Posts arquivados em Tag: série

14 ago, 2018

Revenge


Título Original: Revenge

Título no Brasil: Revenge

Criador: Mike Kelley

Gênero: Drama/Mistério/Thriller

Ano de Lançamento: 2011

Sinopse: Por trás do luxuoso estilo de vida de Hamptons, há um segredo sujo e obscuro e uma distorcida história de paixão, suspense e redenção. Riqueza, beleza e poder definem os moradores da comunidade mais exclusiva de Nova York, mas nada deterá uma mulher de se vingar daqueles que arruinaram a vida de seu pai. Esta série apresenta a trama vingativa de Emily Thorne (Emily VanCamp) contra Victoria Grayson (Madeleine Stowe), a rainha de Hamptons, e todos que destruíram sua família. Contudo, até os melhores planos podem falhar, com o surgimento do inesperado triângulo amoroso entre Emily, o filho de sua maior inimiga e um rosto esquecido de seu passado.

Descrita como uma versão contemporânea de “O Conde de Monte Cristo”, Revenge nos apresenta sua protagonista, Amanda Clark, uma jovem atormentada que após a morte de seu pai, decide vingar-se de todas as pessoas que acabaram com a sua família em decorrência de uma grave e injusta acusação.

Ao longo da vida, Amanda torna-se uma garota violenta e de temperamento explosivo, exatamente por acreditar nos tablóides que acusam seu pai de ter cometido um crime gravíssimo que resultou na morte de várias pessoas.

Porém, ciente dos acontecimentos, David Clark deixa para a filha uma caixa contendo toda a verdade sobre seu passado e uma carta pedindo que ela esqueça e perdoe.

Contudo, ela não deixará em pune aqueles que deliberadamente destruíram sua vida e sua família.

“Antes de embarcar em uma vingança, cave duas covas.” (Confúcio – 504 a.C)” 

É então que nasce Emily Thorne, personagem criada por Amanda para se infiltrar na vida dos milionários habitantes dos Hamptons e assim começar sua famigerada vingança. Com a ajuda do gênio da computação, Nolan Ross, Emily fará de tudo para destruir cada um que cruzar o seu caminho.

“Essa não é uma história sobre perdão.” (Emily Thorne)

O alvo principal da retaliação é Victoria Grayson e sua família, uma vez que a sociality foi uma das principais responsáveis por toda a tragédia que se abateu em sua vida.

Como parte do plano, Emily é apresentada a Daniel Grayson, filho de sua maior inimiga e logo começam um relacionamento,  mesmo a contento da matriarca que não vê com bons olhos a chegada da estranha em seu círculo familiar.

Por outro lado, temos Jack Porter, amigo de infância e primeiro amor de Amanda que mesmo sem saber, se vê envolvido por ela novamente.

Ao longo da série, vamos acompanhando o rumo dos acontecimetos e percebemos que nem tudo é o que parece.

“Durante a minha vida aprendi que há três maneiras de uma pessoa desaparecer, a primeira é morrer, a segunda é mentir e a última é renascer.” (Victoria Grayson)

Com um mote perfeito, Revenge é uma série dinâmica e cheia de ação que certamente conquistará aqueles que gostam de um bom suspense e tramas enigmáticas, sem falar do elenco espetacular. Madeleine Stowe deu um show de interpretação, é simplesmente a inimiga perfeita, não haveria vilã melhor.

A série teve seu término anunciado em maior de 2015 em sua 4° e última temporada, deixando uma imensa saudade no coração dos fãs apaixonados por essa trama fantástica. 

“Quando tudo que ama foi tirado de você, considere a minha história ao embarcar em uma vingança. E lembre-se, tudo o que vai, volta.” (Emily Thorne)

 

 

31 jul, 2018

Anne with an E

Título Original: Anne

Título no Brasil: Anne with an E

Criador: Moira Walley-Beckett

Gênero: Drama

Ano de Lançamento: 2017

Sinopse: Depois de treze anos sofrendo no sistema de assistência social, a orfã Anne é mandada para morar com uma solteirona e seu irmão. Munida de sua imaginação e de seu intelecto, a pequena Anne vai transformar a vida de sua família adotiva e da cidade que lhe abrigou, lutando pela sua aceitação e pelo seu lugar no mundo.

