reviravolta dramática, Angie e Lauren serão testadas de forma extrema e, juntas, embarcarão em uma jornada tocante em busca do verdadeiro significado de família.

O livro gira em torno da vida de duas protagonistas, Angela DeSaria e Lauren Ribido. Duas mulheres diferentes, que terão seus destinos cruzados e descobrirão juntas o verdadeiro significado de família.

Angela, é a filha caçula de uma família de descendência italiana e se vê perdida tendo que recomeçar a vida depois de um divórcio. Angie, como é chamada, volta a sua cidade natal e passa a se dedicar de corpo e alma na administração do restaurante DeSaria, tentando salvar o legado de seu falecido pai.

Do outro lado da cidade, esta Lauren, uma jovem brilhante, estudiosa e com grande potencial, que apesar de viver de forma humilde, nutre a esperança de melhorar de vida através de seus estudos. Lauren é dedicada e possui ótimas notas, o único empecilho na vida da garota, é sua mãe, uma mulher amarga que não reconhece e nem apoia os esforços da filha. Porém, Lauren não se deixa abater pelas adversidades e segue lutando para melhorar de vida, sonhando com o dia em que finalmente irá para a faculdade.

“Lauren não tinha crescido num mundo de faz de conta. Ao contrário da maioria das amigas, passara a infância assistindo a programas de televisão que mostravam tiroteios, prostitutas e mulheres em perigo. A vida real, como a mãe dizia.” (Página 114)

Com esse mote incrível, comecei a leitura de As coisas que fazemos por amor, com a certeza de que Kristin Hannah me apresentaria mais uma maravilhosa história, e foi exatamente o que encontrei ao longo das 352 páginas.

Uma trama real, de sentimentos verdadeiros, com todos os altos e baixos comuns a todas as famílias.

“O amor pode nos ajudar a passar por dificuldades.

Por favor, Deus, pensou, que isso seja verdade.” (Página 187)

Esse livro é uma delícia, um acalento para o coração, uma preciosidade que nos mostra valores familiares importantes e que as coisas que somos capazes de fazer por amor nos levam a patamares inimagináveis.

Com um final sensível e surpreendente, a história de Angie e Lauren nos ensina muito sobre amor e que devemos manter a esperança apesar das dificuldades. Lindo, inesquecível e tocante!

Parece que o livro ganhará uma adaptação para o cinema, e a atriz Abigail Breslin (Pequena Miss Sunshine) esta cotada para o papel de Lauren Ribido. Espero ansiosamente por essa produção e estou super curiosa para saber quem será a interprete de Angie e os demais membros do elenco. Ficarei na torcida para que o filme seja tão lindo e emocionante quanto a história apresentada por Kristin Hannah. Vamos aguardar!



5
dez 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

Autora: Gaby Brandalise

Editora: Verus

Número de Páginas: 208

Avaliação: 5/5

Onde Comprar: 

Sinopse: O que você faria se precisasse escapar da sua própria vida? Uma história inspirada em dramas coreanos.  

Marina vive em Curitiba, atormentada pelas agressões do ex-namorado. So vive em Seul, preso a uma culpa da qual não consegue se livrar. Em mundos tão distantes, mas carregando dores parecidas, a história dos dois vai se cruzar e fazer com que eles finalmente tomem o controle da própria vida, encontrando o ponto de virada que sempre buscaram. Pule, Kim Joo So é uma história ágil e original, que vai surpreender e divertir da primeira à última linha.

Sou louca por dramas coreanos, e foi assim que conheci a Gaby Brandalise, quando em seu canal no YouTube, ela falava da intensidade dos beijos naqueles dramas, bem como toda a dedicação dos atores asiáticos em busca da cena perfeita, os melhores ângulos, luzes e sombras.

Quando descobri que a Gaby estava escrevendo um livro que abordava esse universo que havia conquistado meu coração, surtei!

Pule, Kim Joo So é uma história inteligente, ágil e surpreendente que vai levar você para dentro dos dramas coreanos!

O livro conta a história de Kim Joo So, um coreano que esta em busca de autoconhecimento e Marina, uma brasileira que esta tentando se livrar de um ex namorado abusivo. Os dois se conhecerão de maneira inusitada e descobrirão que mesmo sendo de lugares tão diferentes, tem muito em comum.

