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4
jul 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

Título Original: Kurt Seyit ve Sura

Título no Brasil: Kurt Seyit ve Sura

Criadora: Nermin Beznem

Gênero: Drama, Romance

Ano de Lançamento: 2014

 

Sinopse: Kurt Seyit é um tenente mulherengo bonito, filho mais velho de um rico proprietário de terras da Criméia Turca. Seyit participa de um baile em São Petersburgo e faz uma aposta com seus amigos: Beijará a primeira menina que entrar na sala. Sura é a filha caçula de uma família nobre russa e vêm antes da alta sociedade no baile. Quando Sura entra no salão de baile, eles se apaixonam à primeira vista e logo começam um caso cheio de obstáculos. O pai de Seyit , Mirza Eminof, quer que o seu filho case com uma mulher turca muçulmana para garantir a prole. Por outro lado , a família de Sura quer que ela se case com homem rico e nobre da Rússia.
O amor de ambos é testado pela guerra, mas também comprometido devido às intrigas de Petro Borinsky e Baronesa Lola.

Hoje eu venho indicar para vocês, um romance muito bonito chamado Kurt Seyit ve Sura. Baseada em fatos reais, essa belíssima série de origem turca, irá narrar a história de amor entre o elegante oficial turco Kurt Seyit, e a bela russa Sura. Que se vêem perdidamente apaixonados desde que se encontram pela primeira vez em um baile em São Petersburgo.

Sura, batizada Alexandra Verjenskaya, é uma jovem tímida e recatada, que logo em seu primeiro grande evento social, é arrebatada pelos belos olhos do tenente Kurt Seyit Eminof. Igualmente encantado pela bela jovem, Seyit fará de tudo para conquistá-la.

 

Com um cenário histórico pautado na 1° guerra mundial e nas tensões políticas da época, a trama é repleta de ação e cenas de tirar o fôlego, e também conta com vilões dignos dos melhores folhetins. Petro Borinsky e a Baronesa Lola, serão obstáculos quase intransponíveis, que testarão ao máximo os limites do casal apaixonado.

A série foi baseada nos livros da autora Nermin Bezmen, neta de Kurt Seyit, e a editora Pedra Azul promete publicá-los em breve aqui no Brasil. Tomara!

Facilmente encontrada no atual catálogo do Netflix, a história de amor de Seyit e Sura é de uma pureza sem igual. Com uma trama cativante e cenas belíssimas, essa série é perfeita para quem gosta de enredos com contexto histórico. Se você é um romântico que adora histórias carregadas de ação, drama e muito amor, essa série é mais do que recomendada!



27
jun 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

Autora: Nicola Yoon

Título Original: Everything, Everything

Editora: Arqueiro

Número de Páginas: 280

Avaliação: 4/5

Onde Comprar: Amazon | Americanas | Saraiva | Submarino

Sinopse: Tudo envolve riscos. Não fazer nada também é arriscado. A decisão é sua. A doença que eu tenho é rara e famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Não saio de casa. Não saí uma vez sequer em 17 anos. As únicas pessoas que eu vejo são minha mãe e minha enfermeira, Carla. Então, um dia, um caminhão de mudança para na frente da casa ao lado. Eu olho pela janela e o vejo. Ele é alto, magro e está todo de preto: blusa, calça jeans, tênis e um gorro que cobre o cabelo. Ele percebe que eu estou olhando e me encara. Seu nome é Olly. Talvez não seja possível prever tudo, mas algumas coisas, sim. Por exemplo, vou me apaixonar por Olly. Isso é certo. E é quase certo que isso vai provocar uma catástrofe.

O livro conta a história de Maddie, uma jovem que possui uma doença rara, um tipo de “alergia do mundo” que deixa seu organismo fragilizado e por essa razão, ela nunca saiu de casa. A moça, que já estava de certa forma conformada com as limitações de sua vida nesses 18 anos de reclusão, se vê confusa com a chegada de Olly, o novo vizinho, e a faz se questionar se a vida que ela conheceu até aquele momento, é suficiente.

