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31
out 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

 

Autor: Gillian Flynn

Título Original: Sharp Objects

Editora: Rocco

Número de Páginas: 300

Avaliação: 5/5

 

Sinopse: A vida da solitária Camille Preaker em Chicago resume-se a escrever matérias para a editora de polícia do jornal Daily Post, beber vodca além da conta e torturar-se pelo passado que deixou para trás na pequena Wind Gap, sua cidade natal. É para lá que seu editor a envia em busca de um furo de reportagem. Naquela comunidade ao sul do Missouri, um serial killer faz de crianças suas vítimas.

Camille Preaker é uma repórter investigativa que se vê sem alternativas ao ser enviada de volta a sua cidade natal por seu chefe em busca de um furo de reportagem. Presa ao passado e aos traumas de infância, ela precisa ter coragem para enfrentar seus medos.

“Eu me corto, sabe? Também retalho, fatio, gravo, espeto…Sou um caso bem especial. Tenho uma razão. A minha pele, sabe, ela grita. É repleta de palavras – cozinhar, bolinho, bichano, cachos – como se uma criança de primeira série manuseando uma faca tivesse aprendido a escrever em minha carna.” (Página 75)

Lembranças de uma adolescência conturbada vem à tona, fazendo com que Camille descubra aos poucos o que a levou a se automutilar durante a vida, ao mesmo tempo em que investiga as misteriosas mortes das adolescentes em Wind Gap.

“Wind Gap é assim. Todos conhecemos os segredos uns dos outros, e todos os usamos.

– Que beleza de lugar… ” (Página 91)

No entanto, nada, absolutamente nada nos prepara para as páginas finais desse tenebroso enredo e seu desfecho sensacional.

Na própria carne é uma história de amor e dor, amor colérico, amor doentio, daqueles que fere, machuca e até mata se preciso for.

“Não me importaria em revelar as histórias de Wind Gap a Richard. Não sentia qualquer fidelidade especial para com a cidade. Foi aqui que minha irmã morreu. foi o lugar onde comecei a me cortar. Uma cidade tão sufocante e pequena que todos os dias você esbarra com alguém que detesta. Gente que sabe coisas a seu respeito. É o tipo de lugar que deixa marcas.” (Página 93)

Com personagens intrigantes e surpreendentes, a autora está de parabéns por presentear seus leitores com essa obra incrível.

“Ás vezes, se você deixa uma pessoa fazer uma coisa com você, na verdade é você que esta fazendo com a pessoa.” (Página 298)

Relançado em 2015 com o título de Objetos Cortantes, este é o romance de estreia da magnífica Gillian Flynn.



23
jul 2017

ARQUIVADO EM: Literatura Vídeos

Autor: Charles Martin
Título original: 
The Mountain Between Us
Editora: 
 Arqueiro
Número de páginas:
 304
Avaliação: 
4/5
Onde comprar: Amazon | 
Americanas | Saraiva | Submarino

Sinopse: O Dr. Ben Payne acordou na neve. Flocos sobre os cílios. Vento cortante na pele. Dor aguda nas costelas toda vez que respirava fundo. Teve flashes do que havia acontecido. Luzes piscavam no painel do avião. Ele estava conversando com o piloto. O piloto. Ataque cardíaco, sem dúvida. 

Mas havia uma mulher também – Ashley, ele se lembra. Encontrou-a. Ombro deslocado. Perna quebrada. Agora eles estão sozinhos, isolados a quase 3.500 metros de altitude, numa extensa área de floresta coberta por quilômetros de neve. Como sair dali e, ainda mais complicado, como tirar Ashley daquele lugar sem agravar seu estado? À medida que os dias passam, porém, vai ficando claro que, se Ben cuida das feridas físicas de Ashley, é ela quem revigora o coração dele. Cada vez mais um se torna o grande apoio e a maior motivação do outro. E, se há dúvidas de que possam sobreviver, uma certeza eles têm: nada jamais será igual em suas vidas.

