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30
jan 2018

ARQUIVADO EM: Literatura

Autora: Dinah Jefferies

Editora: Paralela

Número de Páginas: 432

Avaliação: 5/5 ♥

Onde Comprar:

Sinopse: Em 1925, a jovem Gwendolyn Hooper parte de navio da Escócia para se encontrar com seu marido, Laurence no exótico Ceilão, do outro lado do mundo. Recém-casados e apaixonados, eles são a definição do casal aristocrático perfeito: a bela dama britânica e o proprietário de uma das fazendas de chás mais prósperas do império. Mas ao chegar à mansão na paradisíaca propriedade Hooper, nada é como Gwendolyn imaginava: os funcionários parecem rancorosos e calados, e os vizinhos, traiçoeiros. Seu marido, apesar de afetuoso, demonstra guardar segredos sombrios do passado e recusa-se a conversar sobre certos assuntos. Ao descobrir que está grávida, a jovem sente-se feliz pela primeira vez desde que chegou ao Ceilão. Mas, no dia de dar à luz, algo inesperado se revela. Agora, é ela quem se vê obrigada a manter em sigilo algo terrível, sob o preço de ver sua família desfeita.

Ambientado no Sri Lanka de 1925, o livro vai contar a história de Gwen, uma jovem de 19 anos, recém-casada, que precisa se mudar para o território do Ceilão no intuito de acompanhar o trabalho do marido Laurence, um conhecido produtor de chá da região.

Porém, assim que chega ao novo país, a moça percebe que nada é da maneira que havia imaginado. Intrigada, Gwendolyn passa a observar de modo mais apurado o ambiente em que habita, uma vez que o comportamento singular dos empregados, sempre arredios e de poucas palavras, aliado aos hábitos igualmente suspeitos de seu marido, a levam a crer que algo não se encaixava com deveria.

 

“Ele devia ter suas razões, ela pensou. Mas o que seria capaz de explicar aquela estranha expressão em seu olhar?” (Página 44)

 

Contudo, ao perceber que esta grávida, sua vida muda totalmente, e Gwen passa a dedicar – se por completo a chegada do novo bebê. Quando descobre que dará á luz a gêmeos, seu coração transborda de felicidade, mas, nada a prepararia para o que estava por vir.

Durante o parto, algo surpreendente acontece, obrigando Gwendolyn a tomar uma atitude drástica e inimaginável que a atormentará pelo resto da vida.

 

“Com um mundo inteiro de horrores imaginários rondando sua cabeça e tomando proporções gigantescas, Gwen sentia como se um cabo de aço estivesse espremendo seu peito.” (Página 145)

 

A trama conta ainda com personagens secundários bastante interessantes e imprescindíveis para a construção dessa história incrível, são eles: a Aia Navenna, fiel e honesta, ela se revela muito mais do que uma simples empregada e fará tudo o que puder para ajudar a patroa nas situações mais adversas. O enigmático Savi Ravasinghe, pintor local que nos é apresentado logo no primeiro capítulo e que se revelará uma grande surpresa no decorrer da história. Teremos ainda Fran, que é prima de Gwen, por quem a protagonista tem grande apreço. E por fim, temos Verity, a cunhada mimada de Gwendolyn.

O livro se mostrou uma inesperada e agradável surpresa, jamais imaginei ler algo tão incrível. Entretanto, acredito que o maior e melhor desempenho na trama inteira, tenha sido mesmo da protagonista, Gwen. Afinal, poucos fariam o que ela foi capaz de fazer.

Trata-se de uma personagem brilhante com a garra e a perseverança necessárias para manter a sanidade diante dos fatídicos acontecimentos de sua vida. Maravilhosa!

Primeiro livro da autora publicado no Brasil, O perfume da folha de chá é um romance histórico belíssimo, ambientado no século XX e que me prendeu da primeira a última linha.

Abordando segredos e um sofrimento profundo, Dinah Jefferies apresenta ao leitor uma trama bem estruturada e riquíssima, de forma sensacional. Um livro lindo que aborda de maneira tocante a culpa e o efeito destrutivo que se estabelece na vida das pessoas.

Terminei a leitura repleta de questionamentos e com o coração apertado por tudo o que li e por todas as reviravoltas apresentadas.

