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9
maio 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

O-Par-PerfeitoA Pousada #3
Autor:
Nora Roberts
Título original:
 The Perfect Hope
Editora: Arqueiro
Número de páginas:
 309
Avaliação: 
5/5
Onde comprar: Amazon |
Americanas | Submarino

Mesmo sendo conhecido como o mais durão dos irmãos, Ryder Montgomery deixa as mulheres aos seus pés quando coloca seu cinto de ferramentas. Nenhuma delas é imune a seu jeito sexy quando está no trabalho. Sem contar, é claro, Hope Beaumont, a gerente da Pousada BoonsBoro. Ex-funcionária de um luxuoso hotel em Washington, Hope está acostumada à agitação e ao glamour, porém isso não significa que ela não aprecie os prazeres da cidade pequena. Sua vida está exatamente como ela deseja – exceto pela questão amorosa. Sua única interação com alguém do sexo oposto são as frequentes discussões com Ryder, que sempre lhe dá nos nervos. Ainda assim, qualquer um vê que há uma química inegável entre os dois. Enquanto o dia a dia na pousada transcorre sem problemas graças aos instintos infalíveis de Hope, algumas pessoas de seu passado estão prestes a lhe fazer uma indesejável – e humilhante – visita. Mas, em vez de se afastar ao descobrir que Hope tem seus defeitos, Ryder só fica mais interessado por ela. Será que pessoas tão diferentes podem formar um par perfeito? No livro que encerra a trilogia A Pousada, Nora Roberts apresenta Ryder Montgomery, que, ao tentar driblar o amor refugiando-se no trabalho, acabou sendo surpreendido pelo sentimento mais nobre e profundo que já teve.

Tenho um carinho imenso por essa trilogia, encantei-me logo no primeiro livro, e todos os outros mantiveram o padrão, inclusive, esse último é o meu preferido. Neste volume temos como protagonistas Ryder Montgomery e Hope Beaumont. 🙂

Hope é a gerente da Pousada, uma mulher forte que teve uma péssima experiência em um relacionamento anterior. Ela é metódica e muito dedicada ao seu trabalho, mas não está sabendo lidar com seus sentimentos por Ryder, o filho da dona da Pousada, e responsável pela restauração da mesma. Ryder é o mais velho dos três irmãos, conhecido por seu jeito durão e conquistador, ele nunca demonstrou o menor interesse em encontrar alguém e sossegar, até conhecer Hope. De início, os dois tentam negar a atração existente, mas ela é mais forte do que eles.

“Nenhum homem fez o que você me fez. Faz. Eu sempre achei que houvesse algo errado comigo, porque eu não conseguia o suficiente. Mas a única coisa errada era que nenhum deles era você.” 

Desde o primeiro livro, eu já estava muito ansiosa para conferir a história de Ryder e Hope. Todos os personagens são maravilhosos, mas a personalidade desse casal em especial, tinha tudo para ser explosiva. Sou muito fã dos livros da Nora Roberts, e amo quando cada livro conta a história de um personagem, mas todos eles estão presentes em uma mesma família.

A questão sobrenatural da trilogia foi resolvida de maneira muito doce, singela e satisfatória. A fantasma existente na obra se tornou um dos protagonistas, meu carinho por ela já era imenso. Tudo tinha uma razão, um motivo de existir.

A narrativa mantém o foco em terceira pessoa, intercalando o ponto de vista dos personagens. O romance vai se desenrolando de forma muito natural, o que me agradou bastante. Ryder não muda de personalidade, ele mantem seu jeitão rustico, mas isso não quer dizer que não seja romântico e doce com Hope. Ele foi o meu personagem preferido da trilogia. 🙂

O Par Perfeito é cheio de romance, mas não apenas isso. A cumplicidade, o amor fraterno e a necessidade de ajudar aqueles que amamos são partes essenciais. Recomendo com toda a certeza, mas uma trilogia que ganha um lugar especial na minha estante. <3 😉



26
abr 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

quem eraAutor: JP Delaney
Título original:
The Girl Before
Editora:
 Intrínseca
Número de páginas:
 336
Avaliação: 
4,5/5
Onde comprar: Amazon |
Americanas | Submarino