Passada no século XIX, a série narra a saga da órfã  Anne Shirley, que é levada por engano pelo casal de irmãos solteirões Matthew e Marilla Cuthbert , que inicialmente pretendiam adotar um menino para ajuda-los a cuidar de sua propriedade. Mesmo estando dispostos a adotar uma criança, os dois foram pegos totalmente de surpresa com a chegada da tagarela menina a Green Gables.

“- Matthew Cuthbert, quem é essa?  Onde esta o menino?”

Anne é uma criança otimista e cheia de esperança, e vê nos irmãos Cuthbert a chance de finalmente pertencer a uma família, tendo em vista que já passou por maus bocados nos lares adotivos por onde esteve, recorrendo muitas vezes aos livros como forma de fugir de sua dura realidade.

“Querida Rainha da Neve, eu aceito a sua oferenda. Tivesse eu um livro, colocaria essas flores sagradas entre as páginas para me lembrar para sempre deste momento tão precioso.

No entanto, eu Princesa Cordélia, estimarei este presente para sempre.”

Em meio ao preconceito e com um leve toque de feminismo, que percebemos ser a frente de sua época, Anne usa seu amor pela poesia e suas inúmeras qualidades para sobreviver em sua nova realidade e mostrar seu valor.

Ela é o tipo de pessoa que acredita no próximo e mesmo com tudo o que já passou, Anne sempre tem algo de belo a dizer. Com colocações um tanto dramáticas e por vezes até impertinentes, a ruivinha enxerga o mundo com olhos otimistas e sonhadores, e um dos grandes méritos da trama esta justamente em abordar a realidade pelo olhar lúdico da protagonista.

 

 

Porém, ao mesmo tempo em que somos apresentados a beleza da série e suas paisagens deslumbrantes, também assistimos a cenas muito cruéis, quando  Anne se depara com colegas de sala de aula extremamente preconceituosos e perversos.

Anne não entende o que pode haver de errado com ela, já que é uma criança perfeitamente normal, e por esse motivo, a menina luta bravamente para provar que merece estar na nova cidade, tenta conquistar a todos e fazer novos amigos com sua perspicácia e inteligência poética. Enquanto nós aqui do outro lado da tela, ficamos apenas torcendo para que tudo de certo com ela.

Em meio a todo o turbilhão de novidades, acompanhamos ainda o começo do que promete ser o romance mais fofo do mundo, entre nossa tagarela protagonista e seu colega de sala, Gilbert Blythe.

A relação dos dois começa um pouco conturbada, uma vez que ambos são alunos competitivos e buscam sempre superar um ao outro nas atividades escolares.

Porém, fora a concorrência em sala de aula, Gilbert enxerga em Anne muito além de seus cabelos vermelhos e suas sardas. Ele é um dos poucos que a trata de igual para igual, sem depreciá-la ou desmerecer seus talentos. Pelo contrário, ele é grato por conhecer alguém tão sagaz quanto ele em muitos aspectos. É uma lindeza de amizade, minha gente!

Baseada na obra Anne de Green Gables, da autora Lucy Maud Montgomery, o livro é considerado um dos maiores clássicos da literatura canadense. Foi publicado em 1908 e chegou ao Brasil por volta de 1939 pela Companhia Editora Nacional. A emocionante história de Anne teve tanto sucesso que inicialmente tornou-se uma saga de seis livros, e atualmente divididos em uma trilogia, foi publicado no Brasil pela editora Pedra Azul.

Curiosamente, a série exibida hoje pela Netflix não é a primeira adaptação do livro, talvez seja a mais famosa sem dúvida, mas existiram outras, como no ano de 1919 quando foi adaptado para um filme mudo, e em 1985, quando virou uma minissérie também muito popular.

Com um total de 17 incríveis episódios, Anne with an E, conta no momento com duas temporadas de puro encanto e doçura.