“ Aproximou-se e paralisou diante da porta. Havia um homem asiático tentando se esconder, escorado na parede de azulejo, uma expressão de pânico estampada no rosto. Marina estreitou os olhos, curiosa, e abaixou o alicate de unha. Nunca tinha visto um homem como aquele.” (Página 13)

Durante a leitura, me vi totalmente inserida naquela trama, foi um misto de emoções, parecia que eu estava em Seul e de repente no Brasil! Foi como se  Healer,  W,  Kill Me, Heal Me, e todos os dramas coreanos que conheço se interligassem a história do So.

O sofrimento do protagonista em alguns momentos chega a ser palpável (tadinho!), sua angústia e seus medos contrastam com o cara forte e seguro que defende Marina e a protege sempre que julga necessário. É lindo de ver!

“- Ele não vai encostar em você de novo.

– Você não pode garantir isso, mas obrigada mesmo assim. – Sorri, cheia de afeto.” (Página 67)

Gaby foi simplesmente genial ao colocar trechos de seus dramas favoritos em cada começo de capítulo, fazendo toda uma conexão com o que vem pela frente, deixando a história ainda mais interessante.

“ – Você não está com medo de mim?

– É que eu ainda não sei bem quem é você.” (Kill Me, Heal Me – Página 185)

Sem contar o trabalho primoroso da Verus Editora e sua diagramação impecável, que conjuntamente a belíssima capa criada pela linda Marina Ávila, deixou tudo perfeito!

E agora estou aqui, completamente apaixonada pela história de amor do So e da Marina, por todo o conteúdo incrível sobre cultura coreana que a autora conseguiu introduzir lindamente na trama, por toda a agilidade e sobretudo pela originalidade.

Gaby Brandalise, como boa fã de dramas coreanos, colocou todos os elementos que fazem um drama ser perfeito, tem ação, romance e mistério, tudo isso aliado a uma pegada brasileira maravilhosa, que fez com que a história ficasse na medida certa tanto para os apaixonados por dramas, como para aqueles que estão conhecendo agora.

Por isso é um livro mais do que recomendado, leiam e se deixem transportar para o mundo dos dramas coreanos, vocês não serão mais os mesmos depois dessa leitura!

 

 

 

 

 

 

 



31
out 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

 

Autor: Gillian Flynn

Título Original: Sharp Objects

Editora: Rocco

Número de Páginas: 300

Avaliação: 5/5

Onde Comprar:

Sinopse: A vida da solitária Camille Preaker em Chicago resume-se a escrever matérias para a editora de polícia do jornal Daily Post, beber vodca além da conta e torturar-se pelo passado que deixou para trás na pequena Wind Gap, sua cidade natal. É para lá que seu editor a envia em busca de um furo de reportagem. Naquela comunidade ao sul do Missouri, um serial killer faz de crianças suas vítimas.

Camille Preaker é uma repórter investigativa que se vê sem alternativas ao ser enviada de volta a sua cidade natal por seu chefe em busca de um furo de reportagem. Presa ao passado e aos traumas de infância, ela precisa ter coragem para enfrentar seus medos.

“Eu me corto, sabe? Também retalho, fatio, gravo, espeto…Sou um caso bem especial. Tenho uma razão. A minha pele, sabe, ela grita. É repleta de palavras – cozinhar, bolinho, bichano, cachos – como se uma criança de primeira série manuseando uma faca tivesse aprendido a escrever em minha carna.” (Página 75)

Lembranças de uma adolescência conturbada vem à tona, fazendo com que Camille descubra aos poucos o que a levou a se automutilar durante a vida, ao mesmo tempo em que investiga as misteriosas mortes das adolescentes em Wind Gap.

“Wind Gap é assim. Todos conhecemos os segredos uns dos outros, e todos os usamos.

– Que beleza de lugar… ” (Página 91)

No entanto, nada, absolutamente nada nos prepara para as páginas finais desse tenebroso enredo e seu desfecho sensacional.

Na própria carne é uma história de amor e dor, amor colérico, amor doentio, daqueles que fere, machuca e até mata se preciso for.

“Não me importaria em revelar as histórias de Wind Gap a Richard. Não sentia qualquer fidelidade especial para com a cidade. Foi aqui que minha irmã morreu. foi o lugar onde comecei a me cortar. Uma cidade tão sufocante e pequena que todos os dias você esbarra com alguém que detesta. Gente que sabe coisas a seu respeito. É o tipo de lugar que deixa marcas.” (Página 93)

Com personagens intrigantes e surpreendentes, a autora está de parabéns por presentear seus leitores com essa obra incrível.