Sinopse: É preciso responder a uma série de perguntas, passar por um criterioso processo de seleção e se comprometer a seguir inúmeras regras para morar no nº 1 da Folgate Street, uma casa linda e minimalista, obra-prima da arquitetura em Londres. Mas há um preço a se pagar para viver no lugar perfeito. Mesmo em condições tão peculiares, a casa atrai inúmeros interessados, entre eles Jane, uma mulher que, depois de uma terrível perda, busca um ponto de recomeço.
Jane é incapaz de resistir aos encantos da casa, há muitos segredos por trás daquelas paredes claras e imaculadas. Com tantas regras a cumprir, tantos fatos estranhos acontecendo ao seu redor e uma sensação constante de estar sendo observada, o que parecia um ambiente tranquilo na verdade se mostra ameaçador.
Enquanto tenta descobrir quem era aquela mulher que habitou o mesmo espaço que o seu, Jane vê sua vida se entrelaçar à da outra garota e sente que precisa se apressar para descobrir a verdade ou corre o risco de ter o mesmo destino. Com um suspense de tirar o fôlego e um clima de tensão do início ao fim, JP Delaney constrói um thriller brilhante repleto de reviravoltas até a última página. Uma história de duplicidade, morte e mentiras.

Oi gente! A resenha de hoje é de um livro ótimo, um thriller intrigante que nos deixa com diversas dúvidas. A narrativa é dividida em dois tempo: o passado, com Emma, e o presente, com Jane. As narrativas vão encaminhando, até o momento onde elas praticamente se fundem. O ponto de ligação entre as duas personagens é a casa da Folgate Street, nº1. Uma casa de arquitetura minimalista, e que contém uma lista imensa de exigências para ser alugada.

Se você se interessou, corre para conferir a resenha em vídeo, quanto mais vocês curtirem, mais fácil é para eu conseguir um sorteio. 🙂 😉



18
abr 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

 Autor: Willian P. Young

Título Original: The Shack

Editora: Arqueiro

Número de Páginas: 240

Avaliação: 5/5 ♥

 

Sinopse: Durante uma viagem de fim de semana, a filha mais nova de Mack Allen Phillips é raptada e evidências de que ela foi brutalmente assassinada são encontradas numa velha cabana.

Após quatro anos vivendo numa tristeza profunda causada pela culpa e pela saudade da menina, Mack recebe um estranho bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o a voltar à cabana onde aconteceu a tragédia.

Apesar de desconfiado, ele vai ao local numa tarde de inverno e adentra  passo a passo o cenário de seu mais terrível pesadelo. Mas o que ele encontra lá muda seu destino para sempre.

Em um mundo cruel e injusto, A Cabana levanta um questionamento atemporal: se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar o nosso sofrimento?

As respostas que Mack encontra vão surpreender você e podem transformar sua vida de maneira tão profunda como aconteceu com ele. Você vai querer partilhar este livro com todas as pessoas que ama.

 

Com a proximidade da estreia do filme, resolvi reler esse livro que me emocionou de uma forma tão especial e relembrar essa história tão tocante.

Comecei essa releitura em um momento complicado em que eu estava descrente do ser humano e minha fé andava meio abalada.

Então, eu sentia que precisava encontrar alguma coisa em que acreditar novamente, foi aí que voltei à cabana e à vida de Mack e de sua filha mais nova.

A Cabana vai narrar a história de Mack Allen Phillips, um pai que teve sua filha caçula sequestrada e brutalmente assassinada numa velha cabana.

Quatro anos depois desse terrível acontecimento, Mack recebe um estranho bilhete, o convidando a voltar para cena do crime, e o bilhete endereçado a ele, tinha como remetente, Deus.

Incrédulo e pessimista, em decorrência dos últimos acontecimentos de sua vida, Mack, não leva a sério o referido bilhete.

“ Mackenzie

Já faz um tempo. Senti sua falta.

Estarei na cabana no fim de semana que vem, se você quiser me encontrar.

                                                   Papai” (Página 19)

Porém, mesmo sem acreditar no que estava lendo, Mack resolveu enfrentar seus piores pesadelos e voltar para o local que o remetia a maior tristeza de sua vida, mudando completamente suas concepções e crenças.

A Cabana, é um livro que deve ser lido como uma prece. É uma história sobre amor e perdão, que nos ensina a acreditar que nada nessa vida é em vão, e que nossas ações, mesmo que pareçam uma gota d’água no oceano, são de grande importância para Deus.

Sou suspeita para falar desse livro, pois amo demais essa história e acredito que todos deveriam conhecer e assim como eu, se deixar arrebatar pelas lindas palavras ali contidas. Leiam, apenas.