Depois Daquela Montanha foi adaptado para os cinemas, com lançamento no segundo semestre de 2017. Os personagens principais são interpretados pela maravilhosa Kate Winslet e pelo incrível Idris Alba. 🙂

Agora, corre pra participar desse sorteio! A única regra obrigatória é seguir os dois canais, o meu e o da Ju Oliveira. Boa sorte!;)

a Rafflecopter giveaway



18
jul 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

Myron Bolitar #7
Autor: Harlan Coben
Título original: 
Darkest fear
Editora: 
 Arqueiro
Número de páginas:
 272
Avaliação: 
5/5
Onde comprar: Amazon | 
Americanas | SaraivaSubmarino

Sinopse: Na época da faculdade, Myron Bolitar teve seu primeiro relacionamento sério, que terminou de forma dolorosa quando sua namorada o trocou por seu maior adversário do basquete. Por isso, a última pessoa no mundo que Myron deseja rever é Emily Downing. Assim, ele tem uma grande surpresa quando, anos depois, ela aparece suplicando ajuda. Seu filho de 13 anos, Jeremy, está morrendo e precisa de um transplante de medula óssea — de um doador que sumiu sem deixar vestígios. E a revelação seguinte é ainda mais impactante: Myron é o pai do garoto. Aturdido com a notícia, Myron da início a uma busca pelo doador. Encontrá-lo, contudo, significa desvendar um mistério sombrio que envolve uma família inescrupulosa, uma série de sequestros e um jornalista em desgraça. Nesse jogo de verdades dolorosas, Myron terá que descobrir uma forma de não perder o filho com quem sequer teve a chance de conviver.

A vida de Myron é sempre uma aventura, ele é um adulto que às vezes parece não ter crescido. Sua vida amorosa se resume a duas mulheres: Jessica, com quem ele termina e volta diversas vezes no decorrer da série, e Emily Downing, da época da escola. Emily partiu o coração de Myron trocando-o por Greg Downing, seu rival no basquete e também o cara que destruiu sua carreira (ele descobre isso no livro Sem deixar rastros), então Myron não está nem um pouco a fim de ajudar a ex-namorada, nem mesmo quando ela conta que seu filho, Jeremy, está morrendo pois precisa de um transplante e o único doador compatível simplesmente sumiu. Não é da conta de Myron… isso até Emily contar que na verdade Jeremy é filho dele.

Eu quis matar a Emily durante o livro todo, sério. Não consigo acreditar que ela possa ter feito isso. Myron fica chocado com a revelação (e quem não ficaria, não é mesmo?), e decide ajudar o garoto, mesmo sem ter certeza absoluta se ele é seu ou não. Ele parte então na busca frenética pelo doador, e como o sistema de doadores é altamente sigiloso, não será uma busca nada fácil, mas ele conta com a ajuda dos melhores amigos do mundo: Win e Esperança.

Os personagens secundários brilham muito, Esperanza, Win, os pais de Myron e  Jeremy tem participações especiais. Gostei muito da maneira como Win se comportou nesse livro, menos maluco e mais centrado, dando suporte nas horas necessárias. A trama é uma loucura só, nunca vi tantas coisas “aleatórias” fazerem tanto sentido no final, confesso que não consegui adivinhar nada nessa leitura, fui surpreendida por tudo. O medo mais profundo é repleto de aventura, suspense e reviravoltas, itens básicos nos livros do mestre Harlan Coben.

Coben é meu autor favorito, vocês já estão cansados de saber disso. Fico sempre impressionada com o quanto ele consegue me manter fissurada na leitura, sem conseguir pensar em mais nada até a última página. Já li o livro seguinte – A promessa – e a resenha sai na semana que vem. Os últimos livros – Quando ela se foi e Alta tensão  – já haviam sido lançados anteriormente, então eu também já os li, mas como comecei por eles (sim, comecei pelo final pois a Arqueiro lançou os últimos primeiro hahaha), pretendo relê-los. Sendo assim, por já ter lido a série todinha, faço questão de recomendá-la MUITO. Vocês precisam conhecer esse personagem sensacional, e mergulhar no mundo criado por Harlan Coben. Depois voltem aqui e me contem como foi! 😀 😀 😀