“Ás vezes, se você deixa uma pessoa fazer uma coisa com você, na verdade é você que esta fazendo com a pessoa.” (Página 298)

Relançado em 2015 com o título de Objetos Cortantes, este é o romance de estreia da magnífica Gillian Flynn.



26
set 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

Autor: Kent Haruf

Título Original: Our Souls at Night

Editora: Companhia das Letras

Número de Páginas: 160

Avaliação: 5/5 

Onde comprar:

Sinopse: No pequeno condado de Holt, no Colorado, Addie Moore faz uma visita inesperada a Louis Waters, seu vizinho. Embora não sejam amigos, moram na mesma rua há décadas e sabem um bocado sobre a vida um do outro. O marido de Addie morreu anos atrás, assim como Diane, esposa de Louis. Viúvos e septuagenários, os dois lidam diariamente com noites muito solitárias em suas casas grandes e vazias. Addie, então, propõe a Louis que ele passe a fazer companhia a ela ao cair da noite para ter a alguém com quem conversar antes de dormir. Mesmo surpreso com a iniciativa, Louis aceita o convite e não demora a estabelecer uma nova rotina: assim que escurece, vai à casa da vizinha, tira e dobra suas roupas e veste o pijama. Eles escovam os dentes, deitam-se e conversam até adormecer.

À medida que floresce a amizade entre os dois, as noites começam a parecer menos sombrias. O diálogo se desenrola de forma natural, e eles compartilham histórias, experiências, medos e frustrações. No verão, a casa de Addie fica mais cheia com a chegada do neto, Jamie, cuja presença traz novas oportunidades para que os viúvos possam se aproximar.

Apesar de Addie e Louis se entenderem perfeitamente bem, os vizinhos estranham a movimentação do casal, e não demoram a surgir boatos maldosos pela cidade. Aos poucos, os dois percebem que manter essa relação peculiar talvez não seja tão simples quanto imaginavam.

Publicado pela Companhia das Letras, o livro conta a linda história de Addie e Louis, um casal de viúvos septuagenários, que se vendo sozinhos em suas casas, resolve se encontrar todas as noites no intuito de conversar para aliviar a solidão de suas vidas.

“Não, sexo não. Não é essa a minha ideia.  Acho que perdi todo e qualquer impulso sexual já faz muito tempo. Estou falando de ter uma companhia para atravessar a noite, para esquentar a cama. De nós nos deitarmos na cama juntos e você ficar para passar a noite. As noites são a pior parte. Você não acha?” (Página 9) 

Com uma premissa super fofa e diálogos inteligentes, Nossas Noites é um livro absurdamente lindo e raro, destinado àqueles que apreciam uma boa história de amor.

“A senhora achou tudo, Sra. Joyce? Tudo o que a senhora queria?

Eu não achei um bom homem. Não vi nenhum nas prateleiras. Não, eu não consegui  encontrar nenhum bom homem no seu mercado.

Não? Sabe, às vezes eles estão mais perto do que a gente imagina, ás vezes, pertinho da casa da gente. Ela olhou de relance para Addie, que estava parado ao lado da velha senhora.” (Página 34)

Ao abordar o amor na maturidade, com diálogos tão ricos e carregados de ternura, o autor enche nossos corações de esperança em 160 páginas de puro encanto.

“Eu falei para você. A ideia veio da solidão. Da vontade de conversar durante a noite.

Foi uma coisa corajosa. Você estava correndo um risco. 

Sim, mas, se não funcionasse, eu não ia ficar pior . A não ser pela humilhação de ter sido rejeitada.” (Página 128)

Finalizei a leitura completamente apaixonada. O último romance de Kent Haruf foi escrito com tamanha sensibilidade e delicadeza, que me faltam palavras para descrever a beleza desse enredo. Simples, verdadeiro e lindo. Uma preciosidade! Leiam!

“Quem imaginaria que a essa altura da vida, nós ainda poderíamos ter algo desse tipo? Que afinal ainda existe, sim, espaço para mudanças e entusiasmos na nossa vida. E que nós ainda não estamos acabados nem física nem espiritualmente.” (Página 129)

O livro será adaptado e promete virar uma produção da Netflix em 29 de setembro. Com Jane Fonda e Robert Redford nos papéis principais, o filme certamente será um sucesso.