“E então eu o vejo. Ele é alto, magro e está todo de preto: blusa, calça jeans, tênis e um gorro que cobre o cabelo. Sua pele é branca, mas levemente bronzeada, e suas feições são angulosas. Ele pula da traseira do caminhão e atravessa a rua. Dá a impressão de que a gravidade o afeta de um jeito diferente. Ele para, inclina a cabeça e olha para a casa nova como se estivesse diante de um quebra-cabeça.” (Página 26)

Em princípio, Maddie, que vive reclusa em sua casa na companhia apenas de sua mãe que também é sua médica, e da generosa enfermeira Carla, que a conhece desde criança. Fica curiosa a respeito daquele jovem tão livre que acaba de chegar. O mesmo acontece com ele, que se vê encantado pela misteriosa vizinha que o observa pela janela todos os dias.

“Pela primeira vez em muito tempo, desejo mais do que aquilo que tenho.” (Página 75)

O romance de Olly e Maddie se desenvolve de forma lenta e gradativa, bem agradável para quem lê, pois assim podemos acompanhar todo o desenrolar desse amor impossível.

“E é esse desejo que me puxa de volta à Terra com toda a força. O desejo me dá medo. É como uma erva daninha que se espalha devagar e mal percebemos. Quando nos damos conta, ela já cobriu as paredes e tapou as janelas. (Página 76)

A história é cativante e encantadora, e mesmo abordando um tema tão pesado quanto uma doença respiratória rara, não cansa nem entristece quem lê. Pelo contrário, a autora conduz com muita delicadeza as nuances dessa trama, fazendo com que o leitor descubra as limitações de Maddie e se deixe guiar por suas descobertas.

“- É sempre assim? – pergunto, ainda sem fôlego.

– Não – responde ele. – Nunca é assim.

Percebo o encantamento em sua voz.

E assim, do nada, tudo muda. (Página 118)

Olly é um fofo e foi de suma importância nessa transição, afinal, foi por causa dele e de seu amor, que Maddie começou a questionar sua vida, a perceber que não conhecia nada de fato e que os desafios de viver envolvem muito mais do que ela poderia imaginar.

“Antes de conhecê-lo, eu era feliz. Mas agora estou viva, e as duas coisas são bem diferentes.” (Página 160)

Porém, nem tudo foi perfeito nesse livro, um determinado fato no final me incomodou profundamente. Fato esse, que não mencionarei aqui para não correr o risco de dar spoiler. Mas, achei completamente fora de contexto e desnecessário, esperava uma solução melhor, tendo em vista a história tão linda e bem amarrada que Nicola Yoon escreveu. Enfim…

Com uma narrativa leve e fluida, Tudo e todas as coisas é um livro lindinho e cheio de clichês, mas super válido para aqueles que estão a procura de mais amor e doçura em suas vidas.

“A matemática de Olly diz que é impossível prever o futuro. Acontece que também é impossível prever o passado. O tempo flui nas duas direções – para frente e para trás -, e o que acontece aqui e agora altera tanto um quanto outro.” (Página 227)



6
jun 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

Título Original: One Tree Hill

Título no Brasil: Lances da Vida

Criador: Mark Schwahn

Gênero: Drama

Ano de Lançamento: 2003

 

   Sinopse: Nathan e Lucas são dois irmãos que só tem em comum o pai, Dan Scott, e o dom para jogar basquete. Nathan foi criado como o “queridinho” do papai e sempre teve de tudo, ele é ídolo do time de basquete e o garoto mais popular da escola, enquanto o solitário Lucas foi criado por sua mãe, Karen e pelo tio paterno Keith, com muita  dificuldade  e,  apesar  de  ser  um excelente jogador de basquete, só joga por diversão. O destino faz com que as vidas dos dois se cruzem e Lucas tem a chance de jogar novamente no time do colégio, o que provoca a raiva de Nathan e do seu pai que não quer que nada ou ninguém venham atrapalhar a trajetória profissional que ele sonhou para si no passado e agora traçou para seu filho. A disputa entre os garotos não vai ser apenas pelo controle de quadra de basquete, mas também pelo amor de Peyton, uma líder de torcida e atual namorada de Nathan.

Comecei a assistir a série em 2016, quatro anos depois de seu término. E quanto tempo eu perdi, minha gente! Em que dimensão eu estava, que não conheci One Tree Hill antes? Em princípio, eu achava tratar-se de uma série adolescente com típicos problemas adolescentes no colégio, mas que engano meu, pois de típicos, os problemas deles não tem nada!