Ordem dos livros com o personagem Myron Bolitar:

1) Quebra de Confiança (Deal breaker)
2) Jogada mortal (Drop shot) 
3) Sem deixar rastros (Fade away)
4) O preço da vitória (Back spin)
5) Um passo em falso (One false move)
6) Detalhe Final (The final detail)
7) O medo mais profundo (Darkest fear)
8) A promessa (Promise me)
9) Quando ela se foi (Long lost)
10) Alta tensão (Live wire)



27
jun 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

Autora: Nicola Yoon

Título Original: Everything, Everything

Editora: Arqueiro

Número de Páginas: 280

Avaliação: 4/5

Onde Comprar: Amazon | Americanas | Saraiva | Submarino

Sinopse: Tudo envolve riscos. Não fazer nada também é arriscado. A decisão é sua. A doença que eu tenho é rara e famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Não saio de casa. Não saí uma vez sequer em 17 anos. As únicas pessoas que eu vejo são minha mãe e minha enfermeira, Carla. Então, um dia, um caminhão de mudança para na frente da casa ao lado. Eu olho pela janela e o vejo. Ele é alto, magro e está todo de preto: blusa, calça jeans, tênis e um gorro que cobre o cabelo. Ele percebe que eu estou olhando e me encara. Seu nome é Olly. Talvez não seja possível prever tudo, mas algumas coisas, sim. Por exemplo, vou me apaixonar por Olly. Isso é certo. E é quase certo que isso vai provocar uma catástrofe.

O livro conta a história de Maddie, uma jovem que possui uma doença rara, um tipo de “alergia do mundo” que deixa seu organismo fragilizado e por essa razão, ela nunca saiu de casa. A moça, que já estava de certa forma conformada com as limitações de sua vida nesses 18 anos de reclusão, se vê confusa com a chegada de Olly, o novo vizinho, e a faz se questionar se a vida que ela conheceu até aquele momento, é suficiente.

“E então eu o vejo. Ele é alto, magro e está todo de preto: blusa, calça jeans, tênis e um gorro que cobre o cabelo. Sua pele é branca, mas levemente bronzeada, e suas feições são angulosas. Ele pula da traseira do caminhão e atravessa a rua. Dá a impressão de que a gravidade o afeta de um jeito diferente. Ele para, inclina a cabeça e olha para a casa nova como se estivesse diante de um quebra-cabeça.” (Página 26)

Em princípio, Maddie, que vive reclusa em sua casa na companhia apenas de sua mãe que também é sua médica, e da generosa enfermeira Carla, que a conhece desde criança. Fica curiosa a respeito daquele jovem tão livre que acaba de chegar. O mesmo acontece com ele, que se vê encantado pela misteriosa vizinha que o observa pela janela todos os dias.

“Pela primeira vez em muito tempo, desejo mais do que aquilo que tenho.” (Página 75)

O romance de Olly e Maddie se desenvolve de forma lenta e gradativa, bem agradável para quem lê, pois assim podemos acompanhar todo o desenrolar desse amor impossível.

“E é esse desejo que me puxa de volta à Terra com toda a força. O desejo me dá medo. É como uma erva daninha que se espalha devagar e mal percebemos. Quando nos damos conta, ela já cobriu as paredes e tapou as janelas. (Página 76)

A história é cativante e encantadora, e mesmo abordando um tema tão pesado quanto uma doença respiratória rara, não cansa nem entristece quem lê. Pelo contrário, a autora conduz com muita delicadeza as nuances dessa trama, fazendo com que o leitor descubra as limitações de Maddie e se deixe guiar por suas descobertas.

“- É sempre assim? – pergunto, ainda sem fôlego.

– Não – responde ele. – Nunca é assim.

Percebo o encantamento em sua voz.

E assim, do nada, tudo muda. (Página 118)

Olly é um fofo e foi de suma importância nessa transição, afinal, foi por causa dele e de seu amor, que Maddie começou a questionar sua vida, a perceber que não conhecia nada de fato e que os desafios de viver envolvem muito mais do que ela poderia imaginar.