“Ninguém nunca dissera que ser mãe significava conviver com um amor tão indescritível que a deixaria sem fôlego, e com um medo tão terrível que abalaria até sua alma. E ninguém nunca avisara sobre a proximidade desses dois sentimentos.” (Página 413)

Recomendo esse livro para os fãs de romance, e para aqueles que apreciam uma boa história. Muito bom!

 



16
jan 2018

ARQUIVADO EM: Literatura

Autora: Kristin Hannah

Editora: Arqueiro

Número de Páginas: 352

Avaliação: 5/5 ♥

Onde Comprar:

Sinopse: Caçula de três irmãs, Angela DeSaria já tinha traçado sua vida desde pequena: escola, faculdade, casamento, maternidade. Porém, depois de anos tentando engravidar, o relacionamento com o marido não resistiu, soterrado pelo peso dos sonhos não realizados. Após o divórcio, Angie volta a morar na sua cidade natal e retorna ao seio da família carinhosa e meio doida. Em West End, onde a vida vai e vem ao sabor das marés, ela conhece a garota que mudará a sua vida para sempre. Lauren Ribido é uma adolescente estudiosa, bem-educada e trabalhadora. Apesar de morar em uma das áreas mais decadentes da cidade com a mãe alcoólatra e negligente, a menina sonha cursar uma boa faculdade e ter um futuro melhor. Desde o primeiro momento, Angie enxerga em Lauren algo especial e, rapidamente, uma forte conexão se forma: uma mulher que deseja um filho, uma menina que anseia pelo amor materno. Porém, nada poderia preparar as duas para a repercussão do relacionamento delas. Numa reviravolta dramática, Angie e Lauren serão testadas de forma extrema e, juntas, embarcarão em uma jornada tocante em busca do verdadeiro significado de família.

O livro gira em torno da vida de duas protagonistas, Angela DeSaria e Lauren Ribido. Duas mulheres diferentes, que terão seus destinos cruzados e descobrirão juntas o verdadeiro significado de família.

Angela, é a filha caçula de uma família de descendência italiana e se vê perdida tendo que recomeçar a vida depois de um divórcio. Angie, como é chamada, volta a sua cidade natal e passa a se dedicar de corpo e alma na administração do restaurante DeSaria, tentando salvar o legado de seu falecido pai.

Do outro lado da cidade, esta Lauren, uma jovem brilhante, estudiosa e com grande potencial, que apesar de viver de forma humilde, nutre a esperança de melhorar de vida através de seus estudos. Lauren é dedicada e possui ótimas notas, o único empecilho na vida da garota, é sua mãe, uma mulher amarga que não reconhece e nem apoia os esforços da filha. Porém, Lauren não se deixa abater pelas adversidades e segue lutando para melhorar de vida, sonhando com o dia em que finalmente irá para a faculdade.

“Lauren não tinha crescido num mundo de faz de conta. Ao contrário da maioria das amigas, passara a infância assistindo a programas de televisão que mostravam tiroteios, prostitutas e mulheres em perigo. A vida real, como a mãe dizia.” (Página 114)

Com esse mote incrível, comecei a leitura de As coisas que fazemos por amor, com a certeza de que Kristin Hannah me apresentaria mais uma maravilhosa história, e foi exatamente o que encontrei ao longo das 352 páginas.

Uma trama real, de sentimentos verdadeiros, com todos os altos e baixos comuns a todas as famílias.

“O amor pode nos ajudar a passar por dificuldades.

Por favor, Deus, pensou, que isso seja verdade.” (Página 187)

Esse livro é uma delícia, um acalento para o coração, uma preciosidade que nos mostra valores familiares importantes e que as coisas que somos capazes de fazer por amor nos levam a patamares inimagináveis.

Com um final sensível e surpreendente, a história de Angie e Lauren nos ensina muito sobre amor e que devemos manter a esperança apesar das dificuldades. Lindo, inesquecível e tocante!

Parece que o livro ganhará uma adaptação para o cinema, e a atriz Abigail Breslin (Pequena Miss Sunshine) esta cotada para o papel de Lauren Ribido. Espero ansiosamente por essa produção e estou super curiosa para saber quem será a interprete de Angie e os demais membros do elenco. Ficarei na torcida para que o filme seja tão lindo e emocionante quanto a história apresentada por Kristin Hannah. Vamos aguardar!