Repleta de citações narradas por Lucas Scott e uma ótima trilha sonora, One Tree Hill é uma série jovem, sim, mas com problemas bem adultos. Claro, sempre existe um drama ou outro que realmente seja adolescente, mas no geral, é uma série com temas bem sérios, por isso não me admira o sucesso que a fez ficar no ar durante 9 temporadas.

“Você já olhou para uma foto sua e viu um estranho no fundo? Te fez perguntar quantos estranhos tem uma foto sua? Quantos momentos da vida dos outros nós fizemos parte? Ou se fomos parte da vida de alguém, quando os sonhos dessa pessoa se tornaram realidade. Ou se estivermos lá, quando os sonhos delas morreram.

Nós continuamos a tentar nos aproximar? Como se fôssemos destinados a estar lá. Ou fomos pegos de surpresa?

Pense, podemos seu uma grande parte da vida de alguém e nem saber.”

 

One Tree Hill é uma série que nos faz repletir sobre a vida e talvez por esse motivo, o título escolhido aqui no Brasil tenha sido Lances da Vida. Temas como amor, família, solidão e amizade também são exaustivamente abordados, o que fez a trama ser ainda mais especial.

Ao mostrar os erros e acertos de cada um, One Tree Hill humaniza os personagens e nos aproxima ainda mais de suas vidas, como se o telespectador realmente os conhecesse, ou conhecesse alguém que já viveu aqueles dilemas. As transformações, mudanças de temperamento e seus conflitos internos dão o tom da trama, tornando aqueles adolescentes pessoas comuns, que precisam de ajuda para crescer, assim como todos nós.

São tantas lições aprendidas e passadas que fica difícil dizer qual o melhor momento da série.

Gostei de vários personagens, mas o meu preferido é sem dúvida alguma o Nathan Scott, por tudo o que ele representa, por toda a sua trajetória e principalmente por todo o seu amadurecimento. Claro, todos os personagens sofreram mudanças bastante significativas durante toda a série, mas o Nathan, foi o que mais me surpreendeu.

Com um desfecho emocionante e nostálgico, One Tree Hill consegue derreter até o mais gelado dos corações. Finalizo esta resenha completamente apaixonada por essa história e seus personagens, Lucas, Payton, Nathan, Hayley e Brooke ficarão para sempre guardados em minha memória. Suas vidas e suas histórias me tocaram profundamente, me encheram de esperança e amor, e o mais importante, me fizeram acreditar que tudo é possível. Amei, amei, amei…recomendo demais!

“Faça um pedido e guarde no seu coração.

Qualquer coisa que você quiser. Tudo o que quiser. Fez? Ótimo!

Agora acredite que pode se tornar realidade.”

 



22
maio 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

 Título Original: The Other Side of Heaven

Título no Brasil: O Outro Lado do Céu

Direção: Mitch Davis

Gênero: Drama/Aventura/Biografia

Ano de Lançamento: 2001

 

Sinopse: John Groberg (Christopher Gorham) é um jovem missionário que, nos anos 50, embarca em um longa viagem juntamente com os nativos da ilha de Tonga, deixando para trás a noiva e sua família. Ao longo de sua viagem ele escreve cartas para sua noiva, relatando suas aventuras para sobreviver em uma terra desconhecida. Ao mesmo tempo, Groberg conhece a cultura local e faz amigos nos 3 anos que passa longe de casa.

O Outro lado do Céu é um filme delicado, sensível e muito verdadeiro. Baseado em fatos reais, esse é provavelmente, o melhor filme cristão que já assisti em toda a minha vida.

A história de John, que é convocado para prestar serviços como missionário na ilha de Tonga, é muito interessante. Ao longo de sua jornada, ele conhece pessoas muito especiais. Que o ensinarão valores imprescindíveis para a vida, passará também por muitas provações, tentações e momentos de dificuldade que o farão questionar seus atos e escolhas.

Os habitantes de Tonga se apresentam como realmente são, pessoas simples e de bom coração que aceitam aquele forasteiro de braços abertos, ajudando-o em sua adaptação.

Durante sua estadia na ilha, John escreve cartas para sua noiva Jean Sabin, relatando tudo o que esta acontecendo por lá e esses momentos são particularmente muito bonitos. As palavras de Jean são como um bálsamo, onde o missionário encontra forças para continuar sua missão.