Sábia e poética, Anne Shirley nos ensina a sonhar, nos leva para seu mundo de fantasia e nos mostra como conseguiu superar as adversidades e transformar sua trajetória, com a ajuda de sua vasta imaginação e de seus amados livros. Série recomendadíssima, assistam!

05 jun, 2018

The Good Wife

Título Original: The Good Wife

Título no Brasil: The Good Wife – Pelo Direito de Recomeçar

Criadores: Robert King e Michelle King

Gênero: Drama

Ano de Lançamento: 2010

Sinopse: A série narra a história de Alicia Florrick, uma dedicada esposa e mãe de família que após ser humilhada publicamente em decorrência de escândalos sexuais e de corrupção envolvendo seu marido, o procurador Peter Florrick. decide retomar a carreira de advogada.

Alicia Florrick, que era apenas uma dedicada esposa e mãe, vê seu mundo devastado por tablóides sensasionalistas, quando seu marido, o procurador Peter Florrick é preso em decorrência de escândalos sexuais e políticos.

Diante de todo o recente caos instaurado em sua vida, Alicia decide então, retomar sua carreira de advogada, estagnada há 13 anos.

Em seu retorno, ela descobre que um antigo colega de faculdade possui uma firma de advocacia e resolve se candidatar a um cargo.

No entanto, não será tão fácil para ela recomeçar, pois a preterida vaga também esta sendo disputada pelo novato Cary Argos, um advogado ambicioso que fará de tudo para conseguir o que quer.

 


A série tem personagens bem interessantes, como Eli Gold, chefe de gabinete da campanha de Peter. Eli vê em Alicia uma mulher com forte apelo político e muito carisma, e tenciona usar esses atributos a favor de Peter, almejando angariar votos para uma futura candidatura ao governo do Estado.

Temos ainda, Kalinda Sharma, detetive particular da firma de advocacia de Will Gardner, Kalinda desvenda com maestria os casos que lhe são atribuídos, ela é sensacional! Na minha opinião, a melhor personagem da série.

Alicia Florrick foi uma protagonista singular, e mesmo com seu temperamento instável ao longo das 7 temporadas, ela conquistou minha simpatia e até minha admiração em alguns momentos, poucos, mas devo admitir que a personagem tem o seu valor.

The Good Wife é a história genuína de uma esposa traída que tenta refazer a vida e criar os filhos da melhor maneira possível, sendo muito bem sucedida no que se propôs. Prova disso são os inúmeros prêmios recebidos pelas atrizes Julianna Margulies e Archie Panjabi, intérpretes de Alicia Florrick e Kalinda Sharma, dentre eles o Emmy Award e o Globo de Ouro de melhor atriz e atriz coadjuvante.

Sentirei falta da série e mesmo com toda a ambição e prepotência que envolvia a esfera jurídica em muitas cenas, The Good Wife me ensinou que devemos lutar apesar de tudo e por pior que esteja a nossa vida, não devemos nos acomodar.

Uma boa notícia para os fãs que ficaram órfãos com o término da série, é que já existe um spin-off, de nome The Good Fight, estrelado pela talentosíssima Cristine Baranski, intérprete de Diane Lockhart.

06 fev, 2018

Chesapeake Shores

Título Original: Chesapeake Shores

Título no Brasil: Chesapeake Shores

Criador: John Tinker

Gênero: Drama/Romance/Familia

Ano de Lançamento: 2016

Sinopse: Abby O’Brien (Meghan Ory) volta para sua cidade natal de Chesapeake Shores, em Maryland, para ajudar sua irmã Jess (Laci J. Mailey) com a pousada Eagle Point. No entanto, além dos negócios não irem bem, o retorno da jovem ao local é marcado por reencontros marcantes e fantasmas do passado.

Ambientado na fictícia cidade de Chesapeake Shores, a série produzida pelo Hallmark Channel, conta a história da família O’Brien.

A trama começa com a primogênita da família, Abby (Megan Ory), voltando para casa depois de um conturbado divórcio. Mas, Chesapeake Shores abriga muito mais histórias dessa grande família. Histórias essas, que vem a tona com o retorno de Abby.

Conheceremos Jess (Laci J.Mailey), a linda irmã caçula que gerencia uma pequena pousada na cidade visando transforma-la em um lugar mais aconchegante para seus futuros hóspedes.