 

 

 



12
set 2017

ARQUIVADO EM: Literatura


Autora: Mary E. Pearson

Título Original: The Kiss of Deception – The Remnant Chronicles

Editora: Darkside Books

Número de Páginas: 409

Avaliação: 5/5

Onde Comprar: 

Sinopse: Plante ilusões e você colherá do mundo grandes decepções.

 

A força feminina é a grande estrela neste romance de Mary E. Pearson. Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas – menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro? O primeiro volume das “Crônicas de Amor e Ódio” evoca culturas do nosso mundo e as transpõe para a história de forma magnífica. Através de uma escrita apaixonante e uma convincente narrativa, o romance de Pearson é capaz de mudar a nossa concepção entre o bem e o mal e nos fazer repensar todos os estereótipos aos quais estamos condicionados. É um livro sobre a importância da autodescoberta, do amor e como ele pode nos enganar, e de uma protagonista em busca de sua liberdade e felicidade a qualquer custo.

Quando vi a capa maravilhosa desse livro lançado pela Darkside Books, fiquei super curiosa para conhecer a história. E lendo a sinopse, não tive dúvidas de que Mary E. Pearson havia escrito um enredo fascinante.

O livro narra a história de Arabella Celestine Idris Jezelia, ou simplesmente Lia, como prefere ser chamada. Lia, não aceita o destino que lhe foi imposto, casar com um príncipe escolhido por seu pai, e por essa razão, decide fugir do reino.

“Ninguém deveria ser forçada a casar – se com alguém que não ama.” (Página 34)

A partir daí, a vida da princesa se transformará por completo. Ela e sua fiel amiga Pauline chegam ao pequeno vilarejo de Terravin e lá começam a trabalhar na estalagem local como garçonetes.

Entretanto, o que Lia não sabe, é que seu pretendente, o príncipe, parte inconformado em busca de seu paradeiro, procurando respostas para sua rejeição em aceitar o enlace proposto pelo rei.

“Porque, sempre, desde o primeiro dia em que a vi, tenho ido dormir pensando em você e, todas as manhãs, quando acordo, meus primeiros pensamentos são sobre você” (Página 197)

Mas, não é só o príncipe que esta no encalço da princesa, um inescrupuloso assassino também esta a sua procura e esse fato é um dos motivos que me fez querer devorar esse livro.

Tudo porque a autora optou por não revelar a identidade dos perseguidores de Arabela, dando um ar de mistério a trama e fazendo com que a experiência de leitura se tornasse ainda mais interessante.

Finalizado o livro, o que tenho a dizer sobre a história da princesa é: Leiam! Vocês serão apresentados a uma personagem diferente das mocinhas de livros de fantasia habituais.

Porque Lia é forte, poderosa, maravilhosa e destemida, e mesmo que no fim das contas a identidade de seu algoz não tenha sido tão surpreendente quanto pensei que seria, as aventuras e perigos contidos na trama, aliada a narrativa perfeita, fazem esse livro ser ainda mais especial.

 

 

 

 



25
jul 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

Autora: Kimberly Brubaker Bradley

Título Original: The War That Saved My Life

Editora: Darkside Books

Número de Páginas:  240

Avaliação: 5/5 ♥ 

Onde Comprar: 

Sinopse: Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um “pé torto” como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando. Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e o caçula Jamie deixarem Londres e partirem para o interior, em busca de uma vida melhor.

O livro narra a história da pequena Ada, uma menina de apenas 10 anos de idade, que vê a vida passar através da janela de sua casa. Ela nasceu com um pé torto, que por negligência de sua mãe não foi devidamente tratado.

Ada é uma menina inocente, que desde que se entende por gente cuida do irmão mais novo, Jamie. Mal tratada pela mãe (Uma mulher odiosa!), Ada acredita que tudo mudará no dia em que ela aprender a andar normalmente, já que em seu estado atual, o máximo que a menina faz no intuito de se movimentar rapidamente pelos cômodos da casa onde vive, é rastejar. Gente, que dor no coração foi ler essas primeiras páginas e a vida sofrida dessa menininha!

Porém, com a iminência da guerra, a menina e seu irmão são obrigados a se mudar e foi a partir daí que Ada foi salva, e que sua vida mudou completamente, por causa da guerra.