Mesmo com todas as dificuldades apresentadas, é admirável a determinação e força de vontade daquele jovem, tentando ajudar o próximo de todas as maneiras possíveis, com seu imenso amor e fé inabalável.

Gostei bastante da atuação de Christopher Gorham, ele desempenhou brilhantemente seu papel. Assim como a jovem Anne Hathaway que em seu primeiro trabalho, executa lindamente o personagem da benevolente noiva.

Histórias baseadas em fatos reais geralmente tocam meu coração, sempre me emocionei com o que o destino reserva para as pessoas.

Com um enredo sensível e história tocante, esse filme sobre fé e simplicidade, arrebatará corações de diferentes maneiras e fará os céticos finalmente acreditarem em amor verdadeiro.

“Querida Jean,

Finalmente chegou o dia, estou indo para casa. Mas, o engraçado, é que parece que estou indo embora de casa. Nesses três anos, eu vivi com um povo que não tem nada, mas tem tudo. Nessa vida navegamos os mares, na próxima, navegaremos o céu. Eu gostaria de ser mais parecido com ele, um barqueiro entre as estrelas, e eu gostaria de ter você comigo. Sua suavidade ao meu lado, ah…Jean. Você irá me amar do outro lado do céu?”



9
maio 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

O-Par-PerfeitoA Pousada #3
Autor:
Nora Roberts
Título original:
 The Perfect Hope
Editora: Arqueiro
Número de páginas:
 309
Avaliação: 
5/5
Onde comprar: Amazon |
Americanas | Submarino

Mesmo sendo conhecido como o mais durão dos irmãos, Ryder Montgomery deixa as mulheres aos seus pés quando coloca seu cinto de ferramentas. Nenhuma delas é imune a seu jeito sexy quando está no trabalho. Sem contar, é claro, Hope Beaumont, a gerente da Pousada BoonsBoro. Ex-funcionária de um luxuoso hotel em Washington, Hope está acostumada à agitação e ao glamour, porém isso não significa que ela não aprecie os prazeres da cidade pequena. Sua vida está exatamente como ela deseja – exceto pela questão amorosa. Sua única interação com alguém do sexo oposto são as frequentes discussões com Ryder, que sempre lhe dá nos nervos. Ainda assim, qualquer um vê que há uma química inegável entre os dois. Enquanto o dia a dia na pousada transcorre sem problemas graças aos instintos infalíveis de Hope, algumas pessoas de seu passado estão prestes a lhe fazer uma indesejável – e humilhante – visita. Mas, em vez de se afastar ao descobrir que Hope tem seus defeitos, Ryder só fica mais interessado por ela. Será que pessoas tão diferentes podem formar um par perfeito? No livro que encerra a trilogia A Pousada, Nora Roberts apresenta Ryder Montgomery, que, ao tentar driblar o amor refugiando-se no trabalho, acabou sendo surpreendido pelo sentimento mais nobre e profundo que já teve.

Tenho um carinho imenso por essa trilogia, encantei-me logo no primeiro livro, e todos os outros mantiveram o padrão, inclusive, esse último é o meu preferido. Neste volume temos como protagonistas Ryder Montgomery e Hope Beaumont. 🙂

Hope é a gerente da Pousada, uma mulher forte que teve uma péssima experiência em um relacionamento anterior. Ela é metódica e muito dedicada ao seu trabalho, mas não está sabendo lidar com seus sentimentos por Ryder, o filho da dona da Pousada, e responsável pela restauração da mesma. Ryder é o mais velho dos três irmãos, conhecido por seu jeito durão e conquistador, ele nunca demonstrou o menor interesse em encontrar alguém e sossegar, até conhecer Hope. De início, os dois tentam negar a atração existente, mas ela é mais forte do que eles.

“Nenhum homem fez o que você me fez. Faz. Eu sempre achei que houvesse algo errado comigo, porque eu não conseguia o suficiente. Mas a única coisa errada era que nenhum deles era você.” 

Desde o primeiro livro, eu já estava muito ansiosa para conferir a história de Ryder e Hope. Todos os personagens são maravilhosos, mas a personalidade desse casal em especial, tinha tudo para ser explosiva. Sou muito fã dos livros da Nora Roberts, e amo quando cada livro conta a história de um personagem, mas todos eles estão presentes em uma mesma família.