31
out 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

 

Autor: Gillian Flynn

Título Original: Sharp Objects

Editora: Rocco

Número de Páginas: 300

Avaliação: 5/5

Onde Comprar:

Sinopse: A vida da solitária Camille Preaker em Chicago resume-se a escrever matérias para a editora de polícia do jornal Daily Post, beber vodca além da conta e torturar-se pelo passado que deixou para trás na pequena Wind Gap, sua cidade natal. É para lá que seu editor a envia em busca de um furo de reportagem. Naquela comunidade ao sul do Missouri, um serial killer faz de crianças suas vítimas.

Camille Preaker é uma repórter investigativa que se vê sem alternativas ao ser enviada de volta a sua cidade natal por seu chefe em busca de um furo de reportagem. Presa ao passado e aos traumas de infância, ela precisa ter coragem para enfrentar seus medos.

“Eu me corto, sabe? Também retalho, fatio, gravo, espeto…Sou um caso bem especial. Tenho uma razão. A minha pele, sabe, ela grita. É repleta de palavras – cozinhar, bolinho, bichano, cachos – como se uma criança de primeira série manuseando uma faca tivesse aprendido a escrever em minha carna.” (Página 75)

Lembranças de uma adolescência conturbada vem à tona, fazendo com que Camille descubra aos poucos o que a levou a se automutilar durante a vida, ao mesmo tempo em que investiga as misteriosas mortes das adolescentes em Wind Gap.

“Wind Gap é assim. Todos conhecemos os segredos uns dos outros, e todos os usamos.

– Que beleza de lugar… ” (Página 91)

No entanto, nada, absolutamente nada nos prepara para as páginas finais desse tenebroso enredo e seu desfecho sensacional.

Na própria carne é uma história de amor e dor, amor colérico, amor doentio, daqueles que fere, machuca e até mata se preciso for.

“Não me importaria em revelar as histórias de Wind Gap a Richard. Não sentia qualquer fidelidade especial para com a cidade. Foi aqui que minha irmã morreu. foi o lugar onde comecei a me cortar. Uma cidade tão sufocante e pequena que todos os dias você esbarra com alguém que detesta. Gente que sabe coisas a seu respeito. É o tipo de lugar que deixa marcas.” (Página 93)

Com personagens intrigantes e surpreendentes, a autora está de parabéns por presentear seus leitores com essa obra incrível.

“Ás vezes, se você deixa uma pessoa fazer uma coisa com você, na verdade é você que esta fazendo com a pessoa.” (Página 298)

Relançado em 2015 com o título de Objetos Cortantes, este é o romance de estreia da magnífica Gillian Flynn.



23
jul 2017

ARQUIVADO EM: Literatura Vídeos

Autor: Charles Martin
Título original: 
The Mountain Between Us
Editora: 
 Arqueiro
Número de páginas:
 304
Avaliação: 
4/5
Onde comprar: Amazon | 
Americanas | Saraiva | Submarino

Sinopse: O Dr. Ben Payne acordou na neve. Flocos sobre os cílios. Vento cortante na pele. Dor aguda nas costelas toda vez que respirava fundo. Teve flashes do que havia acontecido. Luzes piscavam no painel do avião. Ele estava conversando com o piloto. O piloto. Ataque cardíaco, sem dúvida. 

Mas havia uma mulher também – Ashley, ele se lembra. Encontrou-a. Ombro deslocado. Perna quebrada. Agora eles estão sozinhos, isolados a quase 3.500 metros de altitude, numa extensa área de floresta coberta por quilômetros de neve. Como sair dali e, ainda mais complicado, como tirar Ashley daquele lugar sem agravar seu estado? À medida que os dias passam, porém, vai ficando claro que, se Ben cuida das feridas físicas de Ashley, é ela quem revigora o coração dele. Cada vez mais um se torna o grande apoio e a maior motivação do outro. E, se há dúvidas de que possam sobreviver, uma certeza eles têm: nada jamais será igual em suas vidas.