“Antes de conhecê-lo, eu era feliz. Mas agora estou viva, e as duas coisas são bem diferentes.” (Página 160)

Porém, nem tudo foi perfeito nesse livro, um determinado fato no final me incomodou profundamente. Fato esse, que não mencionarei aqui para não correr o risco de dar spoiler. Mas, achei completamente fora de contexto e desnecessário, esperava uma solução melhor, tendo em vista a história tão linda e bem amarrada que Nicola Yoon escreveu. Enfim…

Com uma narrativa leve e fluida, Tudo e todas as coisas é um livro lindinho e cheio de clichês, mas super válido para aqueles que estão a procura de mais amor e doçura em suas vidas.

“A matemática de Olly diz que é impossível prever o futuro. Acontece que também é impossível prever o passado. O tempo flui nas duas direções – para frente e para trás -, e o que acontece aqui e agora altera tanto um quanto outro.” (Página 227)



9
maio 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

O-Par-PerfeitoA Pousada #3
Autor:
Nora Roberts
Título original:
 The Perfect Hope
Editora: Arqueiro
Número de páginas:
 309
Avaliação: 
5/5
Onde comprar: Amazon |
Americanas | Submarino

Mesmo sendo conhecido como o mais durão dos irmãos, Ryder Montgomery deixa as mulheres aos seus pés quando coloca seu cinto de ferramentas. Nenhuma delas é imune a seu jeito sexy quando está no trabalho. Sem contar, é claro, Hope Beaumont, a gerente da Pousada BoonsBoro. Ex-funcionária de um luxuoso hotel em Washington, Hope está acostumada à agitação e ao glamour, porém isso não significa que ela não aprecie os prazeres da cidade pequena. Sua vida está exatamente como ela deseja – exceto pela questão amorosa. Sua única interação com alguém do sexo oposto são as frequentes discussões com Ryder, que sempre lhe dá nos nervos. Ainda assim, qualquer um vê que há uma química inegável entre os dois. Enquanto o dia a dia na pousada transcorre sem problemas graças aos instintos infalíveis de Hope, algumas pessoas de seu passado estão prestes a lhe fazer uma indesejável – e humilhante – visita. Mas, em vez de se afastar ao descobrir que Hope tem seus defeitos, Ryder só fica mais interessado por ela. Será que pessoas tão diferentes podem formar um par perfeito? No livro que encerra a trilogia A Pousada, Nora Roberts apresenta Ryder Montgomery, que, ao tentar driblar o amor refugiando-se no trabalho, acabou sendo surpreendido pelo sentimento mais nobre e profundo que já teve.

Tenho um carinho imenso por essa trilogia, encantei-me logo no primeiro livro, e todos os outros mantiveram o padrão, inclusive, esse último é o meu preferido. Neste volume temos como protagonistas Ryder Montgomery e Hope Beaumont. 🙂

Hope é a gerente da Pousada, uma mulher forte que teve uma péssima experiência em um relacionamento anterior. Ela é metódica e muito dedicada ao seu trabalho, mas não está sabendo lidar com seus sentimentos por Ryder, o filho da dona da Pousada, e responsável pela restauração da mesma. Ryder é o mais velho dos três irmãos, conhecido por seu jeito durão e conquistador, ele nunca demonstrou o menor interesse em encontrar alguém e sossegar, até conhecer Hope. De início, os dois tentam negar a atração existente, mas ela é mais forte do que eles.

“Nenhum homem fez o que você me fez. Faz. Eu sempre achei que houvesse algo errado comigo, porque eu não conseguia o suficiente. Mas a única coisa errada era que nenhum deles era você.” 

Desde o primeiro livro, eu já estava muito ansiosa para conferir a história de Ryder e Hope. Todos os personagens são maravilhosos, mas a personalidade desse casal em especial, tinha tudo para ser explosiva. Sou muito fã dos livros da Nora Roberts, e amo quando cada livro conta a história de um personagem, mas todos eles estão presentes em uma mesma família.