“Todas as vezes que você perdoa, o universo muda; cada vez que estende a mão e toca um coração ou uma vida, o mundo se transforma; a cada gentileza e serviço, visto ou não visto, meus propósitos são realizados e nada jamais será igual.” (Página 219)

 



21
mar 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

Apegados.indd Autora: Sarah Jio

Título Original: The Violets of March

Editora: Novo Conceito

Número de Páginas: 304

Avaliação: 5/5

Onde Comprar:

 

Sinopse: Emily Taylor é uma mulher jovem e escritora de sucesso, mas não gosta muito de seu próprio livro. Também tem um casamento que parece ideal, no entanto ele acabará em divórcio. Sentindo que sua vida perdeu o propósito, Emily decide fazer as malas e passar um tempo em Bainbridge – a ilha onde morou quando menina – para tentar se reorganizar. Enquanto busca esquecer o ex-marido e, ao mesmo tempo, arrumar material para um novo – e mais verdadeiro – livro, um antigo colega de escola e o namorado proibido da adolescência tornam-se seus companheiros frequentes. Entretanto, o melhor parceiro de Emily será um diário da década de 1940, encontrado no fundo de uma gaveta. Com o diário em mãos, Emily sentirá o estranhamento e a comoção causados pela leitura de uma biografia misteriosa que envolve antigos habitantes da ilha e que tem muito a ver com sua própria história. Assim como as violetas que desabrocham fora de estação para mostrar que tudo é possível, a vida de Emily Taylor poderá tomar um rumo improvável e cheio de possibilidades. As Violetas de Março é um romance sobre a força do amor, sobre as peças que o destino prega e sobre como podemos ser felizes mesmo quando tudo parece conspirar contra a felicidade.

Com um trecho da delicada canção de Tom Jobim, As Águas de Março, a autora nos conduz à história de Emily, uma escritora renomada que após ter o coração partido pelo marido, resolve seguir rumo a Baindridge, uma pequena cidade localizada no estado de Washington, a pedido de sua tia Bee, buscando resgatar sua inspiração e um novo sentido para sua vida.

“Bee acredita que o estuário de Puget tinha imenso poder de cura. E eu sabia que, quando lá chegasse, ele me encorajaria a tirar os sapatos e a ir vadear, mesmo se fosse uma hora da manhã” (Página 24)

Chegando lá, Emily reencontra amores do passado e pessoas que fizeram parte de sua vida durante a infância. Contudo, o surgimento misterioso de um caderno de veludo vermelho em seu quarto, é o enigma que a intriga no momento, fazendo com que a célebre escritora comece uma minuciosa investigação sobre aqueles personagens da década de 1940, mesmo que as palavras contidas no velho diário não fizessem sentido algum para ela.

“Porque uma história de 1940, de alguém sobre quem eu nada sabia, teria qualquer relevância para minha vida? Como seria possível? Nada daquilo fazia sentido, mas em algum lugar em meu coração eu estava começando a sentir que talvez fizesse.” (Página 200)

Nessa empreitada, Emily descobrirá segredos do passado que mudarão completamente sua vida. Conhecerá a si mesma e entenderá que o verdadeiro amor esta traçado e que o destino é seu maior aliado.

“Deixo-lhe um pensamento, um pensamento sobre o amor que me levou a passar por muitos fracassos: o grande amor perdura ao tempo, à magoa e a distância. E mesmo quando tudo parece perdido, o verdadeiro amor vive. Sei disso agora, e espero que você também.” (Página 276)

Finalizo esta resenha completamente encantada com Sarah Jio, por nos apresentar sua primeira história de maneira tão comovente e arrebatadora. As Violetas de Março, é sem dúvida, um livro inesquecível, cativante e encantador.

Se você esta a procura de um romance em que o destino é quem dita as regras e almas gêmeas se reconhecem. Esse livro é para você!

 



7
mar 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

Autor: Ranson Riggs

Título Original: Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children

Editora: Leya

Número de Páginas: 336

Avaliação: 4/5

Onde Comprar: 

Sinopse: Tudo está à espera para ser descoberto em “O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares”, um romance que tenta misturar ficção e fotografia. A história começa com uma tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo – por mais impossível que possa parecer – ainda podem estar vivas.

O livro vai contar a história de Jacob, um jovem que passou a vida inteira escutando histórias curiosas sobre a vida de seu avô, histórias que o deixaram absolutamente fascinado.