Depois Daquela Montanha foi adaptado para os cinemas, com lançamento no segundo semestre de 2017. Os personagens principais são interpretados pela maravilhosa Kate Winslet e pelo incrível Idris Alba. 🙂

Agora, corre pra participar desse sorteio! A única regra obrigatória é seguir os dois canais, o meu e o da Ju Oliveira. Boa sorte!;)

a Rafflecopter giveaway



18
jul 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

Myron Bolitar #7
Autor: Harlan Coben
Título original: 
Darkest fear
Editora: 
 Arqueiro
Número de páginas:
 272
Avaliação: 
5/5
Onde comprar: Amazon | 
Americanas | SaraivaSubmarino

Sinopse: Na época da faculdade, Myron Bolitar teve seu primeiro relacionamento sério, que terminou de forma dolorosa quando sua namorada o trocou por seu maior adversário do basquete. Por isso, a última pessoa no mundo que Myron deseja rever é Emily Downing. Assim, ele tem uma grande surpresa quando, anos depois, ela aparece suplicando ajuda. Seu filho de 13 anos, Jeremy, está morrendo e precisa de um transplante de medula óssea — de um doador que sumiu sem deixar vestígios. E a revelação seguinte é ainda mais impactante: Myron é o pai do garoto. Aturdido com a notícia, Myron da início a uma busca pelo doador. Encontrá-lo, contudo, significa desvendar um mistério sombrio que envolve uma família inescrupulosa, uma série de sequestros e um jornalista em desgraça. Nesse jogo de verdades dolorosas, Myron terá que descobrir uma forma de não perder o filho com quem sequer teve a chance de conviver.

A vida de Myron é sempre uma aventura, ele é um adulto que às vezes parece não ter crescido. Sua vida amorosa se resume a duas mulheres: Jessica, com quem ele termina e volta diversas vezes no decorrer da série, e Emily Downing, da época da escola. Emily partiu o coração de Myron trocando-o por Greg Downing, seu rival no basquete e também o cara que destruiu sua carreira (ele descobre isso no livro Sem deixar rastros), então Myron não está nem um pouco a fim de ajudar a ex-namorada, nem mesmo quando ela conta que seu filho, Jeremy, está morrendo pois precisa de um transplante e o único doador compatível simplesmente sumiu. Não é da conta de Myron… isso até Emily contar que na verdade Jeremy é filho dele.

Eu quis matar a Emily durante o livro todo, sério. Não consigo acreditar que ela possa ter feito isso. Myron fica chocado com a revelação (e quem não ficaria, não é mesmo?), e decide ajudar o garoto, mesmo sem ter certeza absoluta se ele é seu ou não. Ele parte então na busca frenética pelo doador, e como o sistema de doadores é altamente sigiloso, não será uma busca nada fácil, mas ele conta com a ajuda dos melhores amigos do mundo: Win e Esperança.

Os personagens secundários brilham muito, Esperanza, Win, os pais de Myron e  Jeremy tem participações especiais. Gostei muito da maneira como Win se comportou nesse livro, menos maluco e mais centrado, dando suporte nas horas necessárias. A trama é uma loucura só, nunca vi tantas coisas “aleatórias” fazerem tanto sentido no final, confesso que não consegui adivinhar nada nessa leitura, fui surpreendida por tudo. O medo mais profundo é repleto de aventura, suspense e reviravoltas, itens básicos nos livros do mestre Harlan Coben.

Coben é meu autor favorito, vocês já estão cansados de saber disso. Fico sempre impressionada com o quanto ele consegue me manter fissurada na leitura, sem conseguir pensar em mais nada até a última página. Já li o livro seguinte – A promessa – e a resenha sai na semana que vem. Os últimos livros – Quando ela se foi e Alta tensão  – já haviam sido lançados anteriormente, então eu também já os li, mas como comecei por eles (sim, comecei pelo final pois a Arqueiro lançou os últimos primeiro hahaha), pretendo relê-los. Sendo assim, por já ter lido a série todinha, faço questão de recomendá-la MUITO. Vocês precisam conhecer esse personagem sensacional, e mergulhar no mundo criado por Harlan Coben. Depois voltem aqui e me contem como foi! 😀 😀 😀

Ordem dos livros com o personagem Myron Bolitar:

1) Quebra de Confiança (Deal breaker)
2) Jogada mortal (Drop shot) 
3) Sem deixar rastros (Fade away)
4) O preço da vitória (Back spin)
5) Um passo em falso (One false move)
6) Detalhe Final (The final detail)
7) O medo mais profundo (Darkest fear)
8) A promessa (Promise me)
9) Quando ela se foi (Long lost)
10) Alta tensão (Live wire)