“Foi isso o que aconteceu, embora não como pensei que seria. No fim das contas, foi a combinação das duas guerras – o fim da minha pequena guerra contra o Jamie e o início da grande guerra, a do Hitler – que me libertou.” (Página 13)

Com um enredo diferenciado e singular, Kimberly Brubaker Bradley definitivamente conquistou meu coração. Sempre gostei de histórias que abordavam guerras, especialmente quando são narradas pelo ponto de vista de uma criança. Mas, diferente do que acontece em O Diário de Anne Frank, por exemplo, temos um mundo além da guerra, temos duas crianças aprendendo tudo sobre o universo a sua volta, descobrindo novos sabores, novas emoções, aprendendo a se portar diante de uma nova e melhorada vida.

É um livro dolorosamente lindo e cheio de ternura, apesar de todo o horror causado por Hittler.

Sei que trata-se de uma obra de ficção, e que apesar de retratar tão bem os massacres da guerra, Ada, Jamie e a Srta. Smith não existem, são apenas obra da imaginação fantástica da autora. Porém, foi uma história tão bem feita, tão bem construída e tão rica em detalhes, que é praticamente impossível não se sentir dentro da vida daquelas pessoas. Sabendo disso, cuidei de ler seus capítulos com parcimônia, a fim de construir com os personagens uma relação de afeto real, do qual eu não queria desapegar tão cedo.

A Guerra que Salvou a Minha Vida, deixou marcas profundas em meu coração, é o tipo de livro que lembrarei para sempre, ele me deixou com um nó na garganta, ao mesmo tempo em que apresentou cenas de tanto carinho e ternura que aqueceram minha alma.

Concluo esta resenha completamente apaixonada por tudo o que li, pela autora e pelos personagens. Obrigada Kimberly Brubaker Bradley, por me apresentar uma história tão rara, com a sensibilidade e pureza de uma criança.

“Dei a mão a ela. Um novo e desconhecido sentimento me preencheu. Parecia o mar, a luz do sol, os cavalos. Parecia amor. Vasculhei minhas ideias e encontrei o nome. Felicidade.” (Página 234)

 



27
jun 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

Autora: Nicola Yoon

Título Original: Everything, Everything

Editora: Arqueiro

Número de Páginas: 280

Avaliação: 4/5

Onde Comprar: Amazon | Americanas | Saraiva | Submarino

Sinopse: Tudo envolve riscos. Não fazer nada também é arriscado. A decisão é sua. A doença que eu tenho é rara e famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Não saio de casa. Não saí uma vez sequer em 17 anos. As únicas pessoas que eu vejo são minha mãe e minha enfermeira, Carla. Então, um dia, um caminhão de mudança para na frente da casa ao lado. Eu olho pela janela e o vejo. Ele é alto, magro e está todo de preto: blusa, calça jeans, tênis e um gorro que cobre o cabelo. Ele percebe que eu estou olhando e me encara. Seu nome é Olly. Talvez não seja possível prever tudo, mas algumas coisas, sim. Por exemplo, vou me apaixonar por Olly. Isso é certo. E é quase certo que isso vai provocar uma catástrofe.

O livro conta a história de Maddie, uma jovem que possui uma doença rara, um tipo de “alergia do mundo” que deixa seu organismo fragilizado e por essa razão, ela nunca saiu de casa. A moça, que já estava de certa forma conformada com as limitações de sua vida nesses 18 anos de reclusão, se vê confusa com a chegada de Olly, o novo vizinho, e a faz se questionar se a vida que ela conheceu até aquele momento, é suficiente.

“E então eu o vejo. Ele é alto, magro e está todo de preto: blusa, calça jeans, tênis e um gorro que cobre o cabelo. Sua pele é branca, mas levemente bronzeada, e suas feições são angulosas. Ele pula da traseira do caminhão e atravessa a rua. Dá a impressão de que a gravidade o afeta de um jeito diferente. Ele para, inclina a cabeça e olha para a casa nova como se estivesse diante de um quebra-cabeça.” (Página 26)

Em princípio, Maddie, que vive reclusa em sua casa na companhia apenas de sua mãe que também é sua médica, e da generosa enfermeira Carla, que a conhece desde criança. Fica curiosa a respeito daquele jovem tão livre que acaba de chegar. O mesmo acontece com ele, que se vê encantado pela misteriosa vizinha que o observa pela janela todos os dias.