“Eu tinha acabado de aceitar que minha vida seria apenas comum quando coisas extraordinárias começaram a acontecer comigo. A primeira delas foi um choque terrível, dividiu minha vida em duas partes. Antes e depois.

Como muitas coisas extraordinárias que viriam, ela envolveu meu avô, Abraham Portman.” (Página 8) 

Misturando fotografias bizarras e lúdicas, fantasia e realidade, O Orfanato da Srta. Peregrine é um livro verdadeiramente peculiar, e embora não faça parte do meu tipo de leitura habitual, devo confessar que foi bastante interessante acompanhar Jacob nessa aventura surreal.

Entrar naqueles aposentos com ele, ao mesmo tempo em que foi assustador, despertou em mim uma curiosidade fora do comum. Afinal, eu também queria descobrir o que havia acontecido ali, quem eram aquelas crianças e quem era a Srta. Peregrine.

“Será que era isso que meu avô queria que eu encontrasse? É, só pode ser – não as cartas de Emerson, mas uma carta guardada dentro do livro de Emerson. Mas quem era essa diretora escolar, essa Alma Peregrine?” (Página 59)

A proposta do livro é bastante interessante, e mesmo achando os capítulos demasiadamente longos e cansativos, a narrativa é ótima e as ilustrações são belíssimas, até as imagens mais estranhas, tinham o seu valor.

“- Não quero ser rude, mas o que são essas pessoas? – Perguntei.

– Nós somos peculiares – respondeu, soando um pouco intrigado.

– Você não é?

– Não sei. Acho que não.

– É uma pena.” (Página137)

A ideia de mesclar fantasia e realidade, incluindo fotografias curiosas e macabras (que o autor afirma serem reais!), deram a história ainda mais credibilidade. 

Com um enredo original e um romance surpreendente, O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, é um livro tenso e cheio de mistério, que prende o leitor do início ao fim, o transportando para um mundo fantástico, fazendo com que ele não queira mais voltar para a realidade.

Finalizo afirmando que gostei do livro, não amei, mas, para aqueles que estão à procura de uma leitura misteriosa, com toques sobrenaturais e um visual sombrio, esse livro é perfeito!



21
fev 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

 


Autora: Jennifer Niven

Título Original: Holding Up the Universe

Editora: Seguinte

Número de Páginas: 392

Avaliação: 5/5

Onde Comprar:

 

Sinopse: Jack tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, vê os olhos, o nariz, a boca… mas não consegue juntar todas as peças do quebra-cabeça para gravar na memória. Então ele usa marcas identificadoras, como o cabelo, a cor da pele, o jeito de andar e de se vestir, para tentar distinguir seus amigos e familiares. Mas ninguém sabe disso — até o dia em que ele encontra a Libby. Libby é nova na escola. Ela passou os últimos anos em casa, juntando os pedaços do seu coração depois da morte de sua mãe. A garota finalmente se sente pronta para voltar à vida normal, mas logo nos primeiros dias de aula é alvo de uma brincadeira cruel por causa de seu peso e vai parar na diretoria. Junto com Jack. Aos poucos essa dupla improvável se aproxima e, juntos, eles aprendem a enxergar um ao outro como ninguém antes tinha feito.

O livro vai contar a história de Libby Strout  e Jack Masselin, dois jovens que juntarão os pedaços de suas vidas, cada um a sua maneira, fazendo com que a cada capítulo o leitor seja levado a uma reflexão e a questionamentos sobre alguns fatos de sua própria vida.

Libby, que estava afastada da escola há anos, em decorrência da morte de sua mãe, adquiriu ansiedade e uma compulsão alimentar que a deixou presa dentro de casa, literalmente. Ela chegou a ser considerada a garota mais gorda dos Estados Unidos, sendo necessário que um guindaste fosse acionado para resgatá-la.

Porém, agora, buscando superar o luto, ela esta disposta a seguir em frente, levar uma vida diferente, conquistar seu próprio espaço, apesar dos percalços impostos pela vida, e por essa razão, decidiu retornar a escola.

Entretanto, essa volta não será nada fácil, uma vez que ela continuará encontrando pessoas nocivas e maldosas, que a desprezam por seu excesso de peso.