A questão sobrenatural da trilogia foi resolvida de maneira muito doce, singela e satisfatória. A fantasma existente na obra se tornou um dos protagonistas, meu carinho por ela já era imenso. Tudo tinha uma razão, um motivo de existir.

A narrativa mantém o foco em terceira pessoa, intercalando o ponto de vista dos personagens. O romance vai se desenrolando de forma muito natural, o que me agradou bastante. Ryder não muda de personalidade, ele mantem seu jeitão rustico, mas isso não quer dizer que não seja romântico e doce com Hope. Ele foi o meu personagem preferido da trilogia. 🙂

O Par Perfeito é cheio de romance, mas não apenas isso. A cumplicidade, o amor fraterno e a necessidade de ajudar aqueles que amamos são partes essenciais. Recomendo com toda a certeza, mas uma trilogia que ganha um lugar especial na minha estante. <3 😉



26
abr 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

quem eraAutor: JP Delaney
Título original:
The Girl Before
Editora:
 Intrínseca
Número de páginas:
 336
Avaliação: 
4,5/5
Onde comprar: Amazon |
Americanas | Submarino

Sinopse: É preciso responder a uma série de perguntas, passar por um criterioso processo de seleção e se comprometer a seguir inúmeras regras para morar no nº 1 da Folgate Street, uma casa linda e minimalista, obra-prima da arquitetura em Londres. Mas há um preço a se pagar para viver no lugar perfeito. Mesmo em condições tão peculiares, a casa atrai inúmeros interessados, entre eles Jane, uma mulher que, depois de uma terrível perda, busca um ponto de recomeço.
Jane é incapaz de resistir aos encantos da casa, há muitos segredos por trás daquelas paredes claras e imaculadas. Com tantas regras a cumprir, tantos fatos estranhos acontecendo ao seu redor e uma sensação constante de estar sendo observada, o que parecia um ambiente tranquilo na verdade se mostra ameaçador.
Enquanto tenta descobrir quem era aquela mulher que habitou o mesmo espaço que o seu, Jane vê sua vida se entrelaçar à da outra garota e sente que precisa se apressar para descobrir a verdade ou corre o risco de ter o mesmo destino. Com um suspense de tirar o fôlego e um clima de tensão do início ao fim, JP Delaney constrói um thriller brilhante repleto de reviravoltas até a última página. Uma história de duplicidade, morte e mentiras.

Oi gente! A resenha de hoje é de um livro ótimo, um thriller intrigante que nos deixa com diversas dúvidas. A narrativa é dividida em dois tempo: o passado, com Emma, e o presente, com Jane. As narrativas vão encaminhando, até o momento onde elas praticamente se fundem. O ponto de ligação entre as duas personagens é a casa da Folgate Street, nº1. Uma casa de arquitetura minimalista, e que contém uma lista imensa de exigências para ser alugada.

Se você se interessou, corre para conferir a resenha em vídeo, quanto mais vocês curtirem, mais fácil é para eu conseguir um sorteio. 🙂 😉



18
abr 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

 Autor: Willian P. Young

Título Original: The Shack

Editora: Arqueiro

Número de Páginas: 240

Avaliação: 5/5 ♥

 

Sinopse: Durante uma viagem de fim de semana, a filha mais nova de Mack Allen Phillips é raptada e evidências de que ela foi brutalmente assassinada são encontradas numa velha cabana.

Após quatro anos vivendo numa tristeza profunda causada pela culpa e pela saudade da menina, Mack recebe um estranho bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o a voltar à cabana onde aconteceu a tragédia.

Apesar de desconfiado, ele vai ao local numa tarde de inverno e adentra  passo a passo o cenário de seu mais terrível pesadelo. Mas o que ele encontra lá muda seu destino para sempre.

Em um mundo cruel e injusto, A Cabana levanta um questionamento atemporal: se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar o nosso sofrimento?

As respostas que Mack encontra vão surpreender você e podem transformar sua vida de maneira tão profunda como aconteceu com ele. Você vai querer partilhar este livro com todas as pessoas que ama.

 

Com a proximidade da estreia do filme, resolvi reler esse livro que me emocionou de uma forma tão especial e relembrar essa história tão tocante.