“Pela primeira vez em muito tempo, desejo mais do que aquilo que tenho.” (Página 75)

O romance de Olly e Maddie se desenvolve de forma lenta e gradativa, bem agradável para quem lê, pois assim podemos acompanhar todo o desenrolar desse amor impossível.

“E é esse desejo que me puxa de volta à Terra com toda a força. O desejo me dá medo. É como uma erva daninha que se espalha devagar e mal percebemos. Quando nos damos conta, ela já cobriu as paredes e tapou as janelas. (Página 76)

A história é cativante e encantadora, e mesmo abordando um tema tão pesado quanto uma doença respiratória rara, não cansa nem entristece quem lê. Pelo contrário, a autora conduz com muita delicadeza as nuances dessa trama, fazendo com que o leitor descubra as limitações de Maddie e se deixe guiar por suas descobertas.

“- É sempre assim? – pergunto, ainda sem fôlego.

– Não – responde ele. – Nunca é assim.

Percebo o encantamento em sua voz.

E assim, do nada, tudo muda. (Página 118)

Olly é um fofo e foi de suma importância nessa transição, afinal, foi por causa dele e de seu amor, que Maddie começou a questionar sua vida, a perceber que não conhecia nada de fato e que os desafios de viver envolvem muito mais do que ela poderia imaginar.

“Antes de conhecê-lo, eu era feliz. Mas agora estou viva, e as duas coisas são bem diferentes.” (Página 160)

Porém, nem tudo foi perfeito nesse livro, um determinado fato no final me incomodou profundamente. Fato esse, que não mencionarei aqui para não correr o risco de dar spoiler. Mas, achei completamente fora de contexto e desnecessário, esperava uma solução melhor, tendo em vista a história tão linda e bem amarrada que Nicola Yoon escreveu. Enfim…

Com uma narrativa leve e fluida, Tudo e todas as coisas é um livro lindinho e cheio de clichês, mas super válido para aqueles que estão a procura de mais amor e doçura em suas vidas.

“A matemática de Olly diz que é impossível prever o futuro. Acontece que também é impossível prever o passado. O tempo flui nas duas direções – para frente e para trás -, e o que acontece aqui e agora altera tanto um quanto outro.” (Página 227)



18
abr 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

 Autor: Willian P. Young

Título Original: The Shack

Editora: Arqueiro

Número de Páginas: 240

Avaliação: 5/5 ♥

 

Sinopse: Durante uma viagem de fim de semana, a filha mais nova de Mack Allen Phillips é raptada e evidências de que ela foi brutalmente assassinada são encontradas numa velha cabana.

Após quatro anos vivendo numa tristeza profunda causada pela culpa e pela saudade da menina, Mack recebe um estranho bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o a voltar à cabana onde aconteceu a tragédia.

Apesar de desconfiado, ele vai ao local numa tarde de inverno e adentra  passo a passo o cenário de seu mais terrível pesadelo. Mas o que ele encontra lá muda seu destino para sempre.

Em um mundo cruel e injusto, A Cabana levanta um questionamento atemporal: se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar o nosso sofrimento?

As respostas que Mack encontra vão surpreender você e podem transformar sua vida de maneira tão profunda como aconteceu com ele. Você vai querer partilhar este livro com todas as pessoas que ama.

 

Com a proximidade da estreia do filme, resolvi reler esse livro que me emocionou de uma forma tão especial e relembrar essa história tão tocante.

Comecei essa releitura em um momento complicado em que eu estava descrente do ser humano e minha fé andava meio abalada.

Então, eu sentia que precisava encontrar alguma coisa em que acreditar novamente, foi aí que voltei à cabana e à vida de Mack e de sua filha mais nova.

A Cabana vai narrar a história de Mack Allen Phillips, um pai que teve sua filha caçula sequestrada e brutalmente assassinada numa velha cabana.

Quatro anos depois desse terrível acontecimento, Mack recebe um estranho bilhete, o convidando a voltar para cena do crime, e o bilhete endereçado a ele, tinha como remetente, Deus.

Incrédulo e pessimista, em decorrência dos últimos acontecimentos de sua vida, Mack, não leva a sério o referido bilhete.

“ Mackenzie

Já faz um tempo. Senti sua falta.

Estarei na cabana no fim de semana que vem, se você quiser me encontrar.

                                                   Papai” (Página 19)

Porém, mesmo sem acreditar no que estava lendo, Mack resolveu enfrentar seus piores pesadelos e voltar para o local que o remetia a maior tristeza de sua vida, mudando completamente suas concepções e crenças.