“Ele resmunga alguma coisa que parece e provavelmente é gorda vadia. Não importa que eu seja virgem. Considerando todos os meninos que me chamam disso desde o quinto ano, é de se imaginar que eu já dei umas mil vezes.” (Página 48)

Jack, é o garoto mais popular do colégio. Bonito, carismático e amado por todos, ele também namora a garota mais bonita do local e é um dos valentões que não se importam em causar a discórdia por onde passam.

E é durante um desses atos de bullying e desrespeito, que ele conhecerá Libby.

O que ninguém sabe, é que Jack usa essa fachada de maioral, apenas para encobrir a prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer rostos, inclusive o dele próprio. E esse segredo, que Jack carrega por toda a vida, é o que o tornará mais humano no fim das contas.

Jennifer Niven tem o dom de contar histórias tocantes e inspiradoras. Pois, assim como fez em Por lugares incríveis, a autora conseguiu imprimir suas mais profundas emoções nesse livro, construindo mais uma vez uma história inovadora e cheia de contrastes.

A elaboração dos personagens é convincente e extremamente emocionante, Libby é uma das melhores personagens já criadas, linda, encantadora e inteligente, ela nos ensina o valor do amor-próprio, e que não precisamos ser escravos de determinado padrão social para sermos aceitos.

“- Se todo mundo que tem alguma coisa para falar de mim passasse todo esse tempo, sei lá, sendo gentil ou desenvolvendo uma personalidade ou uma alma, imagine como o mundo seria.” (Página 107)

Com personagens especiais e extremamente encantadores,  Juntando os pedaços é um livro sobre preconceito e compreensão, que nos fará refletir e agora figura entre os livros favoritos da minha vida. Lindo demais!

“Quanto aos outros, lembrem-se: alguém gosta de você. Grande, pequeno, alto, baixo, bonito, comum, simpático, tímido. Não deixe ninguém dizer o contrário, nem você mesmo.

Principalmente você mesmo.” (Página 317)

 



7
fev 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

Autora: Bianca Briones

Editora: Gutenberg

Número de Páginas: 208

Avaliação: 5/5

Onde Comprar: Amazon | Americanas | Saraiva | Submarino

Sinopse: Eva nasceu com o dom de passar todos os seus sentimentos para o papel, e com isso conquistou milhares de leitores pelo mundo. Agora, ela precisa escrever o último livro da sua série de fantasia, mas está com bloqueio criativo há um ano e não sabe o que fazer. Enquanto tenta se reconectar a seus personagens, a vida coloca em seu caminho um homem idêntico a um dos seus protagonistas. O problema é que o desconhecido surge sem nenhuma lembrança de quem ele é. Enzo está muito confuso. A princípio, ele duvida da conversa maluca de Eva. Mas mesmo com dificuldade em acreditar, ele não pode negar que se sente extremamente ligado a ela. Envolvidos por esse curioso e estranho mistério, Eva e Enzo estão prestes a descobrir que, às vezes, para que duas pessoas se encontrem, mundos inteiros são capazes de colidir.

Sempre fui fã da escrita da Bianca, e quando ela anunciou o lançamento de Como se fosse magia, na Bienal Internacional do Livro de São Paulo em 2016, eu não poderia perder.

O livro vai contar a história de Eva, uma premiada escritora que esta passando por uma fase de bloqueio criativo, justamente quando precisa entregar o último livro de sua série de fantasia.

Eva, que sempre foi conhecida pela sensibilidade e o dom para emprestar seu sentimento às histórias, conta com o precioso apoio do amigo Thiago para conseguir se livrar de vez dessa barreira que a impede de terminar sua série.

“Ás vezes, tudo o que uma escritora quer é poder se esquecer de todas as suas histórias e mergulhar no universo criado por outro alguém.” (Página 15)

Acontece que o destino colocará em seu caminho, um rapaz que aparentemente é o personagem principal da história de seu livro. Desnorteada e incrédula, a escritora fará de tudo para provar que seu Enzo realmente existe.

“- Acho que conheço você, mas não daqui.

– De onde? – Ele franze a testa e estreita os olhos, mais Enzo impossível.

Sei que o que vou dizer pode mudar tudo outra vez, mas, por mais insano que seja, ele precisa saber. Então, fecho os olhos, temerosa e digo:

– Dos meus livros (Página 43)

Bianca é realmente surpreendente, e sua estreia no mundo dos chick-lits foi um verdadeiro show, pois seu livro contém os ingredientes perfeitos para narrar uma boa história.