27
jun 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

Autora: Nicola Yoon

Título Original: Everything, Everything

Editora: Arqueiro

Número de Páginas: 280

Avaliação: 4/5

Onde Comprar: Amazon | Americanas | Saraiva | Submarino

Sinopse: Tudo envolve riscos. Não fazer nada também é arriscado. A decisão é sua. A doença que eu tenho é rara e famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Não saio de casa. Não saí uma vez sequer em 17 anos. As únicas pessoas que eu vejo são minha mãe e minha enfermeira, Carla. Então, um dia, um caminhão de mudança para na frente da casa ao lado. Eu olho pela janela e o vejo. Ele é alto, magro e está todo de preto: blusa, calça jeans, tênis e um gorro que cobre o cabelo. Ele percebe que eu estou olhando e me encara. Seu nome é Olly. Talvez não seja possível prever tudo, mas algumas coisas, sim. Por exemplo, vou me apaixonar por Olly. Isso é certo. E é quase certo que isso vai provocar uma catástrofe.

O livro conta a história de Maddie, uma jovem que possui uma doença rara, um tipo de “alergia do mundo” que deixa seu organismo fragilizado e por essa razão, ela nunca saiu de casa. A moça, que já estava de certa forma conformada com as limitações de sua vida nesses 18 anos de reclusão, se vê confusa com a chegada de Olly, o novo vizinho, e a faz se questionar se a vida que ela conheceu até aquele momento, é suficiente.

“E então eu o vejo. Ele é alto, magro e está todo de preto: blusa, calça jeans, tênis e um gorro que cobre o cabelo. Sua pele é branca, mas levemente bronzeada, e suas feições são angulosas. Ele pula da traseira do caminhão e atravessa a rua. Dá a impressão de que a gravidade o afeta de um jeito diferente. Ele para, inclina a cabeça e olha para a casa nova como se estivesse diante de um quebra-cabeça.” (Página 26)

Em princípio, Maddie, que vive reclusa em sua casa na companhia apenas de sua mãe que também é sua médica, e da generosa enfermeira Carla, que a conhece desde criança. Fica curiosa a respeito daquele jovem tão livre que acaba de chegar. O mesmo acontece com ele, que se vê encantado pela misteriosa vizinha que o observa pela janela todos os dias.

“Pela primeira vez em muito tempo, desejo mais do que aquilo que tenho.” (Página 75)

O romance de Olly e Maddie se desenvolve de forma lenta e gradativa, bem agradável para quem lê, pois assim podemos acompanhar todo o desenrolar desse amor impossível.

“E é esse desejo que me puxa de volta à Terra com toda a força. O desejo me dá medo. É como uma erva daninha que se espalha devagar e mal percebemos. Quando nos damos conta, ela já cobriu as paredes e tapou as janelas. (Página 76)

A história é cativante e encantadora, e mesmo abordando um tema tão pesado quanto uma doença respiratória rara, não cansa nem entristece quem lê. Pelo contrário, a autora conduz com muita delicadeza as nuances dessa trama, fazendo com que o leitor descubra as limitações de Maddie e se deixe guiar por suas descobertas.

“- É sempre assim? – pergunto, ainda sem fôlego.

– Não – responde ele. – Nunca é assim.

Percebo o encantamento em sua voz.

E assim, do nada, tudo muda. (Página 118)

Olly é um fofo e foi de suma importância nessa transição, afinal, foi por causa dele e de seu amor, que Maddie começou a questionar sua vida, a perceber que não conhecia nada de fato e que os desafios de viver envolvem muito mais do que ela poderia imaginar.

“Antes de conhecê-lo, eu era feliz. Mas agora estou viva, e as duas coisas são bem diferentes.” (Página 160)

Porém, nem tudo foi perfeito nesse livro, um determinado fato no final me incomodou profundamente. Fato esse, que não mencionarei aqui para não correr o risco de dar spoiler. Mas, achei completamente fora de contexto e desnecessário, esperava uma solução melhor, tendo em vista a história tão linda e bem amarrada que Nicola Yoon escreveu. Enfim…

Com uma narrativa leve e fluida, Tudo e todas as coisas é um livro lindinho e cheio de clichês, mas super válido para aqueles que estão a procura de mais amor e doçura em suas vidas.