Comecei essa releitura em um momento complicado em que eu estava descrente do ser humano e minha fé andava meio abalada.

Então, eu sentia que precisava encontrar alguma coisa em que acreditar novamente, foi aí que voltei à cabana e à vida de Mack e de sua filha mais nova.

A Cabana vai narrar a história de Mack Allen Phillips, um pai que teve sua filha caçula sequestrada e brutalmente assassinada numa velha cabana.

Quatro anos depois desse terrível acontecimento, Mack recebe um estranho bilhete, o convidando a voltar para cena do crime, e o bilhete endereçado a ele, tinha como remetente, Deus.

Incrédulo e pessimista, em decorrência dos últimos acontecimentos de sua vida, Mack, não leva a sério o referido bilhete.

“ Mackenzie

Já faz um tempo. Senti sua falta.

Estarei na cabana no fim de semana que vem, se você quiser me encontrar.

                                                   Papai” (Página 19)

Porém, mesmo sem acreditar no que estava lendo, Mack resolveu enfrentar seus piores pesadelos e voltar para o local que o remetia a maior tristeza de sua vida, mudando completamente suas concepções e crenças.

A Cabana, é um livro que deve ser lido como uma prece. É uma história sobre amor e perdão, que nos ensina a acreditar que nada nessa vida é em vão, e que nossas ações, mesmo que pareçam uma gota d’água no oceano, são de grande importância para Deus.

Sou suspeita para falar desse livro, pois amo demais essa história e acredito que todos deveriam conhecer e assim como eu, se deixar arrebatar pelas lindas palavras ali contidas. Leiam, apenas.

“Todas as vezes que você perdoa, o universo muda; cada vez que estende a mão e toca um coração ou uma vida, o mundo se transforma; a cada gentileza e serviço, visto ou não visto, meus propósitos são realizados e nada jamais será igual.” (Página 219)

 



21
mar 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

Apegados.indd Autora: Sarah Jio

Título Original: The Violets of March

Editora: Novo Conceito

Número de Páginas: 304

Avaliação: 5/5

Onde Comprar:

 

Sinopse: Emily Taylor é uma mulher jovem e escritora de sucesso, mas não gosta muito de seu próprio livro. Também tem um casamento que parece ideal, no entanto ele acabará em divórcio. Sentindo que sua vida perdeu o propósito, Emily decide fazer as malas e passar um tempo em Bainbridge – a ilha onde morou quando menina – para tentar se reorganizar. Enquanto busca esquecer o ex-marido e, ao mesmo tempo, arrumar material para um novo – e mais verdadeiro – livro, um antigo colega de escola e o namorado proibido da adolescência tornam-se seus companheiros frequentes. Entretanto, o melhor parceiro de Emily será um diário da década de 1940, encontrado no fundo de uma gaveta. Com o diário em mãos, Emily sentirá o estranhamento e a comoção causados pela leitura de uma biografia misteriosa que envolve antigos habitantes da ilha e que tem muito a ver com sua própria história. Assim como as violetas que desabrocham fora de estação para mostrar que tudo é possível, a vida de Emily Taylor poderá tomar um rumo improvável e cheio de possibilidades. As Violetas de Março é um romance sobre a força do amor, sobre as peças que o destino prega e sobre como podemos ser felizes mesmo quando tudo parece conspirar contra a felicidade.

Com um trecho da delicada canção de Tom Jobim, As Águas de Março, a autora nos conduz à história de Emily, uma escritora renomada que após ter o coração partido pelo marido, resolve seguir rumo a Baindridge, uma pequena cidade localizada no estado de Washington, a pedido de sua tia Bee, buscando resgatar sua inspiração e um novo sentido para sua vida.

“Bee acredita que o estuário de Puget tinha imenso poder de cura. E eu sabia que, quando lá chegasse, ele me encorajaria a tirar os sapatos e a ir vadear, mesmo se fosse uma hora da manhã” (Página 24)

Chegando lá, Emily reencontra amores do passado e pessoas que fizeram parte de sua vida durante a infância. Contudo, o surgimento misterioso de um caderno de veludo vermelho em seu quarto, é o enigma que a intriga no momento, fazendo com que a célebre escritora comece uma minuciosa investigação sobre aqueles personagens da década de 1940, mesmo que as palavras contidas no velho diário não fizessem sentido algum para ela.