Sem contar com a presença constante de Thiago. Um personagem incrível, o melhor amigo que qualquer pessoa poderia ter, seu jeito todo especial faz com que os devaneios de Eva tornem-se lúdicos e leves. Ele é simplesmente maravilhoso!

“Você vai além das palavras. Você tem um dom. É como se fosse magia. E nem todo mundo está preparado para ser preenchido com uma boa dose de magia.” (Página 51)

Romântico e divertido, Como se fosse magia parece ser verdadeiramente mágico. Um livro cativante que vai além da história de amor. Recomendo, sem dúvida alguma!

“Não sei que força é essa que nos liga. Acho que ás vezes, para que duas pessoas se encontrem, mundos inteiros são capazes de colidir.” (Página 204)

 



27
jan 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

Garota-DesaparecidaAutor: Sophie McKenzie
Título original:
Gilr Missing
Editora:
Verus
Número de páginas:
 328
Avaliação: 
2/5
Onde comprar: Amazon |
Americanas | Saraiva | Submarino

Sinopse: “Lauren mora na Inglaterra e sempre soube que é adotada. Mas, quando uma breve pesquisa sobre o seu passado revela a possibilidade de ela ter sido roubada de uma família americana ainda bebê, a vida de Lauren de repente parece uma fraude. O que ela pode fazer para tentar encontrar os pais biológicos? E seus pais adotivos terão sido os responsáveis por sequestrá-la? Lauren convence sua família a fazer uma viagem para o outro lado do Atlântico e, lá chegando, foge a fim de tentar descobrir a verdade. Mas as circunstâncias de seu desaparecimento são sombrias, e os sequestradores de Lauren ainda estão à solta — e dispostos a qualquer coisa para mantê-la calada.”

Lauren tem 14 anos e uma vida bem comum, até o dia em que uma redação de escola faz com que ela acabe no site de crianças desaparecidas, roubadas de suas famílias. Uma das crianças se parece muito com ela, e a idade também bate. Quando pergunta sobre seu passado aos seus pais, ela percebe que eles não ficam confortáveis com o assunto e preferem não responder suas perguntas. Lauren então decide descobrir quem ela realmente é, se foi ou não roubada quando bebê. Após convencer sua família, Lauren parte com eles para uma viagem aos EUA, a fim de descobrir a verdade. No entanto, ela não imaginava a quantidade de problemas e perigos que iria enfrentar.

A história tinha tudo para ser um thriller eletrizante, cheio de reviravoltas e suspense, mas infelizmente não foi. A narrativa de Sophie Mckenzie é ótima, a leitura transcorre rapidamente de forma bem leve, o problema é que as situações são bem absurdas e fantasiosas. Lauren tem apenas 14 anos, mas se livra das situações mais perigosas possíveis com a maior facilidade, como se ela fosse imbatível.

Por falar em Lauren, preciso dizer o quanto não gostei da personagem, não consegui me identificar e nem torcer por ela. No inicio, quando ela vê o site de crianças desaparecidas, eu fiquei empolgada, me lembrou o filme “Sem Saída”, que tem uma premissa bem parecida. Mas Lauren é muito mimada e egoísta, ela toma as piores decisões e não pensa em mais ninguém! Ela arrasta seu melhor amigo, Jam, para o meio de um furação, mas parece não valorizar tanto assim a fidelidade dele (que é um personagem bem fofo).

A facilidade com que Lauren e Jam se livram dos perigosos chega a ser banal. A autora cria um super clímax, a ação está no pico, mas ai tudo se resolve e pronto, sem dificuldade. Lembrando que são adolescentes de 14 e 15 anos, em um outro país. Jam é quem “salva” a trama, ele se mostra muito mais consciente e centrado, claro que ele tem atitudes equivalentes à sua idade, mas nada comparado à Lauren. Existe um pouco de romance também, que dá uma leveza à história.