“A matemática de Olly diz que é impossível prever o futuro. Acontece que também é impossível prever o passado. O tempo flui nas duas direções – para frente e para trás -, e o que acontece aqui e agora altera tanto um quanto outro.” (Página 227)



9
maio 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

O-Par-PerfeitoA Pousada #3
Autor:
Nora Roberts
Título original:
 The Perfect Hope
Editora: Arqueiro
Número de páginas:
 309
Avaliação: 
5/5
Onde comprar: Amazon |
Americanas | Submarino

Mesmo sendo conhecido como o mais durão dos irmãos, Ryder Montgomery deixa as mulheres aos seus pés quando coloca seu cinto de ferramentas. Nenhuma delas é imune a seu jeito sexy quando está no trabalho. Sem contar, é claro, Hope Beaumont, a gerente da Pousada BoonsBoro. Ex-funcionária de um luxuoso hotel em Washington, Hope está acostumada à agitação e ao glamour, porém isso não significa que ela não aprecie os prazeres da cidade pequena. Sua vida está exatamente como ela deseja – exceto pela questão amorosa. Sua única interação com alguém do sexo oposto são as frequentes discussões com Ryder, que sempre lhe dá nos nervos. Ainda assim, qualquer um vê que há uma química inegável entre os dois. Enquanto o dia a dia na pousada transcorre sem problemas graças aos instintos infalíveis de Hope, algumas pessoas de seu passado estão prestes a lhe fazer uma indesejável – e humilhante – visita. Mas, em vez de se afastar ao descobrir que Hope tem seus defeitos, Ryder só fica mais interessado por ela. Será que pessoas tão diferentes podem formar um par perfeito? No livro que encerra a trilogia A Pousada, Nora Roberts apresenta Ryder Montgomery, que, ao tentar driblar o amor refugiando-se no trabalho, acabou sendo surpreendido pelo sentimento mais nobre e profundo que já teve.

Tenho um carinho imenso por essa trilogia, encantei-me logo no primeiro livro, e todos os outros mantiveram o padrão, inclusive, esse último é o meu preferido. Neste volume temos como protagonistas Ryder Montgomery e Hope Beaumont. 🙂

Hope é a gerente da Pousada, uma mulher forte que teve uma péssima experiência em um relacionamento anterior. Ela é metódica e muito dedicada ao seu trabalho, mas não está sabendo lidar com seus sentimentos por Ryder, o filho da dona da Pousada, e responsável pela restauração da mesma. Ryder é o mais velho dos três irmãos, conhecido por seu jeito durão e conquistador, ele nunca demonstrou o menor interesse em encontrar alguém e sossegar, até conhecer Hope. De início, os dois tentam negar a atração existente, mas ela é mais forte do que eles.

“Nenhum homem fez o que você me fez. Faz. Eu sempre achei que houvesse algo errado comigo, porque eu não conseguia o suficiente. Mas a única coisa errada era que nenhum deles era você.” 

Desde o primeiro livro, eu já estava muito ansiosa para conferir a história de Ryder e Hope. Todos os personagens são maravilhosos, mas a personalidade desse casal em especial, tinha tudo para ser explosiva. Sou muito fã dos livros da Nora Roberts, e amo quando cada livro conta a história de um personagem, mas todos eles estão presentes em uma mesma família.

A questão sobrenatural da trilogia foi resolvida de maneira muito doce, singela e satisfatória. A fantasma existente na obra se tornou um dos protagonistas, meu carinho por ela já era imenso. Tudo tinha uma razão, um motivo de existir.

A narrativa mantém o foco em terceira pessoa, intercalando o ponto de vista dos personagens. O romance vai se desenrolando de forma muito natural, o que me agradou bastante. Ryder não muda de personalidade, ele mantem seu jeitão rustico, mas isso não quer dizer que não seja romântico e doce com Hope. Ele foi o meu personagem preferido da trilogia. 🙂

O Par Perfeito é cheio de romance, mas não apenas isso. A cumplicidade, o amor fraterno e a necessidade de ajudar aqueles que amamos são partes essenciais. Recomendo com toda a certeza, mas uma trilogia que ganha um lugar especial na minha estante. <3 😉



26
abr 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

quem eraAutor: JP Delaney
Título original:
The Girl Before
Editora:
 Intrínseca
Número de páginas:
 336
Avaliação: 
4,5/5
Onde comprar: Amazon |
Americanas | Submarino