Temos também a bela Bree O’Brien (Emilie Ullerup), uma escritora que passa por um bloqueio criativo e acredita que voltando para casa conseguirá a inspiração que precisa para concluir seu livro.

Os membros masculinos da família também contam suas histórias, como o belíssimo Kevin (Brendan Penny), filho mais velho dos O’Brien, é médico do exército dos Estados Unidos e voltou para casa durante as festas de fim de ano.

O último dos filhos que irei citar é Connor, o caçula dos homens da família é estudante de Direito e esta tentando aprovação no exame da ordem.

Essa maravilhosa prole, tem um pai, Mick O’Brien (Trate Williams), que precisou trabalhar duro para cria-los sozinho, depois que sua esposa Megan (Barbara Niven), o deixou.

Por fim, essa linda família tem a melhor avó que poderia existir, Nell O’Brien, mãe de Mick, ficou responsável pelas crianças depois do sumiço de Megan e cuidava de todos com o maior zelo enquanto o filho trabalhava.

Com belíssima fotografia e histórias cotidianas encantadoras, o clã O’Brien nos mostra diferentes modos de ver e viver a vida, pelo olhar peculiar de cada um de seus membros.

Sou apaixonada por romances ambientados em cidades pequenas e aconchegantes, acredito que esse tipo de história nos aproxima dos personagens de alguma forma.

A série esta disponível no atual catálogo da Netflix e conta até o momento com duas temporadas de dez episódios cada. Se você gostou da resenha e assim como eu, também é fã de histórias com enredos familiares em lugares pitorescos, não perca tempo, assista agora Chesapeake Shores!

 

02 jan, 2018

Being Erica

 


Título Original: Being Erica

Título no Brasil: A vida de Erica

Criador: Jana Sinyor

Gênero: Comédia/Drama

Ano de Lançamento: 2009

Sinopse: No colegial, Erica pensou que iria crescer, conhecer “O” cara, ter “a” carreira, ter um casal de filhos lindos. Mas, de alguma forma, isso nunca aconteceu. Agora ela tem a chance de uma vida. Após uma série de percalços, ela se encontra no hospital, onde conhece o misterioso Dr. Tom – um terapeuta que parece saber muito sobre ela.

Conheci essa série com o nome “A vida de Erica” durante uma madrugada insone zapeando os canais de TV. E que fofura de série, adorei! Achei uma graça a Érica tentando acertar as contas com seu passado e as consequências de tudo isso. Seus amigos, seus amores, sua luta para entrar no competitivo mercado de trabalho. Coisas aparentemente banais, que na vida de Erica não são tão simples assim.

Tudo começa quando Erica, uma jovem de trinta e poucos anos,  encontra o enigmático Dr. Tom, que a propõe uma sessão de terapia nada convencional: voltar no tempo para consertar os erros do passado.

“Uma vida não questionada não merece ser vivida.” (Platão) 

Em princípio, parece um método maluco, mas com o passar dos episódios, nós descobrimos que o que acontece na verdade são mudanças na atitude de Erica com relação a passos mal dados na vida, tipo, uma segunda chance para os arrependimentos, sabe?

“Aprender é descobrir o que você já sabe.” (Richard Bach)

Com frases de efeito de grandes pensadores, Dr. Tom sempre tem a receita certa para resolver os problemas de sua paciente.

É muito divertido acompanhar Erica tentando mudar algo que deu errado em sua vida ou apenas reafirmando atitudes tomadas na juventude.

Entretanto, suas viagens ao passado, ás vezes afetam seu futuro, e Erica precisará encontrar uma maneira de lidar com essa nova situação.

Being Erica é uma serie sobre arrependimentos, amizade, família e amor que nos mostra como as atitudes que tomamos, refletem diretamente em nosso futuro. Pois, seja de forma positiva ou negativa, cabe a cada um de nós escolher que rumo seguir.

“Aquele que controla o presente, controla o passado. Aquele que controla o passado, controla o futuro.” (George Orwell)

Se você pudesse voltar e fazer tudo diferente, você continuaria sendo você?