A questão sobrenatural da trilogia foi resolvida de maneira muito doce, singela e satisfatória. A fantasma existente na obra se tornou um dos protagonistas, meu carinho por ela já era imenso. Tudo tinha uma razão, um motivo de existir.

A narrativa mantém o foco em terceira pessoa, intercalando o ponto de vista dos personagens. O romance vai se desenrolando de forma muito natural, o que me agradou bastante. Ryder não muda de personalidade, ele mantem seu jeitão rustico, mas isso não quer dizer que não seja romântico e doce com Hope. Ele foi o meu personagem preferido da trilogia. 🙂

O Par Perfeito é cheio de romance, mas não apenas isso. A cumplicidade, o amor fraterno e a necessidade de ajudar aqueles que amamos são partes essenciais. Recomendo com toda a certeza, mas uma trilogia que ganha um lugar especial na minha estante. <3 😉



21
mar 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

Apegados.indd Autora: Sarah Jio

Título Original: The Violets of March

Editora: Novo Conceito

Número de Páginas: 304

Avaliação: 5/5

Onde Comprar:

 

Sinopse: Emily Taylor é uma mulher jovem e escritora de sucesso, mas não gosta muito de seu próprio livro. Também tem um casamento que parece ideal, no entanto ele acabará em divórcio. Sentindo que sua vida perdeu o propósito, Emily decide fazer as malas e passar um tempo em Bainbridge – a ilha onde morou quando menina – para tentar se reorganizar. Enquanto busca esquecer o ex-marido e, ao mesmo tempo, arrumar material para um novo – e mais verdadeiro – livro, um antigo colega de escola e o namorado proibido da adolescência tornam-se seus companheiros frequentes. Entretanto, o melhor parceiro de Emily será um diário da década de 1940, encontrado no fundo de uma gaveta. Com o diário em mãos, Emily sentirá o estranhamento e a comoção causados pela leitura de uma biografia misteriosa que envolve antigos habitantes da ilha e que tem muito a ver com sua própria história. Assim como as violetas que desabrocham fora de estação para mostrar que tudo é possível, a vida de Emily Taylor poderá tomar um rumo improvável e cheio de possibilidades. As Violetas de Março é um romance sobre a força do amor, sobre as peças que o destino prega e sobre como podemos ser felizes mesmo quando tudo parece conspirar contra a felicidade.

Com um trecho da delicada canção de Tom Jobim, As Águas de Março, a autora nos conduz à história de Emily, uma escritora renomada que após ter o coração partido pelo marido, resolve seguir rumo a Baindridge, uma pequena cidade localizada no estado de Washington, a pedido de sua tia Bee, buscando resgatar sua inspiração e um novo sentido para sua vida.

“Bee acredita que o estuário de Puget tinha imenso poder de cura. E eu sabia que, quando lá chegasse, ele me encorajaria a tirar os sapatos e a ir vadear, mesmo se fosse uma hora da manhã” (Página 24)

Chegando lá, Emily reencontra amores do passado e pessoas que fizeram parte de sua vida durante a infância. Contudo, o surgimento misterioso de um caderno de veludo vermelho em seu quarto, é o enigma que a intriga no momento, fazendo com que a célebre escritora comece uma minuciosa investigação sobre aqueles personagens da década de 1940, mesmo que as palavras contidas no velho diário não fizessem sentido algum para ela.

“Porque uma história de 1940, de alguém sobre quem eu nada sabia, teria qualquer relevância para minha vida? Como seria possível? Nada daquilo fazia sentido, mas em algum lugar em meu coração eu estava começando a sentir que talvez fizesse.” (Página 200)

Nessa empreitada, Emily descobrirá segredos do passado que mudarão completamente sua vida. Conhecerá a si mesma e entenderá que o verdadeiro amor esta traçado e que o destino é seu maior aliado.

“Deixo-lhe um pensamento, um pensamento sobre o amor que me levou a passar por muitos fracassos: o grande amor perdura ao tempo, à magoa e a distância. E mesmo quando tudo parece perdido, o verdadeiro amor vive. Sei disso agora, e espero que você também.” (Página 276)

Finalizo esta resenha completamente encantada com Sarah Jio, por nos apresentar sua primeira história de maneira tão comovente e arrebatadora. As Violetas de Março, é sem dúvida, um livro inesquecível, cativante e encantador.