“Porque uma história de 1940, de alguém sobre quem eu nada sabia, teria qualquer relevância para minha vida? Como seria possível? Nada daquilo fazia sentido, mas em algum lugar em meu coração eu estava começando a sentir que talvez fizesse.” (Página 200)

Nessa empreitada, Emily descobrirá segredos do passado que mudarão completamente sua vida. Conhecerá a si mesma e entenderá que o verdadeiro amor esta traçado e que o destino é seu maior aliado.

“Deixo-lhe um pensamento, um pensamento sobre o amor que me levou a passar por muitos fracassos: o grande amor perdura ao tempo, à magoa e a distância. E mesmo quando tudo parece perdido, o verdadeiro amor vive. Sei disso agora, e espero que você também.” (Página 276)

Finalizo esta resenha completamente encantada com Sarah Jio, por nos apresentar sua primeira história de maneira tão comovente e arrebatadora. As Violetas de Março, é sem dúvida, um livro inesquecível, cativante e encantador.

Se você esta a procura de um romance em que o destino é quem dita as regras e almas gêmeas se reconhecem. Esse livro é para você!

 



7
mar 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

Autor: Ranson Riggs

Título Original: Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children

Editora: Leya

Número de Páginas: 336

Avaliação: 4/5

Onde Comprar: 

Sinopse: Tudo está à espera para ser descoberto em “O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares”, um romance que tenta misturar ficção e fotografia. A história começa com uma tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo – por mais impossível que possa parecer – ainda podem estar vivas.

O livro vai contar a história de Jacob, um jovem que passou a vida inteira escutando histórias curiosas sobre a vida de seu avô, histórias que o deixaram absolutamente fascinado.

“Eu tinha acabado de aceitar que minha vida seria apenas comum quando coisas extraordinárias começaram a acontecer comigo. A primeira delas foi um choque terrível, dividiu minha vida em duas partes. Antes e depois.

Como muitas coisas extraordinárias que viriam, ela envolveu meu avô, Abraham Portman.” (Página 8) 

Misturando fotografias bizarras e lúdicas, fantasia e realidade, O Orfanato da Srta. Peregrine é um livro verdadeiramente peculiar, e embora não faça parte do meu tipo de leitura habitual, devo confessar que foi bastante interessante acompanhar Jacob nessa aventura surreal.

Entrar naqueles aposentos com ele, ao mesmo tempo em que foi assustador, despertou em mim uma curiosidade fora do comum. Afinal, eu também queria descobrir o que havia acontecido ali, quem eram aquelas crianças e quem era a Srta. Peregrine.

“Será que era isso que meu avô queria que eu encontrasse? É, só pode ser – não as cartas de Emerson, mas uma carta guardada dentro do livro de Emerson. Mas quem era essa diretora escolar, essa Alma Peregrine?” (Página 59)

A proposta do livro é bastante interessante, e mesmo achando os capítulos demasiadamente longos e cansativos, a narrativa é ótima e as ilustrações são belíssimas, até as imagens mais estranhas, tinham o seu valor.

“- Não quero ser rude, mas o que são essas pessoas? – Perguntei.

– Nós somos peculiares – respondeu, soando um pouco intrigado.

– Você não é?

– Não sei. Acho que não.

– É uma pena.” (Página137)

A ideia de mesclar fantasia e realidade, incluindo fotografias curiosas e macabras (que o autor afirma serem reais!), deram a história ainda mais credibilidade. 

Com um enredo original e um romance surpreendente, O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, é um livro tenso e cheio de mistério, que prende o leitor do início ao fim, o transportando para um mundo fantástico, fazendo com que ele não queira mais voltar para a realidade.

Finalizo afirmando que gostei do livro, não amei, mas, para aqueles que estão à procura de uma leitura misteriosa, com toques sobrenaturais e um visual sombrio, esse livro é perfeito!