A Cabana, é um livro que deve ser lido como uma prece. É uma história sobre amor e perdão, que nos ensina a acreditar que nada nessa vida é em vão, e que nossas ações, mesmo que pareçam uma gota d’água no oceano, são de grande importância para Deus.

Sou suspeita para falar desse livro, pois amo demais essa história e acredito que todos deveriam conhecer e assim como eu, se deixar arrebatar pelas lindas palavras ali contidas. Leiam, apenas.

“Todas as vezes que você perdoa, o universo muda; cada vez que estende a mão e toca um coração ou uma vida, o mundo se transforma; a cada gentileza e serviço, visto ou não visto, meus propósitos são realizados e nada jamais será igual.” (Página 219)

 



21
mar 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

Apegados.indd Autora: Sarah Jio

Título Original: The Violets of March

Editora: Novo Conceito

Número de Páginas: 304

Avaliação: 5/5

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Sinopse: Emily Taylor é uma mulher jovem e escritora de sucesso, mas não gosta muito de seu próprio livro. Também tem um casamento que parece ideal, no entanto ele acabará em divórcio. Sentindo que sua vida perdeu o propósito, Emily decide fazer as malas e passar um tempo em Bainbridge – a ilha onde morou quando menina – para tentar se reorganizar. Enquanto busca esquecer o ex-marido e, ao mesmo tempo, arrumar material para um novo – e mais verdadeiro – livro, um antigo colega de escola e o namorado proibido da adolescência tornam-se seus companheiros frequentes. Entretanto, o melhor parceiro de Emily será um diário da década de 1940, encontrado no fundo de uma gaveta. Com o diário em mãos, Emily sentirá o estranhamento e a comoção causados pela leitura de uma biografia misteriosa que envolve antigos habitantes da ilha e que tem muito a ver com sua própria história. Assim como as violetas que desabrocham fora de estação para mostrar que tudo é possível, a vida de Emily Taylor poderá tomar um rumo improvável e cheio de possibilidades. As Violetas de Março é um romance sobre a força do amor, sobre as peças que o destino prega e sobre como podemos ser felizes mesmo quando tudo parece conspirar contra a felicidade.

Com um trecho da delicada canção de Tom Jobim, As Águas de Março, a autora nos conduz à história de Emily, uma escritora renomada que após ter o coração partido pelo marido, resolve seguir rumo a Baindridge, uma pequena cidade localizada no estado de Washington, a pedido de sua tia Bee, buscando resgatar sua inspiração e um novo sentido para sua vida.

“Bee acredita que o estuário de Puget tinha imenso poder de cura. E eu sabia que, quando lá chegasse, ele me encorajaria a tirar os sapatos e a ir vadear, mesmo se fosse uma hora da manhã” (Página 24)

Chegando lá, Emily reencontra amores do passado e pessoas que fizeram parte de sua vida durante a infância. Contudo, o surgimento misterioso de um caderno de veludo vermelho em seu quarto, é o enigma que a intriga no momento, fazendo com que a célebre escritora comece uma minuciosa investigação sobre aqueles personagens da década de 1940, mesmo que as palavras contidas no velho diário não fizessem sentido algum para ela.

“Porque uma história de 1940, de alguém sobre quem eu nada sabia, teria qualquer relevância para minha vida? Como seria possível? Nada daquilo fazia sentido, mas em algum lugar em meu coração eu estava começando a sentir que talvez fizesse.” (Página 200)

Nessa empreitada, Emily descobrirá segredos do passado que mudarão completamente sua vida. Conhecerá a si mesma e entenderá que o verdadeiro amor esta traçado e que o destino é seu maior aliado.

“Deixo-lhe um pensamento, um pensamento sobre o amor que me levou a passar por muitos fracassos: o grande amor perdura ao tempo, à magoa e a distância. E mesmo quando tudo parece perdido, o verdadeiro amor vive. Sei disso agora, e espero que você também.” (Página 276)

Finalizo esta resenha completamente encantada com Sarah Jio, por nos apresentar sua primeira história de maneira tão comovente e arrebatadora. As Violetas de Março, é sem dúvida, um livro inesquecível, cativante e encantador.

Se você esta a procura de um romance em que o destino é quem dita as regras e almas gêmeas se reconhecem. Esse livro é para você!

 






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