Se você esta a procura de um romance em que o destino é quem dita as regras e almas gêmeas se reconhecem. Esse livro é para você!

 



28
fev 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

 

Título Original: La La Land

Título no Brasil: La La Land – Cantando Estações

Direção: Damien Chazelle

Gênero: Comédia/ Musical/Romance

Ano de Lançamento: 2016

 

Sinopse: Ao chegar em Los Angeles o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso.

Amo musicais e por esse motivo, eu precisava conhecer esse filme tão aclamado, recordista de indicações ao Oscar 2017 (14 indicações) e vencedor de tantos prêmios.

Contado durante as quatro estações do ano, La La Land, narra a história de uma aspirante a atriz e um pianista, que tem seus destinos cruzados, Ela por amor a arte, Ele pelo amor ao Jazz. Dois sonhadores que descobrem que viver de sonhos pode ser difícil, mas viver por eles é irresistível!

Mia, que é atendente em uma cafeteria, localizada nos arredores de um grande estúdio, esta em busca do sonho de se tornar uma grande atriz, ao passo que Sebastian cultiva o sonho de abrir o próprio negócio e tornar o jazz um ritmo aceito por todos.

Amei o filme, é lindo demais! A escolha dos atores foi perfeita. Emma Stone e Ryan Gosling dão um show de interpretação com performances dignas dos melhores musicais da Broadway.

Com muita música, dança e uma história cativante, o vencedor de 7 Globos de Ouro, incluindo de Melhor Filme, é uma ode a Los Angeles, um filme que nos remete a Hollywood dos anos 1950/1960, onde o casal protagonista busca a realização de seus sonhos de forma bem humorada e contagiante.

Romântico e divertido, La La Land, é sem dúvida, um filme obrigatório para aqueles que estão saudosos de um bom musical. Divirtam-se!



21
fev 2017

ARQUIVADO EM: Literatura

 


Autora: Jennifer Niven

Título Original: Holding Up the Universe

Editora: Seguinte

Número de Páginas: 392

Avaliação: 5/5

Onde Comprar:

 

Sinopse: Jack tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, vê os olhos, o nariz, a boca… mas não consegue juntar todas as peças do quebra-cabeça para gravar na memória. Então ele usa marcas identificadoras, como o cabelo, a cor da pele, o jeito de andar e de se vestir, para tentar distinguir seus amigos e familiares. Mas ninguém sabe disso — até o dia em que ele encontra a Libby. Libby é nova na escola. Ela passou os últimos anos em casa, juntando os pedaços do seu coração depois da morte de sua mãe. A garota finalmente se sente pronta para voltar à vida normal, mas logo nos primeiros dias de aula é alvo de uma brincadeira cruel por causa de seu peso e vai parar na diretoria. Junto com Jack. Aos poucos essa dupla improvável se aproxima e, juntos, eles aprendem a enxergar um ao outro como ninguém antes tinha feito.

O livro vai contar a história de Libby Strout  e Jack Masselin, dois jovens que juntarão os pedaços de suas vidas, cada um a sua maneira, fazendo com que a cada capítulo o leitor seja levado a uma reflexão e a questionamentos sobre alguns fatos de sua própria vida.

Libby, que estava afastada da escola há anos, em decorrência da morte de sua mãe, adquiriu ansiedade e uma compulsão alimentar que a deixou presa dentro de casa, literalmente. Ela chegou a ser considerada a garota mais gorda dos Estados Unidos, sendo necessário que um guindaste fosse acionado para resgatá-la.

Porém, agora, buscando superar o luto, ela esta disposta a seguir em frente, levar uma vida diferente, conquistar seu próprio espaço, apesar dos percalços impostos pela vida, e por essa razão, decidiu retornar a escola.

Entretanto, essa volta não será nada fácil, uma vez que ela continuará encontrando pessoas nocivas e maldosas, que a desprezam por seu excesso de peso.

“Ele resmunga alguma coisa que parece e provavelmente é gorda vadia. Não importa que eu seja virgem. Considerando todos os meninos que me chamam disso desde o quinto ano, é de se imaginar que eu já dei umas mil vezes.” (Página 48)

Jack, é o garoto mais popular do colégio. Bonito, carismático e amado por todos, ele também namora a garota mais bonita do local e é um dos valentões que não se importam em causar a discórdia por onde passam.