O problema do sequestro de crianças é bem real e, ainda que superficialmente, conseguimos ver o quanto as famílias são destruídas quando esse tipo de coisa acontece. De forma geral, o livro não me convenceu, mas ainda assim acho que toda a leitura é válida. Vi algumas resenhas positivas, então pode ser que vocês gostem muito mais do que eu. Me contem se isso acontecer. 🙂



10
jan 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

Autor: Milton Hatoum

Editora: Companhia das Letras

Número de Páginas: 266

Avaliação: 5/5

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Sinopse: “Dois Irmãos” é a história de como se constroem as relações de identidade e diferença numa família em crise. É a história de dois irmãos gêmeos – Yaqub e Omar – e suas relações com a mãe, o pai e a irmã. Moram na mesma casa Domingas, empregada da família, e seu filho. Esse menino – o filho da empregada – narra, trinta anos depois, os dramas que testemunhou calado. Buscando a identidade de seu pai entre os homens da casa, ele tenta reconstruir os cacos do passado, ora como testemunha, ora como quem ouviu e guardou, mudo, as histórias dos outros. Do seu canto, ele vê personagens que se entregam ao incesto, à vingança, à paixão desmesurada. O lugar da família se estende ao espaço de Manaus, o porto à margem do rio Negro: a cidade e o rio, metáforas das ruínas e da passagem do tempo, acompanham o andamento do drama familiar. Prêmio Jabuti 2001 de Melhor Romance.

Confesso que não conhecia o livro, mas com a divulgação da minissérie da globo, e a proximidade de sua estreia, corri para ler e foi uma grata surpresa.

A história vai falar sobre a relação de ódio e rivalidade eterna de dois irmãos gêmeos de origem libanesa, Yaqub e Omar. O primeiro, mais tímido, recluso e calado, com um futuro promissor, saiu de casa para morar fora, uma tentativa do pai, Halim, de afastar os gêmeos na esperança de cessarem as brigas.

Omar, gêmeo caçula, rebelde, vivia entre a inércia da ressaca e a euforia da farra noturna. Logo nos primeiros meses de vida, foi acometido por uma grave pneumonia, fazendo com que Zana, sua mãe, o cercasse de um zelo excessivo, uma espécie de mimo doentio, de quem via na frágil saúde do filho, a morte iminente.

Com personagens de perfis psicológicos interessantíssimos, Dois Irmãos revelou-se uma obra singular, repleta de elementos curiosos, além da rica descrição da cultura Manauara, que insere ainda mais o leitor nessa história fascinante.

O relato sobre a vida familiar de Halim e Zana, nos traz a oportuna lição sobre a administração dos conflitos familiares. Impossível não notar as semelhanças da relação desses irmãos com os personagens bíblicos, Caim e Abel e seu ódio indissolúvel, bem como Esaú e Jacó. Percebemos também em Zana um comportamento similar a Rebeca, mãe de Esaú e Jacó, quando releva nítida preferência por um de seus filhos.

“Naquela época, tentei, em vão, escrever outras linhas. Mas as palavras parecem esperar a morte e o esquecimento. Permanecem soterradas, petrificadas, em estado latente, para depois, em lenta combustão, acenderem em nós o desejo de contar passagens que o tempo dissipou. E o tempo, que nos faz esquecer, também é cúmplice delas. Só o tempo transforma nossos sentimentos em palavras mais verdadeiras, disse Halim durante uma conversa, quando usou muito o lenço para enxugar o suor do calor e da raiva ao ver a esposa enredada ao filho caçula.” (Página 244)

Repleta de conflitos e situações bastante conturbadas, a memorável história escrita por Milton Hatoum, é riquíssima na demonstração da natureza humana em suas inquietações e questionamentos. Além, é claro, da busca incessante do filho de Domingas, pela identidade de seu pai, envolvendo de mistério essa obra, já tão rica.

“Alguns dos nossos desejos só se cumprem no outro, os pesadelos pertencem a nós mesmos. (Página 264)

Dois irmãos é um livro profundo e sensível, que agora figura entre os meus livros favoritos da vida, logo, sua leitura é indispensável. Recomendadíssimo, sem dúvida.



14
dez 2016

ARQUIVADO EM: Literatura

servico-secreto-lee-childJack Reacher #6
Autor:
Lee Child
Título original:
Without Fail
Editora: Bertrand Brasil
Número de páginas:
 420
Avaliação: 
5/5
Onde comprar: Amazon |
Americanas | Saraiva | Submarino

Sinopse: Jack Reacher está acostumado a vagar sozinho de uma cidade a outra, sem destino, emprego, endereço ou identidade. Entretanto, ao ser procurado por M. I. Froelich, uma agente do Serviço Secreto, recebe um pedido bastante incomum: “Quero contratá-lo para assassinar o vice-presidente dos Estados Unidos da América”. Mais nova chefe de segurança do vice-presidente eleito, ela quer que Reacher tente encontrar as falhas na defesa de sua equipe, testando sua eficácia contra um potencial ataque. Reacher é a pessoa certa para isso: tem a habilidade e a furtividade de um ex-policial do Exército, além de ser totalmente anônimo. Ela só não fala que, na verdade, a ameaça é real e a vida do vice-presidente de fato corre perigo.