Sinopse: É preciso responder a uma série de perguntas, passar por um criterioso processo de seleção e se comprometer a seguir inúmeras regras para morar no nº 1 da Folgate Street, uma casa linda e minimalista, obra-prima da arquitetura em Londres. Mas há um preço a se pagar para viver no lugar perfeito. Mesmo em condições tão peculiares, a casa atrai inúmeros interessados, entre eles Jane, uma mulher que, depois de uma terrível perda, busca um ponto de recomeço.
Jane é incapaz de resistir aos encantos da casa, há muitos segredos por trás daquelas paredes claras e imaculadas. Com tantas regras a cumprir, tantos fatos estranhos acontecendo ao seu redor e uma sensação constante de estar sendo observada, o que parecia um ambiente tranquilo na verdade se mostra ameaçador.
Enquanto tenta descobrir quem era aquela mulher que habitou o mesmo espaço que o seu, Jane vê sua vida se entrelaçar à da outra garota e sente que precisa se apressar para descobrir a verdade ou corre o risco de ter o mesmo destino. Com um suspense de tirar o fôlego e um clima de tensão do início ao fim, JP Delaney constrói um thriller brilhante repleto de reviravoltas até a última página. Uma história de duplicidade, morte e mentiras.

Oi gente! A resenha de hoje é de um livro ótimo, um thriller intrigante que nos deixa com diversas dúvidas. A narrativa é dividida em dois tempo: o passado, com Emma, e o presente, com Jane. As narrativas vão encaminhando, até o momento onde elas praticamente se fundem. O ponto de ligação entre as duas personagens é a casa da Folgate Street, nº1. Uma casa de arquitetura minimalista, e que contém uma lista imensa de exigências para ser alugada.

Se você se interessou, corre para conferir a resenha em vídeo, quanto mais vocês curtirem, mais fácil é para eu conseguir um sorteio. 🙂 😉



18
abr 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

 Autor: Willian P. Young

Título Original: The Shack

Editora: Arqueiro

Número de Páginas: 240

Avaliação: 5/5 ♥

 

Sinopse: Durante uma viagem de fim de semana, a filha mais nova de Mack Allen Phillips é raptada e evidências de que ela foi brutalmente assassinada são encontradas numa velha cabana.

Após quatro anos vivendo numa tristeza profunda causada pela culpa e pela saudade da menina, Mack recebe um estranho bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o a voltar à cabana onde aconteceu a tragédia.

Apesar de desconfiado, ele vai ao local numa tarde de inverno e adentra  passo a passo o cenário de seu mais terrível pesadelo. Mas o que ele encontra lá muda seu destino para sempre.

Em um mundo cruel e injusto, A Cabana levanta um questionamento atemporal: se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar o nosso sofrimento?

As respostas que Mack encontra vão surpreender você e podem transformar sua vida de maneira tão profunda como aconteceu com ele. Você vai querer partilhar este livro com todas as pessoas que ama.

 

Com a proximidade da estreia do filme, resolvi reler esse livro que me emocionou de uma forma tão especial e relembrar essa história tão tocante.

Comecei essa releitura em um momento complicado em que eu estava descrente do ser humano e minha fé andava meio abalada.

Então, eu sentia que precisava encontrar alguma coisa em que acreditar novamente, foi aí que voltei à cabana e à vida de Mack e de sua filha mais nova.

A Cabana vai narrar a história de Mack Allen Phillips, um pai que teve sua filha caçula sequestrada e brutalmente assassinada numa velha cabana.

Quatro anos depois desse terrível acontecimento, Mack recebe um estranho bilhete, o convidando a voltar para cena do crime, e o bilhete endereçado a ele, tinha como remetente, Deus.

Incrédulo e pessimista, em decorrência dos últimos acontecimentos de sua vida, Mack, não leva a sério o referido bilhete.

“ Mackenzie

Já faz um tempo. Senti sua falta.

Estarei na cabana no fim de semana que vem, se você quiser me encontrar.

                                                   Papai” (Página 19)

Porém, mesmo sem acreditar no que estava lendo, Mack resolveu enfrentar seus piores pesadelos e voltar para o local que o remetia a maior tristeza de sua vida, mudando completamente suas concepções e crenças.