E é durante um desses atos de bullying e desrespeito, que ele conhecerá Libby.

O que ninguém sabe, é que Jack usa essa fachada de maioral, apenas para encobrir a prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer rostos, inclusive o dele próprio. E esse segredo, que Jack carrega por toda a vida, é o que o tornará mais humano no fim das contas.

Jennifer Niven tem o dom de contar histórias tocantes e inspiradoras. Pois, assim como fez em Por lugares incríveis, a autora conseguiu imprimir suas mais profundas emoções nesse livro, construindo mais uma vez uma história inovadora e cheia de contrastes.

A elaboração dos personagens é convincente e extremamente emocionante, Libby é uma das melhores personagens já criadas, linda, encantadora e inteligente, ela nos ensina o valor do amor-próprio, e que não precisamos ser escravos de determinado padrão social para sermos aceitos.

“- Se todo mundo que tem alguma coisa para falar de mim passasse todo esse tempo, sei lá, sendo gentil ou desenvolvendo uma personalidade ou uma alma, imagine como o mundo seria.” (Página 107)

Com personagens especiais e extremamente encantadores,  Juntando os pedaços é um livro sobre preconceito e compreensão, que nos fará refletir e agora figura entre os livros favoritos da minha vida. Lindo demais!

“Quanto aos outros, lembrem-se: alguém gosta de você. Grande, pequeno, alto, baixo, bonito, comum, simpático, tímido. Não deixe ninguém dizer o contrário, nem você mesmo.

Principalmente você mesmo.” (Página 317)

 



31
jan 2017

ARQUIVADO EM: Cinema & TV

Título Original: About Time

Título no Brasil: Questão de Tempo

Direção: Richard Curtis

Gênero: Romance/Drama/Fantasia

Ano de Lançamento: 2013

Sinopse: Ao completar 21 anos, Tim (Domhnall Gleeson) é surpreendido com a notícia dada por seu pai (Bill Nighy) de que pertence a uma linhagem de viajantes no tempo. Ou seja, todos os homens da família conseguem viajar para o passado, bastando apenas ir para um local escuro e pensar na época  no local para onde deseja ir. Cético a princípio, Tim logo se empolga com o dom ao ver que seu pai não esta mentindo. Sua primeira decisão é usar esta capacidade para conseguir uma namorada, mas logo ele percebe que viajar no tempo e alterar o que já aconteceu pode provocar consequências inesperadas.

O filme conta de forma singela, a história do tímido Tim. Um rapaz que descobre aos 21 anos que possui poderes especiais de viajar no tempo.

Cético, Tim não acredita no que esta ouvindo. Porém, depois de viajar no tempo e refazer a desastrosa última festa de fim de ano, ele passa  a crer verdadeiramente que possui um dom especial.

De posse desse segredo compartilhado por seu pai, Tim resolve então, usar tal poder para conquistar o coração de Mary (Rachel McAdams), uma bela jovem, fã da modelo Kate Moss, que ele conheceu durante um inusitado encontro às escuras e por quem ficou absolutamente encantado.

“[…] eu tento viver cada dia como se tivesse voltado propositalmente para esse dia, para curtir, como se fosse o último dia inteiro da minha vida extraordinária e comum.” 

questao-de-tempo

Entretanto, nem tudo são flores na vida de Tim, e suas viagens no tempo acabarão afetando a vida e os destinos de todos a sua volta.

Questão de Tempo é um filme lindo e delicado, com belas imagens de Londres e do Reino Unido, que nos faz refletir sobre a vida e como seria se nós pudéssemos ter uma segunda chance para nossos atos do passado. 

Indicação mais do que recomendada, assista e viaje com Tim e sua família, nesse mundo fantástico, repleto de amor e encantamento.

“Todos estamos viajando no tempo juntos, todos os dias de nossas vidas. Tudo o que podemos fazer é o nosso melhor, é aproveitar esse passeio maravilhoso.”