21
fev 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

 


Autora: Jennifer Niven

Título Original: Holding Up the Universe

Editora: Seguinte

Número de Páginas: 392

Avaliação: 5/5

Onde Comprar:

 

Sinopse: Jack tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, vê os olhos, o nariz, a boca… mas não consegue juntar todas as peças do quebra-cabeça para gravar na memória. Então ele usa marcas identificadoras, como o cabelo, a cor da pele, o jeito de andar e de se vestir, para tentar distinguir seus amigos e familiares. Mas ninguém sabe disso — até o dia em que ele encontra a Libby. Libby é nova na escola. Ela passou os últimos anos em casa, juntando os pedaços do seu coração depois da morte de sua mãe. A garota finalmente se sente pronta para voltar à vida normal, mas logo nos primeiros dias de aula é alvo de uma brincadeira cruel por causa de seu peso e vai parar na diretoria. Junto com Jack. Aos poucos essa dupla improvável se aproxima e, juntos, eles aprendem a enxergar um ao outro como ninguém antes tinha feito.

O livro vai contar a história de Libby Strout  e Jack Masselin, dois jovens que juntarão os pedaços de suas vidas, cada um a sua maneira, fazendo com que a cada capítulo o leitor seja levado a uma reflexão e a questionamentos sobre alguns fatos de sua própria vida.

Libby, que estava afastada da escola há anos, em decorrência da morte de sua mãe, adquiriu ansiedade e uma compulsão alimentar que a deixou presa dentro de casa, literalmente. Ela chegou a ser considerada a garota mais gorda dos Estados Unidos, sendo necessário que um guindaste fosse acionado para resgatá-la.

Porém, agora, buscando superar o luto, ela esta disposta a seguir em frente, levar uma vida diferente, conquistar seu próprio espaço, apesar dos percalços impostos pela vida, e por essa razão, decidiu retornar a escola.

Entretanto, essa volta não será nada fácil, uma vez que ela continuará encontrando pessoas nocivas e maldosas, que a desprezam por seu excesso de peso.

“Ele resmunga alguma coisa que parece e provavelmente é gorda vadia. Não importa que eu seja virgem. Considerando todos os meninos que me chamam disso desde o quinto ano, é de se imaginar que eu já dei umas mil vezes.” (Página 48)

Jack, é o garoto mais popular do colégio. Bonito, carismático e amado por todos, ele também namora a garota mais bonita do local e é um dos valentões que não se importam em causar a discórdia por onde passam.

E é durante um desses atos de bullying e desrespeito, que ele conhecerá Libby.

O que ninguém sabe, é que Jack usa essa fachada de maioral, apenas para encobrir a prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer rostos, inclusive o dele próprio. E esse segredo, que Jack carrega por toda a vida, é o que o tornará mais humano no fim das contas.

Jennifer Niven tem o dom de contar histórias tocantes e inspiradoras. Pois, assim como fez em Por lugares incríveis, a autora conseguiu imprimir suas mais profundas emoções nesse livro, construindo mais uma vez uma história inovadora e cheia de contrastes.

A elaboração dos personagens é convincente e extremamente emocionante, Libby é uma das melhores personagens já criadas, linda, encantadora e inteligente, ela nos ensina o valor do amor-próprio, e que não precisamos ser escravos de determinado padrão social para sermos aceitos.

“- Se todo mundo que tem alguma coisa para falar de mim passasse todo esse tempo, sei lá, sendo gentil ou desenvolvendo uma personalidade ou uma alma, imagine como o mundo seria.” (Página 107)

Com personagens especiais e extremamente encantadores,  Juntando os pedaços é um livro sobre preconceito e compreensão, que nos fará refletir e agora figura entre os livros favoritos da minha vida. Lindo demais!

“Quanto aos outros, lembrem-se: alguém gosta de você. Grande, pequeno, alto, baixo, bonito, comum, simpático, tímido. Não deixe ninguém dizer o contrário, nem você mesmo.

Principalmente você mesmo.” (Página 317)

 






ilustrações design e desenvolvimento