A Cabana, é um livro que deve ser lido como uma prece. É uma história sobre amor e perdão, que nos ensina a acreditar que nada nessa vida é em vão, e que nossas ações, mesmo que pareçam uma gota d’água no oceano, são de grande importância para Deus.

Sou suspeita para falar desse livro, pois amo demais essa história e acredito que todos deveriam conhecer e assim como eu, se deixar arrebatar pelas lindas palavras ali contidas. Leiam, apenas.

“Todas as vezes que você perdoa, o universo muda; cada vez que estende a mão e toca um coração ou uma vida, o mundo se transforma; a cada gentileza e serviço, visto ou não visto, meus propósitos são realizados e nada jamais será igual.” (Página 219)

 



21
mar 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

Apegados.indd Autora: Sarah Jio

Título Original: The Violets of March

Editora: Novo Conceito

Número de Páginas: 304

Avaliação: 5/5

Onde Comprar:

 

Sinopse: Emily Taylor é uma mulher jovem e escritora de sucesso, mas não gosta muito de seu próprio livro. Também tem um casamento que parece ideal, no entanto ele acabará em divórcio. Sentindo que sua vida perdeu o propósito, Emily decide fazer as malas e passar um tempo em Bainbridge – a ilha onde morou quando menina – para tentar se reorganizar. Enquanto busca esquecer o ex-marido e, ao mesmo tempo, arrumar material para um novo – e mais verdadeiro – livro, um antigo colega de escola e o namorado proibido da adolescência tornam-se seus companheiros frequentes. Entretanto, o melhor parceiro de Emily será um diário da década de 1940, encontrado no fundo de uma gaveta. Com o diário em mãos, Emily sentirá o estranhamento e a comoção causados pela leitura de uma biografia misteriosa que envolve antigos habitantes da ilha e que tem muito a ver com sua própria história. Assim como as violetas que desabrocham fora de estação para mostrar que tudo é possível, a vida de Emily Taylor poderá tomar um rumo improvável e cheio de possibilidades. As Violetas de Março é um romance sobre a força do amor, sobre as peças que o destino prega e sobre como podemos ser felizes mesmo quando tudo parece conspirar contra a felicidade.

Com um trecho da delicada canção de Tom Jobim, As Águas de Março, a autora nos conduz à história de Emily, uma escritora renomada que após ter o coração partido pelo marido, resolve seguir rumo a Baindridge, uma pequena cidade localizada no estado de Washington, a pedido de sua tia Bee, buscando resgatar sua inspiração e um novo sentido para sua vida.

“Bee acredita que o estuário de Puget tinha imenso poder de cura. E eu sabia que, quando lá chegasse, ele me encorajaria a tirar os sapatos e a ir vadear, mesmo se fosse uma hora da manhã” (Página 24)

Chegando lá, Emily reencontra amores do passado e pessoas que fizeram parte de sua vida durante a infância. Contudo, o surgimento misterioso de um caderno de veludo vermelho em seu quarto, é o enigma que a intriga no momento, fazendo com que a célebre escritora comece uma minuciosa investigação sobre aqueles personagens da década de 1940, mesmo que as palavras contidas no velho diário não fizessem sentido algum para ela.

“Porque uma história de 1940, de alguém sobre quem eu nada sabia, teria qualquer relevância para minha vida? Como seria possível? Nada daquilo fazia sentido, mas em algum lugar em meu coração eu estava começando a sentir que talvez fizesse.” (Página 200)

Nessa empreitada, Emily descobrirá segredos do passado que mudarão completamente sua vida. Conhecerá a si mesma e entenderá que o verdadeiro amor esta traçado e que o destino é seu maior aliado.

“Deixo-lhe um pensamento, um pensamento sobre o amor que me levou a passar por muitos fracassos: o grande amor perdura ao tempo, à magoa e a distância. E mesmo quando tudo parece perdido, o verdadeiro amor vive. Sei disso agora, e espero que você também.” (Página 276)

Finalizo esta resenha completamente encantada com Sarah Jio, por nos apresentar sua primeira história de maneira tão comovente e arrebatadora. As Violetas de Março, é sem dúvida, um livro inesquecível, cativante e encantador.

Se você esta a procura de um romance em que o destino é quem dita as regras e almas gêmeas se reconhecem. Esse livro é para você!

 






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