5
dez 2016

ARQUIVADO EM: Literatura

o-eterno-namoradoA Pousada #2
Autor:
Nora Roberts
Título original:
 The Last Boyfriend
Editora: Arqueiro
Número de páginas:
304
Avaliação: 
4,5/5
Onde comprar: Amazon |
Americanas | Saraiva | Submarino

Sinopse: Tudo o que acontece na vida de Owen Montgomery é meticulosamente organizado em uma planilha ou lista de tarefas. No trabalho não é diferente, e é graças a sua obsessão por ordem que a Pousada Boonsboro está prestes a ser inaugurada – dentro do cronograma. A única coisa que Owen jamais previu foi o efeito que Avery MacTavish teria sobre ele. A proprietária da pizzaria em frente à pousada sempre foi amiga da família e agora, enquanto vê em primeira mão a fantástica reforma pela qual o lugar está passando, também observa a mudança gradativa de seus sentimentos por Owen. Os dois foram namorados de infância, e desde então tinham estado bem distantes dos pensamentos um do outro. O desejo que começa a surgir entre eles, porém, não tem nada de inocente e é impossível de ignorar. Enquanto Owen e Avery decidem se render à paixão e levar seu relacionamento a um nível mais sério, a inauguração da pousada se aproxima e dá a toda a cidade um motivo para comemorar. Mas quando os traumas do passado de Avery batem à porta e a impedem de se entregar, Owen sabe que seu trabalho está longe de terminar. Agora ele precisa convencê-la a baixar a guarda e perceber que aquele que foi seu primeiro amor pode também ser seu eterno namorado.

Esse é o segundo volume da série A Pousada, e esta resenha contém spoilers do livro anterior – Um Novo amanhã.

Nora Roberts é a rainha dos romances, sempre que leio um novo livro dela fico com um sorriso no rosto. O eterno namorado é o segundo volume da trilogia A Pousada, e dessa vez Nora vai mostrar que um amor de infância pode sim reacender quando menos se espera (e eu sou prova disso, me apaixonei pelo meu marido aos 11 anos, tivemos um namorico e nos reencontramos anos depois, estamos juntos há doze anos).

Neste volume vamos conhecer um pouco mais sobre Owen e Avery. Ele é o irmão do meio da família Montgomery, o mais metódico e detalhista, é ele quem cuida das planilhas e dos pedidos, e faz tudo sempre com o maior amor. Avery é a dona da pizzaria do outro lado da rua, ela cresceu junto com os irmãos Montgomery e tem um carinho enorme pela família. Ela e Owen já tiveram um namoro na infância, mas depois depois se tornaram apenas bons amigos.

Avery é determinada e não tem preguiça de trabalhar, não gosta de depender de ninguém e evita falar sobre seus sentimentos ou problemas, o que torna tudo mais complicado para Owen, quando ele finalmente percebe que a amizade pode ser algo mais. Toda essa dificuldade em compartilhar sentimentos tem uma explicação lógica, algo do passado de Avery retorna, e fica difícil não se solidarizar com a tristeza dela, e torcer para que ela saia dessa.

A narrativa de Nora Roberts é simplesmente sensacional, a leitura flui de forma rápida e agradável, e o fato de já termos familiaridade com os personagens, contribui ainda mais para isso. Em terceira pessoa, vemos o ponto de vista de cada um ser explorado. A química dos personagens é forte, percebemos que Avery e Owen foram mesmo feitos um para o outro. 

“Apaixonar-se por Owen mais uma vez parecia uma loucura, exatamente como havia sido antes.”

Owen ganhou meu coração desde o primeiro livro, ele é doce e cuidadoso, não tem aquele lado rude bem comum em livros de romance (isso vai ficar para o irmão mais velho, protagonista do próximo livro). Tudo que faz é com muito capricho e esmero. Ele ama Avery, quer cuidar dela, mas sem dominá-la ou impedir que ela continue sendo a mulher forte e batalhadora que sempre foi.

“Nenhum homem fez o que você me fez. Faz. Eu sempre achei que houvesse algo errado comigo, porque eu não conseguia o suficiente. Mas a única coisa errada era que nenhum deles era você.”

Toda a família continua aparecendo bastante, o que me alegra muito, amo todos os personagens! Dei muita risadas com algumas situações e me emocionei com outras. Não posso esquecer da maravilhosa Lizzy, a fantasma que agita a pousada e faz questão de ajudar cada um dos personagens a encontrarem seus caminhos. Torço muito para que ela encontre finalmente a paz. 🙂

O Eterno Namorado é um romance fofo que aqueceu meu coração! Se você gosta de romances, com certeza vai se apaixonar por essa história linda. Recomendo com toda a certeza. 😀






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