A resenha NÃO contém spoilers dos livros anteriores

Jack Reacher é um ex-militar muito inteligente e experiente, que não tem endereço, carteira de motorista, conta em banco ou qualquer coisa que o prenda em algum lugar. Sua localização é sempre praticamente impossível de ser encontrada, a não ser que ele queira. No entanto, dessa vez alguém consegue localizá-lo, conseguindo imediatamente a sua atenção.

A agente do Serviço Secreto, M. I. Froelich, é além de muito competente, responsável pela segurança do vice-presidente dos EUA. Froelich foi namorada de Joe (o falecido irmão de Reacher) e diz que contatar Reacher foi sugestão de Joe, que garantiu que ele seria a pessoal ideal para o que Froelich precisa. A proposta da agente é que Jack teste a segurança de sua equipe, tentando encontrar as brechas e expondo as possíveis maneiras de matar o vice-presente. Ela alega ser apenas um teste da equipe, mas Reacher sabe que existe muito mais por trás disso, e que provavelmente o perigo é real. 

Jack aceita a missão, e convida sua velha amiga, Frances Neagley para participar. Em poucos dias ele comprova que o presidente poderia ter sido morto três vezes, o que revela que a equipe de Froelich realmente tem uma falha na segurança. Reacher e Neagley então passam a ajudar o governo a se livrar da ameaça real, correndo contra o tempo, antes que seja tarde demais. 

Reacher é um dos melhores personagens já criados, em minha opinião. Sou totalmente fã e a cada livro novo mais empolgada eu fico. Para quem não sabe, existem dois filmes baseados em dois dos seus livros, Jack Reacher – O Último Tiro (do livro One Shot) e Jack Reacher: Sem Retorno (do Never go Back). Os filmes são estrelados por Tom Cruise no papel do Reacher. O que me agrada muito pois sou apaixonada pelo ator (mesmo ele não tendo nada das características físicas descritas no livro). 

Este é um dos meus livros favoritos da série, e não tem ligação nenhuma com os anteriores. Jack está de boa viajando de carona, com um casal de velhinhos simpáticos para em seguida estar investigando uma trama intrincada que pode resultar na morte do vice-presidente. Adrenalina do começo ao fim!

Tudo faz sentido, não existe ponta solta e eu confesso que não desconfiei de nada, até que a revelação chegou. Reacher é claro já sabia de praticamente tudo e matou a charada bem cedo, como de costume. Gosto da maneira ágil com que Lee Child conduz a história, foram 420 páginas que passaram em um piscar de olhos. alguns acontecimentos me deixaram bastante triste, mas faz parte não é mesmo? A sina de Jack é não se firmar em lugar nenhum, sempre seguindo para um próximo lugar no final do livro.

Reacher tem aquele jeitinho sedutor, a la James Bond, e atrai as mulheres com muita facilidade. Mas o que me agrada muito é que ele não as trata como objetos, pelo contrário, é um perfeito cavalheiro e preza pelo bem estar delas. Apesar de serem muitos livros (21 até agora), faço questão de ler todos e fico muito feliz em ver que a Bertrand também tem um carinho especial pela série, e esse ano publicou dois livros!! 

Se você gosta de ação e thrillers de tirar o fôlego, essa série é pra você! Recomendo com toda certeza. 😀

Coleção Jacy Reacher, por Lee Child:

  1. Dinheiro Sujo (Killing Floor)
  2. Destino: Inferno ( Die Trying)
  3. Alerta final (Tripwire)
  4. Caçada às cegas (Running Blind)
  5. Miragem em Chamas (Echo Burning)
  6. Serviço Secreto (Without Fail)
  7. Persuader
  8. The Enemy
  9. O último tiro (One Shot) – Foi lançado aqui primeiro e fora da ordem
  10. The hard Way
  11. Bad Luck and Trouble
  12. Nothing to Lose
  13. Gone Tomorrow
  14. 61 hours
  15. Worth dying
  16. The affair
  17. A wanted man.
  18. Never go back
  19. Personal
  20. Make Me
  21. Night School.






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